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Dead Sons – The Hollers And The Hymns

Sexta-feira, 14.02.14

Naturais de Sheffield, os ingleses Dead Sons são Thomas Rowley (voz, orgão, piano, guitarras), Ryan Sellars (baixo), Mathew Byrne (percurssão, marimbas, harmónica, voz, guitarras), Joseph Green (bateria, percurssão) e Luke Baker (guitarras, orgão, piano, voz). The Hollers And The Hymns é o disco de estreia deste grupo britânico e foi lançado há quase um ano, em dezoito de fevereiro de 2013, por intermédio da Bereyt Records.

O chamado stoner rock não nasceu no Reino Unido mas nomes como os Cream, Led Zeppelin ou Black sabbath são referências fundamentais desse sub-género do rock e projetos súbditos de Sua Majestade. Os Dead Sons procuram um lugar ao sol no universo sonoro alternativo apostando nessa sonoridade e, além de não fugirem a comparações com essas bandas, também há quem os ligue aos Arctic Monkeys até porque são bandas conterrâneas em termos de cidade de proveniência.

Este disco, apesar do atraso na sua divulgação, tem uma importante relevância porque o sucesso que tem obtido no país de origem está a fazer com que a alquimia que resulta da simbiose entre o peso do rock e os riffs certeiros que definem o blues, voltem a fazer escola no Reino Unido, depois de a partir da década de noventa ter tido como principal base de desnvolvimento os estados unidos da América, sendo os Queens Of The Stone Age o expoente máximo desse reinado.

Os riffs pesados, a enorme distorção e o fuzz de Ghost Train, um tema onde duas guitarras agressivas se entrelaçam com um baixo pulsante e a voz de Thomas Rowley consegue ainda destacar-se e elevar-se acima de todo esse barulho, abrem The Hollers And The Hymns e fica desde logo claro o que nos spera nas restantes treze canções.

Na sequência, a banda mantém a toada, mas não deixa de diversificar um pouco as direções em que atira, servindo-se também de alguns contornos e da sensibilidade do indie rock, principalmente na componente melódica. Shotgun Woman é um dos pontos altos do álbum e cria um momento em que é quase impossível não se fazer comparações com a fase Humbug do Arctic Monkeys. Nesta e noutras canções, a semelhança vocal entre Rowley e Alex Turner também chama a atenção.

Os temas BangonfullturnA Love As Good As Ours e Hangman seguem o cardápio feito de guitarras barulhentas e melodias agressivas, cada uma trazendo uma perspectiva diferente do género no qual a banda se apoia para fazer as suas criações. A primeira impressiona pela métrica francamente curiosa e algo desconexa da letrea, (Pay phone- Cocaine-Sex room, Death star-Love gun- Boom, Fucking Boom!) com um ritmo acelerado e ecoante que é acompanhando por uma linha bastante grave do baixo; A segunda brinca em torno de melodia que aumenta e diminui ao ritmo da letra e a última destaca-se pelos riffs da guitarra que criam o ambiente sombrio perfeito para a letra que, logicamente, fala de um carrasco.

Temptation Pool é um dos poucos momentos de The Hollers And The Hymns em que a banda acalma, mas pouco depois voltam as parecenças com os Arctic Monkeys em Room 54, principalmente devido à bateria acelerada e a sonoridade que remete para a intersecção entre stoner rock e indie rock.

Junk Room é um tema algo curioso porque a presença constante do orgão a vaguear entre o baixo e a guitarra dá à canção uma toada algo psicadélica; No entanto, a sonoridade mais abrasiva regressa logo, na reta final, com Stuck In The MazeThe Last Man Standing At e Black Hole Machines e a herança da banda de Josh Homme mais presente do que nunca. Ainda antes do epílogo, os constantes avanços e recuos rítmicos do tema homónimo permitem respirar um pouco e o blues de Hold On fecha o disco guiado melodicamente por uma tímida guitarra que embala a voz de Rowley.

No geral The Hollers and the Hymns apresenta uma boa diversidade construída a partir do som abrasivo típico do stoner rock e ainda capta alguma acessibilidade que o indie rock proporciona, sendo este um disco feito à medida dos verdadeiros apreciadores deste tipo de sonoridade. Espero que aprecies a sugestão...

Dead Sons - The Hollers And The Hymns

01. Ghost Train
02. Shotgun Woman
03. Bangonfullturn
04. A Love As Good As Ours
05. Hangman
06. Temptation Pool
07. Room 54
08. Junk Room
09. Quest For The Fire
10. Stuck In The Maze
11. The Last Man Standing At The Nine Till Noon Inn
12. Black Hole Machines
13. The Hollers And The Hymns
14. Hold On

 

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publicado por stipe07 às 21:19

Majical Cloudz - Love Soul

Sexta-feira, 14.02.14

Escrita durante o período em que Majical Cloudz compôs Impersonator e tema tocado várias vezes em concertos do músico de promoção desse disco, Love Soul é a canção que este projeto canadiano oferece hoje, gratuitamente, juntamente com um vídeo interativo verdadeiramente espetacular e cuja experiência recomendo vivamente. Love Soul é uma canção que carrega com uma enorme aúrea doce e nostálgica, o espírito deste dia, alicerçada no posicionamento assertivo da voz de Devon e na inclusão de preciosos detalhes finos. Confere...

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publicado por stipe07 às 19:06

Thee Oh Sees - Penetrating Eye

Sexta-feira, 14.02.14

 

Ainda há poucos dias anunciei que os The Oh Sees de John Dwyer estariam numa espécie de período sabático e que Dwyer estava concentrado num novo projeto a solo chamado Damaged Bug. No entanto, nesta banda há sempre surpresas e a última é que, além do grupo estar ativo, há um novo disco praticamente pronto. O álbum chama-se Drop e irá ver a luz do dia a dezanove de abril, o próximo Record Store Day, através da Castle Face, a editora do prório Dwyer. Penetrating Eye, o visceral tema de abertura de Drop, é o primeiro single do álbum já divulgado. Confere...

Tracklist de Drop:
01 “Penetrating Eye”
02 “Encrypted Bounce”
03 “Savage Victory”
04 “Put Some Reverb On My Brother”
05 “Drop”
06 “Camera (Queer Sound)”
07 “King’s Noise”
08 “Transparent World”
09 “The Lens”

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publicado por stipe07 às 12:57






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