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Fanfarlo – Let’s Go Extinct

Quinta-feira, 20.03.14

Depois do bem sucedido Reservoir, o trabalho de estreia, editado em 2009 e do menos exuberante, mas igualmente competente, sucessor, Rooms Filed With Light (2012), já chegou às lojas o terceiro disco da banda londrina de pop folk Fanfarlo, liderada pelo carismático músico sueco Simon Balthazar, ao qual se juntam Valentina Magaletti (substituiu recentemente Amos Memon), Cathy Lucas (teclado e violino), Leon Beckenham (piano e trompete) e Justin Finch (baixo). O novo trabalho dos Fanfarlo chama-se Let´s Go Extinct, viu a luz do dia através da etiqueta Blue Horizon e foi produzido por David Wrench, habitual colaborador do grupo e pelos próprios Fanfarlo.

 

Tem sido uma experiência bastante interessante o acompanhamento do percurso sonoro evolutivo destes Fanfarlo que, na minha opinião, por muitos álbuns que ainda venham a editar, dificilmente conseguirão, alguma vez, superar o espetacular encanto frágil e inocente de Reservoir, o trabalho de estreia, um pouco à imagem do que os Coldplay fizeram em Parachutes ou os Arcade Fire com Funeral. O sucessor, Rooms Filled With Light, foi um passo em frente no processo de amadurecimento da banda e na busca de novoas propostas instrumentais e agora Let's Go Extinct representa, de algum modo, o epílogo de uma triologia, a confirmação da superação de algumas limitações e receios e do sucesso na obtenção de um som mais empolgante, maduro e ambicioso.

Portanto, quem, como eu, tiver a perceção clara do conteúdo dos dois discos anteriores, ao escutar Let's Go Extinct percebe imediatamente que Simon e os seus parceiros procuraram, desta vez, criar ambientes sonoros épicos e luminosos e um som mais aberto e expansivo. A Distance, o primeiro tema que foi divulgado deste álbum, mostrou logo uns Fanfarlo mais alegres e explosivos e percebeu-se que eles queriam apresentar algo mais dançante e bem menos introspectivo.

A materialização prática de todo este novo referencial sonoro dos Fanfarlo, audível em Let's Go Extinct, utiliza como receita uma maior primazia da vertente sintética e dos teclados relativamente às cordas e à secção de sopros, duas nuances importantes da banda para a obtenção da sua caraterística toada folk, que não desaparece, mas ganha contornos mais modernos e consentâneos com a indie pop atual. Temas como We’re The FutureThe Beginning And The End e Landlocked são exemplos claros da aposta nesta nova estratégia sonora, quase oposta ao conteúdo geral frágil e intimista das raízes de Reservoir.

Esta manutenção dos habituais tiques sonoros essencial dos Fanfarlo com novas abordagens é, realmente, o sustentáculo da sonoridade geral de Let's Go Extinct que, tematicamente, também procura dar um passo em frente no que liricamente o grupo costuma apresentar. Assim, desta vez procuram abordar temas cada vez mais abrangentes e arriscados que, conforme indica o título do álbum, abordam as principais dúvidas existenciais de uma humanidade que procura sobreviver neste planeta cada vez menos azul, fazendo-o a partir das nossas próprias origens, e ajudando o ouvinte a refletir sobre as mesmas, num clima feliz, animado e dançante.

Com uma maior aposta na mistura de uma orquestração pop com a eletrónica e numa mais diversificada amálgama sonora, em Let's Go Extinct os Fanfarlo anunciam que são uma banda que quer evoluir e ousa mudar, e assim, continuar a ser promissora. Espero que aprecies a sugestão..

Fanfarlo - Let's Go Extinct

01. Life In The Sky
02. Cell Song
03. Myth Of Myself (A Ruse To Exploit Our Weaknesses)
04. A Distance
05. We’re The Future
06. Landlocked
07. Painting With Life
08. The Grey And Gold
09. The Beginning And The End
10. Let’s Go Extinct

 

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publicado por stipe07 às 20:57

Lykke Li - No Rest For The Wicked

Quinta-feira, 20.03.14

A cantora e compositora sueca Lykke Li vai regressar em breve aos discos a cinco de maio, por intermédio da Atlantic Records, com I Never Learn, um álbum produzido por Björn Yttling e Greg Kurstin e que encerra uma espécie de trilogia, iniciada com Youth Novels e Wounded Rhymes.

O primeiro single de I Never Learn chama-se No Rest For The Wicked e tem uma sonoridade muito introspetiva; É uma balada melancólica, composta essencialmente por um piano tocado brilhantemente ao som da lindíssima voz de Lykke. No refrão escuta-se uma percussão grandiosa, que enfatiza os versos delicados e expressivos da composição que conta a história de um amor perdido, talvez o da própria Lykke Li já que ela terminou recentemente uma relação. Confere...

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publicado por stipe07 às 17:09

Fucked Up - Paper The House

Quinta-feira, 20.03.14

Depois de há três anos os Fucked Up terem editado David Comes To Life, uma espécie de ópera rock que se centrava na temática do amor, ou melhor, na falta dele, finalmente estão de regresso com Glass Boys, o quarto disco deste coletivo canadiano.

Paper The House é o primeiro avanço divulgado de Glass Boys, uma canção traçada com a típica crueza típica da banda e que prova que, no seu seio, o hardcore continua bem vivo e renovado nos gritos ásperos do vocalista Damian Abraham e nas melodias versáteis que comandam a estética sonora dos Fucked Up.

Glass Boys terá um alinhamento preenchido com dez canções e chega aos escaparates a três de junho por intermédio da Matador Records. Paper The House está disponível para download gratuito, via stereogum. Confere... 

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publicado por stipe07 às 12:35






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