Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013

Placebo - Loud Like Love

Editado pela Universal, Loud Like Love é o novo disco dos Placebo, um coletivo liderado pelo andrógeno e carismático Brian Molko, uma personagem inquietante mas extremamente talentosa e uma das mais importantes do universo sonoro alternativo nas últimas duas décadas. Banda competente e profissional, os Placebo andam por cá desde 1996, a tentar ser relevantes, mas sem nunca terem conseguido criar um disco unanimemente consensual, o que, de algum modo, revela que do hard rock, ao grunge, passando pelo rock gótico e industrial, algures entre os Suede e os Depeche Mode, nunca conseguiram assentar verdadeiramente num único estilo, para depois colocarem todo o talento que possuem na criação de um disco que viesse a tornar-se num marco essencial na história da música. Estiveram lá perto com Without You I'm Nothing, álbum lançado em 1998.


Loud Like Love, o sétimo disco dos Placebo, sucede a Battle For The Sun, o sombrio disco lançado em 2009 e é, portanto, mais uma etapa de um percurso de uma banda que vive numa constante procura de um rumo, ou então que tem como rumo, viver constante e conscientemente à procura do rótulo certo, ultimamente com a ajuda cada vez maior dos sintetizadores e com uma menor predominância das guitarras, apenas fundamentais, no caso deste disco, em Purify. Além dos sintetizadores, bem audíveis, por exemplo, em Exit Wound, em Loud Like Love a voz de Molko assume-se como um dos maiores trunfos de dez canções que falam do amor em todas as suas vertentes e que são mais otimistas e coloridas que o antecessor.

Too Many Friends é o primeiro single extraído de Loud Like Love, um tema que conta com a colaboração do escritor americano Brett Easton Ellis, autor de American Psycho, no vídeo de uma canção que faz uma espécie de crítica social juvenil já que fala da diferença entre os amigos verdadeiros, de carne e osso e os conhecidos que invadem as nossas listagens nas redes sociais e que muitas vezes fazem apenas parte dessa lista por mero interesse ou sugestão.

As letras mais intensas são aquelas que se escutam em Hold On To Me e A Milliom Little Pieces, duas canções melodicamente muito seguras e bonitas, assim como Bosco, a belíssima e melancólica balada final.

Assentes sobretudo na competência musical de Stefan Olsdal e na voz e capacidade criativa de Brian Molko, aos quais se juntou Steve Forrest em 2008, os Placebo voltam a mostrar em Loud Like Love que, apesar de não se terem tornado nos reis e senhores das arenas e dos estádios do mundo inteiro, são ainda hoje uma banda que faz boa música e não comprometem, com este trabalho, as suas aspirações de voltarem a encontrar uma luz ao fundo do túnel que os faça regressar à ribalta. Espero que aprecies a sugestão... 

Placebo - Loud Like Love

01. Loud Like Love
02. Scene Of The Crime
03. Too Many Friends
04. Hold On To Me
05. Rob The Bank
06. A Million Little Pieces
07. Exit Wounds
08. Purify
09. Begin The End
10. Bosco


autor stipe07 às 22:21
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

TAPE JUNk - No Romance Without Finance

No Romance Without Finance é o novo single do disco The Good & The Mean de Tape Junk, um trabalho que divulguei no início deste verão, assim como uma entrevista que fiz ao João Correia, o líder deste projeto.

No Romance Without Finance é uma música inicialmente inspirada em Elvis Presley e Jon Spencer Blues Explosion, com uma letra bastante directa e que aborda a temática presente no disco, a busca do caminho certo e os atalhos e tentações durante esse percurso.

O video foi realizado por Miguel Leão e João Toscano da Nau Productions. Confere o vídeo deste novo single de Tape Junk e recordo que The Good & The Mean, um dos bons discos de 2013 no panorama musical nacional, está disponível para download gratuito, através da Optimus Discos. É Fartar, Vilanagem...


autor stipe07 às 18:55
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Domingo, 29 de Setembro de 2013

ON AN ON - Boy From School / Unison


Depois de Give In, os ON AN ON estão de volta com o lançamento de dois singles, que vieram a luz do dia a vinte de agosto por intermédio da Roll Call Records. Os dois temas são nada mais nada menos que duas covers; Uma delas é de Unison, um original de Björk e a outra, uma cover de Boy From School dos Hot Chip.

Esta banda de dream pop de Cicago é formada por Nate Eiesland, Alissa Ricci e Ryne Estwing, três antigos membros dos Scattered Trees. A sua sonoridade carateriza-se por ser algo futurística, através de um ritmo e uma bateria marcantes e sintetizadores que explodem como fogos de artifício. Unison, o tema que fechava Vespertine, um dos álbuns essenciais de Björk, é aqui transformada numa excelente canção indie pop e Boy From School ganha, com os ON AN ON, uma toada mais sombra e enigmática. Depois há a belíssima voz de Nate que, também no caso destas duas covers, tem uma projeção tal que se fecharmos os olhos e nos deixarmos invadir pela sua luminosidade, seremos confrontados com algo único e muito bonito.

Estes dois temas foram gravados numa casa de montanha isolada, algures no Vermont, com a ajuda de Tom Biller, um produtor que já trabalhou com os Warpaint, Liars e Karen O, entre outros. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:03
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sábado, 28 de Setembro de 2013

Hot Chip - Dark And Stormy


Editado pela Domino Records no passado dia vinte e dois de julho, Dark & Stormy é o tema mais recente dos Hot Chip e, por enquanto, a única novidade deste grupo britânico prevista para 2013. O álbum In Our Heads, o último longa duração do grupo lançado o ano passado, já tinha mostrado uma evolução ousada em termos de estilo, com a banda a viajar agora, com maior frequência, entre o indie rock e a eletrónica. A alusão a esse trabalho é importante na apresentação de Dark and Stormy porque este tema foi gravado no período em que os Hot Chip compuseram In Our Heads, pelo que a canção é uma sequência natural do conteúdo desse disco.

Dark And Stormy flui assente na tal fusão entre a eletrónica e outros detalhes menos sintéticos, mais típicos do rock. Acaba por ser uma canção com uma sonoridade que assenta bem a este projeto liderado por Joe Goddard, até porque também se serve de uma interessante multiplicidade de vozes e novos percursos instrumentais.

O lançamento do single contou com dois lados b e uma série de remisturas, incluindo nomes como Major Lazer, Sasha e Daphni. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Dark And Stormy
02. Jelly Babies
03. Doctor
04. Flutes (LP Version)
05. Flutes (Sasha Remix)
06. How Do You Do (Todd Terje Remix)
07. Night And Day (Daphni Remix)
08. Look At Where We Are (Major Lazer Remix)

01. Motion Sickness
02. How Do You Do
03. Don’t Deny Your Heart
04. Look At Where We Are
05. These Chains
06. Night And Day
07. Flutes
08. Now There Is Nothing
09. Ends Of The Earth
10. Let Me Be Him
11. Always Been Your Love


autor stipe07 às 22:40
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013

Minta & The Brook Trout - Out Of Washington State EP


Foi editado na passada segunda feira, dia vinte e três de setembro, Out Õf Washington State, o novo EP do projeto Minta & The Brook Trout e que serve para comemorar o primeiro aniversário da edição de Olympia, o registo desta banda editado no final de verão de 2012 e que, por sinal, também marcou o início da parceria deste blogue com a Let's Start A Fire.

Out Of Washington State surgiu quando Francisca Cortesão e a Mariana Ricardo tocaram algumas das músicas de Olympia e outras músicas que inspiraram esse disco na sala do Pedro Magalhães (nas Maga Sessions), tendo assim nascido este EP.

Além dos tais temas de Olympia, revestidos com um formato ainda mais acústico, este pequena coleção de canções conta com versões de Mount Eerie, Mirah, Kimya Dawson e Beck, entre outros. De acordo com o press release promocional do EP que chegou à minha redação, Mais que um EP ou mini-álbum, Out Of Washington State é uma estação de serviço. Uma pausa para esticar as pernas a meio de um percurso ascendente, álbum após álbum.

A simplicidade e o bom gosto são dois bons adjetivos para caraterizar Out Of Washington State, já que à cândura original dos temas escolhidos, juntaram-se melodias e arranjos feitos apenas com as vozes, a guitarra e um ukelele. Francisca Cortesão e Mariana Ricardo atiraram-se a canções construídas no estado norte-americano cuja capital (Olympia) baptizou o disco de 2012.

Em suma, este EP é resultado de vários momentos criativos cheios de espontaneidade e posteriormente reaproveitados e sabe a uma certa inocência romântica, daquela boa porque consegue mexer com os nossos sentimentos mais profundos e sinceros. Espero que aprecies a sugestão...

Ficha Técnica 

1. you swan, go on. phil elverum. lost wisdom : mount eerie, julie doiron, fred squire

2. clever knot. brett lunsford. yeti no. 500 : d+

3. from the ground. francisca cortesão. olympia : minta & the brook trout

4. forcefield. beck. one foot in the grave : beck

5. person person. mirah yom tov zeitlyn. you think it's like this but really it's like this: mirah 

6. i like giants. kimya dawson. remember that i love you : kymia dawson 

7. and a one. mariana ricardo. across the way going : mariana ricardo 

Mariana Ricardo : voz, ukulele, guitarra

Francisca Cortesão : voz, guitarra, ukulele


autor stipe07 às 23:30
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

Curtas... CXXXII

As irmãs australianas Say Lou Lou têm impressionado com algumas canções que conjugam alguma da melhor dream pop que chega dos antípodas. No entanto, desta vez surpreenderam com uma lindíssima cover de Feels Like We Only Go Backwards, um original dos conterrâneos Tame Impala. A canção foi disponibilizada por elas gratuitamente. Confere...


Bankrupt!, o disco mais recente dos Phoenix, tem no alinhamento algumas canções que têm sido alvo de remisturas. A última foi Chloroform, tema recentemente remisturado pela dupla Sleigh Bells que tem disco novo pronto, a editar já em outubro. Alexis Krauss e Derek Miller deram ao original dos Phoenix uma sonoridade mais visceral, com uma percussão que soa como tiros e com guitarras bastante marcadas. Confere gratuitamente, via Stereogum...

 

Depois de Ships, disco que editou na primavera e que divulguei na altura, o galês Sweet Baboo está de regresso em novembro com um novo EP intitulado Motorhome Songs, através da Moshi Moshi Records. Da folk ao synth pop, Motoring Home é o tema principal do EP e está disponível gratuitamente. Confere...



O quarteto canadiano Absolutely Free é uma das novas apostas da Lefse Records e terá disco editado a vinte e nove de outubro; O trabalho irá chamar-se On The Beach. Este grupo aposta numa pop psicadélica grandiosa, etérea e envolvente e tem no single Clothed Woman Sitting um dos grandes destaques desse trabalho. O tema dura quase oito minutos e nele ouvimos uma vasta e detalhada rede de sons e efeitos, como se a música fosse uma espécie de locomotiva que nos leva para uma viagem única e absolutamente vertiginosa. Confere a canção em modo e fica atento(a) porque lá para o final de outubro revelarei a minha crítica de On The Beach.

 

Fuzz é o nome do novo projeto do genial Ty Segall, músico responsável por outros projetos que vou divulgando e que me têm agradado imenso e que ainda recentemente editou Sleeper em nome próprio. Em Fuzz Ty Segall volta às origens da psicadelia através de temas cheios de riffs poderosos, como comprova What's In My Head, mais um tema divulgado de Fuzz, o trabalho homónimo de estreia deste projeto. Já em julho tinhamos sido brindados com Loose Sutres, o primeiro single divulgado de Fuzz. O disco será editado a um de outubro, via In The Red e, tal como Loose Sutres, What's In My Head também está disponível para download gratuito. Confere ...


autor stipe07 às 15:45
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013

Work Drugs - Bellport Bay

Os Work Drugs são uma das máquinas mais produtivas de fazer musica do universo indie e alternativo atual. Conheci-os em 2012 com o álbum Absolute Bearing e já no início deste verão de 2013 maravilharam-me com Mavericks, mais uma coleção de canções que nos levam numa espécie de viagem orbitral, mas a uma altitude ainda não muito considerável, numa espécie de posição limbo, já que a maior parte das canções dos Work Drugs, apesar da forte componente etérea, são simples, concisa, curtas e diretas.

Além dos discos, amiúde Louisiana Benjamim e Thomas Crystal regressam com novas canções e sempre com uma interessante dose de generosidade pelo meio, já que disponibilizam quase sempre os temas para download. Basta uma viagem ao soundcloud do grupo para escutarmos e selecionarmos uma mão cheia de canções que certamente nos farão recordar a nostalgia do verão, agora que os dias menos quentes e solarengos se aproximam.

Hoje mesmo eles disponibilizaram mais uma; A canção chama-se Bellport Bay e assenta numa bateria eletrónica e em guitarras e sintetizadores que dão o tempero ideal à composição, assim como a voz um pouco lo fi e shoegaze, que também confere aquele encanto retro, relaxante e atmosférico. A acompanhar o lançamento de Bellport Bay também saiu um vídeo que relata uma viagem num barco à vela, uma imagem muito típica deste grupo natural de Filadélfia. Confere...


autor stipe07 às 21:32
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

Curtas... CXXXI

Depois de Gravez, um disco que divulguei em finais de julho, os Hooded Fang, uma banda de Toronto formada por April Aliermo, Daniel Lee, D. Alex Meeks e Lane Halley, estão de regresso com Night, uma nova canção, disponibilizada gratuitamente pela Full Time Hobby e que tem a típica sonoridade punk rock que sustenta o seu cardápio sonoro. Confere...


Recentemente fizeram vinte anos que os Nirvana editaram In Utero e para comemorar irá ser lançada uma edição de luxo, uma caixa com quatro discos carregados de extras. Um deles é Forgotten Tune, um instrumental que parece ter resultado de uma inspirada jam session durante o processo de gravação de In Utero. Confere...


Darby Cicci é membro dos the Antlers mas também tem um projeto a solo chamado School Of Night. A quinze de outubro chegará um EP homónimo e um dos destaques é Fire Escape, uma canção que plasma na perfeição o cariz simultaneamente sintético e etéreo da música de Darby. Com uma percurssão suave, um trompete majestoso e uma voz ímpar, esta canção é um dos mais belos temas que já ouvi este ano. Confere...


A pouco mais de duas semanas do lançamento do novo disco, intitulado Almost Visible Orchestra, Noiserv disponibiliza o segundo single. I was trying to sleep when everyone woke up é uma canção sobre amizade e a importância que os outros têm nas nossas vidas. O vídeo, realizado por Noiserv e editado por Pedro Sousa, deixa a questão no ar: Não serão as nossas vidas um pequeno episódio do nosso desenho animado preferido?
O concerto de lançamento de Almost Visible Orchestra em Lisboa, está marcado para um de Outubro, Dia Mundial da Música, no Teatro Municipal São Luiz e a entrada será gratuita. O disco tem data oficial de lançamento a sete de Outubro.


Tim Kasher, membro dos Cursive, acaba de revelar o primeiro avanço para Adult Film, o seu segundo disco do projeto a solo. A canção chama-se Where's Your Heart Lie e está disponível para download gratuito. Adult Film chegará às lojas a oito de outubro e sucede a The Game Of Mogonamy (2010), o disco de estreia do músico. Confere...


autor stipe07 às 12:40
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 25 de Setembro de 2013

Clap Your Hands Say Yeah – Little Moments EP

Oriundos de Brooklyn, Nova Iorque, os Clap Your Hands Say Yeah estão de regresso com Little Moments, o primeiro sinal de vida deste grupo após Hysterical, álbum lançado em 2011.


A par de nomes tão ilustres como os Wild Beasts ou os Rapture, os Clap Your Hands Say Yeah são um dos nomes fundamentais da indie pop eletrónica, um sólido valor dentro desse universo sonoro. Depois de terem editado esse Hysterical e de terem perdido há alguns meses Tyler Sargent e Robbie Guertin, dois membros da banda, este coletivo norte americano está de regresso com este EP de cujo alinhamento constam quatro músicas, sendo que duas delas, Little Moments e Run, farão parte do próximo longa duração dos Clap Your Hands Say Yeah, que deverá ser lançado em janeiro do próximo ano. Little Moments foi misturado por Dave Fridmann, um nome que já trabalhou com a banda na produção de Some Loud Thunder (2007) e foi gravado no estúdio caseiro de Alec Ounsworth no início deste ano.

Não é certo que a opção pelo lançamento de um EP previamente à edição de um novo disco tenha acontecido, neste caso concreto, por sincera e manifesta necessidade dos Clap Your Hands Say Yeah mostrarem que continuam vivos apesar do forte revés que foi terem ficado sem dois membros do núcleo duro. E na verdade, Hysterical não é assim uma memória tão distante e com o novo traablho prometido para o início de 2014, só nessa óptica de urgência em enviar um firme sinal para o exterior é que se entende o lançamento de Little Moments.

O EP começa com o tema homónimo e logo aí é bastante audível todo o arsenal sonoro que o grupo utiliza, sempre ligado às máquinas e carregado de efeitos e reverb. Melodicamente é um tema épico, algo que fica ainda mais ampliado quando, a meio do tema, chega a bateria. Essa mesma bateria sustenta Only Run que juntamente com um baixo pulsante e uma guitarra que debita um efeito magnético criam uma melodia algo repetitiva, mas que surte efeito porque dá à canção um ar algo sombrio e faz dela o tema mais rockeiro do EP.

Heaven e Once são dois complementos que além de serem algo repetitivos, devem ser escutados e julgados por um prisma meramente experimental, ou seja, não há aqui uma intenção óbvia, nestes dois temas, em agradar às massas, mas antes firmar os novos caminhos que este grupo resolveu trilhar desde que a eletrónica passou a ser a principal base de composição do grupo em deterimento do rock.

Tendo em conta Little Moments e Only Run, é justo formular algumas expetativas relativamente ao longa duração que aí vem e acreditar que poderá muito bem vir a ser um dos grandes discos do início do próximo ano. Espero que aprecies a sugestão...

Clap Your Hands Say Yeah - Little Moments

01. Little Moments (EP version)
02. Only Run (EP version)
03. Heaven (b-side)
04. Once (b-side)


autor stipe07 às 22:12
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 24 de Setembro de 2013

Blouse - Imperium

Depois de se terem estreado em 2011 com um excelente homónimo, mas ainda algo tímido, os Blouse de Charlie Hilton, Jacob Portrait e Patrick Adams não se deixaram acomodar por esse sucesso, procuraram de algum modo reinventar-se e agora estão de regresso com Imperium, um disco editado no passado dia dezassete de setembro por intermédio da Captured Tracks e com o qual comprovam que são hoje um dos projetos a ter em muito boa conta no universo sonoro aletrnativo relacionado com a dream pop.

Curiosamente, Imperium começa exatamente onde os Blouse ficaram em Blouse; Até Capote reina a eletrónica e há uma homogeneidade sonora nos cinco temas iniciais feita com nostalgia e detalhes que são, muitas vezes, ruídos quase impercetíveis. Escutam-se nas canções uma voz amena e há um ambiente algo calmo, sombrio e letárgico e sempre constante.

A partir da segunda metade do álbum este grupo de Portland foca-se menos nas máquinas e coloca toda a sua confiança e criatividade nos instrumentos ao vivo; As guitarras expandem-se, o ruído aumenta e músicas como Arrested e Happy Days e principalmente o fantástico single No Shelter afastam definitivamente os Blouse do clima etéreo inicial e aproximam-nos de um universo mais sombrio e visceral e onde as guitarras, a percurssão e a voz sempre algo lo fi se conjugam de forma a ampliar o mais possível o potencial sonoro das canções.

Imperium é um assumir enfático por parte dos Blouse da capacidade que possuem em serem ecléticos e abordarem diferentes universos sonoros sem deixarem de ser coerentes e criativos. Experimentar, testar e misturar são verbos muito presentes no processo de composição da banda, o que acaba por fazer com que eles desbravem novos caminhos à medida que enveredam por outros, além de transbordarem um charme imenso durante este processo de descoberta. Este segundo trabalho deste trio norte americano acaba, também por isso, por criar enormes expetativas sobre os próximos discos dos Blouse. Espero que aprecies a sugestão... 

Blouse - Imperium

01. Imperium
02. Eyesight
03. 100 Years
04. In A Glass
05. Capote
06. In A Feeling Like This
07. No Shelter
08. Happy Days
09. Arrested
10. Trust Me


autor stipe07 às 19:49
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

Crystal Stilts – Nature Noir

Os Crystal Stilts de Brad Hargett estão de regresso com Nature Noir, um dos discos que mais tenho ouvido nas últimas semanas e o terceiro registo de originais do grupo. Os Crystal Stilts são de Nova Iorque e, à semelhança de várias bandas conterrâneas, vivem muito de referências do passado, nomeadamente o garage rock dos anos sessenta e a psicadelia da década seguinte.


Nature Noir é uma espécie de epílogo num processo de maturação, o encerrar de uma triologia que começou no excelente Alight Of Night (2008) e que teve sucessor consistente em 2011 com In Love With Oblivion. O clássico punk rock sombrio e visceral, misturado com opunk e o surf rock mais obscuro, mantém-se como o grande referencial sonoro do grupo, mas os Crystal Stilts chegaram a um momento em que a ânsia, a rispidez e a pura e simples crueza foram subsituidas por um maior cuidado na produção e nos arranjos, principalmente nas cordas e por uma utilização mais assertiva do sintetizador.

Temas como Star Crawl e Memory Room plasmam um superior cuidado não só na procura de uma maior diversidade melódica e até instrumental, mas também na demonstração de um maior controle das operações, mas sem deixar de ter o habitual universo cinzento e nublado a cobrir a mente criativa de Brad Hargett.

O auge desta superior dimensão criativa dos Crystal Stilts e de uma evidente subida de patamar do grupo para uma liga musical superior fica comprovada com Future Folklore, canção que nos leva até aos anos sessenta, com os Velvet Underground e até o Elvis a servirem de importante referência.

O grande segredo que faz de Nature Noir um trabalho de elevada qualidade acaba por ser a fidelidade que demonstram relativamente ao seu passado, conseguindo apresentar, em simultâneo, algo inovador e diferente. O futuro dos Crystal Stilts é difícl de prever e o mais provável é que a experimentação nunca deixe de ser um fator decisivo no processo de composição melódica da banda. A pop mais branda de Sticks And Stones, Electron Rising e Phases Forever poderá ser um bom indicativo de que o amanhã deste grupo norte americano assentará em bases sonoras cada vez mais ambientais, mas sempre ampliadas com o potencial psicadélico das guitarras de JB Townsend  e com a voz flutuante de Brad, para que nunca se perca o charme que é intrínseco ao cardápio sonoro deste grupo. 

Mestres em dissecar uma já clássica relação estreita entre o rock de garagem e o punk psicadélico e exímios na forma como colocam na voz aquele cariz algo sombrio que tão bem os carateriza, em Nature Noir, os Crystal Stilts apresentam-nos dez canções viscerais e cheias de estilo, tão enevoadas como a penumbra que rodeia o próprio grupo, mas também tão luminosas como só as bandas que sabem ser eficazes à sombra das suas próprias regras conseguem ser. Espero que aprecies a sugestão...

01. Spirit In Front Of Me
02. Star Crawl
03. Future Folklore
04. Sticks And Stones
05. Memory Room
06. Worlds Gone Weird
07. Darken The Door
08. Electrons Rising
09. Nature Noir
10. Phases Forever


autor stipe07 às 22:40
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Domingo, 22 de Setembro de 2013

Curtas... CXXX

Para celebrar os dez anos de carreira, a onze de novembro os The Killers vão lançar a sua primeira compilação; A rodela vai chamar-se Direct Hits e irá conter alguns dos maiores sucessos dos quatro álbuns de estúdio da banda e algumas novas canções. Uma delas é uma colaboração com o projeto M83, também conhecido como Anthony Gonzalez, uma balada chamada Shot At the Night. Confere...

The Killers - Shot At The Night

 


Os mais atentos ao blogue repararam que Beck Hansen tem nos últimos tempos dado alguns sinais de vida e que estará para breve a edição de um disco com uma forte toada acústica. Assim depois de Defriended e I Won’t Be Long, Beck divulgou há alguns dias Gimme, uma nova canção conduzida pela voz de Beck ligeiramente manipulada e por um xilofone sintetizado e que tem uma fantástica toada groove. Confere...

Beck - Gimme


Os norte americanos SETH são uma dupla formada pelo produtor Gobby e a cantora James K. O single Don’t Open Your Make, é o primeiro tema conhecido do grupo, uma canção com um ritmo lento, cheia de sobreposições de sons e que nos remete para o trip hop dos anos noventa. O tema fará parte do EP Chick on the Moon, trabalho que será lançado dia oito de outubro pelo selo UNO.


Shoegaze e um tempero de batidas eletrônicas, essa é a base para o trabalho da dupla canadense No Joy em Wait To Pleasure é o disco mais recente dos canadianos Joy, um trabalho que mistura com mestria a eletrónica com alguns detalhes do shoegaze. Os Joy são uma dupla formada por Jasamine White-Gluz e Laura Lloyd e um dos grandes destaques desse disco é Blue Neck Riviera, um filme dirigido por Jason Harvey e com cores e pequenos efeitos visuais com uma forte estética psicadélica.


Cass McCombs está de regresso aos discos em 2013 com Big Wheel and Others, mas nos últimos dias destacou-se por ter divulgado Brighter!, uma canção que conta com a participação especial da atriz e cantora Karen Black, recentemente falecida e que representa uma homenagem sentidado múico a Karen. Confere...


autor stipe07 às 20:53
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sábado, 21 de Setembro de 2013

In A Lonely Place - Diverse EP

Lançado já no passado dia vinte e três de maio, Diverse é um EP da autoria dos In A Lonely Place, uma banda russa natural de Moscovo e um trabalho que contém em quatro canções pouco mais de doze minutos de algum do melhor punk rock que descobri neste ano de 2013. Diverse está disponível para download gratuito no bandcamp da banda.

Algures entre Bauhaus e Black Rebel Motorcycle Club, o EP começa a toda a velocidade e em ritmo acelerado com Run e com as guitarras a assumirem desde logo a linha da frente. Stay Outside pisca ao olho ao rock mais industrial e eletrónico e funciona como uma espécie de homenagem a Trent Reznor e aos NIN, certamente uma importante influência do grupo. A melodia da guitarra de Fire dispara em vários sentidos e a conjugação da distorção com uma bateria descontinuada faz deste tema o mais etéreo e melódico do EP. O melhor estava guardado para o fim com No Disappearing, uma canção que contém todos os ingredientes daquele rock negro e sombrio, mas cheio de pulso, aditivo e visceral, que agrada a todos os apreciadores do rock psicadélico dos anos setenta e oitenta.

Entretanto, há alguns dias, os In A Lonely Place divulgaram uma nova canção no seu bandcamp, um tema chamado Pray e que mantém a típica sonoridade do grupo. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 23:50
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

Sugiro... XXXVI


autor stipe07 às 14:13
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013

Arctic Monkeys – AM

Editado no passado dia nove de setembro pela Domino Records, AM é o mais recente disco dos britânicos Arctic Monkeys, um grupo liderado por Alex Turner, ao qual se juntam Matt Helders, Jamie Cook e Nick O'Malley. AM foi produzido por James Ford e Ross Orton e a sua frequência emitida a partir dos estúdios Rancho de la Luna, algures nos Estados Unidos da América.

Desde que em 2009 Josh Homme participou ativamente em Humbug, tornou-se evidente que os Arctic Monkeys, não deixando de ser fiéis à sua sonoridade típica, tornaram-se cada vez mais influenciados pela cultura pop do outro lado do atlântico. Essa influência direta foi recentemente assumida pelo próprio Alex Turner em declaraçoes à NME, onde falou de Ike turner, Outkast, Dr. Dre e dos próprios Velvet Undergound (em termos de imagem), deixando claro que são artistas e projetos que admira. Assim, AM não varia muito dos quatro álbuns que o antecederam, mantém a fórmula habitual, mas a apresentação do conteúdo sonoro contém detalhes típicos da terra do Tio Sam.

Em AM não há a dose de psicadelia de Humbug nem o espalhafato sonoro que sustentava Suck It And See (2011), os dois antecessores. Há sim uma maior preponderância da guitarra e um som mais ruidoso em detrimento do baixo, que agora é mais discreto e menos importante no processo de criação melódica. Escutam-se as mesmas distorções de Humbug, bem patentes em R U Mine e Arabella, dois temas que abusam dos décibeis e que apelam às pistas de dança. Mas depois AM torna-se mais introspetivo, nomeadamente em Mad Sounds e I Wanna Be Yours. Podemos também ouvir a voz de Josh Homme em Knee Socks, uma canção que, para além contar com um interlúdio digno de qualquer artista da Motown, transpira toda a vertente sexy e sedutora que identifica os Queens of The Stone Age. 

Em suma, AM está cheio de canções que falam do amor e de outros vícios, com o álcool à cabeça e a mistura explosiva que essas duas temáticas costumam ser e fala das mesmas vidas e personagens de outrora, ma agora num estilo mais beliçoso, swingado e algo irónico.

Num ano em que nomes como os The Strokes, os Yeah Yeah Yeahs, os Franz Ferdinand e os próprios Bloc Party deram sinais de vida com novos trabalhos que rejuvenesceram o cardápio sonoro destes projetos fundamentais do universo alternativo, os Arctic Monkeys também deram um importante sinal e, apesar de não terem abandonado a zona de conforto onde se posicionam há algum tempo, firmaram ainda mais a posição de relevo que já ocupavam no panorama musical internacional. Espero que aprecies a sugestão...

Arctic Monkeys - AM

01. Do I Wanna Know?

02. R U Mine?
03. One For The Road
04. Arabella
05. I Want It All
06. No. 1 Party Anthem
07. Mad Sounds
08. Fireside
09. Why’d You Only Call Me When You’re High?
10. Snap Out Of It
11. Knee Socks
12. I Wanna Be Yours



autor stipe07 às 21:01
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

The 1975 - The 1975

Prometido já desde o final de 2012, chegou finalmente aos escaparates The 1975, o disco homónimo de estreia dos The 1975, um quarteto britânico que começa a dar cartas no universo indie rock. O trabalho chegou às lojas no passado dia nove de setembro e contou com a produção de Mike Crossey, que já trabalhou com os Arctic Monkeys, entre outros. The 1975 foi precedido de dois EPs, Sex e Facedown, trabalhos que deram a conhecer a sonoridade única da banda e que deixaram imensos radares sonoros ansiosos por este longa duração, lançado por intermédio da Dirty Hit em parceria com a Polydor.


Os The 1975 seguem uma tendência muito em voga no universo sonoro britânico, já que fundem o rock com sonoridades típicas dos anos oitenta, nomeadamente o eletropop e a chamada synth pop. Procuram assumir-se através de canções feitas em redor de refrões aditivos e melodias de fácil assimilação, com a vertente comercial a ser um fator importante do processo de composição, ou seja, procuram chegar já às massas sem passar por um processo de maturação que se calhar lhes seria favorável.

The 1975 não é necessariamente um mau disco, mas é facilmente percetível que estamos na presença de um daqueles casos de um grupo que quis, como se diz na gíria, dar um passo maior que a perna. A guitarra assume o papel principal, mas as temáticas relacionadas com o sexo, dinheiro e as questões fundamentais da adolescência acabam por reduzir um pouco o cardápio de canções a um conjunto de clichés que ofuscam uma superior capacidade inventiva que eu acrredito que estes quatro rapazes têm, em prol da transmissão de uma imagem de ecletismo e personalidade que talvez ainda não possuam.

The City, Sex e Chocolate são excelentes canções, apostas firmes para singles de promoção do disco, mas a sua elevada extensão (dezasseis músicas em cerca de cinquenta minutos) acaba por fazer com que o efeito positivo que elas têm se dilua um pouco no conjunto final, carregado com as tais referencias pop dos anos oitenta e uma forte tendência radiofónica. Tendo implicitamente as pistas de dança na mira, os The 1975 atiram um pouco em todas as direções, mas mostram que têm a capacidade de, sendo mais concisos e objetivos, poderem ampliar a sua qualidade futura. Apesar de ter desiludido um pouco, The 1975 não deixa de ser um interessante cartão de visita de um grupo que aposta num nicho sonoro já um pouco saturado, mas que denota poder vir a fazer muito melhor, desde que, provavelmente, lhes seja dada maior independência e liberdade criativa. Espero que aprecies a sugestão...

The 1975 - The 1975

01. The 1975
02. The City
03. M.O.N.EY.
04. Chocolate
05. Sex
06. Talk!
07. An Encounter
08. Heart Out
09. Settle Down
10. Robbers
11. Girls
12. 12
13. She Way Out
14. Menswear
15. Pressure
16. Is There Somebody Who Can Watch You


autor stipe07 às 22:17
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

Peixe : Avião - Peixe : Avião (Inclui entrevista)

Depois de 40.02 (2008) e Madrugada (2010), os bracarenses Peixe : Avião de André Covas, José Figueiredo, Luís Fernandes, Pedro Oliveira e Ronaldo Fonseca, estão de regresso com um homónimo, lançado a por intermédio da PAD, uma editora de artistas independente criada em 2010 e que, desde então, tem mantido elevados ní­veis de actividade e editado trabalhos de algumas das mais proeminentes bandas nacionais. Peixe : Avião foi gravado pelos próprios Peixe : Avião na sua sala de ensaios e posteriormente trabalhado por Nélson Carvalho nos Estúdios Valentim de Carvalho, misturado também por Nélson Carvalho e masterizado por Andy Vandette. 

A opção por darem o nome da banda ao título do disco talvez signifique que Peixe : Avião é o trabalho onde este colectivo bracarense se sente mais confortável e realizado não só com o resultado final, mas também com todo o processo de composição e gravação. A esse propósito, na entrevista que os Peixe : Avião me concederam e que podes conferir abaixo eles afirmam que este álbum traduz melhor a sua identidade, ou a identidade que procuram. Sendo que foram assumidas novas fórmulas de composição, de arranjos, concluiu num resultado em certa medida mais honesto que os anteriores, exactamente por mais despido e directo. Por ser um LP mais cru, menos maquilhado, mais instintivo, cremos que nomeá-lo com título homónimo, vai de encontro a essas premissas. Se normalmente um álbum homónimo coincide com uma estreia, então julgamos que por nos temos reinventado em certa medida, faz sentido ir de encontro a esse refrescar de identidade.

Seja como for e tendo em conta, por exemplo, o contéudo de Avesso e Ecos, os meus dois grandes destaques deste trabalho, em Peixe : Avião os Peixe : Avião soltaram as amarras, tornaram-se mais diretos e arrojados e viraram agulhas, sem perder o norte. Agora eles exploram novos territórios sonoros, olham o sol radioso de frente e enfrentam-no com o baixo e a guitarra sempre no limite do vermelho, com essa vertente experimental, onde o rock e a eletrónica se cruzam, a ser dedilhada e eletrificada com particular mestria.

Uma das ideias que me assaltaram logo à mente e ao ouvido assim que escutei pela primeira vez o trabalho teve a ver com a noção de crueza e de ter achado muito direto, como já disse, não só o som mas também a própria mensagem de cada uma das músicas. Para os Peixe :Avião já não há limites nem tabús, ou melhor, nunca houveram, mas desta vez colocaram de lado uma certa timidez conceptual que não os deixava sair da zona de conforto onde habitavam e agora estão dispostos a enfrentar de frente todos aqueles que estiverem dispostos a verem abandonadas as suas fundações mais tradicinalistas.

Em suma, em Peixe : Avião há abertura, arrojo, disposição para o choque e não há momentos de desnecessária complexidade. Desse modo o resultado final soa de forma muito consistente e bem definida e que confere aos Peixe : Avião uma identidade sonora com um cunho muito próprio.

O ambiente sonoro que eles criaram neste seu terceiro trabalho está carregado de de riffs de guitarra que conseguem falar sobre a melancolia e obrigam-nos a descolar para um universo que pode muito bem ser só nosso, já que a universalidade melódica destas canções permite-nos encaixar nelas determinados instantes do nosso percurso pessoal. Peixe : Avião impressiona pela grandiosidade instrumental das canções e, acima de tudo, pela capacidade que elas têm de comunicar connosco.

Os Peixe : Avião apresentarão o seu novo trabalho em primeira mão no Theatro Circo em Braga, já a vinte e um de Setembro e no Centro Cultural de Belém em Lisboa, a cinco de Outubro. Confere a entrevista que o grupo me concedeu abaixo, só possível devido,mais uma vez,ao apoo inestimável da Raquel Lains da Let's Start A Fire e espero que aprecies a sugestão...

 

Os Peixe : Avião estrearam-se em 2007 com o EP Finjo A Fazer De Conta Feito Peixe : Avião, e em 2008 chegou 40:02. Mas só agora, ao terceiro trabalho, após Madrugada (2010), chega o homónimo. Geralmente, os homónimos costumam ser sempre os trabalhos de estreia. Há alguma razão especial para terem baptizado este novo trabalho com o nome da banda, ou acaba por ser só mais um título de um disco vosso? Será que, relativamente à vossa discografia, se identificam mais com o conteúdo de Peixe : Avião?
Sem dúvida que este álbum traduz melhor, pensamos nós, a nossa identidade, ou a identidade que procuramos. Sendo que foram assumidas novas fórmulas de composição, de arranjos, concluiu num resultado em certa medida mais honesto que os anteriores, exactamente por mais despido e directo. Por ser um LP mais cru, menos maquilhado, mais instintivo, cremos que nomeá-lo com título homónimo, vai de encontro a essas premissas. Se normalmente um álbum homónimo coincide com uma estreia, então julgamos que por nos temos reinventado em certa medida, faz sentido ir de encontro a esse refrescar de identidade.


Quais são as principais diferenças sonoras entre 40:02 e Peixe : Avião? Ou seja, como descrevem, de forma sucinta e no que diz respeito à vossa sonoridade, este percurso ainda tão curto (6 anos) mas já tão profícuo?
As diferenças vão desde a composição dos temas (desta vez apostámos muito na criação conjunta em ensaio), na adaptação dos temas ao contexto de os tocar ao vivo, sendo que tentámos que aquilo que fosse posto no disco não ficasse muito longe do que poremos nos concertos. Os dois discos anteriores eram muito densos, com muitas camadas sonoras e complexos na sua forma, o que poderia hermetizar a sua audição e compreensão. Fizemos por simplificar, deixar vingar sobretudo o essencial.


Quais são as vossas expectativas para Peixe : Avião? Querem que o disco vos leve até onde?
Temos boas expectativas para este álbum, no sentido em que poderá nos apresentar a mais e diferente tipo de público, de mostrar que temos dinamismo e novidade na nossa música, e que nos traga muitas e boas oportunidades para o tocarmos ao vivo.


Já agora, haverá algum tipo de distribuição no exterior do país? É uma ambição vossa serem mais ouvidos lá fora?
Seria óptimo termos ouvidos internacionais a escutar a nossa música, mas é uma ambição para já menor; preferimos crescer e enraizarmo-nos primeiro dentro de portas, e quem sabe um dia, experimentar atingir mercados externos.


Os vossos discos contaram sempre com participações especiais de relevo e foram objecto de excelentes críticas. Essa responsabilidade pesa-vos de algum modo na altura de compor ou deixam pura e simplesmente fluir a vossa criatividade sem se preocuparem com o que já leram e ouviram sobre os vossos anteriores trabalhos?
O facto de termos já contado com grandes nomes da música nacional, e de termos colecionado no geral boas críticas ao nosso trabalho, não terá particular influência na altura de compor e arranjar os temas. Apesar de sombreados por expectativas, como qualquer projecto que na sua génese reúna interesse e mediatismo, não será um factor que pese, no fim das contas. Se nos deixássemos permear pelas críticas e expectativas, de certo que o resultado final estaria em certa medida agrilhoado. Queremos fruir da maior liberdade criativa e de expressão possível.


Acompanho o universo musical indie e alternativo com interesse e percebi que as vossas influências musicais assentam muito em ambientes experimentais eléctricos, carregados de loops de guitarra e texturas algo cruas e directas, mas também melancólicas. O que andam basicamente a ouvir os Peixe : Avião?
A forma de expressão é constantemente influenciada, seja por bandas que já conheces há muito, como novidades que te deixam marca. Partilhamos o gosto pelo krautrock, o rock alternativo, o electrónico e shoegaze, entre outros estilos, e poderia apontar influências de bandas como os tame impala, portishead, grizzly bear, radiohead, entre outros. Tendo um terreno musical em que todos possamos assentar, e sabendo das influências individuais e partilhadas, torna mais fácil criar a nossa própria linguagem.


Adorei o artwork deste vosso novo trabalho e, pelo que li no disco, foi da vossa autoria. Como surgiu a ideia e, já agora, a colaboração da Rita Lino que também assina a realização do vídeo do single Avesso?

Muito obrigado! Sim, neste como nos anteriores trabalhos, a concepção gráfica ficou a nosso cargo. Não que sejamos maníacos do controlo, mas aproveitamo-nos dos dois designers que temos na banda.

Alguns de nós já conhecem a Rita Lino e o Pedro Maia há algum tempo e na verdade já colaboraram noutros projectos anteriormente. Achámos que a estética deles - da RIta na crueza das fotografias e do Pedro no tratamento de imagem e experimentação estética - encaixava perfeitamente naquilo que nós quisemos fazer musicalmente neste trabalho. Ficámos muito contentes com o resultado!


Adorei o tema Ecos. E a banda, tem um tema preferido em Peixe : Avião? 
Cada um de nós tem um tema que prefere, mas no meu caso em particular, a minha predileção pelo menos neste momento, seria a “torres de papel” – foi um tema criado em poucas horas e já em estúdio, enquanto esperávamos que o produtor nélson carvalho tratasse de um assunto pessoal que o obrigou a deixar o estúdio; a espontaneidade da criação deste tema e a sua simplicidade resumem, em muito, as linhas orientadoras e o espírito por detrás deste disco. Além de ser um tema muito bonito!


Quando se fala em Peixe : Avião é incontornável abordar a já antiga colagem que muitas vezes insistem em fazer com os Radiohead. Na minha modesta opinião, Peixe : Avião já me recordou muito pouco essa banda liderada por Thom Yorke e que eu também admiro imenso. Acham que finalmente, essa espécie de estigma que vos persegue, irá desaparecer de vez?
Não foi por si um incómodo, ser comparado com os radiohead – afinal, temos deles uma importante influência, mas tal como outras grandes bandas como os portishead e os massive attack por exemplo; além de quem quisesse uma referencia ao que apelava o nosso som inicial, amparava-se às comparações imediatas (pelo timbre de voz, pelo estilo e ambiente, etc.). Contudo, talvez agora já com 3 discos, a nossa identidade já está mais modelada e mais vincada, as diferentes influências que não só esta fazem-se notar mais, e sobretudo, faz-se notar mais, espero, a nossa própria identidade.


Saúdo a vossa opção de cantar em português, apesar de não ser um purista a de achar que há imensos projectos nacionais que se valorizam imenso por se expressarem, por exemplo, em inglês. Há alguma razão especial para cantarem em português e a opção será para se manter?
A razão na altura de iniciar este projecto, seria marcar pela diferença também pelo uso da língua portuguesa. Fomos à nossa maneira um dos motores do recente e feliz interesse em cantar em português, e sendo que o casamento de todas as variáveis que caracterizam a nossa música, é sem dúvida uma opção a manter.


O que vos move é apenas o rock alternativo e experimental ou gostariam no futuro de experimentar outras sonoridades? Em suma, o que podemos esperar do futuro discográfico dos Peixe : Avião?
Os estilos referenciados são os que melhor nos definem, e logo, nos que melhor nos movemos. No futuro, em princípio iremos manter estas âncoras estilísticas, mas sempre apontando para nos renovarmos, de inovarmos, de sermos apelativos e interessantes.


Há surpresas preparadas para os concertos no Theatro Circo em Braga, a 21 de Setembro e no Centro Cultural de Belém em Lisboa, a 5 de Outubro? Podem levantar um pouco o véu?
Tal como o disco, o espectáculo ao vivo está a ser orientado para ser simples mas forte, despido mas com substância, directo e sem demasiados artifícios. Temos a atenção de casar o apelo musical, ao visual, pelo que teremos uma componente cénica também importante.


autor stipe07 às 19:25
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

Curtas... CXXIX

Depois de surpreenderem com Let Me Show You, um tema apresentado recentemente e que recorda a pop dos anos noventa, os Cut Copy acabam de dar a conhecer mais uma nova canção; O tema chama-se Free Your Mind e nele os responsáveis por In Ghost Colours (2008) e Zonoscope (2011) voltam a surpreender com uma canção que encaixaria perfeitamente no cardápio sonoro de uns The Rapture. Free Your Mind poderá vir a fazer parte do próximo disco dos Cut Copy e insere-se numa espécie de campanha que disponibilizou a canção em alguns locais icónicos do nosso planeta, nomeadamente o México, Chile, Austrália, Reino Unido, Detroit e um lugar no deserto da Califórnia. Confere...

Chega a cinco de novembro às lojas Trust, o novo álbum dos I'm In You, um coletivo norte americano liderado por Chris McHenry, natural de Brooklyn, Nova Iorque. Call Me When You're Drunk é o primeiro avanço para essse disco de uma banda que aposta no indie rock e no post punk como principais bitolas da sua sonoridade. Confere...

 

Nat Baldwin - Dome Branches
Nat Baldwin é o baixista dos Dirty Projectors e Look She Said uma canção já gravada há vários anos, mas que só agora vê a luz do dia porque fará parte de Dome Branches, uma compilação de várias demos que o músico criou ao longo da carreira e que verá a luz do dia a doze de novembro, via Western Vynil. Enquanto não chega um novo álbum de Nat Baldwin, usufrui de Look She Said, canção que está disponível gratuitamente no soundcloud da Western Vynil (carrega na imagem) e que conta com a participação especial de Dave Longstreth.
A dupla canadiana Chromeo acaba de divulgar Over Your Shoulder, o seu novo single e um tema pop cheio de funk e que será certamente um dos destaques de White Women, o próximo disco do grupo. Esta canção é apenas mais uma prova de que os Chromeo são exímios a replicar o que de melhor se fazia no universo da pop há trinta anos atrás. O grupo disponibilizou o single gratuitamente. Confere...

 

Naturais de Seattle, os La Luz são um quarteto que aposta no punk rock, com alguns detalhes da surf music. Assinaram em julho pela insuspeita Hardly Art Records e em outubro chegará It's Alive, o disco de estreia da banda. Fica atento porque esse álbum será divulgado em Man On The Moon e até lá delicia-te com Big Big Blood, o primeiro avanço do disco, disponibilizado gratuitamente pela editora.


autor stipe07 às 18:56
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Terça-feira, 17 de Setembro de 2013

Helado Negro - Island Universe Story Two EP

Helado Negro é um projeto liderado por Roberto Carlos Lange, um filho de emigrantes equatorianos radicado nos Estados Unidos e que também encabeça o projeto Ombre. Depois de no início deste ano ter lançado Invisible Life, Helado Negro está de volta com Island Universe Story Two, um EP que representa a segunda parte de uma série de publicações discográficas com esse formato e que contêm momentos mais experimentais do músico, ajudado por alguns convidados especiais. A primeira parte desta série foi publicada em 2012 e chama-se Island Universe Story One.

Roberto Carlos gosta de afirmar que estas Island Universe Stories não são compilações de lados b ou temas que vão ficando de fora dos seus discos, mas antes cancões com muito valor, que merecem o seu próprio espaço e destaque, apesar de serem quase todas instrumentais que resultam normalmente de descontraídas jam sessions. Mas a sua voz também surge algumas vezes, com destaque para a sua interpretação hipnótica no tema Las Preguntas. Como acontece quase sempre neste tipo de álbuns, o alinhamento acaba por incluir verdadeiras pérolas sonoras porque resulta de momentos em que os músicos tocam sem sentirem o peso da vertente comercial, o que faz com que possam mais genuinamente compôr a música que realmente gostam e com os arranjos que mais apreciam.

O trabalho em estúdio de um músico não é apenas o resultado final do que se escuta em disco; Muitas vezes esse alinhamento é uma ínfima parte daquilo que ele produziu. E a propósito disso e deste EP, Roberto Carlos afirma: This is more of what I do. I’m really making music every day.

Island Universe Story Two tem uma sonoridade essencialmente etérea e introspetiva, mas o groove latino e luminoso de Las Preguntas e Detroit dão ao EP um ar festivo e mais expansivo. Esta exploração muito subtil de dois mundos sonoros aparentemente opostos é algo muito habitual na sonoridade deste músico.

O EP conta com várias participações especiais de amigos que foram passando pelo estúdio de Lange. O orquestral som de abertura no tema Stop Living Dead foi criado pelo compositor Trey Pollard e um quarteto de cordas e Mitad del Mundo conta com a participação de Mikael Jorgenson dos Wilco. Lange considera muito importantes estes e outros contributos que tem recebido de diferentes músicos e admite que isso ajudou-o imenso a progredir musicalmente. Diz Lange sobre estes contributos: They are wildly free, and some of them are very structured and have a large amount of direction. It’s widely variable in terms of what freedoms are given and what control is taken. (...) I like the idea of process, and then what happens on the other side, too. Both are important to me.

É esta interação experimental frutuosa entre um musico equatoriano e alguns amigos que carateriza Island Universe Story Two, mais um capítulo de uma série de EPs de uma espécie de fantasma latino-americano que compila música, história, cultura, saberes e tradições, num pacote sonoro cheio de groove e de paisagens sonoras que contam histórias que transitam entre dois mundos que Roberto Lange sabe, melhor do que ninguém, como encaixar. Espero que aprecies a sugestão...

 

mais


autor stipe07 às 21:38
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...
Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

San Fermin - San Fermin

Citado em Curtas... LXXV, San Fermin é o disco de estreia dos San Fermin, um novo projeto oriundo de Brooklyn, Nova Iorque liderado pelo cantor e compositor Ellis Ludwig-Leone. San Fermin foi editado hoje, dia dezassete de setembro, por intermédio da Downtown Records.

Escrito em seis semanas, nos arredores de Alberta, o conteúdo deste disco varia entre o post rock e a pop mais clássica, com fortes influências dos anos setenta e oitenta e inclui alguns arranjos de Nick Muhly. O disco também conta com as participações especiais na voz de Allen Tate, Jess Wolfe e Holly Laessig da banda Lucius.

O grande destaque de San Fermin vai para para Sonsick, um tema com um excelente video realizado por Benjamin Kutsko e produzido por Jack Richardson. Esta canção descreve uma espécie de ataque de pânico durante uma festa de aniversário e acaba por ser um indicador forte da temática geral de San Fermin, um álbum que fala de emoções, de momentos de elevada intensidade na vida de uma pessoa e que acabam por ser os instantes que provocam os maiores conflitos emocionais e existenciais que existem dentro de cada um de nós. Daedalus (What We Have) é outro single já retirado deste trabalho. Espero que aprecies a sugestão...

san fermin self titled

1.   Renaissance!
2.   Crueler Kind
3.   Lament for V.G.
4.   Casanova
5.   Sonsick
6.   Methuselah
7.   At Sea
8.   Torero
9.   At Night, True Love
10. The Count
11.  Bar
12.  In Waiting
13.  True Love, Asleep
14.  Oh, Darling
15.  In The Morning
16.  Daedalus (What We Have)
17.  Altogether Changed


autor stipe07 às 19:47
link do post | comenta / bad talk | The Best Of... Man On The Moon...

eu...


more about...

Follow me...

. 50 seguidores

Powered by...

stipe07

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parceria - Portal FB Headliner

Facebook

Man On The Moon - Paivense FM (99.5)

Em escuta...

Twitter

Twitter

Blogs Portugal

Disco da semana

Dezembro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


posts recentes

Copeland - Pope

Steve Mason – Walking Awa...

Broken Bells – Shelter

Deerhunter – Element

Generationals – State Dog...

White Lies – Finish Line

Cat Power – What The Worl...

Conor Oberst – No One Cha...

Arctic Monkeys – Tranquil...

Coldplay – Coldplay: Deep...

Ultimate Painting – Up!

Galo Cant’Às Duas - Sobre...

Preoccupations – Pontiac ...

Zero 7 - Mono

Ten Fé - No Night Lasts F...

The Smashing Pumpkins – S...

LUMP - LUMP

The Good, The Bad And The...

The Vaccines – All My Fri...

Cat Power – Wanderer

Sea Pinks – Rockpool Blue

Graveyard Club – Witchcra...

Anna Calvi - Hunter

Cloud Nothings – Last Bui...

Fleet Foxes – First Colle...

X-Files

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

take a look...

I Love...

Os melhores discos de 201...

Astronauts - Civil Engine...

SAPO Blogs

subscrever feeds