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Lloyd Cole – Standards

Quarta-feira, 24.07.13

Standards é o décimo primeiro álbum do britânico Lloyd Cole e, de acordo com o próprio, o trabalho mais elétrico e natural da sua carreira, depois de se ter separado dos Commotions. Revolucionário no conteúdo de Rattlesnakes, um disco que no início da década de oitenta estava muito à frente dos seus contemporâneos, nomeadamente Morrissey ou Robert Smith, Cole vincou logo aí um estilo muito próprio, que também assenta bastante na ausência dos holofotes, o que fez com que grande parte da sua discografia tivesse passado um pouco ao lado do grande público, apesar da elevada bitola qualitativa da mesma.

Nestes trinta anos Cole construiu uma carreira brilhante e esses discos serviram para este músico, quase sempre em modo acústico, contar histórias e fazer confidências, servindo-se de uma pop que se foi cruzando com a folk, a country e o próprio rock e de uma guitarra que poderia muito bem ter sido comprada ao património dos The Birds. Álbuns como Love Story (1995), que trazia uma das mais belas canções dos anos 90, Baby, além de outros trabalhos como Don't Get Weird On Me Baby (1991) ou Bad Vibes (1993), são marcos singulares e já no novo milénio, com os The Negatives, não deixou de apresentar propostas sonoras altamente recomendáveis, que lhe permitiram angariar um nicho atento de seguidores que nunca deixaram de o bajular.

Standards marca o regresso aos anos oitenta e ao pop rock feito de guitarras que acompanham a sua voz única, que nunca perdeu o timbre peculiar e que o identifica. Num trabalho que abre com uma versão de um original do norte americano John Hartford, um dos nomes essencias da folk desse país, as suas onze canções vêm embrulhadas num invólucro sonoro que funde o melhor da pop britânica com esse rock, cheio de travos folk, do outro lado do atlântico, algo que poderia ter sido proposto, por exemplo, pelo Tom Petty e os seus The Heartbreakers. O maior exemplo disso é Period Place, mas outras grandes canções aparecem como a climática Myrtle And Rose, a folkie No Truck, a glam Blue Like Mars e a excelente Opposites Day.

A obra de Lloyd Cole é um manancial de belas surpresas que Standards poderá fazer despertar. Vale a pena, após todos estes anos, marcarmos um reencontro com Lloyd Cole e escutar não só este excelente disco, mas também toda a sua obra, que merece uma maior projeção, reconhecimento e carinho do grande público. Espero que aprecies a sugestão...

01. California Earthquake
02. Women’s Studies
03. Period Piece
04. Myrtle and Rose
05. No Truck
06. Blue Like Mars
07. Opposites Day
08. Silver Lake
09. It’s Late
10. Kids Today
11. Diminished Ex

Website
[mp3 V0] cz ul zs

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publicado por stipe07 às 18:57

Curtas... CXVIII

Quarta-feira, 24.07.13

Yuck - Rebirth

Apesar de terem perdido recentemente o líder Daniel Blumberg, que optou por uma carreira a solo no projeto Hebronix, os britânicos Yuck, um dos nomes fundamentais do indie rock que replica atualmente sonoridades típicas do shoegaze dos anos noventa, não desanimaram e já há novo álbum na calha. Ainda sem nome nem data de edição prevista, esse trabalho irá suceder ao homónimo, editado em 2011. No entanto, já há single; A canção nova chama-se Rebirth, foi disponibilizada pela banda para download gratuíto e mostra que os Yuck, apesar do referido contra tempo, estão em grande forma. Confere... 

 

Desperate Romantics é o mais recente single dos GO / ON - GO, um quinteto de Melbourne, na Austrália que aposta num indie rock de cariz eletrónico, que nos remete para os primórdios de bandas como os Bloc Party e os Arctic Monkeys. Já com dois álbuns lançados, esta canção é o primeiro avanço para Holding Pattern, o trabalho mais recente dos GO / ON - GO. Confere...


Os australianos Cut Copy lançaram no passado fim de semana mais um single de uma forma bastante original. A banda montou uma estrutura no Pitchfork Music Festival e distribuiu vinis com a canção, que se chama Let Me Show You. Os discos eram feitos no momento e em cada vinil era riscado o nome do dono. Foram produzidas apenas cento e vinte cópias e ainda não há qualquer versão digital. A qualidade do video que partilho, feita por um dos compradores, não se compara ao digital mas, mesmo assim, vale a pena escutar uma canção que não se sabe se fará parte do alinhamento do próximo álbum dos Cut Copy.

 

 

Depois de Fakin' NYC e Lesbian Wife, continuam a ser revelados mais temas de Any Port In A Storm, o disco mais recente dos Scott & Charlene's Wedding. O álbum chegou às lojas no passado dia vinte e dois de julho, por intermédio da Fire Records. Desta vez foi disponibilzado gratuitamente o single Wild Heart, a canção que encerra o alinhamento do álbum, uma canção com uma toada algo acústica, típica de uns Pavement. Confere 


Um dos grupos essenciais da cena inglesa dos anos noventa está de volta. Chega às lojas a dezasseis de setembro Rewind The Film, o novo álbum dos Manic Street Preachers e Show Me The Wonder é o primeiro single divulgado, uma canção épica, liderada por arranjos de metais e a voz imponente de James Dean Bradfield. Rewind The Film vai suceder a Postcards from a Young Man (2010), terá doze canções e conta com a presença de alguns colaboradores, entre eles Lucy Rose e o músico veterano Richard Hawley. Confere...

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publicado por stipe07 às 12:44






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