Os The Capsules são uma banda norte americana de dream pop, natural do Kansas e formada pelo casal Julie Shields e Jason Shields e pelo baterista Kevin Trevino. Lançaram ontem Northern Lights & Southern Skies, o seu quarto disco de originais, através da Vespera Records.

Os The Capsules já têm algum historial discográfico, mas são uma banda ainda relativamente desconhecida; São uma espécie de grupo rock underground, que tem ganho notoriedade em alguns programas de televisão e na participação na banda sonora de jogos de vídeo, nomeadamente o Borderlands 2.
A voz de Julie é uma daquelas vozes pouco consensuais, ou seja, gosta-se imenso, ou não se aprecia mesmo nada; Pessoalmente, encantou-me o desempenho vocal dela e a melhor forma que encontro para descrever esta voz bastante açucarada é que soa-me a um cruzamento entre Belinda Carlisle e Dolores O'Riordan, dos Cranberries.
Quanto às canções, os trinta e oito minutos de Northern Lights & Southern Skies estão formatados numa linguagem eminentemente pop, já que os dez temas assentam nas tradicionais guitarras e em linhas e batidas feitas de sintetizadores, numa busca nada disfarçada de quererem ser etéreos e algo excêntricos, em simultâneo. Se em determinados momentos apontam às pistas de dança, noutros convocam o recanto mais confortável e escondido do nosso quarto, numa estranha pose sonora que acaba por não soar tão mal como à primeira vista se possa pensar. Espero que aprecies a sugestão...
01. Across the Sky
02. From the Start
03. Our Apocalypse
04. With Signs Of Repeating
05. The Heartbreaker
06. Time Will Only Tell
07. Test Drive The Other Side
08. Where It All Begins
09. All At Once
10. Magnetic Fields
Toro Y Moy é o extraordinário projeto a solo de Chazwick Bundick, um músico e produtor norte americano, natural de Columbia, na Carolina do Sul e um dos nomes mais importantes do movimento chillwave atual, fruto de uma curta mas intensa carreira, iniciada em 2009, onde tem flutuado num oceano de reverberações etéreas e essencialmente caseiras. Sempre em busca da instabilidade, o produtor conseguiu no experimental Causers of This, de 2010, compilar fisicamente algumas das suas invenções sonoras e esse disco tornou-se imediatamente numa referência do género musical acima citado, ao lado de trabalhos como Life of Leisure dos Washed Out e Psychic Chasms de Neon Indian.
No ano seguinte, em 2011, surgiu Underneath The Pine, o sucessor e a leveza da estreia amadureceu e ganhou contornos mais definidos,com vozes transformadas e diferentes camadas sonoras sobrepostas, ficando claro que, a partir desse instante, Toro Y Moy ficaria ainda mais íntimo da pop, mas sem abandonar as suas origens. A psicadelia, o rock e a eletrónica começaram a surgir, quase sempre numa toada lo fi, nascendo assim as bases de Anything In Return, o terceiro disco de Chazwick, lançado no início deste ano através da Carpark Records.

Anything In Return divide-se entre a tal subtileza experimental da estreia e uma certa busca de algo mais comercial no sucessor; No fundo, sonoramente, é uma súmula de tudo o que o produtor já se serviu na carreira e por isso deverá agradar a todos aqueles que já se deixaram encantar pela carreira deste músico. Além da tal súmula, também dá algumas novas pistas, já que o conteúdo tem detalhes que piscam o olho à hip hop e ao R&B, fruto da recente relação musical com Tyler The Creator e Frank Ocean, além de se aprofundar uma já cimentada curiosa relação com a eletrónica, também muito presente no seu outro projeto paralelo intitulado Les Sins.
Uma das virtudes de Anything In Return é demonstrar que Toro Y Moy não tem uma especial preocupação por construir os temas com rigidez e com uma certa formatação, ou seja, o experimentalismo e a sensação de descartável não são envergonhados, apesar de não ser correto supor que o compositor não procura ser sério e minimamente coerente, quando cria as suas canções, até porque é preciso salientar que os temas estão carregados de sentimentos melancólicos e cada música tem sempre algo de pessoal. Da carência assumida em So Many Details (You send my life, into somewhere, I can’t describe, so many details) aos pequenos pontos dolorosos que se escondem em High Living e Day One, tudo se sustenta de maneira adulta, como se o R&B de Frank Ocean e até detalhes de veteranos como Prince se derretessem no meio de sintetizadores e batidas irregulares.
Mas voltando à capacidade inventiva de Toro Y Moy, gostaria também de salientar canções como Say That, um tema que pode fazer furor em algumas pistas de dança e Touch, para mim o melhor momento chillwave da carreira do músico.
Em suma, Anything In Return comprova a força de Bundick, hoje o nome de maior destaque de um género que ele próprio ajudou a construir. Com fôlego renovado e a estabelecer uma multiplicidade de novos caminhos em relação ao anterior Underneath The Pine, Chaz prova que a chillwave está longe de ser um género musical passageiro e secundário e que é um ótimo terreno para quem gosta de testar sonoridades e experimentações, sem recear ser apontado de ser uma espécie de terrorista sonoro, já que este é um género que só se justifica quando vive de transformações.
Há pouco menos de dois anos Chaz Bundick parecia ter inventado a música pop à sua maneira; Agora ele faz o mesmo, porém, com a ajuda de uma míriade de outros estilos. Espero que aprecies a sugestão...
1. Harm In Change
2. Say That
3. So Many Details
4. Rose Quartz
5. Touch
6. Cola
7. Studies
8. High Living
9. Grown Up Calls
10. Cake
11. Day One
12. Never Matter
13. How's It Wrong

Oito temas que sobraram das gravações de Waiting For The Siren’s Call, o último disco dos New Order, editado em 2005, viram hoje a luz do dia por intermédio de um EP intitulado Lost Sirens, através da Warner. Recordo que as sessões de gravação de Waiting For The Siren's Call foram as últimas a contar com a participação do baixista Peter Hook, membro fundador dos New Order e dos Joy Division. Hook ainda tentou, pelas vias legais, que este EP não fosse lançado. Felizmente não conseguiu os seus intentos porque estes temas são fantásticos e o EP contém, na minha opinião, algum do melhor material alguma vez editado pelos New Order.
Oficialmente, as oito canções do EP tinham ficado de fora do último disco por não terem passado no crivo de qualidade da banda, algo que me deixa surpreendido. Pessoalmente parece-me que foram mais vítimas das assumidas divergências, à época, no seio dos New Order porque, como já referi, algumas canções não ficam a dever nada ao anterior material lançado pelo grupo.
Da precisão da bateria de Stephen Morris, à forma única de tocar baixo por Hook, passando pelas inimitáveis linhas de guitarra e a voz única de Sumner, estão no EP claramente identificados todos os ingredientes obrigatórios num registo dos New Order. Waiting For The Siren's Call é salvo por este EP do estigma de ter sido sinónimo de final da carreira de um ícone da cultura popular e um dos grupos fundamentais do cenário musical alternativo contemporâneo. Lost Sirens EP está disponível para audição na Rolling Stone. Espero que aprecies a sugestão...
01. I’ll Stay With You
02. Sugarcane
03. Recoil
04. Californian Grass
05. Hellbent
06. Shake It Up
07. I’ve Got A Feeling
08. I Told You So

Agendado para o dia 28 de janeiro através da X.L. Recordings, AMOK, o primeiro álbum do projeto paralelo de Thom Yorke Atoms For Peace, é um dos lançamentos mais aguardados este ano, nomeadamente para quem, como eu, ficou cheio de água na boca depois de ter ouvido The Eraser há alguns anos atrás. Apesar de Atoms For Peace não ser propriamente um projeto a solo, não é segredo para ninguém que Thom terá a primazia quase total na composição. Judge Jury and Executioner, um dos singles conhecidos de AMOK, não se afasta muito do que Yorke já desenvolveu, um tema que se divide do princípio ao fim entre as batidas eletrónicas da tal carreira a solo do artista e os inventos testados no álbum The King Of Limbs, de 2011, dos Radiohead.
Continuam os preparativos para o mais novo álbum dos suecos Shout Ou Louds. Depois de ter sido conhecido o single Blue Ice através de um curioso vinil em gelo, chega a vez do tema Walking In Your Footsteps. Musicalmente distinto em relação aos últimos lançamentos da banda e capaz de se relacionar com Our Ill Wills, o segundo registo em estúdio do grupo, lançado em 2007, o tema mostra mais uma face do novo disco, Optica, que será apresentado oficialmente no dia 26 de fevereiro. Quarto registo da banda, o novo álbum irá tentar superar o fracasso que foi o disco Work, de 2010.
Jens Lekman continua a surpreender. Durante a passagem do furacão Sandy em Nova Iorque, Jonas, o pianista do compositor sueco, ficou preso na cidade e, com todos os serviços de transporte cancelados, não conseguiria chegar a um concerto que Lekman iria dar em Boston. Lekman perguntou no Facebook quem poderia ajudar a levar o parceiro de banda até ao local do concerto e oferecia como pagamento pouco dinheiro e uma canção. Para surpresa do artista centenas de pessoas prontificaram-se e foram duas miúdas, Olivia e Maddy, que levaram o pianista até Boston. O pagamento apareceu agora com a canção inteiramente dedicada às raparigas que salvaram a digressão de Lekman.
Depois de um disco interessante em 2011, a banda norte-americana de indie rock Telekinesis anuncia para abril a chegada de Dormarion, o terceiro álbum do projeto comandado por Michael Benjamin Lerner. Sem afastar-se da proposta incorporada no anterior 12 Desperate Straight Lines, o mais recente single da banda, Ghosts And Creatures, coleciona uma sequência de experiências delicadas, lembrando muito os primeiros trabalhos dos Death Cab For Cutie. Talvez a maior diferença em relação aos trabalhos passados seja a incorporação maior de sintetizadores e uma postura diferente da voz, o que poderá fazer de Dormarion o melhor disco da carreira dos Telekinesis.
Ed Harcourt está de regresso aos discos com Back Into The Woods e o músico está a oferecer The Man That Time Forgot, o belíssimo tema que encerra o álbum. Confere...
01. The Cusp And The Wane
02. Hey Little Bruiser
03. Wandering Eye
04. Murmur In My Heart
05. Back Into The Woods
06. Brothers And Sisters
07. The Pretty Girls
08. Last Will And Testament
09. The Man That Time Forgot
Os Let's Go Dutch! são um projeto indie rock da vizinha Espanha liderado por Eduardo Monzón. Eduardo nasceu em Tudela e aos dezoito anos foi para Saragoça onde estudou filologia inglesa e também num a escola de música moderna. Após esse período curricular foi viver para Dublin, na Irlanda, onde entrou em contacto com o cenário musical local, algo que influenciou decisivamente as suas escolhas musicais. Depois de Dublin, Edimburgo, na Escócia, foi o poiso seguinte, cidade onde começou finalmente a compôr.

De regresso a Espanha, gravou uma demo (Paradise) e o seu primeiro disco (Two Is A Crowd), sempre em nome próprio, ou seja, num projeto a solo. O passo seguinte acabou por ser a formação de uma banda. Juntaram-se a Eduardo vários músicos e assim nasceram os Let's Go Dutch!. Em 2008 gravaram nos estúdios Aire, de Madrid, Daydreaming, um álbum que teve direito a digressão e concertos em algumas das mais conceituadas salas de espétaculos da capital espanhola. Depois a banda sofreu algumas alterações na sua formação e começou a germinar no seu seio uma sonoridade mais rock. Assim, gravado nos estúdios Rec Division de Madrid e masterizado em Londres, Hard Times é o novo EP deste projeto, um trabalho disponível para download gratuito no soundcloud de Eduardo.
Hard Times é uma coleção de cinco canções, com uma sonoridade muito atrevida e direta, tipicamente rock, onde a maior virtude reside na simplicidade melódica e na crueza sonora. O segredo é confiar cegamente na tríade instrumental básica, mas tendo sempre a guitarra como elemento primordial na construção dos temas, todos cantados en inglês. O grande destaque deste trabalho deverá ser a canção homónima, mas New Tricks é, na minha opinião, pela sua potência e sonoridade visceral, o melhor tema desta coleção de cinco canções.
A banda irá apresentar este EP no próximo dia quinze de fevereiro no famoso Moby Dick Club, em Madrid. Se andares pela capital espanhola nessa altura, espero que aprecies e te lembres desta sugestão...

01. Hard Times
02. New Tricks
03. Crooked Ways
04. Mysterious Nights
05. Special Gallery
Os Tilbury são uma banda islandesa de Reykjavík formada pelo baterista Þormóður Dagsson (Skakkamange, Jeff Who?, Hudson Wayne) no verão de 2010. Inicialmente foi pensado como um projeto a solo intitulado Formadur Dagsbrunar, mas rapidamente projetou-se para uma banda quando a Dagsson se juntaram Kristinn Evertsson (sintetizadores e teclados), Örn Eldjárn (guitarra e voz), Magnús Trygvason Eliassen (bateria) e Guðmundur Óskar Guðmundsson (baixo). O disco de estreia chegou em maio do último ano; Chama-se Exorcise, foi editado pela Record Records e está disponível para audição no portal Gogoyoko.

A estreia dos Tilbury era esperada com enorme expetativa no país natal já que é um grupo que engloba músicos consagrados, uma espécie de super grupo já que aglomera intérpretes quie fizeram uma carreira musical consistente noutros projetos importantes do panorama musical local. A audição de Exorcise remete-nos de imediato para os Belle And Sebastian, até porque os próprios Tilbury confessaram ser uma banda de folk pop. Mas é importante não cair na fácil tentação de avaliar o álbum segundo essa elevada bitola qualitativa, já que, neste Exorcise, escuta-se, com aguma insistência, vários detalhes sonoros que nos remetem para uma pop ainda mais etérea, sonhadora e gratificante, da qual os Mercury Rev, por exemplo, são um dos expoentes máximos.
O disco está cheio de verdadeiras pérolas sonoras! Desde o potente single de abertura, Tenderloin, até Filet Mignon, é a folk que tem preponderância, mas não deixa de haver também uma faceta um pouco rock em alguns temas, principalmente em Eclectic Boogaloo e no single Drama, uma canção cheia de groove e bastante dançável.
Exorcise explora diferentes géneros e novas avenidas musicais, sabe aqueles dias primaveris, feitos com um sol ainda algo tímido e que acorda após um longo inverno; É um álbum fascinante, oriundo de um país que, musicalmente, tem uma comunidade de artistas muito díspar, criativa e flexível, que raramente desilude e que merece toda a tua atenção. Espero que aprecies a sugestão...
01. Tenderloin
02. Sunblinds
03. Slow Motion Fighter
04. Riot
05. Trembling
06. Drama
07. Picture
08. Eclectic Boogaloo
09. Filet Mignon
Nos últimos dias, não sei se por influência deste tempo escuro e chuvoso ou das constantes sonecas que o meu filho disfruta ao meu lado enquanto, nesse tempo livre que ele me concede, ouço nova música, tenho dado por mim a sentir uma especial atração por sonoridades mais etéreas, melancólicas e com uma forte componente eletrónica, algo notório nas minhas últimas publicações neste blogue. E uma das minhas recentes descobertas vem de Los Angeles. Falo de Alek Fin, um produtor e compositor de música eletrónica que está a fazer furor devido a um EP que lançou no passado dia um de dezembro de 2012. O trabalho intitula-se Mull e contém quatro temas que plasmam sonoridades típicas de nomes como os Captions, Death Rabbit, DJ 501, Jon Hopkins, Radiohead, Vex Mohan, James Blake, Robot Koch, Flying Lotus e Atlas Sound, influências declaradas do músico.

Mull ouve-se do início ao fim sem grandes sobressaltos. E apesar de só ter quatro canções, são suficientes para conseguirmos descolar para um outro ambiente calmo e soturno, feito com fantasmagóricas nuvens que nos catapultam para paisagens sonoras espaciais, uma atmosfera introspetiva mas que inclui algumas pequenas surpresas, conferidas por subtis detalhes sonoros. Os temas estão carregados de graves e compactas batidas cósmicas feitas com bateria e sintetizadores e a voz em eco, envolvida quase sempre por uma espécie de fragilidade cristalina, nomeadamente no single homónimo, ajuda a agudizar essa sensação de evitação para uma outra dimensão física. Se aprecias o universo mais recente friado por Thom Yorke nos Atoms For Peace ou em King Of Limbs, o último disco dos Radiohead, então garanto-te que vais ficar plenamente convencido e adorar escutar este EP, principamente o single Waiting Like A Wolf, disponibilizado para download pelo músico, como podes conferir abaixo. Espero que aprecies a sugestão...
01. Mull
02. Rocks In Paper
03. Waiting Like A Wolf
04. Gone
Os Voyager são uma banda norte americana de Birmingham, no Alabama, formada por Evan Mullins, Grant Cook, Michael Dickinson e Jacob Pendergrass. O EP Midnight Fang, editado no passado dia vinte e um de dezembro e disponível para audição e download no bandcamp da banda, é o primeiro registo deste grupo.
Midnight Fang é uma coleção de sete canções pop, com uma sonoridade shoegaze, etérea e espacial. Alguns dos temas são instrumentais (Dusk é um extraordinário exemplo de um belo instrumental pop, que dispensa muito bem a presença superflúa de uma voz), mas não perdem valor por isso, até porque quando a voz é usada, é quase sempre como um complemento, acabando por ser Mountain, o meu destaque do EP, o tema onde a voz de Evan Mullins mais se destaca, curiosamente muito bem acompanhada, não só por uma linha de guitarra a fazer lembrar os The XX, mas também pela bateria.
Assim, neste EP, a primazia, em termos de composição, ficou entregue às guitarras e aos sintetizadores. Os apreciadores da chamada dream pop, irão apreciar imenso este EP e, tal como eu, ficarão de olho no que reserva o futuro próximo deste projeto. Espero que aprecies a sugestão...
01. Dusk
02. Mountain
03. No Hibernation
04. Night Eyes
05. I Don’t Bite
06. Riviera
07. Dawn
Lembram-se de no final do passado mês de Novembro ter divulgado o projeto Vitorino Voador e Vitorioso Voo, o EP de estreia de João Gil, músico dos Diabo Na Cruz e You Can't Win Charlie Brown, entre outros? Vitorino Voador tem finalmente videoclip para o primeiro single do EP Vitorioso Voador. O single Carta de Amor Foleira, uma música que fala de uma história entre duas pessoas que não corre da melhor maneira e a forma como ele aceita e segue em frente, tem Joana Barra Vaz como realizadora do vídeo no qual tenta mostrar esta mesma história duma forma menos óbvia, que permite às pessoas ter diferentes sensações em partes da música em que a letra é tão directa e difícil de poder sentir outra coisa senão aquilo que ali é dito.
O projeto Apparat, de Sascha Ring, está de volta com mais uma canção. Cerca de um ano após a edição do excelente The Devil’s Walk, o novo álbum, Krieg und Frieden, chegará no próximo dia dezoito de fevereiro através da Mute. Basicamente será a banda sonora da produção teatral de Sebastian Hartman para a peça Guerra e Paz de Tolstoi.
A preparar-se para lançar o segundo álbum no próximo dia vinte e nove deste mês, intitulado Cold War, os La Big Vic, partilharam o single All That Heaven Allows, através da Self-Titled Mag. Confere...
E para terminar, a grande surpresa do dia...
Um novo single, Where are we now?, e um novo álbum em Março, The Next Day. David Bowie está de regresso, quando ninguém esperava. Há dez anos que não lançava material original. Vê o vídeo do single aqui.
Formados em março de 2011, os Coloured Clocks são James Wallace, Matthew Stott, Lachlan MacFarlane e Daniel Stott, uma banda australiana, natural de Melbourne. Estrearam-se nos lançamentos com o EP Where To Go, em julho de 2011, ao qual se seguiu Zoo, o disco de estreia, lançado em janeiro de 2012. No final deste mesmo ano, mais concretamente no passado dia dezoito de dezembro, deram a conhecer mais um novo álbum, intitulado Nectarine. E, imaginem só, a banda disponibilizou toda esta discografia para download gratuíto no seu bandcamp.
Os Coloured Clocks fazem um indie rock progressivo, com fortes reminiscências do rock da década de setenta e sem porem de lado o que de melhor se atualmente nesse universo musical. Portanto, se gostas de sonoridades cósmicas e psicadélicas tens de conhecer esta banda. Já agora, de toda a discografia, destaco Maze, o primeiro single retirado de Nectarine, um tema épico, com uma estrutura melódica tradicional e com um riff de guitarra luminoso, bem acompanhado pela bateria e com a voz de James a fazer recordar a do seu conterrâneo Brian Aubert, dos Silversun Pickups. Espero que aprecies a sugestão...
01. Nobody’s Watching
02. Fading Light
03. Uncovered Sun
04. Maze
05. Icecream
06. All The Time
07. Enormous Mushroom
08. Somewhere
09. Don’t You Believe
10. Orion
Os I Was A King são Frode Strømstad, Anne Lise Frøkedal e Ole Reidar Gudmestad, uma banda natural de Egersund, nos arredores de Oslo, na Noruega. A banda surgiu em 2006 e já tem um interessante cardápio sonoro. Estrearam-se nos lançamentos logo no ano seguinte com o EP Losing Something Good For Something Better (Happy Soul Recordings). Em 2009 surgiu o primeiro longa duração, o álbum I Was A King (Hype City Records), no ano seguinte Old Friends (Hype City Recordings/Voices Music and Entertainment) e por fim You Love It Here, disco lançado no passado dia cinco de outubro de 2012, através da K Dahl Eftf. e da Warner Music Norway, um trabalho disponível para audição no bandcamp do grupo.

Os I Was A King admitem ter como principal bitola a pop dos anos sessenta e setenta, mas também abordagens mais contemporâneas deste amplo género musical. Nomes como os The Byrds, Big Star, Robyn Hitchcock, Teenage Fanclub, The Beatles, Incredible Stringband, Guided By Voices, Olivia Tremor Control e Neil Young, entre outros, são declaradas influências. Por isso, sem escutarmos You Love It Here, um disco produzido por duas das suas infuências, Robyn Hitchcock e Norman Blake, dos Teenage Fanclub, quase que conseguimos antecipar o seu conteúdo sonoro e a respetiva base melódica. E Frozen Disease, a música que abre o disco e principal destaque do mesmo, confirma as maiores suspeitas e que estamos na presença de onze canções perfeitas para os apreciadores da típica sonoridade pop, feita de imensas cordas, às vezes distorcidas, mas sempre muito melódicas, vozes concisas, límpidas e bem audíveis, cheias de mudanças no tom e, finalmente, uma excelente escrita, daquela que denota um apreciável sentido crítico e uma enorme sensibilidade.
Havendo uma certa linearidade, que faz com que o disco seja ouvido de uma vez só sem quase se notar, há, no entanto, canções que denotam sentido criativo e uma vontade expressa de procurar diferentes ritmos e abrodagens instrumentais, nomeadamente com recurso à percurssão, sem fugir à sonoridade padrão adotada; Eric é o tema onde a bateria tem um papel decisivo e demonstra que este trio norueguês sabe fazer dançar, sem deixar competamente de lado as paisagens etéreas que os seus temas nos permitem imaginar.
You Love It Here é um bom disco, ouve-se em qualquer altura do ano, tem belíssimas canções, está cheio de potenciais singles e prova que, quando os intérpretes têm qualidade, escrever e compôr boa música pop, não é uma ciência particularmente inacessível. Espero que aprecies a sugestão...
01. Frozen Disease
02. Leave
03. Eric
04. Ferries
05. Hanging On
06. A Million Signs
07. Fire (Toast To Life)
08. The Woods
09. Food Wheels
10. Superhero
11. Indiana
Os Cassettes On Tape são uma banda post punk de Chicago, formada por Joe Kozak (guitarras e voz), Greg Kozak (baixo e voz), Shyam Telikicherla (guitarras e voz) e Chris Jepson (bateria). Cathedrals é o primeiro registo discográfico da banda, um EP lançado em julho de 2012, com sete canções e disponível para download gratuíto no bandcamp da banda.
Nunca o ressuscitar do post punk e do shoegaze estiveram tão em voga como no último ano. Basta olhar para a minha tabela dos melhores de 2012 para perceber o vigor desta tendência e o sucesso que tem sido a aposta no reviver de diversas sonoridades que despontaram mais intensamente na década de setenta. No entanto, essa aposta atual não se tem limitado ao replicar do que era feito nessa altura e em ambos os lados do oceano atlântico; Os Cassettes On Tape são mais uma banda que aposta nessa simbiose de legados deixados por nomes como Ian Curtis ou os Led Zeppelin, há cerca de três décadas, não descurando a habitual cadência proporcionada pela tríade baixo, guitarra e bateria e uma outra tendência mais virada para a psicadelia, da qual, na minha opinião, os The Horrors e os TOY são, atualmente, os expoentes máximos. É nessas guitarras carregadas de reverb e distorção e na voz grave de Joe Kozak que assenta a base melódica das canções de Cathedrals, os dois aspetos vitais para a assunção do futuro identitário sonoro deste grupo de Chicago.
Cathedrals é um excelente cartão de visita e uma ótima estreia deste quarteto, não havendo qualquer tipo de desculpas para que os apreciadores não os possam conhecer e ouvir, já que, como referi no início, as canções são de acesso gratuito. Nestes dias em que somos constantemente invadidos por novas propostas, há algumas que pelo mérito e pela qualidade não deverão passar em claro. Acho que no futuro ainda vamos ouvir falar muito destes Cassettes On Tape. Espero que aprecies a sugestão...
01. Bad Letter (She Don’t Know)
02. Adored
03. The Lovely Elizabeth
04. Chelsea Said
05. Great Lake Heart Break
06. Of Winter
07. She Colors The Sea
Os Death In The Afternoon são Christian (voz, guitarra e sintetizadores), Albin (guitarra e sintetizadores), Linda (baixo e sintetizadores) e Rasmus (bateria e sintetizadores), uma banda da Suécia, formada em 2010. Kino é o disco de estreia e viu a luz do dia no dia trinta de novembro de 2012.

Se tivesse de escolher uma só palavra para descrever os Death In The Afternoon, atmosféricos seria o vocábulo escolhido. Assim que ouvi os onze temas deste disco senti que tinha acabado de regressar de uma viagem rumo aquelas bandas sonoras feitas nos anos oitenta propositadamente para filmes mudos, algo que atinge o auge na sequência feito com o austero tema J (L) G e a longa Tricks. E essa época musical é exatamente uma das declaradas influências do grupo, já que Kino contém melodicamente o que de melhor foi feito ultimamente na synth pop europeia, um género musical várias vezes citado em Man On The Moon. Quem estiver atento certamente terá notado que ultimamente a nostagia desta década é uma forte aposta no cenário indie europeu, especialmente o francês e o escandinavo.
Logo desde o início os Death In The Afternoon vincam um estilo que se mantém ao longo de Kino; Oh Youth! é uma canção carregada de groove e Francis & The City, destaca-se pela simplicidade da secção rítmica. Depois, dos restantes temas destacam-se ainda Fandango, OKOK, um tema onde se ouvem umas belíssimas palmas e teclados em espiral e Villains; Qualquer uma destas canções tem uma natureza contagiante, são verdadeiras obras primas que revivem o que de melhor se podia escutar há uns bons trinta anos, feitas por uma banda onde todos os elementos, além de tocarem um instrumento de base, também manuseiam o sintetizador.
Os Death In The Afternoon têm feito algum furor na MTV europeia mas soarão certamente muito melhor no alinhamento de um classics da VH1; Este revivalismo dos anos oitenta, década em que terá nascido a synth pop, além de ser sustentado pelo caráter minimalista da instrumentação, também se encontra no forte sentido de humor de algumas letras, cantadas por Christian quase sempre num falsete afundado num colchão de sons eletrónicos e que satirizam essa eletrónica retro, feita com VHS. Tudo isto faz de Kino um passeio divertido e, ao mesmo tempo, introspetivo, cheio de charme e bom gosto. Os Death In The Afternoon conjugam e recriam com distinção o que de melhor foi feito numa época em que era proporcional o abuso da cópula entre os sintetizadores e o spray para o cabelo e talvez nos sirvam também para mostrar o futuro próximo de parte da eletrónica. Espero que aprecies a sugestão...

01. Oh Youth!
02. Francis And The City
03. John Who
04. Fandango
05. OKOK
06. J(L)G
07. Tricks
08. Natalya
09. Villains
10. Lions
11. Spain
Os Will And The People são WIll Rendle, James Keo, Jim Ralphs, Charlie Harman e Jamie Rendle, uma banda natural de Brighton, que se formou em 2008 e que se começou por destacar pouco tempo depois com dois singles chamados Lion In The Morning Sun e Salamander.

Mais do que uma banda, os Will And The People afirmam ser uma forma de vida. Começaram por causar furor nas ilhas britânicas com os seus concertos, devido à peculiar presença do grupo em palco e ao som honesto e fresco e que abarca uma míriade imensa de influências e tipos de música, que oscilam entre o reggae. o ska e a pop. Mas não restam dúvidas que Bob Marley And The Wailers é a grande referência deste grupo, apesar de haver já quem os considere os novos The Police ou The Specials. Tudo isto está bem patente em Friends, o disco mais recente dos Will And The People, editado através da Baggy Trouser Music e que tem no single Holiday o grande destaque.
A tal tentativa de serem diferentes e mais do que uma simpes banda também é posta em prática no facto de tentarem ignorar os cânones e as regras essenciais da indústria musical. Assim, tentam ser o mais independentes possível de qualquer influência externa e serem, acima de tudo, um grupo de amigos que tocam a música que gostam, seguindo a sua visão sonora sem desvios, com canções que falam muito sobre o amor e que querem pôr toda a gente a dançar. Eles acham que o amor é um sentimento que deve ser partilhado entre todos e assim alimentam-se do feedback que recebem do seu público nos espetáculos, pelo que dão o máximo de si em cada concerto. De realçar que a banda fez imenso sucesso numa digressão que fez recentemente pela Ásia, tendo passado pela Austrália, Cambodja, Vietname e Singapura.
Friends, um disco feito com muitas cordas e percurssão, carregado de canções alegres, vibrantes e carregadas de cor e luz, acaba por ser uma dedicatória sentida a todos aqueles que os acompanham e vibram com a música dos Will And The People. Como se pode ouvir em Holiday, este é um álbum para ser guardado até ao próximo verão e escutado na praia mais próxima, de preferência acompanhado de uma bela cuba libre. Espero que aprecies a sugestão...

01. Holiday
02. Eyes
03. Masterpiece
04. Sensimilla
05. Fire
06. Cape Town Blues
07. 100,000 Times Before
08. Birds
09. Yellow
10. Lifeline
11. Friends
12. Dreamer
Os The Green Pajamas formaram-se em 1984 na cidade norte americana de Seattle e atualmente são formados por Jeff Kelly, Joe Ross, Laura Weller, Scott Vanderpool e Eric Lichter. Considerados pela crítica como uma das bandas mais ativas e inventivas do cenário alternativo local, lançaram em 2012 três álbuns, Green Pajamas Country, Summer of Lust e Death By Misadventure, sendo o último o que aqui apresento e mais um importante capítulo da sua já longa discografia. Death By Misadventure foi editado através de uma importante editora underground local, a Green Monkey Records, depois de já terem editado álbuns através de outras editoras, nomeadamente a Bomp!, Camera Obscura e a Get Hip.

Death By Misadventure é já o trigésimo álbum dos The Green Pajamas, um trabalho conceptual que configura uma espécie de peça musical, uma ópera rock à volta de um tema épico intitulado The Fall Of The Queen Bee.
If The Universe is Full Of Noise, então os The Green Pajamas terão uma importante palavra a dizer na banda sonora criada com o exclusivo propósito de demonstrar a uma qualquer entidade exterior do que os humanos são capazes de produzir de melhor no universo indie mais progressivo e psicadélico. É um pouco incompreensível constatar que esta banda liderada pelo carismático Jeff Kelly é muito pouco conhecida e um mistério decifrar os motivos pelos quais se manteve praticamente incógnita ao longo de quase trinta anos, tantos quantos os discos que já lançou. O primeiro foi editado na primavera de 1984, quando Jeff Kelly e Joe Ross gravaram Summer Of Lust, com o firme propósito de representarem uma alternativa credível ao na altura florescente cenário alternativo de Los Angeles.
Death By Misadventure é um estonteante exercício de psicadelia, cheio de referências relacionadas com o sobrenatural, mitos, romances e lendas antigas! Um álbum conceptual, como já referi, sobre o ciclo da vida de uma colmeia e, por isso, com algumas ideias sinistras, mesmo quando as canções falam do sol ou da magia da vida, já que tudo gira em torno da morte da abelha rainha, comida depois pelos seus súbditos e da celeuma que isso causa no seio da própria colmeia. Essa morte é detalhada com todo o requinte em The Queen Bee’s Last Tango, quando se pode escutar She strips off her girdle, slips off her swastika ring, While 17 boys dressed up as dolls and toys blow the king, In the opium fog, the prince and his dog start to sing, And there’s no sense of the sorrow to befall them all tomorrow. Uma festa, portanto...
Em suma, da folk balcânica de The Queen Bee Is Dead à pop feita com teclados sintetizados de 2nd To The Reward, a fazer lembrar Golden Brown dos The Stranglers, Death By Misadventure prova que os The Green Pajamas têm uma incrível capacidade de se envolver em torno de uma ideia e dar-lhe vida, levando-nos, desta vez, através de um fluxo sonoro bastante teatral, para o interior de uma colmeia, num trabalho que vai muito além das próprias canções e que comprova o génio e a extrema capacidade inventiva desta banda de Seattle. Espero que aprecies a sugestão...

01. You Can’t Look
02. Ring Around The Sun
03. The Universe Is Full Of Noise
04. Sky Blue Balloon
05. The Queen’s Last Tango
06. Silk’s Final Breath
07. The Queen Bee Is Dead
08. Wrong Home
09. A Piece Of A Dream
10. Carrie
11. Rain Runs Down
12. Beat Me Sally
13. Supervirgin
14. Christabel
15. In The Moonlight Dim
16. The Spell
Os Plumerai juntaram-se em 2011 para fazer música e assim nasceu uma banda em Boston formada por Eliza Brown (voz), Martin Newman (guitarras), James Newman (baixo) e Mickey Vershbow (bateria). Lançado no passado mês de novembro de 2012 pela Darushka-4, Mondegreen é o disco mais recente do grupo; Sucede ao EP Marco Polo, lançado em janeiro do mesmo ano e tanto o EP como o disco estão disponíveis para audição no bandcamp e no soundcloud dos Plumerai.

Mondegreen é um disco fantástico porque foi composto, produzido e gravado sem grandes segredos; Envolvido por uma sonoridade indie e alternativa que balança entre a dream pop e o shoegaze, tem dez canções que melodicamente assentam numa abordagem simples, sendo esse, como referi, o seu maior encanto. A voz pura e límpida de Eliza é um trunfo explorado positivamente até à exaustão e que ganha um realce ainda maior quando as guitarras algo turvas de Martin têm a capacidade de proporcionar uma aúrea algo mística e ampliada, não só à voz de Eliza como também, no fundo, à própria mensagem das canções.
Apesar da aparente homogeneidade conceptual e sonora patente em Mondegreen, que serve para definir claramente o som dos Plumerai, uma audição atenta permite dissecar diferentes vias e infuências, já que, ao mesmo tempo que há uma paisagem sonora que transparece calma e serenidade, também existe uma tensão constante e até um certo humor que não nos deixa deixarmos de estar atentos ao desenrolar das canções e aos pequenos detalhes que nos vão surpreendendo.
No fundo, há uma enorme sensação de conforto durante a audição de Mondegreen, possibilitada por uma atmosfera rítmica única e claramente intencional, que abrange, de forma reconfortante, o espaço onde é ouvida, como se fosse um manto que permanece sonolento, mas também feliz e carregado de esperança. Confere a entrevista que a banda me concedeu recentemente e espero que aprecies a sugestão...
Blue = Eliza
Red = Martin
First of all, what are Plumerai’s main musical influences?
The boys are so much into the Cure, especially Martin and I think we can hear how they influence him in our music. I am more into trip-hop and jazz. We make an interesting mix, I think. This questions is a tough one though. With the amount of music and artists, one can listen to nowadays and since we were kids, it sometimes hard to be aware of all our influences. I think the best people to ask are our listeners.
The Cure has been a long time influence as you can probably tell with guitar tones and the fact that we recorded covers of two of their songs. But also I’m influenced by filmscores, some late 80’s early 90’s shoegaze, dreampop and occasional trip hop as well as more current bands like Devotchka, earlier Gogol Bordello and Leningrad. We mash it all into our songwriting and that’s why the songs on Mondegreen vary so much stylistically. But hopefully we accomplished having all of these styles come together under one umbrella.
Do you think that the serenity and nostalgia emanating from your music is related to being from Boston or its just a reflection of your own personal tastes, way of life or experiences?
We are all very depressed, that what it is, lol. Truly, I think we are all romantics and we often go for the more mellow and dramatic sounds. But we do have our upbeat tunes, and nowadays we are composing new songs, and focusing more on energy. We are hoping that our next album is a dancing one, at the risk of not being shoegaze anymore :).
I’ve always been fond of darker sounds, even as a child I preferred more darker toned music and then later Thrash metal bands before more wave and post punk.
What is happening musically in Boston that I should know about?
Boston has a big music scene for indie rock and jazz thanks to Berklee School of music. What's great about Boston is whatever night it is, you can always find bands playing all around the city and that upcoming bands have the opportunity to play in cool venues.
You should definitely check out The Milling Gowns, Nervous, To The Wedding and Daniel Ouellette. I’m sure Mickey would recommend Speedy Ortiz also.
I interviewed a band from Boston, Kid Mountain. Do you know them?
Nope. Sorry. :( You should ask them if they know us lol!
Actually never heard of them, but that’s not odd. There are literally 100’s of bands in the area alone. And a lot of them are really clicky, and we’re very not part of any clicks so we may not have heard of 70% of Boston bands.
Have you thought to play in Portugal? Portuguese people are known to usually have loving relationships with indie pop groups!
That is a tempting thought :). We've always wanted to go back on a European Tour and I am sure Portugal would be one of our stops. I hear the food is amazing, too!
Have you ever thought to change your music style to something more commercial in order to try and achieve more success in a particular target audience or just to sell more?
I think we are commercial enough. And to alter our music for such a reason would probably be a disaster. Our music is good because we all do what we know best and love. I think the most important thing for us is to reach out to an audience who would love our style but who doesn't know about us yet. Promoting is the hardest part of being broke and musicians :). But we trust that with time, hard work, and our gift for music, you will reach out for this crowd and convince many others on the way.
Never for that purpose. Sometimes we play more commercial style because that’s what we feel at the moment. Like Six Ton Gorilla for example. We’re usually not that disco but it just felt right to lay it down like that. Also, I don’t know that we could write a commercial tune. Sometimes I think we did but then I’ll hear an actual mainstream commercial sounding band and think how even our most poppiest of tunes is so far away from that.
I loved MarcoPolo, do you have a favourite song on Mondegreen?
No. not a favorite. Favorites! I love Marco Polo also, and Come and Go. My favorite to perform is probably Mortality.
Definitely Come & Go, followed by 13 and Mimosa.
How has it been promoting Mondegreen? And the concerts?
Hard but so much fun. We keep on going on tours and meeting new people. I get the chance to discover new parts of America which I am becoming to love so much. When a band lacks of money to promote, they have contacts, when they don't have contacts, they need to do something shocking and have every talk about them. We are working on that, lol. Wish us luck!
It’s been tough. Indie and college radio has been friendly and even some local commercial radio stations with their local music show but press and blogs have mostly ignored the album. Not completely but the ratio of people we’ve sent music to and how much press we’ve received is very disproportional
The record can be heard in 30 minutes and all the songs seems to be connected. How was the process of writing and composing?
Very natural. Hard at times during the recording, and the last bit of mixing, mastering, and packaging was a bit stressful but composing is very spontaneous for us. Martin and I usually come up with new tunes in one afternoon, and once we bring it to rehearsal, we let the magic happen. We put all the ingredients and then just mix and bake it:). You get to eat it. Weird Metaphor, I know :).
In the future, what can we expect from Plumerai? What is the next step?
We shall conquer the world.
And in the meantime, we have some shows to play and a tour of the Eastern US states to promote Mondegreen. Then we’re back in the studio to record a few new songs in an all analog studio. I’m not sure what will come of those recordings yet. we’ll see how they turn out. And of course, just keep on looking for opportunities so that we may come pay you a visit in Portugal and beyond.
01. 13
02. Trip
03. Troubled Soul
04. Come And Go
05. Six Ton Gorilla
06. Mimosa
07. Marco Polo
08. Cannibal Ladies
09. Mortality
10. Loss
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