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MINKS - Tides End

Terça-feira, 20.08.13

Sedeada em Brooklyn, Nova Iorque, a etiqueta Captured Tracks continua a dar a conhecer alguns dos projetos mais interessantes do cenário musical alternativo. Depois dos DIIV, Beach Fossils, Wild Nothing, The Soft Moon, Widowspeak, Blouse, Soft Metals, Holograms, Thieves Like Us, Heavenly Beat e Medicine, alguns nomes amplamente divulgados neste blogue e no meu topo das preferências, agora chega a vez de um casal chamado MINKS, liderado por Sean Kilfoyle. Tides End é o disco mais recente dos MINKS e viu a luz do dia a seis de agosto, sucedendo a By The Edge, o disco de estreia do grupo, editado em 2011.

Tides End foi composto e gravado num local isolado na costa leste dos Estados Unidos, não muito longe de Nova Iorque e junto ao oceano atlântico. O trabalho foi poduzido por Mark Verbos, um nome famoso no universo sonoro da música eletrónica, em especial na vertente do techno. Este álbum é uma assumida tentativa por parte dos MINKS de criar algo mais cru e direto do que o conteúdo sonoro de By The Edge, um trabalho que foi muito influenciado pelo shoegaze e pela chillwave. Seja como for, essa ruptura não é total e Tides End acaba por soar muito mais a uma progressão natural do que foi proposto na estreia, do que propriamente a uma inflexão relativamente ao conteúdo desse disco.

Logo na abertura, na eletropop de Romans, estão muito resentes as fortes reminiscências com a pop alternativa dos anos oitenta, feita com sintetizadores, uma percurssão leve mas vincada, uma guitarra luminosa e uma melodia etérea acentuada pelas vozes da dupla, uma importante âncora do ambiente sonoro que os MINKS querem recriar. Margot desloca os MINKS do local onde gravaram o álbum, já que faz-nos sonhar com Hollywood e com o glamour da costa oeste ou da Flórida, até porque é um tema que parece ter sido retirado de algumas das bandas sonoras de míticas séries de televisão de há três décadas. Mais à frente, Hold Me Now é uma canção com contornos mais terrenos, assombrada por memórias de vidas antigas e amores passados.

Mas dois dos meus destaques do álbum acabam por ser o baixo da excelente balada Playboys Of The Western World, um instrumento que, neste caso, ajuda imenso a dar vida à temática da canção relacionada com a normal atração da juventude pela decadência e as guitarras em reverb de Everything's Fine que, juntamente com o baixo vibrante, remetem-nos para um ambiente polido, mas com um brilho que não deixa nunca de ser algo sombrio e lo fi, apesar de essa ser uma caraterística do som dos MINKS cuja associação Kilfoyle não aprecia particularmente. As questões juvenis voltam a ser abordadas em Doomed and Cool, uma canção que ilustra a típica cena de uma uma normal conversa entre adolescente que partilham entre si angústias e receios, numa esquina qualquer dos subúrbios, sob um sol escaldante.

O single Painted Indian acaba por ser a canção que de algum modo interpreta uma maior ruptura com a estreia, já que além de ser o tema mais comercial do álbum, tem uma toada pop que nos remete facilmente para um mundo sonoro algures entre os R.E.M e os Smiths, o que é, sem dúvida, uma verdadeira novidade no conteúdo sonoro desta dupla norte americana.

Se o romantismo melancólico, sombrio e algo gótico de By The Edge fez com que os MINKS fossem apelidados de uma versão moderna dos Cure, em Tides End o casal desafia todas essas expetativas que foram criadas ao seu redor e cria um disco que funciona como um santuário que permite uma fuga das dores da realidade e explora com elevada subtileza e uma significativa dose de detalhe a tradicional canção pop, mostrando um lado mais luminoso e carregado de enormes e novas possibilidades, tão vastas como o horizonte infinito do mar que fica mesmo em frente ao local onde este álbum foi gravado. Espero que aprecies a sugestão...

Minks - Tides End01. Romans

02. Everything’s Fine
03. Margot
04. Playboys Of The Western World
05. Weekenders
06. Painted Indian
07. Hold Me Now
08. Doomed And Cool
09. Ark Of Life
10. Tides End


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publicado por stipe07 às 22:48

Sivu - Over & Over

Terça-feira, 20.08.13

Sivu, um músico londrino, acaba de pôr em sentido alguns dos nomes mais relevantes do indie alternativo feito com uma pop climática, devido a Over & Over um novo tema incluido no mais recente EP do músico e que sucede a Bodies, outro EP que Sivu lançou há alguns meses e que anda a ser tocado durante uma digressão que irá até ao início de dezembro com os London Grammar e os Stornoway.

Com um interessante cardápio de arranjos dominados pelas cordas e pelos metais e uma produção algo épica, Over & Over é um extraordinário exemplar de pura delicadeza dentro do cenário sonoro que o músico procura replicar e que o sustenta. A canção desafia a postura vocal de Justin Vernon, abraça sem pedir licença a cândura dos The XX e serve-se de fragmentos sonoros que brilhariam com enorme subtileza na obra dos Fleet Foxes.

Esta indie pop introspetiva de excelente qualidade está disponível para download na página do cantor. Confere...


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publicado por stipe07 às 10:43






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