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Old Yellow Jack - Magnus EP

Sexta-feira, 23.01.15

Oriundos do meio universitário lisboeta, os Old Yellow Jack são Guilherme Almeida (voz, guitarra), Henrique Fonseca (guitarra, teclado), Miguel Costa (baixo) e Filipe Collaço (bateria), uma banda que nasceu em 2011, fundamentalmente por iniciativa do Filipe. Conheceu o Guilherme e após alguns meses a tocarem juntos juntou-se a eles o Miguel, e por fim, o Henrique.

Começaram por se inscrever e participar em concursos de bandas e, desse modo, darem a conhecer a sua insana cartilha sonora, assente num indie rock psicadélico, direto e algo cru, mas também amplo e abrangente, uma sonoridade ainda pouco explorada por cá, a nivel nacional e que apenas agora começa a ser objeto de outra atenção.

Os Old Yellow Jack editaram este mês de Janeiro, Magnus, o seu EP de estreia, um compêndio de cinco canções, produzido por Bruno Pedro Simões (Sean Riley & The Slowriders) nos Black Sheep Studios em Sintra, um compêndio de rock energético e viajante, assente em guitarras tão agressivas quanto angelicais, deixando uma boa amostra daquilo que podemos esperar do futuro desta jovem banda de Lisboa.

No fuzz das guitarras de The Man Who Knew Too Much, um tema disponível para download na bandcamp da banda e nas variações de ritmo e no amplo arsenal instrumental que além da tríade sagrada, inclui sintetizadores e arranjos metálicos, fica claro que Magnus é uma porta de entrada reluzente para o indie rock psicadélico dos anos sessenta e setenta, com as memórias de Can e Syd Barrett à cabeça. como a própria banda confessa, mas também para um espetro algo progressivo e experimental, sempre em busca de um equilíbrio lisérgico entre momentos frenéticos e contemplativos.

Os Old Yellow Jack são inspirados no modo como pegam em possíveis influências que admiram e lhes dão um cunho muito próprio, uma marca deles, única e distinta. É, como já disse, um indie rock clássico, com fortes reminiscências nos anos setenta, luminoso e vibrante, cheio de fuzz nas guitarras, mas que também não dispensa uma sonoridade urbana e clássica.

Os cinco temas do EP cruzam diferentes espaços num mesmo universo sonoro e saboreiam-se de um trago, tendo um efeito saboroso e inebriante e que pode ser potenciado por repetidas audições que permitem que determinados detalhes e arranjos se tornem cada vez mais nítidos e possam, assim, ser plenamente apreciados.

Magnus é um contributo nacional de peso para a equipa formada por aquelas bandas que ajudam a contrariar quem, já por milhares de vezes, anunciou a morte do rock. Podendo, no futuro, abrir novas possibilidades de reinvenção do seu som, atravessando terrenos ainda mais experimentais, etéreos e com alguma dose de eletrónica, os Old Yellow Jack são já, atualmente, uma referência do melhor indie rock alternativo que ilumina o nosso país e o sol à volta do qual deverão gravitar outros projetos que tenham interesse em apostar neste tipo de sonoridade que, pessoalmente, considero bastante apelativa. Convido, de seguida, à leitura da entrevista que o colectivo me concedeu com o inestimável apoio da Let's Start A Fire e espero que apreciem a sugestão...

Os Old Yellow Jack abriram as hostilidades em 2011, participaram em alguns concursos e viram o vosso nome destacado lá fora, nomeadamente no Brasil. Este é o momento certo para o primeiro lançamento discográfico oficial, apesar de já terem lançado alguns temas (Demos) em outubro? E a que se deveu a opção por um EP? Ainda não há cardápio para um longa duração?

De certa forma, a nossa ideia inicial passava por lançar o disco ainda em 2014, mas tal mostrou-se complicado de se realizar devido ao tempo necessário para a promoção que queríamos. Escolhemos fazer um EP pois achávamos que um álbum era um passo maior que a perna, não por falta de quantidade, mas mais por um desejo de fazer algo coeso.

Como deverão compreender, é natural escutar-se este fantástico EP Magnus e sermos transportados para o indie rock psicadélico dos anos sessenta e setenta que hoje está muito em voga, com os Tame Impala à cabeça, mas com outros nomes como os Pond e agora os Temples, na linha da frente. No entanto, também há aqui fortes reminiscências do punk rock alternativo, com um certo cariz lo fi, dos anos oitenta e até um certo travo pop, nomeadamente na luminosidade melódica. Sendo assim, acho que um dos vossos maiores atributos foi ter sabido pegar em possíveis influências que admiram e dar-lhes um cunho muito próprio, uma marca vossa e distinta. Como descrevem, em traços muito gerais, o conteúdo sonoro de Magnus?

Acho que a pergunta se responde a ela própria! Melhor descrição do nosso som até agora.

Este indie rock com algum fuzz nas guitarras que debitam distorções vintage e com um baixo encorpado, mas que também não dispensa os teclados que ajudam a conferir uma sonoridade mais expansiva, luminosa, urbana e clássica, é mesmo o género de música que mais apreciam?

É, mas penso que não temos a parte revivalista a que muitas bandas psicadélicas se apegam. Temos todos cultura musical, conhecemos os álbuns mas as nossas maiores influências são todas recentes à exceção talvez de Can e Syd Barrett. Partilhamos uma grande parte do nosso gosto musical mas depois há coisas que gostamos mas que não transparecem para as nossas músicas. Todos ouvimos hip hop e eletrónica por exemplo mas há um filtro sobre o que potencialmente faz parte do nosso pequeno universo musical.

Quais são as vossas expectativas para Magnus? Querem que este trabalho vos leve até onde?

Achamos que agora o desafio é criar uma fanbase nacional e o Magnus é a nossa tentativa de o fazer. É também um aquecimento para o álbum e para uma possível internacionalização.

Penso que a vossa sonoridade poderia ser bem-sucedida nos países que abrem os braços ao chamado indie rock mais psicadélico. Os Old Yellow Jack estão, de algum modo, a pensar numa internacionalização, ou é apenas Portugal importante para o futuro da vossa carreira?

Conseguir sair do país é o nosso projecto, objectivo e sonho a médio prazo. Somos uma banda ambiciosa.

Acho curioso o artwork do disco e muito bem conseguido, curiosamente da vossa autoria, com a cover a cargo de Francisco Ferreira. Há alguma relação entre o conteúdo das canções e as areias do deserto e a civilização nativa de um ambiente desse género, digamos assim, aí representada?

A capa e o artwork foram feitos depois do disco estar acabado portanto não há grande relação entre a música e a parte visual. Nós gostamos bastante do trabalho dele, portanto demos-lhe carta branca para fazer o que a música lhe ditasse e acho que estamos perfeitamente contentes com o resultado final.

Adorei Murky Water; E a banda, tem um tema preferido em Magnus?

Gostamos de todas, claro, mas acho que temos um carinho especial pela última, Two Lightbulbs, porque é a mais antiga e é a que tem fechado todos os nosso concertos desde há quase um ano. O fim da música é o nosso momento espiritual no concerto.

Não sou um purista e acho que há imensos projectos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem também em inglês. Há alguma razão especial para cantarem apenas em inglês e a opção será para se manter?

Tínhamos todos dezasseis anos quando formámos a banda portanto essa decisão foi feita um bocado sem razão definida mas dadas as nossas ambições internacionais achamos que é um ponto a nosso favor nesse campo. E há óptimos exemplos: Björk, Iceage, Kings of Convenience, Air, etc… A certa altura faremos músicas em português, não sei se em Old Yellow Jack ou num projecto paralelo, mas neste momento sentimo-nos (Skronk e Riscas) francamente mais à vontade a escrever em inglês do que em português.

Imagino que entretanto já tenham temas novos compostos. Será preciso esperar mais três anos para saborear um novo trabalho dos Old Yellow Jack?

Quem nos tem seguido ao vivo tem ouvido músicas que ainda não foram lançadas e que, algumas delas, farão parte do álbum que queremos gravar ainda este ano. Além das que temos tocado ao vivo, ainda temos uma quantidade razoável de canções semi-acabadas mas ainda não ensaiadas.

O que vos move é apenas o indie rock ou gostariam no futuro de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico dos Old Yellow Jack?

Terão de esperar para ver. É muito difícil de prever, já mudámos desde que gravámos o Magnus e continuaremos a mudar e desde que seja um processo orgânico, não vamos filtrar demasiado as nossas mudanças sonoras. E podemos ter sempre outras bandas e projectos se quisermos muito experimentar com outros géneros.

Como vai decorrer a promoção de Magnus? Onde poderemos ver os Old Yellow Jack a tocar num futuro próximo?

O lançamento vai ser dia trinta no Sabotage e estamos a marcar mais datas pelo norte do país para Fevereiro e Março.

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publicado por stipe07 às 21:38

The Babies - Got Old

Sexta-feira, 23.01.15

The Babies - "Got Old"

Desde que em 2012 as The Babies de Kevin Morby dos Woods e de Cassie Ramone das Vivian Girls, editaram o seu fantástico álbum intitulado Our House on the Hill nunca mais deram notícias e o projeto ficou num manto de indefinição, temendo-se pelo futuro do mesmo. De então para cá, além do trabalho desenvolvido nas bandas de origem, Morby e Ramone lançaram discos a solo e o receio relativamente ao futuro dos The Babies aumentou ainda mais.

Felizmente a dupla voltou a dar sinais de vida com a edição de um single de sete polegadas, via Woodsist, com dois temas que são lados b de singles retirados de Our House on the Hill, as canções Got Old e All I Know. As duas foram gravadas na Califórnia em fevereiro de 2012 e produzidas por Rob Barbato e misturadas por Drew Fischer. Confere o primeiro tema deste sete polegadas e recorda o excelente Our House on the Hill...

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publicado por stipe07 às 13:16






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