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Germany Germany - Germany Germany

Terça-feira, 13.01.15

Germany Germany é uma banda de Victoria, que começou por ser um projeto a solo encabeçado por Drew Harris, um músico de quem já falei em 2011, apesar de na altura desconhecer a sua identidade, devido ao projeto Radioseven. Atualmente, os Germany Germany também contam com nathan willson, michael matier e graham keehn no alinhamento, além de Harris. O projeto estreou-se em 2010 com o EP Electrolove, disponível no bandcamp e que contava com Jessica Morgan na voz e no ano seguinte chegou Adventures, o longa duração de estreia, que contava com as participações especiais de Donne Tor em Natural, Tim Walters em Take Your Time, Emily Michiels em Transatlantic e Steffaloo em Just Go. Depois desse disco, Germany Germany editou outros trabalhos e este homónimo, editado no passado dia vinte e cinco de outubro, é o primeiro lançamento que foi gravado com o atual formato banda.

Sustentados por uma agradável melancolia e donos de um som épico e eloquente, mas que exige dedicação, os Germany Germany oferecem-nos neste trabalho dez canções que vivem à sombra do indie rock e de uma pop eletrónica que explora paisagens sonoras expressionistas, através das teclas do sintetizador, uma percurssão orgânica, um baixo visceral e guitarras carregadas de efeitos futuristas e distorções vintage, claramente inspiradas nos grandes mestres desse instrumento e do rock clássico.

Assim, as canções de Germany Germany tanto podem suscitar um ambiente sonoro algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada, como apresentar instantes com uma sonoridade mais ligeira, dançável e luminosa. As canções muitas vezes crescem em emoção, arrojo e amplitude sonora, sempre de forma progressiva e, sendo muitas delas apenas instrumentais, a ausência da voz permite que os instrumentos tenham todo o protagonismo que claramente anseiam, com especial destaque  para o verdadeiro festim orquestral que é Crystal City, com Eyes On The Ocean a ser outro instante de audição obrigatória.

Departure abre o disco e o sintetizador e os efeitos do tema colocam a nú a zona de conforto sonora estabelecida e pregada pelos Germany Germany, que prima por uma composição melódica que procura dar vida a um conjunto volumoso de versos sofridos e sons acinzentados, como se fosse a banda sonora de um desmoronamento pessoal que nos arrasta sem dó nem piedade para um ambiente sombrio e nostálgico. Essa percepção acaba por se revelar novamente e curiosamente em Take Me Home, apesar da guitarra perto do red line que aí se escuta, como se esse ideal de melancolia fosse a baliza que orienta e abarca a sonoridade geral do disco. Depois, além das distorções da guitarra, a percurssão de Bright Lights, de River e, principalmente, de Substance e Reconnect, mostram-nos que estes Germany Germany também nos querem pôr a dançar. O efeito que ecoa da guitarra de Blank Mind Empty Heart e o baixo pulsante, colocam-nos novamente no chão e faz ressurgir um desejo incontido de refletir sobre os nossos maiores receios, enquanto o reverb da voz nos convida a tomarmos as rédeas da nossa própria consciência pessoal. Já o sintetizador futurista de Love and Science Fiction e a guitarra distorcida ampliam a perceção clara que os Germany Germany balançam entre dois pólos aparentemente opostos e carimba uma certa ideia de maturidade de um coletivo que parece caminhar confortavelmente por cenários que descrevem dores pessoais e escombros sociais, com uma toada simultaneamente épica e aberta, fazendo-o demonstrando a capacidade eclética de compôr, em simultâneo, temas com algum teor introspetivo mas, acima de tudo, verdadeiros hinos de estádio.

Há uma forte dinâmica criativa no seio deste projeto que aposta em várias abordagens sonoras, mas sempre magistrais, numa conversa coerente que celebra a natureza dinâmica da combinação instrumental e explora um método de abordagem criativo num disco impregnado de inspiradas peças melódicas que passam tangentes assertivas a alguns dos parâmetros que definem um estilo sonoro que vem fazendo escola desde os primórdios dos anos oitenta, com um ritmo que transpira de maneira natural e particular muito do que sustenta o que de melhor se vem escutando atualmente no universo sonoro indie contemporâneo. Espero que aprecies a sugestão...

 

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publicado por stipe07 às 20:57

Django Django - First Light

Terça-feira, 13.01.15

Django Django

Chegam de Edimburgo, na Escócia, têm um irlandês lá pelo meio, atualmente assentaram arrais em Dalston, aquele bairro de Londres onde tudo acontece, chamam-se Django Django e são um nome que acompanho com toda a atenção desde que há cerca de dois anos lançaram um espectacular homónimo de estreia.

A banda, formada então por Dave Maclean, Vincent Neff, Tommy Grace e Jimmy Dixon, vai regressar aos discos este ano. Ainda não se conhece a data de lançamento precisa desse novo trabalho, algures na primavera, mas já há avanço; First Light é o primeiro tema conhecido e nele os Django Django aprimoram a sua cartilha sonora feita com uma dose divertida de experimentalismo e psicadelismo, que muitos rotulam como art pop, art rock ou ainda beat pop, sempre acompanhada por guitarras que parecem ter saído do farwest antigo e por efeitos sonoros futuristas. Basicamente, uma mistura perfeita de géneros que, de acordo com o grupo, serve para encontrar praias enterradas debaixo de edifícios de cimento. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:26






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