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Tennis System – Technicolour Blind

Sábado, 17.01.15

Liderados por Matt Taylor, os norte americanos Tennis System estrearam-se nos discos a vinte e um de outubro com Technicolour Blind, um disco que viu a luz do dia através da PaperCup Music e focado no amor e nas saudades de Matt pela namorada que deixou em Washington D.C., já que se mudou para Los Angeles, onde está agora a banda sedeada.

Um indie rock vibrante e acelerado é o sustento das dez canções deste trabalho, cheio de ambientes épicos e melodias cheias de luz e cor. Uma guitarra plena de fuzz e de distorções variadas, um baixo imponente, uma bateria que nunca descansa e sintetizadores carregados de efeitos fazem parte da receita sonora de um disco particularmente emotivo e que tem tudo para catapultar estes Tennis System para uma posição mais visível no universo alternativo, devido ao modo assertivo e até exuberante, como propôem um rock cheio de sintetizações, efeitos e ruídos e com uma toada muito rica e sedutora.

Estes três músicos deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural, para criar um álbum tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade e com um interessante cariz épico que não é mais do que um assomo de elegância incontida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

A escrita do disco carrega uma sobriedade sentimental que se percebe devido à matriz temática que rodeia Technicolour Blind e, naturalmente, é possível apreciar aqui belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com as diversas camadas de instrumentos já descritas. Com vários momentos altos, destaco a introdução de My Life In, instante de uma simplicidade verdadeiramente desarmante e capaz de deixar em sobressalto os espíritos mais incautos, até uma guitarra planante tomar conta da canção e levá-la, durante pouco mais de um minuto, para um nível superior de elegância e arrojo, que se estende nas teclas de Try To Hide e, mais uma vez, numa distorção imponente e inigualável. Depois, canções como Call It Home ou o tema homónimo do trabalho, fazem-nos não duvidar mais da excelência de um álbum que impressiona pelo bom gosto com que cruza vários estilos e dinâmicas sonoras, numa toada que tem tanto de shoegaze como de progressivo e que até em Such A Drag busca pontos de interseção com a pop mais experimental e algumas paisagens e sensibilidades que no single Dead Honey piscam o olho à mais pura psicadelia.

Escutar Technicolour Blind é uma experiência diferente e a oportunidade de contatar com um conjunto de canções que transbordam uma aúrea algo mística e espirituale que materializam um feliz encontro entre sonoridades que surgiram há décadas e se foram aperfeiçoando ao longo do tempo e ditando as regras que hoje consagram as tendências mais atuais em que assenta o rock alternativo com um cariz fortemente nostálgico e contemplativo, mas também feito com elevada dose de ruído e distorção. Espero que aprecies a sugestão...

Tennis System - Technicolour Blind

01. Suicide
02. Call It Home
03. Ungrown
04. Memories And Broken Dreams
05. Technicolour Blind
06. Such A Drag
07. My Life In
08. Try tT Hide
09. Hara Kiri
10. Dead Honey

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publicado por stipe07 às 21:43

Krill - Foot

Sábado, 17.01.15

Krill - "Foot"

Oriundos de Boston, no Massachusetts, os Krill são um trio liderado por Jonah Furman e que tem vindo a construir uma sólida reputação no universo alternativo local, principalmente devido a Steve Hears Pile In Malden And Bursts Into Tears, um EP que viu a luz do dia no início do ano que agora terminou.

A dezassete de fevereiro vai chegar aos escaparates A Distant Fist Unclenching, o novo longa duração dos Krill, através da Double Double Whammy/Exploding In Sound e Torturer foi o primeiro avanço divulgado do trabalho. Agora chegou a vez de Foot, o segundo tema do alinhamento de A Distant Fist Unclenching e com ele mais uma demonstração cabal da capacidade dos Krill para criar um indie rock com uma rispidez visceral que contém algo de extremamente sedutor e apelativo. Confere...

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publicado por stipe07 às 16:55

In Tall Buildings – Unmistakable

Sábado, 17.01.15

In Tall Buildings - Driver

Aproxima-se a passos largos a edição de Driver, um dos trabalhos mais aguardados por cá no início de 2015 e que irá ver a luz do dia a dezassete de fevereiro através da Western Vinyl. Este disco é da autoria de Erik Hall, um músico e compositor de Chicago por detrás do projeto In Tall Buildings, que, de acordo com o próprio, compõe inspirado por duas dicas filosóficas, uma de Allen Ginsburg (First thought, best thought) e a outra da autoria de Kurt Vonnegut (Edit yourself, mercilessly). Se a teoria de Ginsburg apela à primazia do instintivo e da naturalidade e da crueza, acima de tudo, já as palavras de Vonnegut parecem instar à constante insatisfação e à busca permanente da perfeição, considerando-se cada criação como algo inacabado e que pode ser alvo de melhorias e alterações.

A música de Erik Hall vive um pouco desta aparente dicotomia, já que quando assina In Tall Buildings propôe e cria paisagens sonoras simples e amenas, de algum modo descomplicadas e acessíveis, mas que não descuram a beleza dos arranjos e um enorme e intrincado bom gosto na forma como constrói as melodias, deixando sempre margem de manobra para que nos possamos apropriar das suas canções e dar-lhes o nosso próprio sentido.

Depois de Erik Hall nos ter possibilitado a audição de Flare Gun, o primeiro avanço para Driver, no início deste inverno, agora chegou a vez de nos mostrar Unmistakable, o segundo avanço. O título da canção é uma opção feliz para mais um registo sonoro de dificil catalogação, com uma sonoidade pop claramente urbana, perfeita no modo como o baixo e abatida se cruzam com o sintetizador. Driver promete ser um álbum essencial, recheado de paisagens sonoras simples e amenas, de algum modo descomplicadas e acessíveis, mas que não descuram a beleza dos arranjos e um enorme e intrincado bom gosto. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:36






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