Domingo, 15 de Fevereiro de 2015

Stalls - Stalls EP

Oakland, nos arredores de São Francisco, é um nicho atualmente bastante em voga no universo sonoro alternativo norte americano e Sam Weiss uma das figuras mais emblemáticas do meio local. Antigo membro de bandas como os Pure Bliss, Violent Change, ou os Mall Walk, juntou-se há alhuns meses a Ray Seraphin (Talkies, Violent Change) and Nick Clark (Mall Walk), para formar os Stalls, um novo projeto impregnado por um manancial de efeitos e distorções alicerçadas em trinta anos de um indie rock feito, neste caso, com guitarras bastante inspiradas e um enorme bom gosto e que se estreou no último dia vinte com Stalls, um EP homónimo, através da Vacant Stare Records.

Obscuros e melancólicos, mas plenos de energia e focados numa enorme dedicação à causa, estes Stalls não complicam na altura de exaltar o retro, mesmo que nos dias de hoje exista já alguma saturação relativamente ao vintage e são um claro exemplo de que quando a música é boa, esse tipo de projeções e comparações tornam-se inócuos e a data da gravação pouco importa, sendo apenas um mero detalhe formal sem qualquer valor.

Logo no baixo e no fuzz e no efeito metálico da guitarra de Cola percebemos claramente que estes Stalls são uma banda que tem colado a si, como seria de esperar, o indie rock de cariz mais alternativo e que aposta no revivalismo de outras épocas, nomeadamente os primórdios do punk rock mais sombrio que fez furor nos finais da década de setenta e início da seguinte. O próprio registo vocal grave e lo fi de Weiss, com um efeito ligeiramente em eco e com todas as sílabas a serem soletradas com particular vigor, aponta no sentido de uma certa herança glam, ampliada por uma postura autoritária e segura.

Em Paradise o ritmo abranda um pouco, mas mantem-se o vigor do baixo e o fuzz de uma guitarra mais blues, criando uma atmosfera contemplativa, com uma forte vertente experimental nas guitarras e uma certa soul na secção rítmica. O single Tooth And Nail traz de volta aquele efeito metálico com uma tonalidade vincada e, num registo mais punk, fica plasmada toda a crua visceralidade de um trio que sabe como manipular os nossos sentidos, fazendo-nos facilmente dançar, até perdermos o fôlego e deixarmos o nosso corpo esvair-se num misto de agonia e boa disposição.

Até ao final, Miasma of Love pisca o olho ao rock mais experimental e progressivo, devido à ruidosa imponência da guitara e um Sam Weiss que parece cantar diretamente do fundo das trevas, enquanto jura vingança a quem teve a coragem de não permitir a expiação dos seus pecados, numa canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os Stalls conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram.

Stalls encerra com Cage, o instante mais pop, épico e melancólico do EP, uma canção com uma limpidez e um acerto melódico pomposo e luminoso que projeta os Stalls para uma toada mais épica e aberta e que demonstra a capacidade eclética do grupo em compôr boas letras e oferecer-lhes belíssimos arranjos, sempre assentes num baixo vibrante adornado por uma guitarra jovial e pulsante e com alguns dos melhores efeitos e detalhes típicos do rock alternativo e do indie punk vintage mais sombrio. Espero que aprecies a sugestão...

Web


autor stipe07 às 21:05
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2015

Cave Story - Spider Tracks EP

Pedro Zina (baixo), Ricardo Mendes (bateria) e Gonçalo Formiga (guitarra e voz) são os Cave Story, uma banda nascida nas Caldas da Rainha em 2013 e que deu o pontapé de saída numa carreira que se adivinha promissora com um conjunto de demos que chamou a atenção de vários promotores e festivais nacionais e internacionais como a FatCat Records e o Reverence Valada.

Spider Tracks é o primeiro EP dos Cave Story, seis canções gravadas durante um ano e que ganham vida quando são descritas dentro dos abrangentes limites definidos por um post punk pop experimental que tipifica o som de um trio que admite estar sempre aberto e pronto para novas sonoridades, mas que confessa sentir-se mais confortável a explorar os recantos mais obscuros de uma relação que se deseja que não seja sempre pacífica entre a mágica tríade instrumental que compôe o arsenal de grande parte dos projetos inseridos nesta miríade sonora.

Gravado durante cerca de um ano, como já referi, num recanto desconhecido, cuja localização a própria banda não quis revelar na entrevista que me concedeu e que podes conferir adiante e onde não faltavam sons da natureza que a banda não se importou de captar (é possível escutar o som de um cão ladrar aos dezassete segundos do EP), Spider Tracks contém canções que muitas vezes crescem em emoção, arrojo e amplitude sonora, sempre de forma progressiva e sem evitar o salutar arrojo de quem olha para a partitura como um tubo de ensaio para a mistura apaixonada de tudo aquilo que é musicalmente viciante e significativo.

O que aqui temos são, no fundo, cerca de vinte minutos onde se pode apreciar um rugoso rigor volumoso de versos sofridos e sons acinzentados e belíssimos arranjos, assentes num baixo vibrante adornado por uma guitarra jovial e pulsante e com alguns efeitos e detalhes que nos arrastam sem dó nem piedade para o ambiente que quisermos, ora sombrio e nostálgico, ora aquele onde cabem os jeans coçados escondidos no guarda fatos, as t-shirts coloridas e um congelador a bombar com cerveja e a churrasqueira a arder porque é hora de festa.

Conferindo um efeito saboroso e inebriante, que pode ser potenciado por repetidas audições que permitem que determinados detalhes e arranjos se tornem cada vez mais nítidos e possam, assim, ser plenamente apreciados, Cave Story é um EP com uma insana cartilha sonora que busca um equilíbrio lisérgico entre momentos frenéticos e contemplativos e que confirma estarmos na presença de mais uma lebre de uma nova geração de bandas nacionais que redescobriu, à chegada do novo século, o velho fulgor anguloso e elétrico do rock’n’roll.

Hoje, dia catorze de Fevereiro, os Cave Story apresentam este EP ao vivo, pelas 23h00m, no Sabotage Club, em Lisboa. Espero que aprecies a sugestão...

Com uma carreira ainda no início, mas que já chamou a atenção de vários promotores importantes, começo com uma questão cliché… quais são, antes de mais, as vossas expetativas para esta estreia?

Queremos tocar por aí e ficamos muito contentes se alguém vier falar connosco dizer que gostou e falar sobre o EP. Idealmente a conversa segue para mais música, com sorte vamos para casa ouvir uma cena nova que não conhecíamos.

Começaram com um single chamado Richman, um tributo apaixonado a Jonathan Richman e com uma versão do tema Helicopter Spies dos Swell Maps. Algum motivo especial para este arranque? São artistas e bandas que admiram? Como foi saber que o próprio Jowe Head adorou a vossa versão?

No final de 2013 editamos uma demo com três faixas, foi esse o começo. “Richman” que lançamos já em 2014 foi um single muito especial para nós, uma maneira literal de colocar na mesa as nossas intenções. A versão da Helicopter Spies serviu o mesmo propósito além de trazer uma grande malha para o nosso arsenal nos concertos. Desde o ínicio que sabemos o que pode ser o nosso som e aquilo que podemos trazer, mas o ponto de partida serão sempre as nossas influências, e fazemos questão de ser abertos nesse sentido. Dito isto é claro que achámos muita piada ao comentário do Jowe Head, os Swell Maps são uma referência.

Falando agora de Spider Tracks… Gravado numa pequena casa no campo, num ambiente supostamente bastante bucólico e certamente isolado, algures na zona oeste, presumo eu, com as muralhas de Óbidos, ou as praias entre São Martinho do Porto e Lourinhã, ou então os pomares do Bombarral, em pano de fundo, o EP tem seis canções ambiciosas, impecavelmente produzidas e com um brilho raro e inédito no panorama nacional. Se tivessem gravado noutro local, mais agitado, o conteúdo poderia ter sido diferente?

Sem dúvida, mas não só a gravação em particular, todo processo desde os primeiros acordes foi feito no mesmo sítio. Isolado, mas sem isolamento acústico irónicamente. Na capa há uma nota que diz que se ouve ‘ladrar aos dezassete segundos’ e é verdade. Qualquer ruído no jardim poderia ter feito parte do EP se o ganho dos microfones permitisse. Um disco, espera-se ter sempre uma parte mais ou menos marcada do seu próprio tempo e espaço, para nós, o Spider Tracks é aquilo que construimos ao longo do ano passado, numa altura pós-estudos/génese de novas responsabilidades que decidimos passar juntos, a tocar neste tal sítio no campo tanto tempo quanto possível… Guess we could feel better about worse.

Confesso que o que mais me agradou na audição do EP foi uma certa bipolaridade entre a riqueza dos arranjos e a subtileza com que eles surgiam nas músicas, muitos de forma quase impercetível, conferindo à sonoridade geral de Spider Tracks uma clara sensação de riqueza e bom gosto. Em termos de ambiente sonoro, o que idealizaram para o álbum inicialmente correspondeu ao resultado final ou houve alterações de fundo ao longo do processo?

O que idealizámos foi mutando ao longo das gravações e misturas. A começar pela escolha das faixas que queriamos incluir e das que acabámos por excluir. Durante as gravações fazemos questão de deixar espaço para que aconteçam coisas, não queremos ter total controlo sobre a gravação, não queremos saber nota a nota as nossas partes. É a diferença entre tirar uma fotografia num ambiente totalmente controlado ou onde há perigo de algo realmente interessante ou desastroso acontecer. Até agora tem funcionado, há sempre um take que tem qualquer coisa peculiar, irrepetível, que nos faz perceber logo “é este”. Os “arranjos” quase imperceptíveis são uma parte importante, para nós é o que nos deixa não ficar tão cansados das nossas músicas. Algo que lá deixámos que cria uma textura com mais camadas.

Além de ter apreciado o modo como conjugam a guitarra, o baixo e a bateria, também impressionou-me o uso, por exemplo, do violino, em Cleaner e Buzzard Feed e a vossa capacidade criativa na seleção dos arranjos, que conferem ao cenário melódico das canções, uma atmosfera particularmente bonita. Em que se inspiram para criar as melodias? Acontece tudo naturalmente e de forma espontânea em jam sessions conjuntas, ou as melodias são criadas individualmente, ou quase nota a nota e depois existe um processo de agregação?

Acontece tudo naturalmente, acho que só o baixo costuma saber a música nota a nota. No caso dos violinos na Cleaner fizemos nove vozes diferentes que depois arranjamos na mistura. Seis vozes pensadas, três aleatórias, alguns bocados foram cortados outros repetidos, esticados invertidos, um processo que seria muito mais romântico se tivesse sido feito em fita. 

Spider Tracks foi misturado pelo Gonçalo Formiga, um de vocês. Esta opção acabou por surgir com naturalidade ou já estava pensada desde o início e foi desde sempre uma imposição vossa? E porque a tomaram?

Como já demos a entender, para nós todo o processo desde composição até à mistura passando pela gravação é um difícil de separar. Não foi uma imposição mas foi uma escolha feita desde o início. Tomamos essa decisão porque a escrita de canções e a forma que tomam sónicamente são duas coisas que não nos interessa separar. Seremos sempre os nossos próprios produtores ou co-produtores, vindo a trabalhar com outras pessoas.

Adoro a canção Fantasy Football. Os Cave Sotry têm um tema preferido em Spider Tracks?

A Fantasy Football. Apesar de claro, termos uma relação próxima com todas.

Não sou um purista e acho que há imensos projetos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem em inglês. Há alguma razão especial para cantarem em inglês e a opção será para se manter?
É o que faz mais sentido para nós. Podemos aventurar-nos a escrever algo em português mas para já não está nos nossos planos.

O que vos vai mover sempre será este post punk e esta pop experimental ou gostariam ainda de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico dos Cave Story?
No futuro próximo devemos manter a linguagem, ainda há coisas para explorar. Quando sentirmos que esgotamos a nossa proposta, se sentirmos, logo se vê. Mas não acredito em mudar só porque sim, se chegámos até este post punk pop experimental, como dizes, foi porque faz sentido para nós, muito teria de mudar para Cave Story virar reggae.

No próximo dia catorze vão apresentar o EP ao vivo, no Sabotage Club, em Lisboa. Alguma surpresa preparada? Ter calhado no dia de são Valentim foi apenas uma coincidência? Será Spider Tracks uma excelente banda sonora para casais apaixonados?
Foi uma coincidência, mas agora não há hipótese vão ter de levar connosco. Vamos ser acompanhados pelos Ghost Hunt, o seu primeiro concerto, o sr Eduardo Morais nos discos e Helena Fagundes nos visuais, só pode correr bem!

Há cerca de dez anos passei um fim-de-semana nas Caldas da Rainha, hospedado numa residencial no centro de uma rua movimentada, em frente ao parque da cidade. Aí havia um pequeno edifício, uma espécie de café / quiosque e, no fim-de-semana, havia aí bandas a ensaiar. Esse espaço ainda funciona? Como está o cenário musical alternativo das Caldas da Rainha neste momento? Que bandas me aconselham?
Não sei se funciona, e mesmo que funcione não sei se será o mesmo. Há vários sítios para ensaiar e várias bandas, o panorama infelizmente não é maior porque há pouca gente interessada apesar da oferta ser considerável. LEAF e Challenge, bandas em que o Ricardo nosso baterista também toca. Depois há os Füzz e os Lupiter. Ainda há uma editora inteira com o nome do bairro onde moro, AVNL Records, apesar de nunca os ter visto. Para os conhecer foi preciso ler um artigo sobre eles numa publicação internacional, curioso.


autor stipe07 às 18:07
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Other Lives - Reconfiguration

Other Lives - Reconfiguration

Os norte americanos Other Lives de Jesse Tabish (piano, guitarra, voz) Jonathon Mooney (piano, violino, guitarra, percussão, trompete) e Josh Onstott (baixo, teclados, percussão, guitarra, voz) estão prestes a quebrar um hiato algo prolongado, já que a última edição discográfica foi um EP em meados de 2012 e um longa duração em 2011.

Rituals, o novo disco desta banda de Oklahoma, chega aos escaparates no início de maio e Reconfiguration, o fabuloso primeiro avanço, antecipa um trabalho muito rico e intrincado instrumentalmente, nomeadamente ao nível da percussão, mas com sintetizadores atmosféricos, um piano sedutor e até um violino a fazerem parte do arquétipo sonoro deste tema. Confere...

 


autor stipe07 às 14:40
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

LFM - Somersaults

Oriundos de Londres, os LFM, aka Loose Fruit Museum, são Conal (voz e guitarra), Ali (guitarra), Phil (teclados), Ev (baixo) and Tony (bateria), um quinteto que aposta forte numa sonoridade hard rock, que do rock setentista, ao rock de garagem e passando pelo blues, sobrevive à custa de guitarras cheias de ruído e distorção, um teclado que não receia colcoar-se em bicos de pés quando procura protagonismo e uma secção ritmíca vibrante e poderosa.

Somersaults é o primeiro tema divulgado de The Room, o novo álbum dos LFM, que vai ver a luz do dia a vinte e três de março através da Ciao Ketchup Recordings. Conal, o vocalista, é o grande portagonista de uma canção com um ritmo efervescente, que pisca o olho ao punk e ao ska, com a guitarra a assumir a condução melódica, num resultado final explosivo, vibrante e contagiante, que catapulta os LFM para um muito desejado estrelato no universo indie rock.

Dirigido por Benny Tricket, habitual colaborador dos Pink Floyd, o video de Somersaults também acaba de ser divulgado e merece dedicada visualização, pelo modo retro como apresenta a banda, colocando a nú algumas das suas maiores virtudes, em termos de pose e postura. Confere...


autor stipe07 às 12:06
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015

Subplots - Autumning

Oriundos de Dublin, na Irlanda, os Subplots são uma dupla formada por Phil Boughton e Daryl Chaney (autor do belíssimo artwork deste disco), que ao vivo conta ainda com o baterista Ross Chaney. Estrearam-se nos discos em 2009 com Nightcycles e finalmente já há sucessor. O novo álbum dos Subplots chama-se Autumning e viu a luz do dia a trinta de janeiro por intermédio da Cableattack!!, podendo ser ainda feita a encomenda da edição limitada em vinil no Bandcamp da banda.

É sabido que a dupla funcionalidade da almofada faz dela um objecto perfeito e versátil. Ainda que convenha à madrugada televisiva impingir a todos os que sofrem de insónias as vantagens de uma oitava maravilha ortopédica, anatómica e à prova de ácaros, as qualidades essenciais são as duas comuns a todas as almofadas: dispor de uma face que se possa encharcar de lágrimas e, caso necessário, de um reverso propício a um sono descansado. O próprio acto amoroso geralmente envolve o ajustamento da nuca a uma almofada, que, a bem do conforto, não deve estar húmida. Isto para esclarecer que este novo trabalho dos Subplots, cumpre impecavelmente o aconchego de uma almofada, mas sem existir uma relação direta entre o seu conteúdo e os sentimentos de desgosto e depressão que, frequentemente clamam pela sua presença. Autumning é adequado a servir os nossos propósitos da auto-medicação, mas também em instantes em que é essencial colocar um travão na euforia e satisfaz, com igual mérito, as nossas necessidades de sermos como a avestruz que enterra a cabeça no chão e as do nostálgico que está sempre disposto a exagerar na celebração quando é abençoado pela bondade alheia ou revive as mais queridas memórias de outrora.

Numa perspectiva ainda mais intimista, a música dos Subplots é associável ao sentimento que se vive durante o impasse entre o aperto de mão e a consumação horizontal. Serve, nesses casos, os propósitos fantasiosos de quem passa a noite de gin na mão a observar a mais decotada das manequins que dançam na pista da discoteca da moda. No pior dos casos, e arrisco aqui um freudismo muito caseiro, a repetição mecanizada dos loops básicos que os Subplots extraem das cordas e das teclas pode até satisfazer uma qualquer necessidade física comum a ambos os sexos, mas mais afeta ao masculino. Ficam a cabo do leitor as restantes ilações.

Autumning oferece-nos instantes em que os instrumentos clamam pela simplicidade e outros em que a teia sonora se diversifica e se expande para dar vida a um conjunto volumoso de versos sinceros, sons acinzentados e um desmoronamento pessoal que nos arrasta sem dó nem piedade para um ambiente que oscila entre a amplitude luminosa da crença e o cariz nostálgico da dúvida e do receio, em canções que tanto podem ser extremamente simples e prezar pelo minimalismo da combinação instrumental que as sustenta, como Wave Collapse, Colourbars ou a percurssão de Escherich, ou soarem mais ricas e trabalhadas, sendo 9/8 ou a esplendorosa Epilogue raros exemplos atuais da tomada de consciência de que a existência humana não deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o lado negro, porque ele será sempre uma realidade, mas antes focar-se no que de melhor nos sucede e explorar até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes. Aliás, Future Tense, o primeiro avanço divulgado de Autumning, uma obra de arte que balança entre a dream pop e o rock progressivo, delicada e envolvente e que emociona facilmente os mais incautos e de lágrima fácil, já que é alicerçada num piano adulto e jovial, à volta do qual gravita uma voz deslumbrante e uma guitarra que adivinha um clímax sónico com forte sentido de urgência, deixou logo fortes indicações acerca do modo como esta dupla se serve principalmente de guitarras, que parecem amiúde estar assombradas, para criar melodias que circulam ao nosso redor, criando uma atmosfera no mínimo encantadora

Autumning é a página do nosso diário pessoal onde contabilizámos o número de parceiros sexuais, ao elaborar uma lista em que incluimos apenas as iniciais dos seus nomes. Descobrir uma resolução concreta para o seu conteúdo é como tentar diferenciar a cor do céu aquando do anoitecer da tonalidade que este assume pela aurora, sendo a prova irrevogável de que, para compreender o estado atual do que melhor propôe o universo sonoro alternativo é obrigatória a passagem pelo universo Subplots. Espero que aprecies a sugestão...

1. Wave Collapse
2. The Sunken Wild
3. Escherich
4. Colourbars
5. 9/8
6. Future Tense
7. End of Print
8. Follower
9. Epilogue

 


autor stipe07 às 21:14
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Alabama Shakes – Don’t Wanna Fight

Alabama Shakes - Don't Wanna Fight

A voz esplendorosa de Brittany Howard e a blues que explode da guitarra de Heath Fogg estão de regresso com Sound & Color, o novo disco dos Alabama Shakes, com edição prevista para abril próximo.

Don't Wanna Fight é o primeiro single divulgado do álbum e a longa espera pelo sempre difícil segundo trabalho desta banda norte americana valeu a pena porque continua a exploração de sons empoeirados do indie rock clássico, vindos de um passado longínquo, com uma postura fresca, pulsante e contemporânea. Confere...


autor stipe07 às 18:09
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Speedy Ortiz - Raising The Skate

Os Speedy Ortiz de Mike Falcone (bateria), Sadie Dupuis (guitarra, voz), Darl Ferm (baixo) e Devin McKnight (guitarra), uma banda norte-americana de Northampton, no Massachussets. estão de regresso aos discos em 2015 com Foil Deer, um trabalho que chegará aos escaparates a vinte de abril, por intermédio da Carpark Records e que sucede ao EP Real Hair, editado o ano transato.

Foil Deer terá um alinhamento com doze temas e a banda encontra-se já em digressão a promover o conteúdo de um álbum que, de acordo com Raising The Skate, a primeira amostra entretanto divulgada, mantém os Speedy Ortiz na senda de temas plenos de guitarras, que do fuzz ao grunge, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no rock alternativo da década de noventa. Confere o artwork e alinhamento de Foil Deer e o primeiro single do disco...

A mostrar noname

1. Good Neck
2. Raising The Skate
3. The Graduates
4. Dot X
5. Homonovus
6. Puffer
7. Swell Content
8. Zig
9. My Dead Girl
10. Ginger
11. Mister Difficult
12. Dvrk Wvrld


autor stipe07 às 13:09
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2015

The Union Trade – A Place Of Long Years

Editado a três de fevereiro pela Tricycle Records, A Place Of Long Years é o novo álbum dos The Union Trade, uma banda de São Francisco, na Califórnia, formada por Don Joslin (guitarra), Nate Munger (baixo, voz), Eric Salk (guitarra, piano) e Rhodes Eitan Anzenberg (bateria). A gravação deste disco contou com as contibuições de Nate Blaz dos Geographer e Ann Yu dos Silver Swans, um trabalho conceptual que explora as fronteiras do físico e do psíquico e das transferências de energia que, no ser humano, se estabelecem entre estas duas componentes e o modo intrincado como nos relacionamos com aquilo e aqueles que nos rodeiam, servindo-nos de todo o nosso ser em toda a sua plenitude, competência, capacidades, habilidades e dimensões. Com esta ideia no pensamento os The Union Trade criaram uma coleção de dez paisagens sonoras etéreas e contemplativas, impecavelmente produzidas, reveladoras de uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria, mas onde geralmente nenhum instrumento ou som está deslocado ou a mais, uma conjugação entre exuberância e minimalismo que prova a sensibilidade dos The Union Trade para expressar pura e metaforicamente as virtudes e as fraquezas da condição humana.

O som experimental, psicadélico, barulhento e melódico que este quarteto nos oferece atiça todos os nossos sentidos, provoca em nós reações físicas que dificilmente conseguimos disfarçar e, contendo belíssimas texturas, que não se desviam do cariz fortemente experimental que faz parte da tal essência do grupo, trespasssam sempre o nosso âmago, fechando-nos dentro de um mundo muito próprio, místico e grandioso, onde tudo flui de maneira hermética e acizentada, sempre sustentado por uma base instrumental plena de nuances variadas e harmonias magistrais, onde a matriz sonora se orienta de forma controlada, como se todos os protagonistas materiais, quer orgânicos, quer sintéticos, que debitam notas musicais, fossem agrupados num bloco único de som.

Com uma sonoridade ampla e quase sempre eloquente e grandiosa, há mesmo instantes em que existe aquela sensação curiosa, mas estranha, de a própria música parecer fugir um pouco ao controle de quem a cria e ganhar vida própria, como é o caso de The Empire Giants, ou de quando a voz surge em Sailing Stones. Aliás, um dos atributos deste disco é a elevada heterogeneidade instrumental, dentro de uma matriz estilística bem definida, tipicamente lo fi, com a percurssão e as cordas, que, por exemplo, em Murmurations atingem um climax ruidoso particularmente visceral, mas sempre controlado, a reproduzirem efeitos bastante sedutores e luminosos,que criam ambientes intimistas e expansivos, mas sempre acolhedores, dentro de uma toada mais orgânica, ruidosa e visceral. Esta canção, um dos singles já retirados de A Place Of Long Years, progride e expande-se partindo de horizontes algo minimalistas e quando se eleva o volume dos instrumentos como um todo e temos aquela explosão que dá a cor e o brilho que nos faz levitar, então esvai-se qualquer receio e torna-se firme a sensação que acabou de passar pelos nossos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de deslumbramento.

É deste cruzamento espectral e meditativo que A Place Of Long Years vive, com canções algo complexas, mas bastante assertivas e reféns de uma implacável e sedutora sensação de introspeção e melancolia mitológica, com uma amplitude etérea que nos permite aceder à dimensão superior onde os The Union Trade nos sentam e que o efeito da guitarra e o magnífico piano da já citada Sailing Stones tão bem clarifica. Depois, em Drakes Passage, canção onde o esplendor da vertente acústica das cordas tem o seu momento alto, é possível apreciar a junção do cariz mais rugoso do rock alternativo, com outros espetros sonoros, mais progressivos e experimentais, algo que a imponente e bizarra Svalbard também nos oferece em forma de roleta russa, numa banda que não se deixa enlear por regras e imposições herméticas. Bom exemplo disso são também os quase seis minutos de Dead Sea Transform, mais uma canção cheia de detalhes preciosos, com destaque para o dedilhar inicial da guitarra e que parece funcionar como uma sobreposição da linha melódica que o piano cria, provando que neste disco tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração do projeto tivesse um motivo para se posicionar dessa forma.

Ao mesmo tempo em que é possível absorver esta obra como um todo, entregar-se aos pequenos detalhes que preenchem A Pace Of Long Years é outro resultado da mais pura satisfação, como se os The Union Trade projetassem inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção, num resultado final que impressiona pela beleza utópica das composições, assim como as belas orquestrações, que vivem e respiram, lado a lado, com distorções e arranjos mais agressivos. 

Disco muito coeso, maduro, impecavelmente produzido e um verdadeiro manancial de melodias lindíssimas, A Place Of Long Years é um óbvio tiro certeiro na carreira desta banda de São Francisco. Espero que aprecies a sugestão...

The Union Trade - A Place Of Long Years

01. Mineral King
02. The Empire Of Giants
03. Sailing Stones
04. Drakes Passage
05. Marfa Lights
06. Murmurations
07. Svalbard
08. Strangers And Names
09. Dead Sea Transform


autor stipe07 às 21:50
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The Wombats – Greek Tragedy

The Wombats - Greek Tragedy

É já a seis de abril que os The Wombats de Matthew Murphy, Daniel Haggis e Tord Øverland-Knudsen, regressam aos discos com Glitterburg, um trabalho porduzido pela própria banda e por Mark Crew, que recentemente participou na produção de Bad Blood, o disco de estreia dos Bastille. Glitterburg é o terceiro álbum desta banda de Liverpool que se notabilizou por ofecer canções cheias de guitarras aceleradas, inflamadas com letras divertidas, sempre com um audível elevado foco na componente mais new wave do indie rock.

Greek Tragedy é o primeiro single divulgado de Glitterburg e o respetivo video, dirigido por Finn Keenan, mostra uma fã que tem uma devoção doentia pela banda, perseguindo os seus membros constantemente e invadindo as suas próprias casas e carros. Esta obsessão não é bem aceite pelo grupo, o que causa uma reação radical na admiradora. Confere...


autor stipe07 às 13:23
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

Leapling - Vacant Page

Hoje, dia dez de fevereiro, chegou aos escaparates, através da Inflated/Exploding In SoundVacant Page o novo disco do projeto nova iorquino Leapling, um quarteto formado por Dan Arnes, Yoni David, R.J Gordon e Joey Postiglione e que plana em redor de permissas sonoras fortemente experimentais e onde tudo vale quando o objetivo é arregaçar as mangas e criar música sem ideias pré-concebidas, arquétipos rigorosos ou na clara obediência a uma determinada bitola que descreva uma sonoridade especifica.

A intro Negative Space, uma verdadeira amálgama de sons rugosos e metálicos, que ajudados por uma voz reverberada se acumulam sem um propósito evidente, é uma porta de entrada que plasma com nitidez o clima identitário dos Leapling que, apesar de em Flesh Meadowns, devido ao efeito da guitrarra, à subtileza da bateria e ao timbre das cordas, já se aproximam do habitual edificio melódico que sustenta o formato canção mais acessível, não deixam de se manter fiéis ao espírito inicial, permitindo que nos embrenhemos num disco onde é constante o desafio entre o experimentalismo e a chamada dream pop, já que o nível de desordem sonora serve apenas para colocar a nú um aparente caos, com o conteúdo de Vacant Page a mostrar-se sempre acessível ao ouvinte e, apesar de parecer que vale (quase) tudo, a fluir dentro de limites bem definidos.

O típico som feito com guitarras distorcidas, também tem um elevado protagonismo. Silent Stone, uma magnífica canção que que flutua entre o indie rock mais anguloso e aquele que aposta num forte cariz experimental, já que no tema, além de um maravilhoso falsete, sobressai uma percussão com um elevado pendor jazzístico e o doce romantismo de Slip Slidin' Away e a toada blues conferida pelo baixo vigoroso em N.E.R.V.E., entrelaçado com uma bateria que se estende livremente pela melodia, sem cadência rítmica homogénea, são mais três lindíssimos instantes do álbum, que entre o experimental e o atmosférico, seduzem e emocionam. Depois, no piscar de olho à bossa nova em Going Nowhere e no acerto da quente e sedosa melancolia que escorre da guitarra de Retrograde e em redor da qual abundam violinos que tão depressa surgem como se desvanecem, ficamos sempre na dúvida sobre uma possível alteração repentina do rumo dos acontecimentos, algo que nos exige um alerta permanente e o foco contínuo naquilo que se escuta.

Um dos momentos altos de Vacant Page é, sem duvida, a original secção rítmica que sustenta Crooked, onde se inclui um baixo com um certo toque psicadélico, que não receia o risco no modo como transmite nervo e intensidade e alguns arranjos de cordas, aquáticos e claustrufóbicos, que contrastam com a clareza de uma voz que nos embala e convida de modo sedutor a penetrar em direção a um mundo algo fantasmagórico e claustrufóbico, ao qual é difícil resistir. Um pouco adiante, em Hung Out Dry, esse mesmo baixo teima em espreitar, para massajar as nossas têmporas com um misto de delicadeza e vigor, numa canção feita com a típica luminosidade de uma quente tarde de verão que atiça e desarma todos os nossos sentidos.

Com um certo travo punk, enérgico e libertário, que escorre por todos os poros da melodia hipnótica e repetitiva que alicerça In Due Time, termina um disco cheio de emoções fortes, inédito no modo como dificulta uma catalogação rigida e bem balizada, intemporal no cruzamento transversal que faz entre os mais variados espetros do universo sonoro indie, delicado na invocação de sentimentos felizes, divertido na forma como esbanja ritmo e sensualidade e jovial no modo como pode conquistar na nossa prateleira discográfica aquele recanto especial onde se guardam aquelas coleções de canções que chamamos para a parada dos nossos momentos mais genuínos, muitas vezes ocupados na busca por uma musicalidade amena, coberta por uma aúrea de sensibilidade e fragilidade romântica indisfarçáveis. Espero que aprecies a sugestão...

Vacant Page cover art

 

Negative Space

Flesh Meadows

N.E.R.V.E.

Going Nowhere

Crooked

Retrograde

Silent Stone

Hung Out To Dry

Slip Slidin' Away

In Due Time

 


autor stipe07 às 21:20
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Passenger Peru - Break My Neck

Oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, a dupla norte americana Passenger Peru editou o seu trabalho de estreia no início de 2014, uma edição apenas em cassete e em formato digital, através da Fleeting Youth Records e que foi dissecada por cá. Formados por Justin Stivers (baixista dos The Antlers no álbum Hospice) e pelo virtuoso multi-instrumentista Justin Gonzales, estão de regresso em 2015 com Light Places, um compêndio de doze novas canções da dupla, que irá ver a luz do dia a vinte e quatro de fevereiro e que já podes encomendar.

Break My Neck é o segundo single retirado de Light Places, um tema vincadamente reflexivo e introspetivo, cheio de arranjos e detalhes que facilmente nos deslumbram e onde a voz de Stivers é um trunfo declarado, no modo como transmite uma sensação de emotividade muito particular e genuína (one deep breath, sad but true, one deep breath, leads to you, break my neck, break my neck to, break my neck to see the stars, the stars explode above...).

Break My Neck é mais um tema que plasma as virtudes técnicas que os Passenger Peru possuem para criar música e a forma como conseguem abarcar vários géneros e estilos do universo sonoro indie e alternativo e comprimi-los em algo genuíno e com uma identidade muito própria. Esta é uma excelente opção para quem aprecia aquela sonoridade pop rock, algo cósmica, mas ligeiramente lo fi, cheia de arranjos detalhados. Como é habitual neste projeto, o single está disponivel para download gratuito. Confere...


autor stipe07 às 17:19
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015

Ghastly Menace - Songs of Ghastly Menace

Liderados por Andy Schroeder e Chris Geick, os norte americanos Ghastly Menace pretendem conquistar o universo sonoro alternativo com um indie rock orquestral, feito de uma dose extra de guitarras e versos simultaneamente épicos e acessíveis, com o acrescento de arranjos onde contrastam elementos acústicos e elétricos e que deitam por terra qualquer sintoma de monotonia e repetição ao longo da audição.

ghastly10

Produzido por Nigel Dennis, o disco de estreia deste coletivo de Chicago chegou aos escaparates a vinte e sete de janeiro através da etiqueta The Record Machine e logo que foi divulgado Closing, o primeiro avanço, uma canção sobre aquilo que se sente quando há uma decisão a tomar e, apesar de muitas vezes haver um caminho óbvio, há sempre outras opções que podem ser ponderadas, percebeu-se imediatamente que este quinteto tem um dom especial para criar composições sonoras com um encanto algo misterioso e místico.

Logo no indie rock vigoroso de 80s, os Ghastly Menace criam alicerces musicais e sentimentais fortes com quem se predispôs à escuta do disco, porque a canção prende, nomeadamente no modo como consegue um equilíbrio cuidado entre o charme inconfundível das guitarras que carimbam o ADN do grupo com o indie pop rock que agrada às gerações mais recentes e onde abunda uma primazia dos sintetizadores e teclados com timbres variados. A inclusão destes efeitos sintetizados, que incluem um curioso flash no já citado single Closing, talvez sejam consequência da busca de uma toada comercial e de um lado mais radiofónico e menos sombrio e melancólico do que aquele que as letras destas canções à primeira vista pressupôem. Seja como for, este encaixe de novas tendências é muito claro no piano deste tema e, mais adiante, na espiral de efeitos que controlam as guitarras, elétrica e acústica, na majestosa On Our Way, e em Real Life, canção onde os efeitos de voz e a percurssão ajudam o fuzz das guitarras a fazer brilhar alguns detalhes feitos por um teclado, que dão um encanto único à canção. Este tema e o piano verdadeiramente desarmante da pop sinfónica de She Won't Stay For Long, conjugado com uma voz incrivelmente doce e sedutora, estão prontas para fazer vibrar grandes plateias, com os sintetizadores e o baixo, juntamente com a guitarra e a percurssão, a conduzirem estas canções, com variações de ritmo e paragens que farão as delícas de qualquer operador de luzes durante um concerto da banda.

Uma das sequências mais interessantes de Songs of Ghastly Menace é constituida pela balada Living Together, uma canção que oscila entre a pop mais experimental e progressiva e uma certa folk e onde a voz de Andy Schroeder assenta na perfeição, à qual se segue While You're Here, o clássico tema orquestral também vincadamente experimental, conduzido pelo sintetizador, com alguns detalhes de uma guitarra e outros efeitos da percurssão a darem à canção um clima romântico e sensível único, ingénuo e peculiar.

Até ao final, o piano volta a destacar-se em Shadow Song com a particularidade de replicar um som em tudo semelhante ao banjo, num dos temas de pendor mais cláassico do disco e o baixo de Wait é uma das melhores surpresas do alinhamento. Já Children exala o lado mais extrovertido dos Ghastly Menace por todos os poros sonoros e tem alguns detalhes que, no ocaso do alinhamento, nos convencem definitivamente que Songs Of Ghastly Menace é abrangente no modo como cruza a leveza onírica da dream pop, bem presente no esplendor da vertente acústica das cordas, com a típica eletrificação que plasma o cariz mais rugoso do rock alternativo, ao mesmo tempo que são convocados outros espetros sonoros, mais progressivos e experimentais. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 17:30
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2015

Kaiser Chiefs – Falling Awake

Kaiser Chiefs - Falling Awake

Depois de há quase um anos os britânicos Kaiser Chiefs terem editado Education, Education, Education & War, o quinto álbum da carreira, a banda liderada pelo carismático Ricky Wilson e que conta atualmente na sua formação também com Andrew White e Simon Rix Nick Baines e Vijay Mistry, estará de regresso, em 2015, com um novo trabalho ainda sem título ou data de edição prevista.

Falling Awake é o primeiro tema divulgado desse novo disco dos Kaiser Chiefs, uma canção de amor festiva e com sintetizadores algo inéditos neste grupo, detalhe ao qual não será alheio o trabalho de produção, a cargo de Ben H. Allen III. Confere...


autor stipe07 às 14:05
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2015

The Charlatans – Modern Nature

Um dos fenómenos mais consistentes, duradouros e bem sucedidos da britpop são os The Charlatans, de Tim Burgess, ao qual se juntam atualmente o guitarrista Mark Collins, o baixista Martin Blunt e o teclista Tony Rogers. Nascidos no final da década de oitenta e com a estreia nos discos no primeiro ano da seguinte com o clássico Some Friendly, somam já doze álbuns no seu cardápio e um percurso imaculado assente num indie rock anguloso, aditivo e com uma particular veia experimental.

Gravado no estúdio da própria banda, chamado Big Mushroom e lançado no passado dia vinte e seis de janeiro, Modern Nature é o novo trabalho dos The Charlatans e um marco importante para um grupo que foi recentemente colocado há prova, há semelhança do que já tinha sucedido há mais de duas décadas. Quando em 1996 Rob Collins, o primeio teclista da banda, faleceu num acidente de carro, os The Charlatans criaram a sua obra de arte no ano seguinte, intitulada Tellin' Stories; Agora, dois anos após a morte do baterista Jon Brookes devido a doença prolongada, que ainda não tem substituto oficial, a banda decidiu seguir com os planos e recrutou Gabriel Gurnsey dos Factory Floor, Stephen Morris dos New Order e Pete Salisbury dosThe Verve, para a gravação deste novo álbum, três nomes de peso e que contribuiram decisivamente para que chegasse aos escaparates um trabalho com um conteúdo também de elevada qualidade e que plasma os principais atributos do grupo, acima referidos.

A mistura do rock clássico com sonoridades mais experimentais fez escola em finais de década de noventa em terras de Sua Majestade, com os Stone Roses, Primal Scream e estes The Charlatans, entre outros, a encabeçarem um verdaeiro motim, para regozijo da agitada juventude birtãnica, sempre sedenta de novas experiências e daquela efervescência que o clima local não proporciona e que acaba por ser a música, muitas vezes, a ter esse papel agitador e impulsivo.

Modern Nature é o trabalho que atualmente melhor revitaliza e faz o ponto da situação desse movimento, baptizado de Madchester, com onze excelentes exemplares de rock mutante, que dão vida a letras impressivas e inspiradas, num disco atemporal e revivalista, porque é de hoje, mas podia ter sido editado há vinte e cinco anos. Canções como a soul negra de Keep Enough, o luminoso e aquático single So Oh, o groove pop que sobrevive da fusão entre teclado e guitarra em Let The Good Times Be Never Ending, o tributo ao rock dos anos sessenta feito em dose dupla com Keep Enough e Emily, dois temas onde as cordas impressionam, assim como alguns instrumentos de percussão algo inéditos,com destaque para o bongo, são uma resoluta declaração de sobrevivência misturada com a reflexão que os The Charlatans certamente fazem sobre o seu som e como ele pode sobreviver imaculado à passagem do tempo. Por outro lado, as batidas sintéticas de Talking Tones e Trouble Understanding e o piano elétrico e o baixo sinuoso de Come Home Baby dão ao grupo o indispensável cunho atual e moderno e acomodam-nos temporalmente nas mais recentes tendências.

Simultaneamente modernos e revivalistas e naturalmente genuínos, os The Charlatans conseguem dar à carreira um enorme fôlego com este Modern Nature e reúnem os ingredientes necessários para manter a saua base fiel de seguidores e angariar para a causa os mais entusiastas seguidores das novas tendências do indie rock alternativo, superando com distinção mais uma enorme prova de fogo. Espero que aprecies a sugestão... 

The Charlatans - Modern Nature

01. Talking In Tones
02. So Oh
03. Come Home Baby
04. Keep Enough
05. In The Tall Grass
06. Emilie
07. Let The Good Times Be Never Ending
08. I Need You To Know
09. Lean In
10. Trouble Understanding
11. Lot To Say


autor stipe07 às 21:51
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

The Vultures - Three Mothers Part 1

Sedeados em Inglaterra e com músicos oriundos de cinco países de três continentes diferentes, os The Vultures servem-se das cordas de violas, violoncelos, guitarras, baixo e violinos, da bateria e de sintetizadores para criar canções que contêm uma paleta sonora com uma deliberada componente gótica, mas que não se resume a esse espetro, já que o indie rock e o punk são também bitolas importantes para a caraterização da música do projeto.

No final de janeiro os The Vultures editaram Three Mothers Part1, o disco de estreia, através da Ciao Ketchup Recordings, um compêndio de oito canções que segue uma bitola sonora assente em orquestrações com tanto de amplo e monumental como de sombrio, o tal indie rock com um certo cariz gótico, já definido por alguma crítica como um altpop neogótico, uma adaptação contemporânea e atual do som que fez escola na década de oitenta, no cenário indie britânico e que estes The Vultures pretendem resgatar.
Um das caraterísticas mais interessantes deste quinteto relaciona-se com a elevada componente sexual da sua música. Há algo de profundamente libidinoso no cardápio do grupo e o próprio plantel, que mistura músicos de ambos os sexos, propícia à criação dessa aúrea, que o amibente sonoro que exalam não desmente e que, tradicionalmente, sempre foi um veículo expressivo de transmissão de ideias e pensamentos que abordam o lado mais obscuro, agitado impulsivo e carnal das relações. Além da percurssão coesa e bastante ritmada, o vasto arsenal de cordas amplia igualmente essa sensação que mistura mistério e luxúria e que transborda da coesão e da amplitude de um som encorpado, onde está plasmado, em Three Mothers Part 1, um superior cuidado não só na procura de uma diversidade melódica e até instrumental, mas também na demonstração de controle das operações, mas sem deixar que isso ofusque o charme exalado pelo universo cinzento e nublado que cobre a mente criativa do coletivo. Essa assertividade processual, que tem um fim temático bem definido e que ajuda a conceptualizar o disco, também é conseguida no modo como as canções aconchegam a voz, quase sempre colocada numa postura um pouco lo fi, o que lhe dá uma tonalidade fortemente etérea e ligeiramente melancólica, com a postura vocal a procurar, muitas vezes, que seja nítida a sensação de diálogo entre a banda e o ouvinte, como se falassem dirtamente connosco, em vez de cantarem para uma vasta plateia. Assim, a ânsia, a rispidez e a pura e simples crueza, são amenizadas por um grande cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas e por uma utilização assertiva do sintetizador.
Estreia particularmente promissora, Three Mothers Part 1 firma os The Vultures no universo das bandas que merecem já elevado crédito e apertada vigilância relativamente ao futuro. Uma certa ânsia e rispidez normais no arranque, são amenizadas por um grande cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas e, desse modo, por uma demonstração cabal do já apreciável grau de maturidade deste projeto que parece ter a perfeita noção daquilo que pretende explorar e replicar sonoramente, ao longo da carreira. Após a audição de Three Mothers Part 1, sugiro uma visita à original página oficial da banda. Confere...

1. Vlad

2. The Plague

3. Cancer

4. Ants

5. Weakest Storm

6. Tyrant to the Irish

7. Magic Air

8. Stalin’s Army


autor stipe07 às 21:17
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Wand – Self Hypnosis In 3 Days

Os Wand são uma banda norte americana, oriunda de Los Angeles e liderada por Cory Hanson, um músico que toca regularmente com Mikal Cronin e os Meatbodies, dois projetos que já foram referenciados em Man On The Moon. Nestes Wand, juntam-se a Cory, Evan Burrows, Daniel Martens e Lee Landey.

Os Wand tocam um indie punk rock psicadélico e fortemente aditivo e Ganglion Reef, o disco de estreia, editado em 2014, foi um marco e uma referência para os amantes do género. Agora, um ano depois, os Wand já têm sucessor pronto; Golem chega a dezassete de março através da etiqueta In The Red e Self Hynosis In 3 Days, o primeiro single divulgado, é um delicioso exemplar de indie rock astral e vigoroso, um tratado sonoro que ressuscita o que de melhor se pode escutar relativamente ao rock alternativo da última década do século passado, com um upgrade de adição psicotrópica e elevada lisergia. Confere...

Dica Follow Friday da edição de hoje: X-Acto. Recomendo vivamente!


autor stipe07 às 13:16
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

Breakfast In Fur – Flyaway Garden

Em Nova Iorque, algures entre Manhattan e Catskills, fica New Paltz, zona da cidade que nunca dorme de onde são oriundos os Breakfast In Fur, uma banda que começou por ser o projeto a solo de um músico chamado Dan Wolfe, que depois acabou por recrutar alguns amigos que partilham consigo a sua visão do indie rock lo fi, experimental e psicadélico. Na verdade, este projeto acaba de me surpreender com Flyaway Garden, o trabalho de estreia, um disco editado no passado dia três de fevereiro por intermédio da Bar/None Records.

Em onze canções distribuidas por cerca de trinta e cinco minutos, os Breakfast In Fur desvendam-nos um som com um forte sentido melodioso e épico que, como se percebe logo em Shape, apesar da imponência das guitarras, levemente distorcidas e harmoniosas, banhadas pelo sol dos subúrbios e misturadas com arranjos luminosos e com um certo toque psicadélico, não deixam de ter um vincado cariz dream pop, nostálgico e sonhador, que seduz pelo calor e pela vibração que transmite. 

Cuidadosos e inspirados no modo como conferem detrermnados detalhes às suas canções, fazem com que as mesmas se envolvam numa certa dose de mistério e fantasia que a postura vocal doce e sussurrante amplia. A profunda e contemplativa Portrait é apenas um exemplo de como esses detalhes, quase sempre bastante orgânicos, mas onde também não faltam sons sintetizados, nos tiram do chão em direção ao espaço, mas os violinos, a cadência da percussão e os instrumentos de sopro de Lifter, assim como os sons flutuantes que transbordam dos etéreos momentos instrumentais Ghum e Flyaway Garden e os efeitos metálicos abrasivos que deambulam em redor das cordas em Setting Stone, são só três exemplos dos vários que no disco provam que estes Breakfast In Fur são exímios no modo como se servem da psicadelia para transmitir sensações profundas e com nervo e intensidade. A forma como Aurora Falls alterna a cadência e o ritmo e, quase no fim, inflete melodicamente, também demonstra uma certa apetência dos Breakfast In Fur para um saudável experimentalismo que, em Whisper, soa de modo leve e arejado, mesmo sendo uma balada de cariz algo sombrio e nostálgico e em Cripple Creek Ferry, em virtude de alguns arranjos aquáticos e claustrufóbicos e da sintetização da voz, nos embala e nos convida de modo sedutor a penetrar em direção a um mundo algo fantasmagórico e claustrufóbico, ao qual é difícil resistir.

Com a subtil lentidão fortemente contemplativa e minimal de Episode e, na sequência, o mergulho nas águas profundas de um sol luminoso que parece brilhar nas profundezas de um imenso aquário de sobreposições vocais e instrumentais que não se deixam enlear por regras e imposições herméticas chamado Sun Catcher, termina um disco que, em todos os seus momentos, nos pede calorosa e carinhosamente para o levar connosco sempre que queiramos deambular e pairar livremente por um universo paralelo, onde ficam de fora as nossas dúvidas, hesitações e tudo aquilo que nos atormenta e aflige.

Flyaway Garden é um título feliz para um imenso jardim esvoaçante, um mundo colorido de emoções fortes, dispostas perante nós em pleno céu aberto e que, batendo à porta do nosso coração, clamam com ternura para que as deixemos entrar e invadir os nossos sonhos, para que nos tornemos também nós portadores da tosca infantilidade que governa o poço criativo de onde se abastecem estes Breakfast In Fur. Espero que aprecies a sugestão...

Breakfast In Fur - Flyaway Garden

01. Shape
02. Portrait
03. Aurora Falls
04. Whisper
05. Lifter
06. Ghum
07. Setting Stone
08. Cripple Creek Ferry
09. Flyaway Garden
10. Episode
11. Sun Catcher


autor stipe07 às 21:12
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Unknown Mortal Orchestra - Multi-Love

Os Unknown Mortal Orchestra vêm da Nova Zelândia e são liderados por Ruban Nielsen, vocalista e compositor, ao qual se juntaram, Jake Portrait e Greg Rogove. II, o segundo álbum da banda, viu a luz há cerca de dois anos e catapultou o projeto para o estrelato, ao reforçar de forma comercial e ainda assim específica o que havia de mais tradicional e inventivo na trajetória da banda, estreitando os laços entre a psicadelia e o R&B.

No próximo dia vinte e seis de maio vai chegar aos escaparates Multi-Love, o novo disco dos Unknown Mortal Orchestra, um trabalho que verá a luz do dia por intermédio da Jagjaguwar e que, de acordo com o tema homónimo hoje, irá conter de novo a impressão firme da sonoridade típica da banda, catupultando-a ainda para uma estética mais abrangente, que além de reviver marcas típicas do rock nova iorquino do fim da década de setenta, ressuscita referências mais clássicas, consentâneas com a pop psicadélica dos anos sessenta. Confere...

 

It felt good to be rebelling against the typical view of what an artist is today, a curator. It’s more about being someone who makes things happen in concrete ways. Building old synthesizers and bringing them back to life, creating sounds that aren’t quite like anyone else’s. I think that’s much more subversive.

Ruban Nielsen


autor stipe07 às 18:47
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Yes, Gorillaz Returns

Mais de três anos após o lançamento de The Fall, os Gorillaz de Damon Albarn e Jamie Hewlett deram finalmente indicações concretas de que o regresso poderá estar próximo e que o período de hibernação terá, finalmente, o seu epílogo.

Foi o próprio Jamie Hewlett quem confirmou a novidade no Instagram, com a mensagem de Yes, Gorillaz Returns, precedida de imagens de novos desenhos de Murdoc e Noodle.

Depois de Murdoc, Noodle e os restantes companheiros terem gravado The Fall numa ilha secreta flutuante no Pacífico Sul, onde instalaram o quartel-general da Plastic Beach, feito de detritos, ruínas e restos da humanidade, fica agora a curiosidade para perceber onde será o local de gravação do novo trabalho da banda virtual mais conhecida do planeta e umas das minhas preferidas, que deverá ver a luz do dia lá para 2016.
Em 2014, Damon Albarn lançou o seu primeiro álbum de originais, Everyday Robots , e tinha logo anunciado planos para este novo disco dos Gorillaz, mas também para os fantásticos The Good, The Bad & The Queen. Recordemos dois dos melhores momentos destes dois projetos.

 

 


autor stipe07 às 14:03
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015

Song By Toad, Records - Magic Beanz!

Magic Beanz! é o título da nova compilação da etiqueta escocesa Song By Toad, Records, um cardápio de canções com alguns dos destaques que a editora vai lançar e divulgar este ano. Disponível para download gratuito na página da etiqueta, o disco contém seis temas, sendo o primeiro o punk rock shoegaze de This Morning We Are Astronauts, um dos destaques de A Distorted Sigh, o trabalho de estreia dos Garden Of Elks, que chegará lá para abril.

Depois dos Garden Of Elks, Magic Beanz! prossegue com a eletrónica etérea e psicadélica de Basketball Land, um dos grandes temas de Place Is, o novo EP dos Le Thug, que tem edição prevista para o dia de São Valentim. A seguir é a vez de Cafe Royal, um lindíssimo instrumental, assente num belo piano, retirado de Be Embrace, You Millions, o novo disco do projeto de Ian Turnbull da Broken Records, que assina este disco como digitalanalogue e que verá a luz do dia, no formato vinil, em março.

Para a reta final da compilação temos Vice Over Reason, uma canção retirada do alinhamento de Sunlight on Black Horizon, o álbum de estreia do projeto Numbers Are Futile, composto por músicos gregos e portugueses e que aposta num som espacial, experimental, psicadélico, barulhento e melódico, que atiça todos os nossos sentidos. Depois há ainda Burial Party, um fantástico instante de indie rock da autoria dos escoceses Plastic Animals, presetes a estrear-se nos discos com Pictures From The Blackout e, para aterrar, BLT, uma nova canção de Passion Pusher, o alter ego sonoro de James Gage, um músico também escocês, natural de Edimburgo e que sobrevive à custa do assertivo clima de um garage rock ligeiro, algo baladeiro e boémio.

Como se percebe, 2015 será um ano em cheio para esta etiqueta liderada pelo meu amigo Matthew Young e estou certo que estes trabalhos serão objeto de revisão e divulgação mais aturadas neste espaço.


autor stipe07 às 21:31
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