Terça-feira, 11 de Março de 2014

Fear Of Men - Outrun Me

Fear Of Men - "Outrun Me"

Os britânicos Fear of Men continuam a divulgar canções do seu novo longa duração, um disco intitulado Loom, que chegará às lojas no próximo dia vinte e dois de abril por intermédio da Kanine, um álbum que terá direito a uma edição de luxo em vinil no próximo Record Store Day.

Luna foi o primeiro single oficial retirado de Loom, uma canção que nos leva a salivar por Loom, tal é a beleza dos arranjos simultaneamente deslumbrantes e delicados da canção, ampliada pela cândura da voz de Jessica Weiss. Agora chegou a vez de Outrun Me, tema que segue a mesma receita e que confirma as minhas suspeitas... Loom poderá muito bem vir a ser um dos melhores álbuns de dream pop de 2014. Confere...


autor stipe07 às 12:53
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Segunda-feira, 10 de Março de 2014

Mean Creek - Local Losers

Naturais de Boston, os Mean Creek são Chris Keene (voz, guitarra), Aurore Ounjian (guitarra, voz), Kevin Macdonald (baixo) e Mikey Holland (bateria, percussão), uma banda com uma forte influência do rock alternativo dos anos sessenta e onde a sonoridade de nomes tão importantes como os Sonic Youth está muito presente. Local Losers é o mais recente disco dos Mean Creek, um disco lançado a vinte e oito de janeiro último por intermédio da Old Flame Records e que sucede a The Sky (Or The Underground), um trabalho que viu a luz do dia em outubro de 2009 e que tinha sido gravado nos estúdios 1867 Recording Studio, em Chelsea, no Massachusetts, estado de origem dos membros da banda.

Local Losers são apenas oito temas, tocados em pouco mais de vinte minutos. É um disco rápido, direto e conciso e bastante aditivo porque contém um punk rock inspirado, na senda não só dos já referidos Sonic Youth, mas também de outros nomes tão fundamentais como os The Lemonheads ou os Pixies.

Em Local Losers não há tempo e espaço para detalhes desnecessários. Logo a abrir, com Cool Town e My Madeline, duas canções disponibilizadas gratuitamente pela eidtora, fica clara a receita e os ingredientes que cozinharam este disco; As vocalizações de Chris Keene têm um cariz algo áspero e lo fi, mas isso só contribui para que os temas fluam livres de compromissos e de uma estética própria, apenas com o louvável intuíto de nos fazerem viajar no tempo e entregar-nos o que queremos ouvir: canções caseiras e perfumadas pelo passado, a navegarem numa espécie de meio termos entre o rock clássico, o grunge e o punk rock. Além desse aspeto único da voz, não há como fugir da energia poderosa que é debitada por guitarras em constante red line e por uma bateria poderosa e grave, em canções que falam do amor, de dúvidas existênciais, momentos confusos, solidão e corações partidos, no fundo, que falam da vida de qualquer um de nós, feita de altos e baixos.

Rezam as crónicas que os Mean Creek estão unidos por uma forte amizade de vários anos, que souberam sempre ultrapassar divergências e momentos menos bons e seguir em frente e Local Losers soa a isso mesmo, a quatro amigos que juntos, num espaço só deles, trocam ideias e tocam sobre emoções. Os Mean Creek acabam por ser mais uma visão atual do que realmente foi o rock alternativo, as guitarras barulhentas e os sons mais viscerais do início dos anos noventa, assim como todo o clima sentimental dessa época e as letras consistentes, que confortavam e destruiam o coração num mesmo verso. E o grande brilho deste pequeno disco é, ao ouvi-lo, ter-se a perceção das bandas que foram usadas como inspiração, não como plágio, mas em forma de homenagem. Espero que aprecies a sugestão...

Mean Creek Announce 'Local Losers' Album Released January 28th 2014

01. Cool Town
02. My Madeline
03. Anxiety Girl
04. Night Running
05. Johnny Allen
06. Mass. Border
07. Hangover Mind
08. Teenage Feeling


autor stipe07 às 21:40
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The Snow - Memory Loss

The Snow

Os The Snow são um novo super grupo formado por elementos influentes de algumas das bandas mais importantes do cenário musical atual que aposta na new wave e no post punk, nomeadamente Dustin Payseur, dos Beach Fossils, Jack Tatum dos Wild Nothing e Andreas Lagerström dos Holograms.

O Record Store Day foi o evento e momento escolhido para os The Snow editarem o seu primeiro single, que já está disponível para audição. O tema chama-se Memory Loss e, como seria de esperar, assenta numa melodia bastante contemplativa e melancólica, feita com um baixo vibrante, guitarras etéreas e um certo reverb na voz.

Memory Loss tem como lado b uma canção chamada Joy Of Life e, como já referi, será editado em formato single a dezanove de abril, o Record Store Day, através da Captured Tracks. Confere...


(via Pitchfork)

 


autor stipe07 às 17:58
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Sugiro... XLIII


autor stipe07 às 13:09
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Domingo, 9 de Março de 2014

The New Tigers - The Badger

Os The New Tigers já existem desde 2007, mas só se estrearam nos discos em setembro de 2011 com um homónimo, lançado na altura pela Soliti Records. E no passado dia nove de setembro de 2013 chegou finalmente o sucessor, um disco intitulado The Badger, composto por uma banda da cidade finlandesa de Turku formada por Appu, Valtteri, Janne (baixo) e Ville.


The Badger é mais um exemplo da capacidade de um país nórdico particularmente inóspito, mas bastante desenvolvido culturalmente, em produzir excelentes compêndios de música pop, com uma luminosidade que destoa do ambiente típico de Turku, uma cidade finlandesa com uma movimentada vida cultural e onde frequentemente se cruzam variados mundos e culturas.

Confesso um absoluto desconhecimento em relação ao primeiro disco dos The New Tigers e por isso não posso afirmar se este sucessor está à sua altura, independentemente de ser, ou não, um disco de continuidade. Seja como for, The Badger é um excelente cartão de visita para contatarmos com estes New Tigers, que parecem fazer da sofisticação uma das suas grandes permissas, não só no que concerne à questão melódica das suas canções, mas também da própria escrita das mesmas. As nove canções de The Badger assentam uma relação harmoniosa entre a voz e a guitarra, com a inclusão de interessantes arranjos e detalhes pelos meio, de forma harmoniosa e equilibrada e a conferir um ligeiro toque psicadélico à toada geral do disco.

Os The New Tigers não se ficam pelo habiutal estereótipo das canções pop com pouco mais de três minutos, já que três dos temas de The Badger excedem o dobro desse tempo, mas nem por isso as canções se perdem em segmentos instrumentais de forma desnecessária ou repetitiva, fazendo-o antes com bom gosto e com o tempo certo para que estas canções, que têm o seu tempo próprio, possam ser mostrar tudo aquilo que valem. Os The New Tigers são generosos com o seu reportório e zelam para que as músicas que são geradas no seu leito tenham o espaço adequado para demonstrarem todo o potencial que possuem.

No alinhamento do disco há temas que parecem abordar a tristeza ou a infelicidade e algumas canções até podem parecer que puxam o registo para um universo mais amargurado, mas boa parte do álbum, principalmente nos seus momentos iniciais, é carregado de luz e vivacidade, o que resulta numa coleção de belos acertos sonoros e canções memoráveis. O disco abre com Where Is It e Secondary City e logo aí, ao sermos invavidos pelo fuzz das guitarras, por uma percurssão musculada onde é evidente a simbiose entre o baixo e a bateria e melodias extremamente aditivas com um certo sentido épico, sentimos aquela espécie de perfeição pop que geralmente define uma pop luminosa e vibrante. É como se dessemos um enorme mergulho em sons adocicados e guiados por uma elevada instrumentalidade melancólica. Antarktis baixa um pouco o ritmo permitindo ganhar novamente fôlego para nos deliciarmos com Don't Know Where To Go, umas das melhores canções do álbum, juntamente com o punk rock viciante de Remote Control. Mas o ponto alto de The Badger está, sem dúvida, em Quicksilver, quase oito minutos de uma indie pop vibrante, colorida e solarenga, onde até a voz algo grave ajuda a acentuar o cariz nostálgico de uma das melhores canções que ouvi nos últimos meses.

O disco encerra com Mercury e Gentle Rock, dois temas que, à semelhança de Blue Fell, servem para os The New Tigers exporem mais sentimentos e emoções através de composições puras, encantadoras e delicadas e cuja sonoridade vai do épico ao melancólico, mas sempre com uma vincada e profunda delicadeza. The Badger reflete uma assinalável maturidade de um grupo que deve ter apostado na coerência quando decidiu criar mais um conjunto de canções com elevado bom gosto e asim conseguirem ser joviais e agradar aos ouvintes. Espero que aprecies a sugestão...

s/t

1. Where Is It 
2. Secondary City (Soundcloud)
3. Antarktis
4. Don't Know Where to Go
5. Blue Fell
6. Quicksilver (Soundcloud)
7. Mercury
8. Remote Control (Soundcloud)
9. Gentle Rock


autor stipe07 às 21:51
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Sábado, 8 de Março de 2014

Be Forest – Earthbeat

Pesaro é uma pequena cidade na costa nordesta italiana e um viveiro cultural onde, nos últimos, anos, têm despontado algumas bandas promissoras, entre elas os Be Forest. Formados por Costanza Delle Rose (baixo e voz), Erica Terenzi (bateria e voz), Nicola Lampredi (guitarra) e Lorenzo Badioli (sintetizadores), este grupo italiano estreou-se nos discos em 2011 com Cold, um trabalho que chamou a atenção por plasmar uma forte influência de um nome tão fundamental como os Cure. Agora, no passado dia quatro de fevereiro chegou o sucessor; O sempre difícil segundo álbum dos Be Forest chama-se Earthbeat e viu a luz do dia por intermédio da We Were Never Being Bored, uma editora importante para várias bandas que ainda procuram chegar a um lugar de relevo no universo sonoro alternativo e já com um catálogo bastante interessante.

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Um dos grandes atributos com que os Be Forest puderam contar para a criação de Earthbeat foi Lorenzo Badioli, músico que não tinha feito parte dos créditos da estreia. E a verdade é que as sintetizações que ele reproduz conferem ao som dos Be forest uma toada muito rica e luminosa, talvez mais pop do que o escutado em Cold, um disco algo sombrio. Captured Heart, o single de avanço do trabalho, é um bom exemplo desta busca de algo mais luminoso, um desejo bem patente na percussão tribal e na própria letra da canção (It’s better you run away with me, cause all my life I have been dead inside).

A verdade é que Earthbeat poderá agradar aos fãs de uns Pains Of Being Pure At Heart, mas também a quem aprecia aproximações mais lo fi, típicas de uns Blouse ou de umas Warpaint e, no cômputo geral, este é um trabalho que de algum modo impressiona pelo bom gosto com que se cruzam vários estilos e dinâmicas sonoras, com o indie rock a servir de elemento aglutinador.

A voz de Erica Terenzi é também um elemento importante para criar um ambiente de rara frescura e pureza sonora, de feliz encontro entre sonoridades que surgiram há décadas e se foram aperfeiçoando ao longo do tempo e ditando regras que hoje consagram as tendências mais atuais em que assenta uma dream pop com um cariz fortemente nostalgico e contemplativo, mas também feita com um certo groove.

Os Be Forest têm no seu ADN bem vincada a vontade de experimentar e Earthbeat respira por todos os poros uma enorme vitalidade, com melodias que fazem levitar quem se deixar envolver pelo assomo de elegância contida e pela sapiência melódica do seu conteúdo. Ouvir este disco é uma experiência diferente revigorante e a oportunidade de contatar com um conjunto de canções que transbordam uma aúrea algo mística e espiritual, reproduzidas por um grupo que sabe como o fazer de forma direta, pura e bastante original. Espero que aprecies a sugestão...

Be Forest - Earthbeat

01. Totem
02. Captured heart
03. Lost boy
04. Ghost dance
05. Airwaves
06. Totem II
07. Colours
08. Sparkle
09. Hideway

 


autor stipe07 às 20:58
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Sexta-feira, 7 de Março de 2014

Snowbird - Moon

Durante muitos anos Simon Raymonde foi um dos elementos fundamentais para a pop cheia de luz dos Cocteau Twins, mas agora ele tem um novo projeto chamado Snowbird, onde faz dupla com a cantora e compositora Stephanie Dosen. Moon é o disco de estreia da dupla, um trabalho que viu a luz do dia a vinte e nove de janeiro por intermédio da Bella Union (editora fundada por Simon e Guthrie, seu parceiro nos Cocteau Twins) e que conta com as colaborações especiais de nomes tão conhecidos como Ed O’Brien e Phil Selway dos Radiohead e Eric Pulido e McKenzie Smith dos Midlake.

Com uma facilidade singular para elaborar melodias deliciosas, os Snowbird colocaram em Moon o que melodicamente de melhor tem sido feito ultimamente na synth pop. Logo no início do disco fica bem patente a magia que nos irá arrebatar nos minutos seguintes e a imensa cândura que nos irá invadir e fazer levitar durante a audição de Moon. I Heard The Owl Call My Name e All Wishes Are Gone, os dois lindíssimos temas que inauguram o disco, são o paradigma perfeito do que é uma canção repleta de elementos pop, com as cordas, os metais e o orgão sintetizado a assumirem a vanguarda nas composições, não só nestas músicas como em todo o álbum. Porcelain, o primeiro single retirado de Moon, é outro exemplo da capacidade impar desta dupla em criar verdadeiras obras-primas sonoras, uma belíssima canção onde é comovente a fragilidade entre voz e piano. Estes são apenas três exemplos do que podemos encontrar em Moon, temas com uma sonoridade mais introspetiva, mas imensamente rica em detalhes e muito aditiva, com o piano a assumir a primazia na arquitetura melódica e ao nível dos arranjos. Qualquer uma destas canções tem uma natureza contagiante, muito por culpa também da magnífica voz de Stephanie, que já tinha participado em discos dos Massive Attack e dos Chemical Brothers.

A mestria instrumental de Simon e a voz única de Stephanie são a conjugação perfeita entre a técnica apurada e a emoção sentida, a receita eficaz que criou algo etéreo e gentil para os nossos ouvidos, com uma suavidade digna do que encontramos ilustrado na pena branca da capa do disco. Moon convida-nos a fechar os olhos e a respirar pausada e profundamente num universo altivo, percorrido por anjos que ganham vida enquanto dançam ao som de uma dream pop feita de leves instrumentais, com percussões, camadas de sintetizadores e doces pianos.

Não é fácil prever se este disco seria aquilo a que os cocteau Twins soariam hoje caso não se tivessem separado, mas as canções de Moon são verdadeiras obras primas que revivem o que de melhor se podia escutar há uns bons vinte anos, época em que os Cocteau Twins brilharam e período em que terá florescido aquela synth pop que, afundada num colchão de sons eletrónicos, faz da audição deste disco um passeio divertido e, ao mesmo tempo, introspetivo e cheio de charme e bom gosto. Espero que aprecies a sugestão...

Snowbird - Moon

CD 1
01. I Heard The Owl Call My Name
02. All Wishes Are Ghosts
03. Charming Birds From Trees
04. Where Foxes Hide
05. Amelia
06. Bears On My Trail
07. Porcelain
08. Come To The Woods
09. We Carry White Mice
10. In Lovely
11. Heart Of The Woods

CD 2
01. I Heard The Owl Call My Name (RX Gibbs Remix)
02. All Wishes Are Ghosts (RX Gibbs Remix)
03. Charming Birds From Trees (RX Gibbs Remix)
04. Where Foxes Hide (RX Gibbs Remix)
05. Amelia (RX Gibbs Remix)
06. Bears On My Trail (RX Gibbs Remix)
07. Porcelain (RX Gibbs Remix)
08. Come To The Woods (RX Gibbs Remix)
09. We Carry White Mice (RX Gibbs Remix)
10. In Lovely (RX Gibbs Remix)
11. Heart Of The Woods (RX Gibbs Remix)

 


autor stipe07 às 21:28
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Eels - Mistakes of My Youth

Continuam a ser revelados novos temas de The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett, o décimo primeiro álbum dos Eels, um trabalho que verá a luz do dia no próximo dia vinte e dois de abril, por intermédio da E Works, a etiqueta do próprio norte americano Mark Oliver Everett, um músico e compositor simplesmente conhecido como E e que idealizou e deu vida a uma das mais interessantes e completas discografias do universo sonoro alternativo dos últimos vinte anos.

Depois de há algumas semanas ter sido revelado Agatha Chang, o primeiro avanço de The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett, agora chegou a vez de conhecermos Mistakes of My Youth, o décimo segundo tema do alinhamento do disco. À semelhança do que acontece com Agatha Chang, Mistakes Of My Youth marca o regresso dos Eels a uma sonoridade folk eminentemente acustica, melancólica e introspetiva. A canção é uma lindíssima balada nostálgica, com notáveis arranjos de cordas, onde se incluem violinos e uma percussão bastante aditiva. Confere...


autor stipe07 às 12:51
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Bombay Bicycle Club – So Long, See You Tomorrow

Lançado no passado dia três de fevereiro, So Long, See You Tomorrow é o quarto álbum de estúdio dos britânicos Bombay Bcycle Club, um disco produzido por Jack Steadman, o vocalista do grupo e que viu a luz do dia através da Island Records.

bombay

Em So Long, See You Tomorrow, esta banda formada pelo tal Jack Steadman e por Jamie MacColl, Ed Nash e Suren de Saram, mantém-se no trilho da eletrónica, à semelhança do que tinha sucedido com o antecessor A Different Kind Of Fix (2011), com a particularidade de, desta vez, usarem, nos arranjos, alguns samples e detalhes típicos da world music, muito por influência de uma viagem de Jack à Índia, Turquia e Japão, durante a qual escreveu alguns temas do disco. A melodia de Luna, um dos primeiros singles deste disco e o sample inicial de Feel, retirado de um filme antigo de Bollywood, são apenas dois exemplos das influências desta viagem, em particular da presença na Índia.

Com as participações especiais de Lucy Rose e Rae Morris na voz, So Long, See You Tomorrow é um trabalho instrumentalmente muito rico e variado, com as guitarras a terem um papel cada vez mais discreto, algo que, como já referi, mostra a vontade dos Bombay Bicycle Club em se difrenciarem da vasta miríade de bandas que apostam no típico indie pop festivo e trilhar novos percursos sonoros, menos superficiais e mais ricos.

O disco tem um início muito promissor com Overdone, uma canção bastante enérgia e aquela onde as guitarras mais se destacam e com a animada It's Alright Now, um tema repleto de camadas de sintetizadores e efeitos, duas canções a conseguirem, simultaneamente, proporcionar o efeito da novidade, no que diz respeito aos arranjos e ao clima das canções, orelhudas, singles instantâneos que assimilamos facilmente e que sorvemos com particular agrado. Não há aqui um clima emotivo ou emocionante, algo que este quarteto britânico muitas vezes procurava, mas apenas o simples desejo de nos fazer dançar e cantarolar, algo que ganha particular ênfase em Carry Me, um tema com um refrâo particularmente orelhudo. Seja como for, a conhecida delicadeza vocal de Steadman e as diversas sobreposições que executa em busca de tons muito agudos, dificlmente deixam de nos causar algum tipo de arrepio.

Este início portentoso deixa-nos novas e diferentes referências e, através delas, os Bombay Bicycle Club conseguem passar a mensagem e fazer-nos crer que são capazes de, com mestria, conjugar uma vertente experimental com a indispensável comercial que quer atrair e conquistar multidões.

Quem conhece o percurso dos Bombay Bicycle Club sabe que estamos na presença de uma banda que se preocupa imenso com a própria imagem e que gosta de saber como é abosrvida pelo público e onde se encaixam dentro do cenário musical. Terem conseguido conjugar as duas vertentes referidas com estas condicinonantes intrínsecas à própria filosofia do grupo, terá sido algo bastante desafiante e, quanto a mim, claramente superado.

O disco segue na mesma toada e até ao seu final há que destacar o single Feel, talvez o tema mais expressivo do disco, onde além da já citada abordagem indiana, ampliada, além do sample, pela audição de uma cítara, também impressiona a percussão. Depois há ainda a também já mencionada Luna, um tema bastante alegre e com a participação de Rae Morris na voz. Até ao epílogo, algumas melodias mais pop podem ser ouvidas em Come To e Eyes Off You, que começa no piano e na voz com reverb. O tema homónimo encerra o álbum com uma viagem até territórios típicos da new age.

So Long, See You Tomorrow é um disco que exige um estado de espírito solto e alegre para ser devidamente apreciado e absorvido. É um álbum que engrandece o percurso discográfico dos Bombay Bicycle Clube e que além de apontar novos caminhos, na senda do antecessor, mostra que um bom álbum não tem de ter sempre a vertente emocional como pedra de toque do âmago das canções que o sustentam. Espero que aprecies a sugestão...

Bombay Bicycle Club - So Long, See You Tomorrow

01. Overdone
02. It’s Alright Now
03. Carry Me
04. Home By Now
05. Whenever Wherever
06. Luna
07. Eyes Off You
08. Feel
09. Come To
10. So Long, See You Tomorrow

 


autor stipe07 às 22:00
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PUJOL - Pitch Black

Natural de Nashville, Daniel Pujol é o grande líder e mentor dos PUJOL, uma banda que aposta num indie rock de garagem, com travos de grunge e punk e que se estreou nos discos em 2012 com United States Of Being.

No próximo dia vinte de maio vai chegar às lojas Kludge, o segundo disco dos PUJOL, um trabalho que irá ver a luz do dia através da Saddle Creek Records e que foi produzido por Doni Schroader.

Kludge foi gravado no Tennessee e Pitch Black é o primeiro avanço do trabalho, um tema disponibilizado gratuitamente pela editora e que comprova a apetência dos PUJOL para criar excelentes melodias assentes no típico rock n'roll que vive de refrões orelhudos e de uma forte toada blues. Sem dúvida que exemplos como os Rolling Stones serão referências importantes deste projeto. Confere...


autor stipe07 às 16:52
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La Sera - Losing To The Dark

O trio de indie rock Vivian Girls anunciou há algum tempo  fim da banda e deram concretos de despedida em Nova Iorque, de onde são naturais, mais concretamente de Brooklyn e em Los Angeles.

Quem não perdeu tempo e anunciou novidades no que diz respeito à sua carreira a solo é a baixista Katy Goodman. Na próxima primavera, mais concretamente a treze de maio e através da Hardly Art,  ela vai editar Hour Of The Dawn, o seu terceiro álbum, que gravou sob o pseudónimo La Sera.

Katy adiantou que Hour Of The Dawn será um trabalho mais alegre que os antecessores algo que o pop punk de Losing To The Dark, o tema de abertura do disco, parece demonstrar claramente. Confere o single, disponível para download gratuíto e a tracklist de Hour Of The Dawn...

01 “Losing To The Dark”
02 “Summer Of Love”
03 “Running Wild”
04 “Fall In Place”
05 “All My Love Is For You”
06 “Hour Of The Dawn”
07 “Kiss This Town Away”
08 “Control”
09 “10 Headed Goat Wizard”
10 “Storm’s End”


autor stipe07 às 12:40
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Quarta-feira, 5 de Março de 2014

Astari Nite – Stereo Waltz

Editado no passado dia vinte e três de janeiro e produzido por Steve Thompson, Stereo Waltz é o terceiro e novo álbum dos Astari Nite, uma banda norte americana de Miami, na Flórida, formada por Mychael Ghost (voz), Illia Tulloch (bateria), Michael Setton (guitarra) e M. Sallons (baixo).


O som progressivo com tonalidades típicas do rock mais gótico e da eletrónica cheia de tiques da darkwave é a atmosfera sonora que norteia os Astari Nite e Stereo Waltz é uma coleção de dez canções enérgicas e inpecavelmente produzidas. Os sintetizadores, as guitarras cheias de distorção, o baixo vigoroso e uma percussão vibrante conduzem os temas e dão-lhes aquela tonalidade retro que nos faz recuar até aos primórdios de bandas como os Cure, Depeche Mode ou os New Order, em plenos anos oitenta.

De tonalidades mais pop, expressas no single Pyramids até ao clima negro de I.O. 1987, ou o indie rock mais clássico de Prayer For Lovers, há uma constante sensação vintage, uma vibração que nos faz viajar entre o nostágico e o contemporâneo, já que hoje também há vários exemplos concretos de projetos a fazer escola neste conteúdo sonoro, nomeadamente os ColdCave, os Weekend, ou os próprios Crystal Stilts.

Stereo Waltz é um disco obrigatório para os apreciadores do rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa espécie de hardcore eletrónico e luminoso. Espero que aprecies a sugestão...

Astari Nite - Stereo Waltz

01. Contentment
02. Astrid
03. Pyramids
04. Coven
05. I.O. 1987
06. Prayer For Lovers
07. Violently We Try
08. Wendy Darling
09. Red Letter Day
10. Waves

 


autor stipe07 às 21:58
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Thee Oh Sees - The Lens

Thee Oh Sees cover

Depois de ter anunciado que os The Oh Sees de John Dwyer estariam numa espécie de período sabático e que Dwyer estava concentrado num novo projeto a solo chamado Damaged Bug, a banda surpreendeu, mostrou-se ativa e tem um novo disco praticamente pronto. O álbum chama-se Drop e irá ver a luz do dia a dezanove de abril, o próximo Record Store Day, através da Castle Face, a editora do prório Dwyer. Penetrating Eye, o visceral tema de abertura de Drop, foi o primeiro single do álbum divulgado e agora chegou a vez da balada The Lens que surpreende pelos belíssimos arranjos orquestrais onde não faltam inéditos instrumentos de sopro. Confere...


autor stipe07 às 14:22
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Guided By Voices - Bad Love Is Easy To Do

Guided By Voices - Cool Planet

Depois de uma separação algo conturbada e uma reconmciliação muito aplaudida, os Guided By Voices de Robert Pollard não param de editar discos, tendo o último, um trabalho chamado Motivational Jumpsuit, visto a luz do dia à cerca de um mês.

Parece que esta banda icónica de indie rock natural do Ohio tinha mais músicas compostas já que acabam de anunciar para o próximo dia dezanove de maio mais um registo de originais, o segundo do ano, portanto. Esse novo trabalho dos Guided By Voices irá chamar-se Cool Planet, será o sexto álbum da banda após a reconciliação e irá ver a luz do dia por intermédio da Fire Records. Cool Planet terá dezoito canções no seu alinhamento e Bad Love Is Easy To Do é o primeiro single já divulgado. Confere...

 


autor stipe07 às 12:01
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

Gardens & Villa - Dunes

Lançado no passado dia quatro de fevereiro através da Secretly Canadian, Dunes é o novo álbum dos Gardens & Villa, um quinteto norte americano de Santa Bárbara, na Califórnia, formado por Chris Lynch, Adam Rasmussen, Shane McKillop, Levi Hayden e Dustin Ineman. Dunes foi gravado com Tim Goldsworthy (Cut Copy, DFA Records, LCD Soundsystem) em Michigan.

Oriundos de uma Santa Barbara que funciona um pouco como uma espécie de subúrbio rico de uma Los Ageles cosmopolita, os Gardens & Villa destacaram-se logo em 2011 quando lançaram o disco de estreia, homónimo, que foi muito bem aceite pela crítica.

Algures entre o andrógeno e o poético, Chris Lynch usa a sua voz para dar cor a sequências melódicas, em dez temas onde as guitarras são o fio condutor de praticamente todas as músicas, mas há também outros instrumentos que remodelam musicalmente a banda, que parece flutuar entre a estrutura de composição típica dos Foals e a pop madura dos Phoenix. Sintetizadores, metais, vozes em coro e uma bateria mais crua, são detalhes e particularidades musicais que ampliam consideravelmente os horizontes dos Gardens & Villa.

Estamos na presença de um álbum pop bem sucedido, um tratado com um propósito comercial, bem patente no single Colony Glen. Dunes é um disco melódico e acessível a vários públicos, que busca uma abrangência, mas que não resvala para um universo de banalidades sonoras que, em verdade se diga, alimentam há anos a indústria fonográfica.

Dunes é um trabalho onde os Gardens & Villa fazem crescer em cada nota, verso ou vocalização, todos os ingredientes que definem as referências principais da pop e destacam-se porque a tudo isto acrescentam aspetos da música negra, brincam com a eletrónica de forma inédita e conduzem-nos para a audição de um disco doce e na mesma medida, pop. Melódicos e intencionalmente acessíveis na mesma medida, transformam cada uma das canções deste trabalho em criações duradouras, ricas em texturas e versos acolhedores que ultrapassam os limites do género. A pop mantém-se na moda e não há vergonha nenhuma em constatá-lo. Espero que aprecies a sugestão...

01. Domino
02. Colony Glen
03. Bullet Train
04. Chrysanthemums
05. Echosassy
06. Purple Mesas
07. Avalanche
08. Minnesota
09. Thunder Glove
10. Love Theme


autor stipe07 às 20:41
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Sharon Van Etten - Taking Chances

Sharon Van Etten 2014 press pic

Sharon Van Etten anunciou recentemente o lançamento de Are We There, o seu novo e terceiro registo de originais, um disco produzido pela própria e Stewart Lerman e que chegará às lojas a vinte e sete de maio por intermédio da Jagjaguwar, mas só agora é que foi divulgado o primeiro single desse trabalho.

Taking Chances é o primeiro avanço de Are We There, uma canção que surpreende e que representa uma mudança de direção na habitual sonoridade desta cantora natural de Brooklyn, Nova Iorque. O disco estará certamente cheio de letras que exploram as narrativas pessoais mais íntimas e dolorosas, decisões impossíveis, antecipação e resolução. Uma colecção de canções de excepcional confidência e sublime generosidade que nos desafia a perdermo-nos nos confins da sua alma, os seus desejos, memórias, as perdas, medos e anseios. Confere...

  1. Afraid of Nothing
  2. Taking Chances
  3. Your Love Is Killing Me
  4. Our Love
  5. Tarifa
  6. I Love You But I’m Lost
  7. You Know Me Well
  8. Break Me
  9. Nothing Will Change
  10. I Know
  11. Every Time the Sun Comes Up

autor stipe07 às 17:17
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014

Beck – Morning Phase

Depois de seis anos de solidão, o músico que no início da década de noventa atuava em clubes noturnos vestido de stormtrooper e que da aproximação lo-fi ao hip-hop de Mellow Gold e Odelay, passando pela melancolia de Sea Change e a psicadelia de Modern Guilt, nos habituou a frequentes e bem sucedidas inflexões sonoras, está de regresso em 2014 com dois discos, um deles chamado Morning Phase, o décimo segundo da sua carreira e que viu a luz do dia a vinte e cinco de fevereiro por intermédio da Capitol Records. Falo, obviamente, de Beck Hansen, uma referência icónica da música popular das últimas duas décadas, um cantor e compositor com quase quarenta e quatro anos e que tantas vezes já mudou de vida como de casaco e que agora se prepara, com um novo fôlego na sua carreira, para mais um recomeço.

A introdução de Morning Phase, com os violinos de Cycle e uma melodia cinematográfica, prepara-nos para a entrada num universo muito peculiar, que ganha uma vida intensa e fica logo colocado a nú, sem truques, no dedilhar da viola de Morning e nos efeitos sintetizados borbulhantes e coloridos que a acompanham. Beck está, assim, de regresso a um universo que só faz sentido se pulsar em torno de uma expressão melancólica acústica que este músico norte americano herdou de Neil Young e que sabe hoje, na minha opinião, melhor que ninguém, como interpretar.

Morning Phase é uma benção caída do céu para todos aqueles que, como eu, têm alinhada na sua prateleira, cronologicamente, toda a vasta discografia de Beck e que acabam por, invariavelmente, ir desfolhar sempre aquele setor mais central, algures entre Mutations e, principalmente, Sea Change. No entanto, convém esclarecer os mais desatentos e menos familiarizados com o historial de Beck, que as semelhanças ficam por aqui; Apesar de Cycles iniciar com o mesmo acorde Mi da também introdutória Golden Age do disco de 2002, e se Morning mantém a toada, há doze anos Beck exorcizava os seus fantasmas após o final de um relacionamento com uma namorada de muitos anos, vendo-se assim refém de uma obra que representava o seu estado de profunda tristeza e melancolia, mas hoje Morning Phase é reflexo de uma fase muito mais feliz da sua vida, que tem aproveitado devidamente com a sua esposa, Marissa Ribisi e os dois filhos (Cosimo e Tuesday) e que os arranjos coloridos de Heart Is A Drum, um tema que ganha vida através de um blues da melhor qualidade, parecem claramente expressar. Esta canção cheia de efeitos na voz do músico que iluminam o ambiente e a música, é um dos meus destaques deste álbum.

Mas Morning Phase tem outros momentos cheios de esplendor e que importa realçar; Blackbird Chain é a banda sonora perfeita para uma declaração de amor sentida e Unforgiven salta ao ouvido por se afastar do formato mais acústico e servir-se dos sintetizadores e de uma orquestra de fundo para aguçar o nosso espírito. Já Wave impressiona pelas fantasticas linhas do mesmo violino que nos tinha deslumbrado na abertura; Os arranjos densos, orquestrados e quase góticos desta canção, dão-nos uma visão panorâmica de um Beck pequeno e isolado diante da imensidão ao seu redor, como se estivéssemos a contemplar uma figura distante, cada vez mais desfocada e misteriosa. De referir ainda o banjo ternurento de Say Goodbye, a inspiração romântica e a exuberância orquestral de Waking Light e a folk animada de Blue Moon, uma referência direta a Nick Drake, um dos grandes inspiradores deste músico nascido em 1970 em Los Angeles, filho de uma atriz e um compositor.

O Beck que antes brincava com o sexo (Sexx Laws) ou que gozava com o diabo (Devil's Haircut) faz agora uma espécie de ode à ideia romântica de uma vida sossegada, realizada e feliz usando a santa triologia da pop, da folk e da country. A receita é extremamente assertiva e eficaz; Com as participações especiais de músicos tão conceituados como o baterista Joey Waronker (Atoms For Peace) e o baixista Justin Meldal-Johnsen, Morning Phase reluz porque assenta num som leve e cativante e contém texturas psicadélicas que, simultanemente, nos alegram e nos conduzem à introspeção, com uma sobriedade distinta, focada numa instrumentação diversificada e impecavelmente produzida. Fica claro em Morning Phase que Beck ainda caminha, sofre, ama, decepciona-se, e chora, mas que vive numa fase favorável e tranquila. Espero que aprecies a sugestão...

Beck - Morning Phase

01. Morning
02. Heart Is A Drum
03. Say Goodbye
04. Waking Light
05. Unforgiven
06. Wave
07. Don’t Let It Go
08. Blackbird Chain
09. Evil Things
10. Blue Moon
11. Turn Away
12. Country Down


autor stipe07 às 17:28
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Coldplay - Magic

É oficial. Os Coldplay de Chris Martin regressam aos discos muito em breve, mais concretamente em maio e, como sempre, por intermédio da Parlophone. O sexto álbum de estúdio desta banda britânica vai chamar-se Ghost Stories e já é conhecido o seu alinhamento. Além disso, depois de na semana passada ter sido revelado Midnight, nas últimas horas chegou a vez de Magicum tema a fazer recordar bastante o período Kid A / Amnesiac dos Radiohead, com um baixo vibrante e uma percussão bastante vincada, mas com alguns arranjos, nomeadamente do piano, a conferirem o habitual cariz pop, épico e melancólico. Confere Magic e o alinhamento de Ghost Stories...

01 “Always In My Head”
02 “Magic”
03 “Ink”
04 “True Love”
05 “Midnight”
06 “Another’s Arms”
07 “Oceans”
08 “A Sky Full Of Stars”
09 “O”

autor stipe07 às 10:53
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Domingo, 2 de Março de 2014

Gentle Friendly - Rrides EP

Enquanto não chega o novo álbum, os britânicos Gentle Friendly disponibilizaram gratuitamente no soundcloud da Fat Cat Records Rrides, o novo EP do grupo. Já agora, convido a espreitarem o Bandcamp luxuoso deste projeto sedeado em Londres e formado por David Morris e Richard Manber.

Estes Gentle Friendly eram-me completamente desconhecidos até ter encontrado esta coleção de sete canções chamada Rrides, que me obrigou a vasculhar um pouco mais a discografia do grupo, até porque, do alinhamento deste EP constam temas retirados de vários trabalhos anteriores do grupo, além de dois novos temas, Autumn Nite e You Are The Brother que, pelos vistos, poderão vir a constar do alinhamento do próximo longa duração da banda, que também irá ver a luz do dia por intermédio da Fat Cat Records. Já agora, RIP Static, Vincentt e Clean Breaker faziam parte do álbum Ride Slow (2009) e Speakers constava do disco Rrrrrrr (2011), ambos lançados por intermédio da Upset The Rhythm Records.

A impressão geral com que fiquei é que, independente da pluralidade de acertos que caracterizam a sonoridade dos Gentle Friendly, o que realmente lhes importa é transpôr barreiras, encontrar novos detalhes e levar a experimentação sonora ao limite máximo da criatividade da banda e da miríade instrumental que têm ao dispôr ou que se lembram de utilizar.

Assim, em Rrides EP, encontramos sete temas com uma elevada toada experimental e que impressionam, principalmente, pela percurssão eletrónica, pela voz sintetizada e por refrões verdadeiramente hipnóticos. Se na novíssima Autumn Nite conseguiram transformar o aparentemente ruidoso em algo melódico e em RIP Static mostrar interessantes pormenores típicos da pura e dura psicadelia, já em Vincentt, o meu maior destaque do EP, levaram a vertente experimental a um expoente tal que, quase sem se aperceberem (digo eu), aproximaram-se estranha e perigosamente da pop, muito à imagem de alguns dos melhores momentos de uns Animal Collective. Espero que aprecies a sugestão...

gentlefriendly.co.uk/

www.facebook.com/pages/Gentle-Fri…/182537195119773
twitter.com/gentlefriendly
gentlefriendly.bandcamp.com/ 


autor stipe07 às 21:11
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