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Dust Covered Carpet - Pale Noise

Terça-feira, 03.03.15

Formados por Volker e Armin Buchgraber, dois irmãos de Viena, os austríacos Dust Covered Carpet remontam as suas raízes a 2003, mas apenas em 2007 definiram definitivamente o seu alinhamento, formado atualmente por Volker e Julia Luiki. Os Dust Covered Carpet estrearam-se nos discos no ano seguinte com Rededust The Doubts I Trust, um trabalho com cinco canções que firmou desde logo a indie folk melódica e experimental que alicerça a sonoridade do projeto. Desde então os Dust Covered Carpet lançaram mais algumas edições especiais, singles e discos, com especial destaque para Pale Noise, uma coleção de dez canções escritas entre Tallin, na Estónia e Viena, produzidas pela própria banda e por  Paul Gallister, Alexandr Vatagin e Philipp Forthuber.

Pale Noise deambula entre a folk e o indie rock mais progressivo, com Grey Formations ou o single Linnahall a serem apenas dois bons exemplos desta mescla muito comum em bandas nórdicas e do centro da Europa. Mas também há aqui espaço para explorar a dream pop de forte cariz eletrónico, com a melancolia contínua de Polar Romantic, recriada nas notas do sintetizador e em alguns arranjos de metais, a deixarem uma marca profunda numa longa canção que parece feita para aquele momento em que se dorme e se está acordado.

Num disco onde não falta alguma diversidade, principalmente ao nível das orquestrações e do conteúdo melódico, estes austríacos parecem decididos em sair do seu casulo instrospetivo e da timidez que os enclausura, apesar da beleza de Meteor e dos riquíssimos detalhes da desarmante All Off You, para apostar num ambiente sonoro luminoso, colorido e expansivo, que o baixo e as guitarras de Distance firmam, mas o sintetizador e as distorções inebriantes de Leaning Duets também apontam, num disco que vive essencialmente da eletrónica e dos ambientes intimistas e expansivos, mas sempre acolhedores, que a mesma pode criar, mas que se define qualitativamente à custa da sua toada mais orgânica, ruidosa e visceral.

É deste cruzamento espectral e meditativo que Pale Noise vive, com dez canções algo complexas, mas bastante assertivas. Antenatal joga um pouco nos dois campos, com uma carga ambiental assinalável, bem patente no modo como as guitarras e as vozes se enquadram com a grave bateria e sons da natureza que nos afogam numa hipnótica nuvem de melancolia.

Pale Noise serve como uma revolução extremista. Equilibra os sons com as sensações típicas de um sono calmo e com a natural euforia subjacente ao caos, muitas vezes apenas visível numa cavidade anteriormente desabitada e irrevogavelmente desconhecida do nosso ser. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:20






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