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Pearl Jam - Lightning Bolt

Quinta-feira, 14.11.13

Lançado no passado dia catorze de outubro por intermédio da Universal Music, Lightning Bolt é o décimo disco dos norte americanos Pearl Jam, uma banda liderada pelo carismático Eddie Vedder, uma das personalidades mais importantes do universo musical das últimas duas décadas. Lightning Bolt foi produzido por Brendan O'Brien e sucede a Backspacer, um disco editado há cerca de quatro anos, em setembro de 2009.


Nascidos no início da década de noventa no apogeu do movimento grunge, os Pearl Jam sempre cultivaram a sua imagem e procuraram passar uma mensagem de correção e de não alinhamento com ideologias, tendo apenas ficado famosos por algumas manifestações e comentários públicos contra a MTV ou a indústria musical. Dessa forma, foram passando sempre um pouco ao lado da controvérsia e mantido uma espécie de aúrea em redor, que até lhes conferiu um lado misterioso, já que, não havendo polémicas, também nunca houve a exploração do lado pessoal e social dos músicos da banda e, por isso, além do gosto de Vedder pelo surf, pouco mais se sabe da vida pessoal de cada um.

Este grupo de músicos sempre cultivou uma forte amizade e criou uma espécie de manto protetor em redor, o que explicará esta longevidade, que obviamente se saúda, ainda por cima quando se fala de um dos grupos que conseguiu sobreviver ao declinio e ao estigma do grunge e que tem sido um dos mais criativos e consistentes do panorama rock alternativo das últimas décadas.

Mas afinal, a que se deve esta consistência? Como se descreve? Os Pearl Jam deram início à sua carreira com Ten, Vs. e Vitalogy, três discos essenciais para firmar a herança sonora do grupo. Mas de No Code para cá, o percurso dos Pearl Jam tem sido mais sinuoso, entre álbuns experimentais como esse e Yield e os mais adultos Binaural, Riot Act, Pearl Jam e Backspacer. Posto assim, o novo milénio tem sido vivido numa espécie de auto-gestão, algo que atinge o apogeu neste Lightning Bolt. E isso nota-se não só na parte instrumental do disco, como na voz de Vedder, cada vez mais ponderada e a correr menores riscos.

Seja como for, Lightning Bolt tem canções memoráveis, apesar de, no meu caso pessoal, achar que foi um enorme tiro ao lado a passagem pelo universo punk em Mind Your Manners, assim como a cansativa Pendulum, uma canção que pelos vistos serve para Vedder explicar-se perante os fãs, já que nela declama no meio de uma linha de piano orquestrada e muita tensão I'm in the fire but I'm still cold nothing works works for me anymore.
Um dos grandes temas do disco é, sem dúvida, a épica Sirens, mas também gostei muito de Yellow Moon. O tema homónimo é um dos mais comerciais do álbum, já que tem uma assinalável grandiosidade e será talvez o tema onde a voz de Vedder mais se destaca. Também apreciei particularmente o baixo de My Father’s Son e Swallowed Whole está muito bem associada a uma viagem grandiosa, enquanto Let The Records Play é feita com um blues rock enérgico e dançante. Sleeping By Myself é uma fantástica canção de verão e confere um clima mais alegre ao disco. Finalmente, Future Days parece ter sido deixada propositalmente para o final, já que é um tema que ressoa uma extrema intimidade relativamente a Eddie, uma canção com elevado teor acústico, à semelhança dos seus álbuns a solo.
Em Lightning Bolt não há propriamente momentos brilhantes ou uma canção que venha a configurar no top das cinco melhores canções de sempre no grupo. Por ser tão homogéneo, às vezes fica aquela sensação que os Pearl Jam encontraram essa tal zona de conforto e não querem mais sair dela, ou por falta de ideias, ou por mera ausência de necessidade ou vontade de provar algo, seja a quem for, porque já o fizeram anteriormente. No entanto, apesar de Lightning Bolt ser um dos momentos menos inspirados na carreira deste banda de Seattle e desta postura atual, que pode conduzir o grupo a um futuro muito semelhante ao dos Roling Stones, saúda-se a vontade dos Pearl Jam em continuar a tocar e a mostrar ao mundo intreiro a música que permanece nos seus corações. Espero que aprecies a sugestão...

Pearl Jam - Lightning Bolt

01. Getaway
02. Mind Your Manners
03. My Father’s Son
04. Sirens
05. Lightning Bolt
06. Infallible
07. Pendulum
08. Swallowed Whole
09. Let The Records Play
10. Sleeping By Myself
11. Yellow Moon
12. Future Days

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publicado por stipe07 às 20:48

Post Louis - Pharma

Quinta-feira, 14.11.13

Naturais de Londres, os Post Louis são o casal Robbie Stern e Stephanie Davin, dois músicos que encontram inspiração na essência do som londrino dos anos oitenta, a base que sustenta o EP This Could Be A Bridge, que será editado a onze de dezembro próximo, via Inflated Records.

Pharma é o primeiro single da dupla retirado desse EP, uma canção que tanto nos remete para a herança do período Closer dos Joy Division, como para as mais recentes propostas de St. Vincent, uma canção que parece balançar entre um mesmo ambiente de controle e ruptura. Ao longo de dois minutos, o que inicialmente parece tratado com visível controle instrumental, assume, de seguida, um novo resultado, através de batidas volumosas e distorções típicas da estética imposta em Strange Mercy (2011). Pharma está disponível para download através da publicação Stereogum. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:34






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