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Cage The Elephant - Melophobia

Quarta-feira, 06.11.13

Lançado no passado dia oito de outubro pela RCA Records, Melophobia é o terceiro álbum dos norte americanos Cage The Elephant, uma banda formada por Matt Schultz (voz), Brad Schultz (guitarra), Jared Champion (bateria), Daniel Tichenor (baixo) e Lincoln Parish (guitarra). o disco foi produzido por Jay Joyce e alguns temas estão disponíveis para audição no soundcloud do grupo.


Este disco começa num ambiente bastante festivo, com Spiderhead a convidar-nos, desde logo, para um festim inebriante, feito com guitarras distorcidas, vozes sintetizadas e um espírito jovem e bastante beliçoso. Fica logo claro que os Cage The Elephant não cairam na tentação de complicar e utilizaram a mesma fórmula que foi tão bem sucedida nos dois trabalhos anteriores.

Melophobia significa ter medo de música, mas aqui não há vestígios dessa fobia, já que este álbum está impregnado de sons hipnóticos e melodias psicadélicas, muito apropriadas para quem é, isso sim, viciado por música e pela capacidade que ela pode ter de provocar reações físicas verdadeiramente psicotrópicas. Entras neste disco e és obrigatoriamente sugado para uma espécie de centrifugadora, que mistura alguns dos mais saborosos ingredientes do rock alternativo atual, com um resultado que te faz sentir emoções fortes e verdadeiramente inebriantes.
De Tame Impala a Animal Collective, passando obrigatoriamente pelos The Flaming Lips e, imagine-se, pelos Cut Copy e até os Daft Punk (Take It Or Leave It), Melophobia é um verdadeiro caldeirão sonoro, onde o experimentalismo dita a sua lei, principalmente nos efeitos e no fuzz que é debitado nas guitarras. Por isso estamos constantemente à espera que surja nos nosso ouvidos algo de imprevisível e inédito, na forma como as cordas são manuseadas e produzidas e quem aprecia o baixo e a bateria irá certamente sentir-se deliciado com a quantidade de efeitos que vai descobrir neste álbum e querer replicar. It’s Just Forever mostra uma espécie de distorção com um fuzz que parece mais qualquer outro instrumento de cordas do que uma guitarra propriamente dita e Teeth leva-nos às profundezas do grunge e do indie rock à the Strokes, muito à imagem do que faz atualmente Ty Segall. Até mesmo em Take It Or Leave It, os instrumentos de cordas acabam por simular sintetizadores nos primeiros segundos da canção, desconcertando-nos um pouco e contribuindo mais para que sejamos definitivamente absorvidos pela mente insana de Melophobia.

Outro elemento que contribui para o ambiente frenético deste álbum são os novos instrumentos que a banda integrou à sonoridade. Spiderhead tem uma linha de piano única e novas misturas interessantes, enquanto It's Just Forever mostra um improviso pouco comum nos últimos instantes. O uso de metais e do saxofone, trombone e trompete acabam por tocar algumas vertentes do ska, algo tornado implícito porque a experimentação nas guitarras não deixa que as mesmas se apoderem de uma previsível e, no caso deste disco, pouco recomendável limpidez.

A própria produção do álbum, ao simular instantes em que o disco parece riscado, através do uso da repetição, obedece à premissa insana de MelophobiaSpiderhead é uma canção que abusa desse recurso e o eco de Teeth também foi pensado para fugir aos habituais cânones em termos de formatação sonora.

A própria pop límpida e luminosa de Cigarette Day Dreams não só funciona como uma espécie de contraponto no alinhamento do disco, como acaba por ser absorvida pelo próprio conceito do mesmo, que pretende abarcar diferentes pontos de vista sonoros, sem preocupações estilísticas ou de obediência cega a fronteiras sonoras.

Independentemente do grau de acidez do grupo, Melophobia é mais um remate certeiro dos Cage The Elephant e um marco significativo na carreira discográfica deste quinteto norte americano. Conseguiram voltar a criar um conjunto de canções plenas de originalidade e com uma elevada bitola qualitativa e que, neste caso, desafiam os hábitos do sentido da audição e brincam com os nossos sentimentos mais íntimos. Os Cage The Elephant estão mais maduros, ampliaram o grau de assertividade e estão no caminho certo para se tornarem numa referência ímpar do rol de grupos que procuramos quando nos apetece ouvir algo completamente distinto e único e longe da habitual limpidez sonora que geralmente nos cerca. Espero que aprecies a sugestão...

Cage The Elephant - Melophobia

01. Spiderhead
02. Come A Little Closer
03. Telescope
04. It’s Just Forever (Feat. Alison Mosshart)
05. Take It Or Leave It
06. Halo
07. Black Widow
08. Hypocrite
09. Teeth
10. Cigarette Daydreams

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publicado por stipe07 às 21:39

Ermo - Correspondência

Quarta-feira, 06.11.13



Ermo é um projecto bracarense formado por António Costa e Bernardo Barbosa, que se estreou nas lides musicais em 2012, motivados pela vontade de desenvolver uma sonoridade ímpar, inspiram-se no imaginário português e na nostalgia de tempos antigos. Por isso, a música tradicional é uma das pedras de toque deste projeto, como o toque de modernidade a ser conferido por uma eletrónica influenciada pelas sonoridades pop que sempre encontraram um terreno fértil no Alto Minho.

Os Ermo estrearam-se em 2012 com um EP que foi alvo de críticas bastante positivas e que mereceu fazer parte de algumas listas dos melhores trabalhos do ano. Por esse motivo, os Ermo viram importantes holofotes a incidir sobre si, que ficaram a aguardar, com enorme expetativa, este longa duração de estreia do projeto. Esse trabalho está quase a ver a luz do dia já que os Ermo editam a vinte e cinco de Novembro o seu álbum de estreia, com o selo da Optimus Discos. A rodela vai chamar-se Vem Por Aqui e Correspondência é o primeiro single já divulgado do disco, uma canção disponível para download gratuito, também pela Optimus Discos.

De acordo com o press release do single, disfarçada de canção de amor, "Correspondência" é-o, na medida em que, como uma carta endereçada a um país, ilustra um ternurento afecto por tudo aquilo que este representa. Dando o mote a um álbum que retrata um Portugal degradado, este tema surge como um pedido de desculpas; entre o amor e o ódio, fica um verso: "que quem se maltrata, se maltrata por amor".

Pelo conteúdo deste single estou seguro que vem aí um dos melhores discos nacionais do ano. Faz o download da canção, confere o belíssimo artwork da capa de Vem Por Aqui e um dos temas antigos dos Ermo...

Os Ermo têm três concertos confirmados: dia trinta de Novembro, na Casa da Música, no Porto, dia sete de Dezembro, no Musicbox, em Lisboa e dia treze de Dezembro no TOCA, em Braga.

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publicado por stipe07 às 12:56






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