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Curtas... CVI

Quarta-feira, 05.06.13
Depois do shoegaze romântico que a dupla Big Deal construiu em Lights Out (2011), o casal britânico Alice Costello e Kacey Underwood está de regresso com June Gloom, um disco onde as guitarras irão falar mais alto, como é audível no single Teradactol. Com referências que vão dos Dinosaur Jr a My Bloody Valentine, a canção explode em várias doses de distorção. Com previsão de lançamento para julho, June Gloom sai pelo selo Mute Records, casa dos Yesayer, Liars e outras grandes bandas do cenário independente.

 

Ainda é desconhecida a identidade do líder dos Radioseven, projeto que acompanho desde 2011 e que acaba de divulgar mais um tema. Adolescence é mais um belíssimo instrumental com a habitual toada chillwave do projeto. Confere...

 

Depois de ter lançado Trees, o projeto Echopark do italiano Antonio Elia Forte, um músico a residir atualmente em Londres, acagba de lançar um dos singles do álbum em forma de EP. Além do single Brother, o EP tem mais dois temas e o conteúdo geral percorre o mesmo território da dream pop de uns Beach House ou uns Midas Fall, mas sem obedecer ao habitual formato canção,  fazendo-o com inegável mestria, nomeadamente na forma como consegue captar o instante mais emotivo de uma canção e deixá-lo submergir, sem que o conceito lo fi e impreciso seja subjugado.

 

Os ingleses White Lies acabam de anunciar que está a chegar novo álbum. Intitulado Big TV, o trabalho tem data de lançamento marcada para 12 de Agosto, via Fiction e aproveitaram para divulgar Getting Even, o primeiro single. Numa sonoridade melódica com grandes aproximações aos Depeche Mode, Interpol e Editors, Getting Even foi disponibilizado gratuitamente pela banda. 

 

2013 é o ano que marca o regresso de Beck aos discos. Segundo a Rolling Stone, não será apenas um, mas sim dois álbuns que cantor norte-americano irá editar ainda este ano. O primeiro, um acústico, deverá ser lançado em Setembro, e mais tarde um sucessor mais sólido de Modern Guilt (2008). E hoje ele divulgou uma nova canção; O tema chama-se Defriended, não fará parte de nenhum dos novos trabalhos de Beck e tem uma toada experimental e psicadélica. Confere...

 

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publicado por stipe07 às 13:21

Is Tropical - I'm Leaving

Terça-feira, 04.06.13

Sucessor do EP Flags, lançado no início deste ano e editado no passado dia vinte de maio pela francesa Kitsuné, I'm Leaving é o último disco dos londrinos Is Tropical, um trio constituido por Simon Milner, Gary Barber e Dominic Apa e que se estreou em 2009, tendo na altura ficado famoso devido ao tema When O’ When. Em 2011 editaram o primeiro disco, chamado Native To, que se destacava pelo tema The Greeks, que foi contemplado com um vídeo também à altura famoso por incluir alguma violência e uma elevada dose de humor negro. I'm Leaving foi produzido por Luke Smith, um profissional que já trabalhou com os Depeche Mode e os Foals, entre outros.

Até à chegada de I'm Leaving e apesar de uma extensa digressão de promoção de Native To, os Is Tropical eram apenas reconhecidos devido ao tal vídeo de The Greeks, pelo que era evidente a dúvida em relação à capacidade deste trio em ser bem sucedido em relação ao estigma do sempre difícil segundo disco. O EP lançado em janeiro último acabou por deixar algumas pistas em relação ao conteúdo de I'm Leaving, se bem que por ter um cariz apenas instrumental, também serviu para lançar ainda mais dúvidas acerca do rumo que seria seguido na nova edição.

Os Is Tropical acabaram por optar por uma espécie de conservadorismo perfecionista dicotómico, já que I´m Leaving segue o rasto de Native To, procurando melhorar algumas lacunas que esse álbum continha e inaugura novas pistas e conteúdo sonoro, principalmente no que diz respeito à acessibilidade da sonoridade da banda em relação ao grande público. Assim, o conteúdo de I'm Leaving é, antes de mais, superiormente acessível, quer em termos de arranjos, quer em termos de melodias e mais fiável na garantia da expansão do número de fãs e admiradores do grupo.

A concretização desta permissa de maior acessibilidade e abertura para o som dos Is Tropical em I'm Leaving, é audível quando se percebe que aqueles instantes de desconforto lo fi da estreia foram agora renovados com arranjos mais luminosos e que clamam a todo o instante por uma explosão sonora, que acaba por suceder quando os sintetizadores, as batidas alimentadas pela eletrónica e as vocalizações robotizadas aceleram, sendo isso muito audível na primeira metade do disco, de Lover’s Cave até Cry. Estas cinco primeiras canções são o complemento do que foi iniciado na estreia e a partir de Sun Sun, sexta canção do álbum, surge o bloco mais orgânico de I'm Leaving e a sequência onde algumas nuances ainda não ouvidas nos Is Tropical ganham vida. Do refrão aditivo de Sun Sun, passando pela melancolia subtil de Video ou o clima crescente de All Night, cada instante da segunda metade do álbum opta pelo rigor na produção e pela transformação metódica dos vários sons que o grupo estreia, os quais denotam criatividade e capacidade em criar melodias capazes de fugir do óbvio.

Em suma, I'm Leaving tem boas canções, quase todas muito bem estruturadas e é claro o esforço, como já disse, em aproximar os Is Tropical de um universo pop mais acessível e direto. Mas, se a segunda metade de I'm Leaving prova que os Is Tropical conseguem ser mais abrangentes e ecléticos do que aquilo que demonstraram em 2011, a evidente discrepância desse bloco de canções com as cinco primeiras do alinhamento do disco, tornam muito viva uma ideia de conflito e de aparente indecisão, cabendo agora ao trio decidir se estas novas portas que abriram se tornarão num trunfo imparável ou no maior entrave ao seu amadurecimento e sucesso musical futuro. Espero que aprecies a sugestão...

1. Lover's Cave
2. Dancing Anymore
3. Lilith
4. Leave The Party
5. Cry
6. Sun Sun
7. Video
8. All Night
9. Toulouse
10. Yellow Teeth

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publicado por stipe07 às 22:10

Deerhunter - Monomania

Segunda-feira, 03.06.13

Após um hiato de três anos durante o qual Bradford Cox e Lockett Pundt editaram discos nos projetos Atlas Sound e Lotus Plaza, respetivamente, os novos Deerhunter, que agora contam contam com o baixista Josh Mckay e o guitarrista Frankie Broyles, já têm sucessor para o muito aclamado Halcyon Digest. Editado a sete de maio pela 4AD e produzido por Nicholas Vernhes (que já trabalhou com Dirty Projectors, Spoon e Animal Collective) e o próprio Bradford Cox, Monomania é o disco mais recente desta banda nova iorquina, sendo composto por onze canções inéditas, que representam uma transformação clara relativamente à pop primorosa do antecessor. Já agora, para quem não sabe, a monomania é um distúrbio psicológico que se reflecte numa espécie de obsessão por uma única ideia ou sentimento. Só um distúrbio deste tipo pode explicar a forma como uma banda passa do seu disco mais harmonioso para o mais caótico. Não foi uma transição suave e, quando pus Monomania a rodar pela primeira vez, surpreendi-me com o seu arranque cru e pujante.

 

Monomania encarna pouco mais de quarenta e três minutos de pura distorção, vozes quase inaudíveis e uma raiva que ainda não tinha sido vista nos Deerhunter, mesmo nos primeiros álbuns da banda, nomeadamente a dupla Turn It Up FaggotCryptograms. Gravado no Rare Book Studio de Brooklyn, é um típico disco de garage rock, com uma elevada estética punk, cheio de guitarras vintage que, em determinados memomentos, parecem ter ouvido Think Tank dos Blur, algo muito percetível na funky Pensacola e na suja, rugosa e distorcida Leather Jacket II.

Jovial, hiperativo e, como já disse, barulhento, Monomania tem uma toada lo fi, crua e pujante, é um disco cheio de quebras e mudanças de ritmos, com uma certa e, quanto a mim, feliz dose de improviso, que pode dividir as opiniões de quem já conhece o som da banda e dos novos ouvintes que certamente irão aparecer com este novo trabalho. A própria canção título ilustra muito bem o conteúdo de Monomania já que é um tema com o qual é difícil não ficar impressionado, devido à energia ímpar que debita ao longo de seus mais de cinco minutos de duração, cheia de sons que se atropelam durante o percurso. Antes dela sucederam-se outros temas cheios de personalidade e, sendo Monomania a décima e antepenúltima canção, é legítimo ficar-se com a sensação nas primeiras audições que percorreu-se todas as outras canções para chegar até ali, o ponto alto do álbum. No caminho, encontramos algumas boas surpresas, como as tais Leather Jacket II e Pensacola, além da divertida Dream Captain, uma música que poderá ser um futuro single e com claras referências aos Queen, algo que faz qualquer saudosista e adepto de boa música certamente sorrir.

The Missing, T.H.M. e Sleepwalking abrandam um pouco o ritmo durante esse percurso e a semelhança entre elas pode fazer com que a personalidade de cada uma demore um pouco a revelar-se nos nossos ouvidos, mas certamente será compensador experimentar sucessivas audições para destrinçar os detalhes precisos e a produção impecável e intrincada que as distingue e que, por acréscimo, sustenta o restante conteúdo de Monomania. Mas a primeira, The Missing, uma canção sóbria, calma, limpa e tranquila, é o meu tema preferido do álbum, um viciante momento de pop melosa e introspetiva e curiosamente a única canção do disco escrita e cantada pelo guitarrista Lockett Pundt.

Quando se ouve um novo álbum nunca é de descurar o exercício anterior de tentar perceber o conceito por trás da sua produção; E neste caso concreto, a tal feliz dose de improviso terá sido, certamente, propositada, como se os Deerhunter fossem criando novos temas e resolvido acrescentá-los, um por um, sem a preocupaçõa de criar um alinhamento linear e coeso. Por exemplo, as mudanças bruscas na direção, como a transição entre Sleepwalking e Back to the Middle, reforça essa ideia e faz de Monomania um disco feito na emoção e na intuição.

Os Deerhunter não são nenhuns principiantes, sabem que territórios devem pisar e esta liberdade é algo que nem todos conseguem com semelhante qualidade. Pode parecer uma jogada demasiado arriscada passar da tal pop primorosa e alinhada de Halcyon Digest para a imprevisibilidade, o louvável distúrbio e o caos de Monomania, mas estas novas canções apenas provam que os Deerhunter não gostam de se acomodar e apresentar as mesmas ideias e conceitos de disco para disco.

Monomania é um disco muito variado em estilos e mostra uma faceta mais rock de uns Deerhunter que se mantêm no pico da sua produção criativa, além de comprovar que este coletivo pode encarnar novos personagens e navegar em diferentes campos de exploração. A imprevisibilidade é, afinal, algo de valor no mundo artístico e aqui, Bradford Cox, uma dos personagens mais excêntricas no mundo da música de hoje, tem isso a jogar a seu favor. Se Halcyon Digest era, esteticamente, uma obra prima devido à pop melódica, límpida e polida, em Monomania o ruído também assenta também muito bem aos Deerhunter. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Neon Junkyard
02. Leather Jacket II
03. The Missing
04. Pensacola
05. Dream Captain
06. Blue Agent
07. T.H.M.
08. Sleepwalking
09. Back To The Middle
10. Monomania
11. Nitebike
12. Punk (La Vie Antérieure)

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publicado por stipe07 às 19:29

Curtas... CV

Segunda-feira, 03.06.13

Os Seawaves acabam de divulgar uma nova versão de I'll Love You All The Time, um tema da própria banda incluído na compilação Insight Records Compilation Vol.1. Recordo que este grupo terá disco de estreia em agosto e esta nova versão de I'll Love You All The Time fará parte do alinhamento. Confere, em modo ÉFV...


Os suecos Turn Off Your Television têm novo single. O tema chama-se Between The Lines, tem uma sonoridade post rock e uma toada muito épica e nostálgica, uma belíssima canção  que está disponível para download no bandcamp da banda. Confere...


Hibou é Peter Michel, um músico de Seattle que tem estado a fazer upload de temas da sua autoria. A primeira canção que divulgou foi a atmosférica Glow, divulgada em Curtas... CI e agora foi a vez de Sunder, dois temas que nos remetem para os Beach Fossils e os DIIV e que farão parte do EP Dunes. Confere...


Produzido por Tobi O'Kandi e editado pela Deadly People no passado dia vinte e oito de maio, Apnea é o novo álbum dos O Children, sucessor do homónimo de estreia, lançado em 2010. Com um baixo brutal, PT Cruiser é o primeiro single retirado de Apnea e foi disponibilizado em modo ÉFV. Confere...

 

Os Glockenwise acabam de divulgar o vídeo de Leeches. O mesmo foi filmado na terra natal, no Estádio Adelino Ribeiro Novo e mostra os quatro barcelenses a aprender como é que se joga futebol, sob o olhar atento do realizador portuense Vasco Mendes. A estreia deste clip deu-se numa plataforma própria da Redbull, fruto de uma parceria que a banda tem com a marca. Confere aqui o vídeo.

Os Glockenwise actuaram no último sábado no Optimus Primavera Sound, ao lado de nomes como Fucked Up, My Bloody Valentine ou Liars.

 

 

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publicado por stipe07 às 13:06

Vampire Weekend - Modern Vampires of the City

Sábado, 01.06.13

Três anos depois de Contra, o sempre difícil segundo disco, os Vampire Weekend de Ezra Koenig, Rostam Batmanglij, Christopher Tomson e Chris Baio, estão de regresso com Modern Vampires of the City, o terceiro disco desta banda norte americana oriunda de Nova Iorque, lançado no passado dia catorze de maio por intermédio da XL Recordings. A banda tinha-se estreado em 2008 com um homónimo que na altura surpreendeu por incluir um cardápio de canções divididas entre as raízes africanas e o rock alternativo, que dois anos depois, com Contra, evoluiram para sonoridades mais maduras e experimentais, que agora continuam a ser a matriz que sustenta Modern Vampires of the City.

Produzido por Ariel Rechtshaid, este terceiro disco de um dos quartetos mais inspirados da big apple, parece ser o mais completo e arriscado trabalho do grupo até aqui. Antes de mais importa referir que após a audição de Modern Vampires of the City, a sensação que se tem é que  ao comprarmos o disco tomámos posse da cidade fotografada na capa e depois, ao ouvir as doze canções que estão no seu interior, escutamos temas que falam de pessoas e eventos que só poderiam ter sucedido naquela cidade e em mais nenhuma outra deste mundo.

O conteúdo sonoro do álbum vai do cru ao subtil e sobrepõe os ritmos tropicais e étnicos, com uma clara aproximação aos sons leves e coloridos das décadas de cinquenta e sessenta, em particular aos The Beach Boys, às guitarras de Elvis Costello e à pop barroca dos The Zombies. Tudo isto faz movimentar um trabalho entregue, de forma experimental e criativa, às melodias pop, com um certo cariz épico que apela ao grande público, mas que também não deixa de piscar o olho ao universo underground que foi quem sustentou e ajudou os Vampire Weekend a obterem a notoriedade que hoje os distingue.

Logo na abertura, Obvious Bicycle faz-nos recordar as emanações sonoras de Brian Wilson, mas temas como Worship You, Everlarting Arms ou a malencólica Hannah Hunt, são instantes menos comerciais, que também incluem algumas experimentações de teor mais jazzístico, no entanto esenciais para comprovarem a ampliação do cardápio sonoro dos Vampire Weekend. Acaba por ser um disco que se divide constantemente entre a simplicidade e a grandeza dos detalhes, exercício também assertivo na construção de Unbelievers, Finger Back e outras canções mais radiantes do álbum.

Se o primeiro disco era movido pelas guitarras e o segundo por diferentes efeitos de percussão, juntamente com as tais letras únicas, são os teclados, os trompetes, sintetizadores e órgãos o principal sustento desta nova obra, que também inclui pequenos detalhes, nomeadamente samples de vozes, conversas e ruídos que poderão servir para nos dar a tal representação sonora de Nova Iorque, a cidade que, como já referi, aparece tão bem reproduzida na capa do próprio álbum.

Modern Vampires of the City aprimora e enriquece o percurso discográfico dos Vampire Weekend, solidifica definitivamente o merecido lugar de relevo do grupo no universo indie e poderá também vir a ser um prelúdio do que irá sustentar a pop nos próximos anos, já que procura, ao mesmo tempo, repudiar e renovar o que há de atualmente mais desgastado e repetitivo naquilo que se ouve dentro deste genero músical. Mas, além disso, Modern Vampires of the City poderá ser também, para a própria banda, o ponto de partida de um percurso sonoro ainda maior e mais rico expansivo e diversificado. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Obvious Bicycle
02. Unbelievers
03. Step
04. Diane Young
05. Don’t Lie
06. Hannah Hunt
07. Everlasting Arms
08. Finger Back
09. Worship You
10. Ya Hey
11. Hudson
12. Young Lion

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publicado por stipe07 às 20:23


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