Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



The Horrors - I See You

Terça-feira, 25.02.14

Sem editar nenhum disco desde o excelente Skying (2011), os britânicos The Horrors de Faris Badwan preparam-se para voltar às luzes da ribalta com Luminous, um trabalho que será editado no próximo dia cinco de maio.

Faris, o vocalista, já confessou que este é um álbum que deu imenso gozo à banda compôr e que, de todos os discos lançados até hoje pelos The Horrors, é aquele em que coloca maiores expetativas, principalmente porque ampliaram o cardápio sonoro do grupo com mais sintetizadores e criaram um som mais amplo e elaborado. I See You, o primeiro avanço divulgado de Luminous, é uma canção com os habituais ingredientes desta banda britânica, mas percebe-se que há, realmente, uma maior primazia da vertente sintética em relação à orgânica das guitarras. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 12:44

Abram Shook – Sun Marquee

Segunda-feira, 24.02.14

A ideia romântica da busca espiritual do nosso âmago sempre fez parte do imaginário de quem desde muito cedo se habituou a ser sistematicamente auto reflexivo e a exigir mais do que o normal quer de si próprio quer do mundo que o rodeia. Natural de Austin, no Texas, o norte americano Abram Shook desde muito novo sentiu alguma difculdade em perceber qual o seu lugar neste mundo e, tendo a felicidade de ter condições materiais para isso, aventurou-se pelo mundo numa odisseia espiritual que da América do Sul a excursões de surf na indonésia possibilitaram-lhe absorver várias culturas e perceber outras realidades.

Abram cresceu em Santa Cruz, na Califórnia, onde estudou jazz e depois mudou-se para Portland e Boston, onde tocou em várias bandas, com destaque para os The Great Nostalgic e foi, assim, alimentando o seu gosto pela música. Estas duas facetas, a musical e a de viajante, acabaram por se conjugar e servir de inspiração para Sun Marquee, o registo de estreia deste músico, que chegou aos escaparaters no passado dia vinte e um de janeiro por intermédio da Western Vinyl.

Com um registo tão vasto de bandas em que tocou e com o jazz como elemento base da sua formação musical, é natural que Sun Marquee seja marcado pela abordagem a diferentes géneros musicais, ainda por cima quando o próprio músico se confessa influenciado por outros nomes que são referências de géneros musicais diversos, nomeadamente Shuggie Otis, Serge Gainsbourge ou o brasileiro Chico Buarque

Assim, Sun Marquee é um desfile de lições musicais aprendidas e questões pessoais por responder através de uma acessível coleção de canções pop. Logo na abertura, a luminosidade de Recovery é um convite amigável para descobrirmos a intimidade de um músico que se expôe intensamente em temas como Coastal, um dos singles do disco e onde a distorção da guitarra conjugada com o ritmo tranquilo torna evidente a aproximação a Gainsbourg, algo também percetível no orgão celestial e nos delicados arranjos de metais da introspetiva Hangover. As belas harmonias e a fantástica percussão de In Mind assim como a primazia da guitarra em Lifeguard são outros instantes deste disco que, juntamente com o foco que Abram coloca na componente metafórica e emotiva das suas letras, nos fazem sentir recompensado pela descoberta de Sun Marquee.

Abram prefere relatar com particular minúcia instantes isolados e acontecimentos concretos, do que propriamente alongar-se em narrativas de cariz mais geral e vago, o que faz com que seja fácil perceber o cariz quase auto biográfico do disco e os momentos da sua vida em que se inspirou para escrever.

Abram é, nitidamente, um viajante que gosta de explorar o mundo musicalmente e dos sons que cria extrair diferentes sensações. Ele tem a pop como guia espiritual e comete o pecado da gula quando se serve de um imenso cardápio que, do jazz, à música latina, passando pelo indie rock e a psicadelia, faz dele um dos mais interessantes novos projetos a solo do universo cenário musical indie atual. Espero que aprecies a sugestão...

Abram Shook - Sun Marquee

01. Recovery
02. In Mind
03. Distance
04. Taken
05. Hangover
06. Coastal
07. Crush
08. Lifeguard
09. Black Submarine
10. Tribe (Bonus Track)
11. Summer Fools (Bonus Track)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:17

Total Slacker - Slip Away

Sexta-feira, 21.02.14

Naturais de Brooklyn, Nova Iorque e formados por Emily (baixo e voz), Zoe Brecher (bateria), Tucker Rountree (guitarra e voz) e David Tassy (guitarra), os Total Slacker acabam de editar Slip Away, um álbum que viu a luz do dia a onze de fevereiro por intermédio da Black Bell Records e que sucede a Trashin' , um disco que a banda editou em 2011 e onde a temática girava em redor de algumas das caraterísticas mais emblemáticas dos anos noventa. Entre estes dois discos os Total Slacker perderam Terence Connor, o primeiro baterista do grupo, falecido em dezembro de 2012 devido a um acidente de bicicleta, quando tinha apenas vinte e quatro anos.

Três anos depois de Trashin', os Total Slacker querem mostrar uma nova faceta mais visualmente renovada contemporânea e adulta, certamente também devido ao infortúnio que sofreram. Mas os anos noventa continuam a estar muito presentes, nomeadamente no conteúdo sonoro, com a guitarra agora a ter uma toada mais psicadélica, alongando-se nos solos que terminam quase sempre em enormes quantidades de fuzz e distorção e toda a banda a criar uma massa densa de sons.

Apesar de durar apenas trinta e sete minutos, a verdade é que esta aposta firme no predomínio da guitarra faz com que as canções pareçam um pouco mais longas, com momentos bastante enérgicos e que apostam fortemente numa sonoridade elaborada e a tentar ser comprometida com um indie rock criativo e maduro, sendo Super Big Gulp um excelente exemplo dessa busca de renovação.

Mas é difícil levar estes Total Slacker totalmente a sério quando escrevem depreciativamente sobre o namorado de uma babysitter (Fight the Babysitter Boyfriend) e tocam essa letra sobre um épico solo de guitarra, ou quando repetem a receita numa canção que fala explicitamente sobre as habilidades sexuais que é possível qualquer pessoa praticar a solo (Touch Yrself).

Thighmaster é contida e contêm referências mais nostálgicas e comtemplativas, sem nada de relevante a assinalar em termos liricos, mas depois a polémica regressa quando, em Who Killed Kennedy, os Total Slacker lançam uma teia de novas teorias conspiratórias inusitadas acerca do assassinato de JFK, que envolvem a prória rede social facebook.

Um dos destaques do disco acaba por ser See Right Through, uma canção onde a simbiose entre o baixo e a guitarra é perfeita e as letras encaixam com mestria no registo vocal anasalado de Rountree. Mas também há que ouvir com afinco Keep The Ships At Bay, mais uma canção assente num garage rock lo fi, visceral e vibrante e que mistura elemenos típicos do grunge com a crueza do punk rock.

Os Total Slacker têm um apetite particular pela abordagem a alguns dos aspetos mais icónicos da realidade cultural norte americana e de os cruzar com detalhes surreais, procurando assim convencer que merecem ser levados a sério e tidos em conta no espetro sonoro em que se inserem. E, na verdade, Slip Away é um verdadeiro caldeirão de influências que nos transporta para uma espiral sonora onde a percurssão rápida, uma voz pujante e o fuzz das guitarras fazem destes Total Slacker um dos projetos mais interessantes de seguir no indie rock atual. Confere...

01. Satisfied
02. Who Killed Kennedy
03. Touch Yrself
04. Would If I Could
05. Out of Body Experience
06. Fight the Babysitter Boyfriend
07. Keep The Ships At Bay
08. See Right Through
09. Super Big Gulp
10. Thighmaster
11. Sometimes You Gotta Die

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 13:04

Case Conrad - Leikko

Quinta-feira, 20.02.14

Os Case Conrad são uma banda de indie pop sueca, formada por Gustav Haggren (voz e guitarra), Per Henrik Adolfsson (voz e guitarra), Robert Johansson (guitarra, orgão e sintetizador), Petter Bengtsson (bateria, percussão e voz), Vasco Batista (baixo, voz) e Carl-Johan Elger (sintetizadores, trompete). Depois do sucesso alcançado com Dew Point, um disco editado em 2010 e que possibilitou aos Case Conrad uma digressão pela Europa e pelos Estados Unidos, esta espécie de super grupo, porque integra elementos provenientes de outras bandas, resolveu deitar mãos à obra e lançar mais uma coleção de canções, que viram a luz do dia a catorze de fevereiro último.

A indie pop luminosa típica do norte da Europa é a grande pedra de toque de Leikko. Os ingredientes estão cá todos; Melodias aditivas que alcançam o auge no single Copper Thief, uma percurssão algo subtil mas vigorosa e, como atributo maior, uma guitarra distinta e que, neste caso, ao ser tocada por Robert Johansson, alcança também alguns dos traços identitários da psicadelia.

As canções dos Case Conrad têm, portanto, um ambiente muito próprio . A abrir o disco, Lonelylightlylowshine escancara-nos as portas para um mundo que sabe a liberdade e tem o sabor da alegria dos dias cheios de luz. O tal single Copper Thief é aquela canção onde o predomínio das cordas é notório, não só no baixo que conduz a melodia, como depois na viola e na distorção da guitarra e, ainda no arranque, os arranjos feitos com instrumentos de sopros na balada Recording Of A Dream e em The Years I Spent Punkrockin são uma das marcas que também confere a este álbum a sua identidade tipicamente nórdica.

Leikko prossegue com mais um momento instrospetivo chamado Redwood mas, neste caso, bastante rico em termos de arranjos, com uma certa toada orquestral, mas depois as guitarras voltam à linha da frente no indie rock de Blueprints e numa toada um pouco mais psicadélica, em Sugar Factory, bons exemplos da produção exemplar, a cargo dos próprio Case Conrad.

Disponível para audição no bandcamp dos Case Conrad, Leikko são dez canções que descrevem locais e pessoas que marcaram a banda durante a digressão acima referida; Dos polícias de Nova Iorque, aos poetas de Nova Orleães, passando pelos bombeiros do Louisiana ou as casas típicas de Hamburgo, quase todas elas não deixam de ter uma certa toada épica, adoçicada por cordas que se escutam em qualquer altutra do ano, mas que penso que terão outro sabor se forem escutadas num dia de sol radioso e que, por saberem aquela brisa fresca que tempera os dias mais quentes sem ofuscar o brilho do sol, poderão muito bem caber num ipod a caminho de uma das nossas praias no verão que há-de, um dia, chegar. Espero que aprecies a sugestão... 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 20:40

Ava Luna - Daydream vs PRPL

Quinta-feira, 20.02.14

Naturais de Brooklyn, Nova Iorque e formados por Ethan Bassford (baixo), Felicia Douglass (voz, sintetizador) Julian Fader (bateria), Carlos Hernandez (voz, guitarra e sintetizador) e Becca Kauffman (voz, guitarra), os Ava Luna preparam-se para regressar aos discos com Electric Balloon, um trabalho que chegará aos escaparates a três de abril, via Western Vynil.

Daydream e PRPL são os dois avanços já conhecidos do disco e sonoramente algo opostos, o que demonstra o cariz eclético de uma banda que, do indie pop, ao punk e ao rock alternativo, passando pelo funk e o R&B, vale bem a pena escutar. As duas canções estão disponíveis para download gratuíto. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 16:36

Armada - Má Rês

Quinta-feira, 20.02.14

Os portugueses Armada andam a antecipar a chegada do disco de estreia, que está em processo de gravação, com a divulgação de vários telediscos de temas retirados do EP de estreia, Clássico. Depois de terem sido dado a conhecer os filmes dos singles SinceramenteBandidos do Cais e Afinal., agora chegou a vez do video para Má Rês.

De acordo com o press release do video, Má Rês leva-nos até à Avenida da Liberdade, numa viagem frenética que permite atestar a energia contagiante da banda no palco andante II do Vodafone Mexefest. Óculos escuros, atitude e cara de mau, num rock n’roll sobre rodas!

Recordo que Clássico é um EP que catapulta os Armada para a linha da frente do indie rock português, através de uma música que apresenta a sonoridade típica de um grupo que canta em português e que, dos Rolling Stones, aos Beatles, passando pelos Smiths, aposta num indie rock clássico, luminoso e vibrante, com travos de folk, mas que também não dispensa uma sonoridade urbana e clássica. É uma espécie de rock n'roll suave e ligeiro, bem disposto e divertido, que aposta em refrões orelhudos, simples mas eficazes. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 12:54

Speedy Ortiz - Real Hair EP

Quarta-feira, 19.02.14

Os Speedy Ortiz são Matt Robidoux (guitarra), Mike Falcone (bateria), Sadie Dupuis (guitarra, voz) e Darl Ferm (baixo), uma banda dos arredores de Boston que acaba de editar o EP Real Hair, um trabalho que chegou aos escaparates no passado dia onze de fevereiro, por intermédio da Carpark Records e que sucede a Major Arcana, o registo de estreia dos Speedy Ortiz. Este EP foi gravado e misturado por Paul Q. Kolderie, que já trabalhou com bandas tão importantes como os Pixies ou os Radiohead.

Real Hair tem um alinhamento com quatro temas e, como seria de esperar, é um trabalho cheio de guitarras que, do fuzz ao grunge, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no rock alternativo da década de noventa. Este é mais um daqueles álbuns feitos por quatro músicos que sonham resgatar a alma de um som com mais de vinte anos e que, muitas vezes tocado com uma certa displicência, mas sempre com uma grande dose de alma e criatividade, marcou indubitavelmente uma geração.

Os Speedy Ortiz vão diretos ao assunto com melodias certeiras, a darem vida a letras algo complexas, escritas por Dupuis, uma estudante de poesia e muito inclinada para uma elaborada introspeção. Em Oxygal impressionam pelas variadas mudanças de direção e por um clima algo denso, mas em American Horror entram nos eixos e exemplificam com precisão aquilo que pretendem e realmente são, exímios intérpretes de um noise rock cheio de guitarras distorcidas e inebriantes. Em Everything’s Bigger e Shine Terror prosseguem a demanda feita de uma complexidade instrumental e lírica que nos envolve e nos faz mergulhar numa complexa teia, tecida por uma banda que está no rumo certo para se tornar numa referência essencial do rock alternativo nos próximos anos.

Os Speedy Ortiz preparam-se para entrar em digressão com os Breeders, Stephen Malkmus & the Jicks e Los Campesinos!. Confere...

Speedy Ortiz - Real Hair EP

1. American Horror 
2. Oxygal 
3. Everything’s Bigger 
4. Shine Theory

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:01

Yuck - Another One

Quarta-feira, 19.02.14

yuck-band-interview-2013-cover2

Os Yuck lançaram Glow and Behold na segunda metade de 2013 e esse segundo disco personificou uma espécie de segunda estreia desta banda britânica já que o anterior líder da banda, Daniel Blumberg, tinha abandonado o projeto e agora é o vocalista e guitarrista Max Bloom a assumir a voz e as rédeas dos Yuck, reduzidos a trio.

A veia criativa dos Yuck continua muito ativa e foi anunciado um novo EP para a primavera intitulado Southern SkiesAthena foi o primeiro avanço conhecido desse EP e agora chegou a vez de Another One, uma canção com uns efeitos envolventes de guitarra e uma percussão cheiade vigor, perfumada pelo passado e a navegar numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 20:16

Sisyphus - Rhythm Of Devotion

Quarta-feira, 19.02.14

Sisyphus 2014 press pic

Depois de se terem estreado em 2012 com Beak & Claw, Sufjan Stevens, Son Lux e o rapper Serengeti estão de volta com o seu projeto alternativo, agora batizado de Sisyphus. Este novo grupo segue as pistas do anterior que se chamava S / S / S, ou seja, enquanto Stevens e Lux arquitetam o cenário instrumental que define as canções, cabe ao rapper Serengeti espalhar por elas um verdadeiro catálogo de rimas.

Este grupo vai regressar aos discos com um homónimo a dezoito de março, através de Asthmatic Kitty e em dezembro já tinha dado conta de Calm It Down, o primeiro avanço desse trabalho. Agora chegou a vez de divulgar Rhythm Of Devotion, mais um tema retirado desse álbum e que também aposta numa direção sonora que vai ao encontro dos anos noventa, cruzando sintetizadores e vozes, numa canção com uma forte toada nostálgica e contemplativa. Confere...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 12:54

Mode Moderne - Occult Delight

Terça-feira, 18.02.14

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Mode Moderne são um trio formado por Felix, Clint e Phillip e Occult Delight é o terceiro trabalho do grupo. Reza a lenda que para os Mode Moderne tudo começou quando, no inverno de 2008, se fecharam num pequeno estúdio de gravação a beber chá e a experimentar várias substâncias psicotrópicas ao som de New Order, Jesus and Mary Chain e OMD. Daí resultaram nove canções que deram origem ao primeiro trabalho dos Mode Moderne, Ghosts Emerging EP.

Agora, em 2014, ganha vida uma verdadeira prova de fogo para os Mount Moderne. No passado dia vinte e um de janeiro foi editado este Occult Delight e se há algo aqui não é minimamente oculto é a noção de delicadeza, transversal a todo um álbum que tem na suavidade melódica, mas falsamente ingénua, uma permissa essencial para a compreensão de todo o ideário sonoro e lírico do trabalho.

Lançado pela insuspeita Light Organ Records, Occult Delight é um verdadeiro festim para um post punk que faz escola há trinta anos, mas que, neste caso concreto, se define por uma maior abrangência e um leque mais aberto de oportunidades de escolha, ao nível instrumental e de arranjos, em suma, sustentado numa disponiblidade clara para a abertura a vários rumos sonoros. No entanto, ele não deixa de chamar todo o protagonismo para si, de forma insuspeita e sem deixar margem a dúvidas, em temas como Grudges Crossed e She, Untamed, canções onde o cariz lo fi da voz de Philip acentua ainda mais o cardápio objetivo de referências em que o post punk se firma.

O preto e o cinza são, como não podia deixar de ser, cores que se formam a partir dos nossos ouvidos, mas tem de haver do lado de cá uma mente predisposta a assimilar o conteúdo deste álbum, onde há, como já terão percebido, um tempero pop que não permite que as mesmas cores que definem dois pólos opostos assumam um estatuto predominante; Logo a abrir, em Strangle The Shadows, os Cure são ressuscitados uma vez mais do nosso ideário assim como em Baby Bunny, mas há também um esforço relevante em dar as mãos a nomes como os Interpol e os Wild Nothing em temas como Severed Heads e o homónimo, para que a simples penumbra não se instale na defesa de um género musical que lançou a sua sombra sobre o cenário musical alternativo contemporâneo quando aquela Inglaterra operária de finais de anos setenta incubou um Ian Curtis desadaptado e a remar sozinho contra a maré proletária de Manchester.

Este equilibrio cuidado que os Mode Moderne produzem e cozinharam em Occult Delight é feito com justificado propósito usando a distorção das guitarras, os arranjos e detalhes sintetizados e a voz lo fi como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de canções com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa pop mais luminosa. Espero que parecies a sugestão...

Mode Moderne - Occult Delight

01. Strangle The Shadows
02. Grudges Crossed
03. Thieving Baby’s Breath
04. Severed Heads
05. She, Untamed
06. Occult Delight
07. Time’s Up
08. Unburden Yourself
09. Dirty Dream #3
10. Baby Bunny
11. Come Sunrise
12. Running Scared

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 19:02







mais sobre mim

foto do autor


Parceria - Portal FB Headliner

HeadLiner

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Man On The Moon · Man On The Moon - Programa 425


Disco da semana 118#


Em escuta...


pesquisar

Pesquisar no Blog  

links

as minhas bandas

My Town

eu...

Outros Planetas...

Isto interessa-me...

Rádio

Na Escola

Free MP3 Downloads

Cinema

Editoras

Records Stream


calendário

Fevereiro 2014

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
232425262728

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.