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Hooded Fang – Gravez

Quinta-feira, 25.07.13

Atualmente os Hooded Fang são April Aliermo, Daniel Lee, D. Alex Meeks e Lane Halley, uma banda natural de Toronto que está de regresso com Gravez, um álbum que viu a luz do dia a vinte e sete de maio por intermédio da Full Time Hobby.

Após a estreia em 2010 com um homónimo, um trabalho que na altura deixou marcas e do sempre difícil mas bem sucedido segundo álbum, intitulado Tosta Mista, editado em 2011 pela Daps Records, em Gravez estes canadianos dão um novo impulso ao seu já interessante cardápio sonoro, agora mais afastados do som sul-americanizado dos dois trabalhos anteriores.

Desde o início da carreira os Hooded Fang viram-se inseridos num universo sonoro catalogado como surf rock e foram comparados a nomes tão influentes como os Black Lips ou os The Drums. No entanto, desta vez quiseram deixar um pouco de lado os chinelos de dedo e os castelos na areia, para invadirem um ambiente sonoro mais urbano e típico dos subúrbios. De alguma forma, exploram novos territórios musicais, mas sem colocarem definitivamente de lado aquela essência pop dos anos sessenta, que ainda está muito audível, por exemplo, na sequência Bye Bye Land e Wasteland, duas canções que poderiam estar esquecidas algures numa cassete legendada com uma etiqueta a dizer Chris Isaak.

Apesar de serem canadianos, Gravez poderia ter sido gravado num velho saloon do oeste americano, cheio de cowboys e destilar whisky, já que houve uma nítida aposta mais próxima do rock americano, com uma produção forte e notoriamente mais agressiva, com a faixa homónima a dar indícios disso mesmo. O extraordinário baixo pulsante de Gravez, a distorção da guitarra e das vozes, levam-nos ao universo punk rock, num refrão que reclama constantemente a nossa presença e atenção... Why You Lookin' At Me?

Mas os destaques de Gravez não se ficam pelo tema homónimo; O single Ode To Subterranea, além da deliciosa distorção da guitarra e da própria voz, tem um groove intenso e convida-nos facilmente a abanar a anca. Gebres e Sailor Bull são duas canções com uma interpretação vocal a fazer lembrar os Black Keys.

Do blues dos anos sessenta ao rock de garagem, os Hooded Fang são competentes na forma como abordam diferentes estilos e tendências dentro do mesmo universo sonoro e com Gravez demonstram maturidade e valor suficientes para alargarem consideravelmente a variedade do seu cardápio sonoro. Apesar de em Never Mending Lee cantar sobre paragens de autocarros e como poderão ser um belo local para morrer, esta mesma maturidade deverá, futuramente, ser aprimorada nas letras das canções e na forma como a componente instrumental e a voz se interligam em determinados momentos. Quando isso suceder, estaremos na presença de um grupo essencial na nova fornada de propostas inseridas no universo indie punk rock que vão surgindo frequentemente. Espero que aprecies a sugestão....

1. Dry Range Intro
2. Graves
3. Ode to Subterrania
4. Bye Bye Land
5. Wasteland
6. Sailor Bull
7. Trasher
8. Never Mending
9. Genes
10. Dry Range Outro

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publicado por stipe07 às 22:59






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