Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

Mister Lies - Mowgli

Nick Zanga é Mister Lies, um produtor que se estreou em 2012 com o EP Hidden Neighbors EP e que agora, quase um ano depois, chega aos discos com Mowgli, álbum editado pela Lefse no passado dia vinte e seis de fevereiro. Escondido no nome Mister Lies, Zanga desenvolve melodias sonoras ambientais e experimentais, que utilizam a sobreposição etérea de batidas, bases atmosféricas e com a voz a ser explorada apenas como um complemento sintético e que serve como um caminho direto para a nuvem climática que paira sobre a sua mente.

Enquanto Toro Y Moi, Washed Out e outros representantes do cenário chillwave atual absorvem a herança dos Boards Of Canada, Zanga parece movido pelo oposto. É como se o produtor partisse do final de tarde que Alan Palomo pinta de forma eletrónica no Era Extraña, o último disco do seu projeto Neon Indiana, para, com oito canções que se escutam como se fossem apenas uma só, construir a banda sonora para um nítido passeio noturno. Surgem assim composições articuladas de forma concisa, uma proposta eminentemente instrumental e com um delineamento sonoro essencialmente amargo e sofrido. Um canto sem voz, mas capaz de conduzir o ouvinte solitário por entre paredes de ruídos acinzentados e sintetizadores minimalistas, todo um acabamento que fragmenta o clima sombrio do R&B em diferentes blocos de som.

Mowgli é um trabalho que mantém no quase um curioso estímulo para o ouvinte permanecer no disco. Com exceção para o saxofone erótico de Trustfalls, não há aquela grandiosidade tantas vezes presente em álbuns do campo sonoro similar. É como se algumas morressem na praia, antes de atingirem um auge, que geralmente se adivinha. Mas isso, quanto a mim, não é um defeito, porque obedece à conceção ideológica de Mowgli e assim, com maior nitidez, Mister Lies expressa a tal amargura que parece querer transmitir e que, possivelmente, não corresponderá ao normal estado de espírito de Zanga, exatamente por assinar como Mister Lies.

Seja como for, Mister Lies não deixa de nos brindar com pequenos instantes de exaltação. É o caso de Align, canção que afasta o produtor da zona de conforto em que está inserido, para brincar com o uso das batidas de forma crescente. Entretanto, é na busca pelo som climático que Mister Lies orienta Mowgli, numa espécie de hipnose musical, um fluxo constante que encaminha o álbum para os tais instantes finais, após um nítido crescimento e que felizmente se deixam ficar pela intenção.

Mowgli pode muito bem vir a ser o começo de uma obra futura de enorme projeção para este produtor e a base da sua futura discografia. Com pitadas de Thom Yorke, Willian Bevan e Chaz Bundick, Mister Lies faz de Mowgli um cartão de visitas que nos obriga a ficar atentos aos seus lançamentos futuros. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ashore
02. Dionysian
03. Align
04. Lupine
05. Canaan
06. Ludlow
07. Hounded (feat. Exitmusic's Aleksa Palladino)
08. Trustfalls


autor stipe07 às 23:34
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Sugiro... XXVI


autor stipe07 às 13:14
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

Old English – Prose And Kahns

Os Old English são uma banda canadiana, sedeada em Toronto e formada por Matt Henderson, Daniel Halyburton, Thom MacFarlane, Matt Froese, Mark Underdown, Jessica Underdown, Ben Bowen e Matt Masters. Disponibilizaram a oito de janeiro no bandcamp da banda uma preview com três temas de Prose And Khans, o álbum de estreia deste grupo, lançado no passado dia cinco de fevereiro. Este disco é resultado de um aturado trabalho de três anos de gravação e produção, em seis cidades e três países diferentes e contou com a contribuição de mais de vinte músicos.

Todos os temas foram escritos por Matt Henderson e a melancolia introspectiva é a pedra de toque temática de onze canções assentes na guitarra acústica e nos sintetizadores. Nelas, os Old English abraçam uma míriade sonora que vai do shoegaze de Pop Shop, à folk de Old Things e Anchors, passando pela brit-rock em The Corrections.

As letras estão carregadas de metáforas cheias de significado, sendo a natureza do amor e os seus segredos intrincados a base temática (This can’t be what you meant, for our knees to bruise but barely leave a dent ou, Oh, these days it’s hard to know/a temporary spine from customary home). Cada canção vai dando pistas para desvendar uma espécie de puzzle complexo, uma novela que fala de sonhos falhados (Lotteries And Tents) e da beleza do primeiro amor e dos seus riscos e frustrações (Pop Shop). Outro tema curioso é My Dear Neighbours, cuja letra fala de alguém que tenta submergir atà á superfície da água num oceano de memórias que clamam por liberdade. Mas a luminosa celebração que se escuta em We’ve Been Here Before é, sem dúvidas, o maior destaque de um álbum, que também tem, curiosamente alguns momentos instrumentais, interlúdios de enorme interesse e beleza, além de um banjo encantador (Old Things).

Em suma, este coletivo liderado por Henderson e que inicialmente se chamava Matt Henderson and the Mouth Breathers, por ser um projeto a solo, criou na estreia um poético mundo colorido mas onde também cabem os nossos medos e imperfeições. Espero que aprecies a sugestão...

01. Runner-Up
02. Anchors
03. We’ve Been Here Before
04. The Corrections
05. Lotteries And Tents
06. Older Things
07. We Can Never Have It All
08. Layaway
09. Farmer’s Tan
10. Pop Shop
11. My Dear Neighbours


autor stipe07 às 22:01
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Curtas... LXXXVIII

Os finlandeses Black Lizard de Paltsa-Kai Salama (voz, guitarra), Joni Seppänen (sintetizador, guitarra), Lauri Lyytinen (baixo) e Onni Nieminen (bateria), estão quase a editar o seu disco de estreia. Será um homónimo, que verá a luz do dia através da Soliti Records, a cinco de abril. As sessões de gravação de Black Lizard decorreram entre Helsínquia e Berlim e Love Is A Lie, o primeiro single, acaba de ser disponibilizado gratuitamente.

 

Os BRAINSTORM, um grupo de pop experimental sedeado em Portland, acabam de revelar uma nova canção. Chama-se She Moves, foi disponibilizada, em modo ÉFV, pela Tender Loving Empire e segue-se ao disco de 2012, Heat Waves.


Os norte americanos Low, uma das mais lendárias bandas de indie rock da atualidade, acabam de revelar So Blue, uma canção com um piano extrordinário e mais um tema que fará parte do próximo álbum do grupo e que se chamará The Invisible Way. O disco sairá para os escaparates em março, por intermédio da Sub Pop Records.


Mikey Maleki, o músico norte americano envolvido nos projetos Kodak To Graph e Isle, continua as suas eletrificantes experimentações sonoras e agora decidiu apresentar mensalmente um tema, que irá disponibilizando, em modo ÉFV, através da Bad Panda Records. Departure é o primeiro single desta excelente ideia. Confere...

 

Na lista dos melhores discos de 2012 em Man On The Moon encontra-se Swing Lo Magellan, o surpreendente álbum dos nova iorquinos Dirty Projectors. Pelos vistos, do processo de gravação sobraram algumas algumas composições e que pouco a pouco estão a chegar até nós. Uma delas é There’s A Fire, um lado b que foi impresso com tiragem limitadas em registo de sete polegadas, propositadamente para o último concerto da banda em Carnegie Hall. Estão lá as guitarras temperadas pelo swing, a voz inusitada e melódica de David Longstreth, os coros de vozes complementares e a habitual ausência de linearidade que orienta o trabalho do grupo. São quase três minutos que poderiam facilmente ter feito parte de Swing Lo Magellan, sem prejudicar a bitola qualitativa da obra.


autor stipe07 às 13:10
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

STRFKR - Miracle Mile

Os STRFKR (Starfucker) são uma banda norte americana de Portland, no Oregon, formada por Josh Hodges, Keil Corcoran, Shawn Glassford e Patrick Morris. Conforme anunciei no Curtas... LXXVI, Miracle Mile é o último disco da banda, lançado no passado dia dezanove de fevereiro pela Polyvinyl Records.

Os STRFKR (Starfucker), antigos Pyramids, sempre foram uma banda de grandes melodias, letras aditivas e uma sonoridade impecável. Isso é bem evidente ao longo de toda a discografia deste coletivo, disponível para audição gratuita e integral no sitio da editora e com um conteúdo assente em sintetizadores e numa voz peculiar e bem enquadrada. Tem sido assim desde o surgimento do grupo, em 2007, marca que se repete no homónimo lançado em 2008 e no Reptilians de 2011. Após meia dúzia de anos, este era o momento certo para o grupo arriscar um pouco mais, o que aconteceu neste Miracle Mile, o álbum mais coerente e com melhor estratégia musical do grupo.

Em canções como Julius, Florida e mesmo na versão do clássico Girls Just Want To Have Fun de Cyndi Lauper, o novo álbum deixa os teclados fluírem de forma suave e muito encantadora. De mãos dadas com a pop durante toda a audição, este novo disco deixa de lado uma aúrea algo cinzenta que pairava nos outros discos e, tal como a capa colorida de Miracle Mile, os STRFKR operam um pequeno milagre sonoro e tornam-se mais expansivos e luminosos, com uma sonoridade alegre, floral e perfumada pelo clima ameno da primavera que está quase a chegar. E o mais interessante é que conseguem fazê-lo sem grande excesso e com um belíssimo acabamento açucarado, duas das permissas que justificam a tal coerência e acerto na estratégia musical.

Em Miracle Mile há menos pressa e menos sofreguidão na forma como as guitarras e o sintetizador se cruzam musicalmente entre si e as aproximações com a eletrónica, que sempre fizeram parte do ADN dos STRFKR, agora abrem espaço para uma simbiose entre a indie pop da década passada e a folk confortável da década de noventa. Basta contactarmos com o cenário mágico de Say To You ou o clima nostálgico de Fortune’s Fool para ficarmos plenamente convencidos que Miracle Mile é um belíssimo álbum, com um desempenho formidável, ao nível instrumental e da voz e que apesar de faltarem mais canções com um cariz tão comercial como a primeira, não é difícil ficarmos rendidos ao seu conteúdo.

De Toro Y Moi a Foster The People, passando pela synthpop de Leave It All Behind, um tema que passeia pela década de oitenta sem colocar de lado a música pop mais recente, nomeadamente os Passion Pit do álbum Gossamer ou os Ra Ra Riot no recente Beta Love, estamos na presença de uma obra com um conteúdo grandioso e experimentações que interagem com a pop convencional. Em suma, um tratado musical leve e cuidado e que encanta. Espero que aprecies a sugestão...

01. While I’m Alive
02. Sazed
03. Malmö
04. Beach Monster
05. Isea
06. YA YA YA
07. Fortune’s Fool
08. Kahlil Gibran
09. Say to You
10. Atlantis
11. Leave It All Behind
12. I Don’t Want to See
13. Last Words
14. Golden Light
15. Nite Rite


autor stipe07 às 21:57
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Curtas... LXXXVII

Na sequência do lançamento de Northern Lights & Southern Skies, disco que divulguei oportunamente, os norte americanos The Capsules acabam de editar Rarities & Outtakes, um EP com alguns temas que ficaram de fora desse disco. E Some Days Like This, a última canção desse pequeno trabalho, está a ser disponibilizada pela banda. Confere...


O sexto disco dos norte-americanos The National deverá chegar em maio. A novidade foi adiantada pela própria banda, em declarações à revista britânica Uncut.  Bryce e Aaron Dessner, os guitarristas gémeos da banda do Ohio, radicada em Nova Iorque, têm composto um grande número de canções e estão entusiasmados com o disco e otimistas com o conteúdo do sucessor de High Violet , lançado em 2010.
Este novo álbum poderá ser fortemente influenciado pelo casamento e paternidade de Matt Berninger, o vocalista da banda. E
nquanto não chega, recordemos England, um dos destaques de High Violet.

 

Os Yeah Yeah Yeahs acabam de revelar a primeira amostra do seu próximo álbum, que se chamará Mosquito. O primeiro single do disco, Sacrilege, foi anunciado por Zane Lowe na BBC Radio 1 e trata-se de uma canção forte, com a voz de Karen O em destaque, enquanto uma linha de guitarra constrói a melodia. A canção ganha corpo e consistência e culmina num coro gospel grandioso e envolvente.

Mosquito chega a dezasseis de abril por intermédio da Interscope e será produzido por Dave Sitek, dos TV On The Radio, nome que já assumiu as rédeas no  It’s Blitz!. E, pelos vistos, James Murphy também pôs as mãos num dos temas do álbum.


Ao transformar a pop sintetizada de The Mother We Share numa das composições mais incríveis do último ano, os britânicos CHVRCHES tornaram-se numa das grandes apostas para 2013. Este trio de Glasgow está prestes a lançar o EP de estreia e já é conhecido o single homónimo, Recover, mais uma boa prova da qualidade da banda. Com uma sonoridade de base nos anos oitenta e vozes reforçadas pela eletrónica, este é já um dos grandes temas do início do ano.

 

Imagina um estúdio onde Gold Panda, Grimes e as experimentações climáticas de Grouper partilham expriências e criam uma sonoridade harmoniosa e mágica. Tudo isso pode-se ouvir nos pouco mais de quatro minutos que Nathan Broadus dissolve no mais novo single do seu projeto Evenings. O tema chama-se Friend (Lover) e foi lançado logo após o produtor norte-americano ter assinado com o selo Friends of Friends. A canção anuncia a chegada do primeiro registo oficial do músico, Yore, previsto para o dia dezasseis de Abril deste ano.


autor stipe07 às 13:10
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

The Ropes – Post-entertainment

Os The Ropes são uma dupla norte americana, de Nova Iorque, formada por Sharon Shy, na voz e Toppy nos instrumentos. Conforme podes conferir abaixo, a dupla tem lançado alguns EPs e singles desde 2008, mas agora chegou, finalmente, o primeiro longa duração. Post-entertainment foi lançado pela SINLO Records e está disponível gratuitamente no bandcamp da banda, com a possibilidade de doares um valor pelo mesmo.

A sonoridade dos The Ropes é algo abrangente, indo do indie pop lo fi ao rock e ao post punk. Localmente são comparados com grupos tão diversos como os The Cure, The Knife ou Interpol, não só pela questão sonora, mas também porque, liricamente, compôem músicas com letras negras e carregadas de mensagens para reflexão, com destaque apara a letra do tema homónimo que antecipa a morte da rainha da pop (No more happy people singing sad songs And no more screaming unless you're in pain How is everybody doing tonight? About three years before Madonna died, You weren’t aware that you could run out of time. About three years before Madonna died, Post-entertainment, The dividing line).
Assim, além dessa tema, destaco o belíssimo single Hey Faggot e a dançavel Black All Day, Bright All Night. Espero que aprecies a sugestão...

01. America Will Copy
02. Ice Cube In An Ocean
03. Black All Day, Bright All Night
04. People Are Living Longer, But Dying Younger
05. Another Safe Landing
06. Hey Faggot
07. Windows of Windows Of Windows
08. Post-entertainment
09. The 57th Floor

 


autor stipe07 às 13:09
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

Unknown Mortal Orchestra - II

Os Unknown Mortal Orchestra vêm da Nova Zelândia e são liderados por Ruban Nielsen, vocalista e compositor, ao qual se juntaram, Jake Portrait e Greg Rogove. II é o segundo álbum da banda, viu a luz no passado dia cinco de fevereiro, sucede ao homónimo de 2011 e reforça de forma comercial e ainda assim específica o que há de mais tradicional e inventivo na curta trajetória da banda, estreitando os laços entre a psicadelia e o R&B.

Em II, os Unknown Mortal Orchestra aperfeiçoam letras e ruídos, duas vertentes essencias do seu cariz identitário. Em relação à estreia, tem uma sonoridade mais grandiosa e controlada, ao mesmo tempo. As canções têm um maior volume e densidade, mas continuam a soar muito bem em ambientes fechados e reduzidos. A simplicidade não deixa de se fazer notar e o disco flutua num ambiente próprio, livre de exageros e coerente com a proposta determinada pela banda e que, como ficou patente na estreia, sustenta-se na dualidade existente nos tais laços entre a psicadelia e o R&B. Assim, há uma espécie de contraste sequencial; Enquanto a dolorosa So Good At Being In Trouble, por exemplo, se perde em passagens sombrias pelo passado recente do vocalista, One At A Time quebra esse mesmo regime de sofrimento e morosidade musical com acordes sujos que tocam no garage rock. Liricamente, ao reforçar o disco com as confissões de Ruban Nielson, a banda pisa um território de transformações expressivas e trata da intimidade e da dor de forma adulta.

No que diz respeito à produção, as aproximações ao lo fi patentes em Unknown Mortal Orchestra, foram relegadas para um novo plano e a relação com os sons marcantes da década de setenta ocupam um lugar fundamental na construção da obra, transformando II num trabalho de referências bem estabelecidas. Esta arquitetura musical que solidifica o álbum, garante ao grupo a impressão firme da sua sonoridade típica e ainda permite-lhes terem margem de manobra para futuras experimentações. Faded In The Morning é um tema que não destoa no disco, mas que nos seus pouco mais de quatro minutos de duração abrange as referências musicais e a estética de II, além de reviver marcas típicas do rock novaiorquino do fim da década de setenta. A própria Secret Xtians, canção que encerra o disco, ao ressuscitar referências dos The Velvet Underground, aponta marcas do que pode vir a ser encontrado num futuro próximo, quando o sucessor de II for entregue.

Coerente com vários discos que têm revivido os sons outrora desgastados das décadas de sessenta e setenta, II é uma viagem ao passado sem se desligar das novidades e marcas do presente. Espero que aprecies a sugestão...

01 – From The Sun
02 – Swim And Sleep (Like A Shark)
03 – So Good At Being In Trouble
04 – One At A Time
05 – The Opposite Of Afternoon
06 – No Need For A Leader
07 – Monki
08 – Dawn
09 – Faded In The Morning
10 – Secret Xtians


autor stipe07 às 21:20
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Millionyoung – Variable

Millionyoung é o projeto musical de Mike Diaz, um músico e produtor norte americano, natural de Miami, na Flórida.

Depois de ter lançado Amanecer em julho de 2012, cerca de sete meses depois está de regresso aos lançamentos discográficos com Variable, um álbum lançado no passado dia doze de fevereiro pela Old Flame Records/Rix Records.

Variable é um álbum muito linear e uniforme, já que todos os temas têm uma sonoridade bastante similar e que se baseia numa espécie de simbiose entre a chillwave e o r&b. É um conteúdo sonoro um pouco à semelhança do que fez recentemente Toro Y Moi, no excelente Anything In Return. O disco tem imenso groove e além de destacar o efeito da voz em reverb, que geralmente é um detalhe do meu agrado, também não quero deixar passar em claro a toada funk das linhas de baixo sintetizadas, que dão um certo charme inconfundível aos temas e plasmam o que de melhor se faz atualmente no campo da chillwave. Além do single homonimo, destaco Lovin, uma música que me levou até aos Memory Tapes e o album Seek Magic (2009), uma intrincada composição e que, no seio do disco, representará uma espécie de catarse sónica do seu conteúdo.

É pois muito agradável ouvir o disco na íntegra e a transição entre os temas muitas vezes mal se percebe, já que é tudo muito melódico e bem estruturado. Mais do que para cantar ou dançar, Variable é uma rodela perfeita para relaxar e descontrair. Espero que aprecies a sugestão...

01. Variable
02. Lovin
03. Reciprocal
04. Swish
05. Grow
06. Nao
07. Keeps
08. Everyday
90. It’s Fun To Remember
10. Into Your Heart


autor stipe07 às 19:49
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013

The Little Ones – The Dawn Sang Along

Os The Little Ones são Lee LaDouceur, Kevin Lenhart, Ian Moreno, Brian Reyes, Ed Reyes e Ryan Wilson, uma banda de indie surf pop de Los Angeles.

The Dawn Sang Along é o mais recente trabalho dos The Little Ones e sucede a Morning Tide, o trabalho de estreia do grupo, lançado em 2008; Foi gravado nos estúdios Rollercoaster Recording e produzido por David Newton dos The Mighty Lemon Drops, proprietário do estúdio e pelos próprios The Little OnesThe Dawn Sang Along foi lançado no passado dia doze de fevereiro pela Branches Recording Collective e está disponível para audição no bandcamp da banda.

Para quem estiver já cheio de vontade de antecipar na sua mente o próximo verão e as férias que se avizinham ainda para alguns, The Dawn Sang Along é um excelente disco para esse propósito. O álbum tem onze canções simples e animadas, com a musicalidade extremamente jovem, adolescente e com uma forte aúrea pop que já se escutava em Morning Tide.

As guitarras dominam o cenário montado e criam melodias dançantes que chegam a ser acompanhadas, por exemplo, com ritmos de xilofones, como podemos notar em Argonauts, a primeira canção do álbum e com um vídeo cheio de praia e surf, dirigido pelo próprio Lee LaDouceur. As seguintes seguem no mesmo molde, ajudadas pelo embalo da voz aguda do vocalista e pelos teclados.

Por abarcarem o mesmo território sonoro de bandas como os Phoenix e os Two Door Cinema Club, os The Little Ones estão a optar por uma sonoridade que está na ordem do dia e com elevado potencial de aceitação junto do grande público, em especial o mais jovem que aprecia dar alguns passos de dança no quarto ou numa festa junto de uma psicina. Espero que aprecies a sugestão...

The Little Ones - The Dawn Sang Along

01. Argonauts
02. Boy On Wheels
03. Little Souls
04. Forro
05. Catch The Movement
06. Shake Your Sign
07. AWOL
08. Art In The Streets
09. Super Bros.
10. Body
11. Ain’t It Like You And Me


autor stipe07 às 22:07
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

Beach Fossils – Clash The Truth

Os Beach Fossils, uma banda de Brooklyn, Nova Iorque e que começou por ser um projeto a solo de  Dustin Payseur, ao qual se juntou Tommy Gardner, regressaram aos discos a dezanove de fevereiro com Clash The Truth. Este novo trabalho foi lançado pela Captured Tracks, sucede ao homónimo de 2010 e conta com a participação especial de Kazu Makine dos Blonde Redhead, no tema In Vertigo. Ao vivo, além de Dustin e Tommy, a banda também conta com Jack Doyle Smith e Tommy Davidson e não há que esquecer Zachary Cole Smith, habitual colaborador dos Beach Fossils e líder do projeto DIIV.

Oshin, o disco de estreia dos DIIV, acabou por ter importância na sonoridade de Clash The Truth. Este novo disco, encarna uma maior aproximação aos sons da década de oitenta, com algumas experimentações que denotam um visível acerto e maturidade. As guitarras, quase uma diretriz durante a construção do homónimo de 2010 e posteriormente aplicadas no bem sucedido What a Pleasure EP (2011), agora ganharam mais distorção, aspereza e elevaram o grupo a um novo patamar criativo. O novo mundo sonoro proposto pelos Beach Fossils deixa de ser um passeio tímido à beira mar numa manhã de sol, para passar a albergar um cenário mais noturno, cinzento e urbano.

Apesar da similaridade entre alguns temas, um detalhe importante em Clash The Truth está na forma como as músicas se interligam e nas pequenas transições e interlúdios que separam algumas canções. São uma espécie de vinhetas climáticas, nomeadamente Modern Holiday, Brighter e Ascencion, que preparam o terreno, garantem a formatação de uma obra de maior alcance e até engrandecem algumas canções menores. É o caso de Crashed Out, canção posicionada no final do disco e que só não passa despercebida graças ao estímulo ambiental e sujo da curta composição instrumental que a precede.

Outra transformação curiosa na execução da obra está em perceber que mesmo cercada por um reforço sombrio e por vezes experimental, Clash The Truth é o registo que mais se aproxima do grande público. Basta o riff leve de Generational Synthetic ou a relação com o rock alternativo da década de noventa em Careless Shallow para perceber esta intimidade. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Clash The Truth
02. Generational Synthetic
03. Sleep Apnea
04. Careless
05. Modern Holiday
06. Taking Off
07. Shallow
08. Burn You Down
09. Birthday
10. In Vertigo (Feat. Kazu Makino Of Blonde Redhead)
11. Brighter
12. Caustic Cross
13. Ascension
14. Crashed Out


autor stipe07 às 13:13
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013

Kids Without Instruments - Kids Without Instruments EP

Os Kids Without Instruments são o sonho concretizado de uma dupla de Long Beach, na Califórnia, que se conheceu no Tumblr. Eles são FrankJavCee, um cantor, produtor e escritor de vinte anos e Marion A. Shootingstar, uma cantora de dezanove anos e juntos resolveram começar a fazer música em 2011. Kids Without Instruments é o EP de estreia deste projeto.

A dupla começou a compôr música em conjunto ainda antes de se conhecerem pessoalmente, apenas recorrendo à eletrónica e a sintetizadores de 8-bits. Uma interação mais intensa e pessoal começou quando os dois começaram a estudar juntos cinema na California State Long Beach.

Este EP chamou a atenção da indústria musical indie e recentemente assinaram pela Kobalt Music Publishing, etiqueta que alberga vários nomes de relevo, nomeadamente Skrillex, Bon Iver, Cut Copy, Gotye, Dada Life, Moby, Yeasayer, Kid Cudi, Band of Horses, LMFAO, Beck, Peaches, Tiesto, entre outros.

Um arrojado e curioso sonho que esta dupla alimenta é poderem um dia liderar um projeto de cariz solidário que possa oferecer a crianças de todo o mundo teclados alimentados a energia solar para que, de acordo com a dupla, as crianças descubram o poder da música eletrónica.

Na verdade, os Kids Without Instruments têm esse nome como banda exatamente porque fazem questão de raramente usar instrumentos convencionais, quer em estúdio quer em palco, servindo-se quase sempre de um computador portátil com um MIDI, ou seja, uma especificação para sintetizadores que assegura a reprodução de diferentes instrumentos. Espero que aprecies a sugestão...


autor stipe07 às 21:39
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

The Spinto Band - Cool Cocoon

Os Spinto Band de Nick Krill são uma banda norte americana de Wilmington, no Delaware, com dezassete anos de existência e uma carreira bem solidificada no universo musical indie. Há sete anos atrás receberam notoriedade por terem sido os primeiros a gravar nas já emblemáticas performances do La Blogotheque de Paris. No passado dia cinco de fevereiro deram a conhecer Cool Cocoon, o quarto disco de originais do grupo, por intermédio da Spintonic Recordings.

Musicalmente, Cool Cocoon é um compêndio índie que se ouve de um só travo e que nos remete exatamente para a década em que o grupo se fundou, mas sem deixarem de abordar novos horizontes sonoros. Logo na abertura, no single Shake It Off e depois também nas harmonias inspiradas de She Don't Want Me e na indie pop meticulosa de Memo e Amy + Jen, somos transportados até um universo sonoro melódico e com belíssimos arranjos que facilmente nos encantam.

Líricamente, as canções versam e falam sobre as dúvidas da vida e a sua aparente simplicidade; Estão lá os habituais sentimentos de rejeição, nomeadamente em Shake It Off, onde se pode escutar You say it hurts to kiss me over and over again, e em She Don’t Want Me, por razões óbvias. Mas o processo de escrita das canções também procurou contemplar momentos positivos e alegres, nomeadamente em What I Love.

Cool Cocoon não é um disco festivo, não é um disco que fale do fim de relações, ou uma rodela para uma determinada ocasião específica. Cool Coccon é linear mas, ao mesmo tempo, transversal e maleável, porque tem uma pop folk simultaneamente animada e algo tímida e que se adapta facilmente ao nosso estado de espírito, seja ele qual for.

Este disco encarna mais um passo em frente de uma banda que nos últimos dezassete anos assinou alguns momentos bastante inspirados do cenário musical alternativo. Neste disco os The Spinto Band amadureceram, aprenderam o caminho e encontraram a direção certa. Espero que aprecies a sugestão...

The Spinto Band - Cool Cocoon

01. Shake It Off
02. Amy + Jen
03. What I Love
04. Memo
05. Look Away
06. She Don’t Want Me
07. Static
08. Enemy
09. Na Na Na
10. Breath Goes In


autor stipe07 às 21:50
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Curtas... LXXXVI

Os dance-punkers Chk Chk Chk (!!!), que anunciaram na semana passada o seu regresso com THR!!!ER para vinte e nove de abril, partilharam este fim de semana o primeiro avanço da nova produção. Chama-se Slyd e saúda-nos com uma valente energia funk, com as devidas palmas a acompanhar e um groove afrobeat corpulento num frenesim de samples e batidas opulentas. Slyd está disponível para download no site da banda em troca de um email.

 

Johnny Depp está a lançar uma coletânea intitulada Son of Rogue's Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs and Chanteys, da qual já consta no alinhamento Keith Richards, Iggy Pop e Tom Waits, entre outros. Agora, outro nome confirmado foi o de Michael Stipe, em dueto com Courtney Love , no tema Rio Grande. Son of Rogue's Gallery: Pirate Ballads, Sea Songs and Chanteys daterra nos escaparates supostamente hoje.

 

 

Os Primal Scream em 2013 estão vivos com novo disco a caminho e o novo video, do tema 2013, já é uma realidade! O álbum chama-se More Light e será editado a seis de maio.

Já passaram treze anos desde que os Primal Scream apresentaram o último grande registo da carreira da banda, o álbum XTRMNTR (2000). Depois disso, apenas alguns singles e participações especiais foram aparecendo e agora resta torcer para que More Light faça reviver o período aúreo deste grupo liderado por Bobby Gillespie.

 

Um dos discos mais aguardados em 2013 é o dos Phoenix, por responsabilidade da própria banda devido ao excelente Wolfgang Amadeus Phoenix disco editado em 2009. Temas como Litzomania, 1901 e Rome, com melodias agradáveis e que encarnaram excelentes sonoridades pop e indie rock, já nos fazem sentir saudades da banda. Mas parece que Thomas Mars e seus parceiros estão de volta; Bankrupt! chega no dia vinte e dois de Abril e Entertainment é o primeiro single já conhecido.

 

Desde o lançamento de Galaxy Garden no último ano, que o produtor inglês Lone parece viver um enorme período criativo. Agora chega-nos AM Portal, um tema com cerca de seis minutos e que acompanha a formatação sonora incorporada no decorrer do álbum passado. O tema foi disponibilizado em modo ÉFV. Confere...


autor stipe07 às 13:11
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Y La Bamba – Oh February EP

Depois de Court The Storm, disco que divulguei oportunamente, os Y La Bamba, um sexteto natural de Portalnd, estão de regresso aos lançamentos com Oh February, um EP que pode ser ouvido no soundcloud da Tender Loving Empire, a habitual etiqueta do grupo, e onde o single homónimo pode ser obtido gratuitamente, assim como o terceiro tema, Death On The Road. Oh February foi produzido por Chris Funk dos The Decemberists, músico que já tinha tomado as rédeas de Lupon, o disco de estreia dos Y La Bamba, editado em 2010.

O reportório deste EP é um pouco menos alegre e festivo que Court The Storm e os seis temas têm uma sonoridade mais folk e acústica. No entanto, apesar do predomínio da viola acústica, continuam a ouvir-se as habituais referências sonoras da world music e aquele toque um pouco mexicano, algo para o qual a voz da exótica e lindíssima Luz Elana Mendoza também contribui decisivamente. Basta ouvir o segundo tema, A Poet's Tune e principalmente River In Drought, para nos sentirmos imediatamente invadidos pela paisagem tipica dos sombreros, feita de violas, acordeãos, trompetes, castanholas e uma percurssão efusiva, tudo bem regado a cerveja mexicana e tequilla.

Os Y La Bamba andam neste momento em digressão com os The Lumineers na costa leste dos Estados Unidos da América. Espero que aprecies a sugestão...

Y La Bamba - Oh February

01. Oh February
02. A Poet’s Tune

03. Death On The Road
04. Clarij
05. River In Drought
06. Oh February: Mad As We Are


autor stipe07 às 13:10
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013

Apparat - Krieg und Frieden (Music For Theatre)

Conforme anunciei num recente Curtas..., o projeto Apparat, do músico alemão Sascha Ring, está de volta cerca de um ano após a edição do excelente The Devil’s Walk. O novo álbum, Krieg und Frieden, chegou recentemente através da Mute e basicamente é a banda sonora da produção teatral de Sebastian Hartman para a peça Guerra e Paz de Tolstoi.

 Apparat libera "Krieg und Frieden" na íntegra

Tudo aquilo que tu precisas para te deliciares com o décimo registo da carreira de Apparat é um bom par de headphones e um cenário... E qualquer cenário serve, seja uma paisagem campestre e bucólica, ou um emaranhado de ruas de uma grande cidade, com milhares de pessoas que não se conhecem ou alguma vez se viram a cruzarem-se a cada segundo das suas efémeras existências. É irrelevante a tua escolha, mas os headphones são essenciais; Krieg und Frieden (Music For Theatre) está repleto com uma mistura bem interessante entre elementos de uma orquestra e música eletrónica, com alguns temas puramente instrumentais.

Em Krieg und Frieden (Music For Theatre), Apparat consegue ser, ao mesmo tempo, poderoso e delicado, criando um naipe delicioso de atmosferas sonoras, através de instrumentos digitais, mas também com alguns elementos da percussão. Há por aqui algumas parecenças com os islandeses Sigur Rós, não só no ambiente criado e na duração de algumas canções, como na pafernália de elementos inusitados de que o produtor se serve para criar sons.

São imensos os detalhes sonoros que conseguem transformar, garanto-vos, qualquer cena normal, mundana e irrelevante de um dia a dia, em algo misterioso e carregado de tensão. Esta será sem dúvida a pretensão maior de um compositor de bandas sonoras e, por isso, este disco é perfeito para ser ouvido em qualquer circunstância real.

Como numa peça de teatro, este disco tem uma sequência; É para ser ouvido, durante os cerca de quarenta minutos que dura, do início ao fim sem interrupções e asseguro-vos que vale bem a pena esperar pelo final e pela belíssima A Violent Sky. Espero que aprecies a sugestão...

01. 44
02. 44 (Noise Version)
03. LightOn
04. Tod
05. Blank Page
06. PV
07. K&F Thema (Pizzicato)
08. K&F Thema
09. Austerlitz
10. A Violent Sky


autor stipe07 às 18:20
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Mister And Mississippi – Mister And Mississippi

Os Mister And Mississippi são uma banda de indie folk experimental, natural da cidade holandesa de Utrecht, formada por Maxime Barlag, Samgar Jacobs, Danny van Tiggele e Tom Broshuis. Mister And Mississippi é o disco homónimo de estreia, editado pela V2 Records, no passado dia vinte e oito de janeiro.

 

Os Mister And Mississippi confessam que nomes como Fleet Foxes, Monsters of Folk, Sigur Ros, Bon Iver, Angus and Julia Stone, Crosby, Stills & Nash, Other Lives, Patrick Watson, são as suas principais influências. Os onze temas de Mister And Mississippi obedecem à sonoridade indie pop, com a intimidade habitual da folk norte  americana entrelaçada com a sonoridade etérea, nostálgica e, ao mesmo tempo luminosa e contemplativa que este género musical geralmente transmite, quando é proposta por grupos europeus.

De Follow The Sun a Circulate somos invadidos por cordas dedilhadas sem pressa, pequenas distorções, quase sempre com uma textura suave e, por alguns detalhes sonoros inusitados. Six Feet Under começa com um som muito orgânico que deixa mesmo a sensação que o tema está a sair das profundezas e a belíssima voz que canta em Northern Sky, assim como o reverb da guitarra em eco e o bombo final, leva-nos até mundos mais a norte.

Além dos soberbos arranjos orquestrais, uma das virtudes deste disco é mesmo a voz em falsete com um timbre que parece pairar por entre as canções e que, no caso de Circulate, o meu tema preferido do disco, faz a canção levitar em simultâneo com o aumento progressivo da melodia da guitarra, criando uma espécie de catarse sónica.

Este disco é para ser ouvido sem pressas e tem uma beleza e uma complexidade que merecem ser apreciadas com alguma devoção e fazem-nos sentir vontade de carregar novamente no play e voltar ao inicio. Espero que aprecies a sugestão...

01. Follow The Sun
02. Nemo Nobody
03. Calm
04. See Me
05. Same Room, Different House
06. Running
07. Bon Vivant
08. Six Feet Under
09. Coloured In White
10. Northern Sky
11. Circulate


autor stipe07 às 15:06
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Sigur Rós, Coliseu do Porto (13.02.13)

Brosandi

Hendumst í hringi
Höldumst í hendur
Allur heimurinn óskýr
Nema þú stendur

Rennblautur
Allur rennvotur
Engin gúmmístígvél
Hlaupandi inn í okkur
Vill springa út úr skel

Vindurinn
Og útilykt af hárinu þínu
Ég anda eins fast og ég get
Með nefinu mínu

Hoppípolla
I engum stígvélum
Allur rennvotur (rennblautur)
I engum stígvélum

Og ég fæ blóðnasir
En ég stend alltaf upp

Og ég fæ blóðnasir
Og ég stend alltaf upp


autor stipe07 às 14:31
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013

Widowspeak – Almanac

Molly Hamilton & Robert Earl Thomas são dois músicos com raízes em Tacoma e Chicago, mas atualmente sedeados em Brooklyn, Nova Iorque. Depois de vários singles lançados nos últimos dois anos e disponíveis no bandcamp da banda e do disco homónimo de estreia, editado em 2011, chegou Almanac, álbum lançado no passado dia vinte e dois de janeiro através da Captured Tracks.

Quando lançaram o primeiro disco, os Widowspeak andavam algures entre a pop de finais dos anos oitenta e não restam dúvidas que é nas construções musicais lançadas há cerca de três décadas que se inspiram, mas sem deixarem de lado sonoridades mais contemporâneas e renovadas. Almanac é um avanço relativamente à estreia homónima porque, apesar de ainda próximos das mesmas experiências consolidadas há dois anos, deixaram de lado as massas elétricas de distorção para viajar no tempo, intergir com maior acerto com a folk e acomodar de forma mais inteligente a tal pop de finais dos anos oitenta, com detalhes sonoros que nos remetem a décadas anteriores. No fundo, sem descurarem a bitola que os orienta, tornaram-se mais abrangentes.

Os Fletwood Mac parecem-me uma influência assumida, mas não é propriamente apenas a dream pop e os acertos típicos do rock alternativo de cariz mais urbano a ditarem as regras em Almanac. Há uma forte cariz bucólico e a presença das guitarras logo desde o início, em The Dark Age, assume uma representação curiosa e bem estruturada de tudo o que marca o atual momento desta dupla nova iorquina; Enquanto a voz de Hamilton, bastante orgânica, representa a busca do campestre, as cordas tocadas por Thomas fazem a ponte com a estreia e o elo entre Almanac e o passado.

Como seria de esperar, esta sonoridade mais polida poderia resvalar para um conteúdo mais comercial, algo a que os Widowspeak não conseguem escapar. E sabemos que esta tendência acaba, muitas vezes, por fazer cair a qualidade do conteúdo. Neste caso concreto, a banda sai airosamente desse risco já que a nova proposta instrumental que revelam vai de encontro ao movimento atual que resgata de forma renovada as principais marcas e particularidades sonoras de décadas anteriores. Temas como Locusts e Minnewaska representam com beleza e qualidade toda essa transformação e deixam água na boca para o futuro dos Widowspeak.

Tendo consciência  da sonoridade que carregam, Hamilton e Thomas não fazem de Almanac uma continuação, mas uma espécie de recomeço necessário. Mesmo que por diversas vezes a aproximação com o disco anterior seja visível, cada passo dado no decorrer do disco proporciona ao casal um plano de ineditismo e natural possibilidade de invento. Espero que aprecies a sugestão...

01. Perennials
02. Dyed In The Wool
03. The Dark Age
04. Thick As Thieves
05. Almanac
06. Ballad Of The Golden Hour
07. Devil Knows
08. Sore Eyes
09. Locusts
10. Minnewaska
11. Spirit Is Willing
12. Storm King


autor stipe07 às 22:48
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autor stipe07 às 13:30
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