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The Happy Hollows - Astrid

Segunda-feira, 25.05.15

A talentosa Sarah Negahdari, Charlie Mahoney e Matt Fryos são os The Happy Hollows, um trio norte americano, oriundo de Los Angeles já com dois álbuns no cardápio; Spells (2010) e Amethyst (2013). Astrid, um single, acaba de ver a luz do dia, sendo o novo pulsar desta banda, um tema gravado nos famosos Sunset Studies, da cidade dos anjos.

Produzido por Lewis Pesacov e misturado em Londres por Gareth Jones, Astrid sustenta o seu edifício melódico num excelente e vintage sintetizador Roland Juno 106, em redor do qual gravita uma bateria impulsiva, guitarras plenas de fuzz e a belissíma voz de Sarah, rebelde e evocativa, numa canção que mistura fé com destino, dois conceitos que muitas vezes se fundem, principalmente quando se acredita, como referem os próprios The Happy Hollows, que existe algo de cósmico e superior que rege a nossa existência. Confere...

https://twitter.com/happyhollows www.instagram.com/happyhollows

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publicado por stipe07 às 18:16

LoneLady – Hinterland

Domingo, 24.05.15

Julie Campbell é LoneLady, uma magnífica voz impregnada com uma irrepreensível soul oriunda de Manchester e que se estreou nos discos em 2010 com o interessante Nerve Up. Cinco anos depois, Julie está de regresso com Hinterland e disposta a mostrar que continua a haver vida e capacidade de renovação para o bom e velho trip-hop e que a criatividade é uma mais valia para este género sonoro quando a abordagem sucede através da conjugação de diferentes referências sem deturpar a essência.

Denso, sussurrante e com o nervo à flor da pele, é assim Hinterland, um álbum luminoso e expansivo e que convida a dançar logo em Into The Cave, canção impregnada com um notável funk que só um baixo tão inspirado como aquele que conduz esta canção poderia proprocionar. A batida de Bunkerpop de mãos dadas com um ligeiro efeito reverberado na voz de LoneLady plasma a tal relação estreita entre diferentes conceitos, com aquela eletrónica tão industrial, cinzenta e melancólica como a cidade de onde a autora é oriunda a piscar o olho ao punk rock, originando uma atmosfera sonora que exala uma tremenda urbanidade e onde a herança de nomes como os Gang Of four, os Talking Heads, Tricky e os prórios Joy Division se junta com a contemporaneidade de uma Likke Li ou de Grimes. Mais adiante, no baixo minimal mas vincado e nos efeitos frenéticos, de origem sintética que ao intercalarem com a batida, clamam por um momento de êxtase que nunca chega, em (I Can See) Landscapes, e no transe melódico sempre controlado que mistura dance music com punk rock em Silvering e Red Scrap, fica carimbado o reforço desta espreitadela algo timida, mas curiosa e evidente, que LoneLady faz ao universo do indie rock mais rugoso e idílico. 

Hinterland avança com firmeza e se o tema homónimo assume-se como uma composição tipicamente pop, animada por um flash de uma guitarra exuberante, num espaço de delicioso diálogo desse efeito futurista com heranças e referências de outros tempos, já Groove It Out plasma claramente uma outra intrincada relação, desta vez entre a típica sintetização da década de oitenta, no período aúreo de uns Pet Shop Boys ou dos New Order, com o groove de uma guitarra que se vai deixando conduzir por típicos suspiros sensuais que só o baixo e as batidas da dub proporcionam. Quer este tema, quer a declarada essência vintage dos sons sintetizados de Flee! acabam por encontrar eco em muitas propostas indie atuais que também se movem, com mestria, na mesma miríade de influências que conjugam teclados que balançam entre a pista de dança e paisagens mais comtemplativas, com a lindissima voz de LoneLady a ser mais um predicado na elevada dose de sensualidade e suavidade que exala da tonalidade de quase todas estas canções e que trazem as brisas mais aprazíveis ao ouvinte.

Hinterland não trai de forma alguma a herança do trip hop e lança mais preciosas achas para a fogueira que ilumina novas relações intimas entre eletónica, pop e punk rock. Nele, LoneLady junta o passado musical que a influencia com o presente e antevém assim o futuro próximo de parte da música eletrónica. De facto, Hinterland soou-me como algo refrescante e, ao mesmo tempo, incrivelmente retro, porque permitiu-me recuar cerca de vinte anos até às nebulosas ruas de Bristol e entre o insinuante e o sublime, num anacronismo intrigante, possibilitou-me também descobrir uma nova luz dentro do universo musical que esta autora hoje defende como poucos. Espero que aprecies a sugestão...

LoneLady - Hinterland

01. Into The Cave
02. Bunkerpop
03. Hinterland
04. Groove It Out
05. (I Can See) Landscapes
06. Silvering
07. Flee!
08. Red Scrap
09. Mortar Remembers You

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publicado por stipe07 às 18:03

EELS – Royal Albert Hall

Sábado, 23.05.15

Os Eels de Mark Oliver Everett, aka Mr. E, uma das minhas bandas preferidas, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Royal Albert Hall, uma ilustração sonora e visual viva que nos oferece de modo exemplar um magnífico concerto que a banda deu na mítica casa de espetáculos londrina que intitula o disco, a trinta de junho de 2014, nove anos depois da última passgem do grupo norte-americano por esse local. Este concerto foi o culminar de uma digressão que teve início pouco mais de um mês antes e que levou os Eels a tocarem em locais tão miticos como o Orpheum Theater em Los Angeles, o Vic Theater em Chicago, o Apollo em Nova Iorque ou o Concert Hall em Amsterdão, entre outros.

Com edição em formato CD duplo e DVD, Royal Albert Hall é um documento excelente para quem, com eu, sente necessidade de reforço periódico dos laços afetivos que unem o fã aos Eels. O conteúdo sonoro do trabalho e a própria filmagem do mesmo colocam-nos no centro do espetáculo e, principalmente, no âmago introspetivo de um Everett que gosta de surpreender e sobrevive no universo indie rock devido à forma como tem sabido adaptar os Eels às transformações musicais que vão surgindo no universo alternativo sem que haja uma perca de identidade na conduta sonora do grupo.

Com o concerto a revisitar alguns dos marcos fundamentais da carreria de uns Eels que usam um fato e uma gravata que vincam uma oposição clara a uma anterior digressão mais punk e eletrificada que tinha promovido o álbum Wonderful Glorious (2013) e, portanto, com um foco mais incisivo no fase mais recente onde a folk assume o protagonismo maior, há uma forte componente autobiográfica na postura da banda e de Mr. E, que se entrega genuinamente ao espetáculo e à audiência, com o respeito pelos suspiros, as palmas, os silêncios e as gargalhadas a ampliarem esse efeito, enquanto se ouve cantar sobre algumas mazelas que sempre atormentavam a vida pessoal de um músico, que aqui sai de novo de uma espécie de clausura emocional e introspetiva, para se libertar e mostrar, sem receio, a sua faceta mais rebelde e divertida, não havendo agora lugar para sentimentos obscuros e lamentações.

Com um belissimo alinhamento que respira todo o historial do grupo, um extraordinário sentido de humor onde não faltam alusões inteligentes aos Rolling Stones e aos Beatles e a fixação de Mr. E pelo orgão de tubos da sala, onde irá terminar a sua performance de modo exemplar e com versões bem escolhidas de clássicos como When You Wish Upon a Star (BSO O Pinóquio) ou Can’t Help Falling in Love With You, (Elvis Presley), Royal Albert Hall é mais uma demonstração cabal que Everett e companhia merecem elogios de um público maior do que aquele que os conhece e que produziram um compêndio de canções marcantes que deviam realmente tê-los levado mais além. Espero que aprecies a sugestão...

Eels - Royal Albert Hall

01. Where I’m At
02. When You Wish Upon A Star
03. The Morning
04. Parallels
05. Addressing The Royal Audience
06. Mansions Of Los Feliz
07. My Timing Is Off
08. A Line In The Dirt
09. Where I’m From
10. It’s A Motherfucker
11. Lockdown Hurricane
12. A Daisy Through Concrete
13. Introducing The Band
14. Grace Kelly Blues
15. Fresh Feeling
16. I Like Birds
17. My Beloved Monster
18. Gentlemen’s Choice
19. Mistakes Of My Youth / Wonderful, Glorious
20. Where I’m Going
21. I Like The Way This Is Going
22. Blinking Lights (For Me)
23. Last Stop, This Town
24. The Beginning
25. Can’t Help Falling In Love
26. Turn On Your Radio
27. Fly Swatter
28. The Sound Of Fear

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publicado por stipe07 às 22:08

Slug - Ripe

Sexta-feira, 22.05.15

Peter Brewis é o carismático líder dos Field Music, mas não deixa de se envolver em outros projetos. Além de estar a trabalhar num disco de música orquestral com Paul Smith, também tem colocou o dedo e a mente no disco de estreia dos Slug, uma banda liderada por Ian Black, o seu baixista nos Field Music e que viu a luz do dia a treze de abril através da Memphis Industries.

O indie rock barulhento, negro e sombrio, sem restrições melódicas e claramente inspirado numa apenas aparente dicotomia entre o minimalismo instrumental e a exuberância sonora que guitarras plenas de fuzz e distorção, uma bateria inebriante e um baixo vigoroso e impulsivo podem criar, são detalhes que certamente não passarão despercebidos a estes Slug na hora de compor, Os efeitos metálicos que surgem logo em Grimacing Mask, de mãos dadas com a gravidade de uma voz empolgante, andrógena e sentida, ampliam a segurança e o atrevimento destes Slug e com Cockeyed Rabbit Wrapped In Plastic, dois minutos de punk rock progressivo de primeira água, com uma toada funk particularmente inédita, uma canção que soa tão estranha e igualmente criativa como a imagem do single, atestam definitivamente o pedigree dos músicos envolvidos neste projeto que tamvém contém uma forte componente cinematográfica, com os Slug a confessarem a influência de algumas bandas sonoras para o conteúdo de Ripe.

O disco promete emoções fortes enquanto plasma diferentes possibilidades sonoras e claras virtudes técnicas que comprovam o elevado grau de virtuosismo dos Slug. Neste último aspeto há que destacar a beleza do piano de Peng Peng e o modo como os restantes instrumentos de cordas e sopro vaõ surgindo, de modo progressivo, sem ofuscarem o protagonismo do teclado, a conexão íntima entre voz e percussão no instrumental ambiental e relaxante Weight Of Violence e o modo como a sensual, angulosa e pastiche Running To Get Past Your Heart sobrevive com apenas uma simples linha de baixo com três notas, tendo sido gravada com os bongos e bateria captadas com microfones de vozes.

Sendo estes momentos acima referidos verdadeiramente extraordinários, mesmo assim não há como não deixar passar em claro o modo como a leve e psicotrópica Sha La La brilha enquanto abraça uma estranha relação entre a pop psicadélica e o r&b à boleia de majestosos trompetes e uma bateria cheia de detalhes e o modo como Eggs and Eyes e Greasy Mind piscam o olho à luxúria pop dos saudosos anos oitenta. E se Kill Your Darling é a banda sonora perfeita para um clássico de terror de baixo orçamento, Shake Your Loose Teeth é um portento sonoro, fortemente lisérgico, cósmico e imponente, que nos oferece um cenário verdadeiramente complexo, vibrante e repleto, uma parada psicotrópica explicitamente aberta ao experimentalismo com um forte sentido melódico e uma certa essência pop.

Ripe é um meticuloso exercício de corte, colagem, costura e montagem de um vasto mapa de influências, oferecido por uma banda que se sente particularmente confortável ao aventurar-se por ambientes essencialmente orgânicos, minimais e crus, mas que possui uma visão do rock claramente alternativa, experimental, aberta e livre de restrições comerciais, acabando esta estreia por ser uma excelente fusão do melhor destes dois mundos e uma sublime rampa de lançamento para acedermos à dimensão superior onde os Slug se sentam com um conforto e um à vontade incomuns. Espero que aprecies a sugestão...

Grimacing Mask
Cockeyed Rabbit Wrapped in Plastic
Sha La la
Eggs and Eyes
Greasy Mind
Shake Your Loose Teeth
Weight of Violence
Running To Get Past Your Heart
Peng Peng
Kill Your Darlings
At Least Show That You Care

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publicado por stipe07 às 18:55

They Might Be Giants – Glean

Quinta-feira, 21.05.15

Lançado no passado dia vinte e um de abril por intermédio da Idlewild/Lojinx, Glean é, imagine-se, o décimo sétimo álbum da carreira dos They Might Be Giants, uma mítica banda norte americana, oriunda da big apple e atualmente formada por John Flansburgh, John Linnell, Dan Miller, Danny Weinkauf e Marty Beller. Este disco tem a particularidade de ter no seu alinhamento vários temas que se inserem numa iniciativa da banda chamada Dial-A-Song Project, que teve início já na decada de oitenta e terminou em 2008, sobrevivendo apenas na internet. Este recurso permite ligarmos para um número de telefone que nos oferece a audição de um tema da banda com Glean e conter uma base de canções regularmente partilhadas com os visitantes.

Com quinze canções que se estendem por pouco mais de meia hora, Glean é um exercício poético de muitos contrastes, um pouco à imagem do indefinível e sedutor vídeo da canção de End of the Rope e impressiona pela viagem divertida e ligeira que oferece ao ouvinte, até um amplo espetro sonoro que se estende entre a pop luminosa da Answer, ou a mais lamechas de Madam, I Challenge You To A Duel e o rock alternativo de I Can Help The Next In Line, sem descurar alguns aspetos essenciais do punk rock, claramente esplanados em Erase, mas também daquela folk blues sulista que Good To Be Alive replica com um acerto e uma luminosidade invulgares. E, qual cereja no topo do bolo desta alegoria pop, também não falta um trajeto curioso de cariz mais eletrónico, patente em All The Lazy Boyfriends e Unpronounceable.

Mas do frenesim rock de Aaa, à psicadelia de I'm a Coward, passando pelo rock mais progressivo de Underwater Woman, não faltam outros piscares de olho a toda a herança não só da própria banda como da história do rock nas últimas décadas, havendo até espaço para uma interessante referência à música francesa dos anos vinte em Let Me Tell You About My Operation, com o sarcasmo e o humor que tão bem carateriza a dupla que lidera este projeto. Estas sonoridades mais clássicas não se esgotam nesse instante, podendo ser novamente conferidas não só no mirabolante tema homónimo, mas principalmente, no modo como o jazz e o blues se fundem à boleia da dança que o piano, o trompete e a bateria estabelecem em Music Jail, Pt. 1 And 2.

Se analisarmos com distanciamento e amplitude a história do universo indie, facilmente chegaremos à conclusão que os They Might Be Giants são um grupo de músicos com um vasto conhecimento das bases do indie rock e um dos nomes essenciais deste universo cultural sonoro das últimas duas décadas. E merecem amplo destaque porque conseguiram sempre ser originais, dentro do quadro musical que faz parte do ADN da banda e que se sustenta na busca de sonoridades estranhas, bizarras e inovadoras. Glean é mais uma prova concerta da excentricidade deste grupo, da rara graça como combinam e manipulam, com sentido melódico e lúdico, a estrutura de uma canção, no fundo, um esforço indisciplinado, infantil e claramente emocional, mas bem sucedido de se manterem à tona de água na lista das bandas imprescindíveis para contar a história contemporânea do rock alternativo. Os They Might Be Giants não perderam a capacidade de escrever belas canções no universo das coisas estranhas que fazem apenas parte do mundo da dupla que lidera o grupo e demonstram essa virtude de modo cativante e com uma salutar criatividade e elevada imaginação. Espero que aprecies a sugestão...

They Might Be Giants - Glean

01. Erase
02. Good To Be Alive
03. Underwater Woman
04. Music Jail, Pt. 1 And 2
05. Answer
06. I Can Help The Next In Line
07. Madam, I Challenge You To A Duel
08. End Of The Rope
09. All The Lazy Boyfriends
10. Unpronounceable
11. Hate The Villanelle
12. I’m A Coward
13. Aaa
14. Let Me Tell You About My Operation
15. Glean

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publicado por stipe07 às 22:28

Carpark Records - Sweet Sixteen 12" Picture Disc

Quinta-feira, 21.05.15

Sedeada em Washington D.C. a etiqueta norte americana Carpark Records está a comemorar os dezasseis anos de existência e com a edição de um disco inspirado no basquetebol, onde constam artistas e projetos que fazem parte da história desta já mítica editora.

Disponível para encomenda, Sweet Sixteen 12" Picture Disc chega às lojas a vinte e quatro de julho numa edição física limitada a 600 exemplares com as receitas a reverterem a favor da iniciativa Little Kids Rock Charity. Com esse lançamento será também possivel adquirir, apenas na loja online da Carpark Records, uma pen USB na forma de carro de corrida, desenhada por Chaz Bundick (Toro Y Moi, Les Sins) e que contém os primeiros cem lançamentos da Carpark Records, numa edição limitada a cem unidades. A mesma inclui temas de Toro Y moi, Dan Deacon, Memory Tapes, Speedy Ortiz e TEEN, entre outros. Com a pen USB recebes também umas calças de fato de treino personalizadas com o logotipo da etiqueta e a iniciativa. Uma iniciativa, sem dúvida, espetacular!


Side A
1. Young Magic - "NETS"*
2. Montag - "Drop A Dime"
3. Safety Scissors - "Orange Roughy"
4. Jayson Gerycz - "Dribble Dribble"
5. Young Magic - "All Net (Celebration Dance)"
6. TEEN - "Dylan and Chong Playing Basketball"*
7. Thomas J Duke - "Manute Bol"
8. Jake Mandell - "2008"
9. Signer - "Roll, Pick, and Roll Again"
10. Skylar Spence - "Turnover"
11. Sadie Dupuis - "Theme from Babadook"
12. Montag - "Basket Case"*
13. Ear Pwr - "I Would Rather Be Shopping"
14. Jason Urick - "Double Dribble"
15. Memory Tapes - "Go Play Outside"*
16. Lowt Ide - "Your Turn"

Side B
17. Skylar Spence - "Practice"*
18. Dan Deacon - "1 Wand from the 9 Piles"
19. So Takahashi - "Dribble Commander"
20. Jimmy Whispers - "Mugsy Bogus"
21. Chandos - "Traveling"
22. GRMLN - "Buzzer Beat"*
23. Toro Y Moi - "Space Jam"
24. Greg Davis - "Paxson"
25. Ear Pwr - "Beyond the Arc"*
26. Dog Bite - "Hoops"*
27. Adventure - "Ewww"
28. Speedy Ortiz - "Basketball (Demo)"*

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publicado por stipe07 às 22:14

Surfer Blood - 1000 Palms

Quarta-feira, 20.05.15

Os Surfer Blood são uma banda de surf rock natural de West Palm Beach, na Flórida, formada por John Paul Pitts, Tyler Schwarz, Thom Fekete e Kevin Williams. Impressionaram esta publicação há cerca de dois anos com Pythons, o segundo longa duração do grupo. No passado dia doze chegou aos escaparates 1000 Palms, o sucessor de Pythons, uma nova coleção de canções destes Surfer Blood sedentos e claramente felizes no modo como piscam o olho a espetros sonoros tão variados como a surf music ou o rock alternativo dos anos noventa, fazendo-o com uma particular relevância comercial que tem aproximado o quarteto de um número cada vez maior de ouvintes. Na verdade, logo desde o início de 1000 Palms, da toada inicialmente sombria mas depois fortemente orquestral de Grand Inquisitor à nostalgia ensolarada de Island, passando, pouco depois, pelo piscar de olhos da distorção das guitarras ao rock mais progressivo em I Can't Explain, tudo parece ter sido pensado para soar bem nos nossos ouvidos, com naturalidade e sem exageros desnecessários.

Além desta ampla miríade de influências que fundamentam o seu cardápio sonoro, um dos grandes trunfos destes Surfer Blood é, sem sombra de dúvida, a voz de John Pitts, um importante factor para essa aproximação com o ouvinte já que, melodicamente, decide a maioria dos rumos sonoros que as diferentes canções têm, mesmo que abundem várias camadas de distorção nos alicerces das mesmas. Seja como for e apesar da tal importância da voz, as guitarras são um dos principais atributos de 1000 Palms e imprescindíveis para o seu dinamismo. Tocadas por Thom Fekete e pelo também vocalista John Paul Pitts, são extremamente criativas e dão-nos melodias únicas, com destaque para Sabre-Tooth And Bone e a já citada I Can't Explain; Se a primeira dissolve-se uniformemente em acordes muito precisos, mesmo que os efeitos alternem entre o rugoso e o luminoso, a segunda cresce num solo que nos leva, ainda que levemente, até à psicadelia, conferindo a tal toada progressiva referida. Já Covered Wagons conduz o registo das cordas para uma toada mais pop e os vários blocos de distorção de Dorian aproximam claramente o quarteto da essência de Slow Six, o primeiro disco e claramente o mais cru ate à data.

Novamente afastados de grandes editoras e de regresso ao circuito comercial independente depois de terem editado Pythons à sombra da Warner Bros. e, talvez por isso, libertos de algumas amarras editoriais, os Surfer Blood continuam na sua louvável cruzada de busca incessante do melhor estilo sonoro, num percurso cheio de energia criativa, marcada por uma angústia quase inofensiva, onde não faltam momentos altos e, como mostra, por exemplo, Other Desert Cities, instantes de notável esplendor e júbilo. Espero que aprecies a sugestão... 

Surfer Blood - 1000 Palms

01. Grand Inquisitor
02. Island
03. I Can’t Explain
04. Feast/Famine
05. Point Of No Return
06. Sabre-Tooth And Bone
07. Covered Wagons
08. Dorian
09. Into Catacombs
10. Other Desert Cities
11. NW Passage

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publicado por stipe07 às 21:45

The Bats Pajamas - Witch Way

Quarta-feira, 20.05.15

Oriundos de Toronto, os The Bats Pajamas mais uma forte aposta da texana Fleeting Yourh Records, de Ryan M. e preparam-se para a estreia nos discos a vinte e seis de maio com Hello, um trabalho gravado em poucos dias no quarto de um elemento da banda e que será editado em formato cassete e digital.

Depois de terem divulgado Wrong House, o primeiro avanço de Hello, agora chegou a vez de disponibilizarem Witch Way, mais uma canção conduzida por guitarras plenas de distorção e que firmam o indie rock rugoso, cru, intenso e vibrante que faz parte do adn destes The Bats Pajamas, onde também sobressai uma voz que pula em poucos segundos de uma postura grave e acessível, para um registo ruidoso e particularmente enraivecido, ampliado por um curioso efeito em eco. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:37

Balthazar – Thin Walls

Terça-feira, 19.05.15

Três anos após o aclamado Rats, os belgas Balthazar estão de regresso com Thin Walls, um disco que viu a luz do dia a trinta de março através da etiqueta Play It Again SamThin Walls foi gravado em Inglaterra, nos estúdios Yellow Fish Studios, com o apoio de Ben Hillier (Blur, Depeche Mode, Elbow) e Jason Cox (Massive Attack, Gorillaz).

Mais autêntico e selvagem do que qualquer um dos trabalhos anteriores dos Balthazar, que sempre tiveram uma preocupação clara em seguir determinados cânones e regras pré-estabelecidas, quase sempre por eles próprios, como se estivessem plenamente convencidos que existe um caminho bem balizado rumo ao estrelato e ao sucesso comercial, Thin Walls é um marco de ruptura com esse passado, um compêndio sonoro que exala uma elevada maturidade, quer melódica quer instrumental e um acerto criativo superior a qualquer registo anterior deste grupo belga.

Escrito na ressaca da extensa digressão de promoção a Rats, este terceiro trabalho dos Balthazar reflete o corropio que a banda viveu durante vários meses e a necessidade que todos sentiram de se libertar dessas amarras e das rotinas desgastantes que a vida na estrada tantas vezes oferece, para comporem novas canções que renovassem não só o cardápio da banda, mas que representassem igualmente um salto em frente na carreira e na digestão emocional dos cinco elementos do grupo relativamente aquilo que a música enquanto atividade profissional tem provocado na dimensão pessoal de cada um. Dirty Love expressa claramente todo o transtorno emocional que uma digressão proporciona e que muitas vezes resulta no fim do amor e Then What, o primeiro avanço divulgado do disco, é uma canção que fala de alguém que está completamente dominado por esse mesmo amor que sente por alguém, ao ponto de perceber que a sua felicidade deixou de depender de si próprio e que não lhe resta outra saída senão aprender a lidar com essa nova realidade. Estes acabam por ser dois exemplos claros desta clara manifestação de novos interesses e da busca de uma maior pureza sentimental, sem olhar propriamente aquilo que o ouvinte à partida espera de um grupo capaz de agradar às massas.

Ao longo do alinhamento, canções como a emotiva Bunker ou a perturbadora e amarga I Looked For You são outras notáveis composições que demonstram o modo coerente e apaixonado como os Balthazar funcionam enquanto corpo único e como catalizaram toda a energia que foram reprimindo ao longo do tempo em que escreveram e compuseram presos às tais amarras, para apresentarem em Thin Walls excelentes e convincentes músicas que são prova de uma notável auto confiança, uma tremenda experiência e acerto interpretativos e, principalmente, temas que transbordam uma salutar melancolia, que consegue tocar mesmo em quem se considera menos propenso ou mais resistente ao arrepio fácil. Espero que aprecies a sugestão...

Balthazar - Thin Walls

01. Decency
02. Then What
03. Nightclub
04. Bunker
05. Wait Any Longer
06. Dirty Love
07. Last Call
08. I Looked For You
09. So Easy
10. True Love

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publicado por stipe07 às 22:06

Stereophonics – C’est La Vie

Terça-feira, 19.05.15

Stereophonics - C'est La Vie

Os galeses Stereophonics estão de regresso aos discos em 2015 com Keep The Village Alive, um trabalho cujo alinhamento de dez canções podes conferir abaixo e que vai ver a luz do dia a onze de setembro, sucedendo a Graffitti On The Wall (2013).

C'est La Vie é o primeiro avanço divulgado de Keep The Village Alive, um tema que já tem direito a um original vídeo que mostra um grupo de jovens numa festa bastante animada e regada e que tem como principais protagonistas os atores Aneurin Barnard, Matthew Aubrey e Antonia Thomas, esta última conhecida pela série Misfits. Confere...

1. C'est La Vie
2. White Lies
3. Sing Little Sister
4. I Wanna Get Lost With You
5. Song For The Summer
6. Fight Or Flight
7. My Hero
8. Sunny
9. Into The World
10. Mr And Mrs Smith

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publicado por stipe07 às 13:25







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