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Oliver Wilde - Red Tide Opal In The Loose End Womb

Sexta-feira, 23.05.14

Natural de Bristol e funcionário numa loja de discos, o cantor, produtor e compositor Oliver Wilde captou a atenção da imprensa musical especializada britânica quando lançou o ano passado A Brief Introduction To Unnatural Lightyears, o seu disco de estreia, rotulado como um verdadeiro tratado de pop psicadélica e que lhe valeu comparações com nomes tão relevantes como Mark Linkous ou Bradford Cox. Cerca de um ano depois Oliver está de regresso com um novo disco intitulado Red Tide Opal In The Loose End Womb, um trabalho que viu a luz do dia a cinco de maio através da Howling Owl Records


A Brief Introduction To Unnatural Lightyears, provocou um impacto intenso numa vasta legião de críticos musicais e ficou nas listas dos melhores de muitos deles, curiosamente como uma espécie de segredo bem guardado, que poucos quiseram revelar, o que fez com que Oliver Wilde se mantivesse internacionalmente na penumbra, como um tesouro escondido, mas que agora, com Red Tide Opal In The Loose End Womb, já não é possível mais ocultar.

As doze canções deste seu novo álbum mantêm a elevada bitola qualitativa do disco de estreia e estão cheias de melodias únicas, onde vagueiam e pairam letras sofisticadas, que criam imagens oníricas e sensíveis, às quais Oliver dá vida e reproduz impecavelmente com a sua voz única e sussurrada, mas que tem algo de profundo e celestial. O amor, a solidão, o abandono, a vida e a morte, servem-lhe como assunto e, sendo conceitos relacionados com a crueza da realidade, falam do universo de um jovem adulto, fazendo-o de forma a deixar-nos com um enorme sorriso nos lábios quando somos confrontados com a beleza melódica de que este artista se serve para atingir tal desiderato. 

On This Morning foi o primeiro avanço divulgado do disco e depois chegou a vez de Play & Be Saved. Destaques maiores do disco juntamente com a épica e animada Stomach Full Of Cats, são exemplos exuberantes, cheios de arranjos que, juntamente com a voz de Wilde, dão um cariz efervescente, melancólico e onírico a três temas cheios do brilho e da cor transversais a todo o alinhamento de Red Tide Opal In The Loose End Womb. Essa atmosfera única e vibrante é construída por Oliver tendo por base as cordas, às quais vai adicionando mantos de sons eletrónicos e samplers, de forma a que na sua música palpite uma evidente psicadelia pop que ressuscita com elevado charme com as típicas orquestrações do universo sonoro lo fi .

Ouvir a música de Wilde é passear por um universo feito de exaltações melancólicas, ao som de uma receita que recorta e sobrepõe uma sujidade sonora apenas aparente, para criar melodias únicas e coloridas, detalhes que oferecem ao estilo de Oliver wilde o tal cariz pop lo fi, fortemente emocional e, longe de óbvio, à medida que cruza a folk eletrónica com a pop lo fi, de forma particularmente sofisticada e emotiva. Red Tide Opal In The Loose End Womb é uma da melhores surpresas da primeira metade de 2014. Espero que aprecies a sugestão...


1. On This Morning
2. Stomach Full of Cats
3. St. Elmo's Fire
4. Say Yes To Ewans
5. Plume
6. Smiler
7. Play & Be Saved
8. Pull
9. Rest Less
10. Balance Out 
11. Night In Time Lapse (Somewhere Safe)
12. Vessel

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publicado por stipe07 às 22:12

The Ropes - I Want It All, So I Can Have Nothing vs The Man Who Refused To Be Born

Sexta-feira, 23.05.14

Os The Ropes são uma dupla norte americana, de Nova Iorque, formada por Sharon Shy, na voz e Toppy nos instrumentos. A dupla tem lançado alguns EPs e singles desde 2008 e em 2013 chegou, finalmente, o primeiro longa duração. Post-entertainment foi lançado pela SINLO Records e está disponível gratuitamente no bandcamp da banda, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo.

Agora, depois desse álbum, a dupla optou por lançar, com uma periodicidade de cerca de seis meses, um EP de três temas; O primeiro chegou em outubro último e chama-se The Man Who Refused To Be Born e agora, há poucos dias, foi a vez de I Want It All, So I Can Have Nothing. Os dois EPs estão disponiveis para download no mesmo bandcamp, nos mesmos moldes do longa duração.

A sonoridade dos The Ropes é algo abrangente, indo do indie pop lo fi ao rock e ao post punk. Localmente são comparados com grupos tão diversos como os The Cure, The Knife ou Interpol, não só pela questão sonora, mas também porque, liricamente, compôem músicas com letras negras e carregadas de mensagens para reflexão. Confere...

The Ropes - I Want It All, So I Can Have Nothing

01. I Want It All, So I Can Have Nothing
02. She’s So Armed
03. Fond Memories Of A Terrible Life

 

 

 

The Ropes - The Man Who Refused To Be Born

01. The Man Who Refused To Be Born
02. I Don’t Like To Get Dirty
03. Hell Can Do Right

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publicado por stipe07 às 16:19






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