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Woods – With Light And With Love

Segunda-feira, 19.05.14

Editado no passado dia quinze de abril através da Woodsist, etiqueta da própria banda, With Light And With Love é o sétimo tomo da carreira discográfica dos Woods, uma banda norte americana oriunda do efervescente bairro de Brooklyn, bem no epicentro da cidade que nunca dorme e liderada por Jeremy Earl.

A carreira dos Woods impressiona pelas aparentes inflexões sonoras que vão propondo à medida que publicam um novo alinhamento de canções mas, na verdade, eles sempre se mantiveram fiéis a um fio condutor, mas do qual exploram, até à exaustão e com particular sentido criativo, todos os detalhes que o indie rock, na sua vertente mais pura e noise e a folk com um elevado pendor psicadélico permitem. Estes são os grandes pilares que, juntamente com o típico falsete de Jeremy, orientam o som dos Woods e, na verdade, estando presentes com elevada qualidade em With Light And With Love, servem para comprovar que estes Woods são, talvez, uma das bandas mais menosprezadas do cenário indie atual.

As dez canções de With Light And With Love juntam então as típicas cordas da folk com riffs de guitarra cheios de distorção e alguns arranjos sintéticos com uma forte componente lo fi e ruidosa, que ajudam a conferir uma tonalidade psicadélica a um disco cheio de personalidade, com uma produção cuidada e que nos aproxima do que de melhor propõe a música independente americana contemporânea.

Gravado em casa do líder da banda, este álbum terá certamente obrigado a algum investimento de material já que, quem conhece a discografia dos Woods, percebe que ao longo do tempo tem melhorado a qualidade do som do grupo, que soa cada vez mais limpo e atrativo, mas sem perder aquele charme noise que é tão caraterístico dos Woods.

O disco começa num clima ameno e relaxante com Shepherd e depois Shinning e, mais adiante, Leaves Like Glass serão as duas canções que mais facilmente chegarão às massas, exemplares sonoros com arranjos deliciosos, com um sugestivo pendor pop e que melodicamente colam-se com enorme mestria ao nosso ouvido. No entanto, há outros momentos que merecem amplo destaque e um deles é, sem dúvida, o tema homónimo que, além de sobressair do alinhamento devido àc sua longa duração, contém solos de guitarra com riffs marcantes, num clima denso e sombrio, mas épico. Acaba por ser uma viagem criativa e experimental que faz uma espécie de súmula das tais referências noise, folk e psicadélicas. Também não pode ser ignorado o grande momento folk do disco encarnado por Twin Steps, Full Moon e Moving to The Left, o tema que, além do homónimo, nos remete para o universo dos The Flaming Lips, em especial no que diz respeito ao baixo e à secção rítmica.

Em suma, a receita de With Light And With Love é extremamente assertiva e eficaz. Entre cordas, um baixo vibrante, o tal falsete, uma bateria pujante, arranjos luminosos e simultaneamente lo fi e guitarras experimentais, o disco reluz porque assenta num som leve e cativante e contém texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, com uma sobriedade distinta, focada numa instrumentação diversificada e impecavelmente produzida. Espero que aprecies a sugestão...

Woods - With Light And With Love

01. Shepherd
02. Shining
03. With Light And With Love
04. Moving To The Left
05. New Light
06. Leaves Like Glass
07. Twin Steps
08. Full Moon
09. Only The Lonely
10. Feather Man

 

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publicado por stipe07 às 23:15

Parquet Courts - Instant Disassembly

Segunda-feira, 19.05.14

Parquet Courts

Os Parquet Courts são um quarteto norte americano que apresentei em 2012 por causa de Light Up Gold, um disco que incorpora uma sonoridade crua, rápida e típica, que tomou conta do cenário lo fi inaugurado há mais de três décadas.

Dois anos depois os Parquet Courts vão regressar aos lançamentos discográficos com Sunbathing Animal, um álbum que será editado a três de junho por intermédio da What’s Your Rupture/Mom + Pop e depois de ter sido divulgado o single homónimo do álbum, uma canção assente num punk rock vigoroso e cheio de guitarras distorcidas, agora chegou a vez de Instant Disassembly, um tema que tem o detalhe curioso de usar a palavra mamacita e com caraterísticas pouco usuais nos Parquet Courts, que, apesar de possuir aquela toada blues que também os carateriza, não têm por hábito compôr temas tão longos e sonoramente expansivos. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 15:25






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