Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

Sugiro XXI


autor stipe07 às 16:59
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Domingo, 30 de Dezembro de 2012

Os discos de 2012 (10-01)

10 - Gaz Coombes Presents - Here Come The Bombs

Here Come The Bombs é uma oferta compensadora e substancial, a banda sonora inicial de um artista cheio de criatividade, que teve a capacidade de se reinventar e voltar à boa forma e puxar-nos para o lado mais divertido do rock n'roll.

 

01. Bombs
02. Hot Fruit
03. Whore
04. Sub-Divider
05. Universal Cinema
06. Simulator
07. White Noise
08. Fanfare
09. Break The Silence
10. Daydream On A Street Corner
11. Sleeping Giant 

 

9 - ∆ (Alt-J) - An Awesome Wave

É díficil catalogar An Awesome Wave; Apetece apenas procurar os adjectivos mais sedutores que existem e tocá-lo em noites quentes e junto de boa companhia. As treze canções encaixam indie, folk, hip-hopelectrónica, com noção de equilíbrio e um limbo perfeito, que nos faz descobrir a sua complexidade à medida que o vamos ouvindo de forma viciante.

01. Intro
02. (Interlude 1)
03. Tessellate
04. Breezeblocks
05. (Interlude 2)
06. Something Good
07. Dissolve Me
08. Matilda
09. MS
10. Fitzpleasure
11. (Interlude 3)
12. Bloodflood
13. Taro

 

8 - dEUS - Following Sea

Nunca se deve menosprezar a generosidade de uma banda rock e muito menos quando os níveis de inspiração da mesma estão em alta. Em Following Sea os dEUS aventuram-se por novas sonoridades. O álbum será também uma surpresa para os fãs que estão habituados a ouvir um estilo de música diferente desta banda.  Há um aparente descomprometimento em relação à linearidade sonora, com canções que oscilam entre o rock básico e travos de funk com hip hop. 

dEUS - Following Sea

01. Quatre Mains
02. Sirens
03. Hidden Wounds
04. Girls Keep Drinking
05. Nothings
06. The Soft Fall
07. Crazy About You
08. The Give Up Gene
09. Fire Up the Google Beast Algorithm
10. One Thing About Waves

 

7 - Battleme - Battleme

Battleme deverá, naqueles momentos em que estamos um pouco mais reticentes, servir como uma espécie de lembrete, para que possamos acreditar que, além de uma família, da saúde, do dinheiro e de uma carreira, a música também nos pode salvar ou, pelo menos, dar-nos vontade de descarregar alguma adrenalina e saltar até ao recinto de jogos ou ao ginásio mais próximo!

01. Touch
02. Closer
03. Wire
04. Killer High
05. Shoot The Noise Man
06. Woman I’m A Lost Cause
07. Tears In My Pile
08. Doin Time In My Head
09. Wait For Me
10. Trouble
11. Pocket Full Of Flies

 

6 - TOY - TOY

A estreia dos TOY é extraordinária, feita através de um disco que demonstra que eles são mais uma daquelas bandas que ajudam a contrariar quem, já por milhares de vezes, anunciou a morte do rock e, na minha opinião, gostar de TOY é uma simples questão de bom gosto.

CD 1
01. Colours Running Out
02. The Reasons Why
03. Dead And Gone
04. Lose My Way
05. Drifting Deeper
06. Motoring
07. Heart Skips A Beat
08. Strange
09. Make It Mine
10. Omni
11. Walk Up To Me
12. Kopter

 

CD 2 (BBC Sessions)
01. Left Myself Behind
02. Clock Chime
03. Black White Shimmering Sun
04. Motoring
05. Colours Running Out
06. When I Went Back

 

5 - The Sweet Serenades - Help Me!

A audição de Help Me! leva-nos numa viagem até à fusão dos primórdios da pop, nos anos cinquenta com o rock mais épico da década de oitenta. Indubitavelmente eles dominam a fórmula correta, feita com guitarras energéticas, uma bateria indomável, palmas, gritos e melodias cativantes, para presentear quem os quiser ouvir com canções alegres, aditivas, divertidas e luminosas, daquelas que se colam facilmente aos nossos ouvidos e que nos obrigam a mover certas partes do nosso corpo. 

 

01. Help Me!
02. Moving On
03. Run (Run, Run)
04. After All the Violence (Ft. Karolina Komstedt)
05. Can’t Get Enough
06. Terminal 2
07. Young Love
08. Bright Lights, Big City
09. Jennie
10. In Vacuo

 

4 - Liars - WIXIW

Catalogado pela NPR como o melhor álbum dos Radiohead depois de Kid A, neste WIXIW, da voz, passando pelas batidas, teclados, até chegar às guitarras, tudo é moldado de maneira controlada, com acordes minuciosos, a voz reduzida ao essencial e todas as canções a soarem encadeadas, como se todo o disco fosse apenas uma única e extensa canção.

Liars - WIXIW

1. The Exact Colour Of Doubt
02. Octagon
03. No.1 Against The Rush
04. A Ring On Every Finger
05. Ill Valley Prodigies
06. WIXIW
07. His And Mine Sensations
08. Flood To Flood
09. Who Is The Hunter
10. Brats
11. Annual Moon Words

 

3 - Graham Coxon - A+E

Este A+E de Graham Coxon soa à banda sonora de um livro que explica como se pode ser miúdo e adulto ao mesmo tempo, no fundo aquilo que o próprio artista representa e é, uma espécie de reguila pop que nasceu para fazer canções que a guitarra cobre com um molho sonoro ácido e picante em três minutos e meio de harmonia, a mesma guitarra esquizofrénica que ficou conhecida por compor canções que se esfumavam tão rapidamente e sabiam tão bem como um cigarro. Coxon está melhor que nunca, com tanta vontade de fazer dançar como de experimentar os limites da eletrónica rock, sempre a partir da garagem com vista para os subúrbios da Old Albion. 

1. Advice

2. City Hall
3. What’ll It Take
4. Meet and Drink and Pollinate
5. The Truth
6. Seven Naked Valleys
7. Running for Your Life
8. Bah Singer
9. Knife in the Cast
10. Ooh, Yes Yeh

 

2 - Tame Impala - Lonerism

Lonerism é um quadro sonoro pintado com guitarras melódicas que constroem cenários policromáticos nos nossos ouvidos. Lonerism, divulgado em Curtas... XLIII, é um disco dotado de uma maturidade particular, com canções que pretendem hipnotizar, com a firme proposta de olhar para o som que foi produzido no passado e retratá-lo com novidade, com os pés bem fixos no presente. Criativo e coerente, Lonerism parece ser um disco que será melhor compreendido no futuro próximo e, enquanto tal não sucede, resta-nos viajar e delirar ao som das suas canções. 

01. Be Above It
02. Endors Toi
03. Apocalypse Dreams
04. Mind Mischief
05. Music to Walk Home By
06. Why Won’t They Talk to Me?
07. Feels Like We Only Go Backwards
08. Keep On Lying
09. Elephant
10. She Just Won’t Believe Me
11. Nothing That Has Happened So Far
12. Sun’s Coming Up

 

1 - Sigur Rós - Valtari

Jónsi Birgisson, Georg Hólm, Kjartan Sveinsson e Orri Páll Dýrason são provavelmente os maiores responsáveis por toda uma geração de ouvintes se ter aproximado da música erudita ou de quaisquer outras formas de experimentação e estranhos diálogos que possam existir dentro do campo musical. 

01. Ég Anda
02. Ekki Múkk
03. Varúð
04. Rembihnútur
05. Dauðalogn
06. Varðeldur
07. Valtari
08. Fjögur Pianó 


autor stipe07 às 19:08
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Sábado, 29 de Dezembro de 2012

Os discos de 2012 (20-11)

20 - DIIV - Oshin

Os DIIV já nasceram com os dois pés bem firmes e seguros no chão, ou melhor, na areia da praia. A maturidade que se mistura com a jovialidade instrumental do grupo acaba por resultar numa mistura quase perfeita.

01. (Druun)
02. Past Lives
03. Human
04. Air Conditioning
05. How Long Have You Known?
06. Wait
07. Earthboy
08. (Druun Pt. II)
09. Follow
10. Sometime
11. Oshin (Subsume)
12. Doused
13. Home

 

19 - Efterklang - Piramida

Quando chega ao fim Piramida ficamos com a sensação que acabou-nos de passar pelos ouvidos algo muito bonito, denso e profundo e que, por tudo isso, deixou marcas muito positivas e sintomas claros de algum deslumbramento perante a obra. Algumas canções soam a uma perfeição avassaladora e custa identificar um momento menos inspirado nesta rodela, o que faz de Piramida uma das grandes referências para os melhores álbuns do ano.Efterklang - Piramida

01. Hollow Mountain
02. Apples
03. Sedna
04. Told To Be Fine
05. The Living Layer
06. The Ghost
07. Black Summer
08. Dreams Today
09. Between The Walls
10. Monument

 

18 - Choir Of Young Believers - Rhyne Gold

Rhyne Gold é um disco, com uma beleza e uma complexidade que merecem ser apreciadas com devoção e faz-nos sentir vontade de carregar novamente no play e voltar ao inicio. E não é isso que se pretende de um bom álbum? Que no final da sua audição se queira repetir a dose?

01. The Third Time
02. Patricia’s Thirts
03. Sedated
04. Paralyze
05. Have I Ever Truly Been Here
06. Nye Nummer Et
07. Paint New Horrors
08. The Wind Is Blowing Needles
09. Rhine Gold

17 - TV Rural - A Balada Do Coiote

Os Tv Rural têm uma dimensão teatral e são aquilo que muito bem querem ser, sem temerem comparações e conotações, até porque sabem que não é muito fácil sacar-lhes uma influência. As canções são explosivas e a tensão poética está sempre latente, sendo certamente propositada a busca do espontâneo, do gozo e até do feio, se é que é possível falar-se em estética na música.

 

16 - Deerhoof - Breakup Song

Em Breakup Song os Deerhoof comprovam mais uma vez que conseguem ser uma banda caótica e festiva, ao mesmo tempo e darem-nos canções que servem para serem ouvidas em festas excêntricas e em momentos de puro caos e alguma bizarria.

01 – Breakup Songs
02 – There’s That Grin
03 – Bad Kids to the Front
04 – Zero Seconds Pause
05 – Mothball the Fleet
06 – Flower
07 – To Fly or Not to Fly
08 – The Trouble With Candyhands
09 – We Do Parties
10 – Mario’s Flaming Whiskers III
11 – FЄte d’Adieu

 

15 - Flying Lotus - Until The Quiet Comes

Flying Lotus assume-se neste disco como um projeto único e capaz de causar furor sem batidas grandiosas e demasiado elaboradas. O segredo acaba por estar na subtileza dos arranjos e na misteriosa leveza que percorre todo o disco. Com este Until The Quiet Comes, Ellison ganha direito a ser considerado uma referência, inspiração e até objeto de culto.

01 - All In
02 - Getting There feat. Niki Randa
03 - Until the Colours Come
04 - Heave(n)
05 - Tiny Tortures
06 - All the Secrets
07 - Sultan's Request
08 - Putty Boy Strut
09 - See Thru to U feat. Erykah Badu
10 - Until the Quiet Comes
11 - DMT Song feat. Thundercat
12 - The Nightcaller
13 - Only if You Wanna
14 - Electric Candyman feat. Thom Yorke
15 - Hunger feat. Niki Randa
16 - Phantasm feat. Laura Darlington
17 - me Yesterday//Corded
18 - Dream to Me

 

14 - Dan Deacon - America

America é, sem dúvida, o trabalho mais coeso, dinâmico e concetual de toda a trajetória do produtor. Tão grande quanto o território que carrega no título, America transporta um infinito catálogo de sons e díspares referências que parecem alinhar-se apenas na cabeça e nos inventos nada óbvios de Deacon.

01. Guilford Avenue Bridge
02. True Thrush
03. Lots
04. Prettyboy
05. Crash Jam
06. USA I: Is a Monster
07. USA II: The Great American Desert
08. USA III: Rail
09. USA IV: Manifest

 

13 - Matthew Dear - Beams

Há algo de grandioso em Beams e a manifestação sonora de um álbum de proporções monumentais, que atrai pela infinidade de tiques e géneros presentes nas composições e mantém firme uma certa linearidade pop.

 

12 - WHY? - Mumps, Etc.

Após repetidas audições acaba por impregnar-se uma inolvidável sensação de estarmos na presença de uma coleção de canções que poderiam ter sido idealizadas por uma criança que ganhou voz de adulto, aprimorou os seus dotes musicais, instrumentais, de escrita e melódicos, mas que, bem lá no fundo, nunca cresceu, nunca deixou de brincar com os instrumentos e assim, neste Mumps, Etc, conseguiu uma metáfora perfeita dos extremos desiquilíbrios deste mundo.

01. Jonathan’s Hope
02. Strawberries
03. Waterlines
04. Thirteen on High
05. White English
06. Danny
07. Sod in the Seed
08. Distance
09. Thirst
10. Kevin’s Cancer
11. Bitter Thoughts
12. Paper Hearts
13. As a Card

 

11 - Dirty Projectors - Swing Lo Magellan

Swing Lo Magellan encarna o início de uma nova e ainda mais inventiva fase da carreira dos Dirty Projectors. O grupo aventura-se em composições de ritmo instável, músicas que se acomodam numa funcionalidade pop e até tiques da soul modificados de forma intencionalmente experimental. Swing Lo Magellan não mostra apenas que os Dirty Projectors conseguiram alcançar outro disco surpreendente, como conseguiram entrar no restrito lote de álbuns a ter em conta nas listas finais dos melhores deste ano.

1 Offspring Are Blank
2 About to Die
3 Gun Has No Trigger
4 Swing Lo Magellan
5 Just From Chevron
6 Dance For You
7 Maybe That Was It
8 Impregnable Question
9 See What She’s Seeing
10 The Socialites
11 Unto Caesar
12 Irresponsible Tune


autor stipe07 às 14:43
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012

Curtas... LXXVII

Os britânicos Barricades Rise ofereceram aos seus fãs um Ep de natal. Apesar do atraso, fica a sugestão...

01. Peace On Earth/Little Drummer Boy
02. Fairytale Of New York
03. Stop The Cavalry
04. Driving Home For Christmas
05. Do They Know It’s Christmas?
06. Merry Christmas Everybody

 

Depois de Peach Blossom, já é conhecido um novo tema de Wonderful, Glorious, o novo disco dos Eels e que chegará às lojas a cinco de fevereiro do próximo ano. Essa nova canção chama-se New Alphabet.

 

Os indie rockers They Might Be Giants regressarão em 2013 com o décimo sexto disco. Nanobots chegará aos escaparates dia cinco de março e Call You Mom é o primeiro single, já disponivel para download gratuito.

 

Os Pale Seas vêm de Southampton, Inglaterra, e fazem belas canções folk com influências que passam pelos Galaxie 500, os próprios Velvet Underground e bandas similares aos Beach House. São canções perfeitas para serem escutadas em dias cinzentos e os seus primeiros singles, Bodies e Something or Nothing, derretem qualquer coração.

01. Bodies
02. My Own Mind

[mp3 V0] rg ul zs


Os Pulp revelaram hoje mesmo o tema After You, produzido por James Murphy. A canção teve a sua primeira versão em 2001, quando a banda preparava o álbum We Love Life, mas, segundo avança a Pitchfork, esta é uma nova versão de estúdio, gravada no passado mês de Novembro, antes de Murphy a terminar, agora em Dezembro.


autor stipe07 às 18:59
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

Split Seconds – You'll Turn Into Me

Se gostas daquelas simples canções pop, feitas com pouco mais de três minutos, então vais certamente apreciar os australianos Split Seconds, uma banda que começou por ser um projeto a solo de Sean Pollard, um músico natural de Perth, que viveu em Londres e que no início da década passada se destacou à frente dos já extintos New Rules For Boats. You'll Turn Into Me é o disco de estreia deste grupo cuja formação tem cerca de dois anos de existência. Recentemente, no país natal, andaram em digressão com os Panda Band e Bob Evans e a abrir concertos para Sufjan Stevens e os Final Fantasy.


Descobri os Split Seconds através da audição de Top Floor, um tema sobre um casal que se apaixona num típico autocarro londrino e She Makes Her Own Clothes, dois temas que me fizeram recordar a pop dos anos oitenta, nomeadamente aquela que era proposta pelos saudosos Prefab Sprout. Sendo assim, You'll Turn Into Me está recheado com canções cheias de qualidade e muito bem tocadas, feitas com algum humor, muitas vezes até preverso, mas quase sempre a abordar temáticas familiares.

Logo na audição de Security Light, obténs a confortável sensação de ficares com a noção do que irá ser escutado no restante alinhamento. Pollard não é grande adepto do uso de uma enorme variedade instrumental, até porque tem a vantagem de poder contar com um imenso talento vocal, que lhe permite emparelhar rimas recheadas de humor com guitarras, às vezes embelezadas com palmas ou um apito ocasional. Maiden Name, o meu tema preferido do álbum e uma canção que fala sobre corações partidos e o envelhecimento e é um extraordinário exemplo da capacidade dos Split Seconds em fazer canções com um certo charme, que pintam quadros verídicos sobre a vida contemporânea e que são ao mesmo tempo leves e sedutoras. Espero que aprecies a sugestão...

01. Security Light
02. All You Gotta Do
03. Maiden Name
04. Top Floor
05. Oliver
06. Fill The Cannons
07. Amanda
08. She Makes Her Own Clothes
09. Some Of Us
10. You’ll Turn Into Me

Website
[mp3 V0] rg ul zs


autor stipe07 às 18:40
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012

Kid Mountain - Happies

Os Kid Mountain são uma banda de Boston, nos Estados Unidos, formada por Cole Wuilleumier, Derek Goulet, Tyler Rosenholm e Tim Patterson. Estrearam-se nos lançamentos em janeiro deste ano com o EP Visitor's Center, disponível para download no bandcamp da banda. No passado mês de novembro editaram finalmente Happies, o tão aguardado álbum de estreia.

Os Kid Mountain caraterizam-se por ser uma banda que leva muito a sério o desejo de não quererem ser demasiado... levados a sério. E a própria sonoridade das suas canções demonstra-o com imensa fiabilidade porque remete-nos, com notável mestria, para as origens da pop experimental, a surf pop dos anos sessenta e a pop alternativa dos anos oitenta. E já percebi que tudo isto é certamente influenciado por nomes tão importantes como os Avi Buffalo, Talking Heads, Modest Mouse, The Microphones e os The Beach Boys.

Happies tem pouco mais de trinta minutos e, por isso, ouve-se de uma assentada. Aliás, entende-se que há uma certa interigação entre os temas e que não faz grande sentido escutá-los de forma isolada. Ao longo dos seus dez temas somos convidados a dançar ao som de uma pop bastante aditiva e peculiar; As canções são quase sempre conduzidas pela guitarra elétrica, mas também há uma forte presença da sua congénere acústica. De vez em quando lá se ouve uma pandeireta, mas as cordas, o baixo e a bateria são aqui mais do que suficientes para o grupo atingir os seus propósitos, dão corpo às canções e aconchegam a voz, quase sempre colocada numa postura um pouco lo fi, o que lhe dá uma tonalidade fortemente etérea e ligeiramente melancólica.

Para quem procura pouco mais de trinta minutos daquela pop algo inocente, está aqui uma proposta que certamente irá encher as medidas. Fiquei com imensa curiosidade para perceber qual será o futuro dos Kid Mountain e se estas canções, ainda tão cheias daquela inocência cheia de acne que, como referi acima, quase que imploram para não serem levadas demasiado a sério, irão, ou não, amadurecer e, caso o façam, se mantém este elevado nível da estreia. Espero que aprecies a sugestão...

01. Parashootin
02. No Place
03. Kinda Strange
04. Take Your Legs
05. Happy Lappies
06. Bur Hurbur
07. New Hat
08. Vermont
09. Laughing All Your Laughs Out
10. Clouds


autor stipe07 às 22:34
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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012

Pompeya - Foursome

Formados por Daniil Brod, Denis Agafonov, Sasha Lipskiy e Nairi Simonian os Pompeya são de Moscovo e estrearam-se nos lançamentos discográficos em 2011 com Tropical. O sucessor é Foursome, o seu disco mais recente, editado na primeira metade deste ano e disponível para download no soundcloud do grupo.

A sonoridade dos Pompeya assenta numa indie pop à qual é difícil resistir, muito na linha dos Foster The People, Holy Ghost e os MGMT. Custa um pouco a acreditar que sejam oriundos da Rússia, mas, felizmente, esse país tem cada vez mais uma maior abertura para a pop e o rock alternativo típico do ocidente.

Assim, é com toda a naturalidade que começam a aparecer grupos com enorme qualidade e cheios de vontade de replicar essas sonoridades que de há quarenta anos para cá se foram desenvolvendo do lado de cá da antiga cortina de ferro. É também por isso que os Pompeya provam que a maior virtude da música, como forma de arte e expressão artística, é ser tão única e, ao mesmo tempo, universal. Espero que aprecies a sugestão...

 


autor stipe07 às 20:05
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2012

Flashing Red Lights - Prestige EP


Já há algum tempo que não havia novidades dos Flashing Red Lights, um projeto californiano, oriundo de Los Angeles, liderado por Mack Slevin. O último lançamento tinha sido o EP Faster Horses, mas já tem sucessor. No passado dia vinte e sete de novembro foi divulgado Prestige, mais um EP de um músico que continua a progredir no desenvolvimento de uma pop eletrónica, assente numa sonoridade límpida e etérea e com a voz e as letras de Slevin a assumirem o destaque.

O título Prestige foi inspirado no nome de um supermercado de Los Angeles. A audição das quatro canções do EP é quase uma espécie de monólogo que o autor tem connosco, tal é a profundidade e o domínio da sua voz, muito parecida com a de Moby.  A gravação terá sido pouco dispendiosa e feita com aparente simplicidade, socorrendo-se de algum software de sintetização, que serviu para compôr batidas extraordinárias, das quais destaco nao só o single If I Had The Time, mas também a dançável You're Not Smart. Além desse software, assume um papel preponderante nos temas, a utilização de samples variados; Um exemplo disso foi o recurso a gravações de vozes através do seu telefone, em bares, festas e casas de amigos, simples elementos do quotidiano comum de Mack, vivências que todos nós testemunhamos e que são o grande suporte da música dos Flashing Red Lights. Espero que aprecies a sugestão...

Prestige EP cover art

If I Had The Time

Pipes 2

You're Not Smart

Generation


autor stipe07 às 17:07
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Sábado, 22 de Dezembro de 2012

In The Valley Below - In The Valley Below

Os In The Valley Below são um novo par que começa a fazer-se notar lá para os lados de Los Angeles formado por Angela Gail e Jeffrey Jacob. No início do passado mês de outubro editaram o trabalho homónimo de estreia, um EP com quatro canções disponíveis no bandcamp da banda e que têm no single Peaches o grande destaque.


A sonoridade desta dupla é uma espécie de chic dream pop, assente em sintetizadores que procuram criar paisagens sonoras etéreas. No entanto, deve ser desde já evitada a tendência para procurar algum tipo de comparação com outras duplas do mesmo universo musical, nomeadamente os Beach House. Estes dois músicos e intérpretes confessam ter uma obsessão por sonoridades dos anos oitenta e apontam mesmo o exemplo da canção In The Air Tonight, de Phil Collins, como um exemplo perfeito da sonoridade que os fascina e pretendem reproduzir.

A audição de In The Valley Below comprova esta busca, mas o que mais me agradou nos quatro temas foi o ênfase muito particular que é colocado na voz de ambos. Não há aqui um elemento que assuma a primazia vocal; Os temas são quase sempre cantados pelos dois, em simultâneo, uma particularidade muito interessante e fundamental para dar mais corpo e uma toada algo épica aos temas. A nostálgica Take Me Back ilustra com notável perfeição esta simbiose sincera e profundamente emocional entre ambos que ganha contornos de uma quase evidente interação sexual entre ambos em Hymnal.

Estamos no inverno e há dias em que nos assalta aquela nostalgia que nos quer levar até aqueles finais solarengos dos dias de verão; In The Valley Below é para guardar num recanto precioso do iPOD ou do leitor de mp3 e devidamente apreciado, daqui a alguns meses, numa esplanada junto ao mar, em pleno pôr do sol. São poucas as vezes em que uma proposta tão óbvia, vulgar e algo redundante, assume particular significado. Espero que aprecies a sugestão...

In The Valley Below cover art

Peaches

Take Me Back

Palm Tree Fire

Hymnal


autor stipe07 às 08:57
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Bored Nothing - Bored Nothing

Bored Nothing é um projeto de Melbourne, na Austrália, liderado por Fergus Miller. Depois de ter lançado diversas demos e Eps, disponíveis num dos mais interessantes e complexos bandcamps que já tive a oportunidade de espreitar, chegou finalmente um disco, por sinal homónimo, através da Spunk Records.

A sonoridade de Bored Nothing é uma mistura indie lo fi, feita com psicadelia, folk e punk e que se carateriza por uma percurssão acentuada, guitarras contidas e uma voz frequentemente sintetizada e em reverb. Um dos destaques deste Bored Nothing é Bliss, um tema com uma sonoridade também ligeiramente épica e com um vídeo muito original, onde o protagonista principal é o próprio Fergus e gravado por um amigo seu chamado Jared, em casa do músico.

Apesar do nome do projeto, o tédio e aquela frustração tantas vezes plasmadas pelo grunge dos ano noventa, não têm aqui lugar; Mas as guitarras são, como referi, mais contidas e geralmente procuram um ponto de equilíbrio, felizmente quase sempre instável, entre submissão e agressão.

Considero que esta demanda é um reflexo da vida de Miller, considerada um pouco obscura e, talvez, uma das melhores explicações para a postura algo dramática e ofegante da sua voz. Aliás, neste disco homónimo, ficou-me bem claro que estamos na presença de um conjunto de canções que personificam mais do que a história de um indivíduo que ainda anda à procura do melhor registo da sua voz, a história de alguém que busca, usando a música, o melhor da sua própria individualidade. Espero que aprecies a sugestão...

01. Shit For Brains
02. Popcorn
03. Just Another Maniac
04. Bliss
05. Darcy
06. I Wish You Were Dead
07. Echo Room
08. Get Out Of Here
09. Let Down
10. Snacks
11. Charlie’s Creek
12. Only Old
13. Build A Bridge (And Then How About You Get the Fuck Over It)
14. Dragville, TN


autor stipe07 às 18:34
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

Work Drugs - Delta

Depois de no passado mês de julho terem lançado Absolute Bearing, os Work Drugs, uma dupla de Filadélfia formada por Louisiana Benjamim e Thomas Crystal eestão de regresso aos lançamentos discográficos com Delta, editado pela Bobby Cahn Records no passado dia quatro de dezembro. Delta sucede ao já citado Absolute Bearing e a Summer Blood (2010) e Aurora Lies (2011).

Os Work Drugs fazem um lo fi em forma de sedativo, que nos leva para junto do mar, numa espécie de moldura vintage. Dizem que fazem música especificamente para dançar, navegar, andar à vela, mandar mensagens sexuais e para viver. É fácil ouvir estas canções e deixar que a nossa imaginação nos transporte a bordo de um barco que navega em águas calmas, num dia de muito sol, apenas com uma leve brisa a fazê-lo mover. A prória sonoridade relaxante e cristalina da voz, apesar da produção lo fi, ajuda a acentuar esta perceção. Um belo exemplo disto é Pluto, o primeiro single retirado de Delta, uma pequena obra prima, onde a voz feminina é registada numa harmonia perfeita com a instrumentação e a melodia. E depois há Cursive Ground, uma canção muito nostálgica e melancólica, mas também bastante dançante, algo que resulta numa ótima combinação que perdura no nosso ouvido.

Este Delta, que teve a particularidade de também ser lançado numa edição especial em vinil, de apenas duzentos e cinquenta exemplares, representa um grande passo para uma banda que antes limitou-se a editar em plataformas digitais, nomeadamente o bandcamp. O álbum não deixa de ter a caraterística pop suave dos anos oitenta, mas atualizada com detalhes da eletrónica, um paralelismo com o próprio conceito de imagem da banda, que socorre-se habitualmente de imagens vintage, com recurso ao instagram.

Entretanto a dupla também lançou Misfits, um trabalho com oito canções que não são mais que covers e remisturas da autoria do grupo, de algumas das suas referências. Espero que aprecies as duas sugestões...

01. Third Wave
02. Rad Racer
03. Pluto
04. Ice Wharf
05. Blue Steel
06. Cursive Ground
07. Dirty Dreams
08. License Io Drive
09. Art Of Progress
10. Boogie Lights
11. Delta

Work Drugs - Misfits

01. Rolling In The Deep (Adele cover)
02. Against All Odds (Phil Collins cover)
03. Rad Racer (Summer Heart Remix)
04. Rad Racer (Marseilles Remix)
05. Third Wave (Summer Heart’s Cover)
06. Ice Wharf (Selebrities Remix)
07. Ice Wharf (Southern Shores Remix)
08. License To Drive (Oiva Remix)


autor stipe07 às 22:38
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012

He’s My Brother She’s My Sister – Nobody Dances In This Town

Os He's My Brother She's My Sister são uma banda de Los Angeles, líderada pelos irmãos Robert Kolar, um conhecido ator e escritor de canções (voz e guitarra) e Rachel Kolar, líder de uma companhia de teatro de Los Angeles (voz e percussão). Podem ser definidos como um circo de glam folk já que, além da sonoridade que exibem, apostam imenso na componente visual, chamando a atenção o fato de, por exemplo, Lauren Brown, a baterista, fazer percussão com sapateado (tap dancing) e o baixista Oliver Newell, um também conhecido artista e compositor, utilizar um baixo acústico, uma espécie de baixolão. O guitarrista Aaron Robinson também faz parte desta troupe, um músico que já tocou com os Sea Wolf e os Akron Family. Nobody Dances In This Town, editado no passado dia nove de outubro, é o primeiro álbum dos He's My Brother She's My Sister e foi lançado pela sua própria editora, a Park The Van Records.

A primeira imagem visual que se forma na nossa mente quando começamos a escutar Nobody Dances In This Town é a imagem de um salloon, onde se imagina a banda a tocar e as suas vozes, sempre muito sorridentes, a misturar-se com aquele glamour  típico do deserto texano, numa festa cheia de cowboys e muito whisky. Os He's My Brother She's My Sister têm a perfeita noção do que é uma banda e de como a componente teatral poderá ser uma mais valia para as canções.

Da abertura com o tema rockabilly Tales That I Tell, ao fecho com o blues de Can't See The Stars, as canções atravessam paisagens musicais que nos levam fundamentalmente ao glam da década de setenta e à pop twist and shout dos anos sessenta. Mas isto não significa que os He's My Brother She's My Sister se sintam apenas confortáveis com sons do passado; A excelente The Same Old Ground é um dos melhores temas de country alternativo que ouvi em 2012 e encaixa perfeitamente nesta máquina do tempo que Nobody Dances In This Town encarna. Mas ainda há mais para apreciar neste disco verdadeiramente festivo, nomeadamente a teatral Clackin Heels, onde estão explícitos os tais dotes e atributos tap dancing de Lauren Brown e a guitarra cheia de reverb em que assenta Touch The Lightning.

Nesta fusão de rock, com soul, blues e funk, este é um disco pouco aconselhável a quem desdenha e lhe mete confusão um sempre recomendável e salutar abanar de ancas. Espero que aprecies a sugestão...

He's My Brother She's My Sister - Nobody Dances In This Town

01. Tales That I Tell
02. Let It Live Free
03. Let’s Go
04. The Same Old Ground
05. Slow It Down
06. Wake Your Heart
07. Electric Love
08. Clackin’ Heels
09. Touch The Lightning
10. Choir Of The Dead
11. Can’t See The Stars

Website
[mp3 320kbps] rg ul dm


autor stipe07 às 22:11
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

The Winter Sounds – Runner

Não conheces a banda, começas a ouvir um tema chamado The Sun Also Rises e nunca imaginas que, devido à sonoridade que mistura o melhor dos Arcade Fire com os Mumford & Sons, estás na presença de um grupo de Nova Orleães, em pleno coração dos Estados Unidos. Refiro-me aos The Winter Sounds, uma banda de indie rock formada por Patrick Keenan, Paul, Sam, Joesss, Eric e que lançou recentemente Runner, através da etiqueta New Granada Records.

Runner remete-nos para a indie pop alternativa dos anos oitenta, ajudada por detalhes típicos dessa altura, nomeadamente a eletrónica caraterística dos Icicle Works e dos A-Ha. No entanto, os já citados Mumford & Sons e os Arcade Fire, assim como, em alguns momentos, os TV On The Radio, serão aquelas bandas que mais terão influenciado o processo de composição da banda, que foi muito inspirado pelas ocorrências posteriores ao furacão Katrina que, como todos sabemos, devastou a terra natal de Keenan, líder destes The Winter Sounds. Na altura, o vocalista, diretamente afetado pelo desastre natural, foi colocado perante o dilema de reconstruir a sua vida em Nova Orleâes ou mudar-se para outro local e optou por recomeçar tudo de novo em Atlanta, no estado vizinho da Georgia.

Em Nova Orleães Keenan fazia parte dos The Sydepunks; Essa banda terminou com essa sua mudança para Atlanta, local onde criou este novo projeto, que atualmente conta com um alinhamento um pouco diferente do original, o que se reflete, de acordo com alguma crítica que consultei, na sonoridade Runner, bastante diferente dos primeiros trabalhos do grupo.

Runner inicia com o tal single The Sun Also Rises, um tema assente no biómino guitarra e sintetizador e uma bela amostra da sonoridade geral do disco. Devils já adota uma onda um pouco mais new wave, um pouco  à semelhança dos O.M.D, Depeche Mode, A Flock of Seagulls e outros grupos dos anos oitenta.Depois temos Run From The Wicked, uma canção com menos de três minutos, mas um dos temas mais intensos de Runner, devido à combinação da batida com as letras. Ritmos apelativos e que piscam até o olho às pistas de dança mantêm-se em Shoulders Above e Everything Wounded Comes Home To Die, um tema com um refrão bastante apelativo e que, na minha opinião, combina aspetos sonoros dos Pogues e dos Duran Duran.

Mas para mim o grande destaque do disco, aquele tema que comprova a habilidade musical dos The Winter Sounds e que deixou uma marca indelével durante a audição foi Robots Marching, uma canção que combina algum do melhor rock alternativo com outros elementos sonoros mais clássicos. O resultado desta mistura dá mesmo a ideia que o tema é interpretado por uma entidade não humana; A própria letra, ao cantar I came with a plan, reforça essa ideia.

Em suma, todas as doze canções de Runner são muito bem conduzidas, assentam em bases melódicas sólidas e diversificadas e encontram a banda no seu período de maior criatividade e pujança. Espero que aprecies a sugestão...The Winter Sounds - Runner

01. The Sun Also Rises
02. Devils
03. Run From The Wicked
04. Old Man Old Woman
05. Bird On Fire
06. Shoulders Above
07. Young Love
08. Don’t Change At All
09. Everything Wounded Comes Home to Die
10. You Had A Bad Dream
11. Robots Marching
12. Carousel


autor stipe07 às 23:00
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Domingo, 16 de Dezembro de 2012

San Cisco - San Cisco

Depois de em fevereiro ter divulgado o EP Awkward, os San Cisco, uma banda natural de Perth, na Austrália e formada por Jordi James (guitarra, voz e teclados), Josh Biondillo (guitarra, voz), Nick Gardner (baixo) e Scarlett Stevens (bateria), acabam de editar o disco homónimo de estreia, através da Columbia Records.

Poucas bandas causam tanta curiosidade junto do público antes do lançamento do disco de estreia, como foi o caso dos San Cisco. Há alguns meses começou-se a ouvir falar destes jovens australianos devido a Awkward e agora chamaram definitivamente a atenção geral com este disco homónimo de estreia.

Os músicos não pouparam a esforços e lançaram um álbum cheio de inéditos e esta coleção de novos temas é ótima, cheia de canções dançantes e aditivas; De Beach até Wild Things passando por Fred Astaire e No Friends vale a pena ouvir o album todo. O disco apresenta temas construídos sobre linhas de guitarra e sintetizadores, quase sempre uma forte componente melódica e refrões bastante luminosos, com destaque para os refrões de Beach e Girls Do Cry. Há no entanto, em alguns temas, uma certa sensação de dispersão.

Uma das maiores curiosidades desta banda é ter um elemento feminino na bateria, algo que, por si só, já chama bastante a atenção no cenário pop. Mas os San Cisco têm muito mais potencial do que aquele que é demonstrado pela belíssima Scarlett nas baquetas; A sonoridade de influências globais, uma espécie de pop inofensiva, com um leve tempero afro, faz com que sejam comparados a outros nomes consagrados do universo indie como os Vampire Weekend e os Clap Your Hands Say Yeah.

A opção pelo nome da banda para o disco de estreia será, certamente, uma estratégia de reforço da identidade, uma forma de querer mostrar o que realmente são e de estabelecerem desde já, mesmo que seja percetível ainda alguma falta de maturidade apesar do já apreciável talento, um vínculo forte com o público. 

Uma nota final; Awkward, o grande destaque do EP lançado no início do ano foi uma das dez músicas mais tocadas na Austrália em 2012 e o vídeo teve mais de dois milhões de visualizações no youtube. Espero que aprecies a sugestão...

CD 1
01. Beach
02. Fred Astaire
03. Hunter
04. Wild Things
05. No Friends
06. Lyall
07. Metaphors
08. Mission Failed
09. Stella
10. Toast
11. Nepal
12. (Hidden Track)

CD 2
01. Awkward
02. Golden Revolver
03. Rocket Ship
04. Girls Do Cry


autor stipe07 às 21:02
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Entrevista - Tobias Isaksson, aka Azure Blue

O projeto sueco Azure Blue foi uma das publicações do ano de 2012 neste blogue que melhor impressão causou nos leitores, uma banda que suscitou alguma curiosidade de quem acompanha, com alguma regularidade, as novidades que vou divulgando.

Assim, achei que seria interessante conseguir entrevistar Tobias Isaksson, o líder desta banda, principalmente se as questões fossem elaboradas pelos próprios leitores do blogue. Como certamente se recordarão, há algumas semanas atrás lancei um desafio nesse sentido a todos os ouvintes e leitores que, como sempre, teve uma adesão massiva! Finalmente recebi as respostas do Tobias e deixo desde já o agradecimento público ao Pedro Pereira pelo excelente trabalho de tradução das questões.

As we agreed, here are the questions that me and some of the followers of my blog have for you, related to your solo project, Azure Blue and the album Rule of Thirds.

- First of all, what are you main musical influences?

I listen to a lot of different music. These days I mainly listen to new modern pop, some dance music and some hiphop but my origin is classically written pop songs. Rule Of Thirds was inspired by a combination of Adult Oriented Rock music like Roxy Music’s Avalon and pop like The Go-Betweens, OMD and New Order.

- Do you think that the nostalgia emanating from the music of Azure Blue, like some other groups from nordic origin, it's related with the weather, or it's just an option that reflects your own personal taste, way of life or experiences?

I think it’s a combination of my growing up on the west coast near the water and my experiences in love and life in general.

- Did you ever thought to play in Portugal? Portuguese people are known to usually having loving relationship with nordic music groups!

Not yet, but I hope to go there. I have representation by Green UFO’s in Spain so hopefully they can help with Portugal in the future!

- Ever thought (or proposed) to change your music style to something more commercial in order to try achieve more success in a particular target audience or just to sell more? If so, why not accepted?

It’s not that important to me with the commercial hooks. It’s more about having material that’s fun to play live in the long run, so I have a new album coming up which is slightly more upbeat. I accept all music, my songs are actually published by a major, Warner Chappell.

- I loved Dreamy Eyes… Do you have a favorite song in Rule of Thirds?

I don’t have any favorite right now, but I have a few songs that I don’t play live anymore. But everyone can hav his/her own favorite!

- How has it been promoting Rule of Thirds? And the concerts?

It’s been a great journey with a lot of great moments, but also long travels with some disappointing shows in terms of audience outcome. But all and all I am very happy for where I am right now.

- At Soundcloud I noticed that Azure Blue also as some remixes of songs from other musicians. Is this work as serious that could even lead to an album or it's more like an hobbie?
There will be a remix album with other artists remixing my songs and my remixes of other songs have been released on various records already. So it’s serious. The only thing I keep in mind is to not get stuck too long in a remix. My remixes are made very fast and spontanous. I don’t like to chop up the songs too much I just dress them in Azure Blue sounds.

- Azure Blue had won the Swedish Independent Grammy Awards - Manifest 2012, at Best Pop category. What was it like succeed to names as important as The Knife, Jens Lekman, The Embassy, The Honeydrips or El Perro Del Mar?

It was incredible. Unbeliavable. At the same time it puts some pressure on me now and I focus on making new music. I thing the upcoming stuff will be better!

- In the future what can we expect from Azure Blue? What is the next step?
The remix album, a new single and then a new album in the Spring 2013.

 



autor stipe07 às 17:36
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Sábado, 15 de Dezembro de 2012

Kopecky Family Band – Kids Raising Kids

Kids Raising Kids é o disco de estreia dos Kopecky Family Band, de Kelsey Kopecky, uma das últimas e mais excitantes novidades do sempre florescente universo índie de Nashville. Este trabalho vé o resultado de cinco anos de estrada e vários EPs e foi editado no passado dia vinte e três de outubro. Heartbeat é o primeiro single extraído e está disponível para download gratuito na Rolling Stone.

 

Acompanham Kelsey nesta aventura Gabe, a outra vocalista e Steven, Markus, David e Corey. E a primeira sensação que Kids Raising Kids transmite, no imediato, é que estamos na presença de um grupo muito unido, uma verdadeira família. Isso transparece, com clareza, na alegria que transborda das canções, na harmonia vocal e instrumental e na luminosidade melódica.

Os Kopecky Family Band fazem a música que gostam e colocam toda a sua energia nisso! No seio de uma notória maturidade instrumental criativa, a sonoridade que exploram e as letras que acompanham deixam-nos sempre naquela ânsia de sorver de imediato o conteúdo do disco, de querer ouvir logo o que vem a seguir. E esta sensação é, na minha opinião, sendo verdadeira, a que melhor determina estarmos, ou não, na presença de um bom disco. Das guitarras e do baixo, ao xilofone, passando pelas teclas e pelo violoncelo, ouve-se de tudo um pouco e as canções alcançam uma míriade de estilos sonoros que vão da dream pop à vibe dos primórdios do rock alternativo dos anos sessenta. A interação entre os vários intérpretes e, principalmente, entre as vozes de Kelsey e Gabe, remete imediatamente para exemplos como os Grouplove. Numa visão mais ampla, arrisco à improvável e inusitada comparação de dizer que os The XX, se fossem suportados por uma maior base instrumental, poderiam muito bem soar a algo parecido com aquilo que fazem estes Kopecky Family Band.

Kids Raising Kids é um excelente disco feito por uma banda que aposta numa ampla diversidade sonora e preenchida com músicos dedicadas, coesos, onde cada um deles dá o melhor para que uma máquina de fazer música bastante aditiva e luminosa funcione na perfeição.

O grupo, com referi no início, tem estado muito ativo e tocaram em alguns dos festivais mais importantes dos Estados Unidos, nomeadamente o Bonnaroo, SXSW, New York’s CMJ Festival e o Austin City Limits Music Festival. Também andaram em digressão com os The Lumineers e a abrir concertos dos Gomez e dos Devothcka. Espero que aprecies a sugestão...

01. Wandering Eyes
02. Heartbeat
03. My Way
04. Are You Listening
05. The Glow
06. Change
07. Hope
08. She Is The One
09. Waves
10. Angry Eyes
11. Ella


autor stipe07 às 14:43
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012

Asaf Avidan – Different Pulses

Asaf Avidan é um cantor, músico e compositor nascido em Israel, filho de diplomatas israelitas e que, por isso, passou parte da infância na Jamaica. Após o serviço militar obrigatório em Israel, Avidan estudou animação na Academia de Artes e Design de Jerusálem e fez uma curta metragem que venceu o Festival de Cinema de Haifa. Depois de concluir os estudos, mudou-se para Tel Aviv onde trabalhou como animador, até que o final de uma relação amorosa o fez voltar para Jerusalém e virar-se definitivamente para a música.

Asaf Avidan

Assim, além de ter uma banda, os Asaf Avidan & The Mojos, com Roei Peled (guitarra), Yoni Sheleg (bateria), Ran Nir (baixo) e Hadas Kleinman (violoncelo) e com a qual editou três álbuns que lhe grangearam enorme sucesso em França, Alemanha e Estados Unidos, Asaf também tem um projeto a solo e estreou-se com o EP Now That You’re Leaving lançado de forma independente em 2006 e aclamado pela crítica. Agora, em 2012, editou Different Pulses, através da Telmavar Records, um álbum que chegará ao mercado internacional no início de 2013.

A sonoridade deste Different Pulses é eminentemente rock mas também abraça a eletrónica, a folk e o blues. Alguns temas são bastante hipnóticos, conduzidos por linhas de guitarra criadas pelo próprio Asaf, nomeadamente o single homónimo e, para mim, grande destaque do álbum, Setting Scalpels Free e Love It Or Leave It. A voz é muitas vezes comparada a Janis Joplin e a Robert Plant, músico com quem Asaf Avidan partilhou o palco numa digressão em 2011. No projeto a solo Avidan conta com o apoio de Karnii Postal, nas teclas e violoncelo, Tom Daron, nas teclas, Michal Bashiri na percurssão e Hagai Frishtman na bateria. Espero que aprecies a sugestão...

01. Different Pulses
02. Setting Scalpels Free
03. Love It Or Leave It
04. Cyclamen
05. 613 shades Of Sad
06. Thumbtacks In My Marrow
07. Conspiratory Visions Of Gomorrah
08. A Choice And A Gun
09. Turn
10. The Disciple
11. Is This It


autor stipe07 às 17:47
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Curtas... LXXVI

Os STRFKR (Starfucker) estarão de regresso aos discos logo no início de 2013 com Miracle Mile. Entretanto já é conhecido o primeiro single desse novo trabalho da banda de Portland. A canção chama-se While I'm Alive e foi disponibilizada pela Polyvynil Records.

 

West Coast Christmas EP Collection é o novo trabalho que os canadianos Said The Whale lançaram nos últimos dias. Como o próprio título indica, é uma coleção de dez temas relacionados com a época do ano festiva que atravessamos e que a banda gravou desde que se formou, em 2007. O EP está disponível para download no bandcamp da banda, até ao próximo mês de março.

01. The Bones Of Winter (2007)
02. Christmas Under The Clouds (2007)
03. Puddleglum (2008)
04. Wanting Like Veruca (2009)
05. Weight Of The Season (2009)
06. Brightest On My Street (2010)
07. 24 Days Of Xmas (2010)
08. Joy And Love (2011)
09. Smoke Signals (2011)
10. Hope And Peace (2011)

 

E as novidades natalícias continuam... A banda Los Campesinos! acaba de oferecer a todos os fãs e a quem queira, o seu tema de Natal. A canção chama-se A Doe To A Deer e está disponível na página da banda.

Luis Vasquez, um produtor de Oakland que assina The Soft Moon, acaba de disponibilizar uma remistura da sua autoria de Ice Age, um original do coletivo How To Destroy Angels, liderado por Trent Reznor. O original faz parte do EP Omen, que divulguei oportunamente.

O download está disponível por um período limitado, portanto, apressa-te!

 

Os Dead Times, uma dupla de Los Angeles formada por Calvin Markus e Travis Bunn, dedicaram-se, em 2012, a compor temas que misturam, com mestria, R&B e indie pop, seguindo as pisadas de outros percursores, nomeadamente James Blake e Ofei. Um dos novos temas dos Dead Times é Feel, uma música que me chamou a atenção pela belíssima melodia, os samples de vozes e a batida feita com palmas. No Bandcamp do grupo está disponível o EP de estreia deste projeto.


autor stipe07 às 11:43
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012

12 Dirty Bullets – 12.12.12

Os 12 Dirty Bullets são uma banda indie rock de Londres fundada em 2007 e formada por Jamie Jamieson (voz e guitarra), Michael Smith (guitarra), Josh Jamieson (baixo e voz) e Joe Cotterill (bateria). Ontem, dia doze de dezembro, deram a conhecer e disponibilizaram para download gratuito no seu sitio oficial, 12.12.12, um trabalho com doze canções e lançado no dia exato. Este 12.12.12 sucede a Downsides To Make A Living e a Riddles, álbuns editado em 2009 e já este ano pela Fatman Records.

She Could Love You Forever é o single já retirado de 12.12.12 e o grande destaque deste trabalho com a típica sonoridade indie rock das bandas britânicas que optam por melodias simples mas aditivas. Numa época em que proliferam as propostas dentro deste universo musical sonoro, estes quatro rapazes de Londres fazem canções simples e diretas, dominadas pelas guitarras, vivendo na senda do que propôem nomes tão consagrados como os Vampire Weekend, The Kooks, The Cribs, os Libertines e principalmente os Arctic Monkeys. Espero que aprecies a sugestão...

01. Downsides To Making A Living
02. Slow Down
03. Why Do We Shoot?
04. She Could Love Your Forever
05. Indiscretions
06. Emily
07. Sweet Susie
08. Dream For A Friend
09. Away With The Stars
10. Still Enough Room For You
11. A Tune For A Man Called Johnny
12. Tell Your Mother Baby


autor stipe07 às 13:11
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

Reptile Youth - Reptile Youth

Os Reptile Youth são uma dupla dinamarquesa, de Copenhaga, formada em 2009 por Mads Damsgaard Kristiansen (voz) e Esben Valløe (baixo), mas podia muito bem ser uma banda de Brooklyn, em Nova Iorque, já que, tendo em conta o disco homónimo de estreia, editado no passado dia vinte e um de setembro pela Hfn Music, apostam num post punk que traça uma tangente a nomes tão consagrados como os The Rapture ou os Radio 4. Não surpreende esta referência geográfica já que Reptile Youth começou a ser gravado por Mark Ralph, um nome que ainda recentemente produziu os Hot Chip; Esse trabalho inicial teve depois sequência com Dave M. Allen, conhecido pelo seu desempenho com nomes como os The Cure, Sisters of Mercy e os Human League.

Este disco que hoje divulgo surpreendeu-me logo nos primeiros segundos de audição e imediatamente percebi que havia ali algo que me faz continuar a acreditar na música deste tempo. O disco tem dois meses, mas o que a crítica mais tem apreciado nestes Reptile Youth são os extraordinários concertos que dão, que pelos vistos conseguem incendirar plateias, sendo ainda escassas as referências ao conteúdo do álbum. Seja como for, só pelos fantásticos singles Speeddance e Black Swan Born White, já vale a pena ouvir todo o álbum, que combina a energia punk com sons eletrónicos. O último já foi alvo de várias remisturas por nomes tão consagrados como os Terranova, Keep Shelly In Athens e S.C.U.M., entre outros.  O teledisco da remistura dos Keep Shelly In Athens foi filmado entre o Porto e Barcelona e realizado pela modelo Rita Lino.

Será na fusão da potência vocal de Kristiansen, algures entre Bono e Matt Bellamy, e os graves vincados do baixo de Esben Valløe que está a génese sonora original e única que os Reptile Youth pretendem assumir para a sua carreira. A dupla parece muito confortável com o que propôe neste Reptile Youth e o próprio baixista afirmou recentemente que o seu desejo é to always be as in love with this band as I am right now. Com um sentimento tão vincado e uma estreia tão sólida é de esperar que nos próximos anos se possa contar com esta dupla dinamarquesa para incendiar salas de concertos e pistas de dança um pouco por todo o mundo. Espero que aprecies a sugestão...  

Reptile Youth - Reptile Youth

01. Black Swan Born White
02. Morning Sun
03. Dead End
04. Speeddance
05. By My Yoko Ono
06. A Flash In The Forest
07. Shooting Up Sunshine
08. It’s Easy to Lose Yourself
09. Heart Blood Beat
10. Fear


autor stipe07 às 19:18
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