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Ball Park Music – Puddinghead

Terça-feira, 10.06.14

Oriundos de Brisbane, na Austrália, os Ball Park Music são Sam Cromack, Jennifer Boyce, Paul Furness, Daniel Hanson e Dean Hanson e Puddinghead é o mais recente registo de originais do grupo, um disco editado no passado dia quatro de abril pela Stop Start / Inertia e produzido pela própria banda.

Terceiro disco em dois anos, Puddinghead é mais um interessante compêndio de canções de uma banda que raramente está inativa e que passa imenso tempo em constantes digressões. Puddinghead começa com o single She Only Loves Me When I'm There e por momentos tens a sensação de estar a iniciar a audição de um disco dos Radiohead, até que a energia típica dos Ball Park Music aparece na forma de um riff de guitarra e o refrão (She only loves me when I'm there, ooh oooh) plasma a habitual cumplicidade e a perfeita simbiose entre a voz de Sam Cromack e a de Boyce, um dos aspetos fundamentais do sucesso deste coletivo.

Next Life Already já não impressiona tanto como a canção de abertura e a própria estrofe que sustenta a lírica da canção é algo redundante (I just want to float downstream, I just want to forget everything...). No entanto, a distorção da guitarra e a melodia salvam a canção e conferem-lhe o cariz sensível que a letra não consegue alcançar (I just want to get to the next life already...).

Em A Good Life is the Best Revenge o disco regressa à elevada bitola qualitativa que o tema de abertura demonstrava e esta terceira canção do alinhamento é, sem dúvida, uma das melhores de Puddinghead e isso fica claro não só na melodia funky que a guitarra sustenta e no solo do teclado, mas, principalmente, no registo vocal de Cromack, principlamente quando canta um dos versos mais verdadeiros e profundos que escutei nos últimos tempos e avassaladoramente real, principalmente para todos aqueles que ultimamente foram magoados por alguém (A good life is the best revenge).

Puddinghead não é exclusivamente um disco animado e cheio de ritmo; Também há momentos instrospetivos e sombrios e a balada Teenage Pie é importante para salientar este contraste, uma canção onde a guitarra se destaca mais uma vez e onde fica claro o excelente trabalho de produção que foi executado neste disco.

Outra canção que coloca a voz de Cromack num registo que merece imensos elogios é  Trippin' The Light Fantastic, um tema onde os arranjos e a combinação entre cordas, teclas, bateria e teclados e as mudanças de ritmo constantes impresionam verdadeiramente e fazem destes Ball Park Music um grupo que tem realmente no seu seio músicos extremamente competentes e criativos.

Até ao final do alinhamento de Puddinghead há outros momentos que merecem destaque e canções como Struggle Street ou Girls From High School são outros exemplos da enorme capacidade dos Ball Park Music em transformar letras que nem sempre transmitem mensagems positivas e luminosas em canções pop alegres e cheias de ritmo e cor. A melancolia é uma ideia muito subjcente ao contexto de composição lírica, mas ouvir os Ball Park Music não te deixa necessariamente melancólico ou triste, até porque outro atributo desta banda australiana é conseguir transpor para os álbuns a energia, a exuberância a luz e o talento que têm em palco, algo bastante reconhecido no país de onde vêm e que faz deles uma das bandas mais importantes do cenário musical indie australiano nos dias de hoje. Espero que aprecies a sugestão...

Ball Park Music - Puddinghead

01. She Only Loves Me When I’m There
02. Next Life Already
03. A Good Life Is The Best Revenge
04. Teenager Pie
05. Trippin’ The Light Fantastic
06. Cocaine Lion
07. Everything Is Shit Except My Friendship With You
08. Struggle Street
09. Error Playin’
10. Polly Screw My Head Back On
11. Girls From High School

 

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publicado por stipe07 às 22:19

Bear In Heaven - Time Between

Terça-feira, 10.06.14

Os Bear In Heaven, um grupo norte americano natural de Brooklyn, na big apple e encabeçado por Jon Philpot desde a sua fundação, em 2003, lançaram há pouco mais de dois anos I Love You, It’s Cool, o sucessor de Beast Rest Forth Mouth, um trabalho lançado em 2009.

Este trio tem alcançado o distinto resultado que apresenta hoje, depois de uma série de experiências e um variado jogo de referências acumuladas. Por isso, no regresso aos discos daqui a algumas semanas com Time Is Over One Day Old, eles transpiram em Time Between, o primeiro avanço do álbum, as mais diversificadas escolas musicais formadas ao longo das últimas décadas, numa canção com referências diretas ao movimento krautrock, doses imoderadas de psicadelia e um acerto com a música eletrônica que suporta toda uma estrutura melódica que faz com que esta canção augure a chegada de um grande disco, a cinco de agosto, através da Dead Oceans.

 

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publicado por stipe07 às 14:03






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