Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Alligator Indian - More Songs About Animals and TV EP

Domingo, 24.11.13

More Songs About Animals and TV é o novo  EP dos Alligator Indian, uma dupla de Orlando, na Flórida, formada por Christian Church e Spooky Bubble. Este EP foi materizado por Warren Hildebrand e viu a luz do dia a dezassete de setembro por intermédio da Bleeding Gold Records. O artwork do EP é da autoria de Zach Smith. O EP está disponível no bandcamp do grupo, gratuitamente, com a opção de doares um valor pelo mesmo.

Confesso-me fascinado por Corpsing, um dos temas do EP, uma canção algures entre Yeasayer e os Animal Collective, quatro minutos assentes numa batida hipnótica e num sintetizador inebriante e caótico, que juntos com a voz criam uma atmosfera algo intimidante e muito futurista e onde tudo encaixa na perfeição. É um tema particularmente inebriante e até algo desconfortável, com um refrão verdadeiramente hipnótico e que nos faz duvidar da qualidade do ficheiro ou do nosso emissor sonoro. A canção foi disponibilizada gratuitamente pelos Alligator Indian e além de isso ser uma autêntica dádiva, tendo em conta a qualidade da composição, ela merece uma audição atenta.

Mas todo o EP merece o mesmo cuidado; Mais do que tentarem ser populares ou fazerem a música que os pode catapultar para os escaparates, percebe-se que Christian e Spooky procuram ser, antes de mais, honestos e, dessa forma, fazerem a música que realmente querem e gostam! Isso é audível pela forma como cantam e pela paixão que transmitem, quer através da complexidade de algumas letras, quer pelo charme dos arranjos atmosféricos, doces e introspetivos que adornam as melodias das diferentes canções. Este projeto ficou definitivamente debaixo do meu radar. Espero que aprecies a sugestão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 20:50

The Leg - Oozing a Crepuscular Light

Sábado, 23.11.13

Editado no passado dia onze de novembro pela escocesa Song, by Toad RecordsOozing a Crepuscular Light é o novo álbum dos The Leg, um disco com oito canções condensadas em pouco mais de vinte e três minutos, onde é-nos dada a oportunidade de recriar um verdadeiro ambiente festivo, algures entre o caos e uma pop delirante. Este é mais um trabalho que comprova que a Song, by Toad Records é uma das mais interessantes editoras independentes do cenário alternativo e com um cardápio disponível que vale bem a pena pesquisar.

Logo no início deste disco, em Dam Uncle Hit, ficamos com a perceção clara do que nos aguarda daí para a frente e Lion Licker aprofunda a evidência clara de que Oozing A Crepuscular Light é um registo sonoro curioso, assente num leque instrumental bastante diversificado, percetível na míriade de instrumentos que se escutam. Um piano algo desafinado e uma viola parecem ser o fio condutor central das canções, mas a componente instrumental não se cinge às variantes que estes dois brinquedos podem proporcionar, já que metais e sopros também são frequentemente audíveis e são imensos os detalhes sonoros que enriquecem o fluído desenrolar das canções.

Um dos temas mais curiosos deste disco é 25 hats, um inebriante devaneio feito com apenas com a distorção de uma guitarra e uma voz. Logo de seguida somos transportados para um saloon em pleno farwest com Chicken Slippers, um dos avanços deste álbum com direito ao formato single; A música é um pequeno delírio sonoro folk conduzido por um piano alucinante e aparentemente desafinado, uma bateria a condizer e uma voz com um forte sotaque, detalhes que dão à canção uma toada muito ligeira e divertida. O disco acaba por encerrar com Celebrating Love, uma espécie de medley que do punk, ao pop e à folk, congrega toda a pafernália que sustenta a música dos The Leg.

Desde potes e panelas a chocalharruídos de pássaros, arrulhos e trombones, ouve-se de tudo um pouco e recordei-me imediatamente das baladas empoeiradas com letras oblíquas dos Neutral Milk Hotel e do carnaval sonoro habitual nos Misophone. No entanto, o fio condutor parece-me ser o jazz e a folk tradicional inglesa. Oozing a Crepuscular Light oscila entre a introspecção lírica e algum sarcasmo petulante, mas, em última análise, o que mais conta é a intemporalidade das canções e a dificuldade em balizá-las num estilo. Espero que aprecies a sugestão...

 

“terrific, unhinged chamber-punk” – The Herald

“coruscating … refreshingly raucous” – The Skinny
“Wilfully obscure” “eternally brilliant” – The List
“leaves you wondering quite what just happened” – CMU
“sonic alchemists with pop magic dancing from their fingertips”– NME
“open your mind to the grandly calamitous” – Julian Cope
“[An Eagle to Saturn is] a staggeringly brilliant album” – The Scotsman

 

Side A
01. Dam Uncle Hit
02. Lionlicker
03. Don’t Bite a Dog
04. Oozing a Crepuscular Light
Side B
01. 25 Hats
02. Chicken Slippers
03. Quantum Suicide
04. Celebrating Love


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:07

The Familiar - Dark Eyes

Sábado, 23.11.13

Dark Eyes

Recentemente apresentei os Syvia, uma banda do Brooklyn, liderada pela norueguesa e note americana Ruth Mirsky. Além dos Syvia, ela integra outro projeto, os The Familiar, onde faz dupla com Mads Martinsen.

Os The Familiar apostam numa eletrónica nostálgica e sombria que procura captar, de acordo com a própria dupla, a essência dos longos verões cheios de luz e sem noite, no Círculo Polar Ártico, com os eternos invernos que se prolongam por um inteiro solstício, onde não há, muitas vezes, um único raio de luz. Rooms, o disco de estreia dos The Familiar, chegará muio em breve e Dark Eyes é o primeiro avanço desse trabalho. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 09:31

Ocean City Defender - The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette

Sexta-feira, 22.11.13

Depois de The Golden Hour, um EP que divulguei no início de 2012, o projeto Ocean City Defender está de regresso com mais uma coleção de canções, outro EP chamado The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette, lançado no passado dia vinte e um de setembro. Ocean City Defender é o projeto a solo de K. Preston Merkley, um músico canadiano natural de Ontário e The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette está disponível no bandcamp do músico, com a possiblidade de doares um valor pelo EP.

Os Tears for Fears, New Order, Echo & The Bunnymen, M83 e os Phoenix são referidos como as principais influências destes Ocean City Defender, que apresentam neste EP canções que combinam a melodia e o imediatismo inerente à pop dos anos sessentacom a profundidade e a atmosfera dos anos oitenta. A sua sonoridade é peculiar e um pouco mais nostálgica que a maioria das propostas que vêem deste país relacionadas com o género sonoro que procuram replicar.

Ao contrário do que sucedia em The Golden Hour, neste segundo EP do projeto o som é menos cru e muito mais detalhado. Além do já habitual reverb nas guitarras, há uma maior variedade de instrumentos de percurssão e o sintetizador ganhou uma importância superior. E, quanto a mim, ainda bem que houve esta opção sonoramente mais orgânica. Espero que aprecies a sugestão...

 01. The Nature Of Things
02. Unlimited Evenings And Weekends
03. Star Tropics
04. Some Local Heights And Failures

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 22:01

Death Vessel - Ilsa Drown

Sexta-feira, 22.11.13

Natural de Rhode Island, o cantor folk Joel Thibodeau, aka Death Vessel, tem um novo álbum intitulado Island Intervals, que chegará aos escaparates a vinte e cinco de fevereiro de 2014, por intermédio da Sub Pop Records. O primeiro tema divulgado do disco é Ilsa Drown, uma canção que conta com a participação especial de Jónsi, vocalista dos islandeses Sigur Rós.

Ilsa Drown é um belíssimo instante folk, intrspetivo mas luminoso, assente, como seria de esperar, no dedilhar de uma guitarra, com as vozes de Joel e Jónsi a fazerem um casamento perfeito e a criarem juntas um ambiente etéreo e comtemplativo. É raro, mas curioso escutar a voz de Jónsi num registo mais acústico, porque possibilita ouvir e perceber determinados timbres que tornam o seu falsete ainda mais aconchegante. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 18:44

Temples - Mesmerise

Sexta-feira, 22.11.13

Naturais de Kettering, em Inglaterra, os Temples são uma nova banda de rock psicadélico que se prepara para a estreia nos discos. No último verão deram-se a conhecer em vários festivais na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá e conquistaram já uma legião de fãs, ansiosa pela chegada desse trabalho, que terá o nome de Sun Structures e verá a luz do dia a onze de fevereiro de 2014, através da Fat Possum.

Mesmerise é a épica primeira canção já conhecida do álbum de estreia deste quarteto, um verdadeiro tratado de indie rock hipnótico e psicadélico. No sítio da banda há outros temas disponíveis para audição. Aperta os cintos e prepara-te para levantar voo...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 12:34

Cold Mailman – Heavy Hearts

Quinta-feira, 21.11.13

Editado já a doze de abril pela Beyond Records, Heavy Hearts é o novo disco dos Cold Mailman, uma banda norueguesa que começou por ser um projeto a solo liderado por Ivar Bowitz, mas ao qual se juntam agora, Martin Bowitz, Torbjørn Hafnor, Stian H fra skivika, Martin Smådal Larsen e Catharina Sletner e com já uma década de carreira. Este coletivo é maioritariamente formado por elementos oriundos da localidade de Bodø, junto ao Círculo Polar Ártico, mas está sedeado na cosmopolita cidade de Oslo, que é hoje, musicalmente, uma das cidades mais importantes do mundo. Com este novo trabalho, que foi produzido, misturado, gravado e masterizado pela própria banda, os Cold Mailman obtiveram bastante atenção e são hoje um dos nomes mais importantes do cenário indie pop e alternativo norueguês.

Um dos destaques deste disco é, desde logo, o single My Recurring Dream, uma música fabulosa e que teve direito a um vídeo que tem tanto de sensível como hipnótico, dirigido pelo norueguês André Chocron. É um daqueles filmes que merece ser visto do princípio ao fim com o desfile de todas as suas personagens que vão desde mulheres estranhas num comboio, a dançarinos subaquáticos, passando por paisagens de perder o fôlego, corredores de hospitais, executivos em skates, enfim... uma sucessão de acontecimentos que nos mantém embalados pela melodia.

E ao escutarmos essa canção ficamos desde logo esclarecidos sobre o que esperar de Heavy Hearts, um disco que, como já referi, foi trabalhado intregralmente pelo próprio grupo, que tem a sorte de poder contar no seu alinhamento de músicos, com o baixista  Martin Bowitz, que é hoje um dos mais conceituados produtores noruegueses.

Fazerem tudo sozinhos permitiu-lhes total independência sonora e chegar perto da perfeição, devido à possibilidade de poderem eles próprios decidir, até ao mais ínfimo detalhe, a condução melódica e o cardápio de arranjos que sustentam as dez canções de Heavy Hearts e, obviamente, o grande talento da banda.

Heavy Hearts é um trabalho acessível e que agradará facilmente a todos os apreciadores quer da pop, quer do próprio rock alternativo. Além de depararmos com cerca de quarenta minutos assentes numa instrumentação dominada pela luminosidade das cordas, há fantásticos momentos de interação entre vozes masculinas e femininas, com particular ênfase para Mountaineer's Foot. A pop sintetizada dos anos oitenta também faz a sua aparição, com Venetian Blinds a ser um bom exemplo de como soariam hoje uns Pet Shop Boys tão criativos como eram há trinta anos atrás, algo que Shakedown 1982 também ajuda a perceber. I Was Wrong surpreende um pouco no restante alinhamento, mas isso não significa que destoe; Falo de um tema que leva-nos para ambientes mais sombrios e atmosféricos, através de um interessante soft rock que inclui um solo experimental de guitarra.

É toda esta diversidade que podemos encontrear em Heavy Hearts, alida a um grupo que coloca todo o seu empenho e paixão pela música ao serviço da criação de belíssimas paisagens sonoras, que faz deste trabalho um disco tão mágico, surpreendente e consistente. Espero que aprecies a sugestão...

Cold Mailman - Heavy Hearts

01. Intervention
02. Lighthearted Love
03. Future Ex
04. Mountaineer’s Foot
05. Ventian Blinds
06. I Was Wrong
07. Returnity
08. My Recurring Dream
09. Shakedown 1992
10. A Heavy Heart

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:13

You Can't Win Charlie Brown - Be My World

Quinta-feira, 21.11.13

Depois do sucesso alcançado em 2011 com Chromatic, o disco de estreia e a recriação ao vivo dos Velvet Underground, no final de 2012, o coletivo You Can't Win Charlie Brown vai regressar aos lançamentos já no próximo mês de janeiro com Diffraction / Refraction, o segundo disco desta banda formada por Tomás Sousa (bateria) Afonso Cabral (voz, piano e guitarras), Salvador Menezes (voz, guitarra acústica e baixo), David Santos (voz, teclados, metalofones), Luís Costa (guitarra eléctrica) e João Gil (guitarra acústica e teclados.

A primeira amostra de Diffraction / Refraction já é conhecida. O tema chama-se Be My World, um sentido quadro sonoro, quatro minutos pintados com belíssimos arranjos de cordas e uma voz contagiante.

Além da canção, também foi dado a conhecer o vídeo de Be My World; O filme serve para antecipar as múltiplas atmosferas que poderemos vislumbrar em Diffraction / Refraction, que foram concebidas, desenhadas e realizadas pelo baterista da banda, Tomás Sousa

Diffraction / Refraction foi gravado, à semelhança do disco de estreia, nos estúdios da Pataca Discos, produzido pelos próprios You Can't Win Charlie Brown, misturado por Luís Nunes (Walter Benjamim) e masterizado por Rafael Toral. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 15:56

Band Of Skulls - Asleep At The Wheel

Quinta-feira, 21.11.13

Produzido por Nick Launay, um produtor que já trabalhou com os Yeah Yeah Yeahs, Arcade Fire e Nick Cave and the Bad Seeds, Himalayan é o nome do próximo disco dos Band Of Skulls, o sucessor de Sweet Sour, um disco que a banda britânica lançou em 2011.

Oriundo de Southampton, este trio formado por Matthew Hayward (bateria), Russell Marsden (guitarra e voz) e Emma Richardson (baixo e voz), preparara-se para fazer juz ao título do álbum e subir bem alto com a nova coleção de canções, já que, de acordo com Asleep At The Wheel, a primeira amostra divulgada de Himalayan, será o rock épico e visceral, psicadélico, rugoso e carregado de distorção, a alimentar o seu conteúdo.

Neste momento os Band Of Skulls estão na estrada, como banda de suporte da digressão europeia dos Queens Of The Stone Age. Confere...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 12:26

Au Revoir Simone – Move In Spectrums

Quarta-feira, 20.11.13

Este ano tem sido repleto de boas novidades e uma delas é o regresso aos discos das norte americanas Au Revoir Simone. Editado no princípio de outubro pela Moshi Moshi Records. Move In Sprectrums é o quarto disco desta banda de Erika Spring, um regresso que se saúda deste coletivo integralmente feminino a um espectro sonoro mais experimental e um trabalho que dá um maior relevo ao lado mais rockeiro destas miúdas, como Crazy, um dos destaques do disco, tão bem ilustra.


Quem conhece os três primeiros discos das Au Revoir Simone, constata rapidamente em Move In Spectrums que este novo álbum de Erika Forster, Annie Hart e Heather D’Angelo, parece ser um definitivo abrir de porta a algumas inovações, depois de um período incial do coletivo firmado no uso exlusivo dos sintetizadores para a criação de temas com uma toada essencialmente introspetiva e tímida. Já em Still Night, Still Light (2009) elas tinham mostrado a intenção de progredirem para algo diferente, mas agora, ao quarto disco, elas perdem de vez a vergonha, arriscam novas sonoridades, colocam também à frente o pedal da distroção e ao ombro as guitarras, que se aliam à bateria para a construção de temas mais ríspidos e elétricos.

Seja como for, esta alteração, como já disse, só será percetível para quem realmente está familiarizado com as Au Revoir Simone, porque quem contactar agora com este trio feminino pela primeira vez, poderá perfeitamente achar que a sonoridade que elas propôem é algo intimista e sombria. Por exemplo, More Than, o tema de abertura, deixa logo pistas claras sobre o restante alinhamento, já que assenta em sintetizadores lo fi e num jogo claro de esperiências sonoras, onde também há uma batida forte e uma sobreposição de harmonias. Assim, esclareço que há aqui realmente um salto qualitativo interessante e que temas como Shadows e All Or Nothing, mostram uma nítda tendência abertamente comercial e inédita.

Move In Spectrums vai jogando com o tempo e aos poucos revelando temas que recordam a nostalgia dos anos oitenta (We Both Know) e outros, como a tal Crazy, que realçam o que de melhor se escuta atualmente no rock alternativo, como se o disco fosse feito com a intenção de nos provocar e confundir.

Feito para ser ouvido com alguma insistência para que faça sentido, Move In Spectrums esconde vários pequenos segredos; Confissões sorumbáticas em Hand Over Hand, lampejos de luz e cor em Let the Night Win e momentos que tocam o etéreo, nomeadamente em Boiling Point. Quem insistir, conseguirá entrar no universo sonoro destas miúdas bastante talentosas e sentirá, também por isso, uma grata sensação de recompensa. Espero que aprecies a sugestão...

Au Revoir Simone - Move In Spectrums

01. More Than
02. The Lead Is Galloping
03. Crazy
04. We Both Know
05. Just Like A Tree
06. Somebody Who
07. Gravitron
08. Boiling Point
09. Love You Don’t Know Me
10. Hand Over Hand
11. Let The Night Win

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por stipe07 às 21:27







mais sobre mim

foto do autor


Parceria - Portal FB Headliner

HeadLiner

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Man On The Moon · Man On The Moon -Programa 422


Disco da semana 117#


Em escuta...


pesquisar

Pesquisar no Blog  

links

as minhas bandas

My Town

eu...

Outros Planetas...

Isto interessa-me...

Rádio

Na Escola

Free MP3 Downloads

Cinema

Editoras

Records Stream


calendário

Novembro 2013

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.