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Veronica Falls – Waiting For Something To Happen

Quarta-feira, 13.03.13

Roxanne Clifford (voz e guitarra), James Hoare (voz e guitarra), Marion Herbain (baixo) e Patrick Doyle (bateria) juntaram-se em 2009 para fazer música e assim nasceram os Veronica Falls, uma banda de Londres que estreou nos discos em 2011 com um homónimo que lhes deu imensa visibilidade. Agora, no passado dia quatro de fevereiro, chegou o sempre difícil segundo disco. O álbum chama-se Waiting For Something To Happen, foi lançado pela conceituada Bella Union e mostra uns Veronica Falls amadurecidos e com novos ingredientes sonoros, carregados de romance e de alegria.

As treze canções de Waiting For Something To Happen equilibram-se entre guitarras ásperas e uma forte cumplicidade entre as vozes, as almas e os corações de Roxanne e James, algo bem audível em If You Still Want Me e em My Heart Beats, enquanto a bateria e o baixo cumprem com mestria o seu papel. Esta harmonia deve-se certamente também ao excelente trabalho de produção, que esteve a cargo do experimentado Rory Attwell, repsonsável por álbuns dos The Vaccines. Ele também deu uma sonoridade um pouco mais retro e típica dos ambientes nascidos na indie pop dos anos oitenta e noventa aos Veronica Falls, aproximando-os das inevitáveis influências que deverão ser os conterrâneos The Cure, Elastica e The Cranberries.

Quase ingenuamente, com o seu gosto genuíno pelos sons feitos com o ambiente de garagem e utilizando o conceito single pop de três minutos, que se escuta enquanto se fuma um cigarro, como disse Damon Albarn certo dia, os Veronica Falls acabaram por acordar os fantasmas, por sinal muito bem vindos, dos R.E.M e dos The Smiths, conseguindo ser seguros, aventureiros e competentes.

Ousados e a denotar uma tremenda evolução lírica, logo na abertura, em Tell Me, os Veronica Falls perguntam-nos: Tell me, what are you thinking? Follow me, There’s no Reason to Stay. E nós ficamos tentados a ir e a ficar, de tal forma que na segunda canção, Teenage, parece que já fazemos parte do conteúdo de Waiting for Something To Happen e que toda a magia deste grupo londrino já se entranhou no nosso íntimo, de tal forma que damos por nós a acompanhar os refrões e a bater o pé no chão.

Talvez imbuídos por uma qualquer seta de um cupido com sede de guitarras e vozes melodiosas, avançamos para Broken Toy, um tema viciante e desarmante, que parte qualquer coração, por mais impenetrável que julgue ser. O tema homónimo remete-nos para o tempo ameno que se aproxima e Falling Out é uma das canções mais orelhudas, já que o diálogo inicial entre bateria e baixo, apoiadas na voz melodiosa de Roxanne, é muito bem conseguido. A música cresce e ganha corpo com o avançar do tempo. Mais rápida, So Tired afasta a letargia e coloca mais adrenalina nos nossos ouvidos.

O sexo feminino encabeça este projeto, não só na componente lírica repleta de referências ao amor, ao perder e ao ter, mas também musicalmente, já que o ambiente melódico criado é luminoso, com um tom doce, angelical, delicado e apaixonado. Em Waiting For Something To Happen, pressentem-se dias soalheiros e cores vibrantes e este quarteto deixa de ser, no universo indie, uma promessa, para se tornar numa viciante certeza que resulta da cadência de acordes simples, mas deliciosos. Espero que aprecies a sugestão...

01. Tell Me
02. Teenage
03. Broken Toy
04. Shooting Star
05. Waiting For Something To Happen
06. If You Still Want Me
07. My Heart Beats
08. Everybody’s Changing
09. Buried Alive
10. Falling Out
11. So Tired
12. Daniel
13. Last Conversation

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publicado por stipe07 às 21:01

Curtas... XCI

Quarta-feira, 13.03.13

Venera é o EP mais recente dos australianos Hey Big Aki, um coletivo de seis músicos que se estreou com um outro EP em 2012 e com um conjunto de influências que vão dos Grizzly Bear, aos The National, passando pelos Phoenix ou os Animal Collective. Os Hey Big Aki estão a disponibilizar no seu soundcloud Ordinary Folk, um dos temas de Venera.

Hey Big Aki - Venera

01. Patina
02. Something To Go
03. Sweet Lime
04. Ordinary Folk
05. City Sighs (Bonus Track)

 

 

Cascatas é o segundo single retirado de Quadro, o segundo álbum dos Trêsporcento, uma banda formada por Tiago Esteves (voz e guitarra), Lourenço Cordeiro (guitarra), Salvador Carvalho (baixo), Pedro Pedro (guitarrista) e António Moura (baterista). É uma das canções de Quadro que há mais tempo tem vindo a ser tocada ao vivo pela banda; durante o período de arranque do processo de escrita do álbum, Cascatas serviu de mote, quase como manifesto fundador, e surge agora como escolha natural para single de um disco que brevemente merecerá uma crítica neste blogue e, possivelmente, uma entrevista com a banda. Fica atento/a!

 

Os Wavves de Bethany Cosentino e Nathan Williams estão de regresso aos discos. Depois de se terem estreado, em 2010, com o aclamado King of the Beach, ao qual se sucedeu o EP Life Sux em 2011, Afraid of Heights é o álbum que se segue, com edição prevista para vinte e seis de março, através da Mom+Pop Records. Fica o primeiro single...

 

James Blake continua a surpreender e a deixar para trás a sonoridade etérea e introspetiva que marcou a sua estreia, mas sem colocar totalmente de lado as vozes sintetizadas e instrumentais e as texturas eletrónicas que apresentaram o produtor inglês ao mundo no final da década passada. Pelo menos é o que a experimental Digital Lion tenta incorporar nos quase cinco minutos de planos etéreos e batidas que remetem para diferentes estágios da eletrónica, uma canção que conta com a participação do veterano Brian Eno, um complemento necessário e um ponto de óbvia transformação dentro da carreira do jovem produtor.

 

Os sons e as principais referências que acompanharam a década de sessenta sempre serviram de inspiração para o trabalho da dupla Best Coast. Bom exemplo disso está na maneira como as melodias são romanticamente abordadas em The Only Place, o segundo e mais recente trabalho de estúdio do casal californiano. Para reforçar ainda mais a aproximação com o passado, bem como a própria melancolia que habita a recente fase da banda, Crying, um original do veterano Roy Orbinson, foi escolhida para se transformar nas mãos da dupla com essa nostalgia do passado e tingida, de forma natural, pelo sofrimento que habita a voz de Bethany Cosentino.

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publicado por stipe07 às 13:43






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