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Still Corners – Strange Pleasures

Quinta-feira, 06.06.13

Os londrinos Still Corners, liderados por Greg Hughes e Tessa Murray, estão de regresso aos discos com Strange Pleasures, um trabalho que sucede a Creatures Of An Hour, álbum editado em 2011 e que divulguei na altura. Strange Pleasures chegou às lojas via Sub Pop Records a seis de maio, mas já são conhecidos os singles Berlin Lovers e Fireflies.

Donos de uma pop leve e sonhadora, íntima da natureza etérea e onde os sintetizadores são reis e as guitarras eléctricas e acústicas começam timidamente a marcar presença, nomeadamente em Beginning to Blue ou na excelente We Killed the Moonlight, neste novo disco a voz de Tessa Murray conduz-nos pela mão, suavemente, ao longo das doze canções onde os anos oitenta são frequentemente evocados, não só devido à sonoridade e à cadência algo lenta mas que timidamente aponta para ambientes dançantes, mas também por causa da própria estética do álbum que, no seu todo, se assemelha a algo etéreo e intemporal. 

Essa cadência algo lenta mantém-nos constantemente presos ao disco, sendo irresistível aquela espera por uma aceleração que nem nós sabemos muito bem se queremos que ela realmente suceda. Durante a primeira metade das canções, traduzida a ambientação mística de The Trip e Beginning To Blue, uma espécie de continuação do que foi proposto na estreia, a banda afunda-se numa psicadelia amena bem como em resgates específicos da dream pop. Contudo, a partir de Fireflies o rumo altera-se um pouco e algumas porções eletrónicas mais excêntricas começam a tomar conta das canções, tornando-se a audição de Strange Pleasures um exercício ainda mais complexo e recompensador para o ouvinte.

Berlin Lovers, um dos tais singles já retirado de Strange Pleasures, é o meu maior destaque do álbum, mais um exemplar de todas as transformações que identificam a nova fase dos Still Corners. Com uma forte aposta no romantismo, um sentimento muito marcado nos sintetizadores acolhedores que controlam a canção, ela foi alvo de um vídeo dirigido por Christian Sorensen Hansen, que relata uma história de amor que mais parece um filme da década de oitenta. Filmado numa pista de patinagem, o filme aposta na troca de olhares, toques e aproximações de um primeiro encontro, tudo dentro de um constante autocontrole e timidez. Enquanto o jovem casal troca confidências, os sintetizadores melódicos e a voz de Tessa Murray servem muito bem de referência para todo o conteúdo sonoro de Strange Pleasures.

Depois, até ao tema homónimo que finaliza este trabalho, fica sempre nítida a vontade do grupo em expandir e promover um som que ultrapasse a proposta da estreia e a julgar pela evolução do primeiro para o segundo álbum, talvez não seja surpreendente se num futuro a banda apresentar uma obra de verdadeiro peso e relevância e não apenas dentro do seu próprio universo sonoro.

Strange Pleasures experimenta sem romper com a aproximação à música pop, o que transforma cada uma das canções do disco numa manifestação exata do título da obra, um estranho prazer. Espero que parecies a sugestão...

01. The Trip
02. Beginning To Blue
03. I Can’t Sleep
04. All I Know
05. Fireflies
06. Berlin Lovers
07. Future Age

08. Going Back To Strange
09. Beatcity
10. Midnight Drive
11. We Killed The Moonlight
12. Strange Pleasures

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publicado por stipe07 às 20:00






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