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I'm In You - Trust

Quarta-feira, 27.11.13

Juntos desde 2007 os I'm In You são Chris McHenry, Dmitry Ishenko, Sebastian Ischer, mais um grupo natural de Brooklyn, Nova Iorque. Lançaram no passado dia cinco de novembro Trust, o terceiro longa duração da banda, por intermédio da Mean Recordings. As gravações de Trust contaram com a participação adicional de outros músicos, nomeadamente Katie Eastburn (voz), Rob Mitzner (bateria) e Glenn White (saxofone), tendo o disco sido gravado por Charles Burst e Ken Rich e misturado por este último.

Trust é mais um dos muitos compêndios musicais que vão surgindo por Nova Iorque e que procuram recriar o ambiente sonoro que surgiu nos anos oitenta, assente num indie rock clássico, mas algo sombrio e que teve como alguns expoentes os Sparks, David Bowie e os Roxy Music, entre outros. Mas estes I'm In You conseguem criar algo distinto e que raramente se encontra, já que a isso há que juntar uma vertente mais eletrónica, com determinadas batidas a recordarem os New Order e também algumas influências do chamado glam rock, audíveis no arsenal instrumental utilizado pelos I'm In You e que a vasta legião de convidados para a gravação deste álbum comprova.

As dez canções de Trust, logo desde Call Me When You’re Drunk, fazem-nos então retroceder até um tempo que musicalmente, e não só, está hoje mais atual que nunca. Esta primeira canção tem aquele ambiente rock dançável dos Interpol misturado com a arte de um Lou Reed e impressiona ainda pelo solo de saxofone. E a confusão instala-se ainda mais com a sexy Lock, um tema que nos obriga a alargar ainda mais a míriade sonora que influencia o grupo, e a admirar os mesmos pelo bom gosto com que navegam de inluência em influência e acabam, desse modo, por construir algo inédito e a sua própria marca sonora identitária.

Nesta Lock percebemos de imediato que serão Chris e Sebastian a assumir a primazia nas vozes e que ambos, com registos algo distintos, complementam-se na perfeição. E este jogo entre as duas vozes e, instrumetalmente, entre os vários estilos que cruzam as dez canções, firmam a atmosfera de um álbum que obriga-nos a esperar o inesperado e a ouvi-lo em constante sobressalto, excitados pela sensualidade de algumas letras e por nunca sabermos muito bem o que poderá vir a seguir.

Um dos temas que mais me impressionou e fez-me crer que realmente o inesperado está sempre ao virar da esquina, foi Ex-cults e o minmalismo jazzístico que sustenta essa canção. Mas também merecem especial referência o cardápio instrumentla de Disclosure e a luminosidade harmónica de Years.

Chamem-lhe indie rock, rock industrial, post punk, ou new wave, mas a verdade é que Trust acerta na forma como o alinhamento está envolvido por uma áurea que tem tanto de misteriosa como de hipnótica. Este é um daqueles discos que contêm algo de novo e fraturante, vicia e faz-nos querer tê-lo sempre por perto, quase obsessivamente. É o álbum perfeito para aqueles dias escuros, chuvosos e confusos, para que possamos hibernar um pouco da realidade que nos rodeia e poder subir um pouco mais além, acima das nuvens carregadas de um cinza tão escuro como um certo pedaço de Nova Iorque em que este trio certamente se inspira. Espero que aprecies a sugestão...

Rock Cover Hi res option 3

1. Call Me When You’re Drunk
2. Lock
3. Sure
4. Years
5. Disclosure
6. Absentee
7. Fates Worse Than Death
8. Come With Me
9. Ex-cult
10. Decide

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publicado por stipe07 às 18:39

Zero 7 - Take Me Away feat. Only Girl

Quarta-feira, 27.11.13

Depois de no passado dia vinte e seis de agosto terem editado On My Own, via Make Records, os britânicos Zero 7, um dos nomes fundamentais da eletrónica downtempo e da chillwave e que já não davam sinais de vida há quatro anos, desde Yeah Ghost (2009), estão de volta com mais um tema; Take Me Away conta com a participação especial de Emily Murphy, do projeto Only Girl, na voz e será editado já a um de dezembro.

Com mais esta canção, Sam Hardaker e Henry Binns mantém uma certa inflexão na sua sonoridade, mais perto da pop e da house music, agora cada vez mais virada para as pistas de dança. Guitarras melódicas e sintetizadores inebriantes que criam batidas marcantes, fazem cada vez mais parte do cardápio instrumental dos Zero 7. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:28






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