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Nana - Pequenas Margaridas

Quinta-feira, 08.08.13

pequenas margaridas cover art

Chama-se Nana, é uma brasileira natural de Salvador da Baía, tem apenas vinte e dois anos, mas é já um dos nomes a ter em conta no cenário musical indie pop do país irmão. Nana iniciou a sua carreria musical há dois anos e durante este período Nana participou, de acordo com o seu sitio oficial, em importantes eventos em Salvador, como o Festival Zona Mundi, onde fez sua primeira apresentação pública, e o projeto Conexão Vivo Sala do Coro, em que fez um show individual em uma das salas do principal centro cultural da cidade, o Teatro Castro Alves. Esse segundo resultou em um DVD com a apresentação na íntegra e nana ainda participou, escolhida por voto popular, do show de encerramento do projeto, na Concha Acústica do TCA, com capacidade para 5.000 pessoas. Também fez shows de abertura para o duo argentino Finlandia em Feira de Santana e para o músico texano Ben Kweller, no SESC Vila Mariana em São Paulo.

Ontem, dia sete de agosto, chegou finalmente o seu disco de estreia. O trabalho tem o delicioso nome de pequenas margaridas (escrito assim mesmo com, letras minúsculas) e foi inspirado num filme de 1966, com esse nome. Essa película era dirigida por Vera Chytilová, uma importante referência para Nana.

Este trabalho assenta, sonoramente, numa espécie de mistura que flutua entre a típica uma indie pop confortável, feita com a nobreza das cordas e aquele samba mais tímido e experimental. O disco foi produzido e arranjado pela própria cantora, num processo bastante artesanal, com um elevado grau de pureza, que não prescindiu do uso de samples e alguns detalhes da eletrónica, mas sem distorcer o cariz eminentemente acústico e delicado do álbum. O selo Tupynambá ajudou no processo de gravação da voz, os arranjos e as programações ficaram a cargo da própria Nana e de um amigo chamado João, o piano, teclados, a escaleta e o violino, foram gravados num cantinho de Nana, as guitarras em casa desse amigo e o violão e o baixo na casa de outro chamado Luisão. O álbum foi misturado e masterizado por Luis Calil no estúdio casa do chá. Este músico da banda Cambriana foi um complemento essencial para a limpidez final dos treze temas deste trabalho.

pequenas margaridas destaca-se pelas letras confessionais das treze canções, das quais destaco Montanha Russa, Expressionismo Alemão e a adorável I Can’t Fall In Love. A propósito, o texto que acompanha o lançamento deste disco diz que é através dos sons delicados e por vezes introspectivos de sua música que podemos entrar de verdade em seu universo e redescobrir o significado de coisas muitas vezes banais.

pequenas margaridas está disponível para download gratuito no site da cantora e o selo Midsummer Madness iráresponsabilizar-se por parte da distribuição do álbum no Brasil. Espero que aprecies a sugestão...

 


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publicado por stipe07 às 14:16

Weekend – Jinx

Quarta-feira, 07.08.13

Lançado por intermédio da Slumberland Records e produzido por Monte Vallier, Jinx é o novo registo de originais dos norte americanos Weekend, uma banda de São Francisco, liderada por Shaun Durkan, que se estreou em 2010 com o aclamado Sports e que entretanto passou de trio a quarteto, com a entrada do baixista Nick Ray.


O post punk é o traço identitário mais vincado da sonoridade dos Weekend e Sports foi decisivo, logo na estreia do grupo, para marcar uma forte posição deste coletivo num espaço de relevo do universo sonoro em que se insere. Os holofotes direcionaram-se todos para Sports e o sucessor era aguardado com alguma expetativa, entretanto um pouco emancipada com a divulgação de Red, um EP de cinco canções que antecipou Jinx.

Neste sempre difícil segundo álbum, os Weekend continuam a pintar telas sonoras usando o preto e o cinza como cores predominantes, o que faz com que mantenham a tal essência musical que apresentaram na estreia. No entanto, nota-se alguma evolução no aspeto instrumental, ao qual não será alheia a presença do novo baixista e um mais cuidado trabalho de produção.

Neste amadurecimento bem sucedido os Weekend combinam algum do melhor post punk atual com o shoegaze, numa fórmula já pessoal onde o ruído não funciona com um entrave à expansão das canções, servindo antes para lhes dar um relevo muito próprio que sem esse ruído elas certamente não teriam. Fazer barulho também é uma arte que nem todas as bandas dominam, mas os Weekend sabem como harmonizar o ruído e torná-lo agradável aso nossos ouvidos, fazendo da rispidez visceral algo de extremamente sedutor e apelativo.

Não há aqui a tentativa de passar uma mensagem de revolta, mas sim algo mais etéreo e até melancólico, também percetível na apreciável quantidade de passagens instrumentais com elevada duração e que nos guiam propositadamente para um mundo criado específicamente pelo grupo, onde reina uma certa megalomania e monstruosidade agressiva aliada a um curioso sentido de estética, com particular evidência no tema Just Drive. Esta cuidada sujidade ruidosa que os Weekend produzem é feita com justificado propósito usando a distorção das guitarras como veículo para a catarse de vários conflitos emocionais e conotações filosóficas, as grandes temáticas das dez letras de Jinx.

Esta acaba por ser a fórmula que faz deste álbum um conjunto coeso de dez canções  com uma estrutura muito bem construída, que não vão dececionar quem aprecia o rock alternativo dos anos oitenta, firmado num estilo sonoro que tanto tem um sabor algo amargo e gótico como, ao mesmo tempo, encontra raízes numa espécie de hardcore luminoso, a grande nuance que distingue Jinx do clima arrastado e sombrio de Sports. Espero que aprecies a sugestão...

Weekend - Jinx

01. Mirror
02. July
03. Oubliette
04. Celebration, FL
05. Sirens
06. Adelaide
07. It’s Alright
08. Rosaries
09. Scream Queen
10. Just Drive

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publicado por stipe07 às 22:59

Curtas... CXXI

Quarta-feira, 07.08.13

Os TV On The Radio estrearam recentemente uma nova canção. Mercy é o título do novo single da banda norte-americana que foi lançado pela Federal Prism, a editora do músico e produtor da banda, Dave Sitek. A banda de Brooklyn regressou recentemente ao estúdio para gravar novas canções, mas por enquanto não existem planos concretos para o lançamento de um novo álbum completo. Para já, os TV On The Radio pretendem apenas lançar algum do novo material durante os próximos meses.
O quarto e último disco de estúdio deste grupo norte-americano foi lançado em 2011. A edição de Nine Types of Light aconteceu nove dias antes do falecimento do baixista Gerard Smith, vitimado por um cancro pulmonar.

 

Black And Studs é o novo single das Potty Mouth, um coletivo feminino do Massachussets que faz um punk rock alternativo influenciado pelos anos oitenta, Hell Bent será o disco de estreia deste projeto, um trabalho que verá a luz do dia a dezassete de setembro por intermédio da Old Flame. Para já confere Balck And Studs, disponibilizado gratuitamente pela etiqueta. 

 

National Wake

Os National Wake são uma banda sul africana de punk rock que já se formou no longíquo ano de 1976. Editaram apenas um álbum que teve direito a uma edição limitada a setecentas cópias. Agora, quase quarenta anos depois, a etiqueta Light In The Attic pegou de novo no cardápio sonoro da banda e organizou uma compilação intitulada Walk In Africa: 1979-81. Confere International News, o excelente single de abertura, disponível para download via stereogum.

 

O single desta semana disponibilizado pela iniciativa Adult Swin Singles, que tenho divulgado nas últimas semanas, é Barbarian Boy, um original da dupla Lightning Bolt formada pelo baterista Brian Chippendale e pelo baixista Brian Gibson. O tema tem as caraterísticas marcantes da dupla, com bastante distorção e uma confusão sonora muito experimental e apelativa que, como é habitual, está disponível gratuitamente no sitio do projeto. 

Os Forest Fire estarão de regresso a 10 de setembro com Screens, o sucessor do aclamado Staring At The X, de 2011. Waiting In The Night é o primeiro avanço para a nova rodela e está disponível, em modo ÉFV, via Stereogum. Confere...

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publicado por stipe07 às 22:33

Edward Shape And The Magnetic Zeros – Edward Shape And The Magnetic Zeros

Terça-feira, 06.08.13

Depois de Vagrant, um álbum que divulguei o ano passado e de Here, outro trabalho também editado no ano transato, o coletivo Edward Shape & The Magnetic Zerosliderado por Alex Ebert, está de regresso e em boa forma com um homónimo que firma definitivamente a sonoridade própria desta banda norte americana.

Os Edward Shape And The Magnetic Zeros sempre cultivaram uma certa religiosidade nos seus trabalhos e esta postura é cada vez mais uma imagem de marca do coletivo, presente logo na estreia, em 2009 com Up From Below. As vozes e os sons que se escutam neste homónimo firmam um ambiente peculiar onde já não cabe apenas a folk tradicional conjugada com a psicadelia. Simplificar tornou-se quase um imperativo já que a multiplicidade instrumental dos antecessores agora é mais contida e uma conjugação mais direta das cordas e da percurssão tornou-se na pedra de toque na conceção deste disco.

Edward Shape and The Magnetic Zeros também serve para provar que a tal religiosidade torna-se visível quando a mensagem que este grupo transmite nas suas músicas é, para ele próprio, mais relevante que os sons que se escutam. Partindo dessa premissa, o grupo organiza tematicamente o presente álbum como uma espécie de continuação imediata do disco anterior, sendo este o principal fio condutor com o passado musical dos Edward Shape And the Magnetic Zeros. Assim, a maioria das doze canções deste trabalho são composições marcadas por versos de apelo filosófico e com um forte sintoma de empatia, já que falam muito da relação entre os povos e, claro, da presença de Deus como principal componente no universo temático do grupo. Dentro desse esforço, Let’s Get High, If I Were Free e In The Lion, são três temas que o demonstram.

Claro que a busca por um trabalho com um objetivo lírico claro e específico não invalida que haja também um certo cuidado na componente sonora que, como já disse, foi um pouco simplificada mas mantém o bom gosto intrínseco aos Edward Shape And The Magnetic Zeros. Neste campo acrescento que há um certo encanto na forma diria que quase artesanal e caseira como os instrumentos se interligam para criar as melodias que alimentam a obra. É como se todo o álbum fosse parte de um material raro e recém-descoberto e por isso com um charme nunca escutado antes.

Edward Shape and The Magnetic Zeros não tem singles orelhudos com tinham os antecessores, mas é uma sólida coleção de temas que se assumem como uma espécie de catálogo das típicas colagens auditivas que sustentam o o universo sonoro proposto por este grupo californiano e fazem dele uma referência obrigatória do universo sonoro indie norte americano. Espero que aprecies a sugestão...

Edward Sharpre And The Magnetic Zeros - Edward Sharpre And The Magnetic Zeros

01. Better Days
02. Let’s Get High
03. Two
04. Please!
05. Country Calling
06. Life Is Hard
07. If I Were Free
08. In The Lion
09. They Were Wrong
10. In The Summer
11. Remember Remember
12. This Life

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publicado por stipe07 às 21:29


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