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The Soft Moon - Zeros

Quinta-feira, 22.11.12

Citado Curtas... LIII, foi a trinta de outubro que a Captured Tracks lançou Zeros, o segundo álbum de estúdio do quinteto Soft Moons e que sucede ao álbum homónimo, editado em 2010. Esta banda natural de São Francisco, na California, tem uma sonoridade distante desse ambiente solarengo, já que fazem um pós punk sombrio, muito na linha de outros grupos, como os Crystal Stilts, Cold Cave ou A Place To Bury Strangers, todos oriundos de Nova Iorque, na outra costa dos Estados Unidos da América.

Em Zeros os Soft Moon partiram em busca de uma sonoridade menos comercial e mergulharam num oceano de ruídos, com um certo toque de psicodelia, atestando, mais uma vez, a vitalidade de um género que nasceu há quatro décadas, além de provarem que ainda é possível encontrar novidade dentro de um som já dissecado de inúmeras formas. Zeros segue as pegadas e o rumo estabelecido em The Soft Moon, deixa ao ouvinte pouco tempo e espaço para respirar e da canção de abertura, It Ends, até a chegada da canção de encerramento ƨbnƎ tI, uma versão espelhada inclusive musicalmente da música inicial, o disco não abranda um instante.

Por mais óbvia que seja a associação, não é difícil lembrar imediatamente a herança deixada pelos Joy Division, principalmente o conteúdo do ainda hoje revolucionário Unknown Pleasures, de 1979. Da capa minimalista em preto e branco, passando pela inexistência de uma ordem correta no trabalho, Zeros tem tudo para ser uma versão reformulada do clássico, não de maneira plagiada, mas como uma homenagem e referência.

As guitarras são o elemento catalizador e unificador das canções, mas não o único destaque; Se Insides remete-nos para uma certa onda dançante do Primary Colours, dos The Horrors, a canção seguinte, Remembering The Future usa as tradicionais linhas de baixo para amplificar a sonoridade climática da obra. Soma-se às guitarras e ao baixo os sintetizadores que debitam uma constante carga de ruídos pensados de forma cuidada, como um imenso curto circuito que passeia por Zeros.

Zeros soa, de certa forma, como uma versão mais aprimorada da estreia, um som mais enraivecido, intenso e incansável, ou seja, a banda, ao invés de infletir o seu rumo sonoro, amadureceu as suas opções e, ao mesmo tempo, sem romper ou superar os seus limites dentro de uma zona de acerto, experimentam em pequenas doses e apontam algumas dicas e bases para o que poderão vir a desenvolver futuramente.

Para quem aprecia e quer manter-se atualizado sobre o que o mercado oferece em termos de ruídos sombrios e massas volumosas de som obscuros, Zeros é um disco obrigatório. Espero que aprecies a sugestão...

01 – It Ends
02 – Machines
03 – Zeros
04 – Insides
05 – Remembering the Future
06 – Crush
07 – Die Life
08 – Lost Years
09 – Want
10 – ƨbnƎ tI

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publicado por stipe07 às 13:02

Big Wave Riders – Life Less Ordinary

Quarta-feira, 21.11.12

Life Less Ordinary é o disco de estreia dos finlandeses Big Wave Riders, uma banda natural da capital desse país, Helsinquia. O álbum foi editado no passado dia sete de setembro na Soliti Music e tem como grande destaque o single Sunny Season, uma canção que nos deixa cheios de saudades do verão que há pouco terminou.


A sonoridade de Life Less Ordinary é feita de ecos e ritmos experimentais, com um toque eletrónico. Percebe-se facilmente que os Big Wave Riders não balizem as suas influências num género sonoro específico. Fazem música sem matemática ou cálculos precisos, compondo canções rápidas, lentas, ou seja, com diferentes ritmos e uma imensa variedade.

O conteúdo de Life Less Ordinary já tinha sido anunciado no EP homónimo que a banda lançou em 2011 e que antecipava uma espécie de surf punk, com uma toada doce e sonhadora, que preenche as canções deste trabalho. A grande diferença entre estes finlandeses e outras bandas, nemoeadamente norte americanas, que têm sido influenciadas por sonoridades das décadas de sessenta e oitenta, está no caráter menos lo fi e mais límpido no que concerne à produção e por uma maior primazia das guitarras, em deterimento dos sintetizadores que, apesar de lá estarem, assumem um papel menos vistoso. Espero que aprecies a sugestão...

01. Waiting In The Wings
02. Stuck In Reverse
03. California
04. Life Is Art, You Wonder
05. Sunny Season
06. Science Fiction
07. Castle In The Air
08. Disco Lies
09. Acid
10. Move On

Big Wave Riders : Sunny Season by Soliti

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publicado por stipe07 às 18:55

Concurso #1 Man On The Moon / The Narcoleptic Dancers

Terça-feira, 20.11.12

O blogue Man On The Moon tem para oferecer um exemplar de Never Sleep, o disco de estreia da dupla The Narcoleptic Dancers. O vencedor receberá o disco na morada que indicar e terá de demonstrar que conhece e ouve os The Narcoleptic Dancers, que é leitor assíduo de Man On The Moon, além de ajudar a divulgar o blogue.
O Concurso #1 Man On The Moon / The Narcoleptic Dancers tem duas fases e decorre até ao final de quarta feira, dia 28 de novembro e o vencedor será anunciado no dia seguinte, quinta-feira, dia 29 de novembro.

1.ª Fase:
Até ao final da próxima sexta feira, dia 23 de Novembro, deves partilhar a página de Man On The Moon e angariar novos seguidores. Os novos seguidores da página, após clicarem no Gosto deverão escrever uma mensagem com o nome do leitor que os indicou.
Os 5 leitores que anagariarem mais Gostos ficarão apurados para a segunda fase, relacionada com os The Narcoleptic Dancers.

2.ª Fase:
Na próxima segunda feira, dia 26 de novembro, os 5 leitores que venceram a primeira fase, receberão um email, ou uma mensagem via FB, com um questionário único sobre a banda. O vencedor será aquele que der mais respostas corretas; o segundo critério, para um eventual desempate, será a rapidez na resposta.
Boa sorte a todos(as)!


Never Sleep é um disco com peças sonoras doces e suaves e assentes numa pop mais direta. As canções têm a delicadeza e a suavidade do algodão, melodias subtis, relaxadas e encantadoras. A voz de Melody é luminosa e arejada e acompanha na perfeição as composições e a experimentação musical de Anton. O primeiro single retirado do álbum,Rastakraut, é uma canção muito alegre e que comprova na perfeição esta harmonia entre os dois irmãos.

E ao longo do disco encontramos as mais diversas referências, desde Pizzicato Five aos B-52, passando pelos admiráveis Saint Etiénne e por Feist, uma influência evidente em MoonThrill e na própria Rastakraut, por exemplo. As minimalistas Again and Again e LittleClown também são grandes momentos, inteligentes e viciantes. E não falta até uma pequena amostra de surf rock em Cowboy Dust.

As letras são bem trabalhadas e o produto final é uma fatia sucinta de pop harmoniosa e particularmente agradável e eficaz. Os The Narcoleptic Dancers demonstram não ter receio de cantar e compôr com o coração, para expôr sentimentos com sinceridade, encanto e doçura. Espero que aprecies a sugestão...

Man On The Moon - 13.02.2012

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publicado por stipe07 às 22:51

Ty Segall - Twins

Terça-feira, 20.11.12

Ty Segall é uma máquina de fazer discos. Não apenas trabalhos aleatórios, composições frias ou registos descartáveis, mas lançamentos de peso dentro da cena independente norte-americana. Dono de uma infinidade de projetos paralelos cada um deles com vários álbuns lançados, é quando assume as guitarras na carreira a solo que este californiano, natural de São Francisco, alcança o melhor desempenho. Assim, depois do grandioso e amplamente elogiado Goodbye Bread, de 2011, Ty está de volta com Twins, mais um conjunto de canções assentes em riffs assimétricos, ruídos pop e todo o assertivo clima do garage rock, o que faz dele um dos artistas de maior relevância no panorama atual.

Twins foi lançado pela Drag House e, inicialmente, não se identifica logo importantes diferenças realtivamente ao antecessor. No entanto, assim que começa e se ouve as guitarras de Thank God for Sinners, torna-se claro um ambiente mais grandioso, menos caseiro, mais festivos e com acordes e linhas melódicas mais acessíveis.

Uma menor tendência lo fi e uma maior aproximação ao clima natural de um Jack White ou de uns Guided By Voices, são duas evidências e Ty não receia transitar entre o presente e o passado, através da definição de um som atento às tendências atuais, mas que também bebe da nostalgia instrumental firmada há três ou quatro décadas. Por exemplo, a sonoridade ensolarada da década de sessenta e o rock de garagem dos anos setenta estão por todo o lado. Ao acrescentar guitarras sujas às melodias de vozes testadas por diversas bandas ao longo da década de sessenta, nomeadamente os The Beach Boys, o músico estabelece um trabalho recheado pelo contraste, algo bem audível no single The Hill, uma canção que nos espanca com a extraordinária sequência de ruídos estrondosos.

Em Twins, Ty Segall tenta, a todo o custo, parecer grande, nomeadamente quando abraça a psicadelia em  Ghost e em There Is No Tomorrow, duas canções que deixam de lado os tais limites do rock caseiro e convertem-se em momentos de pura exaltação, em busca de um lugar no meio de outros gigantes da cena alternativa.

Felizmente, por muito que legitimamente Ty Segall, procure abarcar novos horizontes sonoros e expandir o seu cardápio de influências, é fantástico perceber que a tal não identificação de importantes diferenças realtivamente aos discos anteriores, assenta  em algo que nunca muda, o habitual nível de anarquia firmada na execução de todos os registos que precedem Twins e o mesmo desequilíbrio particular de outrora, sem sofrer de desgaste ou possíveis redundâncias. Espero que aprecies a sugestão...

01. Thank God For Sinners
02. You’re The Doctor
03. Inside Your Heart
04. The Hill
05. Would You Be My Love
06. Ghost
07. They Told Me Too
08. Love Fuzz
09. Handglams
10. Who Are You
11. Gold On The Shore
12. There Is No Tomorrow

Ty Segall - (Twins) ablum by manic_tone

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publicado por stipe07 às 21:43

And The Giraffe - Creature Collector

Segunda-feira, 19.11.12

Depois de em setembro de 2011 ter apresentado os And The Giraffe, a propósito do EP Something For Someone, editado pela Sunshine Music, esta dupla formada por Nick Roberts e Josh Morris, à qual se juntaram, entretanto, Robert Edmonson e Malcolm Martin, está de volta com um novo trabalho, também um EP intitulado Creator Collector. Os And The Giraffe são de Gainsville na Flórida e a sonoridade deles insere-se naquela indie folk que me faz lembrar bandas como os The Postal Service e os Belle & Sebastian.

Este Creature Collector foi lançado no passado dia dois de novembro e gravado em Nashville, durante o verão de 2012. O trabalho está disponível no bandcamp da banda. A maior parte dos instrumentos foram tocados por Nick Roberts e Josh Morris. Quanto aos outros envolvidos neste projeto, Robert Edmondson ficou na produção, no baixo e no saxofone e Malcolm Martin encarregou-se da bateria. A capa fantástica é da autoria de uma artista chamada Jennifer Pappas.

Estamos na presença de pouco mais de vinte cinco minutos de puro deleite sonoro, nomeadamente para os apreciadores do género. São seis canções que mesmo que sejam escutadas nestes dias já um pouco escuros e frios, ajudam a aquecer a alma, a acalmar o espírito e fazem-nos sentir que o sol brilha no nosso rosto e, já agora, nos nossos ouvidos.

O meu tema preferido do EP é Sorry, uma canção dominada pela bateria e por um sintetizador intenso, que se arrasta quase silenciosamente no início, mas que depois ganha uma intensidade impressionante.  Creature Collector é um EP leve, sincero, quente, honesto, muito bonito e ridiculamente difícil de desligar. Espero que aprecies a sugestão...

01. Find My Name In The Sun
02. Of The Moment
03. Sorry
04. The Silent
05. Take Care
06. Enough Is Enough

Sorry by And the Giraffe

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publicado por stipe07 às 22:53

Curtas LXXI

Segunda-feira, 19.11.12

O cantor folk australiano Angus Stone tem andado atarefado; Começou por compôr uma cover de The Blower's Daughter, um original de Damien Rice, para celebrar o Guinness’ Arthur’s Day e depois deu a conhecer Monsters, mais um single do seu último álbum, intitulado Broken Brights.

 

 

O músico norte americano Mark Kozelek, o líder dos carísmáticos Red House Painters, acaba de editar, através da sua Caldo Verde Records, Mark Kozelek - On Tour: A Documentary - The Soundtrack. É um triplo álbum que faz uma resenha da sua carreira na última década, no que diz respeito à sua carreira a solo em nome próprio e ao projeto Sun Kil Moon.

Recordo que no início deste verão divulguei Among The Leaves. Os três discos contêm temas ao vivo, takes, versões alternativas, raridades, covers e um concerto completo em Copenhaga.

CD 1
01. Sam Wong Hotel (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
02. Alesund (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
03. Void (Live In Sweden)
04. Bologna Piece
05. Katy Song (Live In Italy)
06. Koko (From Desertshore “Drifting Her Majesty”)
07. Half Moon Bay (Live In Switzerland)
08. Ålesund (Live In Belgium)
09. Australian Winter (Live In France)
10. Logrono Piece
11. Tonight In Bilbao
12. Lucky Man (Hotel Performance)
13. Seville Piece
14. Trailways (Live In Spain)
15. Four Fingered Fisherman
16. Like The River (Live In Spain)

 

CD 2
01. Lost Verses (From Mark Kozelek “Lost Verses Live”)
02. Australian Winter (Airport Scene)
03. Vigo Piece
04. Blue Orchids (Live In Spain)
05. Third And Seneca (Copenhagen Hotel Performance)
06. Carry Me Ohio (From Mark Kozelek “Lost Verses Live”)
07. You Are My Sun (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
08. First Unitarian Piece
09. Backstage Unitarian Piece
10. Natural Light (Live In USA)
11. Moorestown (Live In USA)
12. Heron Blue (Live In Canada)
13. Sintra Hotel Performance
14. Take Me Out (Live In Italy)
15. Cruiser (Live In USA)
16. Mistress (Live In USA)
17. Things Mean A Lot (Live In France)

 

Bonus CD (Live In Copenhagen)
01. 3rd And Seneca
02. Australian Winter
03. Follow You, Follow Me
04. Mistress
05. Church Of The Pines
06. You Don’t Got A Hold On Me
07. Void
08. You Are My Sun
09. Randolph’s Tango
10. Jesus Christ Was An Only Child
11. Brockwell Park
12. Get Along Home Cindy
13. Rock n Roll Singer
14. Natural Light
15. Ålesund

 

Os We Are Animal são uma banda formada por Cynyr Hamer, Dion Hamer, Sion Edwards, Liam Simpson e Owain Ginsberg. Vêm do norte do País de Gales e preparam-se para lançar o segundo disco, sucessor do estreante e aclamado Idolise, de 2010.

Indus Seal é o single já retirado desse sucessor, gravado na região montanhosa de Snowdonia, na terra natal. O álbum ainda não tem título, mas deverá ver a luz do dia em meados de 2013. Se gostas de Kasabian e Arctic Monkeys, fica sintonizado com estes We Are Animal.

 

Na sequência da comemoração do aniversário do lançamento de Turn On The Bright Lights, os Interpol e a Matador Records divulgaram e disponibilizaram hoje a primeira demo de Roland, um dos destaques desse álbum, o primeiro desta banda extraordinária. Ao clicares na imagem acedes ao download da demo, gravada algures em Brooklyn, em 1998.

TOTBL Anniversary Edition NewsHello there,Happy Monday morning indeed.  We're pleased to roll out a few announcements all at once!Here's a preview of the artwork from the Anniversary Edition of Turn on The Bright Lights!  The album will be released on December 4th in North America and December 3rd everywhere else.We also wanted to share an MP3 from the bonus disc of the album.  Check out an early recording of "Roland" from the band's first demo.  The track was recorded in Brooklyn in June 1998.  http://www.matadorrecords.com/mpeg/interpol/interpol_roland_first_demo.mp3Hope you enjoy the goods!All the best,Interpol

OS R.E.M. podem ter terminado a carreira, mas continuam a render e a colher frutos. Recentemente foi divulgado o vídeo de Blue, realizado por James Franco. Blue é uma das canções de Collapse Into Now, o último disco do grupo de Athens, na Geórgia. Esta canção é uma parceria com Patti Smith que, como os mais atentos saberão, também participou no New Adventures In Hi-Fi, cantando com Michael Stipe na épica E-Bow The Letter.

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publicado por stipe07 às 16:45

Sugiro XVIII

Domingo, 18.11.12

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publicado por stipe07 às 21:33

Bat For Lashes - The Haunted Man

Domingo, 18.11.12

Lançado pela Parlophone no passado dia vinte e três de outubro, chegou aos escaparates The Haunted Man, o novo álbum do projeto Bat For Lashes, liderado pela compositora Natasha Khan. Muitas vezes conotada como fiel seguidora de outros nomes consagrados do universo musical feminino, nomeadamente Kate Bush, PJ Harvey e Björk, neste The Haunted Man, ela desmistifica essa perceção e aproxima-se da poesia de um Lou Reed, do ambiente mais soturno de um Robert Smith (The Cure) e até do jogo metafórico que sustenta a obra de Thom Yorke. O tal toque femininino agora é mais visível no campo da instrumentação, sendo este jogo de contrastes entre extremos e a aparente instabilidade que daí resulta, o suporte estrutural deste disco.

The Haunted Man será pois decisivo para confirmar Natasha como uma das grandes autoras e compositoras da atualidade e não apenas uma hábil usurpadora de tudo o que tem sido construído há mais de duas décadas por grandes representantes do cenário musical feminino. O simples fato de estarmos na presença de um trabalho menos comercial do que o antecessor e aclamado Two Suns (2009), joga, no imediato, a favor desta tese.

Ao longo das onze canções, construídas ao comando de pianos, teclados e massas volumosas de cordas que nunca se acomodam, transparece um belíssimo e incontestável sentimento de melancolia, feito com várias tonalidades de sons flutuantes. É, no fundo, uma sensação que cresce e se converte em amargura quando é adicionada a voz e esta se encontra com essa instrumentação de forte aproximação erudita.

Em vários momentos é normal ficarmos com a sensação que houve a intenção clara que criar um disco com uma certa grandiosidade épica, principalmente me músicas como Lilies, Winter Fields ou Marilyn, o meu destaque maior deste The Haunted Man. Estas canções assentam em densas massas sonoras e encaixes precisos. Nessa Lilies é curioso ouvir os teclados, batidas eletrónicas e os violinos a interagir e a acomodar-se numal massa instrumental uniforme e particular.

Experimental na maneira como tenta sustentar-se tendo em conta a nova abordagem auditiva, The Haunted Man absorve o passado das Bat For Lashes, brinca com o presente e arquiteta planos sólidos para o futuro, dando à banda o rótulo de projeto já detentor de uma genialidade incontestável. Espero que aprecies a sugestão...

01. Lilies
02. All Your Gold
03. Horses Of tTe Sun
04. Oh Yeah
05. Laura
06. Winter Fields
07. The Haunted Man
08. Marilyn
09. A Wall
10. Rest Your Head
11. Deep Sea Diver

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publicado por stipe07 às 15:29

Post War Years - The Bell EP

Sexta-feira, 16.11.12

Sempre na senda de novas bandas que efectivamente merecem destaque, quero partilhar convosco uma banda britânica, chamada Post War Years. São quatro músicos de Londres que depois de terem dado alguns concertos magníficos na país natal, deicidiram finalmente lançar o seu EP de estreia, The Bell, cujo grande destaque é o single, homónimo.

A pop eletrónica dos New Order deverá ser o grande ponto de referência deste grupo, mas também se encontra, nomeadamente em The Bell, uma forte sonoridade épica, típica de uns Arcade Fire e travos funk muito bem aproveitados, por exemplo, numa remistura entretanto proposta pelos Everything Everything.

Este EP é um lançamento interessante e que poderá ajudar os Post War Years a ganharem um espaço importante no panorama musical indie; Há uma preocupação clara numa atmosfera vibrante e exturas sonoras que possam chegar ao grande público, com exuberância e competência, mas sem deixar de lado, alguns períodos mais cintemplativos.
Henry Gigg, o vocalista, assume o papel de grande agitador e acaba por ser a peça fulcral e que faz mover toda a engrenagem, algo que se percebe com elevada clareza em Pigeon. Boing e Ghosts são canções tipicamente indie, mas impressiona a precisão e a subtileza que as suporta e a forma como, melodicamente, foram alicerçadas e construídas.
Se não for prestada a devida atenção, este é um EP que poderá não deixar marca durante a audição. No entanto, na minha opinião, merece atenção porque, escutado dessa forma, irá proporcionar ao ouvido agradáveis surpresas. Espero que aprecies a sugestão...

01. The Bell
02. Boing
03. Ghosts
04. Pigeon

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publicado por stipe07 às 23:22

Curtas... LXX

Sexta-feira, 16.11.12

Mazes

A Fat Cat Records disponibilizou para download gratuito, no seu soundcloud, uma nova remistura para Mazes, dos Moon Duo, da autoria do coletivo Hookworms. Este projeto irá lançar a dezoito de fevereiro de 2013, na mesma Fat Cat Records, Ores & Minerals, o sucessor de A Thousand Heys, o álbum de estreia.

 

Os The Faint de Todd Fink estão a disponibilizar para download gratuito Evil Voices, o mais recente avanço de um EP que pretende comemorar o relançamento de Danse Macabre, um clássico da discografia da banda de 2001. 

 

Jamie Lidell já deu a conhecer a primeira música do seu novo disco. O álbum homónimo será lançado a dezanove de fevereiro, novamente pela Warp Records. What A Shame traz à tona o vigor do disco Multiply, de 2005 e esquece um pouco o ambiente mais acolhedor de Compass para mergulhar outra vez na sonoridade eletrónica. Confere...


Os suecos The Sweet Serenades disponibilizaram para download no soundcloud da Leon Records, a editora da própria banda, o single mais recente retirado de Help Me!. A canção chama-se After All The Violence e conta com a participação de Karolina Komstedt.  É fartar, Vilanagem...

 

E para o final deixei uma notícia bastante interessante e que foi conhecida hoje mesmo... Os Yo La Tengo têm quase trinta anos de carreira mas continuam ativos e a surpreender. A Matador Records acaba de anunciar que Fade, o sucessor de Popular Songs (2009), um dos melhores registos da imensa discografia da banda, verá a luz do dia no próximo dia catorze de janeiro de 2013. Será o décimo terceiro disco da banda formada por Georgia Hubley, Ira Kaplan e James McNew. Before We Run é o primeiro single retirado de Fade, tem uma toada épica mas mantém a habitual sonoridade ambiental e intimista dos Yo La Tengo.

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publicado por stipe07 às 18:19







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