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Archive – With Us Until You’re Dead

Quinta-feira, 08.11.12

Os Archive, um colectivo trip hop de doze elementos repartidos por Londres, Paris e Brighton, formado em 1994 por Darius Keeler e Danny Griffiths, regressaram no final do passado mês de agosto, com o lançamento do oitavo álbum de estúdio, intitulado With Us Until You’re Dead. Este coletivo é responsável por alguns dos mais marcantes discos do panorama alternativo dos últimos vinte anos, com destaque para o Londinium de 1996 e Noise de 2004.

Nestas quase duas décadas os Archive tornaram-se talvez no nome maior da vertente mais sombria e dramática do trip hop. Este With Us Until You’re Dead é produzido por Jerome Devoise e naturalmente trilha caminhos que vão da electrónica à soul, passando pela pop de câmara, com vários pontos de contacto com o trabalho de nomes como os Massive Attack, Radiohead, The Aloof, UNKLE e Pink Floyd. Durante a audição do disco é notória uma fusão entre orquestra, electrónica e elementos progressivos, com pontes brilhantes entre momentos de maior intensidade com outros mais intimistas, levando-nos, dessa forma, ao encontro de emoções fortes e exposivas, outrora adormecidas, para depois nos serenar.
Violently, o primeiro single, é uma música negra, bastante poderosa e que conta com a participação especial da estreante Holly Martin, uma moça nova com uma voz bastante apetecível, numa música intensa e poderosa. Este tema, profundamente emotivo e cinematográfico, recebeu um vídeo igualmente perturbador, criado pelo designer gráfico Brian Cannon, responsável por capas de álbum dos Oasis e dos The Verve, entre outros.

Os Archive sempre foram honestos e coerentes na sua sonoridade, seguindo uma linha complexa, porque abarca variados estilos e tendências musicais, mas sempre linear, porque raramente se desviaram deste ambiente sonoro geral que os carateriza. With Us Until You’re Dead tem alma e paixão, é fruto de três anos de intenso trabalho e consegue ter canções perfeitas, com vozes carregadas de intriga e profundidade.

Seja por causa de momentos em que a bateria é estranhamente dançante, pela majestosidade dos sintetizadores, ou pela elegância vocal, estamos na presença do álbum de trip hop do ano. Espero que aprecies a sugestão...

01. Wiped Out
02. Interlace
03. Stick Me In My Heart
04. Conflict
05. Violently
06. Calm Now
07. Silent
08. Twisting
09. Things Going Down
10. Hatchet
11. Damage
12. Rise
13. Aggravated Twisted Fill (Bonus)
14. Soul Tired (Bonus)

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publicado por stipe07 às 13:06

The Wallflowers - Glad All Over

Quarta-feira, 07.11.12

No passado dia dois de outubro assinalou-se o regresso dos The Wallflowers aos discos, sete anos depois de Rebel, Sweetheart, editado em 2005. O novo álbum da banda de Jakob Dylan, filho do Bob Dylan, chama-se Glad All Over, viu a luz do dia através da Columbia Records e o primeiro single extraído foi, conforme anunciei num  Curtas... de agosto, Reboot The Mission, uma canção que conta com a participação do guitarrista dos The Clash, Mick Jones e que está disponível para download gratuito no sitio da banda.

Glad All Over foi gravado em Nashville, no Easy Eye Sound Studio e juntou Jakob com os membros originais da banda, Greg Richling e Rami Jaffee, tendo sido produzido por Jay Joyce (Emmylou Harris, Cage the Elephant). A banda já tinha editado seis álbuns entre 1992 e 2005, sendo um deles uma coletânea, além de contarem com a presença em diversas bandas sonoras de filmes.


Desde que Bruce Springsteen se juntou em palco ao filho de Bob Dylan, em 1997, num concerto de promoção de Bringing Down The Horses, o primeiro disco dos The Wallflowers, esta banda nunca mais deixou de se redescobrir na sua capacidade de interpretar o rock, a sonoridade típica do Boss. Numa época em que vingavam as boysbands e começavam a aparecer algumas princesas da pop, Jakob teve sempre a capacidade e a frieza de conseguir, através do seu talento, fazer com que os The Wallflowers conquistassem o seu espaço e não à custa do seu apelido, que certamente lhe daria enormes dividendos, caso optasse por uma carreira a solo feita com sonoridades mais acessíveis e comerciais. Acompanho esta banda desde o início e admirei sempre esta capacidade dos The Wallflowers de se manterem numa certa penumbra, num espaço sonoro alternativo altamente confortável e qualitativamente impressionante.

A herança do caráter nostálgico, tipicamente norte americano, feito de tensões melódicas, uma intensa habilidade lírica e de um folk rock feito com guitarras aditivas,  construiu o cardápio sonoro deste grupo e mantem-se neste Glad All Over. No entanto, Reboot The Mission, não terá sido escolhido ao acaso para primeiro single; A presença de Mick Jones, que também participa em Misfits And Lovers, terá sido decisiva para agora os The Wallflowers, dentro da tal herança sonora que carregam, optarem por nuances com uma cariz menos aberta e comercial, para fazerem uma pequena inflexão e passarem a abarcar também sonoridades mais ouvidas na chamada brit rock, feitas à custa de linhas de baixo carregadas de groove e funky e uma bateria muito mais omnipresente, interpretada por Jack Irons, músico que já tocou com os Pearl Jam e os Red Hot Chili Peppers, entre outros.

Por isso, Glad All Over é agora o disco mais rock, blues e groove da discografia dos The Wallflowers e acrescenta ao seu cardápio todos estes tiques sonoros. E torna-se um prazer enorme, tantos anos após a estreia, perceber que o som da banda é solto e espontâneo, que tudo se encaixa, faz sentido e que estes tipos soam como um grupo de veteranos experientes já que sabem perfeitamente o que querem e o que vão criar quando entram num estúdio, algures em Nashville. Espero que aprecies a sugestão...

01. Hospital For Sinners
02. Misfits And Lovers (Feat. Mick Jones)
03. First One In The Car
04. Reboot The Mission (Feat. Mick Jones)
05. It’s A Dream
06. Love Is A Country
07. Have Mercy On Him Now
08. The Devil’s Waltz
09. Won’t Be Long (Till We’re Not Wrong Anymore)
10. Constellation Blues
11. One Set of Wings

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publicado por stipe07 às 19:17

The Pineapple Thief – All The Wars

Terça-feira, 06.11.12

All The Wars, gravado nos Real World Studios, cujo proprietário é Peter Gabriel, é o título do novo disco dos Pineapple Thief e foi lançado no passado dia três de Setembro. Este novo álbum sucede ao bem recebido Someone Here Is Missing (2010) e ao EP Show A Little Love (2010). De acordo com Bruce Soord, o líder desta banda britânica natural de Sommerset, não foram poupados esforços na conceção, criação e produção deste trabalho.


All The Wars tem momentos típicos de uma sonoridade tipicamente rock, mas também consegue dar-nos instantes sonoros delicados, tudo isto graças à capacidade critiva da banda, mas também à presença, em algumas canções (All The WarsBuild a World e One More Step Away), de uma orquestra de vinte e dois músicos, nomeadamente a Prague Philharmonic Orchestra. O resultado final acaba por ser um excelente compêndio de rock alternativo com nuances eletrónicas, dominado por guitarras marcadas por compassos irregulares e distorções que se entrecuzam com uma vertente mais acústica, feita com delicados arranjos de cordas.

Os The Pineapple Thief encontram as suas raízes no rock progressivo, mas estão a demonstrar aqui conseguir oferecer propostas mais acessíveis e dessa forma adicionar a folk e a indie ao seu cardápio sonoro. Acabam por poder ser incluídos naquele rol de bandas que gostam de experimentar e direcionar a sua música por diferentes caminhos a cada novo disco. All The Wars tem um cariz mais suave e orgânico que o antecessor Someone Here Is Missing.

É interessante perceber que era no fim que estava reservada a maior surpresa deste All The Wars. É na canção final que essa fusão de elementos do rock com a música clássica atinge o ápice; São nove minutos em que se misturam batidas do baixo, solos de guitarra, sintetizadores, samplers, arranjos de cordas e vozes imponentes e Reaching Out representa o momento em que a banda finalmente sai da sombra das suas referências musicais, para conquistar o seu espaço entre os grandes nomes do rock progressivo atual. Um desfecho surpreendente e emocionante para um álbum brilhante.

Uma curiosidade final; A capa do disco é da autoria de Storm Thorgerson, o lendário designer que fez, por exemplo, as capas dos Pink Floyd. Espero que aprecies a sugestão...

CD 1
01. Burning Pieces
02. Warm Seas
03. Last Man Standing
04. All The Wars
05. Build A World
06. Give It Back
07. Someone Pull Me Out
08. One More Step Away
09. Reaching Out


CD 2 (More Wars – The Acoustic Sessions)
01. Warm Seas
02. All The Wars
03. Last Man Standing
04. Every Last Moment
05. One More Step Away
06. Someone Pull Me Out
07. Burning Pieces
08. Reaching Out
09. Light Up Your Eyes

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publicado por stipe07 às 19:21

Life In Film – Needles And Pins EP

Segunda-feira, 05.11.12

Os Life In Film são uma banda de Londres formada por Samuel Fry, Micky Osment, Edward Ibbotson e Dominic Sennétt. Nos últimos anos compuseram um par de canções e, finalmente, no passado mês de agosto lançaram um EP de estreia, intitulado Needles And Pins, através da Tell Your Friends/Sony. A canção homónima está disponível para download no soundcloud do grupo, assim como a audição do EP.

Quando foi questionado acerca do significado desta canção, o cantor dos Life In Film, Samuel Fry, afirmou:

It’s a song about lost love. I guess that’s pretty explicit in the lyrics. Musically though I guess it worked its way into something quite expansive – once we had a nice groove going on it was possible for us to keep it quite spacious, with guitar and bass details coming in and out. It all came together quite naturally from a basic idea which we gradually developed. We treated each tune in isolation and tried to find the musical context which fits it best. In the studio we tried to capture a natural sound, and I think this comes across on the EP and gels it together well.

A gravação deste EP contou com a colaboração de Stephen Street, um nome conhecido pro já ter trabalhado com os The Smiths, Blur e The Cranberries, entre outros. Street também irá produzir o disco de estreia desta banda inglesa. Estarei atento...

Life In Film - Needles And Pins

01. Needles And Pins
02. Suitcase
03. Carla
04. Until It’s Over
05. Lose Control

Needles & Pins EP by Life In Film

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publicado por stipe07 às 19:18

Curtas... LXVI

Segunda-feira, 05.11.12

O que não falta ao trabalho de Daniel Johnston são composições caseiras consumidas pela dor e a amargura dos versos. Em mais de trinta anos de carreira o músico já forneceu inspiração e canções para uma infinidade de novos e velhos artistas, músicos como a cantora e compositora Marissa Nadler que apresenta agora uma versão mais elaborada do clássico Devil Town. Originalmente gravada no disco 1990, a canção foi lançada no Soundcloud da artista e pode ser obtida gratuitamente.


Estamos no início de novembro, mas os preparativos para o Natal estão em alta. Dessa vez quem nos presenteia antecipadamente são os norte-americanos The Shins, com Wonderful Christmastime, uma versão da canção com o mesmo nome gravada originalmente por Paul McCartney em 1979. Entre guizos, teclados e vozes em coro, a banda lança uma canção que curiosamente parece relacionar-se com os primeiros discos da banda, principalmente o adorável Chutes To Narrow, de 2003.


A Noise Trade acaba de disponibilizar o último álbum de Josh Rouse, lançado no final de 2011. A rodela chama-se Josh Rouse And The Long Vacations e encontra-se disponível para download gratuito.


Os School Of Seven Bells estão prestes a editar um EP intitulado Put Your Sad Down e que sairá a treze de novembro. Este novo trabalho tem cinco músicas, quatro inéditos e Lovefingers, uma cover dos nova iorquinos Silver Apple, e de acordo com Ben Curtis é o material mais divertido que os School Of Seven Bells já produziram. No entanto, o meu tema preferido do EP é este Secret Days. Confere...

01. Put Your Sad Down
02. Secret Days
03. Faded Hearts
04. Lovefingers
05. Painting A Memory

 

A Labrador Records disponibilizou recentemente Memories, o novo single dos suecos Sambassadeur e que tem Hours Away como lado B. Confere...

01. Memories
02. Hours Away

 

 

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publicado por stipe07 às 14:00

California Wives – Art History

Domingo, 04.11.12

Os norte americanos California Wives são de Chicago e nadam em águas que abrangem o típico indie rock, tantas vezes abordado neste blogue. Na sua composição encontramos quatro jovens, que ocupam as normais posições numa banda deste estilo, com guitarra, baixo, bateria e teclados e voz. Jayson Kramer, mentor e vocalista da banda, foi quem deu o tiro de partida do projecto que partiu de uma decisão, algo arriscada dele, de desistir do curso de Medicina que estava a tirar.

Apesar de serem uma banda recente, já conseguiram chamar a atenção de alguns blogues norte americanos e da conceituada Pitchfork, que os elogiaram aquando da sua passagem pelo SXSW. Também os citei em Curtas... XXXVI devido ao single Marianne, presente no álbum de estreia, Art History, que está disponível para escuta aqui e que foi lançado no passado dia quatro de setembro pela Vagrant Records, casa de nomes tão conceituados como os Hold Steady, PJ Harvey ou Band of Skulls. Na produção desta rodela trabalharam em Nova Iorque com Claudius Mittendorfer, produtor de bandas como os Interpol, Neon Indian e os Wild Nothing.

Para quem aprecia a indie pop, Art History é um prato cheio e saboroso. As primeiras cinco canções aseentam numa base mais eletrónica e, na metade seguinte, são as sonoridades mais alternativas que ganham papel de relevo. Seja como for, o disco alinha-se pela pop dos New Order da década de oitenta, mas também segue a cartilha new wave, shoegazelo fi dos anos noventa, com melodias muito bem acompanhadas por teclados, que dão a sensação que estamos na presença de uma espécie de banda fictícia, dentro de um filme ou série. Os California Wives acabam por servir para nos mostrar que as novidades boas, não o são apenas porque trazem algo diferente; Purple é uma ótima música, daquelas com guitarras que te deixam com um sorriso discreto e Marianne é um sucesso adormecido que expõe sentimentos nostálgicos e ganha uma luz imensa quando recebe as vozes femininas e nos preenche com o extraordinário refrão.

Em suma, Art History é um disco seguro, sólido e que personifica os anseios de uma banda que está em pleno processo de definição do seu som. O álbum soa-me melhor a cada escuta que passa e estou certo que acabarão por vir excelentes novidades e canções no futuro, pela mão criativa destes California Wives. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Blood Red Youth
02. Tokyo
03. Marianne
04. The Fisher King
05. Los Angeles
06. Photolights
07. Purple
08. Better Home
09. Twenty Three
10. The New Process
11. Light Year

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publicado por stipe07 às 19:42

Love Hate Affair – Love Hate Affair EP

Sábado, 03.11.12


Os norte americanos Love Hate Affair, naturais de Austin, no Texas e formados por John Shaw, Armando Raymos, Adam Zuniga e Devin Anderson, preparam-se para lançar o disco de estreia e, em jeito de antecipação, editaram recentemente um EP que tem sido bem recebido pela crítica e com canções que já foram, inclusive, utilizadas em alguns anúncios comerciais.

A sonoridade dos Love Hate Affair é fortemente influenciada pelos Joy Division, White Lies e Interpol, com uma vertente um pouco mais eletrónica, abarcando assim também outros nomes, nomeadamente os franceses M83 ou os Cut Copy, algo que o conteúdo deste homónimo Love Hate Affair confirma.

Têm andado em digressão e também a abrir concertos dos Hot Hot Heat e dos Wartapes. No sitio da Reverbnation é possível encontrar mais informação sobre a banda e fazer o download de três canções do EP. Espero que aprecies a sugestão...

Love Hate Affair - Love Hate Affair

01. Awake To You
02. You’re Not A Ghost
03. Travel Back To You
04. A New Lover
05. Not A Contest
06. Anger Within
07. Light Up The Clouds

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publicado por stipe07 às 22:53

Paul Banks - Banks

Sexta-feira, 02.11.12

Logo à primeira audição são evidentes as semelhanças entre Banks e o conteúdo dos lançamentos mais recentes da discografia dos Interpol. As canções  aproximam-se do pós punk e das mesmas aproximações climáticas que lhe trouxeram destaque com a sua banda. Este músico britânico, naturalizado norte americano está mais solto e procura também adaptar-se e experimentar a mesma indie pop colorida de alguns artistas europeus. Surgem assim aproximações com o trabalho de bandas como Shout Out Louds e em alguma medida os instantes menos sombrios da obra dos Smiths, o que resultou numa sonoridade menos fria do que o conteúdo da estreia a solo.

A tentativa de estabelecer um novo rumo fica logo plasmada no eixo inicial do álbum; The Base é a minha música preferida neste trabalho e um tema que constituirá um marco na carreira de Paul. Depois, enquanto Over My Shoulder delimita a construção de melodias práticas e versos acessíveis, Young Again puxa o músico para um resultado de claras renovações, com o vocalista dos Interpol a mergulhar em pequenos encaixes eletrónicos, acordes leves, dedilhados e vozes que se mantêm suaves até os últimos instantes. Sobra até para o cantor raspar na fragilidade da folk na abertura da ensolarada e inteiramente instrumental Lisbon, uma das composições mais delicadas e distintas de toda a carreira do artista.

Enquanto a primeira metade do álbum concentra o que há de mais raro e diferente em toda a trajetória do músico, na segunda metade Banks vai de encontro ao que há de mais tradicional e obscuro nas suas composições. Surgem assim aproximações diretas ao trabalho com os Interpol, resultado identificado nas guitarras e vozes sóbrias que delimitam toda a mecânica de Paid For That, canção que poderia facilmente ser encontrada no último disco, homónimo, da banda de Nova Iorque. A mesma tonalidade é audível em Summertime Is Coming, canção que mesmo mergulhada em acertos mais acústicos, está sonoramente próxima de tudo o que o músico está habituado a promover. Um dos grandes trunfos de Banks acaba por assentar no registo vocal de Paul que, à semelhança dos Interpol, mantém uma elevada capacidade de atrair o ouvinte.

Com uma proposta menos experimental do que na estreia e canções dotadas de forte delineamento comercial, em Banks, Paul demonstra que está pronto para arriscar novos territórios e experiências. Espero que aprecies a sugestão...

 

Paul Banks: Banks

1. The Base
2. Over My Shoulder
3. Arise, Awake
4. Young Again
5. Lisbon
6. I’ll Sue You
7. Paid For That
8. Another Chance
9. No Mistakes
10. Summertime Is Coming

Paul Banks - The Base by Mautz & Tastaton

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publicado por stipe07 às 15:44

Curtas... LXV

Quinta-feira, 01.11.12

Os Villagers impressionaram na estreia com Becoming a Jackal, um disco impregnado com uma folk suave e acústica, muito semelhante à sonoridade dos Bright Eyes. Com uma eletrónica chill out cuidadosa, a estranhíssima The Waves é o novo single desta banda irlandesa e foi lançado no passado dia vinte e dois de outubro através da Domino Records.

The Waves é sublime nos seus vários momentos, não só na instrumentação eletrónica, como no ritmo verbal de Conor, o vocalista, rápido e balbuciado. O próprio video da canção é completamente lisérgico, já que mistura psicadelia com monitores cardíacos. O novo álbum deve ver a luz do dia lá para o final do ano, ou até mesmo só no inicio de 2013. Mas esta musica é simplesmente fabulosa!

Villagers - The Waves

 

Os canadianos The Darcys, uma das mais extraordinárias bandas de indie rock experimental desse país, resolveram fazer uma cover de um álbum completo, nomeadamente o Aja, um disco de 1977, da autoria de Steely Dan. E o melhor é que estão a oferecer o disco gratuitamente no sitio da banda.

Mas as novidades dos The Darcys não se ficam por aqui... O produtor Rey Pila fez uma remistura para o tema I Got The News, que também pode ser obtido gratuitamente. É fartar...

 

Com o fim dos Girls, Christopher Owens, vocalista e guitarrista dessa banda californiana, anunciou uma carreira a solo e assim deu asas para que os antigos integrantes e músicos de apoio do grupo apresentassem os seus próprios trabalhos.

Assim, os PAPA, são a nova banda de Darren Weiss, o antigo baterista dos Girls e tem uma sonoridade totalmente diferente em relação ao que desenvolvia há pouco mais de um ano na sua antiga banda. Nos PAPA, as canções têm uma toada mais pop, épica e luminosa, como comprova o single Put Me To Work. Confere...

 

John Talabot e Pional já se tinham encontrado no decorrer do álbum Fin, o disco de estreia do produtor espanhol, lançado há poucos meses. Na ocasião o dupla criou a dançante e aditiva Destiny, uma das canções mais poderosas do registo.

Braves é a mais recente criação da dupla e neste tema somos novamente imersos no mesmo universo climático que costura o álbum de estreia de Talabot, com melodias lânguidas, que são atravessadas por batidas agitadas e cativantes.

John Talabot & Pional - 'Braves' by FACT magazine

 

Em 2012, Montag, um produtor natural de Montreal, no Canadá, tomou em mãos um projeto intitulado Phases, através do qual tem lançado um single todos os meses. O mais recente e que me fez descobrir esta epopeia sonora, chama-se Memori, um tema lindíssimo, numa toada synth pop e que conta com a participação especial de Erika Spring, cantora das Au Revoir Simone.

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publicado por stipe07 às 17:17


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