Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014

Dog Bite - Tranquilizers

Dog Bite é um projeto musical que nasceu na mente de Phil Jones, um músico norte americano com raízes em Atlanta, que depois de andar em digressão com os Washed Out, ao comando das teclas, resolveu convidar membros dos Mood Rings e dos Red Sea, assim como Cameron Gradner, baterista que também andou em digressão com os Washed Out, para formar uma banda. Velvet Changes, o disco de estreia dos Dog Bite, foi editado em fevereiro de 2013 pela Carpark Records, uma editora de Washington, casa de Toro Y Moy e dos Cloud Nothing, dois projetos cuja simbiose das duas sonoridades, a chillwave do primeiro e o rock experimental do segundo, descrevem com alguma precisão a sonoridade deste projeto, que está de regresso com Tranquilizers, um novo registo de originais, editado no passado dia 21 janeiro pela mesma Carpark Records.

OLD IS NEW: Dog Bite is not a new trick for Phil Jones (middle), who was recording under the name before collaborating with Washed Out.

Fortemente influenciado por nomes como J Dilla, Portishead, Caribou e os The Roots, Jones vive num mundo carregado de detalhes com um forte pendor psicadélico, onde as vozes sintetizadas e uma chillwave nostálgica são a pedra de toque dos dez temas de Tranquilizers, o seu novo álbum. Logo a abrir, o sintetizador etéreo do instrumental There Was Time é uma importante referência para o arsenal eletrónico que sustenta Tranquilizers. A voz faz a sua aparição, timidamente, em We e com ela uma batida algo hipnótica que nos obriga a descolar da realidade que nos rodeia, caso haja interesse em assimilar a doutrina sonora que Jones tem para nos oferecer.

É preciso chegar a We Are Queen para sentirmos a abafo de uma guitarra que, não sendo esplendorosa, ao dar as mãos a um baixo bem vincado e a um sintetizador eloquente, criam um dos temas mais complexos e, por isso, mais ricos deste disco. A percussão de Tuesdays é a trave mestra que dá equilibrio a uma guitarra que resiste e mantém-se protagonista maior de uma canção que se assume como um dos maiores destaques de Tranquilizers, a mesma percussão que alimentsa o potente groove de Wonder Dark e nos faz cerrar punho enquanto Phil repete, insistentemente, que tem a receita para atingirmos todos os sonhos que Dream Feast, um dos singles deste Tranquilizers, revela, ao mesmo tempo que Royals não deixa que acordemos naquele preciso momento em que o sonho atinge o seu auge. Para esse acordar tranquilo e em beleza estão lá os acordes de L'Oiseau Storm e o sintetizador hipnótico de Rest Assured.

Desde que nomes como os Best Coast, The Walkmen ou Wavves, entre tantos e tantos outros, começaram a replicar com sucesso um subgénero da pop algo vintage, feito de uma chillwave lo fi, muitos outros se seguiram com apreciável sucesso. Os Dog Bite acompanham a tendência, ainda por cima com a particularidade de adicionarem em maior quantidade ao sintetizador detalhes da chillwave e da eletrónica e assim criarem um caldeirão sonoro algo retro. Espero que aprecies a sugestão...

Dog Bite - Tranquilizers

01. There Was Time
02. We
03. Lady Queen
04. Tuesdays
05. Clarinets
06. Wonder Dark
07. Dream Feast
08. Royals
09. L’oiseau Storm
10. Rest Assured0

 

 

 


autor stipe07 às 21:20
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Passenger Peru - More Than This (Roxy Music cover)

Depois de ter divulgado Heavy Drugs e Dirt Nap, regresso aos Passenger Peru, agora para dar conta de uma cover que esta dupla de Brooklyn, Nova Iorque, formada por Justin Stivers (baixista dos The Antlers no álbum Hospice) e pelo virtuoso multi-instrumentista Justin Gonzales, criou para o clássico de 1982 More Than This, dos Roxy Music.

É muito curioso escutar a forma como os Passenger Peru deram uma nova roupagem a este tema, sem colocar em causa a sua essência, através de toada igualmente contemplativa e melodicamente sensível, mas verdadeiramente experimental e até psicadélica, com o sintetizador a proporcionar o toque perfeito de modernidade e a sustentar a sonoridade algo cósmica, tão cara aos Passenger Peru. Confere...


autor stipe07 às 19:02
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Yuck - Athena

yuck-band-interview-2013-cover2

Os Yuck lançaram Glow and Behold na segunda metade de 2013 e esse segundo disco personificou uma espécie de segunda estreia desta banda britânica já que o anterior líder da banda, Daniel Blumberg, tinha abandonado o projeto e agora é o vocalista e guitarrista Max Bloom a assumir a voz e as rédeas dos Yuck, reduzidos a trio.

A veia criativa dos Yuck continua muito ativa e foi anunciado um novo EP para a primavera intitulado Southern Skies. Athena é o primeiro avanço conhecido desse EP, uma balada pop, com uns efeitos envolventes de guitarra no fundo, perfumada pelo passado e a navegar numa espécie de meio termo entre o rock clássico, o shoegaze e a psicadelia. Confere...


autor stipe07 às 12:43
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Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

Haunted House - Haunted House EP

Haunted House - Guts

Naturais de Detroit, os norte americanos Haunted House fazem um punk rock carregado de contrastes e acabam de mostrar ao mundo um EP homónimo que o comprova, lançado pelos próprios Haunted House no passado dia catorze de janeiro, através do seu site.

Disponível para download, Guts, o grande destaque do EP, atesta esta tese, sendo notória a antítese entre teclas e guitarras polidas e carregadas de brilho e uma percussão dura e abrasiva, que poderá muito bem ser uma metáfora perfeita da dureza de uma Detroit em tempos fortemente industrializada e hoje uma cidade a atravessar um dos períodos mais negros da sua hitória. O próprio jogo de vozes entre Joe Walmsley e Jeff Supina, os membros dos Haunted House, está carregado de uma certa dor e sofrimento, que parece não estar em concordância com a beleza da melodia pela qual vai navegando a canção.

Mas nem só de punk rock abrasivo vive este EP; Guts existe em contraste com a suavidade da batida etérea de Castle Death e Initiation, temas com uma forte componente vintage e pop e onde o tal jogo de vozes volta a sobressair e cria o universo cinzento e nublado, para que nunca se perca o charme que é intrínseco ao cardápio sonoro deste grupo.

Em suma, os Haunted House, à semelhança de várias bandas conterrâneas, vivem muito de referências do passado, nomeadamente o garage rock dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte. A procurar dissecar uma já clássica relação estreita entre a pop, o rock de garagem e o punk psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem os carateriza, neste EP apresentam-nos cinco canções viscerais e cheias de estilo, tão enevoadas como a penumbra que rodeia o próprio grupo, mas também tão luminosas como só as bandas que sabem ser eficazes à sombra das suas próprias regras conseguem ser. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:26
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Darkside (feat Tamara) - Things Behind The Sun (Nick Drake cover)

Darkside by Jed DeMoss

Depois da obra prima Psychic, os Darkside voltam a surpreender, agora com uma belíssima cover de Things Behind The Sun, um original de 1972 retirado do álbum Pink Moon, um clássico da autoria de Nick Drake.

Como seria de esperar nesta dupla formada por Nicolas Jaar, que no projeto Darkside une esforços com o não menos talentoso David Harrington, seu colega de palco e da faculdade, a nova roupagem que deram a esta canção que tinha, originalmente, um forte pendor folk, vai da chillwave à eletrónica ambiental e impressiona pela atmosfera densa e pastosa mas libertadora e esotérica que transporta, muito por culpa da participação especial da inebriante voz de Tamara.

Este tema abre um set criado pelos Darkside para a Modular (Modcast #173: Darkside), disponível para download e que, além de Nick Drake, conta também com temas de David Lynch, Gang Gang Dance e Laurie Anderson, entre outros. Confere... 




autor stipe07 às 21:03
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Allah-Las – Had It All / Every Girl

Naturais de Los Angeles, os norte americanos Allah-Las têm um novo single intitulado Had It All e que tem como lado b Every Girl, tendo sido lançado por intermédio da Innovative Leisure. Depois de terem impressionado com um disco homónimo, estes dois temas mantêm a toada e levam-nos numa viagem psicadélica até aos anos sessenta, através de uma sonoridade muito fresca e luminosa, assente numa guitarra vintage, muito próxima dos Velevet Undergorund. Confere...

 

Allah-Las - Had It All - Every Girl

01. Had It All
02. Every Girl

 


autor stipe07 às 12:56
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Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2014

Damien Jurado - Brothers and Sisters of the Eternal Son

A indie folk de Damien Jurado está de regresso, mais bela do que nunca, com Brothers and Sisters of the Eternal Son, o décimo primeiro disco do músico, lançado no passado dia vinte e um de janeiro por intermédio da Secretly Canadian. Brothers And Sisters of the Eternal Son foi produzido por Richard Swift (The Shins), que já tinha trabalhado com Jurado em Maraqopa, a obra prima que o músico lançou em 2012

 

Brothers And Sisters of the Eternal Son é, de acordo com o próprio Damien, baseado num sonho que o músico teve sobre alguém que desaparece e que sai de casa sem nada que o identifique, com o único e simples propósito de desaparecer sem deixar qualquer rasto. O disco é uma sequela de Maraqopa, um álbum que já abordava a temática da ideia de fuga, como a forma mais eficaz de cada um se reencontrar e captar com exatidão a sua essência, mas é, acima de tudo, o retrato de uma América que poucos conhecem, tornada personagem principal do disco no rufar dos tambores que nos levam numa longa viagem pelo interior mais profundo de um país que, por muito moderno que seja, no dia em que renegar a sua essência mitológica, feita de apaches e yankees, perderá todo o sentido. E essa essência ganha vida tanto na tundra a norte, como nas longas pradarias a oeste, ou nos vastos desertos a sul, num universo imenso de tribos, crenças e cores que, de Nova Iorque a Los Angeles, passando pela Seattle de Jurado, está cheia de espaços vazios e estranhas personagens que parecem fantasmas cinzentos.

No meio dessa gente que vagueia numa América traumatizada pelo Iraque e que ora agarrada à crença inabalável nos drones, ora com receio de contar os seus sonhos mais íntimos ao telefone, Jurado é uma sombra, uma tecla de um piano, uma folha de vento que voa ao som de um dedo que se aconchega na corda de uma guitarra, é um fantasma do nosso melhor amigo que nunca mais vimos, um cronista desse território tornado, através destas canções, assentes quase sempre numa lindíssima folk acústica, na materialização da sua própria alma.

Ao contar o que lhe invade a alma, quando se refugia no vazio ou no estúdio mais próximo e reflete sobre a sua América, Jurado segura com todas as forças na viola e transforma-a na sua arma de destruição maciça predileta. Devidamente artilhado, despeja as munições em pleno território amigo, sedento por poder ajudar os seus conterrâneos, que vivem em estados de espírito que oscilam entre o conformismo e a esperança sem sentido, a conseguirem vislumbrar uma centelha de luz, que poderá estar na lindíssima voz que escorre em Silver Joy, a canção mais longa do disco, com um groove algo caribenho e dançante, mas também em Silver Donna e Silver Katharine e que mesmo quando é sintetizada em Jericho Road, insiste em professar que nele está a luz, o caminho, a verdade e a vida.

Brothers and Sisters of the Eternal Son é um compêndio de pequenas polaroides em preto e branco, um disco que condensa, em pouco mais de meia hora, sarcasmo feroz e melancolia, em doze canções que criam atmosferas quase transcendentais, com pitadas de psicadelismo, arranjos barrocos e espirituais, e por isso resultam em algo que garante sucessivas audições, por dias a fio. Espero que aprecies a sugestão...

Damien Jurado - Brothers And Sisters Of The Eternal Son

01. Magic Number
02. Silver Timothy
03. Return To Maraqopa
04. Metallic Cloud
05. Jericho Road
06. Silver Donna
07. Silver Malcolm
08. Silver Katherine
09. Silver Joy
10. Suns In Our Mind

 


autor stipe07 às 20:53
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Eels - Agatha Chang

À frente dos Eels, o norte americano Mark Oliver Everett, simplesmente conhecido como E, idealizou e deu vida a uma das mais interessantes e completas discografias do universo sonoro alternativo dos últimos vinte anos. Com uma média impressionante de lançamentos discográficos, os Eels viajaram pelo indie rock e pela pop acústica, cruzaram-se com a folk e chegaram mesmo a dar asas ao punk.

No próximo dia vinte e dois de abril chegará aos escaparates The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett, o décimo primeiro álbum dos Eels, um trabalho que verá a luz do dia por intermédio da E Works, a etiqueta do próprio E. Este disco sucede a Wonderful Glorious e à triologia Hombre Lobo (2009), End Times (2010) e Tomorrow Morning (2010) , de acordo com Agatha Chang,  o primeiro single divulgado do álbum, será o regresso dos Eels a uma sonoridade folk eminentemente acustica, melancólica e introspetiva. A canção é uma lindíssima balada, com notáveis arranjos de cordas que servem para ajudar a E a ir, mais uma vez, direto ao assunto sobre um dos seus temas prediletos, as questões do amor (I couldn’t bear to break up my old gang, But I should have stayed with Agatha Chang). Confere Agatha Chang e a tracklist de The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett.

 

1. Where I’m At
2. Parallels
3. Lockdown Hurricane
4. Agatha Chang
5. A Swallow in the Sun
6. Where I’m From
7. Series of Misunderstandings
8. Kindred Spirit
9. Gentleman’s Choice
10. Dead Reckoning
11. Answers
12. Mistakes of My Youth
13. Where I’m Going

Deluxe Edition 13 Track Bonus Disc
1. To Dig It
2. Lonely Lockdown Hurricane
3. Bow Out
4. A Good Deal
5. Good Morning Bright Eyes
6. Millicent Don’t Blame Yourself
7. Thanks I Guess
8. On The Ropes (LIVE WNYC)
9. Accident Prone (LIVE WNYC)
10. I’m Your Brave Little Soldier (LIVE WNYC)
11. Fresh Feeling (LIVE KCRW)
12. Trouble With Dreams (LIVE KCRW)
13. Oh Well (LIVE KCRW)


autor stipe07 às 19:11
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Primavera Sound 2014, Barcelona - Cartaz

Se no final do próximo mês de maio andares por Barcelona ou tiveres a possibilidade de passar por lá, fica a sugestão e o excelente cartaz...

Primavera Lineup


autor stipe07 às 12:56
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014

Pontiak - Innocence

Depois do single homónimo, os Pontiak, dos The Carney Brothers Lain, Van & Jennings Carney, três irmãos oriundos da Virginia rural e que têm no rock cru e experimental a pedra de toque das suas criações sonoras, continuaram a revelar e a disponibilizar gratuitamente novas canções de Innocence e assim fui tomando contacto com o mais recente registo de originais do grupo. Editado hoje mesmo pela Thrill Jockey Records, este novo disco foi gravado nos estúdios dos Pontiak na Virgina, os Studio A e dispensaram a presença de computadores.

Com uma carreira bastante profícua, desde 2006 os Pontiak lançaram nada mais nada menos que oito discos, algo a que não será alheio a forte camaradagem que une estes três irmãos, que fazem questão de partilhar o processo de composição melódica das suas canções. A música dos Pontiak é inspirada no rock puro sangue, aditivo e psicadélico, com reminiscências na década de setenta e que dispensa, como já referi, o uso de artifícios eletrónicos.

Em Innocence os Pontiak voltam a afundar-se numa espiral psicadélica que os suga para um abismo feito com guitarras carregadas de fuzz e distorção e uma percurssão vibrante e musculada, mas onde também cabem belos momentos acústicos, cheios de típicos detalhes da folk norte americana, com especial destaque para a balada Wildfires.

As primeiras quinhentas reservas antecipadas do disco em vinil permitem receberes em casa, gratuitamente, Heat Leisure, um CD bónus com cerca de quarenta e quatro minutos, gravado no verão de 2012. Esse trabalho resultou de uma colaboração dos Pontiak com Greg Fox (Guardian Alien, Zs) e Steve Strohmeier (Arbouretum, Beach House), que decorreu na quinta que a banda possui na Virginia. A música desse trabalho foi condensada e gravado um vídeo, que deu origem a uma curta metragem com quase dezoito minutos e que fez parte da seleção oficial da edição recente do Chicago International Music and Movies Festival. Confere...

  • 01. Innocence
  • 02. Lack Lustre Rush
  • 03. Ghosts
  • 04. It’s the Greatest
  • 05. Noble Heads
  • 06. Wildfires
  • 07. Surrounded by Diamonds
  • 08. Beings of the Rarest
  • 09. Shining
  • 10. Darkness is Coming
  • 11. We’ve Got it Wrong


autor stipe07 às 20:57
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Coachella 2014 - Cartaz Oficial

Já é conhecido o cartaz do próximo Coachella, um dos melhores festivais do mundo de música alternativa e que se vai realizar de onze a dezoito de abril. Do pop rock ao punk, passando pelo indie rock e a eletrónica, nessa semana vão-se encontrar na Califórnia algumas das melhores bandas e projetos musicais do mundo.

É um cartaz impressionante, só ao alcance de uma organização com fundos quase ilimitados e difícil de igualar. são imensas as bandas que eu adorava ver se fosse possível marcar lá presença e já há várias bandas a pronunciar-se, quer através das redes sociais quer de comunicados para a imprensa a enorme excitação por estarem lá presentes. Sem dúvida, um evento único e uma viagem que sugiro para quem tiver a possibilidade!

Anunciado cartaz de Coachella: quais destas bandas gostava de ver por cá? -


autor stipe07 às 17:06
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Elbow – New York Morning

Depois de Fly Boy Blue / Lunette, já é conhecido mais um single de The Take Off and Landing of Everything, o sexto álbum de estúdio dos britânicos Elbow de Guy Garvey, Craig Potter, Mark Potter, Pete Turner e Richard Jupp. Com cerca de seis minutos, esta nova canção intitulada New York Morning, à semelhança da primeira, contém a habitual sonoridade desta extraordinária banda, assente num indie rock épico e luminoso, mas onde não faltam, frequentemente, pequenos detalhes acústicos, feitos com a viola e o piano, que conferem aos Elbow um estilo muito próprio e peculiar. 

The Take Off and Landing of Everything será editado no próximo dia dez de março através da Fiction Records. Confere...

Elbow - New York Morning


autor stipe07 às 12:31
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Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

The Base - Twenty Minutes By Fall EP

Naturais de Padova, na Italia, os The Base são Renato Rancan (guitarra e sintetizador), Francesco Zambon (bateria), Paolo Fava (voz, guitarra), Andrea Visaggio (voz, baixo), Stefano Murrone (sintetizador) e Filippo Lorenzin (editor). Twenty Minutes By Fall é o trabalho de estreia da banda, um EP com seis canções, integralmente disponível para download gratuito no soundcloud da banda.

Os The Base existem desde o início de 2013 e tudo começou com a criação do single Balance, que encerra este EP e de um video promocional do tema. A boa aceitação da canção pela crítica encorajou o grupo as continuar a criar, de tal forma que já se econtram a preparar o lançamento do disco de estreia, que poderá ocorrer ainda este ano.

Quanto à sonoridade dos The Base, são evidentes as aproximações diretas ao legado dos Joy Division e ao trabalho mais contemporâneo desenvolvido pelos Interpol, resultado identificado nas guitarras e nas vozes sóbrias, com o típico registo grave, que delimitam toda a mecânica do EP, com especial destaque para Space, uma canção que poderia facilmente ser encontrada nos primeiros discos da banda de Nova Iorque. Essa tonalidade simultaneamente sombria e dançável é também audível em Twin Peaks, canção que mesmo mergulhada em acertos mais sombrios e em alguns detalhes eletrónicos, está sonoramente próxima do velho fulgor anguloso e elétrico do indie rock.

A terminar o EP, algures entre os U2 e Codplay, a tal Balance explora nuvens de sintetizadores e encaixes certeiros de guitarras, o que resulta em algo simultaneamente épico e cativante.

Twenty Minutes By Fall é uma descoberta algo inesperada numa Itália que raramente nos habituou a dar-nos bandas que apostam em replicar referências sonoras alimentadas por grandes ícones em décadas anteriores e cuja receita assentava no uso de melodias rock com riffs imparáveis que davam forma a sons volumosos, densos e principalmente etéreos, mas também algo nostálgicos e sombrios. Pela amostra, os The Base merecem, desde já, o maior crédito e uma certa ansiedade pela chegada do longa duração de estreia. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 17:56
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Balthazar - Leipzig

Leipzig é o novo single dos belgas Balthazar, gravado durante a atual digressão da banda. Confere...

Balthazar - Leipzig


autor stipe07 às 12:51
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Domingo, 26 de Janeiro de 2014

Conheces os Agua Roja?

Os Agua Roja são November (voz), Benjamin Porraz (guitarra) e Clement Roussel (teclados), uma banda francesa natural de Paris. Chamaram-me a atenção por causa do soundcloud do grupo, onde é possível escutar e obter gratuitamente Summer Ends, Third Eye Vision e Troublemaker, as três canções já lançadas pelos Agua Roja.

Com um propósito certamente vintage, os três temas têm um groove com um certo clima tropical, que nos remete para os primórdios do surf rock e da indie pop, algures nas décadas de sessenta e setenta. Vale a pena ficar atento a futuros lançamentos destes Agua Roja. Confere...

 

 

 


autor stipe07 às 21:55
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Sábado, 25 de Janeiro de 2014

Fanno Creek – Monuments

Os Fanno Creek são Quinn Mulligan, Evan Hailstone e Dane Brist, um trio de Portland, no Oregon, que aposta numa sonoridade ligeira e tipicamente folk. Monuments é o disco de estreia deste grupo norte americano, um trabalho que viu a luz do dia em dezembro de 2013 por intermédio da Sohitek Records.

Monuments é uma coleção de doze canções feitas com uma folk muito inspirada e liderada, quase sempre, pelo belíssimo jogo de vozes entre Quinn e Evan, sem dúvida uma das mais valias dos Fanno Creek. O single On My Way é um dos grandes destaques deste trabalho, um tema que nos remete para o universo de uns Fleet Foxes, uma canção com uma belíssima harmonia repleta de elementos pop, com palmas no momento certo e as cordas, a percurssão, os metais e o orgão sintetizado a assumirem a vanguarda na composição.

Outro tema que também chama facilmente a nossa atenção é How Long, não só devido ao falsete da voz, mas também por causa da vibração da guitarra e de um baixo proeminente, que criam uma atmosfera sonora que nos remete para a década de sessenta. Mas a minha canção favorita é Trilithon, um tema que começa com uma simples guitarra e que depois se vai alicerçando numa bateria em contínuo crescimento e numa voz harmoniosa que, juntamente com o violino, confere à canção um ambiente muito nostálgico e emotivo, enquanto a banda canta I’ve seen death, and I’ve seen love, but all that I am thinking of, is dollar bills that I don’t have, it’s comfort in your clenching hands. Este é um bom exemplo de como as histórias contidas neste álbum fazem-nos sentir tudo aquilo que os Fanno Creek têm para nos contar, sobre o amor, a felicidade, o companheirismo ou simples desabafos.

Depois, ao longo do disco, além da instrumentação de base já referida, os trompetes, os metais, o violoncelo e o violino e alguns elementos sintetizados criam arranjos que enriquecem imenso Monuments e o fazem fluir para territórios que irão certamente unir todos aqueles que tanto apreciam uma folk, algures entre Neil Young e os Lumineers

É interessante ouvir Mountains e perceber que os Fanno Creek não tiveram receio de arriscar e buscaram uma simbiose de detalhes raramente ouvida nas propostas atuais. É uma fusão de elementos da indie, da pop, da folk e da eletrónica assente em melodias luminosas feitas com linhas de guitarra delicadas e arranjos que criam paisagens sonoras bastante peculiares. A banda impressiona pela simplicidade e rusticidade e demonstram que não é preciso ser demasiado extravagante e ousado para soar musicalmente bem. Têm um som honesto e despido de grandiosidade e é exatamente isso que faz deste Monuments um ótimo disco.

Uma das iniciativas mais peculiares que a banda para promover monuments foi a realização de uma espécie de caça ao tesouro; Espalharam em nove monumentos e locais emblemáticos de Portland um pacote com um exemplar de Monuments e outro material promocional, para que, quem quisesse, os procurasse, havendo algumas pistas no site oficial dos Fanno Creek. Espero que aprecies a sugestão...

Fanno Creek - Monuments

01. Overture
02. On My Way
03. Trilithon
04. How Long
05. Page
06. Bones
07. Body, Brain
08. Dead Wrong
09. Break In
10. Green Stones
11. Dream Song
12. What Am I Thinking

 


autor stipe07 às 14:02
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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014

The Mary Onettes - Silence Is A Gun

Cerca de um ano após o lançamento de Hit The Waves, os suecos The Mary Onettes já têm sucessor anunciado. Portico é o nome do próximo trabalho deste banda de synth pop sueca e chegará aos escaparates muito em breve, por intermédio da Labrador.

Portico será, de acordo com a banda, uma espécie de mini-álbum que, tendo em conta a amostra Silence Is A Gun, manterá a habitual sonoridade que mistura uma pop lo fi com psicadelia, do grupo liderado por Philip Ekström. Confere...


autor stipe07 às 19:10
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Metronomy - Love Letters

Depois de I'm Aquarius, os Metronomy de Joseph Mount estão de regresso com mais um avanço para Love Letters, o segundo álbum deste coletivo, que verá a luz do dia a dez de março. O novo tema divulgado é o homónimo e mantém a subtileza synthpop que caraterizou o trabalho de estreia dos Metronomy e o cuidado melódico particularmente delicado e assertivo que define a típica sonoridade do grupo. Tendo em conta mais esta amostra, Love Letters poderá vir a ser um dos grandes álbuns do início de 2014. Confere...


autor stipe07 às 12:47
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Solander - Monochromatic Memories

Naturais de Malmö, na Suécia, os Solander são Fredrik Karlsson e Anja Linna e Monochromatic Memories é o ,mais recente disco da dupla, editado este mês de janeiro por intermédio da A Tenderversion Recording. A banda estreou-se nos discos em 2009 com We Are Pigeons e depois de uma extensa digressão no ano seguinte, chegou, no inverno de 2011, Passing Mt. Satu, o segundo disco dos Solander, que projetou ainda mais este projeto, que tem na típica indie folk nórdica a sua pedra de toque.

Monochromatic Memories é pois, o terceiro disco de dois amigos da faculdade que resolveram fazer música juntos e que têm vindo progressivamente e de forma natural a tornar-se numa referência importante do cenário musical alternativo sueco. No início do processo de idealização de Monochromatic Memories a banda tinha em mente buscar inspiração em ambientes alegres e luminosos.No entanto, Fredrik e Anja viram-se envolvidos por um intenso sentimento de perca devido a um evento certamente relacionado com a partida de alguém querido para ambos e, por isso, não conseguindo abstrair-se dessa nova realidade, acabaram por compôr um trabalho intensamente nostálgico e que terá servido para carpir a mágoa.

All Opportunities, o segundo tema do alinhamento de Monochromatic Memories, será talvez a canção que melhor espelha toda esta ambiência à volta da gestação do disco. Gravado em Estocolmo com o produtor Christian Gabel, o tema alicerça-se num sintetizador e num violoncelo tocado por Anja, onde se deita a voz de Karlsson, sobre uma núvem espessa de dor e amoção. O mesmo sentimento é facilmente percetível em Preludium, desta vez com diversos arranjos de cordas a acentuarem a delicadeza do quase falsete de Karlsson.

Monday Afternoon e Black Rug são dois exemplos perfeitos do cariz mais folk deste trabalho e de uma clara aproximação à típica sonoridade dos conterrâneos Junip, algo a que não será alheio o facto de os Solander serem muito admirados por José González, tendo inclusivamente andado em digressão com a banda desse músico sueco.

Todas as canções de Monochromatic Memories que se destacam por uma preponderância da folk, assentam em arranjos bem feitos e que prendem a atenção, alternando entre climas calmos e agitados, conseguidos através da combinação do dedilhar da viola e da bateria com o órgão e com sons do tal violoncelo. Em Hey Wolf essa cumplicade entre teclas e cordas assume contornos de excelência e gera uma melodia que, com a voz incrivelmente bonita de Karlsson a pairar delicadamente sobre ela, cria uma canção pop simples e muito elegante.

Já na reta final do disco, não posso deixar de destacar o charme da viola que se escuta em London Marbles e na canção homónima, mais dois exemplos perfeitos de como restam poucas dúvidas que a música dos Solander, apesar das vicissitudes que rodearam o processo de criação de Monochromatic Memories, é fortemente influenciada pelas paisagens simultaneamente espetaculares e melancólicas de uma Suécia que viveu séculos de isolamento e dificuldades e onde reside uma população com traços peculiares de caráter, bem expressos na cândura orgânica e introspetiva das suas canções.

Em suma, a música dos Solander é feita de uma indie predominantemente acústica, com forte vínculo à folk moderna, mas onde também cabem detalhes e arranjos eletrónicos, que têm tanto de delicado e etéreo como de grandioso. Encontramos aqui dois músicos competentes na forma como abarcam diferentes universos dentro de um mesmo cosmos, que misturam harmoniosamente estilos, mas sendo este um álbum pop, em toda a sua elegância e sofisticação. 

Não custa imaginar estas músicas a serem compostas em dias curtos e longas e frias noites, onde terá sido intensa e constante a procura de harmonias o mais doces e transparentes possíveis. Com tantas bandas e artistas a fazer atualmente a dita indie folk, é refrescante encontrar alguém que o faz de forma diferente e com músicas profundas e poderosamente bem escritas. Espero que aprecies a sugestão...

1. The Woods Are Gone
2. All Opportunities
3. Monday Afternoon
4. Preludium
5. Black Rug
6. Hey Wolf
7. Social Scene
8. London Marbles
9. Monochromatic Memories
10. Lighthouse


autor stipe07 às 21:57
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Mando Diao - Black Saturday

Depois da transformação sonora que operaram em 2012 com Infruset, um disco essencialmente acústico e muito introspetivo, os suecos Mando Diao de Björn Dixgård, Gustaf Norén, CJ Fogelklou e Mats Björke, estão de volta aos álbuns, na próxima primavera, com Aelita, um novo trabalho de originais.

De acordo com Black Saturday, a primeira amostra de Aelita, os Mando Diao voltaram a ligar os amplificadores e os sintetizadores e a apostar na típica sonoridade que definia o glam rock que fez escola há há trinta anos atrás, nomeadamente em muitas bandas nórdicas. Confere...

Mando Diao - Black Saturday


autor stipe07 às 12:56
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