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Thee Oh Sees - Drop

Sexta-feira, 27.06.14

Depois de ter anunciado que os The Oh Sees de John Dwyer estariam numa espécie de período sabático e que Dwyer estava concentrado num novo projeto a solo chamado Damaged Bug, a banda surpreendeu, mostrou-se ativa e tem um novo disco lançado. O novo álbum desta banda onde a Dwyer se junta a roliça Brigid Dawson, chama-se Drop e viu a luz do dia a dezanove de abril, o último Record Store Day, através da Castle Face, a editora do prório Dwyer.

Penetrating Eye, o visceral tema de abertura de Drop, foi o primeiro single do álbum divulgado e depois da introdução sombria, a canção explode em cordas eletrificadas que clamam por um enorme sentido de urgência e caos, um incómodo sadio que não nos deixa duvidar acerca da manutenção do ADN dos Thee Oh Sees ao longo dos poucos mai de trinta minutos que duram as nove cançoes do disco, que curiosamente conclui com a balada The Lens, uma canção que surpreende pelos belíssimos arranjos orquestrais, onde não faltam inéditos instrumentos de sopro.

Oriundo do sempre profícuo cenário musical de São Francisco, uma cidade onde reside um verdadeiro manancial de bandas e projetos que assumem o gosto por sonoridades alternativas e onde sobressaiem nomes como Ty Segall ou Mikal Cronin, os Thee Oh Sees são outra referência local obrigatória e um dos grupos mais bem sucedidos do cenário indie norte americano. Já agora, Cronin participa em Drop, assim como Chris Woodhouse, Greer McGettrick e Casafis, outros intervenientes ativos do atual indie rock alternativo norte americano.

A viverem um período de intensa criação musical e aditar em média um disco por ano, apesar do tal anúncio de pausa, em Drop o casal continua a espicaçar ainda mais o arsenal instrumental que guarda no estúdio, com uma visão um pouco mais domesticada das guitarras relativamente a Floating Coffin ou Carrion Crawler/The Dream, dois antecessores da banda, mas ainda a transbordar de fuzz e de distorção, numa viagem que leva-nos do noise, ao grunge, passando pelo punk, o rock psicadélico, o surf rock e o rock lo fi típico da década de noventa, à medida que se sucedem canções simples, mas verdadeiramente capazes de empolgar os ouvintes.

Mas Drop não vive só das guitarras; Basta escutar-se o baixo em Savage Victory e em Transparent World para se perceber a importância que este instrumento também tem para a exploração de um som alongado, além de ser um factor decisivo para o abraço constante que junta o punk com a psicadelia, de modo a criar uma atmosfera verdadeiramente nostálgica e hipnotizante.

Escuta-se Drop e a sensação que fica é que os The Oh Sees atravessaram novamente as barreiras do tempo até uns vinte anos atrás mas, ao mesmo tempo, mantêm-se joviais e coerentes. Para delírio dos fiéis seguidores, o grupo de São Francisco mantém a sua insana cartilha de garage folk e rock blues com uma capacidade inventiva que se pronuncia instantaneamente, através de um desejo inato de proporcionar o habitual encantamento sem o natural desgaste da contínua replicação do óbvio. A verdade é que o som deles é uma espécie de roleta russa e um caldeirão de originalidade, que acaba por transportar o ouvinte para uma espécie de bad trip musical, através de um veículo sonoro que se move através de uma sucessão de loopings bizarros, mas ainda assim dançantes. Espero que aprecies a sugestão... 

01 – Penetrating Eye
02 – Encrypted Bounce (A Queer Song)
03 – Savage Victory
04 – Put Some Reverb on My Brother
05 – Drop
06 – Camera
07 – The Kings Nose
08 – Transparent World
09 – The Lens

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publicado por stipe07 às 17:27

Viet Cong - Static Wall

Sexta-feira, 27.06.14

Viet Cong

Uma das melhores surpresas do ano são os Viet Cong, uma banda formada por Matt Flegel e Mike Wallace, dois músicos dos extintos Women, um grupo norte americano de Calgary, que terminou a carreira há alguns anos, mas que deixou suadades no universo sonoro alternativo.

No próximo dia oito de julho os Viet Cong vão editar através da Mexican Summer, Cassette, um EP que irá incluir no seu alinhamento Static Wall, uma incrível canção que nos leva numa viagem do tempo até à psicadelia dos anos setenta, uma sonoridade que já tinha ficado patente em outros dois temas editados em stembro do ano passado no bandcamp do grupo e partilhados abaixo. Confere...

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publicado por stipe07 às 14:04






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