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Sequin - Penelope

Quarta-feira, 21.05.14

Editado no passado dia vinte e um de Abril com o selo da Lovers & Lollypops e gravado nos Discotexas Studios, Penelope é o novo registo de originais de Sequin, segundo a própria apenas uma parte daquilo que Ana faz na música, a Ana Miró habitual cúmplice do projeto JIBÒIA e dona de uma das vozes mais bonitas do universo musical português. Penelope foi produzido por Moullinex e contém dez canções que refrescam imenso o universo eletropop nacional e que plasmam a enorme capacidade e o imenso talento de Sequin para compôr e cantar.

O projeto Sequin nasceu em 2012 e, de acordo com Ana, surgiu num momento de intenso marasmo criativo, em que ela sentiu necessidade de abordar novos territórios sonoros. A propósito, na entrevista que Sequin concedeu a Man On The Moon, abaixo transcrita, a autora confessa que Penelope é um trabalho muito pessoal. e que marca uma fase da sua vida onde se dá uma passagem de um momento mais negro de estagnação criativa e emocional para um momento mais luminoso de libertação e concretização pessoal. No alinhamento do disco há, de acordo com Sequin, duas músicas que colocam em evidência essa ponte, com Heart To Feed a dar conta do período inicial conturbado e Peony o outro lado da margem, onde encontrou a luz e o caminho criativo que pelos vistos a conduziu ao conteúdo de Penelope. 

E no que concerne então às canções deste álbum extraordinário e refrescante, asseguro que é um exercício muito agradável e reconfortante conferir o alinhamento que vai da intriga e da melancolia ao otimismo e à festa com uma simplicidade quase desarmante, com todas as músicas a plasmarem esse espectro de sensações com que facilmente nos identificamos. Há uma certa bipolaridade entre a riqueza dos arranjos e a subtileza com que eles surgem nas músicas, muitos de forma quase impercetível, outros parecendo deliberadamente sobrepostos de forma aparentemente anárquica, conferindo à sonoridade geral de Penelope uma sensação, quanto a mim, também deliberadamente experimental.

É impressionante a riqueza instrumental que se escuta no disco e o bom gosto que sustenta o cenário melódico das canções, que achei particularmente bonito, inspirado nas vivências de Sequin, músicas que são um aglomerado de metáforas imagéticas e literárias.

O dominio da eletrónica é uma constatação óbvia em Penelope, assim como a primazia do sintético em relação ao orgânico mas isso não evita ou comprime a exalação de sentimentos profundos e a criação de uma atmosfera algo sensual e sedutora. Penelope é um inspirado catálogo pop, cheio de momentos que nos hipnotizam subtilmente, por causa de melodias que não largam a nossa mente e que nos levam por um caminho onde não falta o mistério e o apelo ao movimento, num clima fortemente etéreo e sonhador. Espero que aprecies a sugestão...

Quando e como nasceu o projeto Sequin e a que se deve a tua dedicação à música? Terá já nascido contigo ou as tuas experiências da infância e o meio em que cresceste tiveram uma palavra a dizer, ou aconteceu tudo mais tarde?

O projecto nasceu em 2012, numa altura em que estava num marasmo criativo, e foi como uma necessidade, uma solução para sair desse marasmo. A minha dedicação à música surgiu desde muito pequena, aprendi a tocar piano, tive algumas bandas na adolescência, e descobri que também gostava de cantar. Não sei se nasceu comigo, sempre tive uma predisposição para gostar de música e de fazer música, mas acho que foi um gosto que foi crescendo comigo.

 

Uma tradução direta de Sequin remete-nos para “lantejoulas”. Procuras, na tua música, abordar um lado eminentemente feminino e reluzente e, dessa forma, tentar chegar a um público alvo específico, algo cosmopolita e sofisticado?

Nunca pensei muito nisso. O nome em si não está no plural, é apenas uma lantejoula, não faz parte de um conjunto, mas não deixa de brilhar por si só. Acho que a minha intenção em usar esse nome foi mais uma questão de ilustrar um projecto no singular. Em termos de público alvo, não é uma coisa que eu pense, faço música por uma questão de gosto e é a minha forma de catarse.

 

Ana Miró e Sequin confundem-se ou há aqui um alter-ego bem definido?

Ana Miró é a autora, Sequin a intérprete, isto porque Sequin é apenas uma parte daquilo que a Ana faz dentro da música.

 

Pessoalmente, penso que Penelope tem tudo o que é necessário para teres o reconhecimento público que mereces. Quais são, antes de mais, as tuas expetativas para este teu projeto a solo? Como está a ser recebido o disco?

O disco penso que está a ser bem recebido, quanto a expetativas tento não criá-las. Nunca pensei que tivesse tanto público e tão variado. A única coisa que quero é poder continuar a tocar e a criar.

 

De acordo com o press release, Penelope é um disco cosmopolita, no qual as barreiras tecnológicas se quebram para dar lugar ao movimento humano, à multiculturalidade, ao passo apressado do dia-a-dia e, sobretudo, ao abanar cinético para espantar demónios. Penelope é sobre ti? Faço também esta questão porque as letras deixam essa sensação, com particular relevo para Heart To Feed, Naive e Peony, entre outras.

O disco é sem duvida muito pessoal. Marca uma fase da minha vida, uma passagem de um momento mais negro de estagnação criativa e emocional para um momento mais luminoso de libertação e concretização pessoal. Heart to feed ilustra o primeiro momento, por exemplo e a Peony o segundo.

 

A que se deve a decisão de fazer de Beijing o single de avanço de Penelope, apesar de, na minha opinião, não ser a canção com um potencial de airplay mais elevado?A Beijing não foi o single de avanço do álbum. Quando a Beijing foi lançada, foi a música de apresentação do projecto, quando ainda não havia sequer planos para gravar e editar o que quer que fosse. Só está incluída no disco porque fazia sentido no conjunto de todas as musicas que o integram. (O single de avanço foi a Naive.)

 

Penelope contou com a produção de Moullinex e são evidentes as influências no resultado final. A que se deve esta opção? Acabou por surgir com naturalidade ou foi algo imposto?

Foi fruto do acaso. O Luis ouviu a Beijing e entrou em contacto comigo para experimentarmos gravar algumas musicas. Correu muito bem, e como eu tinha material suficiente para um disco, acabou por se tornar uma colaboração mais séria. Foi um trabalho muito natural e equilibrado, temos bastantes gostos em comum e foi fácil trabalhar com ele.

 

E já agora, como é pertencer à família da Lovers & Lollipops?

É óptimo! São uma editora pequena, mas muito trabalhadora e inovadora. Ca esta, é quase como que uma família e isso faz me sentir muito  à vontade.

 

Ouvir Penelope foi, para mim, um exercício muito agradável e reconfortante que tenho intenção de repetir imensas vezes, confesso. Intrigante, melancólico, às vezes mesmo algo sombrio mas, simultaneamente, optimista, festivo e alegre, foi aquilo que achei, do conteúdo geral do disco. As minhas sensações correspondem ao que pretendeste transmitir sonoramente?

Claro que sim. Esse é espectro de sensações que rodeiam todas as musicas. Acho que como todas as musicas são muito pessoais e emotivas é fácil cada pessoa identificar-se.

 

Confesso que o que mais me agradou na audição do álbum foi uma certa bipolaridade entre a riqueza dos arranjos e a subtileza com que eles surgiam nas músicas, muitos de forma quase impercetível, outros parecendo deliberadamente sobrepostos de forma aparentemente anárquica, conferindo à sonoridade geral de Penelope uma sensação, quanto a mim, também experimental. Consideras-te uma artista rígida que não dispensa os sintetizadores em nenhum momento, ou existe abertura para ires modelando as tuas ideias à medida que o barro se vai moldando?

Acho que tudo o que faço é bastante intuitivo, nada forçado, nada rígido. Gosto da simplicidade, e acho que é uma característica bem demarcada em todas as musicas.

 

Além de ter apreciado a riqueza instrumental, gostei particularmente do cenário melódico das canções, que achei particularmente bonito. Em que te inspiras para criar as melodias?

Normalmente as melodias surgem de imagens que tenho, inspiradas nas minhas vivências. As minhas musicas são um aglomerado de metáforas imagéticas e literárias.

 

Adoro a canção Origami Boy. A Ana tem um tema preferido em Penelope?

Não consigo ter um tema favorito, há alturas em que gosto mais de uma música do que das outras. Mas não consigo escolher um tema como favorito.

 

Não sou um purista e acho que há imensos projetos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem em inglês. Há alguma razão especial para cantares em inglês e a opção será para se manter?

Acho que a música que faço se expressa melhor em inglês. Penso que para escrever e cantar em português é preciso ser se muito bom a fazê-lo, e acho que não tenho essa capacidade, ou pelo menos não gosto tanto de cantar as coisas que escrevo em português como gosto das que escrevo em inglês. É uma opção para se manter, sem duvida.

 

O que te move é a amálgama de géneros e estilos que Penelope plasma, feita com uma sonoridade rica a nível da instrumentalização dominada pela eletrónica, com a primazia do sintético em relação ao orgânico, ou pretendes debruçar-te sobre uma vertente sonora diferente? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico de Sequin?

Não sei bem o que farei daqui para a frente. Já estou a compor musicas novas desde o início deste ano e posso dizer que continuam numa linha parecida, se bem que quero ter espaço para poder criar o que quiser, e daí o facto das musicas do Penelope serem pouco homogeneas em termos sonoros e estilísticos.

 

Quais são as três bandas atuais que mais admiras?

De momento estou muito apaixonada por 3 artistas individuais: Jessy Lanza, Kelela e Todd Terje. 

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publicado por stipe07 às 22:58

Balue - Charming Flow

Quarta-feira, 21.05.14
O verão está quase a chegar e apesar deste breve interregno, algo molhado, no bom tempo, apetece ouvir canções alegres e luminosas que criem o ambiente perfeito para o usufruto pleno dos dias quentes que certamente se aproximam. Natural do Novo México, o norte americano Eli Thomas é a mente criativa que dá vida ao projeto Balue, mais uma proposta da etiqueta Fleeting Youth Records e Charming Flow é o primeiro single divulgado de Quiet Dreamer, um álbum que verá a luz do dia a vinte e quatro de junho.
Com uma sonoridade tipicamente pop assente numa voz um pouco lo fi e shoegaze, com aquele encanto retro, relaxante e atmosférico e uma intrumentalização assente numa bateria eletrónica e em guitarras e sintetizadores com o tempero ideal, Charming Flow é um fantástico aperitivo para um disco que merecerá toda a atenção por cá daqui a algumas semanas. Charming Flow está disponível para dwonload gratuito. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:40






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