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Wavves - Afraid of Heights

Quarta-feira, 03.04.13

No passado dia vinte e seis de março chegou ao mercado discográfico Afraid Of Heights, o novo e muito aguardado álbum dos norte americanos Wavves, lançado por intermédio da Mom + Pop. Afraid Of Heights é o terceiro disco de uma banda californiana que se estreou em 2008 com um homónimo, deu-se a conhecer ao mundo dois anos depois com King Of The Beach e que lançou, em 2011, um EP intitulado Life Sux e que divulguei oportunamente.

Em 2010 King Of The Beach catapultou a carreira do jovem Nathan Williams para um patamar de projeção que talvez ele nunca tivesse sonhado atingir. Álbum fundamental e algo percurssor da reinvenção do movimento lo fi tão em voga nos últimos anos, seguiu as pistas já deixadas por Wavves em 2008, feitas de experimentações sujas que procuravam conciliar esta componente lo fi com a surf music, numa embalagem caseira e íntima.

Afraid Of Heights não deixa de sustentar as suas bases nestas permissas identitárias dos Wavves, mas contém, globalmente, uma sonoridade mais aberta, acessível e pop. É o disco em que os Wavves ultrapassam definitivamente aquela perigosa barreira que a muitos tenta, de colocarem de lado apenas o som que gostam e que os satisfaz, para optarem também, muitas vezes pressionados por questões editoriais e comerciais, a tentarem abordagens sonoras mais acessíveis às massas e que depois nem sempre encontram correspondência na qualidade do resultado final. Diferenças estilísticas à parte, é com justificada insistência que cito o exemplo dos Kings Of Leon, uma banda com uma extraordinária sonoridade no início da carreira e que resvalou para um absolutamente vulgar rock comercial e que, ainda por cima, não acrescenta nada de novo a esse universo sonoro. Estou convicto que Nathan Williams nunca ganhará o mesmo dinheiro que os irmãos Followill já embolsaram a fazer música, mas tenho quase a certeza que se sentirá mais realizado e orgulhoso do seu trabalho.

Afraid Of Heights conseguiu, com mestria, fazer essa ponte para um universo mais comercial, iniciada com o elevado pendor rock e alternativo que o EP Life Sux já abarcava e sem que os Wavves tivessem que deixar no meio da ponte toda a sua bagagem sonora anterior. O álbum está cheio de canções aceleradas, feitas com guitarras aditivas e uma voz que às vezes berra, mas que nunca perde teor melódico, sempre com a componente surf pop presente e com as ondas (waves)  a nunca deixarem de se estender na praia da sua Califórnia onde certamente Nathan se deita para compôr.

Mesmo tendo uma sonoridade mais comercial, Afraid Of Heights não poupa na bateria e principalmente nas guitarras. Enquanto Lounge Forward assenta numa seleção arrojada de batidas encorpadas, Demon To Lean On espelha os novos Wavves, em especial na forma arrojada como a acordes inicialmente suaves e luminosos são depois acrescentadas as distorções e a voz. Everythign Is My Fault acaba por ser um dos temas que mais se aproxima das experimentações que marcaram o início da carreira do grupo e I Can’t Dream mergulha um pouco na psicodelia típica da cena musical local.

Nessa referida Califórnia onde Nathan Williams se deita, ultimamente o rock alternativo tem primado pelo ênfase que é dado à distorção e à vertente psicadélica, algo exposto nos últimos trabalhos de Ty Segall e dos The Oh Sees, só para citar dois exemplos. Os Wavves andam um pouco em contra corrente em relação aos seus conterrâneos já que mantém uma imagem sonoramente íntegra, mas procuram aquele brilho pop mais acessível, sendo exceção a referida aproximação fugaz à psicadelia. Assim, Afraid Of Heights está cheio de canções radiofónicas e potenciais singles de venda bem sucedida, mas também plasma as preferências de Williams e extende os mesmos sons, temáticas e instrumentos que foi formatando ao longo da sua ainda curta carreira. Espero que aprecies a sugestão...

Wavves - Afraid Of Heights

 

1 Sail to the Sun
2 Demon to Lean On
3 Mystic
4 Lunge Forward
5 Dog
6 Afraid of Heights
7 Paranoid
8 Cop
9 Beat Me Up
10 Everything Is My Fault
11 That’s On Me
12 Gimme a Knife
13 I Can’t Dream
14 Hippies Is Punks (AU/NZ Bonus)

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publicado por stipe07 às 21:44

Curtas... XCIII

Quarta-feira, 03.04.13

Depois de Line Of Fire, agora foi divulgado Your Life, Your Call, mais um tema de Junip, o disco homónimo do novo projeto de José González, que verá a luz do dia a vinte e três de abril por intermédio da Mute Records. O tema foi disponibilizado em modo ÉFV. Usufrui...


Childhood's End está disponível em modo ÉFV e é o primeiro avanço para Impersonator, o muito aguardado disco de estreia dos canadianos Majical Cloudz de Devon Welsh. Impersonator chega aos escaparates a 21 de maio por intermédio da Matador Records e prometo crítica ao disco. Até lá, usufruam...

 

Se Dev Hynes, aka Blood Orange, não é particularmente conhecido e apreciado pelos seus originais, merece relevo pela qualidade das remisturas que produz. Um dos singles mais badalados das últimas semanas é Entertainment, o primeiro avanço para Bankrupt!, o próximo disco dos Phoenix. À semelhança do que já fez, por exemplo, o coletivo Dinosaur Jr, este britânico Blood Orange também resolveu remisturar a canção e apresentar a sua própria concepção do mais recente lançamento do quarteto francês. Na remistura, Blood Orange lima a aceleração original da música e os teclados exageradamente felizes, acrescenta vozes em coro, um clima leve de fim de tarde e transforma a canção quase noutro original.

 

Conforme adiantei num Curtas... anterior, os Primal Scream estão de regresso aos discos treze anos após XTRMNTR. Depois de divulgarem o single 2013, primeiro avanço de More Light, agora chegou a vez de ser conhecido o tema It’s Allright, It’s Ok, canção onde Gillespie e companhia estabelecem um elo de ligação com o começo da década de noventa, em quase cinco minutos de passeio pela música gospel, a soul, a psicadelia e a eletrónica, naquela que parece ser a mais nostálgica e inventiva música dos Primal Scream nos últimos anos. More Light chega aos escaparates no próximo dia seis de maio.

 

O norte americano Charles Bradley, um cantor soul de sessenta e quatro anos, tem uma história de vida curiosa. Além de ter vivido na rua e de, entre outros episódios dramáticos, ter descoberto o corpo do seus irmão assassinado, passsou grande parte da sua existência a replicar o conteúdo musical de James Brown, enquanto sonhava um dia ter os seus próprios originais. Só nos últimos anos é que Charles conseguiu alguma notoriedade, principalmente devido à sua performance em palco e à forte ligação sentimental que faz questão de manter com os seus fãs.

Victim of Love é o novos disco de Charles Bradley e soa extamente a um disco clássico da soul. O músico prontificou-se a disponibilizar gratuitamente Strictly Reserved For You, o primeiro single deste seu novo trabalho. Confere...

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publicado por stipe07 às 13:10






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