Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Anarchicks - Really?!

Lançado na Chifre, Really?! é o primeiro longa duração das portuguesas Anarchicks, uma banda formada por Playgirl (Priscila) na voz, guitarra, synths e baixo, Katary (Catarina) na bateria e backing vocals, Synthetik (Helena) também nos synths, baixo e backing vocals e ainda JD (Ana) na guitarra e backing vocals, ou seja, quatro miúdas que se juntaram para fazer uma revolução. Really?! foi gravado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim nos Blacksheep Studios e misturado e masterizado por Pedro Chamorra. Restraining Order é o primeiro single retirado de Really?! e encontra-se disponível para download gratuito na Chifre.

As canções deste disco, que é, sem dúvida, uma imensa lufada de ar fresco no panorama musical punk rock nacional, entram facilmente no goto e chegam para semear discórdia e inquietar os nossos ouvidos. Elas disparam música em todas as direcções, sem preconceitos nem compromissos, usando a sonoridade habitual e clássica do rock com pitadas de Pop, Punk, Funk, rap (escuta a participação de Da Chick no tema Dance) e até Kuduro. É uma mistura explosiva de energia, audácia, irreverência e atitude, pouco ouvida por cá e por isso merece ser amplamente divulgada.

Fica claro na audição do álbum que as Anarchicks não gostam do ameno, mas também não se limitam a produzir barulho. Elas têm qualidade melódica e fazem canções acessíveis e que poderiam relatar factos da vida de qualquer um de nós, como se quisessem alertar-nos para os perigos do conformismo e dizer-nos que o rock pode ser a salvação e um excelente remédio para muitos dos nossos problemas.

Há um lado cuidado e ponderado na imagem delas e até um certo charme que talvez venha a servir de inspiração para que surjam por cá outras bandas com elementos exclusivamente femininos e que abordem este universo sonoro. Confere abaixo a entrevista que as Anarchicks concederam ao blogue e espero que aprecies a sugestão...

1. Forever
2. Son of a Beat
3. Restraining Order
4. Dance (feat. DA CHICK)
5. New Rave
6. Sunset Graveyard
7. Siouxsie in the Box
8. Kinda Do, Kinda Don't
9. Off the Record

A Chifre apresenta as Anarchicks como sendo quatro miúdas que se juntaram em 2011 para fazer uma Revolução. Abriram as hostilidades com o EP Look What You Made Me Do e agora chega Really?!, o primeiro disco. Afinal quem são as Anarchicks e como estão as coisas na frente de batalha?

- Estão sangrentas! As Anarchicks são 4 miudas portuguesas que se juntaram no final de 2011 para fazer rock. Não queriam compromissos, nem dar satisfacções a ninguem. O seu lema é fazer a música que gostam e que mexe com elas, cheia de força! Uma autentica estalada de rock!       

Porquê a escolha de Restraining Order para primeiro single?

- Porque consideramos que é uma música consensual e que reflete um bocadinho o espirito da banda, neste momento.

Já agora, têm uma canção preferida em Really?!?

- Gostamos de todas...REALLY!!!

Como foi o processo de escrita e composição destas canções?

- Foi natural e bastante fluido. Trabalhamos na nossa sala de ensaio, sempre de um modo  um pouco anarquico e  divertido. As musicas geralmente surgem como uma divertida jam e depois começam a tomar forma. Quase sempre que ensaiamos fazemos algo de novo...depois logo vemos se é para desenvolver ou se é para guardar :)

Em Really?! escutei rock, pop, funk, kuduro e muito mas mesmo muito punk. E vocês já foram descritas como uma espécie de simbiose entre as New Young Pony Club e as brasileiras Cansei de Ser Sexy. Concordam? Como descrevem o vosso som e quais são as vossas maiores influências?

Descrevemos o nosso som como uma estalada de rock!!! Temos gostos muito variados, e estamos sempre a conhecer bandas e musicas novas umas com as outras... Não gostamos de nos prender em comparações com bandas X ou bandas Y..porque a música que surge das 4 é sempre reflexo de tudo aquilo que ouvimos, ao longo das nossa vidas ( tantas e tantas bandas) , assim como das nossas experiencias e até do proprio estado de espirito com que partimos para a composiçao de uma dada musica.

Li algures que deram alguns concertos em autocarros… Como é que isso aconteceu?

- Fomos convidadas para ir tocar ao Vodafone Mexefest, no Vodafone Bus e foi uma experiência alucinante!! ADORÁMOS!!

Muito cansativo, mas muito  divertido!!! Quem lá esteve fez A festa conosco...vejam os videos no you tube :D

E os próximos espetáculos? Onde é que os leitores de Man On The Moon vos podem ir ver e ouvir nos próximos tempos?

- De momento podemos já revelar que em fevereiro vamos fazer uma pequena “tour” pelas Fnacs..e o resto é..segredo :)

Que importância tem para vocês a parceria com a independente Chifre?

-Tem muita importancia. Eles acreditaram em nós e nós neles...e eles ajudam-nos ( MUITO) com aquilo que mais queriamos que era ter a oportunidade de divulgar a nossa música, e de tocá-a. Temos uma relação bastante próxima, alem de profissional e somos todos uma familia!

Sei que algumas de vocês estão envolvidas noutros projetos. As Anarchicks são, para vocês, um caso sério, ou um affaire para já sem grandes compromissos? Em suma, querem revelar aos leitores de Man On The alguns detalhes acerca do vosso futuro?

- As Anarchicks são um feliz casamento a 4...e agora queremos viver felizes para sempre e ter muitos filhos ( músicas).  O futuro... será com muito rock, nódoas negras; rouquidão, risos e dança!!!


autor stipe07 às 22:31
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

On An On – Give In

Os norte americanos ON AN ON são Nate Eiesland, Alissa Ricci e Ryne Estwing, três antigos membros dos Scattered Trees, um quinteto de Chicago que lançou três discos pela EMI e terminou quando estes três músicos resolveram abandonar esse projeto. O disco de estreia da banda, produzido e misturado por Dave Newfeld (Broken Social Scene, Los Campesinos!), foi gravado em Toronto, no Canadá e chama-se Give In. Foi editado a vinte e nove de janeiro nos Estados Unidos através da Roll Call Records e na Europa pela City Slang.

 

Muita da crítica que li considera que estes On An On são uma das grandes estreias do início deste ano e depois de ouvir Give In, admito que realmente me impressionaram e este terá sido um dos melhores álbuns que ouvi ultimamente.

Os dez temas do disco estão impregnados de efeitos de voz (vocoders) que conferem uma sonoridade futurística ao grupo, um ritmo e uma bateria marcantes e sintetizadores que explodem como fogos de artifício. Duas canções que sustentam na perfeição esta descrição são Ghosts e The Hunter, os dois singles já disponibilizados pelos On An On. A produção mágica, como já disse a cargo de Dave Newfeld, é algo suja, graças a um filtro de texturas saturadas e um reverb pesado, que eu pessoalmente aprecio, mas que não conseguem tirar o brilho dos vários temas e das grandiosas harmonias vocais que os sustentam. A banda tem andado em digressão com os Geographer. Espero que aprecies a sugestão...

On An On - Give In

01. Ghosts
02. Every Song
03. American Dream
04. The Hunter
05. All The Horses
06. Bad Mythology
07. War Is Gone
08. Cops
09. Panic
10. I Wanted To Say More


autor stipe07 às 19:50
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Local Natives – Hummingbird

Conheço os Local Natives desde que em 2010 apresentei Gorilla Manor (2009) e desde aí fiquei sempre muito atento a este quinteto de Los Angeles. Assim, era com justificada expetativa quer aguardava por Hummingbird, o disco mais recente de um grupo californiano, que faz da leveza instrumental, do sofrimento traduzido em versos e da formatação primorosa que brinca com a excelência das formas instrumentais, a sua imagem de marca. Humminbird foi produzido por Aaron Dessner, dos The National e chegou às lojas no passado dia vinte e nove de janeiro pela Frenchkiss.

A sonoridade dos Local Natives sempre se manteve dentro de uma atmosfera bem delineada e de uma constante proximidade lírica e musical, algo bem patente no Gorilla Manor, uma obra que alicerçou definitivamente o rumo sonoro do grupo. Hummingbird concretiza tudo aquilo que foi proposto há três anos e acrescenta uma maior componente épica, feita com texturas monumentais e arranjos que parecem aproximar o grupo das propostas de Robin Pecknold (Fleet Foxes) e Win Butler (Arcade Fire) e fazer uma espécie de simbiose das mesmas. Continua a ouvir-se os detalhes étnicos e conceptuais, mantendo-se uma relação estreita com as propostas mais recentes dos Vampire Weekend e a obra dos Talking Heads. Já agora, acrescento que Warning Sign, dos Talking Heads, foi alvo de uma versão pelos Local Natives.

Em Hummingbird há coerência no alinhamento e cada tema parece introduzir e impulsionar o seguinte, numa lógica de progressão, mas nunca perdendo de vista as melodias suaves e a dor, dois vectores essenciais do conceito sonoro dos Local Natives. Dessa forma, enquanto Heavy Feet cresce de maneira a soterrar-nos com emanações sumptuosas e encaixes musicais sublimes, Ceilings puxa o álbum para ambientes mais melancólicos e amenos. Existem ainda composições que lidam, em simultâneo, com esta duplicidade, caso de Breakers, um tema que nos transporta até altos e baixos instrumentais, que atacam diretamente os nossos sentimentos.

E são estes sentimentos que suportam cada mínima fração instrumental e poética de Hummingbird; Das confissões de You & I, à honestidade de Bowery, praticamente tudo aquilo que se ouve lida com aspectos dolorosos da vida a dois, algo que aproxima também os Local Natives dos lamentos adultos que abastecem a obra dos The National, algo a que não será alheia a já referida presença de Aaron Dessner na produção.

Hummingbird é também um deleite para os apreciadores de belas vozes; Os músicos da banda vão-se revezando na sobreposição de cantos e de maneira orquestral direcionam os rumos marcados pelos instrumentos. As vozes servem como estímulo para o começo, o meio e o fim das canções e não são apenas um instrumento extra, mas a linha que guia e amarra o álbum do princípio ao fim.

Embora tenha a concorrência de um universo musical saturado de propostas, Hummingbird consegue posicionar os Local Natives num lugar de destaque, porque traz na constante proximidade entre as vozes e as melodias instrumentais, imensa emoção e carateriza-se por ser um registro que involuntariamente chama a atenção pela beleza e que, por isso, deve ser apreciado com cuidado e real atenção. Espero que aprecies a sugestão...

01. You And I
02. Heavy Feet
03. Ceilings
04. Black Spot
05. Breakers
06. Three Months
07. Black Balloons
08. Wooly Mammoth
09. Mt. Washington
10. Columbia
11. Bowery


autor stipe07 às 18:55
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Indians – Somewhere Else

Indians é o projeto a solo do dinamarquês Søren Løkke Juul, um novo nome do cenário musical indie que nos chega das frias terras escandinavas, mas disposto a dar um pouco mais de cor e alegria sonora aos nossos dias. Somewhere Else é o disco de estreia deste projeto, lançado hoje, dia vinte e oito de janeiro, pela conceituada 4AD, uma das minhas etiquetas de referência.

Em Somehwere Else o músico oferece-nos uma mistura harmoniosa e branda que irá agradar os ouvidos de fãs de sons mais delicados e carregados de sentimentos, nomeadamente aqueles que apreciam nomes tão conceituados como Bon Iver ou mesmo os The Shins.

O músico manuseia detalhes sonoros típicos da folk e também de sonoridades mais clássicas, usando como principais instrumentos a viola acústica e o piano, sempre adornados, como não podia deixar de ser por estas paragens, pela eletrónica. Apesar das várias referências musicais que o influenciam, Indians consegue fazer transições suaves entre elas, o que faz de Somewhere Else um disco fluído, harmonioso e bem construído e organizado.

Um dos singles do álbum já apresentado é Cakelakers, um tema que mostra o lado mais enérgico e folk, sendo um dos pontos mais altos e animados de todo o álbum. Na vertente mais intimista, destaco Bird e o seu belo piano, New, a canção que abre o disco e Reality Sublime devido à sobreposição de ecos e reverbs, algo que confere a tal tónica etérea e eletrónica à obra. Para fechar, a canção homónima que dá nome ao disco, destaca-se pela subtileza com que varia de ritmo e tonalidade, sendo sublime a forma como varia de ritmos e a execução da explosão sonora.

A dar os primeiros passos com Somewhere Else, Indians mostra que está no caminho correto, e, mesmo ainda distante de grandes nomes, apresenta um som interessante, principalmente ao mostrar um trabalho bem feito ao lidar com diferentes referências musicais. Espero que aprecies a sugestão...

01. New
02. Bird
03. I Am Haunted
04. Magic Kids
05. Lips, Lips, Lips
06. Reality Sublime
07. Cakelakers
08. La Femme
09. Melt
10. Somewhere Else


autor stipe07 às 19:16
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Curtas... LXXXII

Os norte americanos Pickering Pick, uma banda de folk acústica de Sacramento, na Califórnia, acabam de lançar Tropic, o novo disco de originais, através da Yer Bird Records. O álbum viu a luz do dia no a quinze de janeiro e o single Standing Stone está disponível para download gratuito no sitio da editora.

01. Morningside
02. On Your Way
03. Stay By Yours
04. Spinnaker
05. Everything Is Better
06. Shame
07. How To Begin
08. Goodbye Goodbye
09. Time Will Be
10. Spark
11. Seasons On The Run

 

Benoit Pioulard regressa aos discos a quatro de março com Hymnal e Margin é o primeiro single já conhecido, disponibilizado para download gratuito pela etiqueta Kranky.

 

Na passada quinta feira, dia vinte e quatro de janeiro, os Sigur Rós conversaram com os seus fãs pela internet e no final dessa sessão revelaram que estão a misturar novo material que estará incluido no sucessor de Valtári e divulgaram este pequeno teaser...

 

One Way Trigger é um novo tema dos The Strokes e que acaba de ser divulgado e está disponível em modo ÉFV. Ainda não é oficial a presença desta canção no próximo disco da banda. Confere!

 

Sun Blows Up Today é o single já conhecido dos extraordinários The Flaming Lips de Wayne Coyne, que regressam aos discos dia 2 de abril com The Terror.


autor stipe07 às 13:14
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Domingo, 27 de Janeiro de 2013

Nightlands – Oak Island

Nightlands é um projeto musical de Dave Hartley, baixista dos The War On Drugs, tendo-se estreado nesta aventura a solo em 2010 com Forget The Mantra. No passado dia vinte e dois de janeiro chegou aos escaparates Oak Island, o sucessor, através da Secretly Canadian.

Oak Island começa com um convite de Dave... I'd like to invite you, For just for a little while, To a place I used to go, When I was only 17. Time And Place, o tema de abertura, serve para isso mesmo, introduzir a sonoridade nostalgica e intimista deste álbum, idealizado por um baixista e multi-instrumentista que se sente muito confortável a transmitir emoções pessoais e as qualidades e fraquezas intrínsecas à natureza humana.

Apesar de já ter cinquenta e dois anos, Dave transborda de juventude e de inocência, plasmados na forma divertida e amorosa como nos apresenta, em trinta e cinco minutos, dez temas que abarcam algum do melhor soft rock que ouvi ultimamente.

Esta sonoridade é intencionalmente algo andrógena, já que, se por um lado a tal inocência também se revê em alguns detalhes acústicos e na crueza de determinados arranjos, por outro, são inúmeros os detalhes sintéticos que não deixam de estar muito presentes. Tudo se resume à arte de conseguir uma perfeita simbiose entre estes dois mundos, certamente o maior desafio em que assenta o leme de Nightlands. So Far So Long e Other Peoples Pockets são dois temas que utilizam sons de guitarra processados digitalmente, mas também outros arranjos de cordas acústicos, asim como uma percussão eletrónica, que ganha uma cadência claramente afrobeat em Rolling Down The Hill.

Hartley é um dos executantes mais consistentes e ativos do cenário alternativo de Filadélfia e quem esperava que o baixista dos The War On Drugs fosse algo simplista nesta sua abordagem a solo, irá certamente ficar surpreendido com a extraordinária visão, alcance e ousadia musical que demonstra no segundo capítulo da saga Nightlands. Espero que aprecies a sugestão...

01. Time And Peace
02. So Far So Long
03. You’re My Baby
04. Nico
05. So It Goes
06. Born To Love
07. I Fell In Love With A Feeling
08. Rolling Down the Hill
09. Other Peoples Pockets
10. Looking For Rain


autor stipe07 às 20:02
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Sábado, 26 de Janeiro de 2013

Gliss – Langsom Dans

Os Gliss são um trio sediado em Los Angeles, formado por músicos dinamarqueses e norte americanos, nomeadamente Victoria Cecilia, Martin Klingman e David Reiss. Langson Dams é o terceiro disco do grupo e foi lançado no passado dia vinte e dois de janeiro pela Modern Outsider. Refiro-me a um intenso compêndio de pop suave e etérea e que confirma anteriores comparações da banda a nomes como os Beach House, Crystal Castles e Lower Dens, entre outros, aos quais ouso juntar The XX, Portishead, Joy Formidable, Purity Ring e Depeche Mode.

A sonoridade pop tipicamente escandinava, feita de paisagens sonoras atmosféricas assentes no sintetizador e de vocalizações intensas e cheias de efeito, aqui asseguradas pela belíssima voz de Victoria Cecilia, é o fio condutor da tapeçaria sonora que compõe Langsom Dans. Nota-se que houve um cuidado extremo ao nível dos arranjos e que tudo o que se ouve foi pensado com detalhe. Guitarras cheias de eco e teclados murmurantes e que fazem lembrar os anos oitenta ajudam a aprimorar uma certa subtileza, algo sombria e até sinistra, uma espécie de pop obscura, mas sem ser gótica. Tudo isto confere aos Gliss um indisfarçavel encanto e atração, uma aúrea que faz deles mais um nome a ter em conta no universo pop alternativo.

Weight Of Love é o primeiro single retirado de Langsom Dans, um tema que já tem um vídeo, realizado por Paul Boyd, num clima surreal e quase psicadélico.

Ouvir os Gliss faz-nos sentir uma enorme nostalgia porque eles sabem como dar vida à sonoridade pop, com influências retro e vintage, tão em voga nos dias de hoje. Espero que aprecies a sugestão...

01. Blood On My Hands
02. A To B
03. Into The Water
04. Weight Of Love
05. Blur
06. Hunting
07. Waves
08. The Sea Tonight
09. Through The Mist
10. In Heaven
11. Black Is Blue
12. Kite In The Sky


autor stipe07 às 15:17
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

Esben And The Witch – Wash The Sins Not Only The Face

Os britânicos Esben And The Witch são Daniel, Thomas e Rachel, um trio de Brighton e o nome da banda é inspirado num conto de fadas dinamarquês. Depois de um EP em 2009 e do single Lucia, At The Precipice, em fevereiro do ano seguinte, assinaram pela Matador Records e estrearam-se nessa etiqueta com mais um single, um tema intitulado Marching Song, editado em outubro desse ano. Poucos meses depois, em janeiro de 2011, chegou Violet Cries, o disco de estreia e agora, um ano depois, o sucessor. O novo álbum intitula-se Wash The Sins Not Only The Face, viu a luz do dia a vinte e um de janeiro e os Esben And The Witch estão a disponibilizar gratuitamente o primeiro single, Deathwaltz, no seu sitio. Já agora, o registo está disponível para escuta íntegral, através do Pitchfork Advance.

Os Esben and the Witch procuram ser totalmente únicos, inovadores. Referindo-se ao albúm de estreia afirmaram que o sucessor tinha que ser algo novo, algo que sentíssemos que ainda não tinha sido explorado. 
A banda tem recebido críticas positivas por parte de entidades reconhecidas como é o caso da Pitchfork Media e do The Guardian. Wash The Sins Not Only The Face tem uma sonoridade segura, intrigante e orgânica. Despair é um dos meus destaques do álbum, um tema com uma sonoridade que balança entre o gótico e o shoegaze, construido em redor de uma paisagem sonora glacial e que cria uma melodia intrigante, que parece dar com uma mão e tirar com a outra, criando um balanço groove estranhamente atrativo e abrasivo. O video foi dirigido por Matt Bowron e conta com os contorcionismos dançantes de Simon Fowler e Simon Palmer.

OEsben And the Witch abriram concertos de bandas como The XX, Wild Beasts, Foals e The Big Pink e estreiam-se em Portugal em 26 de Abril de 2013, na edição do Newcomers Week. Espero que aprecies a sugestão...

01. Iceland Spar
02. Slow Wave
03. When That Head Splits
04. Shimmering
05. Deathwaltz
06. Yellow Wood
07. Despair
08. Putting Down The Prey
09. The Fall Of Glorieta Mountain
10. Smashed To Pieces In The Still Of


autor stipe07 às 23:12
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013

Mariage Blanc - Undercurrents EP

Os Mariage Blanc são Matt Ceraso, Josh Dotson, Josh Kretzmer e Chris Williams, uma banda de Pittsburgh que estreou em 2008 com o EP Broken Record e nos discos, em 2010, com um homónimo, muito elogiado por várias publicações, nomeadamente a Paste e a Under the Radar. 

Undercurrents é o trabalho mais recente do grupo, um EP com cinco excelentes canções indie feitas com uma dream pop elegante e sofisticada. Se fosse possível juntar num mesmo estúdio, para uma colaboração, os Pernice Brothers, The Posies e os Prefab Sprout, certamente que o resultado seria tão doce e delicado como o conteúdo deste Undercurrents.

Do disco de estreia para este EP a banda abandonou a clássica tríade guitarra, baixo e bateria, para passar a incorporar elementos adicionais, como teclados, sintetizadores e outros efeitos de estúdio, nomeadamente, em certos momentos, o uso da voz em reverb, que fizeram com que a sonoridade da banda ganhasse um novo corpo e maturidade. Logo na abertura, In At Dark incorpora todos estes novos elementos e o excelente tema homónimo está coberto por uma toada algo sombria que seria difícil de obter sem a ajuda da eletrónica. No entanto, gostaria de destacar também a preponderância do baixo neste EP e a forma como ele se interliga com as linhas de guitarra, especialmente em Dear Bones, além do habitual efeito de percurssão.

Com o apoio do produtor Chad Clark, os Mariage Blanc deram um importante passo em frente com este EP e tornaram-se muito mais maduros e consistentes. Espero que aprecies a sugestão... 

In At Dark

Undercurrents

Footsteps

A Warmer Coast

Dear Bones

Official Facebook Twitter Bandcamp


autor stipe07 às 20:25
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

Robots Don't Sleep - Robots Don't Sleep EP

Robots Don't Sleep é uma colaboração entre um produtor berlinense chamado Robert Kotch (mentor do projeto Jahcoozi) e o cantor norte americano John LaMonica. Esta parceria acaba de dar origem a um EP homónimo, focado na fusão das duas vertentes vindas de cada uma das partes do duo. Assim, Robot's Don't Sleep foi editado no início de dezembro de 2012 pela Four Music/Sony Music Germany. A parceria não é exatamente nova; Ambos já haviam trabalhado juntos em 2011 em The Other Side, disco do alemão que contou com a voz sensual do amigo norte-americano. Trabalhar com colaborações bem sucedidas é o que movimenta o trabalho de Koch, mas desta vez ele ganha um maior destaque com esta colaboração.

Little White Lies, o tema de abertura do EP, já teve direito a um vídeo oficial, dirigido por Pol Ponsarnau e Lukasz Polowczyk e o tema Don't Wake Me foi recentemente disponibilizado para download pela Spinner. Sobre o conteúdo e concepção do EP, John LaMonica, o vocalista, afirmou:

I think it was the first warm day of the spring and there was this awesome energy buzzing around Berlin. I remember it was hard to spend too much time in the studio because you really wanted to get out there and soak up the sun. Dena, who co-wrote and also sang on the track, had shared these images by the artist Ignacio Torres with us earlier in the week and the impact of these cosmic-looking visual loops helped to kick off a lyrical narrative about straddling both the dreamed and waking worlds. We had a really good time to be sure ... one of those unique studio moments where you feel like the song is creating itself, it felt almost effortless.

Entretanto os Robots Don't Sleep estão prestes a lançar um EP com remisturas das canções Little While Lies e So Bad. Alguns nomes que estarão neste lançamento são CREEP e Sun Glitters. Espero que aprecies a sugestão...
Robots Don't Sleep

1. Little White Lies
2. So Bad
3. Don't Wake Me
4. Bending Time


autor stipe07 às 21:24
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Curtas... LXXXI

Os britânicos Amor de Días estão de volta aos discos com The House At Sea, no próximo dia 29 de janeiro, através da Merge Records. Jean's Waving é o primeiro single, disponibilizado pela editora em modo ÉFV...

 

Os Black Rebel Motorcycle Club, uma das minhas bandas preferidas, estão de regresso aos discos em 2013 com Specter At The Feast, um álbum que será lançado no próximo mês de março. Let The Day Begin é o primeiro single retirado de Specter At The Feast e foi disponibilizado pela banda no seu site oficial. 


Os suecos The Deer Tracks vão ter disco novo em fevereiro. A rodela irá chamar-se The Archer Trilogy Pt. 3 e Lazarus é o single já conhecido, disponibilizado pela AOL Spinner para download gratuito. Confere...

Download: The Deer Tracks - Lazarus (MP3)

 

O lançamento de Moms no último ano serviu para consolidar o estatuto dos Menomena como uma das  bandas fundamentais do rock experimental mais recente. Aos comandos da dupla Justin Harris e Danny Seim, o projeto segue tão inventivo como no início e Toomer, o novo single lançado pelo grupo e que tem Banyon como b side, segue as pisadas do conteúdo de Moms, passeando pela soul e pela pop, até desembocar na habitual indie rock inusitada que os Menomena propôem há mais de uma década.

 

Os Walk The Moon, uma banda indie de Cincinnati liderada por Nicholas Petricca (vozes e teclados), lançaram no passado verão, através da RCA Records, um disco homónimo que sucedeu ao EP Anna Sun. Esse trabalho foi produzido por Ben H. Allen (Gnarls Barkley, Animal Collective). Um dos destaques desse disco é Tightrope, tema cujo single teve direito a um novo EP.

Walk The Moon - Tightrope EP

01. Tightrope
02. Anywayican
03. Tete-A-Tete
04. Drunk In The Woods
05. Tightrope (Acoustic)
06. Burning Down The House (Live)


autor stipe07 às 13:12
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

Son Lux - At War With Walls & Mazes vs Rising

Son Lux é o projeto de Ryan Lott, um músico de Nova Iorque e que descobri porque a Noisetrade está a disponibilizar para download gratuíto At War With Walls And Mazes, o seu disco de estreia, editado em 2008 pela Anticon e que lhe valeu na altura o título de Best New Artist, pela conceituada publicação NPR. At War With Walls And Mazes é considerado uma espécie de concerto de pop eletrónica e ambiental, onde existe um maestro e depois uma míriade imensa de instrumentos, com Ryan a tomar conta das rédeas nos dois lados da barricada. A sua música, simples e intrigante, feita de intimismo romântico e linhas agrestes de trip hop, tocada por uma fúria experimental que integra uma espantosa solidez de estruturas, é um continente que se desbrava num misto de euforia e contemplação.

Em 2011 seguiu-se o sucessor; O álbum viu a luz do dia em abril de 2011, também por intermédio da Anticon e chamou-se We Are Rising, descrito pela crítica como uma negra simbiose entre Owen Pallett e o período mais recente dos Radiohead. We Are Rising foi a resposta a um desafio lançado pela NPR que pedia que, do nada, um álbum inteiro fosse criado no espaço de apenas 28 dias. Assim nasceu este álbum que levou bem mais adiante as visões que o próprio antes experimentara no álbum de estreia At War with Walls and Mazes . O disco é uma aventura que transcende as noções de género e fronteira, experimentando cenografias elaboradas e linhas complexas sem contudo perder de vista a ideia da canção. As electrónicas são aqui um elemento estruturalmente marcante, a presença de outros instrumentos amplifica os contrastes e acrescenta cores a uma música que cativa e desafia. We Are Rising é daqueles raros discos que, chegados ao fim, nos compelem a regressar ao início e uma experiência rica em acontecimentos sonoros. Atualmente Ryan está a trabalhar no terceiro álbum.

Durante estes quatro anos e inclusivé nestes dois álbuns, o músico já estabeleceu parcerias e colaborações como nomes tão distintos como Sufjan Stevens, Peter Silberman (The Antlers), These New Puritans, My Brightest Diamond, Nico Muhly, Richard Perry (Arcade Fire) e Judd Greenstein, entre outros. Espero que aprecies a sugestão...

We Are Rising cover art

01 Flickers
02 All the Right Things
03 Rising
04 Leave the Riches
05 Flowers
06 Chase
07 Claws
08 Let Go
09 Rebuild

 

At War With Walls & Mazes cover art


autor stipe07 às 21:52
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Django Unchained

Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto cujo passado brutal com seus antigos proprietários leva-o ao encontro do caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Schultz está em busca dos irmãos assassinos Brittle, e somente Django pode levá-lo a eles. O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos.
Ao realizar seu plano, Schultz libera Django, embora os dois homens decidam continuar juntos. Desta vez, Schultz busca os criminosos mais perigosos do sul dos Estados Unidos com a ajuda de Django. Dotado de um notável talento de caçador, Django tem como objetivo principal encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida por outros proprietários, há muitos anos.
A busca de Django e Schultz leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o dono de "Candyland", uma plantação famosa pelo treinador Ace Woody, que treina os escravos locais para a luta. Ao explorarem o local com identidades falsas, Django e Schultz chamam a atenção de Stephen (Samuel L. Jackson), o escravo de confiança de Candie. Os movimentos dos dois começam a ser traçados, e logo uma perigosa organização fecha o cerco em torno de ambos. Para Django e Schultz conseguirem escapar com Broomhilda, eles terão que escolher entre independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência.


autor stipe07 às 13:09
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

Everything Everything – Arc

Depois de em 2010 se terem estreado com Man Alive, os britânicos Everything Everything de Jonathan Higgs, Jeremy Pritchard, Alex Robertshaw e Michael Spearman estão de regresso aos discos com Arc, um álbum produzido por David Kosten e editado no passado dia catorze de janeiro pela Sony/RCA.

De todos os registos lançados nas ilhas britânicas em 2010, Man Alive foi um dos mais elogiados pela crítica e fizeram desta banda de Manchester um dos grandes destaques desse ano. Esse disco, que faz parte da minha discografia particular, baseava a sua sonoridade no rock e tudo apontava para que essa sonoridade se mantivesse no sempre difícil segundo álbum. No entanto, os Everything Everything arriscaram sair da sua zona de conforto e em Arc evoluiram em relação ao disco anterior.

Arc está construído numa toada sonora focada na pop e serve-se de bases eletrónicas que fazem os Everything Everything abarcar, com maior ênfase, uma eletrónica de cariz experimental. Este é o grande salto que o grupo dá relativamente à estreia; Não perdem o cariz de acessibilidade que temas como Photoshop Handsome lhe atribuiram na estreia, mas demonstra uma superior maturidade, passando assim por uma verdadeira transformação musical.

O disco começa com uma toada bastante acelerada e expansiva, acalmando apenas um pouco ao quinto tema, Choice Mountain. Até lá é o indie rock de Cough Cough e Kemosabe que prepara o terreno para o que a banda vai aprimorando, com visitas ao rock alternativo da década noventa e até o krautrock dos anos setenta.

Quem achar que os momentos de maior acerto estão nesta primeira metade de Arc, então irá surpreender-se com o restante conteúdo, que tem um lado menos festivo, apesar do entusiasmo patente na última canção Don’t Try. A partir de Undrowned a banda torna-se ainda mais arrojada e aposta em guitarras climáticas e o uso melódico da voz, com coerência, sendo excelentes exemplos o falsete usado em The Peaks e a grandiosidade cativante da citada Undrowned.

Registo de profunda relevância, Arc é um disco fundamental dentro do processo recente de reestruturação da música britânica. É um dos poucos álbuns rock da nova fase que consegue fugir das repetições obscuras da década passada e apresentar um universo de novas experimentações e possibilidades. Espero que aprecies a sugestão...

01. Cough Cough
02. Kemosabe
03. Torso Of The Week
04. Duet
05. Choice Mountain
06. Feet For Hands
07. Undrowned
08. _Arc_
09. Armourland
10. The House Is Dust
11. Radiant
12. The Peaks
13. Don’t Try


autor stipe07 às 22:38
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Sugiro... XXIII


autor stipe07 às 13:14
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Domingo, 20 de Janeiro de 2013

Rhye - The Fall


Rhye é uma dupla oriunda de Los Angeles, na Califórnia e que resulta da combinação do canadiano Milosh com Robin Hannibal dos dinamarqueses Quadron, uma banda com uma sonoridade eletrosoul.

The Fall é o nome do novo disco desta dupla, uma das grandes apostas para 2013. As dez canções são uma trama de versos confessionais, apaixonados e levemente dançantes, uma sonoridade sublime, feita com muitas teclas de piano que constroem detalhes sonoros adoráveis, algo que vai de encontro ao que há de mais sublime na pop. Há uma toada soul com algumas semelhanças com o que é proposto pelos britânicos The XX.

Para entender com clareza do que se trata este The Fall basta uma rápida audição da canção que dá título ao registo, um tema com uma tonalidade algo implícita e muito sedutora, que parece desmanchar-se suavemente nos nossos ouvidos. É possível descarregarem o tema gratuitamente através do sítio oficial do projecto californiano. Espero que aprecies a sugestão...

Rhye -The Fall

01. Open
02. The Fall
03. Last Dance
04. Verse
05. Shed Some Blood
06. 3 Days
07. One Of Those Summer Days
08. Major Minor Love
09. Hunger
10. Woman


autor stipe07 às 17:59
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Sábado, 19 de Janeiro de 2013

Collapsing Cities - Strangers Again

Os neozelandeses Collapsing Cities são Steve Mathieson, James Brennan, Stephen Parry e Tim Van Dammen, um quarteto de Auckland, que se estreou nos discos em 2008. Quatro anos após Elixir Always, já há sucessor; Strangers Again foi editado em dezasseis de julho do último ano através da Pastel Pistol, produzido por Nick Roughan e está disponível para download no bandcamp da banda, assim como a restante discografia.

A sonoridade indie de Strangers Again carateriza-se por uma toada rock muito apoiada na eletrónica, uma espécie de cruzamento entre The Naked And Famous e Interpol. É uma simbiose com um resultado sonoro muito agradável e bem explícito, por exemplo, no tema Evacuation Plan, o meu destaque do disco. A imagem azul brilhante do disco, uma belíssima supernova, é muito feliz porque pode ser perfeitamente uma representação visual da música dos Collapsing Cities, já que é tão vasta a míriade de influências que parece abarcá-los que quase se poderia acreditar que eles vieram algures dali.

Todas as canções do disco têm uma enorme potência sonora e um cariz fortemente épico, quase sempre assente na distorção das guitarras e são poucos os momentos de calma no álbum. Mesmo quando parece que um tema vai abrandar um pouco o ritmo, nomeadamente em Death On The Victoria Line e This Mess, uma escolha excelente para fecho do álbum, a distorção selecionada para as guitarras encarrega-se de lhes dar uma toada fortemente orgânica e visceral. A percussão também tem uma palavra muito importante a dizer em todo o álbum, mas destaca-se no preenchimento de Tazers e de Detour Ends Here, assim como na forma como impõe o ritmo no single Favours For Favours. Espero que aprecies a sugestão...

01. Tazers
02. Regret
03. Queue For The queue
04. Evacuation Plan
05. Mega 5th
06. Detour Ends Here
07. Favours For Favours
08. Death On The victoria Line
09. Sixty Forty
10. This Mess


autor stipe07 às 16:10
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

Orae - Alexandrina EP

Alexandrina é o EP de estreia dos Orae, um projeto musical que surgiu em Berlim em outubro do ano passado, formado por Geordie Little, Sam Rogers, Scott Van Manen e Jian Kellett Liew. O EP foi lançado ontem, dia dezassete de janeiro, através da Bad Panda Records e disponibilizado gratuitamente por esta editora que já nos habituou a estar na linha da frente na revelação de novos talentos no universo indie e de sonoridades inovadoras e que só são surpreendentes para quem ainda não se habituou a estar atento, por exemplo, ao soundcloud da etiqueta.

Alexandrina tem quatro canções, baseadas numa eletrónica de cariz eminentemente acústico, o que resulta numa sonoridade muito etérea. O chill out acaba por ser o género musical que melhor carateriza o EP, que me lembra, em vários momentos, nomeadamente em Green & Fog, uma espécie de simbiose entre os The XX e os Massive Attack.

Há cruzamentos interessantes e precisos entre a eletrónica e a guitarra acústica, nomeadamente no instrumental Lesson Of Thought, uma canção que me fez recuar mais de uma década, porque me remeteu para o Simple Things dos Zero 7. A presença das cordas e do piano, entrecruzados com os beeps maquinais, batidas sintetizadas e mesmo sons do ambiente (a água é um dos instrumentos usados em Lesson Of Thought) criam em cada tema um estado de espírito muito próprio e provam que estes Orae tiveram uma estreia em cheio e são ecléticos com enorme bom gosto, além de exímios a misturar e combinar emocionalmente estilos novos e antigos. Espero que aprecies a sugestão...

 

 



autor stipe07 às 17:26
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

Yo La Tengo - Fade

Conforme referi em Curtas... LXX quando apresentei o single Before We Run, os Yo La Tengo, um dos projetos mais influentes do indie rock norte americano, formado em 1984 pelo casal Ira Kaplan e Georgia Hubley (vocal e bateria) e Dave Schramm (entretanto retirado) e James McNew, regressaram aos discos este ano com Fade, uma rodela lançada no passado dia catorze pela Matador.

Recentemente tem sido  tendência generalizada algumas bandas já com um largo historial, regressarem com renovadas sonoridades e assim, além de conquistarem as mais novas gerações, despertarem nestas o interesse pela descoberta das suas dicografias. São bandas que sabem aproveitar a sua maturidade e dialogar com as tendências mais atuais. Assim, é interessante observar como os Yo La Tengo conseguiram este efeito com Fade, já o seu décimo terceiro álbum em vinte e nove anos de carreira.

No conteúdo de Fade, grande parte do mérito deve ser atribuído ao produtor John McEntire (Tortoise e The Sea and Cake), já que foi ele quem assumiu as rédeas da obra e ajudou o grupo a fazer um álbum sensível com canções cheias de personalidade e interligadas numa sequência que flui naturalmente.

Ohm, a canção inicial, e Before We Run, o tema de encerramento, são as mais longas e sonoramente mais detalhas, amarrando bem as pontas do disco. Na primeira escuta-se os músicos em coro, numa melodia amigável e algo psicadélica, feita com guitarras distorcidas, enquanto a última se arrasta até ao fim com um longo diálogo entre timbres. Curiosamente, apenas estas duas terminam em fade, o recurso técnico do som ou imagem, onde se vai diminuindo aos poucos e que serviu de inspiração para o título do disco.

Apesar desta fluidez intencional, Fade pode ser dividido em duas partes; A primeira está cheia de canções animadas como Paddle Forward e Well You Better. De Stupid Things em diante, a obra passa a assentar num formato mais íntimo e quase silencioso, onde se canta baixo e existe uma maior escassez instrumental. No entanto, nesta última fase do disco também há muita beleza, registada em deliciosos detalhes sonoros, percetíveis se a audição for feita com recurso a headphones. É mesmo incrível a sensação de ligaçao entre as canções, mesmo havendo alguns segundos de quase absoluto silêncio entre elas. Assiste-se a uma espécie de narrativa leve e sem clímax, com uma dinâmica bem definida e muito agradável.

Fade pode não ser um daqueles álbuns que mudam as nossas vidas, mas é difícil ficar indiferente perante preciosidades como Is That Enough, The Point of It e Cornelia and Jane. As distorções são sempre bem controladas, os ruídos minimalistas do violoncelo vão tomando conta do disco, os arranjos das cordas estão dissolvidos em doses atmosféricas, mas expressivas e muito assertivas e a subtileza na voz denota longos anos de aprendizagem. Na execução de Is That Enough, por exemplo, a busca por uma musicalidade amena acaba por aproximar os norte-americanos da mesma natureza melódica que marca a trajetória dos The Magnetic Fields, o grupo conterrâneo comandado por Stephin Merritt e que parece ser uma das principais influências dos Yo La Tengo em Fade.

Com uma variedade de referências e encaixes sonoros que se aproximam do indie rock atual, a banda faz em Fade uma espécie de súmula da carreira, já que contém a produção detalhada típica da década de oitenta, as transformações sonoras que experimentaram na década seguinte e a maturidade que demonstraram nos discos lançados já neste século. Pelos vistos, quem, como eu, se interessar mais por esta banda de Hoboken, Nova Jersey, a partir deste disco, terá muito material para descobrir da sua discografia e creio que o número de novos admiradores vai crescer, já que Fade tem tudo para agradar ao público adepto do som feito hoje e aos admiradores do trabalho anterior da banda. Espero que parecies a sugestão...

Yo La Tengo - Fade

01. Ohm
02. Is That Enough
03. Well You Better
04. Paddle Forward
05. Stupid Things
06. I’ll Be Around
07. Cornelia And Jane
08. Two Trains
09. The Point Of It
10. Before We Run


autor stipe07 às 22:46
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Curtas... LXXX

Os britânicos Hurts regressam com Exile, o segundo álbum, a onze de março e já mostraram Miracle, o single de apresentação. Confere...

 

Junip, um trio liderado por José González, estreia-se nos discos na primavera com um homónimo que será lançado pela City Slang na Europa e a Mute Records nos Estados Unidos e está a oferecer gratuitamente Line Of Fire, o single de avanço.


Os Summer Hours, uma banda indie rock de Brooklyn, Nova Iorque, preparam-se para regressar aos discos com Closer Still, no próximo dia cinco de fevereiro. Close and Closer é o primjeiro single já retirado desse trabalho, uma canção que balança entre o shoegaze e a melhor pop rock da década de noventa.


Trevor Powers, o jovem por trás do projeto Youth Lagoon, vai lançar um novo álbum e Dropla, disponibilizado ontem para download gratuíto, é o primeiro tema conhecido desse trabalho, uma verdadeira preciosidade lo fi, vertiginosa e épica. O disco irá chamar-se Wondrous Bughouse e verá a luz do dia no próximo dias cinco de março, através da Fat Possum. Este é um dos álbuns que aguardo com maior expetativa no início deste ano.

 

Como os leitores mais atentos de Man On The Moon se terão apercebido em 2012, os londrinos TOY foram uma das bandas mais incensadas por cá e hoje fazem parte das minhas preferências musicais. Esta banda liderada por Tom Dougall acaba de editar um EP, composto pelo novo single Make it Mine, retirado do álbum homónimo, bem como duas músicas novas; Live Electronics e She's Over My Head além de uma remistura para Drifting Deeper. Apreciem!

01. Make It Mine (Radio Mix)
02. Drifting Deeper (Fearless Remix)
03. Live Electronics
04. What Goes On (BBC 6 Music Session)


autor stipe07 às 13:08
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