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Wye Oak - Shriek

Quarta-feira, 30.04.14

Já viu a luz do dia o novo disco da dupla de Baltimore Wye Oak formada por Jenn Wasner e Andy Stack. O quarto disco da carreira destes norte-americanos já algo veteranos no universo da folk e do indie rock chama-se Shriek, sucede a Civilian (2011) e foi editado no dia vinte e oito de Abril, por intermédio da Merge Records e da City Slang.

Numa dupla em que os dois maiores trunfos são a belíssima voz de Jenn e o magnífico trabalho instrumental de Andy, principalmente à frente das teclas, ficamos logo agarrados ao disco com Before, o tema de abertura, feito de uma melodia feita com um teclado que recuou no tempo uns trinta anos e ao qual vão sendo adicionados vários detalhes e elementos eletrónicos, incluindo o som da bateria. O tema homónimo segue a mesma toada e depois, ao sermos presenteados com a atmosfera simultaneamente íntima e vibrante do single The Tower, percebe-se o que Shriek tem que facilmente nos fascina, nada mais nada menos que uma coleção irrepreensível de sons inteligentes e solidamente construídos, que nos emergem em ambientes carregados de batidas e ritmos que, tomando como exemplo o potente baixo desta canção, poderão facilmente fazer-nos abanar a anca sem percebermos muito bem como e porquê.

E à medida que o disco avança e se percebe o alargado leque de influências que ditou o seu conteúdo, ficam claras as transições sonoras em que os Wye Oak apostam e nota-se a experimentação de diferentes estilos, onde também cabem ecos bem audíveis de post punksynthpop e dance punk dos anos oitenta e a eletrónica sombria, bem exemplificados, por exemplo, em Glory.

Um teclado em espiral e melodicamente hipnótico, uma percussão minimal e alguns efeitos que nos transportam numa viagem rumo ao revivalismo dos anos oitenta, apimentado por um falsete afundado num colchão de sons eletrónicos e que satirizam essa eletrónica retro, feita com VHS, é outra nuance explícita do universo sonoro abarcado pelos Wye Oak em Shriek, nomeadamente em Sick Talk.

Shriek é um trabalho rico e arrojado, que aponta em diferentes direções sonoras e onde não há um único estilo que possa catalogar o cardápio sonoro apresentado, como é usual acontecer nos Wye Oak. O disco tem um fio condutor óbvio, assente em alguma da melhor synth pop contemporânea, mas uma das suas articularidades é conseguir, sem fugir muito desta bitola, engolabr diferentes aspetos e detalhes de outroas raízes musicais e tem até aquele charme típico do vagaroso e caliente ritmo latino, muito bem replicado quando os sintetizadores ao entrarem em ação compilam com música, história, cultura, saberes e tradições, num pacote sonoro cheio de groove e de paisagens sonoras que contam histórias que a voz de Jenn Wasner sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Espero que aprecies a sugestão...

Wye Oak - Shriek

01. Before
02. Shriek
03. The Tower
04. Glory
05. Sick Talk
06. Schools Of Eyes
07. Despicable Animal
08. Paradise
09. I Know The Law
10. Logic Of Color

 

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publicado por stipe07 às 22:58

Coldplay - A Sky Full Of Stars

Quarta-feira, 30.04.14

Os britânicos Coldplay de Chris Martin estão quase a regressar aos discos com Ghost Stories, o sexto álbum da carreira e, depois de Magic e Midnight, A Sky Full Of Stars é o mais recente avanço divulgado deste disco que será editado, via Parlophone, no próximo mês de maio.

Sonoramente, A Sky Full Of Stars destoa dos outros temas divulgados; Sendo um tema menos eletrónico, é o mais revivalista porque caminha em direção à atmosfera mais pop de Viva La Vida e Milo Xyloto, devido à primazia do piano e das cordas, mantendo, como é habitual, o cariz pop, épico e melancólico dos Coldplay. Confere...

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publicado por stipe07 às 21:28

Sharon Van Etten - Every Time The Sun Comes Up

Quarta-feira, 30.04.14

Sharon Van Etten - Are We There

Sharon Van Etten anunciou há algum tempo o lançamento de Are We There, o seu novo e terceiro registo de originais, um disco produzido pela própria e por Stewart Lerman e que chegará às lojas a vinte e sete de maio por intermédio da Jagjaguwar.

Depois de já há quase dois meses ter sido divulgado Taking Chances, o primeiro single desse trabalho, agora chegou a vez de escutarmos Every Time The Sun Comes Up, a balada que encerra o disco e que, à semelhança de Taking Chances, demonstra que este novo trabalho de Sharon Van Etten estará cheio de letras que exploram as narrativas pessoais mais íntimas e dolorosas, decisões impossíveis, antecipação e resolução. Será, sem dúvida, uma colecção de canções de excepcional confidência e sublime generosidade que nos desafia a perdermo-nos nos confins da sua alma, nos seus desejos, memórias, perdas, medos e anseios. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:39






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