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NO – El Prado

Quarta-feira, 23.04.14

Nascidos em maio de 2010 em Echo Park, nos arredores de Los Angeles e formados por Bradley, Sean, Michael, Reese, Ryan, Simon, os NO ganharam vida depois do cantor Bradley Hanan Carter e do baixista Sean Daniel Stentz se terem conhecido num restaurante de Los Angeles, os NO estrearam-se nos lançamentos discográficos em 2011 com Don’t Worry, You’ll Be Here Forever, um EP que logo os colocou no radar dos críticos e da imprensa especializada local e possibilitou que andassem, nessa época, a abrir concertos para nomes tão importantes como os Best Coast e os Electric Guest e, na Europa, com Father John Misty. Em 2013 continuaram a dar concertos e a participar em festivais, nomeadamente em Londres no London’s Hard Rock Calling e na Alemanha no festival Southside and Hurricane, além de terem aberto concertos dos The Smashing Pumpkins, Public Image LTD e The Naked and Famous.

Ao longo desses dois anos foram-se dando a conhecer e a alargar uma base já interessante de admiradores que aguardavam com elevada expetativa o lançamento de El Prado, o longa duração de estreia dos NO, editado no passado dia 18 de fevereiro por intermédio da Arts & Crafts, um disco misturado por Billy Bush (Tegan & Sara, Foster The People, Jake Bugg) e masterizado por Joe LaPorta (Beach House, Foo Fighters, Vampire Weekend).

Os NO nasceram da admiração dos músicos do grupo por artistas que são, acima de tudo, cantautores, principalmente quando versam sobre o amor e o lado mais obscuro e menos feliz desse sentimento e isso é algo que se percebe no conteúdo de El Prado. Leonard Cohen, Bill Callahan, Johnny Cash e Lou Reed, são influências declaradas da banda, mas parece-me que a escrita de Matt Berninger e o universo sonoro imagiando pelos irmãos Dessner são a zona sonora de conforto estabelecida pelos NO, que parecem muito confortáveis a residir num universo algo sombrio e fortemente entalhado numa forte teia emocional amargurada. No entanto, há que, desde já, clarificar que não existe aqui o perigo relacionado com uma possível queda na redundância convencional ou na repetição aborrecida de uma fórmula, que tem nos The National um líder incontestado e incomparável. Os NO sabem como utilizar as influências que mexem com o seu âmago e dar-lhes um cunho muito próprio.

Em El Prado temos instantes em que os instrumentos clamam pela simplicidade e outros em que a teia sonora se diversifica e se expande para dar vida a um conjunto volumoso de versos sofridos, sons acinzentados e um desmoronamento pessoal que nos arrasta sem dó nem piedade para o ambiente sombrio e nostálgico que esta banda californiana pretende replicar. Há canções extremamente simples e que prezam pelo minimalismo da combinação de apenas quatro instrumentos (North Star), enquanto outras soam mais ricas e trabalhadas, como Stay With Me.

Seja como for, não se pense que El Prado é apenas um compêndio de canções que abordam a recusa em encontrar o lado mais feliz da existência humana, ou uma tomada de consciência de que a existência humana deve apenas esforçar-se por ampliar intimamente o seu lado negro. Sofrer por amor será sempre uma inevitabilidade, mas canções como Leave the Door Wide Open ou Another Life ajudam-nos a direcionar também o foco para o que de melhor nos sucede e explorar até à exaustão o usufruto das benesses com que o destino nos brinda, mesmo que as relações interpessoais nem sempre aconteçam como nos argumentos dos filmes.

Portanto, se para os mais distraídos, os mais de cinquenta minutos de El Prado podem soar algo depressivos e angustiantes, esclareço que esta é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições, já que está muitas vezes algo implícta uma toada mais épica e aberta do grupo, juntamente com a capacidade eclética que os NO demonstram para compôr, em simultâneo, temas com um elevado teor introspetivo.

El Prado é um excelente disco de estreia de um grupo que busca na luminosidade das guitarras, na delicadez dos arranjos e numa apurada versatilidade instrumental, a receita que levará cada um de nós a dizer SIM a uma banda e a um disco que, à imagem das nossas vidas, tem dois lados aparentemente contraditórios mas que se complementam. Espero que aprecies a sugestão...  

NO - El Prado

01. Leave The Door Wide Open
02. Stay With Me
03. What’s Your Name
04. Monday
05. So Scared
06. There’s A Glow
07. Interlude
08. Another Life
09. The Long Haul
10. North Star
11. Last Chance
12. Hold On
13. Go Outside

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publicado por stipe07 às 21:30

Jack White - Lazaretto

Quarta-feira, 23.04.14

Na passada sexta feira, no âmbito do evento Record Store Day, Jack White deu a conhecer o single Lazaretto enquanto eram impressas em Nashville, nas instalações da Third Man Records, a sua editora, cópias em vinil do tema, que tinha como lado B uma cover de The Power Of My Love, um original de Elvis Presley. Todo o processo decorreu em menos de quatro horas e fez com que a façanha ganhasse o título de The World’s Fastest Studio-to-Store Record.

Agora, alguns dias depois, o músico apresenta a mesma canção na versão de estúdio, ou seja, aquela que fará parte de Lazaretto, o próximo disco de Jack White. No tema, White arrisca alguns acordes de guitarra com um certo cariz funk, mas a habitual assinatura impressa a rock de garagem feito com uma forte pitada de blues é o grande sustento da canção. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:39






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