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Warpaint - Warpaint

Terça-feira, 21.01.14

Theresa Wayman, Emily Kokal, Jenny Lee Lindberg e Stella Mozgawa estão de regresso com Warpaint, um título feliz para batizar o segundo disco da banda, já que, tendo em conta o seu conteúdo, este parece ser um trabalho que vem mesmo do interior da alma mais sincera e verdadeira das Warpaint, quatro miúdas que se enfiaram vários meses numa pequena casa para darem  à luz doze canções cheias de uma fragilidade incrivelmente sedutora. Joshua Tree é o nome de uma região desértica na costa oeste dos Estados Unidos da América e onde fica essa tal casa, um local batizado com esse nome por mórmons que acreditavam que as abundantes árvofres que aí existiam eram um sinal de Joshua indicando a terra prometida aos pioneiros que aí chegavam no século XVIII.

As Warpaint fugiram de uma Los Angeles artificial e onde grande parte da população vive uma vida inteira na ilusão de que nessa cidade dos anjos está a terra prometida onde relizarão todos os sonhos para, no contacto com a verdadeira natureza, criarem este belíssimo trabalho, o sucessor de The Fool, o álbum de estreia e que também tinha visto a luz do dia por intermédio da Rough Trade.

O imenso deserto de Joshua Tree foi o local perfeito para as Warpaint livrarem-se de todas as más influências e criarem algo genuíno. Com a ajuda de Flood, um mestre em retirar o melhor do verdadeiro espírito de uma banda, algo que nomes tão importante como os Sigur Rós, Nick Cave ou PJ Harvey podem comprovar, as quatro miúdas deixaram as guitarras, o baixo e a bateria seguirem a sua dinâmica natural e assumirem uma faceta mais negra e obscura do que a estreia, para criar um álbum tipicamente rock, esculpido com cordas ligas à eletricidade, mas com uma certa timidez que não é mais do que um assomo de elegância contida, uma exibição consciente de uma sapiência melódica.

Os acordes iniciais de Warpaint são perfeitos para percebermos o que nos espera nos próximos quarenta minutos. Aguarda-nos belíssimas letras entrelaçadas com deliciosos acordes e melodias minusiosamente construídas com diversas camadas de instrumentos. A escrita carrega uma sobriedade sentimental que acaba por servir de contraponto a uma sonoridade algo sombria e, em alguns instantes, tipicamente lo-fi. Esta evidência desarma completamente as Warpaint e além de, sem qualquer ponta de machismo, eu considerar que as envolve numa intensa aúrea sexual, despe-as de todo aquele mistério, tantas vezes artificial, que as poderia envolver, para mostrar, com ousadia, a verdadeira personalidade das quatro.

Warpaint é tudo menos um disco igual a tantos outros ou comum. Love Is To Die , single já retirado do disco, destaca-se pelo frenesim que o baixo e a bateria impôem, num combate de notas agudas e graves que espelham a aparente dicotomia que a letra transmite (Love is to die, Love is to not die, Love is to dance) cantada em jeito de lamúria ou desabafo.

Feitas as introduções, é aqui que o disco começa a aquecer e a mostrar vida própria e independente. Ouve-se ecos da negrura de projectos recentes como Esben & the Witch. Ouve-se Cocteau Twins. Ouve-se Portishead e Massive Attack. Teese, canção que recebe o alívio de uma guitarra acústica, chega a parecer Radiohead. Ouve-se estranheza, ouve-se escuridão. Ouve-se harmonias de vozes de outro planeta, já características do quarteto norte-americano. Mais à frente ainda, há The XX na guitarra e no baixo. Há sensualidade numa Disco//Very que nos faz imaginar um quarteto de mulheres emancipadas a abanar as ancas num qualquer anúncio de moda.

Em suma, Warpaint é para a banda, depois de um disco de estreia que obrigou a uma digressão desgastante com mais de dois anos, um notório marco de libertação e de experimentação onde não terá havido um anseio por cumprir um caderno de encargos alheio, o que deu origem a um disco que nos agarra pelos colarinhos sem dó nem piedade e que nos suga para um universo pop feito com uma sonoridade tão preciosa, bela, silenciosa e estranha como a paisagem que as rodeou durante o período de gestação.

As Warpaint põem à prova o novo álbum ao vivo na Aula Magna, a um de Março. Espero que aprecies a sugestão...

Warpaint - Warpaint

01. Intro
02. Keep It Healthy
03. Love Is To Die
04. Hi
05. Biggy
06. Teese
07. Disco//Very
08. Go In
09. Feeling Right
10. CC
11. Drive
12. Son

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publicado por stipe07 às 21:10

Keep Shelly in Athens - Old Time Glory

Terça-feira, 21.01.14

Keep Shelly In Athens - "Old Time Glory"

Quase na reta final de 2013 divulguei  At Home, o disco de estreia da dupla de dream pop grega Keep Shelly in Athens, formada por RΠЯ e Sarah Pe adivinhava um futuro auspicioso para esta dupla. No entanto, no último fim de semana a cantora Sarah P anunciou o seu abandono do projeto para, segundo a mesma, dedicar-se a outros projetos.

Em jeito de despedida os Keep Shelly in Athens partilharam Old Time Glory, uma nova canção do grupo, que resolveram oferecer gratuitamente a todos nós. O tema é mais um exemplo de como a voz de Sarah P era um importante trunfo neste projeto e talvez a melhor canção criada pelos atuais Keep Shelly In Athens que vão manter-se em atividade, com vocalistas convidados, estando já previsto um novo disco lá para o final do ano. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:07

Passenger Peru - Dirt Nap

Terça-feira, 21.01.14

Depois de Heavy Drugs, a dupla norte americana Passenger Peru, oriunda de Brooklyn, Nova Iorque, revelou mais um avanço para o homónimo disco de estreia, que será editado no próximo dia vinte e oito de janeiro. A edição será apenas em cassete e em formato digital, através da Fleeting Youth Records.

Dirt Nap é o nome da canção e tem uma toada igualmente contemplativa e melodicamente sensível, mas um pouco mais folk que o primeiro tema revelado, devido à forte presença das cordas, com o sintetizador a proporcionar o toque perfeito de modernidade e a sustentar a sonoridade algo cósmica que parece caraterizar este projeto.

Recordo que os Passenger Peru são formados por Justin Stivers (baixista dos The Antlers no álbum Hospice) e pelo virtuoso multi-instrumentista Justin Gonzales. Confere...

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publicado por stipe07 às 10:35






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