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Son Lux - Lanterns

Terça-feira, 19.11.13

Son Lux é o projeto de Ryan Lott, um músico de Nova Iorque que se estreou em 2008 com At War With Walls And Mazes, um disco publicado pela Anticon e que lhe valeu na altura o título de Best New Artist, pela conceituada publicação NPR. At War With Walls And Mazes era considerado uma espécie de concerto de pop eletrónica e ambiental, onde existia um maestro e depois uma míriade imensa de instrumentos, com Ryan a tomar conta das rédeas nos dois lados da barricada.


Em 2011 seguiu-se o sucessor; O álbum chamou-se We Are Rising e viu a luz do dia em abril desse ano, também por intermédio da Anticon e, conforme divulguei pouco tempo depois, foi descrito pela crítica como uma negra simbiose entre Owen Pallett e o período mais recente dos Radiohead. We Are Rising foi a resposta a um desafio lançado pela NPR que pedia que, do nada, um álbum inteiro fosse criado no espaço de apenas vinte e oito dias. Assim nasceu esse álbum que levou bem mais adiante as visões que o próprio antes experimentara no álbum de estreia At War with Walls and Mazes.

Agora, quase no final de 2013, chegou finalmente aos escaparates Lanterns, o terceiro álbum deste projeto, um trabalho editado pela Joyful Noise Recordings e uma nova aventura sonora de Ryan, que volta a experimentar elaboradas cenografias sonoras, que transcendem as noções de género e fronteira, sem contudo perder de vista a ideia da canção.

Lanterns é um excelente exemplo de como um disco feito quase exclusivamente com uma instrumentalização baseada em software informático, pode também criar canções com vida, substância e com um elevado pendor orgânico. A eletrónica é aqui um elemento preponderante e a presença de outros instrumentos serve apenas para ampliar o contraste e acrescentar novas cores a estes temas, que são, quase todos, muito cativantes. 

Logo a abrir, o esplendor de Alternate World dá-nos a certeza que estamos perante um álbum épico e cheio de luz, apesar do cariz minimal  da canção; Isso sucede porque a forma emotiva como Ryan canta a canção é suficiente para dar ao tema essa vertente grandiosa. A míriade instrumental chega logo a seguir com as batidas hip hop de Lost It Trying a serem adornadas por samples de flautas e xilofones digitais, que comprovam o virtuosismo de Son Lux em frente do computador e o seu génio na criação de texturas sonoras. No restante alinhamento não posso deixar de destacar Ransom, um excelente exemplo do que melhor se vai ouvindo na eletrónicas atual e Pyre, mais um grandioso tema que surpreende pela melancolia final. Há também que escutar atentamente No Crimes, uma música que conta com a participação especial de Peter Silberman dos Antlers.

Com Lanterns, Son Lux prova de novo que a sua música, simples e intrigante, feita de intimismo romântico e linhas agrestes de trip hop, tocada por uma fúria experimental que integra uma espantosa solidez de estruturas, é um continente que se desbrava num misto de euforia e contemplação. Lanterns é um daqueles raros discos que, chegados ao fim, nos compelem a regressar ao início e uma experiência rica em acontecimentos sonoros.

Durante a sua carreira, Son Lux já estabeleceu parcerias e colaborou com nomes tão distintos como Sufjan Stevens, Peter Silberman (The Antlers), These New Puritans, My Brightest Diamond, Nico Muhly, Richard Perry (Arcade Fire) e Judd Greenstein, entre outros. Espero que aprecies a sugestão...

Son Lux - Lanterns

01. Alternate World
02. Lost It To Trying
03. Ransom
04. Easy
05. No Crimes
06. Pyre
07. Enough Of Our Machines
08. Plan The Escape
09. Lanterns Lit

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publicado por stipe07 às 22:10

Peggy Sue - Idle

Terça-feira, 19.11.13

Idle é o novo single dos Peggy Sue, um grupo formado por Katy Beth Young (Katy Klaw), Rosa Slade (Rosa Rex) e Olly Joyce (Olly, Olly, Olly) e que irá editar um novo registo de originais no início de 2014, por intermédio da Wichita Recordings e da Yep Roc Records. Choir Of Echoes será o terceiro disco desta banda londrina; Foi gravado nos lendários Rockfield Studios, no País de Gales, produzido por Jimmy Robertson e misturado por John Askew, em Portland, nos Estados Unidos.

Os Peggy Sue estrearam-se nos discos em 2010 com Fossils and Other Phantoms e, em 2011, editaram Acrobats, o segundo álbum. Com esses dois trabalhos firmaram uma sonoridade indie folk, que se destaca pelo cariz lo fi, misterioso e nostálgico. Idle impressiona pela forma como o tema cresce e progride, uma música disponível para download gratuitamente através da aplicação Dropify. Confere-o, assim como a tracklist de Choir of Echoes. Já agora, no sitio da NoiseTrade está disponível o download de outros quatro temas do grupo, além de Idle.

1. (Come Back Around)
2. Esme
3. Substitute
4. Figure of Eight
5. Always Going
6. Just the Night
7. How Heavy the Quiet that Grew Between your Mouth and Mine
8. Electric Light
9. Longest Day of the Year Blues
10. Idle
11. And Always Is
12. Two Shots
13. The Errors of your Ways

Peggy Sue Idle

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publicado por stipe07 às 17:42

Neneh Cherry - Blank Project

Terça-feira, 19.11.13

A mítica Neneh Cherry estreou-se nos discos em 1989 com Raw Like Sushi e abriu uma verdadeira caixa de pandora no universo da pop feminina, relacionada com a mistura de sonoridades rock com o rap, algo que poucas artistas conseguiram, de então para cá, igualar com mestria, sendo M.I.A. talvez o caso mais bem sucedido.

Neneh Cherry não edita um álbum de originais desde 1996, ano em que viu a luz do dia Man, mas o ano passado deu um sinal de vida com uma coleção de covers intitulada The Cherry Thing, gravada com um grupo de jazz europeu chamado The Thing.

Em 2014, mais concretamente a vinte e seis de fevereiro, através da Smalltown Supersound, chegará finalmente aos escaparates um novo registo de originais, que vai chamar-se Blank Project. Este será o verdadeiro sucessor de Man, um novo disco produzido por Four Tet e que conta com a colaboração do projeto RocketNumberNine e a voz do sueco Robyn em Out Of The Black, uma das canções da rodela. 

Já é conhecido Blank Project, o tema homónimo e primeiro avanço deste trabalho que interrompe um hiato de quase dezoito anos; A canção é uma intensa e extraordinária dose de electro jazz. Confere-a, assim como a restante tracklist do disco...

01 “Across The Water”
02 “Blank Project”
03 “Naked”
04 “Spit Three Times”
05 “Weightless”
06 “Cynical”
07 “422″
08 “Out Of The Black” (Feat. Robyn)
09. “Dossier”
10. “Everything”

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publicado por stipe07 às 10:47






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