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The Walks - Fool's Gold

Sexta-feira, 16.10.15

Apenas um ano depois de R, o ep de estreia, os The Walks estão de regresso com Fool’s Gold, o primeiro registo de originais no formato longa duração. Este é um disco que compila todos os temas compostos pelo grupo e que foram editados anteriormente no formato EP e outros que a banda considera importantes para uma caraterização clara da sonoridade deste belo projeto oriundo de Coimbra e formado por Gonçalo Carvalheiro, John Silva, Miguel Martins, Nelson Matias e Paula Nozzari.

Editado pela também conimbricense Lux Records, produzido pela própria banda e por João Brandão, Fool's Gold é um divertido e animado compêndio de canções que nos oferece uma espécie de anti pop, à boleia de um rock alegre e um pouco descomprometido e acelerado. São canções onde o boémio e o sentimentalismo sincero e profundo se misturam e até se confundem, num misto de êxtase, euforia e reflexão, cheias de pormenores que vão além da bateria, do baixo e das guitarras, para abarcar outros instrumentos de percussão e também de sopro.

Para os The Walks o rock não tem entraves, fronteiras e barreiras definidas e a própria banda, no seu seio, com um pragmatismo que se saúda, não busca uma inserção clara com categorias bem definidas desse género sonoro. Se temas como Redefine transpiram alguns detalhes do surf rock sessentista, logo a seguir, em Pleasure And Pain, os The Walks piscam o olho a alguns detalhes do punk rock mais sombrio que começou a fazer escola no final da década seguinte e bastam estes dois temas para se perceber que espontaneidade e naturalidade são conceitos intrínsecos ao processo de criação sonora no seio do grupo e que o momento é o que define um resultado final quase sempre inacabado até ao fim do prazo de entrega e divulgação de um produto final. Mesmo ao vivo, estas canções terão a particularidade de possuir uma flexibilidade tal que podem receber e alterar determinados arranjos, não só em função do espaço, como do próprio espírito da banda e do público no instante, sem que a essência de cada uma se altere.

Consistentes e artisticamente adultos, os The Walks são além de uma lufada de ar fresco, já uma certeza no panorama musical nacional. Não embarcam em rodeios e floreados desnecessários no momento de pegar nas guitarras inspiradas e arrojadas e num baixo denso e uma bateria dominadora, para criar um rock vigoroso, pujante e musculado, que merece a tua dedicada audição. Confere a entrevista que a banda concedeu a esta publicação, respondida pelo Gonçalo e espero que aprecies a sugestão...

Apenas um ano depois de R, o ep de estreia, os The Walks estão de regresso com Fool’s Gold, o primeiro registo de originais no formato longa duração. Aposto que a banda está numa fase criativa particularmente profícua. Antes de mais, e para quem não ouviu o disco anterior, quais são as principais diferenças entre os dois trabalhos?

Fool's Gold embora seja o nosso primeiro álbum, reúne todos os temas que compusémos desde o início do projecto. Fizémos questão de incluir temas que não ficaram registados no EP de estreia mas que para nós são importantes e que marcam sem dúvida a nossa sonoridade.

Claro que há temas que nunca tocámos ao vivo e que fazem parte da mais recente fase criativa.

Se compararmos os dois registos R e Fool's Gold, este último conta com um maior trabalho de produção e arranjo dos temas.

A vossa sonoridade é uma espécie de anti pop, um rock alegre e um pouco descomprometido e acelerado, cheio de pormenores que vão além da bateria, do baixo e das guitarras, para abarcar outros instrumentos de percussão e instrumentos de sopro. Concordam com esta descrição generalista? Quais são as vossas maiores influências?

Quando compomos os temas não nos preocupamos em encaixá-los numa ou noutra categoria.

À medida que os vamos trabalhando adicionamos elementos que julgamos enriquecer os temas e que nos permitem estar mais perto da sonoridade que idealizámos para cada um deles.

Sentimos que por vezes os pequenos detalhes podem fazer a diferença e esforçamo-nos para que isso aconteça.

As influências individuais de cada um acabam por se reflectir no resultado final e variam um pouco com aquilo que estamos a ouvir no momento ou com a fase que estamos a atravessar. Tem sido um processo natural e espontâneo.

Se temas como Redefine transpiram alguns detalhes do surf rock sessentista, mas logo a seguir, em Pleasure And Pain, piscam o olho, na minha opinião, a alguns detalhes do punk rock mais sombrio que começou a fazer escola no final da década seguinte, pode-se dizer que o rock dos The Walks não conhece fronteiras nem entraves?

Como referimos anteriormente, tentamos que o processo criativo não fique espartilhado em rótulos ou categorias.

Obviamente que quando compomos há influências que surgem de forma natural e não colocamos entraves a que isso aconteça, desde que todos se sintam confortáveis e que faça sentido no que estamos a trabalhar.

O disco foi produzido pela banda e por João Brandão. A vossa participação direta no processo de produção foi uma imposição vossa, logo desde o início, ou acabou por suceder com naturalidade?

Desde o EP que estabelecemos uma relação de empatia pessoal e profissional com o João e o Cláudio, e por isso o trabalho de produção colaborativo acaba por surgir naturalmente.

Não nos coibimos de dar as nossas sugestões, de dizer o que gostamos ou não e estamos perfeitamente abertos a que eles também o façam. Tudo resulta melhor quando são várias cabeças a trabalhar para o mesmo objectivo.

Adorei Lost In The Crowd. E para a banda... Há uma canção preferida neste álbum? 

A Lost in the Crowd foi uma das músicas que maiores restruturações sofreu em estúdio. No final ficámos bastante satisfeitos com o resultado e também o consideramos um dos temas fortes do disco. Claro que pessoalmente cada um acaba por ter a sua preferida mas, o tema que encerra o disco, Inside Out está na lista dos mais votados. É um tema pautado por vários momentos, um dos últimos que criámos e que aponta numa direcção um pouco diferente do que até ali tínhamos feito.

Além das canções, impressionou-me o conteúdo e a originalidade contrastante do vídeo do single Clockwork, realizado pelo coletivo We Are Portuguese. Esta componente visual é também uma aposta forte dos The Walks?

Sem dúvida. Desde a fase inicial que temos uma certa preocupação estética e visual por acharmos que pode reforçar a mensagem a transmitir.

No caso concreto do vídeo de apresentação de Clockwork procurámos jogar um pouco com os contrastes, resgatar os diversos tipos de dança dos seus próprios estilos e trazê-los para o nosso. A ideia pareceu-nos interessante, mas julgamos que o resultado final a superou.

A conimbricense Lux Records é uma lufada de ar fresco no panorama musical nacional; Tem sido importante para os The Walks este casamento?

Claro que sim. A Lux esteve connosco desde o início e tem sido um pilar importante para a divulgação e comercialização do nosso trabalho.

Tentamos não desiludir quem aposta em nós e a aliança sai reforçada com o lançamento deste longa duração.

Como têm corrido os concertos de promoção ao disco? Onde é que os leitores de Man On The Moon vos podem ver e ouvir nos próximos tempos?

Os concertos oficiais de apresentação iniciaram-se no Sabotage em Lisboa e no Salão Brazil em Coimbra, respectivamente a 9 e 10 de Outubro. Todas as novas datas serão divulgadas na nossa página do facebook, mas esperemos apresentar Fool's Gold no maior número de palcos possível.

Os concertos de preparação têm corrido da melhor forma e isso deixa-nos motivados para o futuro que se avizinha.

 

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publicado por stipe07 às 18:31






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