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Iceage - You're Nothing

Terça-feira, 19.03.13

Depois de terem editado em 2011 New Brigade, o disco de estreia, os dinamarqueses Iceage de Dan Kjær Nielsen, Elias Bender Rønnenfelt, Johan Wieth e Jakob Tvilling Pless, estão de regresso com You're Nothing, álbum gravado e produzido pela banda em Copenhaga e que viu a luz do dia a dezanove de fevereiro pela Matador Records.

Quando os Iceage se estrearam nos discos a média de idades da banda rondava os dezassete anos. Dois anos depois, o grupo amadureceu, atingiu a maioridade e o seu som teve repecurssões, já que a sucessão de choques entre voz, guitarra e bateria é agora mais agressiva, intensa e visceral, mas sem deixar de lado a saudável acutilância que os define. Bom exmeplo disso é a curta duração do álbum, doze canções tocadas em apenas vinte e oito minutos e compostas por todos os membros do grupo. A atitude e a energia do punk continuam bem patentes e a voz do vocalista Elias, monocórdica, gasta e esforçada, ajuda em muito à criação da atmosfera negra por cima do pano de fundo punk, principalmente quando surge entrelaçada com pianos e guitarras distorcidas.

Durante a audição de You're Nothing não deves esperar por ouvir canções de amor embaladas por guitarras sujas. O disco apresenta-se como um bloco sombrio e único de som, um soco direto que estraçalha os maxilares e os ouvidos de quem chega desprotegido. Esta estratégia agressiva está desprovida de qualquer proximidade com o comercial e a sujidade que impregna o álbum aprisiona-nos numa espécie de relação de amor ódio com os Iceage.

You're Nothing começa de uma forma algo introspetiva e melancólica com Ecstasy, um tema que une agressão com delicadeza, toada que se mantém em Wounded Hearts ou Everything Drifts. Mas o registo não é sempre este e o ponto alto de You're Nothing será mesmo o equilíbrio musical conseguido em Morals, um tema sobre ilusões amorosas, que pisca o olho ao shoegaze e em que tudo bate certo, desde o ritmo da bateria e baixo, sobre o qual a voz e a guitarra de Rønnenfelt se soltam numa aliança sonora quase inseparável, um tema que poderia muito bem ser a banda sonora de um desfile militar. Gostaria também de realçar Burning Hand, uma canção onde uma guitarra explosiva se junta a batidas fortes de bateria e acordes descontruídos sobre uma voz que pede, insistentemente, para ser ouvida (Do you hear me?)

Numa época em que o punk anda arredado das rádios e tem pouco airplay, é sempre salutar confirmar que há grupos que procuram combater este cenário e que a rebeldia do bom e velho punk rock continua bem viva. Os Iceage relembram-nos que a herança de bandas como os Ramones ou os Black Flag está bem viva e que as reverbações caóticas e as paredes de ruídos sintetizados em avalanches constantes de distorção, às vezes com camadas extra de sons claustrufóbicos, fazem sentido quando atingem o nível de inspiração que estes quatro rapazes dinamarqueses denotam. Espero que aprecies a sugestão...

1.Ecstasy
2.Coalition
3.Interlude
4.Burning Hand
5.In Haze
6.Morals
7.Everything Drifts
8.Wounded Hearts
9. It Might Hit First
10.Rodfæstet
11.Awake
12.You're Nothing

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publicado por stipe07 às 19:50






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