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Nick Cave And The Bad Seeds – Push The Sky Away

Domingo, 17.03.13

O australiano Nick Cave está de volta aos discos. Lançado pela Mute, Push The Sky Away surge cinco anos após Dig, Lazarus, Dig!!!, mas não se pense que durante este período este artista esteve parado. Gravou discos com os Grinderman explorando sonoridades mais abrasivas, assinou bandas sonoras com Warren Ellis e trabalhou como escritor e autor de guiões para cinema. Assim, parece óbvio que Nick não gosta de apressar a produção de canções nos Nick Cave And The Bad Seeds e que o espaço criativo e emocional reservado para este projeto é sempre muito planeado.


Push The Sky Away é o trabalho do Cave mais próximo do maravilhoso tridente Murder Ballads, Boatman’s Call No More Shall We Part. É um disco íntimo e profundo, de peito aberto para o mundo, ou seja, segue a habitual bitola ideológica de Nick Cave. Há uma dimensão algo atmosférica, sendo o tema homónimo que encerra o trabalho um exemplo perfeito desta descrição. À medida que o álbum corre pelos nossos ouvidos, somos presenteados com observações sobre o mundo e, algumas vezes, o próprio Nick coloca-se no centro da ação, nomeadamente em Jubilee Street e na esquizofrénica e caótica Higgs Boson Blues, um tema de sete minutos cheio de imagens, metáforas e mistério.

O álbum acaba por ter uma audição fluída e nesta viagem melancólica, há travos de gospel e das coordenadas de Leonard Cohen. Em suma, é música sem horas nem sono, sempre pronta, para alimentar romances ou melancolias, ou a afagar quem sofre de males de amor.

Instrumentalmente, as guitarras tocam devagar, e mantêm uma tensão acumulada que nunca se chega efectivamente a libertar, como sucede em Water’s Edge ou We Real Cool. Tanto elas como os violinos e os violoncelos, tanto embalam como arranham. Os arranjos não existem só para decorar e cada efeito orquestrado ou contínuo riff de guitarra serve para endossar a complexidade das composições de Nick Cave.

Push the Sky Away expõe alguma decadência contida e tranquilamente claustrofóbica através de um músico com uma vitalidade imparável e uma carreira cada vez mais notável. A atmosfera criada não chega a sair do limiar dos sonhos e cria diferentes texturas sonoras para o que parece ser uma epifania sonora de Nick e dos seus Bad Seeds. Um turbilhão de emoções acaba por o resultado de uma perfeita sintonia entre voz e banda, o que faz deste álbum a banda sonora perfeita para íntimos momentos de reflexão. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. We No Who U R
02. Wide Lovely Eyes
03. Waters Edge
04. Jubilee Street
05. Mermaids
06. We Real Cool
07. Finishing Jubilee Street
08. Higgs Boson Blues
09. Push The Sky Away

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publicado por stipe07 às 18:12






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