Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

The Flaming Lips - Peace Sword EP

Os The Flaming Lips não param de nos surpreender. Depois de The Terror, era imensa a curiosidade em perceber qual seria o novo rumo sonoro desta banda de Oklahoma, já que há quase três décadas que gravitam em torno de diferentes conceitos sonoros e diversas esferas musicais e em cada novo lançamento reinventam-se e quase que se transformam num novo projeto. The Terror, o último trabalho deste coletivo liderado pelo inimitável Wayne Coyne, foi mais um capítulo desta saga alimentada por histórias complexas (Yoshimi Battles the Pink Robots), sentimentos (The Soft Bulletin) e experimentações únicas (Zaireeka).

Agora, a banda voltou a entrar em estúdio com David Fridman, para compôr dois temas para a banda sonora de Ender's Game, uma adaptação ao cinema do romance de ficção científica com o mesmo nome, escrito por Orson Scott Ward. As sessões de gravação foram tão produtivas que a banda decidiu não compôr apenas duas músicas mas apresentar um EP chamado Peace Sword, que tem seis canções e que são um pouco mais luminosas e abertas que o conteúdo sonoro de The Terror, apesar de manterem a essência.

As canções Peace Sword (Open Your Heart) e Think Like A Machine, Not A Boy, foram as primeiras criadas nestas sessões, mas já é possível ouvir o conteúdo integral do EP, que chegou aos escaparates a vinte e nove de outubro, em formato CD e vinil, numa edição especial da Record Store Day - Black Fridayvia Warner Brothers. Confere...

The Flaming Lips - Peace Sword

01. Peace Sword (Open Your Heart)
02. If They Move, Shoot Em’
03. Is The Black At The End Good
04. Think Like A Machine, Not A Boy
05. Wolf Children
06. Assassin Beetle – The Dream Is Ending

 


autor stipe07 às 15:57
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The Flaming Lips - Lucy In The Sky With Diamonds (The Beatles cover)

Terminamos 2013 em beleza com uma das bandas preferidas deste blogue. Naturais de Oklahoma, os norte-americanos The Flaming Lips de Wayne Coyne acabam de divulgar uma fantástica versão de Lucy In The Sky With Diamonds, um original dos The Beatles.

A festa de ano novo para quem estiver em Aspen, no Colorado norte-americano, terá a banda sonora feita ao vivo pelos The Flaming Lips. O grupo de Wayne Coyne, ao ensaiar o reportório, resolveu inserir alguns temas da banda de Liverpool, nomeadamente Come Together, Across the Universe e esta Lucy in the Sky With Diamonds.

A canção ficou com uma sonoridade ainda mais psicadélica e épica que o original, quanto a mim muito apropriada para o evento.Quem quiser ouvir o concerto na íntegra, poderá fazê-lo ligando na SiriusXM Radio. Confere...


autor stipe07 às 15:03
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Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013

TOY - Join The Dots

Depois do homónimo lançado no outono de 2012, os londrinos TOY de Tom Dougall (voz e guitarras), Dominic O'Dair (guitarras), Maxim Barron (baixo e voz), Alejandra Diez (sintetizadores e modulação) e Charlie Salvidge (bateria e voz), já estão de regresso com o sucessor. O sempre difícil segundo álbum deste coletivo chama-se Join The Dots, voltou a ser produzido, à semelhança da estreia, por Dan Carey e chegou aos escaparates no passado dia nove de dezembro por intermédio da Heavenly Recordings.

 

 

Em Join The Dots os TOY prosseguem a sua viagem inebriante por décadas passadas, principalmente o krautrock dos anos setenta, já que neste disco escuta-se novamente um leque alargado de sonoridades que incluiem o punk, o psicadelismo, o krautrock ou o post rock, à semelhança do que ultimamente fazem tantos projetos por esse mundo fora. O rock psicadélico é um dos géneros musicais mais abordados no universo musical alternativo e, com uma já aparente saturação, apenas as bandas que conseguem criar algo único e distinto é que conseguem agradar aos fiéis seguidores e, eventualmente, alargar o leque de ouvidos que procuram aprimorar-se e deliciar-se junto deste estilo musical tão peculiar.

O segundo trabalho dos londrinos TOY é uma brilhante sequência do tal disco de estreia; Em Join The Dots esta banda britânca volta a submergir num universo de sons que reproduzidos através da guitarra dão a sensação de profundidade e imersão. Condutor, o tema instrumental de abertura, é a estrutura exemplificada do disco, uma canção assente em instrumentos repetidos, um aumento progressivo do volume e arranjos e que criam um clima que quando recebe a voz leva-nos ao encontro da melhor psicadelia da atualidade. Este tema deixa-nos facilmente empolgados e a sequência com as magistrais You Won’t Be The SameAs We Turn e a épica canção homónima do disco não nos deixa aterrar de imediato e, pelo contrário, eleva-nos ainda mais alto e ao encontro do típico universo flutuante e inebriante em que assenta a psicadelia.

Os TOY têm a grande virtude de não viverem apenas da guitarra para realçar as suas melhores caraterísticas; A bateria pulsante que nos fez descolar em Condutor, regressa em Left To Wander e em Endlessly, e fá-lo com algum brilhantismo, deixando-nos a salivar pelo que será o futuro dos TOY também ao nível da percurssão. E depois também há que não menosprezar a voz de Tom Dougall que na introspetiva Frozen Atmosphere denota aquela encantadora fragilidade que emociona qualquer mortal, ainda mais quando é acompanhada por um instrumental épico e marcante, algo também muito audível e plenamente alcançado na excelente It’s Been So Long.

Estes são apenas mais dois exemplos de dois temas que marcam Join The Dots e que demonstram que os TOY apontam agulhas para um futuro trilhado por percursos sonoros interessantes, pintados por uma psicadelia que escorre, principalmente, nas guitarras, cimentando o cliché que utilizei no final da crítica que escrevi ao disco de estreia da banda; Na minha opinião, gostar de TOY continua a ser, cada vez mais, uma simples questão de bom gosto. Confere...

TOY - Join The Dots

01. Conductor
02. You Won’t Be The Same
03. As We Turn
04. Join The Dots
05. To A Death Unknow
06. Endlessly
07. It’s Been So Long
08. Left To Wander
09. Too Far Gone To Know
10. Frozen Atmosphere
11. Fall Out Of Love


autor stipe07 às 21:49
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Domingo, 29 de Dezembro de 2013

Miracles Of Modern Science - MEEMS EP

Sugerido pelo Ricardo Fernandes, um habitual e assíduo leitor deste blogue, MEEMS é o nome do EP dos Miracles Of Modern Science, um quinteto com raízes na Universidade de Princeton e oriundo de Brooklyn, Nova Iorque, formado por Evan Younger, Josh Hirshfeld, Kieran Ledwidge, Geoff McDonald e Tyler Pines, o baterista, músico que entretanto saiu do grupo. MEEMS está disponivel no bandcamp do grupo pelo preço que quiseres e sucede a Dog Year, um trabalho editado em 2011, também disponivel na mesma plataforma e igualmente partilhado abaixo.


Num projeto que também se distingue pelas engraçadas covers que produz, como podes conferir adiante, a sonoridade dos Miracles of Modern Science assenta numa indie pop cheia de luz e cor, feita com uma percurssão vibrante e com imensas cordas, debitadas por bandolins, violinos, violoncelos e guitarras acústicas. A banda utiliza, portanto, um alargado leque de instrumentos, com origem eminentemente clássica, para fazer uma pop folk de altíssima qualidade, que, em certos momentos, soa mesmo a um intenso rock orquestral.

MEEMS são cinco canções que que reclamam um culto urgente para este inusitado grupo, que é capaz de ir da radiofónica Dear Pressure ao caos intrincado de Physics Is Our Business, sem colocarem em causa a forma peculiar e extremamente competente como tocam e a enfeitar os temas com uma pouco habitual riqueza em termos de arranjos, mas sem se perderem em floreados desnecessários.

São canções divertidas, cheias de cor e boa-disposição, produzidas pelos próprios Miracles Of Modern Science com uma limpeza purificadora que pole cada pormenor das composições e, desta forma, retira o melhor delas, com uma extrema sensibilidade pop.

Sugiro uma visita ao canal youtube do grupo onde além de uma interessante versão de Pumped Up Kicks, dos Foster The People, encontras outras surpresas muito interessantes. Este tema e, entre outros, uma versão de Get Lucky dos Daft Punk, estão disponiveis para download gratuito no Facebook e no soundcloud dos Miracles Of Modern Science. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 18:08
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Sábado, 28 de Dezembro de 2013

Os melhores discos de 2013 (10 - 01)

10 - The Flaming Lips -The Terror

Uma das bandas fundamentais e mais criativas do cenário musical indie e alternativo são, certamente, os norte americanos The Flaming Lips, de Oklahoma. Uma das virtudes e encantos deles foi sempre a capacidade de criarem discos algo desfasados do tempo real em que foram lançados, quase sempre relacionados com um tempo futuro, cenários imaginados e universos paralelos. The Terror segue esta permissa temporal, agora num futuro pós apocalítico mas, tematicamente, parece ser um trabalho muito terreno, digamos assim, porque fala imenso do amor, mas também do abandono e da proximidade com a morte. A poesia dos The Flaming Lips é sempre metafórica, o que faz deles um grupo ao mesmo tempo próximo e distante da nossa realidade, capaz de atrair quem se predispõe a tentar entendê-los para cenários complexos, mas repletos de sensações únicas e que só eles conseguem transmitir.

CD 1
01. Look… The Sun Is Rising
02. Be Free, A Way
03. Try To Explain
04. You Lust
05. The Terror
06. You Are Alone
07. Butterfly, How Long It Takes To Die
08. Turning Violent
09. Always There In Our Hearts

CD 2
01. Sun Blows Up Today
02. All You Need Is Love

 

9 - Sigur Rós - Kveikur

Quem conviveu intimamente na última década com a música dos Sigur Rós e criou algumas defesas quanto à possível transformação sonora da banda, tornando-se algo purista relativamente à fórmula que sempre adoptaram, terá já torcido o nariz a Valtari e ainda mais desapontado ficará com Kveikur. Mas, se quem teve essa tal convivência íntima de espírito aberto e são e predisposto a aceitar novos rumos, tem em Kveikur um novo manancial de de detalhes e nuances instrumentais para explorar e descobrir, um exercício musical que certamente será do agrado de quem não se importa de descobrir uns Sigur Rós mais crús, diretos e psicadélicos, mas que não deixam, mesmo assim, de nos fazer flutuar num universo de composições etéreas e sentimentalmente atrativas.

01. Brennisteinn
02. Hrafntinna
03. Ísjaki
04. Yfirborð
05. Stormur
06. Kveikur
07. Rafstraumur
08. Bláþráður
09. Var

 

8 - Foxygen - We Are The 21st Century Ambassadors of Peace and Magic

We Are The 21st Century Ambassadors Of Peace & Magic é um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os Foxygen. É um impressionante passo em frente quando comparado com Take the Kids Off Broadway e um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar tantas referências do passado.

In The Darkness

No Destruction

On Blue Mountain

San Francisco

Bowling Trophies

Shuggie

Oh Yeah

We Are the 21st Century Ambassadors of Peace & Magic

Oh No 2

 

7 - Weekend - Jinx

A cuidada sujidade ruidosa que os Weekend produzem é feita com justificado propósito usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, as grandes temáticas das dez letras de Jinx. Esta acaba por ser a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de dez canções, com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa espécie de hardcore luminoso.

Weekend - Jinx

01. Mirror
02. July
03. Oubliette
04. Celebration, FL
05. Sirens
06. Adelaide
07. It’s Alright
08. Rosaries
09. Scream Queen
10. Just Drive

6 - Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Action

O grande segredo dos Franz Ferdinand reside na capacidade que demonstram de se renovarem e exerimentarem coisas novas e, ao mesmo tempo, não quererem complicar! É curioso até perceber que, de disco para disco, a noção de simplicidadce está cada fez mais presente, já que agora nem se vislumbram alguns arranjos eletrónicos que constavam de alguns dos anteriores alinhamentos da banda. Para este grupo quem dita as regras são eles próprios, apesar de pequenos detalhes que nos remetem para outros projetos, com os Gang Of Four à cabeça. Mas o importante é que a ideia de festa esteja sempre presente.

Franz Ferdinand - Right Thoughts, Right Words, Right Actions

01. Right Action
02. Evil Eye
03. Love Illumination
04. Stand on the Horizon
05. Fresh Strawberries
06. Bullet
07. Treason! Animals.
08. The Universe Expanded
09. Brief Encounters
10. Goodbye Lovers And Friends

 

5 - Crystal Stilts - Nature Noir

Mestres em dissecar uma já clássica relação estreita entre o rock de garagem e o punk psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem os carateriza, em Nature Noir, os Crystal Stilts apresentam-nos dez canções viscerais e cheias de estilo, tão enevoadas como a penumbra que rodeia o próprio grupo, mas também tão luminosas como só as bandas que sabem ser eficazes à sombra das suas próprias regras conseguem ser.

01. Spirit In Front Of Me
02. Star Crawl
03. Future Folklore
04. Sticks And Stones
05. Memory Room
06. Worlds Gone Weird
07. Darken The Door
08. Electrons Rising
09. Nature Noir
10. Phases Forever

 

4 - Youth Lagoon - Wondrous Bughouse

Mesmo que a loucura seja uma espécie de fio condutor de Wondrous Bughouse e que ela seja tratada como um referencial que flutua constantemente entre a metáfora e a realidade, através de letras corroídas pelo medo de encarar o quotidiano adulto, as melodias ascendentes e alegres do disco, fazem dele uma obra prima, porque raramente um compositor conseguiu analisar o universo de um jovem adulto com tanta veracidade e dor e, simultaneamente, deixar-nos com um enorme sorriso nos lábios quando somos confrontados com a beleza melódica de que se serve para atingir tal desiderato.

01. Through Mind and Back
02. Mute
03. Attic Doctor
04. The Bath
05. Pelican Man
06. Dropla
07. Sleep Paralysis
08. Third Dystopia
09. Raspberry Cane
10. Daisyphobia

3 - Unknown Mortal Orchestra - II

Em II, os Unknown Mortal Orchestra aperfeiçoam letras e ruídos, duas vertentes essencias do seu cariz identitário. Em relação à estreia, o disco tem uma sonoridade mais grandiosa e controlada, ao mesmo tempo. As canções têm um maior volume e densidade, mas continuam a soar muito bem em ambientes fechados e reduzidos. A simplicidade não deixa de se fazer notar e o disco flutua num ambiente próprio, livre de exageros e coerente com a proposta determinada pela banda e que, como ficou patente na estreia, sustenta-se na dualidade existente nos tais laços entre a psicadelia e o R&B. Coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta, II é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente.

01 – From The Sun
02 – Swim And Sleep (Like A Shark)
03 – So Good At Being In Trouble
04 – One At A Time
05 – The Opposite Of Afternoon
06 – No Need For A Leader
07 – Monki
08 – Dawn
09 – Faded In The Morning
10 – Secret Xtians

2 - The National - Trouble Will Find Me

Como é normal com todos os discos dos The National, Trouble Will Find Me é uma rodela que exige tempo, que se revela a pouco e pouco e que só será devidamente entendida após várias e repetidas mas dedicadas audições. É um álbum muito bem produzido, sem lacunas, com elevada coerência e sequencialidade, mas é sobretudo um exercício de audição individual das canções. Com ele os The National firmam a sua posição na classe dos artistas que basicamente só melhoram com o tempo.

The National - Trouble Will Find Me

01. I Should Live In Salt
02. Demons
03. Don’t Swallow The Cap
04. Fireproof
05. Sea Of Love
06. Heavenfaced
07. This Is The Last Time
08. Graceless
09. Slipped
10. I Need My Girl
11. Humiliation
12. Pink Rabbits
13. Hard To Find

 

1 - Arcade Fire - Reflektor

Reflektor é um disco altamente preciso e controlado, pensado ao mínimo detalhe e que vai ao encontro das enormes expetativas que sobre ele recaiam, ainda por cima num ano em que a concorrência mais direta lançou discos, alguns deles com uma elevada bitola qualitativa. É um salto qualitativo em frente na carreira dos Arcade Fire por ter colocado um enorme ponto de interrogação nos fãs e apreciadores da banda relativamente ao futuro sonoro do grupo

Arcade Fire - Reflektor

CD 1
00. Hidden Track
01. Reflektor
02. We Exist
03. Flashbulb Eyes
04. Here Comes The Night Time
05. Normal Person
06. You Already Know
07. Joan Of Arc

CD 2
01. Here Comes The Night Time II
02. Awful Sound (Oh Eurydice)
03. It’s Never Over (Oh Orpheus)
04. Porno
05. Afterlife
06. Supersymmetry


autor stipe07 às 15:26
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Sexta-feira, 27 de Dezembro de 2013

Sin Cos Tan - Afterlife

Lançado no passado dia vinte e cinco de outubro, Afterlife é o novo disco dos Sin Cos Tan, uma projeto comandado pela dupla Jori Hulkkonen, um importante músico e produtor do cenário eletrónico e Juho Paalosmaa, um músico que faz parte da dupla findlandesa Villa Nah. Os Sin Cos Tan tinham-se estreado o ano passado com um homónimo que foi muito bem aceite pela crítica e que fez incidir sobre eles o olhar da mesma; Por isso, este sempre difícil segundo disco dos Sin Cos Tan era aguardado com enorme expetativa e chamou-me a atenção devido à participação de Casey Spooner em Avant Garde, um músico que é a metade mais influente dos nova iorquinos Fischerspooner, uma das minhas bandas preferidas, ao qual se junta Warren Fischer.

Quando dois nomes importantes e talentosos da música se juntam para algum projeto, o resultado geralmente costuma ser satisfatório. Em Afterlife os Sin Cos Tan vão de Brian Ferry aos Pet Shop Boys e os A-Ha e seguem a cartilha sonora na qual a dupla se especializou e que assenta numa eletrónica que navega por várias épocas e influências, mas que se concentra, essencialmente, na pop nórdica dos anos setenta e oitenta.

Os anos setenta e, principalmente, oitenta foram marcantes no mundo da música, assim como no universo cinematográfico. Todos os adultos de hoje cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudade. Em Afterlife, os Sin Cos Tan não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo atual, familiar e inovador, ao mesmo tempo. Por isso, num trabalho onde se destacam o baixo e o orgão da aditiva Limbo, a batida marcante de Avant Garde, ou a beleza dos sintetizadores de Moonstruck, as canções desta dupla nórdica prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura lo fi e esses mesmos sintetizadores que definiam a magia da pop de há trinta anos atrás, continuam a ditar as regras no processo de criação melódica e de seleção dos arranjos. Mesmo em momentos mais soturnos e melancólicos, os Sin Cos Tan não se entregam por completo à tristeza e também criam canções que apesar de poderem ser fortemente emotivas e se debruçar em sonhos por realizar também servem para dançar.

Afterlife navega entre a luz e a escuridão e o sintético e o orgânico, em onze canções onde a eletrónica é um elemento preponderante e a presença de outros instrumentos serve apenas para ampliar o contraste e acrescentar novas cores a estes temas, que são, quase todos, muito cativantes. É uma eletrónica simples e intrigante, feita de intimismo romântico que integra uma espantosa solidez de estruturas, num misto de euforia e contemplação. Espero que aprecies a sugestão... 

Sin Cos Tan - Afterlife

01. Limbo
02. Part Of Me
03. Ritual
04. Heat
05. Destroyer
06. Fair Rewards
07. Heart On A Plate
08. Avant Garde (Feat Casey Spooner)
09. Television
10. Moonstruck
11. Burning Man


autor stipe07 às 14:38
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CEO - Whorehouse

Um dos discos mais aguardados no início de 2014 é Wonderland, o novo trabalho do sueco Eric Berglund, aka CEO, e que sucede a White Magic (2010). De acordo com o título, é esperada mais uma nova fornada de maravilhosas canções, cheias de alegria e cor. Whorehouse, o primeiro avanço deste novo álbum de CEO, distancia desde logo o artista do ambiente mais introspetivo que alimentou White Magic e promete para Wonderland um cardápio de experiências místicas ainda mais abrangentes que o álbum anterior. Esta canção bastante festiva e carregada de arranjos luminosos já teve direito a um video que segue a mesma linha, pontuado por um cenário noturno mas cheio de cor.

Wonderland tem previsão de lançamento para o dia quatro de Fevereiro, e chega por intermédio do selo Modular. Confere...


autor stipe07 às 10:38
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Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

Unknown Mortal Orchestra - SB-01

Os Unknown Mortal Orchestra de Ruban Nielsen apostaram em II, o segundo disco do grupo, editado há cerca de um ano, numa linha sonora que procurou estreitar fortes laços entre a psicadelia e o R&B. Mas hoje, além de demonstrarem mais uma vez uma forte veia inventiva, também surpreenderam com uma interessante generosidade, típica desta época do ano. Assim, para comemorar o Natal de 2013, resolveram disponibilizar gratuitamente no bandcamp do grupo um curioso instrumental, um único tema com pouco mais de vinte e dois minutos intitulado SB-01.

Esta canção tem um forte pendor ambiental e uma ligeira carga psicadélica, feita por uma nuvem densa de cordas, sintetizadores e samples claustrofóbicos e talvez seja um apontar de novos caminhos, em termos de arranjos, no que concerne ao futuro discográfico dos Unknown Mortal Orchestra. Confere...


autor stipe07 às 20:28
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Os melhores discos de 2013 (20 - 11)

20 - The Blank Tapes - Vacation

Vacation é coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta e é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente. É um ensaio de assimilação de heranças, como se da soma que faz o seu alinhamento nascesse um mapa genético que define o universo que motiva os The Blank Tapes. É um disco vintage, fruto do psicadelismo que, geração após geração, conquista e seduz, com as suas visões de uma pop caleidoscópia e o seu sentido de liberdade e prazer juvenil e suficientemente atual, exatamente por experimentar  tantas referências do passado.

01. Uh Oh
02. Coast To Coast
03. Tamarind Seeds
04. Pearl
05. Double Rainbow
06. Brazilia
07. Don’t Ever Get Old
08. Vacation
09. Earring
10. Holy Roller
11. Workin

 

19 - Obits - Bed & Bugs

Bed & Bugs não tem grandes segredos; Da solarenga e divertida Pet Trust à hipnótica Besetchet, ouvimos um disco bem definido em termos de sonoridade e exemplar na forma como a recria, através de canções curtas e diretas, mas que servem o propósito de nos proporcionar pouco mais de meia hora de algum do melhor punk rock que se escuta por aí, às vezes tão rugoso e quente como o asfalto que pisamos todos os dias.

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  1. Taste the Diff
  2. Spun Out
  3. It's Sick
  4. This Must Be Done
  5. Pet Trust
  6. Besetchet
  7. Operation Bikini
  8. Malpractice
  9. This Girl's Opinion
  10. Receptor
  11. I'm Closing In
  12. Machines
  13. Double Jeopardy (For the Third Time)

 

18 - Men Among Animals - Buried Handsome

Um dos grandes trunfos deste trabalho absolutamente fantástico e delicioso é que, por ser tão complexo e convergente, agrada facilmente quer a gregos quer a troianos; Cada um de nós escutará certamente algo que considera belo e que mexe consigo e poderá selecionar o tema preferido e com o qual melhor se identifica.

Reza a lenda que os Men Among Animals são uma banda que decidiu juntar-se depois de estarem em frente de uma garrafa de vinho quase vazia porque, além de partilharem um enorme gosto pela música, achavam estranho todos os humanos que conhecem confessarem gostar de animais e, por isso, talvez fosse altura de, através da música, desmascarar alguns deles (humanos, entenda-se). Em boa hora resolveram pôr mãos a essa empreitada.

01.The Place You Counted On
02. Kathy
03. Failures Flaws Regret...
04. They Build A Colony
05. Common In A Special Way
06. The Rise That Gave Us Away
07. Old Mr Carson
08. Neighborhood
09. When You Smile
10. Breathe When You're Dead

 

17 - French Films - White Orchids

Numa toada descontraída e ao mesmo tempo visceral, estes finlandeses conseguem juntar uma atmosfera sonora épica, positiva, sorridente e bastante dançável. Vale a pena ouvir o disco todo, sem parêntesis e pausas, com uma atitude descontraída e jovial.

01. White Orchid
02. Where We Come From
03. Ridin’ On
04. Special Shades
05. All The Time You Got
06. Latter Days
07. Long Lost Children
08. Juveniles
09. Into Thousand Years
10. 99

 

16- Eels - Wonderful, Glorious

Wonderful, Glorious pode não mudar muita coisa no universo musical dos Eels devido à riqueza do mesmo, mas a liberdade deste disco acaba por ser uma lufada de ar fresco. A dinâmica do sucesso é difícil de prever, mas Everett e companhia merecem elogios de um público maior do que aquele que o conhece e produziram aqui um punhado de canções marcantes que podem realmente leva-los mais além. Oxalá eles alcancem a fama e o reconhecimento público que tanto reclamam em Wonderful, Glorious, porque bem o merecem.

01. Bombs Away
02. Kinda Fuzzy
03. Accident Prone
04. Peach Blossom
05. On The Ropes
06. The Turnaround
07. New Alphabet
08. Stick Together
09. True Original
10. Open My Present
11. You’re My Friend
12. I Am Building A Shrine
13. Wonderful, Glorious

 

15 - STRFKR - Miracle Mile

Neste novo trabalho dos STRFKR estamos na presença de uma obra com um conteúdo grandioso e experimentações que interagem com a pop convencional. Em suma, um tratado musical leve e cuidado e que encanta. Espero que aprecies a sugestão...

01. While I’m Alive
02. Sazed
03. Malmö
04. Beach Monster
05. Isea
06. YA YA YA
07. Fortune’s Fool
08. Kahlil Gibran
09. Say to You
10. Atlantis
11. Leave It All Behind
12. I Don’t Want to See
13. Last Words
14. Golden Light
15. Nite Rite

 

14 - Paperfangs - Past Perfect

Na estreia, os Paperfangs não se sairam nada mal. Deitaram-se numa nuvem feita com a melhor dream pop escandinava e operaram um pequeno milagre sonoro; Tornaram-se expansivos e luminosos, encheram essa nuvem com uma sonoridade alegre, floral e perfumada pelo clima ameno da primavera que está quase a chegar e o mais interessante é que conseguiram fazê-lo sem grande excesso e com um belíssimo acabamento açucarado, duas das permissas que justificam coerência e acerto na estratégia musical escolhida. Em suma, Past Perfect é um belíssimo álbum, com um conteúdo grandioso e um desempenho formidável ao nível instrumental e da voz, um tratado musical leve, cuidado e que encanta, não sendo difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo.

01. In Age
02. Bathe In Glory
03. Selfless
04. This Power
05. Repeat
06. Darkling, I Listen
07. Widow’s Song
08. Avenue Of Splendours
09. All Girls Are Grey
10. His Famous Last Painting

 

13 - Yo La Tengo - Fade

Com uma variedade de referências e encaixes sonoros que se aproximam do indie rock atual, Os Yo La Tengo fazem em Fade uma espécie de súmula da carreira, já que contém a produção detalhada típica da década de oitenta, as transformações sonoras que experimentaram na década seguinte e a maturidade que demonstraram nos discos lançados já neste século. Pelos vistos, quem, como eu, se interessar mais por esta banda de Hoboken, Nova Jersey, a partir deste disco, terá muito material para descobrir da sua discografia e creio que o número de novos admiradores vai crescer, já que Fade tem tudo para agradar ao público adepto do som feito hoje e aos admiradores do trabalho anterior da banda.

Yo La Tengo - Fade

01. Ohm
02. Is That Enough
03. Well You Better
04. Paddle Forward
05. Stupid Things
06. I’ll Be Around
07. Cornelia And Jane
08. Two Trains
09. The Point Of It
10. Before We Run

12 - Washed Out - Paracosm

Os rótulos que costumam ser associados à música de Washed Out são a chillwave e a dream pop lo fi. Mas este artista é, acima de tudo, um transmissor de tranquilidade que utiliza uma pop sonhadora para nos hipnotizar e funciona como um eficaz soporífero que nos leva para longe de uma realidade tantas vezes pouco agradável.

Um dos maiores méritos deste disco é fazer-nos sentir uma vontade imensa de o compartilhar com quem nos rodeia, uma abordagem expansiva que, de algum modo, contraria o cariz algo introspetivo da dream pop.

Washed Out - Paracosm

01. Entrance
02. It All Feels Right
03. Don’t Give Up
04. Weightless
05. All I Know
06. Great Escape
07. Paracosm
08. Falling Back
09. All Over Now

 

11- Splashh - Comfort

Comfort são pouco mais de trinta e três minutos de pura adrenalina sonora, uma viagem que nos remete para a gloriosa época do rock independente que reinou na transição entre as duas últimas décadas do século passado, um rock sem rodeios, medos ou concessões, com um espírito aberto e criativo. Os Splashh são um nome a ter em conta no universo musical onde se inserem e estão no ponto e prontos a contrariar quem acha que já não há bandas à moda antiga e a fazer música de qualidade.

01. Headspins
02. All I Wanna Do
03. Need It
04. Vacation
05. So Young
06. Lemonade
07. Feels Like You
08. Green & Blue
09. Strange Fruit
10. Lost Your Cool


autor stipe07 às 16:18
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Röyksopp - Twenty Thirteen

Listen: Röyksopp:

Para celebrar o final de 2013 a dupla norueguesa Röyksopp acaba de disponibilizar uma nova canção com o apropriado título Twenty Thirteen. Este é mais um tema que conta com a participação especial de Jamie McDermott, dos The Irrepressibles, na voz, à semelhança do que sucedeu com Something In My Heart, uma canção editada no início de novembro e que divulguei na altura. Twenty Thirteen pode ser ouvido no player em baixo do SoundCloud e o download gratuito pode ser feito no site oficial da banda aqui.

Os Röyksopp encontram-se em estúdio com Robyn, a trabalhar no sucessor do álbum Senior, editado em Setembro de 2010, um trabalho que deverá ser editado pela Cherrytree Records/Interscope, etiqueta por quem assinaram recentemente. Confere...


autor stipe07 às 09:46
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Quarta-feira, 25 de Dezembro de 2013

Sleigh Bells - Bitter Rivals

Lançado no passado dia oito de outubro pela Mom+Pop Records, Bitter Rivals é o novo álbum dos Sleigh Bells de Derek Miller e Alexis Krauss, uma dupla que criou logo um grande impacto com Treats, o disco de estreia editado em maio de 2010 e que marcou uma posição forte no universo sonoro alternativo através de um rock ruidoso, orgânico, irregular e visceral, que agregou imediatamente uma grande legião de seguidores em redor desta dupla nova iorquina.

Uma das máximas na música e nas artes em geral consiste na ideia de mudança contínua, para que não se caia no esquecimento, algo ainda mais urgente para quem conseguiu um sucesso estrondoso no primeiro sinal de vida. Bitter Rivals são dez canções que em cerca de meia hora personificam uma clara tentativa dos Sleigh Bells em conseguir abranger novos campos sonoros que não se restringam apenas ao típico noise rock que marca, desde essa bem sucedida estreia, o ADN da dupla. Em 2013, a ideia foi tentar absorver elementos sonoros também típicos da pop que mais agrada às massas e assim reaver algum daquele fulgor inicial que para estes dois músicos de Brooklyn parece estar cada vez mais distante.

Agora, no universo dos Sleigh Bells, temos uma espécie de pop rock, muito menos noise e bastante mais comercial, com a opção no processo de construção melódica e de definição dos arranjos a recair em elementos mais brandos e acessíveis e com a voz de Alexis Krauss a mostrar-se mais domada. A manutenção de alguns dos genes habituais dos Sleigh Bells é assegurada pela guitarra de Miller, que tendo aderido também há nova opção sonora, ainda debita os já habituais riffs e contratempos em alguns momentos e com a percurssão a manter-se umas vezes orgânica e outras vezes eletrónica. Sugarcane ou You Don’t Get Me Twice são bons exemplos desta nova roupagem sonora dos Sleigh Bells, assim como a eletrónica em que assenta Love SickTiger Kit e 24 são mais dois temas que apontam para as mudanças nas diretrizes da dupla, que agora apenas precisa de um pouco mais de criatividade no lado instrumental, para conseguir o tal impacto que já teve, mas com arraiais assentes num universo sonoro distinto.

Escutar Bitter Rivals pode dar a sensação que se está na preença de algo inovador, mas essa perceção será mais nítida apenas para quem não está acostumado com o som dos Sleigh Bells; Assim não irá estranhar o quanto ele é mais acessível, não só no fôlego, mas também na atitude da dupla, que ao ter optado por sons mais fáceis de serem assimilados, talvez consiga chegar a uma maior quantidade de ouvintes, assim como outros conseguem, mas que corre o sério risco de perder a identidade sonora com a qual se deu a conhecer e que tão bons frutos originou, por ter sido algo único e distinto. Espero que aprecies a sugestão...

01 Bitter Rivals
02 Sugarcane
03 Minnie
04 Sing Like a Wire
05 Young Legends
06 Tiger Kit
07 You Don't Get Me Twice
08 To Hell With You
09 24
10 Love Sick


autor stipe07 às 21:58
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Terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

Banda Sonora - Consoada 2013



autor stipe07 às 17:23
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The Battles Of Winter - Where Did You Get Those Fireworks

Os britânicos The Battles Of Winter são Alistair Gale (voz, guitarra), Lucas Manley (guitarra, efeitos), Graeme Dinning (baixo) e Martin Good (bateria), uma banda natural de Londres que se prepara para a estreia nos discos. Standing at the Floodgates é o nome do primeiro álbum deste quarteto, um trabalho que verá a luz do dia no início de outubro por intermédio da Ruby Music e Where Did You Get Those Fireworks o primeiro avanço já conhecido da rodela, uma canção disponível gratuitamente.

Algures entre os Interpol, os The National e Echo And The Bunnymen, esta é mais uma banda que aposta num indie punk rock simultaneamente sombrio e nostálgico, ambicioso e épico, com melodias fortes e um forte predomínio do baixo e da guitarra. Confere...

 


autor stipe07 às 16:45
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Sábado, 21 de Dezembro de 2013

We Are Us - And This Is You

Lançado no passado dia vinte e cinco de setembro, And This Is You é o EP de estreia dos italianos We Are Us, uma dupla de indie punk formada por Silvio Pasqualini e Maddalena Zavatta e que ainda se encontra numa fase muito embrionária da carreira. Silvio e Maddalena conheceram-se num festival de rock onde tocaram com as suas bandas anteriores.

And This Is You são três magníficas canções, You, Talking To My Baby e Call Me, que do punk ao rock, passando pela new wave, abarcam diferentes espetros sonoros e que me deixaram a salivar quanto ao futuro dos We Are Us.  São canções assentes na voz delicada e com uma toada muito pop de Maddalena, a que se junta os riffs rasgados das guitarras de Pasqualini.Ficarei muito atento a esta dupla e espero que aprecies a sugestão..


autor stipe07 às 23:19
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Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013

Young Knives – Sick Octave

Tendo iniciado a carreira discográfica com Voices Of Animals And Men e depois Superabundance, os Young Knives dos irmãos Henry e Thomas Dartnall, aos quais se juntou Oliver Askew, obtiveram rapidamente uma boa reputação e um interessante sucesso comercial de vendas. Depois, em 2011 com Ornaments From The Silver Arcade, chegaram ainda mais longe na divulgação da sua música, mudaram um pouco o seu som, dando-lhe uma componente mais soul, introduziram novos instrumentos no processo de gravação, contaram com o reputado produtor Nick Launay e alguns músicos, cantores e percussionistas e, através desse trabalho, plasmaram o gosto pelo experimentalismo e pela chamada música de dança. O resultado foi uma míriade de sonoridades, assentes no punk, mas com pinceladas de groove, house, soul, jazz e até alguma eletrónica.

Agora, quase no final e 2013, chegou mais um álbum dos Young Knives, um trabalho dinâmico e cheio de pequenas surpresas. O disco chama-se Sick Octave e propõe uma viagem intensa por diversas sonoridades, climas, emoções e inspirações.

Sick Octave foi pensado e desenvolvido numa atmosfera de total liberdade criativa; Os Young Knives decidiram fazer um lançamento independente, trabalhar com os próprios recursos financeiros do grupo e sem reportar fosse a quem fosse o andamento do trabalho e o conteúdo sonoro do mesmo. Assim, uma das grandes virtudes de Sick Octave está no fato de poder plasmar genuinamente o som que mais agrada ao trio e que parece ser, pelo conteúdo, uma enorme heterogeneidade de influências e carateristicas sonoras que atravessam diferentes décadas e géneros, abraçando o indie rock, o post punk e a eletrónica.

Sick Octave tem instantes sombrios e luminosos, outros bastante melancólicos e ainda momentos inusitados, nomeadamente a introdução, 12345, cantada por crianças, ou o interlúdio Score, que leva o reportório dos Young Knives para um lugar novo e diferente. Na verdade, a impressão que fica é que cada música possui esse mesmo papel, de invocar diferentes mundos e géneros, ainda que algumas se destaquem justamente por isso.

Sick Octave é o tipo de disco que melhora à medida que o alinhamento avança e o número de audições aumenta. Tem muitos destaques, como as mudanças dentro de All Tied Up, a animação de Green Island Red Raw ou Bed Warmer, ou mesmo as guitarras de Something Awful, mas White Sands acaba por se destacar das demais e ser aquela canção que te deixa de algum modo extasiado com o disco.

Sick Octave é uma excelente proposta para quem gosta de discos que contagiam com bruscas mudanças de direção e que nos impressionam constantemente com algo inesperado e diferente. Espero que aprecies a sugestão...

Young Knives - Sick Octave01. 12345

02. Owls Of Athens
03. We Could Be Blood
04. All Tied Up
05. White Sands
06. Something Awful
07. Preset Columns/Default Comets
08. Bella Bella
09. Marble Maze
10. Green Island Red Raw
11. Score
12. Bed Warmer
13. Maureen


autor stipe07 às 17:42
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Sisyphus - Calm It Down

Depois de se terem estreado em 2012 com Beak & Claw, Sufjan Stevens, Son Lux e o rapper Serengeti estão de volta com o seu projeto alternativo, agora batizado de Sisyphus. Este novo grupo segue as pistas do anterior que se chamava S / S / S, ou seja, enquanto Stevens e Lux arquitetam o cenário instrumental que define as canções, cabe ao rapper Serengeti espalhar por elas um verdadeiro catálogo de rimas.

Em Calm It Down, primeiro single que marca o regresso do trio com um homónimo a dezoito de março do próximo ano, todas as referências lançadas no disco anterior caminham em direção aos anos noventa, cruzando sintetizadores e vozes, numa canção com uma forte toada nostálgica e contemplativa e com fortes reminiscências nos esboços sintéticos produzidos por Stevens em The Age Of AdzConfere...


autor stipe07 às 14:11
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Anna Calvi - Fire

191213_calvi

Na semana em que deu dois concertos em Portugal, Anna Calvi lançou o single Suddenly acompanhado por uma versão de Fire, um original de Bruce Springsteen, editado em finais da década de setenta.

Depois de uma versão acústica na antena da rádio francesa OÜI, a cantora britânica partilhou agora uma versão de estúdio do tema. Anna Calvi deu uma nova vida à canção, com a sua voz marcante, numa versão minimalista, mas com uma forte toada psicadélica.

O segundo longa duração de Anna Calvi, One Breath, foi editado no passado mês de Outubro com o selo da Domino Records. Confere...


autor stipe07 às 12:19
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Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013

Ulrich Schnauss & Mark Peters - Tomorrow Is Another Day

Lançado no passado dia vinte ecinco de outubro pela Bureau B, Tomorrow Is Another Day é um dos mais interessantes discos que chegou à minha redação, até pela sonoridade singular, pouco habitual no blogue. O disco é da autoria do projeto Ulrich Schnauss & Mark Peters que, conforme o nome indica, resulta da colaboração de dois músicos que dessa forma deram origem a uma dupla de pop eletrónica.

Ulrich Schnauss nasceu em Kiel, no litoral norte de Alemanha, em 1977 e começou por destacar-se no cenário drum n'bass da Berlim dos anos noventa, tendo integrado os projetos A Long Way to Fall e A Strangely Isolated Place. Mark Peters é um britânico nascido em 1975 , natural de Liverpool e um dos membros da banda Engineers. Schnauss juntou-se aos Engineers em 2010 como teclista e a partir daí nasceu uma forte amizade entre estes dois músicos, que começaram a explorar juntos algumas vertentes mais instrumentais do cenário indie pop e eletrónico que sempre norteou o processo de criação melódica de ambos.

Tomorrow Is Another Day é já o segundo disco desta parceria que começou com Underrated Silence e o trabalho onde os dois integrantes aprimoram a forma como exploram paisagens sonoras expressionistas, através das teclas de Schnauss e a guitarra de Peters, as grandes referências instrumentais neste processo de justaposição de vários elementos sonoros.

Das Volk Hat Keine Seele é o grande destaque de Tomorrow Is Another Day, um trabalho produzido pelo próprio Schnauss e onde quase todos os temas sáo apenas instrumentais. É o disco que consolida a parceria da maturidade que a mesma já demonstra, um trabalho onde o diálogo feliz e profícuo entre o contraste das preferências sonoras da dupla melhor se sublima e onde se destaca a emoção com que a música criada por ambos consegue transportar bonitos sentimentos.

Há uma forte dinâmica criativa no seio deste projeto e apesar das diferentes origens musicais, nenhum estilo musical domina o outro e o efeito é o de duas vozes igualmente magistrais numa conversa coerente celebrando a natureza dinâmica da combinação instrumental e explorando um novo método de abordagem criativa, que permite a concordância e a discordância, por sua vez. Espero que aprecies a sugestão... 

1. Slow Southern Skies
2. Tomorrow Is Another Day
3. Das Volk Hat Keine Seele
4. Inconvenient Truths
5. One Finger And Someone Else's Chords
6. Additional Ghosts
7. Walking With My Eyes Closed
8. Rosmarine
9. Bound By Lies
10. There's Always Tomorrow

 


autor stipe07 às 21:58
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Ether Teeth - Autumn Sky

Com origem em Phoenix, no Arizona, Ether Teeth é um projeto que começou por ser apenas de Shane Dinet (guitarra, voz, percurssão, programação), mas que agora também já inclui Chris Nagy (guitarra) e Stacey Porrazzo (teclados, percurssão e voz). Depois de há quase um ano terem surpreendido com a canção Memory Leek, acabam de revelar Autumn Sky, um novo tema assente numa sonoridade algo lo fi e bastante atmosférica que mistura elementos do trip-hop, da dream pop e do shoegaze.

Este projeto ainda não tem qualquer disco editado, mas preve-se que a estreia ocorra em 2014. E destaco também a remistura que fizeram para Lotus Flower, um original dos Radiohead. Todos estes temas estão disponíveis gratuitamente. Confere...


autor stipe07 às 16:47
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Soliti Records - Zip Vol 3

A editora Finlandesa Soliti Records acaba de disponibilizar ZIP Vol 3, uma coletânea com oito temas de algumas das bandas do seu catálogo e que em 2013 foram, quase todas, citadas em Man On The Moon. De Paperfangs a Black Lizard, passando por Black Twig, Delay Trees ou the New Tigers, este é um compêndio essencial para os amantes do indie pop rock alternativo e contém algumas das canções que marcaram 2013, todas disponíveis gratuitamente. Confere...


autor stipe07 às 09:51
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