Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

The Sweet Serenades - Stand By Me EP

Os suecos The Sweet Serenades são uma dupla natural de Estocolmo, formada em 2002 por Martin Nordvall e Mathias Näslund, mas já se conhecem há vários anos, sendo amigos de longa data desde 1991. Editaram há cerca de um ano Help Me!, através da Leon Records, um selo da própria banda, um disco que foi alvo de crítica em Man On The Moon e de um take no programa do blogue na Everything Is New Tv. Agora regressaram aos lançamentos discográficos com um EP chamado Stand By Me, editado no passado dia quinze de novembro e que já vinha sendo cozinhado desde maio último.

A portuguesa Margarida Girão é o génio criativo por detrás da Collages Margarida Girão e foi ela a responsável pela criação do belíssimo artwork deste EP, que usa como principal técnica a colagem. Assim que vi o artwork do EP e que soube que era da autoria de uma congénere, não hesitei em entrar em contacto e coloquei à Margarida algumas questões sobre esta iniciativa de criação do artwork do novo EP dos The Sweet Serenades e sobre a sua carreira como designer, um post que publiquei há algumas semanas como os leitores mais atentos certamente se recordarão

Quanto à música contida neste EP, são quatro temas que nos levam numa viagem até à fusão dos primórdios da pop nos anos cinquenta com o rock mais épico da década de oitenta. Indubitavelmente eles dominam a fórmula correta, feita com guitarras energéticas, uma bateria indomável, palmas, gritos e melodias cativantes, para presentear quem os quiser ouvir com canções alegres, aditivas, divertidas e luminosas, daquelas que se colam facilmente aos nossos ouvidos e que nos obrigam a mover certas partes do nosso corpo. O que aqui temos é uma pop despretensiosa, que apenas pretende levar-nos a sorrir e a ficar leves e bem dispostos.

Confere o EP e recorda a entrevista à Margarida Girão onde ela fala do seu trabalho e da concepção deste artwork. Espero que aprecies a sugestão...

Stand By Me

Too Late To Dance

Take It All

Masterplan


autor stipe07 às 20:52
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Manuel Fúria - Os Lírios do Campo

Manuel Fúria Contempla Os Lírios Do Campo é o novo disco de Manuel Fúria, ex-vocalista d'Os Golpes e um dos nomes de maior relevo do cenário musical nacional atual. Este novo álbum, que divulguei em março último, é uma edição Amor Fúria e sucede a Manuel Fúria Apresenta As Aventuras Do Homem Arranha (2008);  Foi lançado no passado dia vinte e oito de janeiro e produzido pelo próprio Manuel Fúria. O disco conta com as participações de Hélio Morais (Paus, Linda Martini), Martinho Lucas Pires (Deserto Branco), Lucas (Os Velhos), Silas Ferreira (Pontos Negros, Te Voy A Matar, Náufragos), Tomás Wallenstein (Capitão Fausto, Náufragos), Paulo Jesus (João Só e Abandonados, Náufragos), Tomás Cruz (Asterisco Cardinal Bomba Caveira, Náufragos), Daniel Hewson (Madonna, Groove Armada, Náufragos), Ricardo Pinto (Kumpanhia Algazarra, Náufragos), Bruno Margalho (Infrasonic, Chaterine Mourisseau, Náufragos), Luis Montenegro (SALTO), Francisca Aires Mateus (Náufragos) e Madalena Sassetti (Náufragos). Quase todos estes nomes estão ligados a outras bandas ou iniciativas em nome próprio, um espírito de partilha recente na música moderna portuguesa e que se aplaude.

Que Haja Festa Não Sei Onde foi o primeiro single extraído do disco Manuel Fúria Contempla Os Lírios Do Campo e depois foi a vez de Canção Para Casar Contigo. Agora segue-se Os Lírios do Campo, mais um tema em que Manuel Fúria clama, quase em fúria e de uma forma absolutamente sincera, para que nunca nos esqueçamos das nossas raízes e afirma que já terminou o tempo das hesitações e da nostalgia incipiente e o futuro só anima e conforta quem ama com coragem e em permanente espírito de alegria e festa.

Os Lírios do Campo assenta numa miríade sonora que nos remete para a folk mas que também revive sonoridades punk rock do início dos anos oitenta e que ainda hoje estão atuais. Os arranjos trasmitem grandiosidade à canção e os metais, cordas e instrumentos de sopro, nomeadamente o oboé, elevam-na a um interessantíssimo patamar festivo, de cor, alegria e excelência.

Finalmente, o video divulgado com o lançamento do single foi realizado por Alexandre Azinheira, protagonizado por Vítor Correia (A Estrada de Palha) e rodado entre Porto da Balsa e o Piodão, Serra do Açor a dentro. Confere...


autor stipe07 às 15:50
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

The Wave Pictures - City Forgiveness

O trio londrino The Wave Pictures formado por David Tattersall, Franic Rozycki e Johnny 'Huddersfield' Helm, lançou no passado dia vinte e um de outubro City Forgiveness, o sucessor de Long Black Cars, álbum editado em abril de 2012 e que na altura divulguei. City Forgiveness foi editado pela Moshi Moshi Records e os The Wave Pictures estrearam-se nestas andanças em 2011 com Beer In The Breakers.

Em 2012 os The Wave Pictures andaram seis semanas, numa carrinha, em digressão pelos Estados Unidos, acompanhados pelos Allo Darlin'. City Frogiveness é o resultado dessas viagens, com canções escritas e compostas nesse período. Essa viagem terá sido verdadeiramente inspiradora já que este terceiro disco deste trio de Leicester é um duplo álbum, com um total de vinte canções, tocadas em cerca de hora e meia.

O cardápio sonoro que nos é apresentado desta vez pelos The Wave Pictures, assenta, acima de tudo, na mente criativa de Dave Tatterstall e na sua guitarra, o eixo orientador do processo melódico e rítmico de todas as canções deste álbum. Dave não é um portento técnico a tocar guitarra e qualquer leigo na matéria, como eu, percebe isso facilmente; Às vezes até opta por seguir demasiadas vezes pelo caminho mais simples e minimal no processo de criação melódica. No entanto, essa aparente ligeireza com que toca, acaba por dar um ar bastante animado e ligeiro às canções, o que faz com que o disco flua com enorme prazer.

Do blues sulista, típico da América, aos conterrâneos Beatles, de Nick Cave (All My Friends) a Paul Simon (Before This Day) e até de Van Halen a Jimmy Page, há uma intensa rede de influências que sobressai numa banda que não gosta muito de obedecer a convenções e que acima da perfeição procura colocar o seu talento tipicamente indie ao serviço do gozo que lhes dará criarem extensos solos de guitarra e tocarem em conjunto, com uma química bastante percetível, estas músicas tão animadas e luminosas. A longa The Yellow Roses é um excelente exemplo da facilidade com que os The Wave Pictures modelam canções que, pela sua duração poderiam ser aborrecidas, mas que, devido neste caso à toada blues que a sustenta, tornam-se em instantes de elevado prazer.

O disco terá nascido com processos eminentemente analógicos já que soa a algo que parece ter sido gravado num pequeno estúdio caseiro, com um ambiente bastante intimista; Este toque algo vintage acaba por conferir ao trabalho um certo charme algo indisfarçável. E ao longo das vinte canções Tattersall revela-se, mais uma vez, um brilhante escritor de canções, nas quais escreve imensas vezes na primeira pessoa e referindo-se certamente a ele próprio. Mas o que mais impressiona na sua escrita é a combinação recorrente entre a sinceridade e o sarcasmo (All of my friends are going to be strangers, all of my friends are going to get strange) e o detalhe com que pinta determinados cenários que quase conseguimos visualizar na perfeição. Há várias canções onde essa virtude fica plasmada, mas é em New Skin que ela melhor se revela (I am a whippet now, I am alarmingly thin. I was born on the head of a pin, but I think I just grew another layer of skin).

City Forgiveness é, no fundo, não só e apenas o relato de uma viagem pelo el dorado que fica no outro lado do atlântico, mas a materialização do desempenho apaixonado de um trio de músicos com uma sonoridade muito caseira e bastante intimista. O disco tem momentos muito interessantes e períodos em que até espanta a naturalidade com que tocam uma pop alegre, que poderá parecer um pouco antiquada e vintage, mas, como acontece hoje com a moda, está mais atual que nunca. Não há grandes floreados nem limites sonoros demasiado expostos, a sonoridade é direta, básica, descontraída e, pelo que percebi, o culto já está implementado na esfera alternativa mais atenta. E às vezes são os prazeres mais simples, aqueles que melhor nos recompensam. Agradeço publicamente à banda o exemplar físico que me enviaram e espero que aprecies a sugestão...

The Wave Pictures - City Forgiveness

CD 1
01. All My Friends
02. Before This Day
03. Chestnut
04. Better To Have Loved
05. Missoula
06. Lisbon
07. Red Cloud Road (Part 2)
08. The Woods
09. Whisky Bay
10. The Yellow Roses

CD 2
01. Tropic
02. The Inattentive Reader
03. Shell
04. The Ropes
05. Narrow Lane
06. Atlanta
07. New Skin
08. A Crack In The Plans
09. Golden Syrup
10. Like Smoke


autor stipe07 às 16:42
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Pontiak - Innocence

Os Pontiak são os The Carney Brothers Lain, Van & Jennings Carney, três irmãos oriundos da Virginia rural e que têm no rock cru e experimental a pedra de toque das suas criações sonoras. Em Janeiro vão regressar aos discos e já é conhecido Innocence, o tema homónimo desse trabalho, disponibilizado gratuitamente pela Thrill Jockey Records, a etiqueta da banda.

Innocence são pouco mais de dois minutos do rock clássico feito com guitarras carregadas de fuzz e distorção e uma percurssão vibrante e musculada, algures entre os MC5 e os Black Sabbath. É aquela canção inspirada no rock puro sangue, aditivo e psicadélico, com reminiscências na década de setenta e que, neste caso concreto, dispensa o uso de artifícios eletrónicos. Os Pontiak gravaram este novo disco nos seus estúdios na Virgina, os Studio A e dispensaram a presença de computadores.

As primeiras quinhentas reservas antecipadas do disco em vinil permitem receberes em casa, gratuitamente, Heat Leisure, um CD bónus com cerca de quarenta e quatro minutos, gravado no verão de 2012. Esse trabalho resultou de uma colaboração dos Pontiak com Greg Fox (Guardian Alien, Zs) e Steve Strohmeier (Arbouretum, Beach House), que decorreu na quinta que a banda possui na Virginia. A música desse trabalho foi condensada e gravado um vídeo, que deu origem a uma curta metragem com quase dezoito minutos e que fez parte da seleção oficial da edição recente do Chicago International Music and Movies Festival. Confere...

Pontiak Heat Leisure Film from Thrill Jockey Records on Vimeo.


autor stipe07 às 12:24
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Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013

I'm In You - Trust

Juntos desde 2007 os I'm In You são Chris McHenry, Dmitry Ishenko, Sebastian Ischer, mais um grupo natural de Brooklyn, Nova Iorque. Lançaram no passado dia cinco de novembro Trust, o terceiro longa duração da banda, por intermédio da Mean Recordings. As gravações de Trust contaram com a participação adicional de outros músicos, nomeadamente Katie Eastburn (voz), Rob Mitzner (bateria) e Glenn White (saxofone), tendo o disco sido gravado por Charles Burst e Ken Rich e misturado por este último.

Trust é mais um dos muitos compêndios musicais que vão surgindo por Nova Iorque e que procuram recriar o ambiente sonoro que surgiu nos anos oitenta, assente num indie rock clássico, mas algo sombrio e que teve como alguns expoentes os Sparks, David Bowie e os Roxy Music, entre outros. Mas estes I'm In You conseguem criar algo distinto e que raramente se encontra, já que a isso há que juntar uma vertente mais eletrónica, com determinadas batidas a recordarem os New Order e também algumas influências do chamado glam rock, audíveis no arsenal instrumental utilizado pelos I'm In You e que a vasta legião de convidados para a gravação deste álbum comprova.

As dez canções de Trust, logo desde Call Me When You’re Drunk, fazem-nos então retroceder até um tempo que musicalmente, e não só, está hoje mais atual que nunca. Esta primeira canção tem aquele ambiente rock dançável dos Interpol misturado com a arte de um Lou Reed e impressiona ainda pelo solo de saxofone. E a confusão instala-se ainda mais com a sexy Lock, um tema que nos obriga a alargar ainda mais a míriade sonora que influencia o grupo, e a admirar os mesmos pelo bom gosto com que navegam de inluência em influência e acabam, desse modo, por construir algo inédito e a sua própria marca sonora identitária.

Nesta Lock percebemos de imediato que serão Chris e Sebastian a assumir a primazia nas vozes e que ambos, com registos algo distintos, complementam-se na perfeição. E este jogo entre as duas vozes e, instrumetalmente, entre os vários estilos que cruzam as dez canções, firmam a atmosfera de um álbum que obriga-nos a esperar o inesperado e a ouvi-lo em constante sobressalto, excitados pela sensualidade de algumas letras e por nunca sabermos muito bem o que poderá vir a seguir.

Um dos temas que mais me impressionou e fez-me crer que realmente o inesperado está sempre ao virar da esquina, foi Ex-cults e o minmalismo jazzístico que sustenta essa canção. Mas também merecem especial referência o cardápio instrumentla de Disclosure e a luminosidade harmónica de Years.

Chamem-lhe indie rock, rock industrial, post punk, ou new wave, mas a verdade é que Trust acerta na forma como o alinhamento está envolvido por uma áurea que tem tanto de misteriosa como de hipnótica. Este é um daqueles discos que contêm algo de novo e fraturante, vicia e faz-nos querer tê-lo sempre por perto, quase obsessivamente. É o álbum perfeito para aqueles dias escuros, chuvosos e confusos, para que possamos hibernar um pouco da realidade que nos rodeia e poder subir um pouco mais além, acima das nuvens carregadas de um cinza tão escuro como um certo pedaço de Nova Iorque em que este trio certamente se inspira. Espero que aprecies a sugestão...

Rock Cover Hi res option 3

1. Call Me When You’re Drunk
2. Lock
3. Sure
4. Years
5. Disclosure
6. Absentee
7. Fates Worse Than Death
8. Come With Me
9. Ex-cult
10. Decide


autor stipe07 às 18:39
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Zero 7 - Take Me Away feat. Only Girl

Depois de no passado dia vinte e seis de agosto terem editado On My Own, via Make Records, os britânicos Zero 7, um dos nomes fundamentais da eletrónica downtempo e da chillwave e que já não davam sinais de vida há quatro anos, desde Yeah Ghost (2009), estão de volta com mais um tema; Take Me Away conta com a participação especial de Emily Murphy, do projeto Only Girl, na voz e será editado já a um de dezembro.

Com mais esta canção, Sam Hardaker e Henry Binns mantém uma certa inflexão na sua sonoridade, mais perto da pop e da house music, agora cada vez mais virada para as pistas de dança. Guitarras melódicas e sintetizadores inebriantes que criam batidas marcantes, fazem cada vez mais parte do cardápio instrumental dos Zero 7. Confere...


autor stipe07 às 12:28
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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013

Los Waves - Got A Feeling EP


Editado no passado dia onze de novembro, Got A Feeling é o novo EP dos Los Waves, uma dupla formada por José Tornada e Jorge da Fonseca e que tem dado nas vistas devido à sonoridade única e até algo inovadora, tendo em conta o panorama musical nacional. Começaram a carreira em Londres, em 2011, onde deram os primeiros concertos em salas icónicas como o Old Blue Last, Cargo e Camden Barfly e nesse mesmo ano, lançaram os primeiros EP’s, Golden Maps e How Do I Know, que deram logo que falar na imprensa, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos. Rapidamente atravessaram o Oceano Atlântico para os EUA onde conseguiram colocar músicas em vários canais de televisão, nomeadamente a a MTV, FOX, AXN e CBS, com destaque para a participação em bandas sonoras de séries como Gossip Girl (com Strange Kind Of Love, umamúsica até hoje nunca editada), Jersey Shore (com a música Golden Maps) ou Mentes Criminosas (com a música Got A Feeling).

Apresentaram-se por cá em 2012 sob o nome League e rapidamente ganharam notoriedade, marcando presença em alguns festivais importantes no panorama nacional, como o EDP Paredes de Coura e o Milhões de Festa. Ainda em 2012, o EP Golden Maps é lançado em edição física no Japão pela Rimeout Recordings.

Los Waves é, sem dúvida, um projecto especial, o único do seu género no panorama nacional, com uma abordagem etérea, envolvente mas ao mesmo tempo fresca, pop, viciante e catalisadora. Vão beber influências à new wave, numa travessia Pop que funde a natureza, o psicadelismo, o tribalismo e uma sonoridade urbana e ambiciosa, resultante talvez de meses a viver num tenda em praias desertas e longas viagens pela América do Sul e pelo Oceano Índico.

Com apenas três canções no alinhamento, Got a Feeling, How do I Know e Two Wild Hearts, este trabalho tem a sonoridade eletrónica vintage de projetos hoje tão influentes como os Tame impala ou os MGMT, com a particularidade de serem canções envolvidas por uma psicadelia luminosa, fortemente urbana, mística, mas igualmente descontraída e jovial.

A música dos Los Waves é tão festiva, melodiosa e solarenga que faz deste projeto, como já disse, algo único e distinto a nível nacional. Confere abaixo a entrevista que a banda concedeu ao blogue e espero que aprecies a sugestão... 

 

Os Los Waves começaram a carreira em 2011, em Londres e conseguiram editar, logo nesse ano, dois EPs que foram muito bem aceites pela crítica. Que importância teve para vocês abrir as hostilidades longe de Portugal? Acham que esse foi um factor decisivo para o sucesso?

E a passagem para o outro lado do atlântico, como aconteceu? Foi algo planeado, fruto de bons contactos, ou um resultado natural do vosso trabalho?

Um dia estávamos a andar de skate nas Caldas e um carro parou perto de nós e ficou a ver-nos. Era um rapaz canadiano que estava férias em Portugal . Depois percebemos que ele queria comprar erva, e acabou a andar de skate connosco e a sair connosco à noite durante uma semana. Gostou de nós e pagou-nos a viagem para o canadá para irmos ter com ele e fazer uma surf trip até Los Angeles, onde acabámos por ficar algum tempo.


A verdade é que as vossas primeiras canções conseguiram maior projeção na Inglaterra e nos Estados Unidos e só agora, com este EP, é que parece haver uma verdadeira aposta no nosso mercado, apesar de jáem 2012 terem aparecido por cá sob o nome League e com um excelente airplay e participação no cartaz de alguns festivais. Portugal é importante para o futuro da vossa carreira? Também vos agrada serem reconhecidos por cá devido à vossa música?

Sem dúvida, acho que é tao dificil ser reconhecido cá como lá fora, os contextos estéticos são diferentes, e ha muitas barreiras para vencer cá, para que consigamos chegar às pessoas. Mas ha sem duvida uma apoosta muito maior este ano, no ano passado ainda estavamos com um pé lá fora.


Em relação à vossa música, sou um grande apreciador do vosso estilo, desta indie pop luminosa e vibrante, com uma sonoridade urbana, cheia de instrumentos sintetizados e algo psicadélica. É este o género de música que mais apreciam?

Não, o que ouvimos e o que fazemos é muito diferente, ouvimos coisas de todos os géneros, raramente coisas tao vibrantes , mas por alguma razao na hora de criar , sai-nos assim!


Quais são as vossas expectativas para este EP? Querem que Got A Feeling vos leve até onde?

Já tivemos expectativas e possibilidades bastante altas quando estávamos a viver em Londres, e entendemos que mais vale nao ter nenhuma, normalmente as coisas boas que foram aparecendo vieram de onde menos se esperava e quando menos se esperava, mas era bom conseguir fazer o percurso contrário agora - sair para fora a partir de Portugal!


Adorei o artwork do EP. De quem é a autoria?

Encontrei este artwork num livro de ficçao científica, numa feira de velharias, chamou-me logo à atençao e nao consegui encontrar nada sobre ele na net, apenas algumas fotos da mesma capa.


Adorei o tema homónimo; E a banda, tem um tema preferido em Got A Feeling?

Sem dúvida também é a nossa preferida, foi um processo exaustivo conseguir chegar à sonoridade que queriamos, estamos contentes com isso.


Não sou um purista e acho que há imensos projectos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem em inglês. Há alguma razão especial para cantarem em inglês e a opção será para se manter?

Não.


O que vos move é apenas esta indie pop com influências da new wave e do psicadelismo ou gostariam no futuro de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico dos Los Waves?

Gostávamos de explorar uma sonoridade mais existencial, talvez mais calma também, vamos tentar fazer um pouco isso no álbum mas sabemos que é uma ponta do iceberg e que está fundida com a estética geral, mas queremos sair um pouco da estética upbeat e entrar em terrenos mais “perigosos” !


Reza a lenda que viveram um tempo numa tenda em praias desertas e em longas viagens pela América do Sul e pelo Índico. Falem-nos um pouco dessa experiência e da importância que isso teve na vossa música…

Não é lenda é mesmo verdade, ajudou-nos muito a ecrever letras, escrever em viagem é muito mais produtivo e estás mais afastado das coisas e do teu mundinho, é mais facil ver as coisas de fora. Viajámos sozinhos e ganhamos muitas histórias para contar.


Como vai decorrer a promoção deste EP? Onde poderemos ver os Los Waves a tocar num futuro próximo?

Vamos estar no mexefest, no autocarro, nos dois dias, a tentar rebentar com tudo e dar prejuizo aos senhores da Carris!


autor stipe07 às 19:34
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Majical Cloudz - Savage

Majical Cloudz - "Savage"

Impersonator, o mais recente disco dos Majical Cloudz, é um dos melhores trabalhos de 2013, um disco que mereceu amplo destaque neste blogue. Uma das canções que fez parte da maioria das setlists da dupla nos concertos de promoção do disco é Savage, um tema que ficou de fora do alinhamento de Impersonator.

Savage foi recentemente divulgada no soundcloud da dupla, uma canção que prova que felizmente Devon Welsh e Matthew Otto parecem pouco interessados em se distanciar da etérea, sombria e fortemente sentimental zona de conforto audível em Impersonator. Confere...


autor stipe07 às 13:08
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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

Keep Shelly in Athens - At Home

Editado no passado dia dezassete de setembro pela Cascine, At Home é o disco de estreia da dupla de dream pop grega Keep Shelly in Athens, formada por RΠЯ e Sarah P. Um dos grandes destaques deste trabalho e que me suscitou curiosidade para ouvir o resto do álbum foi Recollection, o primeiro single retirado do trabalho e já com direito a um excelente video realizado por Jesse Lamar High e Nik Harper, do estúdio LAMAR+NIK. O video foi filmado numa escola abandonada visitada por uma mulher que recorda tempos felizes no passado. Entre o entulho e o caos vemos bolhas de sabão que sobrevoam os corredores como frágeis memórias prontas a desaparecer a qualquer momento. Visivelmente orgulhosos do seu trabalho, LAMAR+NIK fizeram questão de reforçar que todas as gigantescas bolhas de sabão são verdadeiras e não efeitos digitais.

Antes de mais importa referir que esta dupla grega faz um chillwave, que nada mais é do que aquele som etéreo, lo-fi, que lembra um pôr-do-sol bem delicioso. A sombria e orquestral Time Exists Only To Betray Us abre o disco e transporta-nos imediatamente para um universo dominado pela assunção plena da eletrónica, feita com sintetizadores cheios de efeitose batidas nem sempre regulares, muito à semelhança do que propôem hoje nomes tão reconhecidos como os CHVRCHES ou os Purity Ring.

Mas a eletrónica não domina completamente o disco; Por exemplo, em Room 14 (I'm Fine) há uma batida inebriante feita com uma linha de baixo, à qual é depois adicionado um riff acústico de guitarra e Knife baseia-se num teclado que imita sons de guitarra, com Sarah P a dar à canção a sua melhor postura vocal rockeira. Este tema é só mais um exemplo de como a voz de Sarah P, o elemento feminino da dupla, é também um importante trunfo neste disco. Curiosamente, ela refere que Nancy Sinatra e Tracey Horne são as suas duas grandes referências vocais mas, na verdade, a sua postura vocal não se assemelha a nenhuma delas, tendo-me feito recordar mais Alison Shaw dos The Cranes.

Do dubstep minimal à eletrónica mais elaborada e sombria, com uma produção em estúdio algo complexa e ceia de detalhes, At Home coloca os Keep Shelly In Athens em várias encruzilhadas e levanta diferentes pistas sobre qual será o futuro sonoro desta dupla. Espero que aprecies a sugestão...

At Home está disponível para audição no soundcloud dos Keep Shelly In Athens. Espero que aprecies a sugestão...

1. Time Exists Only To Betray Us
2. Oostende
3. Recollection
4. Flyway
5. Higher
6. Madmen Love
7. Stay Away
8. Room 14 (I’m fine)
9. DIY
10. Knife
11. Sails
12. Hover
13. Back to Kresnas street


autor stipe07 às 18:53
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Ermo - Vem Por Aqui

Ermo é um projecto bracarense formado por António Costa e Bernardo Barbosa, que se estreou nas lides musicais em 2011. Motivados pela vontade de desenvolver uma sonoridade ímpar, inspiram-se no imaginário português e na nostalgia de tempos antigos. Por isso, a música tradicional é uma das pedras de toque deste projeto, como o toque de modernidade a ser conferido por uma eletrónica influenciada pelas sonoridades pop que sempre encontraram um terreno fértil no Alto Minho.


Os Ermo estrearam-se, como já disse, em 2012 com um EP que foi alvo de críticas bastante positivas e que mereceu fazer parte de algumas listas dos melhores trabalhos do ano. Por esse motivo, os Ermo viram importantes holofotes a incidir sobre si, que ficaram a aguardar, com enorme expetativa, este longa duração de estreia do projeto. Vem Por Aqui viu a luz do dia hoje, com o selo da Optimus Discos e está disponível para download gratuito, no sítio da editora.

De acordo com o press release do single Correspondência, que divulguei recentemente, disfarçada de canção de amor, "Correspondência" é-o, na medida em que, como uma carta endereçada a um país, ilustra um ternurento afecto por tudo aquilo que este representa. Dando o mote a um álbum que retrata um Portugal degradado, este tema surge como um pedido de desculpas; entre o amor e o ódio, fica um verso: "que quem se maltrata, se maltrata por amor".

Pelo conteúdo deste single acaba por ser possível perceber o restante conteúdo de um álbum que vai buscar a sua inpiração às raízes mais profundas da nossa identidade cultural e a muito do misticismo que está adjacente ao nosso passado e que é indissociável do mesmo. Quantos fatos da nossa história, considerados hoje como comprovados e verdadeiros, não terão surgido de uma espécie de faz de conta que serviu para elogiar determinadas personagens e enriquecer o nosso ideário coletivo?

Os Ermo trovam sobre esta nossa capacidade secular e tão lusitana de elevar a moral de um povo, através da religiosidade da nossa própria história e que explica, de algum modo, a sobrevivência de Portugal enquanto nação secular, contra todas as evidências e as lógicas mais sensatas. E fazem-no construindo impérios melódicos a partir de quase nada. São cantos da terra, não no sentido de música rural ou tradicional, mas no da sua acepção mística em que, a par do fogo, da água e do ar, ela surge como elemento primordial, encerrando em si grande parte dos mistérios da nossa existência.

Estou seguro que Vem Por Aqui, além de ter um belíssimo artwork, é um dos melhores discos nacionais do ano. Espero que aprecies a sugestão...

  1. Eu Vi O Sol
  2. Correspondência
  3. Macau
  4. Porquê
  5. Primavera
  6. Fronteira
  7. Projéctil
  8. Pangloss

autor stipe07 às 14:58
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Domingo, 24 de Novembro de 2013

Alligator Indian - More Songs About Animals and TV EP

More Songs About Animals and TV é o novo  EP dos Alligator Indian, uma dupla de Orlando, na Flórida, formada por Christian Church e Spooky Bubble. Este EP foi materizado por Warren Hildebrand e viu a luz do dia a dezassete de setembro por intermédio da Bleeding Gold Records. O artwork do EP é da autoria de Zach Smith. O EP está disponível no bandcamp do grupo, gratuitamente, com a opção de doares um valor pelo mesmo.

Confesso-me fascinado por Corpsing, um dos temas do EP, uma canção algures entre Yeasayer e os Animal Collective, quatro minutos assentes numa batida hipnótica e num sintetizador inebriante e caótico, que juntos com a voz criam uma atmosfera algo intimidante e muito futurista e onde tudo encaixa na perfeição. É um tema particularmente inebriante e até algo desconfortável, com um refrão verdadeiramente hipnótico e que nos faz duvidar da qualidade do ficheiro ou do nosso emissor sonoro. A canção foi disponibilizada gratuitamente pelos Alligator Indian e além de isso ser uma autêntica dádiva, tendo em conta a qualidade da composição, ela merece uma audição atenta.

Mas todo o EP merece o mesmo cuidado; Mais do que tentarem ser populares ou fazerem a música que os pode catapultar para os escaparates, percebe-se que Christian e Spooky procuram ser, antes de mais, honestos e, dessa forma, fazerem a música que realmente querem e gostam! Isso é audível pela forma como cantam e pela paixão que transmitem, quer através da complexidade de algumas letras, quer pelo charme dos arranjos atmosféricos, doces e introspetivos que adornam as melodias das diferentes canções. Este projeto ficou definitivamente debaixo do meu radar. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 20:50
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Sábado, 23 de Novembro de 2013

The Leg - Oozing a Crepuscular Light

Editado no passado dia onze de novembro pela escocesa Song, by Toad RecordsOozing a Crepuscular Light é o novo álbum dos The Leg, um disco com oito canções condensadas em pouco mais de vinte e três minutos, onde é-nos dada a oportunidade de recriar um verdadeiro ambiente festivo, algures entre o caos e uma pop delirante. Este é mais um trabalho que comprova que a Song, by Toad Records é uma das mais interessantes editoras independentes do cenário alternativo e com um cardápio disponível que vale bem a pena pesquisar.

Logo no início deste disco, em Dam Uncle Hit, ficamos com a perceção clara do que nos aguarda daí para a frente e Lion Licker aprofunda a evidência clara de que Oozing A Crepuscular Light é um registo sonoro curioso, assente num leque instrumental bastante diversificado, percetível na míriade de instrumentos que se escutam. Um piano algo desafinado e uma viola parecem ser o fio condutor central das canções, mas a componente instrumental não se cinge às variantes que estes dois brinquedos podem proporcionar, já que metais e sopros também são frequentemente audíveis e são imensos os detalhes sonoros que enriquecem o fluído desenrolar das canções.

Um dos temas mais curiosos deste disco é 25 hats, um inebriante devaneio feito com apenas com a distorção de uma guitarra e uma voz. Logo de seguida somos transportados para um saloon em pleno farwest com Chicken Slippers, um dos avanços deste álbum com direito ao formato single; A música é um pequeno delírio sonoro folk conduzido por um piano alucinante e aparentemente desafinado, uma bateria a condizer e uma voz com um forte sotaque, detalhes que dão à canção uma toada muito ligeira e divertida. O disco acaba por encerrar com Celebrating Love, uma espécie de medley que do punk, ao pop e à folk, congrega toda a pafernália que sustenta a música dos The Leg.

Desde potes e panelas a chocalharruídos de pássaros, arrulhos e trombones, ouve-se de tudo um pouco e recordei-me imediatamente das baladas empoeiradas com letras oblíquas dos Neutral Milk Hotel e do carnaval sonoro habitual nos Misophone. No entanto, o fio condutor parece-me ser o jazz e a folk tradicional inglesa. Oozing a Crepuscular Light oscila entre a introspecção lírica e algum sarcasmo petulante, mas, em última análise, o que mais conta é a intemporalidade das canções e a dificuldade em balizá-las num estilo. Espero que aprecies a sugestão...

 

“terrific, unhinged chamber-punk” – The Herald

“coruscating … refreshingly raucous” – The Skinny
“Wilfully obscure” “eternally brilliant” – The List
“leaves you wondering quite what just happened” – CMU
“sonic alchemists with pop magic dancing from their fingertips”– NME
“open your mind to the grandly calamitous” – Julian Cope
“[An Eagle to Saturn is] a staggeringly brilliant album” – The Scotsman

 

Side A
01. Dam Uncle Hit
02. Lionlicker
03. Don’t Bite a Dog
04. Oozing a Crepuscular Light
Side B
01. 25 Hats
02. Chicken Slippers
03. Quantum Suicide
04. Celebrating Love



autor stipe07 às 21:07
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The Familiar - Dark Eyes

Dark Eyes

Recentemente apresentei os Syvia, uma banda do Brooklyn, liderada pela norueguesa e note americana Ruth Mirsky. Além dos Syvia, ela integra outro projeto, os The Familiar, onde faz dupla com Mads Martinsen.

Os The Familiar apostam numa eletrónica nostálgica e sombria que procura captar, de acordo com a própria dupla, a essência dos longos verões cheios de luz e sem noite, no Círculo Polar Ártico, com os eternos invernos que se prolongam por um inteiro solstício, onde não há, muitas vezes, um único raio de luz. Rooms, o disco de estreia dos The Familiar, chegará muio em breve e Dark Eyes é o primeiro avanço desse trabalho. Confere...


autor stipe07 às 09:31
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Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013

Ocean City Defender - The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette

Depois de The Golden Hour, um EP que divulguei no início de 2012, o projeto Ocean City Defender está de regresso com mais uma coleção de canções, outro EP chamado The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette, lançado no passado dia vinte e um de setembro. Ocean City Defender é o projeto a solo de K. Preston Merkley, um músico canadiano natural de Ontário e The Young Person's Guide to Modern Fashion & Etiquette está disponível no bandcamp do músico, com a possiblidade de doares um valor pelo EP.

Os Tears for Fears, New Order, Echo & The Bunnymen, M83 e os Phoenix são referidos como as principais influências destes Ocean City Defender, que apresentam neste EP canções que combinam a melodia e o imediatismo inerente à pop dos anos sessentacom a profundidade e a atmosfera dos anos oitenta. A sua sonoridade é peculiar e um pouco mais nostálgica que a maioria das propostas que vêem deste país relacionadas com o género sonoro que procuram replicar.

Ao contrário do que sucedia em The Golden Hour, neste segundo EP do projeto o som é menos cru e muito mais detalhado. Além do já habitual reverb nas guitarras, há uma maior variedade de instrumentos de percurssão e o sintetizador ganhou uma importância superior. E, quanto a mim, ainda bem que houve esta opção sonoramente mais orgânica. Espero que aprecies a sugestão...

 01. The Nature Of Things
02. Unlimited Evenings And Weekends
03. Star Tropics
04. Some Local Heights And Failures


autor stipe07 às 22:01
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Death Vessel - Ilsa Drown

Natural de Rhode Island, o cantor folk Joel Thibodeau, aka Death Vessel, tem um novo álbum intitulado Island Intervals, que chegará aos escaparates a vinte e cinco de fevereiro de 2014, por intermédio da Sub Pop Records. O primeiro tema divulgado do disco é Ilsa Drown, uma canção que conta com a participação especial de Jónsi, vocalista dos islandeses Sigur Rós.

Ilsa Drown é um belíssimo instante folk, intrspetivo mas luminoso, assente, como seria de esperar, no dedilhar de uma guitarra, com as vozes de Joel e Jónsi a fazerem um casamento perfeito e a criarem juntas um ambiente etéreo e comtemplativo. É raro, mas curioso escutar a voz de Jónsi num registo mais acústico, porque possibilita ouvir e perceber determinados timbres que tornam o seu falsete ainda mais aconchegante. Confere...


autor stipe07 às 18:44
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Temples - Mesmerise

Naturais de Kettering, em Inglaterra, os Temples são uma nova banda de rock psicadélico que se prepara para a estreia nos discos. No último verão deram-se a conhecer em vários festivais na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá e conquistaram já uma legião de fãs, ansiosa pela chegada desse trabalho, que terá o nome de Sun Structures e verá a luz do dia a onze de fevereiro de 2014, através da Fat Possum.

Mesmerise é a épica primeira canção já conhecida do álbum de estreia deste quarteto, um verdadeiro tratado de indie rock hipnótico e psicadélico. No sítio da banda há outros temas disponíveis para audição. Aperta os cintos e prepara-te para levantar voo...


autor stipe07 às 12:34
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Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

Cold Mailman – Heavy Hearts

Editado já a doze de abril pela Beyond Records, Heavy Hearts é o novo disco dos Cold Mailman, uma banda norueguesa que começou por ser um projeto a solo liderado por Ivar Bowitz, mas ao qual se juntam agora, Martin Bowitz, Torbjørn Hafnor, Stian H fra skivika, Martin Smådal Larsen e Catharina Sletner e com já uma década de carreira. Este coletivo é maioritariamente formado por elementos oriundos da localidade de Bodø, junto ao Círculo Polar Ártico, mas está sedeado na cosmopolita cidade de Oslo, que é hoje, musicalmente, uma das cidades mais importantes do mundo. Com este novo trabalho, que foi produzido, misturado, gravado e masterizado pela própria banda, os Cold Mailman obtiveram bastante atenção e são hoje um dos nomes mais importantes do cenário indie pop e alternativo norueguês.

Um dos destaques deste disco é, desde logo, o single My Recurring Dream, uma música fabulosa e que teve direito a um vídeo que tem tanto de sensível como hipnótico, dirigido pelo norueguês André Chocron. É um daqueles filmes que merece ser visto do princípio ao fim com o desfile de todas as suas personagens que vão desde mulheres estranhas num comboio, a dançarinos subaquáticos, passando por paisagens de perder o fôlego, corredores de hospitais, executivos em skates, enfim... uma sucessão de acontecimentos que nos mantém embalados pela melodia.

E ao escutarmos essa canção ficamos desde logo esclarecidos sobre o que esperar de Heavy Hearts, um disco que, como já referi, foi trabalhado intregralmente pelo próprio grupo, que tem a sorte de poder contar no seu alinhamento de músicos, com o baixista  Martin Bowitz, que é hoje um dos mais conceituados produtores noruegueses.

Fazerem tudo sozinhos permitiu-lhes total independência sonora e chegar perto da perfeição, devido à possibilidade de poderem eles próprios decidir, até ao mais ínfimo detalhe, a condução melódica e o cardápio de arranjos que sustentam as dez canções de Heavy Hearts e, obviamente, o grande talento da banda.

Heavy Hearts é um trabalho acessível e que agradará facilmente a todos os apreciadores quer da pop, quer do próprio rock alternativo. Além de depararmos com cerca de quarenta minutos assentes numa instrumentação dominada pela luminosidade das cordas, há fantásticos momentos de interação entre vozes masculinas e femininas, com particular ênfase para Mountaineer's Foot. A pop sintetizada dos anos oitenta também faz a sua aparição, com Venetian Blinds a ser um bom exemplo de como soariam hoje uns Pet Shop Boys tão criativos como eram há trinta anos atrás, algo que Shakedown 1982 também ajuda a perceber. I Was Wrong surpreende um pouco no restante alinhamento, mas isso não significa que destoe; Falo de um tema que leva-nos para ambientes mais sombrios e atmosféricos, através de um interessante soft rock que inclui um solo experimental de guitarra.

É toda esta diversidade que podemos encontrear em Heavy Hearts, alida a um grupo que coloca todo o seu empenho e paixão pela música ao serviço da criação de belíssimas paisagens sonoras, que faz deste trabalho um disco tão mágico, surpreendente e consistente. Espero que aprecies a sugestão...

Cold Mailman - Heavy Hearts

01. Intervention
02. Lighthearted Love
03. Future Ex
04. Mountaineer’s Foot
05. Ventian Blinds
06. I Was Wrong
07. Returnity
08. My Recurring Dream
09. Shakedown 1992
10. A Heavy Heart


autor stipe07 às 21:13
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You Can't Win Charlie Brown - Be My World

Depois do sucesso alcançado em 2011 com Chromatic, o disco de estreia e a recriação ao vivo dos Velvet Underground, no final de 2012, o coletivo You Can't Win Charlie Brown vai regressar aos lançamentos já no próximo mês de janeiro com Diffraction / Refraction, o segundo disco desta banda formada por Tomás Sousa (bateria) Afonso Cabral (voz, piano e guitarras), Salvador Menezes (voz, guitarra acústica e baixo), David Santos (voz, teclados, metalofones), Luís Costa (guitarra eléctrica) e João Gil (guitarra acústica e teclados.

A primeira amostra de Diffraction / Refraction já é conhecida. O tema chama-se Be My World, um sentido quadro sonoro, quatro minutos pintados com belíssimos arranjos de cordas e uma voz contagiante.

Além da canção, também foi dado a conhecer o vídeo de Be My World; O filme serve para antecipar as múltiplas atmosferas que poderemos vislumbrar em Diffraction / Refraction, que foram concebidas, desenhadas e realizadas pelo baterista da banda, Tomás Sousa

Diffraction / Refraction foi gravado, à semelhança do disco de estreia, nos estúdios da Pataca Discos, produzido pelos próprios You Can't Win Charlie Brown, misturado por Luís Nunes (Walter Benjamim) e masterizado por Rafael Toral. Confere...


autor stipe07 às 15:56
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Band Of Skulls - Asleep At The Wheel

Produzido por Nick Launay, um produtor que já trabalhou com os Yeah Yeah Yeahs, Arcade Fire e Nick Cave and the Bad Seeds, Himalayan é o nome do próximo disco dos Band Of Skulls, o sucessor de Sweet Sour, um disco que a banda britânica lançou em 2011.

Oriundo de Southampton, este trio formado por Matthew Hayward (bateria), Russell Marsden (guitarra e voz) e Emma Richardson (baixo e voz), preparara-se para fazer juz ao título do álbum e subir bem alto com a nova coleção de canções, já que, de acordo com Asleep At The Wheel, a primeira amostra divulgada de Himalayan, será o rock épico e visceral, psicadélico, rugoso e carregado de distorção, a alimentar o seu conteúdo.

Neste momento os Band Of Skulls estão na estrada, como banda de suporte da digressão europeia dos Queens Of The Stone Age. Confere...


autor stipe07 às 12:26
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Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013

Au Revoir Simone – Move In Spectrums

Este ano tem sido repleto de boas novidades e uma delas é o regresso aos discos das norte americanas Au Revoir Simone. Editado no princípio de outubro pela Moshi Moshi Records. Move In Sprectrums é o quarto disco desta banda de Erika Spring, um regresso que se saúda deste coletivo integralmente feminino a um espectro sonoro mais experimental e um trabalho que dá um maior relevo ao lado mais rockeiro destas miúdas, como Crazy, um dos destaques do disco, tão bem ilustra.


Quem conhece os três primeiros discos das Au Revoir Simone, constata rapidamente em Move In Spectrums que este novo álbum de Erika Forster, Annie Hart e Heather D’Angelo, parece ser um definitivo abrir de porta a algumas inovações, depois de um período incial do coletivo firmado no uso exlusivo dos sintetizadores para a criação de temas com uma toada essencialmente introspetiva e tímida. Já em Still Night, Still Light (2009) elas tinham mostrado a intenção de progredirem para algo diferente, mas agora, ao quarto disco, elas perdem de vez a vergonha, arriscam novas sonoridades, colocam também à frente o pedal da distroção e ao ombro as guitarras, que se aliam à bateria para a construção de temas mais ríspidos e elétricos.

Seja como for, esta alteração, como já disse, só será percetível para quem realmente está familiarizado com as Au Revoir Simone, porque quem contactar agora com este trio feminino pela primeira vez, poderá perfeitamente achar que a sonoridade que elas propôem é algo intimista e sombria. Por exemplo, More Than, o tema de abertura, deixa logo pistas claras sobre o restante alinhamento, já que assenta em sintetizadores lo fi e num jogo claro de esperiências sonoras, onde também há uma batida forte e uma sobreposição de harmonias. Assim, esclareço que há aqui realmente um salto qualitativo interessante e que temas como Shadows e All Or Nothing, mostram uma nítda tendência abertamente comercial e inédita.

Move In Spectrums vai jogando com o tempo e aos poucos revelando temas que recordam a nostalgia dos anos oitenta (We Both Know) e outros, como a tal Crazy, que realçam o que de melhor se escuta atualmente no rock alternativo, como se o disco fosse feito com a intenção de nos provocar e confundir.

Feito para ser ouvido com alguma insistência para que faça sentido, Move In Spectrums esconde vários pequenos segredos; Confissões sorumbáticas em Hand Over Hand, lampejos de luz e cor em Let the Night Win e momentos que tocam o etéreo, nomeadamente em Boiling Point. Quem insistir, conseguirá entrar no universo sonoro destas miúdas bastante talentosas e sentirá, também por isso, uma grata sensação de recompensa. Espero que aprecies a sugestão...

Au Revoir Simone - Move In Spectrums

01. More Than
02. The Lead Is Galloping
03. Crazy
04. We Both Know
05. Just Like A Tree
06. Somebody Who
07. Gravitron
08. Boiling Point
09. Love You Don’t Know Me
10. Hand Over Hand
11. Let The Night Win


autor stipe07 às 21:27
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