Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

Yumi Zouma - Yumi Zouma EP

Uma profunda delicadeza prestes a invadir os nossos ouvidos pode também chegar dos antípodas, neste caso da Nova Zelândia, um país que tem merecido algum destaque por cá, com nomes tão díspares como os The Map Room, The Phoenix Foundation ou Shocking Pinks a merecerem uma atenção contínua, além dos inevitáveis Unknown Mortal Orchestra. Os Yumi Zouma são uma nova banda desse país e que começa a ficar debaixo do meu radar, até porque parecem seguir uma orientação sonora inédita relativamente às habituais propostas locais.

Representados já pela insuspeita etiqueta norte americana Cascine, os Yumi Zouma são um trio formado por Charlie Ryder, Josh Burgess e Kim Pflaum, que se divide por Nova Iorque, Paris e Christchurch; Editaram no passado dia onze de fevereiro o seu EP de estreia e The Brae foi o primeiro avanço desse trabalho, um tema que partilhei há algumas semanas.

Com uma sonoridade próxima dos já conceituados Blouse e com forte influência dos sintetizadores que alicerçaram a dream pop dos anos oitenta, a sonoridade dos Yumi Zouma traduz uma estética essencialmente nostágica e puxa-nos para uma atmosfera muito própria e revivalista. Isso é feito com batidas sintetizadas, ajudadas por uma voz plena de sensualidade e nostalgia, num efeito que, em dezasseis minutos calmos e relaxantes, cria uma toada que também inclui um certo groove e que, apenas aparentemente, transmite uma certa inocência romântica com uma estética sonora e visual onde a noção de retro foi um conceito claramente escolhido na concepção do EP. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 13:46
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The Pains of Being Pure at Heart - Simple and Sure

Depois de se terem deixado influenciar por uma toada mais shoegaze em Belong (2011), os The Pains Of Being Pure At Heart vão infletir um pouco a sua orientação sonora e apresentar algo mais luminoso e alegre. Mestres do Indie pop, esta banda de Brooklyn, Nova Iorque, está então de regresso aos discos com Days Of Abandon, um trabalho que irá chegar aos escaparates a vinte e dois de abril. Algures onde brilharam os Lightning Seeds nos anos noventa, Simple And Sure, o primeiro avanço deste novo disco dos The Pains Of Being Pure At Heart, é já uma prova clara desta mudança, refletida em recentes declarações do vocalista Kip Berman sobre Days Of Abandon: I didn’t want to make Belonger. This album was a chance to step back from that universal style of songwriting to something that was far more personal, more in keeping with my original ideals. I wanted the music to be joyful and full of light, even if the subjects were often dark. Confere...


autor stipe07 às 12:56
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

She Sir - Go Guitars

Formados por Russell Karloff (voz, guitarra, baixo), Matthew Grusha (voz, baixo, guitarra), Jeremy Cantrell (guitarra) e David Nathan (bateria), os norte americanos She Sir são mais uma banda de Austin, no Texas, que se prepara para alcançar um lugar de relevo no universo sonoro alternativo, devido a Go Guitars, o feliz título do álbum de estreia do grupo, editado no passado dia vinte e cinco de fevereiro, por intermédio da Shelflife Records.

Depois de alguns singles e EPs que foram chamando a atenção para estes She Sir, era aguardada com alguma expetativa o primeiro longa duração desta banda texana que desde 2007 tem acumulado algumas distinções locais e presenças em listas das bandas mais promissoras do cenário alternativo de Austin. O EP de estreia Who Can Say Yes (2006), valeu aos She Sir os títulos de Best of the 2000's decade, Best of the year, e Best out of Austin, Texas.

Gravado, misturado e produzido por Erik Wofford nos estúdios Cacophony, Go Guitars são dez canções assentes numa pop com traços de shoegaze e num indie rock carregado de psicadelia. Os anos oitenta estão muito presentes e nomes como os Pylon, Felt ou The Go-Betweens são influências declaradas dos She Sir, que hoje encontrarão paralelo em nomes como os Real Estate, Pale Saints, Violens, The Chills ou os Mojave 3.

Na verdade, é fácil traçar paralelismos com todos estes nomes quando, durante a audição do disco, se percebe que há uma forte vertente experimental nas guitarras e uma certa soul na secção rítmica, dois aspetos essenciais do tratamento sonoro deixado por herança por onmes como os My Bloody Valentine ou os Fleetwood Mac.

O reverb na voz acaba por ser uma consequência lógica desta opção que logo na melancolia épica de Portrese carrega toda a componente nostágica com que os She Sir pretendem impregnar o seu ADN. A solarenga guitarra de Kissing Can Wait e a relação progressiva que o baixo e a bateria constroem em Bitter Bazaar, uma canção com um início algo inocente mas que depois ganha uma tonalidade muito vincada, são excelentes tónicos para  potenciar a capacidade de Russell Karloff, o vocalista, em soprar na nossa mente e envolvê-la com uma elevada toada emotiva e delicada, que faz o nosso espírito facilmente levitar e que provoca um cocktail delicioso de boas sensações. Esta mesma sensação ganha um fôlego ainda maior em Condesendidents, um dos singles de Go Guitars e um tema onde a voz de Karloff atinge o auge açucarado qualitativo, uma canção que ilustra o quanto certeiros e incisivos os She Sir conseguiram ser na replicação do ambiente sonoro que escolheram. Já agora, outro single de Go Guitars é Snakedow, talvez o tema mais comercial dos She Sir, a fazer recordar a pop melancólica dos Coldplay, onde uma bateria pulsante e variada e distorções agudas da guitarra são a pedra de toque do cenário melódico arquitetado. 

Instrumentalmente Mania Mantle é um dos meus destaques deste trabalho, uma canção conduzida por um baixo vibrante e uma guitarra carregada de fuzz e distorção grave, um cenário idílico para quem, como eu, aprecia alguns dos detalhes básicos da melhor psicadelia. Winter Skirt segue-lhe as pisadas, mas numa toada que privilegia a primazia da bateria, cheia de mudanças de ritmo, outro traço identitário do rock psicadélico, assim como alguns arranjos delicados feitos com a guitarra e com alguns metais quase impercetiveis.

Enquanto muitas bandas procuram a inovação na adição de uma vasta miríade de influências e tiques sonoros, que muitas vezes os confundem e dispersam enquanto calcorreiam um caminho que ainda não sabem muito bem para onde os leva, os She Sir, logo na estreia, parecem ter balizado com notável exatidão o farol que querem para o seu percurso musical. Go Guitars é um excelente disco e um dos seus maiores atributos é ser ainda apenas a base de algo ainda maior que esta banda irá desenvolver. É que se há projetos que atestam a sua maturidade pela capacidade que têm em encontrar a sua sonoridade típica e manter um alto nível de excelência, os She Sir provam já a sua maturidade na capacidade que demonstram em mutar a sua música e adaptá-la a um público ávido de novidades, que tenham algo de novo e refrescante e que as faça recordar os primórdios das primeiras audições musicais que alimentaram o seu gosto pela música alternativa. Espero que aprecies a sugestão...

 

Discografia dos She Sir:

Fev. 2014 - Go Guitars CD/LP [Shelflife Records]
Jul. 2012 - You Could Be Tiger digital-only single [s/r]
Jul. 2010 - Ev'ry Thing In Paris CD, Import compilation [Happy Prince Records]
Jan. 2010 - Yens EP, 7" vinyl [s/r]
Set. 2006 - Who Can't Say Yes CD/EP [s/r]

She Sir - Go Guitars

01. Portese

02. Kissing Can Wait
03. Bitter Bazaar
04. Warmwimming
05. Mania Mantle
06. Winter Skirt
07. Snakedom
08. He’s Not A Lawyer, It’s Not A Company
09. Condensedindents
10. Continually Meeting On The Sidewalk Of My Door


autor stipe07 às 21:53
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Fear Of Men - Luna

Os britânicos Fear of Men preparam-se para lançar o seu novo longa duração intitulado Loom, no próximo dia vinte e dois de abril por intermédio da Kanine, um disco que terá direito a uma edição de luxo em vinil no próximo Record Store Day.

Luna é o primeiro single oficial retirado de Loom, uma canção que nos leva a salivar por Loom, tal é a beleza dos arranjos simultaneamente deslumbrantes e delicados da canção, ampliada pela cândura da voz de Jessica Weiss. O tema ganha um tom fortemente frágil e uma atmosfera verdadeiramente sublime quando Weiss entrega-se de corpo e alma à canção enquanto canta alguns dos versos mais intrincados e emocionais que pudemos escutar ultimamente (What you want is bleached out by the sun, my weakness, is waiting, couldn’t even shake what I’ve become, I hate this, I hope you know that).

Loom poderá muito bem vir a ser um dos melhores álbuns de dream pop de 2014. Confere...


autor stipe07 às 17:13
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Erlend Øye - Fence Me In

Não há confirmação oficial sobre uma possível rutura no seio dos Kings Of Convenience, mas a verdade é que a dupla norueguesa não lançou mais material inédito depois do terceiro disco do projeto, Declaration Of Dependence, editado em 2009. Se isso sucedeu é uma pena porque os Kings Of Convenience, nos três álbuns que lançaram, criaram alguma da música mais bonita que se ouviu na última década.

Erlend Øye, uma das metades da dupla e que também integra o projeto Whitest Boy Alive, prepara-se para lançar um disco a solo chamado Legao, um trabalho que chegará aos escaparates lá para maio, por intermédio da Bubbles Records, algo que não acontecia desde 2003, ano em que lançou Unrest.

Legao foi gravado em Reiquiavique, capital da Islândia, nos estúdios da banda Hjalmar, que também participa no disco. Fence Me In é o primeiro avanço conhecido de Legao, um tema que cruza uma belíssima indie pop acústica com traços identitários da bossa nova e com aquele caraterístico travo ambiental nórdico. Confere...


autor stipe07 às 12:45
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

Shocking Pinks - Guilt Mirrors

Natural de Christchurch, na Nova Zelândia, Nick Harte é o grande mentor do projeto Shocking Pinks, que está de regresso com novidades, seis anos depois do último trabalho, por sinal um homónimo. Guilt Mirrors é o nome do novo longa duração dos Shocking Pinks, um triplo álbum editado pela norte americana Stars & Letters Records, no passado dia dezoito de fevereiro. Guilt Mirrors é um conjunto de temas que Nick compôs e gravou após a ressaca do terramoto de 2011 e que afetou imenso a sua cidade natal. Harte isolou-se em sua casa e, de acordo com o próprio, esteve vários dias sem dormir, durante os quais gravou material suficiente para quase uma dezena de discos. Guilt Mirrors foi produzido por Mark McNeill.

Se Shocking Pinks (2007) impressionou por ter dezassete músicas em apenas quarenta e cinco minutos, Guilt Mirrors são cento e sessenta minutos que, usando um termo comparativo gastronómico até porque, na minha opinião, a música é um belo alimento para o espírito, se saboreiam como se estivessemos a degustar uma belíssima caldeirada, feita com as mais variadas espécies sonoras que, no final, sabem a um eletropop lo fi, cozinhado por um Chef de renome, no aconchego do seu quarto. E, à semelhança do que muitos profissinais da gastronomia fazem quando visitamos o local onde fazem magia com os alimentos, em Guilt Mirrors também somos convidados a entrar, neste caso no quarto de Nick, tal é a clareza com que conseguimos imaginar toda a pafernália de que o músico se serviu para gravar todas estas canções e como ele convive, naturalmente, no meio de todo esse arsenal, como se fosse parte integrante do seu próprio eu.

Não é de estranhar que Nick se sirva de uma espécie de cliché para dizer que o seu quarto é o seu mundo e onde se sente realizado e feliz, já que os Shocking Pinks são o som de alguém que está acordado e a compôr música madrugada dentro ou sem horário definido, enquanto navega por outros interesses pessoais, sem a noção exata se a cama será, obrigatoriamente, um paradeiro a visitar antes do nascer do sol. Entende-se esta postura num país feito uma ilha vulcânicamente instável, em pleno hemisfério sul, encurralado entre a Austrália e a Antártida, uma espécie de Islândia dos antípodas que convida ao isolamento. Por lá, tudo acontece calmamente, o stress é uma miragem e o gosto pela experimentação, no que diz respeito à música, quase que uma imposição climática.

Este ambiente sonoro fica exposto em Not Gambling, o primeiro single retirado desta vasta coleção de canções distribuida pelas três rodelas de Guilt Mirrors, um tema com uma elevada toada experimental, que impressiona pela percussão eletrónica, pela voz sintetizada e pelo refrão verdadeiramente hipnótico (not gambling now, no she ain’t gambling now). Outro dos grandes destaques desta volumosa coleção de canções é St Louisuma obra prima musicada que conta com a participação especial de Gemma Syme na voz e que mantém na arquitetura minimalista um princípio de transformação para a obra de Harte. Etérea, a canção parece desacelerar o universo de bandas como Chromatics, substituindo a avalanche de sintetizadores por um agregado leve de guitarras. Outros temas desta vasta coleção de canções, como LV VS SX, Get in There Bitch e SoapsuddS, podem ser descritos de acordo com o mesmo referencial que faz do ruído uma peça fundamental de um cozinhado algo agridoce, mas apetitoso e melódico.

cantor e compositor Nick Harte já havia tornado os Shocking Pinks num dos projetos mais significativos da música kiwi quando lançou o seu disco homónimo em 2007. Mas esta nova coleção de referências que passeiam pelo dream pop, o rock alternativo e a psicadelia lo fi, elevam-no a um novo patamar de excelência. Espero que aprecies a sugestão...

Guilt Mirrors I
01 “GUN NEST”
02 “Not Gambling”
03 “DOUBLEVISIONVERSION”
04 “Ten Years”
05 “My Best Friend”
06 “SoapsuddS”
07 “Love Projection” (Dedicated to Jerry Fuchs)
08 “What’s Up With That Girl?” (Featuring Ashlin Frances Raymond/Arkitype)
09 “Vendetta” (Featuring Designer Violence)
10 “Swam”
11 “therearenorivershere”
12 “Few Skeletons”

Guilt Mirrors II
01 “LV VS SX” (Featuring Ashlin Frances Raymond)
02 “Motel”
03 “Hardfuck”
04 “(take me) Lower”
05 “St Louis” (Featuring Gemma Syme)
06 “Glass Slippers”
07 “BEYOND DREAMS”
08 “Hardfuck” (remix by Tristen R Deschain)
09 “Get In There Bitch”

Guilt Mirrors III
01 “A Million Times”
02 “Slightly Killed” (Featuring Arkitype)
03 “Chorus Girls”
04 “Working Holiday”
05 “Looks Black Rain”
06 “B & B”
07 “Translation”
08 “Hospital Garden”
09 “Out of Town Girl”
10 “BLISS”
11 “eleven”
12 “dance the dance electric”
13 “Black Rain Looks”


autor stipe07 às 19:09
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Fleeting Youth Records Vol. 1

Uma das etiquetas mais interessantes do cenário indie norte americano é a Fleeting Youth Records, editora que acaba de lançar no bandcamp a sua primeira compilação, que inclui no alinhamento nomes tão interessantes como os Passenger Peru, Dirty River, Clouder, The Chelsea Kills, Habits, Pink Mexico, CHAMP, Big Bill, Mumblr, Zaleski, ou Slippertails, entre outros.
Disponível para download gratuíto, com a possibilidade de doares um valor pela mesma, esta coleção de trinta e quatro canções com grupos de locais tão díspares dos Estados Unidos da américa como Nova Iorque, Boston, Austin, Los Angeles ou Nashville, está cheia de algum do melhor punk rock, carregado de fuzz, distorção e experimentalismo que se vai fazendo no cenário mais alternativo do outro lado do atlântico.
Algumas canções já foram editadas pelos respetivos autores, outras são ainda demos ou material inédito, onde se inclui algumas bandas que vão tocar numa festa que a Fleeting Youth Records está a organizar para o próximo dia treze de março e que vai decorrer no The Howl, em Austin, no Texas, localidade onde a editora está sedeada. Confere a compilação abaixo e o cartaz da festa acima...

 

 


autor stipe07 às 12:55
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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

The Notwist – Close To The Glass

Considerados por muitos como os pais do indie rock, os The Notwist, liderados pelos irmãos Archer, estão de regresso aos lançamentos discográficos com Close to The Glass, um trabalho editado ontem, dia vinte quatro de fevereiro, por intermédio da City Slang, na Europa. Os próprios The Notwist produziram o disco, que tem doze canções e sucede a The Devil, You + Me, álbum lançado em 2008. A produção é mesmo uma das mais valias deste disco já que, seja entre o processo dos primeiros arranjos, até à manipulação geral do álbum, tudo soa muito polido e nota-se a preocupação por cada mínimo detalhe, o que acaba por gerar num resultado muito homogéneo e conseguido.

Logo a abrir, Signals deixa-nos todas as pistas que precisamos de seguir para entender o conteúdo sonoro deste álbum. É como se os The Notwist tivessem, de forma muito calculada, agregado numa mesma canção as diferentes pistas que nos preparam para uma viagem única e de algum modo hipnótica por um universo sonoro que os carateriza e cada vez mais dominado pela eletrónica.

O minimalismo é uma arma que os The Notwist utilizam com particular mestria. Conseguem ser concisos e diretos, separar bem os diferentes sons e mantê-los isolados e em posição de destaque, durante o processo de construção dos diferentes puzzles que dão substância às canções. Logo no início, o single homónimo destaca-se pela percussão, com as palmas e o efeito de uma corda a conferirem um ambiente algo tribal à canção.

Quando parecemos positivamente condenados a usufruir de um banquete com um cardápio sintético, surgem as cordas e a guitarra luminosa cheia de distorção de Kong para provar que os The Notwist também gostam de piscar o olho ao indie rock psicadélico e a sonoridades mais orgânicas; Esta é aquela canção que todos os grandes discos têm e que também serve para exaltar a qualidade dos mesmos, principalmente quando se desviam um pouco do rumo sonoro geral do trabalho. Into Another Tune serve-se de um violino e alguns metais para fazer virar de novo agulhas, mas agora, ainda num ambiente orgânico e indie, para o momento introspetivo chamado Casino, dominado pelo simpes dedilhar de uma guitarra, que cria uma lindíssima folk acústica com um forte pendor espiritual e reflexivo. Quase no fim do disco, Steppin' In serve-se da mesma fórmula, cúmplice, madura e melodicamente acessível.

From One Wrong Place To The Next devolve-nos ao ambiente sintético do início, uma sucessão de detalhes sonoros catárticos devido à batida, em busca de uma psicadelia que só uma guitarra picada a lançar-se sobre o avanço lento mas infatigável de um corpo eletrónico que também usa a voz como camada sonora, consegue proporcionar. Seven Hour Drive tem um certo travo a punk rock à antiga, misturado com o melhor do rock britânico dos anos noventa, proposto pela psicadelia dos Spiritualized e Spacemen 3. O minimalismo regressa em Run, Run, Run, tema onde quer Moby quer os Massive Attack certamente sentirão um enorme arrepio quando escutarem a ambiência sonora e os loops da voz e de alguns metais.

Close To The Glass é a demonstração clara de uma banda que quer aventurar-se, colocar de lado a sonoridade que habitualmente a carateriza e optar por criações sonoras mais versáteis, uma fórmula legítima e louvável já que as boas bandas são aquelas que estão sempre abertas a encontrar um sopro de renovação. De uma eletrónica cheia de elementos do krautrock, passando pelo hip hop mais negro, o indie rock e o jazz progressivo, Close To The Glass é um verdadeiro caldeirão onde a voz quase sussurrada de Markus Archer é fundamental para a toada simultaneamente subtil e deslumbrante de um disco onde cada elemento é cuidadosamente tratado e minuciosamente carregado de vida. Espero que aprecies a sugestão...

The Notwist - Close To The Glass

01. Signals
02. Close To The Glass
03. Kong
04. Into Another Tune
05. Casino
06. From One Wrong Place To The Next
07. Seven Hour Drive
08. The Fifth Quarter Of The Globe
09. Run Run Run
10. Steppin’ In
11. Lineri
12. They Follow Me

 


autor stipe07 às 20:57
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Coldplay - Midnight

A banda de Chris Martin parece que tem finalmente novidades importantes, nomeadamente a confirmação do sexto álbum da carreira desta banda britânica, lá para o ocaso de 2014.

Hoje foi revelado um novo tema do grupo intitulado Midnight e ainda não há confirmação oficial se fará parte do alinhamento deste disco ainda sem nome confirmado. A canção tem uma forte tonalidade ambiental, etérea e espacial, parecendo conduzir os Coldplay por caminhos mais introspetivos. no entanto, há que ter em conta a possibilidade de esta canção ser apenas uma demo e não a versão definitiva do tema. Seja como for, se me é permitida a opinião, os Coldplay não mexiam mais no tema. Confere...


autor stipe07 às 19:17
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Protomartyr - Come & See

Naturais de Detroit, os norte americanos Protomartyr são Joe Casey (voz), Greg Ahee (guitarra), Alex Leonard (bateria) e Scott Davidson (baixo), todos eles antigos membros dos Butt Babies, excepto Casey. Está é uma banda com uma atitude tipicamente punk, que se prepara para lançar, a oito de abril próximo, Under Color Of Official Right, por intermédio da Hardly Art. Esse será o segundo disco do grupo e o primeiro nesta etiqueta; A banda tinha-se estreado em 2012 na etiqueta Urinal Cake com um disco intitulado No Passion All Technique e no ano passado editou Colpi Proibiti, mas através da X! Records.

Scum, Rise! foi o primeiro avanço para Under Color Of Official Right e agora chegou a vez de Come & See, mais uma excelente amostra da típica sonoridade dos Protomartyr, uma banda famosa localmente por não dar grande importância à crítica ou aquilo que os outros acham da sua música, carregada de traços típicos de um post punk cheio de energia e tensão. É um rock musculado e abrasivo, direto e incisivo, que neste caso deu particular importância à componente melódica e que, também por causa da voz, nos remete para a fase mais rugosa do australiano Nick Cave. O tema está disponível para download gratuito. Confere...


autor stipe07 às 17:04
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The Horrors - I See You

Sem editar nenhum disco desde o excelente Skying (2011), os britânicos The Horrors de Faris Badwan preparam-se para voltar às luzes da ribalta com Luminous, um trabalho que será editado no próximo dia cinco de maio.

Faris, o vocalista, já confessou que este é um álbum que deu imenso gozo à banda compôr e que, de todos os discos lançados até hoje pelos The Horrors, é aquele em que coloca maiores expetativas, principalmente porque ampliaram o cardápio sonoro do grupo com mais sintetizadores e criaram um som mais amplo e elaborado. I See You, o primeiro avanço divulgado de Luminous, é uma canção com os habituais ingredientes desta banda britânica, mas percebe-se que há, realmente, uma maior primazia da vertente sintética em relação à orgânica das guitarras. Confere...


autor stipe07 às 12:44
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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

Abram Shook – Sun Marquee

A ideia romântica da busca espiritual do nosso âmago sempre fez parte do imaginário de quem desde muito cedo se habituou a ser sistematicamente auto reflexivo e a exigir mais do que o normal quer de si próprio quer do mundo que o rodeia. Natural de Austin, no Texas, o norte americano Abram Shook desde muito novo sentiu alguma difculdade em perceber qual o seu lugar neste mundo e, tendo a felicidade de ter condições materiais para isso, aventurou-se pelo mundo numa odisseia espiritual que da América do Sul a excursões de surf na indonésia possibilitaram-lhe absorver várias culturas e perceber outras realidades.

Abram cresceu em Santa Cruz, na Califórnia, onde estudou jazz e depois mudou-se para Portland e Boston, onde tocou em várias bandas, com destaque para os The Great Nostalgic e foi, assim, alimentando o seu gosto pela música. Estas duas facetas, a musical e a de viajante, acabaram por se conjugar e servir de inspiração para Sun Marquee, o registo de estreia deste músico, que chegou aos escaparaters no passado dia vinte e um de janeiro por intermédio da Western Vinyl.

Com um registo tão vasto de bandas em que tocou e com o jazz como elemento base da sua formação musical, é natural que Sun Marquee seja marcado pela abordagem a diferentes géneros musicais, ainda por cima quando o próprio músico se confessa influenciado por outros nomes que são referências de géneros musicais diversos, nomeadamente Shuggie Otis, Serge Gainsbourge ou o brasileiro Chico Buarque

Assim, Sun Marquee é um desfile de lições musicais aprendidas e questões pessoais por responder através de uma acessível coleção de canções pop. Logo na abertura, a luminosidade de Recovery é um convite amigável para descobrirmos a intimidade de um músico que se expôe intensamente em temas como Coastal, um dos singles do disco e onde a distorção da guitarra conjugada com o ritmo tranquilo torna evidente a aproximação a Gainsbourg, algo também percetível no orgão celestial e nos delicados arranjos de metais da introspetiva Hangover. As belas harmonias e a fantástica percussão de In Mind assim como a primazia da guitarra em Lifeguard são outros instantes deste disco que, juntamente com o foco que Abram coloca na componente metafórica e emotiva das suas letras, nos fazem sentir recompensado pela descoberta de Sun Marquee.

Abram prefere relatar com particular minúcia instantes isolados e acontecimentos concretos, do que propriamente alongar-se em narrativas de cariz mais geral e vago, o que faz com que seja fácil perceber o cariz quase auto biográfico do disco e os momentos da sua vida em que se inspirou para escrever.

Abram é, nitidamente, um viajante que gosta de explorar o mundo musicalmente e dos sons que cria extrair diferentes sensações. Ele tem a pop como guia espiritual e comete o pecado da gula quando se serve de um imenso cardápio que, do jazz, à música latina, passando pelo indie rock e a psicadelia, faz dele um dos mais interessantes novos projetos a solo do universo cenário musical indie atual. Espero que aprecies a sugestão...

Abram Shook - Sun Marquee

01. Recovery
02. In Mind
03. Distance
04. Taken
05. Hangover
06. Coastal
07. Crush
08. Lifeguard
09. Black Submarine
10. Tribe (Bonus Track)
11. Summer Fools (Bonus Track)

 


autor stipe07 às 21:17
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Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Total Slacker - Slip Away

Naturais de Brooklyn, Nova Iorque e formados por Emily (baixo e voz), Zoe Brecher (bateria), Tucker Rountree (guitarra e voz) e David Tassy (guitarra), os Total Slacker acabam de editar Slip Away, um álbum que viu a luz do dia a onze de fevereiro por intermédio da Black Bell Records e que sucede a Trashin' , um disco que a banda editou em 2011 e onde a temática girava em redor de algumas das caraterísticas mais emblemáticas dos anos noventa. Entre estes dois discos os Total Slacker perderam Terence Connor, o primeiro baterista do grupo, falecido em dezembro de 2012 devido a um acidente de bicicleta, quando tinha apenas vinte e quatro anos.

Três anos depois de Trashin', os Total Slacker querem mostrar uma nova faceta mais visualmente renovada contemporânea e adulta, certamente também devido ao infortúnio que sofreram. Mas os anos noventa continuam a estar muito presentes, nomeadamente no conteúdo sonoro, com a guitarra agora a ter uma toada mais psicadélica, alongando-se nos solos que terminam quase sempre em enormes quantidades de fuzz e distorção e toda a banda a criar uma massa densa de sons.

Apesar de durar apenas trinta e sete minutos, a verdade é que esta aposta firme no predomínio da guitarra faz com que as canções pareçam um pouco mais longas, com momentos bastante enérgicos e que apostam fortemente numa sonoridade elaborada e a tentar ser comprometida com um indie rock criativo e maduro, sendo Super Big Gulp um excelente exemplo dessa busca de renovação.

Mas é difícil levar estes Total Slacker totalmente a sério quando escrevem depreciativamente sobre o namorado de uma babysitter (Fight the Babysitter Boyfriend) e tocam essa letra sobre um épico solo de guitarra, ou quando repetem a receita numa canção que fala explicitamente sobre as habilidades sexuais que é possível qualquer pessoa praticar a solo (Touch Yrself).

Thighmaster é contida e contêm referências mais nostálgicas e comtemplativas, sem nada de relevante a assinalar em termos liricos, mas depois a polémica regressa quando, em Who Killed Kennedy, os Total Slacker lançam uma teia de novas teorias conspiratórias inusitadas acerca do assassinato de JFK, que envolvem a prória rede social facebook.

Um dos destaques do disco acaba por ser See Right Through, uma canção onde a simbiose entre o baixo e a guitarra é perfeita e as letras encaixam com mestria no registo vocal anasalado de Rountree. Mas também há que ouvir com afinco Keep The Ships At Bay, mais uma canção assente num garage rock lo fi, visceral e vibrante e que mistura elemenos típicos do grunge com a crueza do punk rock.

Os Total Slacker têm um apetite particular pela abordagem a alguns dos aspetos mais icónicos da realidade cultural norte americana e de os cruzar com detalhes surreais, procurando assim convencer que merecem ser levados a sério e tidos em conta no espetro sonoro em que se inserem. E, na verdade, Slip Away é um verdadeiro caldeirão de influências que nos transporta para uma espiral sonora onde a percurssão rápida, uma voz pujante e o fuzz das guitarras fazem destes Total Slacker um dos projetos mais interessantes de seguir no indie rock atual. Confere...

01. Satisfied
02. Who Killed Kennedy
03. Touch Yrself
04. Would If I Could
05. Out of Body Experience
06. Fight the Babysitter Boyfriend
07. Keep The Ships At Bay
08. See Right Through
09. Super Big Gulp
10. Thighmaster
11. Sometimes You Gotta Die

 

 


autor stipe07 às 13:04
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Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

Case Conrad - Leikko

Os Case Conrad são uma banda de indie pop sueca, formada por Gustav Haggren (voz e guitarra), Per Henrik Adolfsson (voz e guitarra), Robert Johansson (guitarra, orgão e sintetizador), Petter Bengtsson (bateria, percussão e voz), Vasco Batista (baixo, voz) e Carl-Johan Elger (sintetizadores, trompete). Depois do sucesso alcançado com Dew Point, um disco editado em 2010 e que possibilitou aos Case Conrad uma digressão pela Europa e pelos Estados Unidos, esta espécie de super grupo, porque integra elementos provenientes de outras bandas, resolveu deitar mãos à obra e lançar mais uma coleção de canções, que viram a luz do dia a catorze de fevereiro último.

A indie pop luminosa típica do norte da Europa é a grande pedra de toque de Leikko. Os ingredientes estão cá todos; Melodias aditivas que alcançam o auge no single Copper Thief, uma percurssão algo subtil mas vigorosa e, como atributo maior, uma guitarra distinta e que, neste caso, ao ser tocada por Robert Johansson, alcança também alguns dos traços identitários da psicadelia.

As canções dos Case Conrad têm, portanto, um ambiente muito próprio . A abrir o disco, Lonelylightlylowshine escancara-nos as portas para um mundo que sabe a liberdade e tem o sabor da alegria dos dias cheios de luz. O tal single Copper Thief é aquela canção onde o predomínio das cordas é notório, não só no baixo que conduz a melodia, como depois na viola e na distorção da guitarra e, ainda no arranque, os arranjos feitos com instrumentos de sopros na balada Recording Of A Dream e em The Years I Spent Punkrockin são uma das marcas que também confere a este álbum a sua identidade tipicamente nórdica.

Leikko prossegue com mais um momento instrospetivo chamado Redwood mas, neste caso, bastante rico em termos de arranjos, com uma certa toada orquestral, mas depois as guitarras voltam à linha da frente no indie rock de Blueprints e numa toada um pouco mais psicadélica, em Sugar Factory, bons exemplos da produção exemplar, a cargo dos próprio Case Conrad.

Disponível para audição no bandcamp dos Case Conrad, Leikko são dez canções que descrevem locais e pessoas que marcaram a banda durante a digressão acima referida; Dos polícias de Nova Iorque, aos poetas de Nova Orleães, passando pelos bombeiros do Louisiana ou as casas típicas de Hamburgo, quase todas elas não deixam de ter uma certa toada épica, adoçicada por cordas que se escutam em qualquer altutra do ano, mas que penso que terão outro sabor se forem escutadas num dia de sol radioso e que, por saberem aquela brisa fresca que tempera os dias mais quentes sem ofuscar o brilho do sol, poderão muito bem caber num ipod a caminho de uma das nossas praias no verão que há-de, um dia, chegar. Espero que aprecies a sugestão... 


autor stipe07 às 20:40
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Ava Luna - Daydream vs PRPL

Naturais de Brooklyn, Nova Iorque e formados por Ethan Bassford (baixo), Felicia Douglass (voz, sintetizador) Julian Fader (bateria), Carlos Hernandez (voz, guitarra e sintetizador) e Becca Kauffman (voz, guitarra), os Ava Luna preparam-se para regressar aos discos com Electric Balloon, um trabalho que chegará aos escaparates a três de abril, via Western Vynil.

Daydream e PRPL são os dois avanços já conhecidos do disco e sonoramente algo opostos, o que demonstra o cariz eclético de uma banda que, do indie pop, ao punk e ao rock alternativo, passando pelo funk e o R&B, vale bem a pena escutar. As duas canções estão disponíveis para download gratuíto. Confere...


autor stipe07 às 16:36
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Armada - Má Rês

Os portugueses Armada andam a antecipar a chegada do disco de estreia, que está em processo de gravação, com a divulgação de vários telediscos de temas retirados do EP de estreia, Clássico. Depois de terem sido dado a conhecer os filmes dos singles SinceramenteBandidos do Cais e Afinal., agora chegou a vez do video para Má Rês.

De acordo com o press release do video, Má Rês leva-nos até à Avenida da Liberdade, numa viagem frenética que permite atestar a energia contagiante da banda no palco andante II do Vodafone Mexefest. Óculos escuros, atitude e cara de mau, num rock n’roll sobre rodas!

Recordo que Clássico é um EP que catapulta os Armada para a linha da frente do indie rock português, através de uma música que apresenta a sonoridade típica de um grupo que canta em português e que, dos Rolling Stones, aos Beatles, passando pelos Smiths, aposta num indie rock clássico, luminoso e vibrante, com travos de folk, mas que também não dispensa uma sonoridade urbana e clássica. É uma espécie de rock n'roll suave e ligeiro, bem disposto e divertido, que aposta em refrões orelhudos, simples mas eficazes. Confere...


autor stipe07 às 12:54
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Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

Speedy Ortiz - Real Hair EP

Os Speedy Ortiz são Matt Robidoux (guitarra), Mike Falcone (bateria), Sadie Dupuis (guitarra, voz) e Darl Ferm (baixo), uma banda dos arredores de Boston que acaba de editar o EP Real Hair, um trabalho que chegou aos escaparates no passado dia onze de fevereiro, por intermédio da Carpark Records e que sucede a Major Arcana, o registo de estreia dos Speedy Ortiz. Este EP foi gravado e misturado por Paul Q. Kolderie, que já trabalhou com bandas tão importantes como os Pixies ou os Radiohead.

Real Hair tem um alinhamento com quatro temas e, como seria de esperar, é um trabalho cheio de guitarras que, do fuzz ao grunge, explodem em elevadas doses de distorção, com raízes no rock alternativo da década de noventa. Este é mais um daqueles álbuns feitos por quatro músicos que sonham resgatar a alma de um som com mais de vinte anos e que, muitas vezes tocado com uma certa displicência, mas sempre com uma grande dose de alma e criatividade, marcou indubitavelmente uma geração.

Os Speedy Ortiz vão diretos ao assunto com melodias certeiras, a darem vida a letras algo complexas, escritas por Dupuis, uma estudante de poesia e muito inclinada para uma elaborada introspeção. Em Oxygal impressionam pelas variadas mudanças de direção e por um clima algo denso, mas em American Horror entram nos eixos e exemplificam com precisão aquilo que pretendem e realmente são, exímios intérpretes de um noise rock cheio de guitarras distorcidas e inebriantes. Em Everything’s Bigger e Shine Terror prosseguem a demanda feita de uma complexidade instrumental e lírica que nos envolve e nos faz mergulhar numa complexa teia, tecida por uma banda que está no rumo certo para se tornar numa referência essencial do rock alternativo nos próximos anos.

Os Speedy Ortiz preparam-se para entrar em digressão com os Breeders, Stephen Malkmus & the Jicks e Los Campesinos!. Confere...

Speedy Ortiz - Real Hair EP

1. American Horror 
2. Oxygal 
3. Everything’s Bigger 
4. Shine Theory


autor stipe07 às 21:01
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Yuck - Another One

yuck-band-interview-2013-cover2

Os Yuck lançaram Glow and Behold na segunda metade de 2013 e esse segundo disco personificou uma espécie de segunda estreia desta banda britânica já que o anterior líder da banda, Daniel Blumberg, tinha abandonado o projeto e agora é o vocalista e guitarrista Max Bloom a assumir a voz e as rédeas dos Yuck, reduzidos a trio.

A veia criativa dos Yuck continua muito ativa e foi anunciado um novo EP para a primavera intitulado Southern SkiesAthena foi o primeiro avanço conhecido desse EP e agora chegou a vez de Another One, uma canção com uns efeitos envolventes de guitarra e uma percussão cheiade vigor, perfumada pelo passado e a navegar numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Confere...


autor stipe07 às 20:16
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Sisyphus - Rhythm Of Devotion

Sisyphus 2014 press pic

Depois de se terem estreado em 2012 com Beak & Claw, Sufjan Stevens, Son Lux e o rapper Serengeti estão de volta com o seu projeto alternativo, agora batizado de Sisyphus. Este novo grupo segue as pistas do anterior que se chamava S / S / S, ou seja, enquanto Stevens e Lux arquitetam o cenário instrumental que define as canções, cabe ao rapper Serengeti espalhar por elas um verdadeiro catálogo de rimas.

Este grupo vai regressar aos discos com um homónimo a dezoito de março, através de Asthmatic Kitty e em dezembro já tinha dado conta de Calm It Down, o primeiro avanço desse trabalho. Agora chegou a vez de divulgar Rhythm Of Devotion, mais um tema retirado desse álbum e que também aposta numa direção sonora que vai ao encontro dos anos noventa, cruzando sintetizadores e vozes, numa canção com uma forte toada nostálgica e contemplativa. Confere...

 


autor stipe07 às 12:54
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

Mode Moderne - Occult Delight

Oriundos de Vancouver, no Canadá, os Mode Moderne são um trio formado por Felix, Clint e Phillip e Occult Delight é o terceiro trabalho do grupo. Reza a lenda que para os Mode Moderne tudo começou quando, no inverno de 2008, se fecharam num pequeno estúdio de gravação a beber chá e a experimentar várias substâncias psicotrópicas ao som de New Order, Jesus and Mary Chain e OMD. Daí resultaram nove canções que deram origem ao primeiro trabalho dos Mode Moderne, Ghosts Emerging EP.

Agora, em 2014, ganha vida uma verdadeira prova de fogo para os Mount Moderne. No passado dia vinte e um de janeiro foi editado este Occult Delight e se há algo aqui não é minimamente oculto é a noção de delicadeza, transversal a todo um álbum que tem na suavidade melódica, mas falsamente ingénua, uma permissa essencial para a compreensão de todo o ideário sonoro e lírico do trabalho.

Lançado pela insuspeita Light Organ Records, Occult Delight é um verdadeiro festim para um post punk que faz escola há trinta anos, mas que, neste caso concreto, se define por uma maior abrangência e um leque mais aberto de oportunidades de escolha, ao nível instrumental e de arranjos, em suma, sustentado numa disponiblidade clara para a abertura a vários rumos sonoros. No entanto, ele não deixa de chamar todo o protagonismo para si, de forma insuspeita e sem deixar margem a dúvidas, em temas como Grudges Crossed e She, Untamed, canções onde o cariz lo fi da voz de Philip acentua ainda mais o cardápio objetivo de referências em que o post punk se firma.

O preto e o cinza são, como não podia deixar de ser, cores que se formam a partir dos nossos ouvidos, mas tem de haver do lado de cá uma mente predisposta a assimilar o conteúdo deste álbum, onde há, como já terão percebido, um tempero pop que não permite que as mesmas cores que definem dois pólos opostos assumam um estatuto predominante; Logo a abrir, em Strangle The Shadows, os Cure são ressuscitados uma vez mais do nosso ideário assim como em Baby Bunny, mas há também um esforço relevante em dar as mãos a nomes como os Interpol e os Wild Nothing em temas como Severed Heads e o homónimo, para que a simples penumbra não se instale na defesa de um género musical que lançou a sua sombra sobre o cenário musical alternativo contemporâneo quando aquela Inglaterra operária de finais de anos setenta incubou um Ian Curtis desadaptado e a remar sozinho contra a maré proletária de Manchester.

Este equilibrio cuidado que os Mode Moderne produzem e cozinharam em Occult Delight é feito com justificado propósito usando a distorção das guitarras, os arranjos e detalhes sintetizados e a voz lo fi como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de canções com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa pop mais luminosa. Espero que parecies a sugestão...

Mode Moderne - Occult Delight

01. Strangle The Shadows
02. Grudges Crossed
03. Thieving Baby’s Breath
04. Severed Heads
05. She, Untamed
06. Occult Delight
07. Time’s Up
08. Unburden Yourself
09. Dirty Dream #3
10. Baby Bunny
11. Come Sunrise
12. Running Scared


autor stipe07 às 19:02
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