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Douga - The Silent Well

Quinta-feira, 22.05.14

Naturais de Manchester e liderados pelo multi-instrumentista Johnny Winbolt-Lewis, aos quais se junta John Waddington (baixo e teclas) e o violinista e guitarrista convidado DBH, os Douga são uma banda de indie rock que mistura a psicadelia com alguns dos melhores detalhes do rock experimental contemporâneo. Editaram no passado dia dezanove de maio, através da Do Make Merge Records, The Silent Well, o disco de estreia do grupo, gravado nos estúdios BlueSCI, em Trafford, com a ajuda de Raúl Carreño. 

A peculiar e distinta receita de The Silent Well acaba por ser eficaz e quer a fórmula, quer as intenções conceptuais do disco, ficam claras, desde o início. As nove canções polidas do álbum assentam nos riffs de guitarra viscerais de Johnny, nas batidas pulsantes, um baixo muitas vezes frenético e em sintetizadores muito direcionados para o krautrock, mas também há cordas que convidam ao recolhimento e à reflexão profunda.

Kids Of Tomorrow, o single que está a lançar esta banda para a ribalta, tem uma atmosfera única e pode ser caraterizado como um instante de indie rock psicadélico verdadeiramente extraordinário, assente numa melodia grandiosa e espacial, envolvida em camadas de guitarras distorcidas e sintetizadores incisivos e luminosos. Esta canção está disponível para download gratuito e deixou-me a salivar de há dois meses para cá por este disco de estreia dos Douga, que não defraudou as expetativas. Logo a seguir, Still Waters aponta para caminhos ainda mais experimentais e simultaneamente etéreos, com a primazia das cordas  e da acústica a mostrar uns Douga fortemente ecléticos e inspirados na criação de melodias que se entranham com invulgar mestria nos nossos ouvidos, mesmo quando, um pouco à frente, a guitarra elétrica distorce-as dando-lhes um teor ainda mais grandioso e épico. Há um segredo muito bem guardado em Chains, uma canção que começa com o dedilhar de uma viola e que depois sobre, de degrau em degrau, até uma espécie de climax, enquanto recebe vários efeitos sintetizados e a bateria aumenta a batida.

Por falar em bateria, não é possível deixar passar em claro o som peculiar da bateria eletrónica que se escuta em Blue Is Nothing, uma das canções mais profundas de The Silent Well e onde nos podemos deitar numa nuvem de sons sintéticos que criam uma melodia hipnotica, porque é repetitiva, mas muito bonita, irresistivel e reconfortante. É delicioso escutar esta música e perceber, detalhadamente, o arsenal de efeitos e sons que vão sendo acrescentados ao longo de quase sete minutos que são uma verdadeira espiral sonora que nos prende até ao final.

Em The Silent Well é possível aceder a canções oriundas de uma outra dimensão musical, com uma assumida e inconfundível pompa sinfónica, típica das propostas indie de terras de Sua Majestade e sem nunca descurar as mais básicas tentações pop e onde tudo soa utopicamente perfeito.

Há uma beleza enigmática nas composições dos Douga feita com belas orquestrações que vivem e respiram lado a lado com as distorções e arranjos mais agressivos. Durante a audição sente-se todo o esmero e a paciência dos Douga em acertar os mínimos detalhes de um disco onde, das guitarras que escorrem ao longo de todo o trabalho, passando pelos arranjos de cordas, pianos, efeitos e vozes, tudo se movimenta de forma sempre estratégica, como se cada mínima fração audível tivesse um motivo para se posicionar dessa forma. Ao mesmo tempo em que é possível absorver a obra como um todo, entregar-se aos pequenos detalhes que preenchem o trabalho é outro resultado da mais pura satisfação, como se os Douga projetassem inúmeras possibilidades e aventuras ao ouvinte em cada canção, assentes num misto de pop, psicadelia, rock progressivo e soul. Espero que aprecies a sugestão...

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publicado por stipe07 às 21:49

The Acid - The Acid EP

Quinta-feira, 22.05.14

Lançado no passado dia catorze de abril e disponível para audição no soundcloud, The Acid é o Ep homónimo de um projeto que anuncia e antecipa desta forma o lançamento de um disco chamado Liminal, que vai chegar a sete de julho por intermédio da insuspeita Infectious Music.

Há algo de místico nestes The Acid, formados por Ry X, Adam Freeland e Steve Nalepa, uma banda cujo nome também se pode escrever desta forma pictográfica, ∴ The ꓃ ᑄ ꒛ ᗌ ∴. Esta aparente aposta em estar longe das luzes da ribalta, mas antes numa espécie de penumbra, tem tanto de excitante como de aborrecido porque, quando se aprecia imenso uma escuta e uma descobetrta e a ânsia de saber e ouvir mais cresce, é um pouco frustreante a escassez de fontes disponíveis.

A própria música dos The Acid tem um pouco destes dois lados e transporta uma aparente ambiguidade fortemente experimental, onde não se percebe muito bem onde termina e começa uma fronteira entre a pop mais experimental e a pura eletrónica.

Assim, de Nicolas Jaar, a James Blake, passando pelos Atoms for Peace, é vasta a teia de influências que a audição deste EP nos suscita e que, tendo no tema Basic Instinct o destaque maior, deixa certamente água na boca em relação aquele que poderá ser um dos discos mais interessantes do próximo verão. Confere...

The Acid - The Acid

01. Animal
02. Basic Instinct
03. Fame
04. Tumbling Lights

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publicado por stipe07 às 18:15

Capitães da Areia - Arco das Portas do Mar

Quinta-feira, 22.05.14

Chegou a altura de começar a deixar derramar a continuação d'A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70, um disco que chegará lá para outubro, com o selo Amor Fúria - Companhia de Discos do Campo Grande e da autoria dos portugueses Capitães da Areia, do Capitão Pedro, Capitão Tiago, Capitão António e Capitão Vasco.

Desde as primeiras quatro canções, libertadas há já algum tempo, muita se alterou no grupo e agora terá chegado o momento certo de divulgar Arco das Portas do Mar, um tema novo do grupo, masterizado por João Ganho, n'O Ganho do Som. Com uma forte imagem retro que nos remete para a pop eletrónica de há três décadas atrás, Arco das Portas do Mar é alegre, grandioso e épico e todos os instrumentos, desde a bateria pulsante, até aos sintetizadores que debitam uma melodia que hipnotiza num ritmo que não sai do ouvido, são curiosamente conjugados de uma forma simples, mas eficaz. 

Os anos oitenta foram uma década marcante no mundo da música, assim como no mundo cinematográfico. Todos os adultos de hoje em dia cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudades. Os Capitães da Areia não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo atual, familiar e inovador ao mesmo tempo. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:53






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