01. Old Friend
02. In Nothing
03. Priscilla
04. Kasper
05. Blue Stockings
06. Saint Catherine St.
07. Changing Seasons
08. Dear Fellow Traveler
09. Miracle Cure
10. Whirlpool
Depois de ter lançado em fevereiro deste ano http://www.itstartshear.com, Peter Broderick, um músico norte americano de Portland e que se iniciou nos discos com Home, editado em 2008, está de regresso com These Walls Of Mine, o nome do seu novo álbum, lançado no passado dia vinte e dois de Outubro através da Bella Union.

Acerca do conceito que levou Peter a gravar o disco, o autor afirmou:
I had recently been experimenting at home with a microphone and a laptop, recording and uploading new songs for free online, each one alongside a photo and some words, and open to comments from the outside world. At some point Robert (Erased Tapes label founder) started listening to the music and felt compelled to encourage me to compile an album with all this material. [...] And in the end Robert got behind all the songs, which gave me the courage to finish the music for this release. These songs are best viewed as a collection of lyrical and vocal experiments. Of course the instruments and the music are important, but this album is held together by a dialogue of voices. Conversations with myself and with others. Several tracks contain lyrical contributions from friends and strangers, made possible with the help of the internet.
01. Inside Out There
02. Freyr!
03. I’ve Tried
04. Proposed Solution To the Mystery Of The Soul
05. When I Blank I Blank
06. These Walls Of Mine I
07. These Walls Of Mine II
08. I Do This
09. Copenhagen Ducks
10. Til DanMark
Os Sea Wolf são uma banda folk da Califórnia liderada pelo cantor e compositor Alex Brown Church, ao qual se juntam, atualmente, Church, Lisa Fendelander (teclado), Theodore Liscinski (baixo), Joey Ficken (bateria), Nathan Anderson (guitarra) e Joyce Lee (violoncelo). Recentemente lançaram Old World Romance, o novo disco da banda e que sucede a White Water, White Bloom. Old World Romance foi produzido e gravado no próprio estúdio de Alex e misturado por Kennie Takahashi, que já trabalhou com os The Black Keys e os Broken Bells. Old Friend, o grande destaque deste trabalho, está disponível para download no sitio do grupo.

Old World Romance é sonoramente um álbum linear; Ouve-se de uma ponta à outra sem grandes sobressaltos. Seja como for, há algumas canções que se destacam, como a já citada Old Friend, Saint Catherine, a bem humorada Dear Fellow Traveler e Priscila, uma belíssima canção de amor. O romantismo é a grande pedra de toque dos Sea Wolf e isso é bem evidente na forma como as cordas e os acordes acústicos se destacam e na postura vocal de Alex. Dentro da ta linearidade não deixa de haver uma certa abundância de belos detalhes sonoros típicos da estrutura convencional das canções pop.
Alex Brown, o grande mentor dos Sea Wolf, deverá ser uma pessoa extremamente reservada e pouco expansiva. A movimentada e bulicosa cidade dos anjos não será certamente grande fonte de inspiração para uma sonoridade tão outonal e introspetiva, com uma produção tão precisa e discreta e que deverá encontrar raízes em alguém que gosta de vaguear até tarde, reencontrar amigos do passado e tentar ocupar o pensamento a aprofundar sentimentos e assim uma maior valorização pessoal. Old World Romance deve ser visto desta perspetiva de certa forma singular e ser aceite como um compêndio de melancolia optimista e intimista, perfeito para acompanhar com o On The Road de Jack Kerouac ou para se aventurar por estradas, mares, ou seja lá onde for. Espero que aprecies a sugestão...
01. Old Friend
02. In Nothing
03. Priscilla
04. Kasper
05. Blue Stockings
06. Saint Catherine St.
07. Changing Seasons
08. Dear Fellow Traveler
09. Miracle Cure
10. Whirlpool
Panagiotis Melidis, um produtor oriundo de Milão que se esconde atrás de Larry Gus, lançou no início desta semana o seu primeiro álbum e com direito a download gratuito. O conjunto de ficheiros chama-se Silent Congas, está disponível na página da DFA e são nove extraordinárias canções que dão o pontapé de saída numa carreira que será certamente promissora!
Depois de em 2011 ter editado I Need A Vacation, o projeto islandês Ruddinn, liderado por Bertel Ólafsson, está a preparar novas canções. Há poucos dias Bertel enviou para Man On The Moon, em estreia nacional, Chrome Like Mirror, um novo tema que tem tido bastante aceitação nas rádios dessa ilha do atlântico norte. Quando chegar, o novo álbum merecerá certamente toda a minha atenção e divulgação.
Depois do aclamado EP The Rookie, e do álbum de estreia Shadows lançado em 2011, o quarteto californiano The New Division irrompe do silêncio com um novo EP. O trabalho chama-se Night Escape e tem como grande destaque o single homónimo que conta com a participação da dupla dream pop grega Keep Shelly in Athens.
Produzido por John Kunkel, Night Escape afasta-se um pouco das influências seminais da banda, decalcadas da synthpop dos Joy Division, New Order ou Depeche Mode e explora paisagens sonoras mais ambientais e flutuantes, feitas com sintetizadores cósmicos que levantam voo graças à voz celestial de Sarah P..
Night Escape by The New Division
Os nova iorquinos Ra Ra Riot, de Wes Miles, estão quase a lançar o terceiro disco, que deverá chegar no início de 2013, sendo o primeiro após a saída da multi instrumentista Alexandra Lawn. Beta Love é o primeiro single e deverá também ser o título desse álbum. Pela amostra, ficarão de fora os elementos mais orgânicos e os violinos, cabendo agora a primazia aos sintetizadores e a uma produção mais eletrónica e futurista. Beta Love será uma das grandes entradas no novo ano!
Coldplay Live 2012 é o primeiro registo ao vivo desta banda britânica em nove anos. O concerto foi gravado no Stade de France e teve direito a estreia mundial no cinema ontem, dia 13 de Novembro. A edição em CD e DVD será a dezanove de Novembro e permite aos fãs reviver alguns dos melhores momentos da digressão de Mylo Xyloto.
01. Mylo Xyloto
02. Hurts Like Heaven
03. In My Place
04. Major Minus
05. Yellow
06. God Put A Smile Upon Your Face
07. Princess Of China
08. Up In Flames
09. Viva La Vida
10. Charlie Brown
11. Paradise
12. Us Against The World
13. Clocks
14. Fix You
15. Every Teardrop Is A Waterfall
Ahmed Gallab é Sinkane, um compositor oriundo de uma família de professores universitários e músicos do Sudão e que desembarcou nos Estados Unidos da América em 1989 como refugiado político. Cresceu no Ohio a ouvir punk, reggae, música eletronica e sons típicos da sua terra natal. Entretanto mudou-se para Brooklyn, em Nova Iorque, já tocou com os Of Montreal, Yeasayer, Caribou e, conforme anunciei num Curtas..., lançou no passado dia vinte e três de outubro, por intermédio da DFA de James Murphy, Mars, aquele que já considerado por imensa crítica como um dos álbuns de 2012.

Mars é, antes de mais, um paraíso soul em todos os sentidos, com uma sonoridade universal, dançante e, ao mesmo tempo, íntima e suave. Gallab toca quase todos os instrumentos e não se fez rogado no uso de efeitos, quer nas batidas, quer nas guitarras. No entanto, conta com as contribuições de George Lewis Jr. dos Twin Shadows, Ira Wolf Tuton dos Yeasayer, alguns elementos da banda afrobeat Nomo, do flautista Stutzmcgee e do cantor Roberto Carlos Lange.
Num ano em que têm brilhado nomes como Frank Ocean, Onuinu, XXYYXX, Azealia Banks ou Alt-J, Sinkane dá mais um impulso gigantesco na música tipicamente folk e regional, com tiques da eletrónica, hip hop, dubstep, groove, reggae e o que mais apetecer a quem agora se dedica a esta mistura de sonoridades do passado com as ilimitadas possibilidades técnicas que o desenvolvimento tecnológico proporciona e disponibiliza aos produtores e compositores; Esta é, de certa forma, a seara sonora mais estimulante do ano de 2012, digamos assim e o novo grande nicho criativo, aquele que apresenta um horizonte mais amplo de expansão num futuro próximo.
Seja como for, a velhinha pop não deixa de estar presente, numa vertente um pouco psicadélica, assente nos ritmos e instrumentos africanos, sinal que Sinkane também estudou a fundo as pesquisas magrebinas de Damon Albarn. Mars acaba por soar, em simultâneo e de forma inteligente, como algo sofisticado e descontraído, havendo no ambiente criado pelas canções um certo humor e boa disposição, numa atmosfera típica de um afável e acolhedor dia de verão. Espero que aprecies a sugestão...

Mistura rock, samba, funk, bossa nova e pitadas de música latina, aumenta o som e prepara-te para ouvires Eu Preciso de um Liquidificador, o alegre disco dos Graveola e o Lixo Polifonico, editado já em outubro de 2011, mas que, mesmo com um atraso considerável, não poderia deixar de divulgar, devido às letras bem humoradas e contagiantes e por personificar uma autêntica farra de um grupo de jovens músicos que dialogam abertamente com grandes ícones da música brasileira.

Neste disco incrível, desta banda de Belo Horizonte e disponível para download, ouve-se indie rock feito com bons solos de guitarra, como em Blues Via Satélite e Desencontro e samba, daquele gostoso e sem compromisso, que marca presença em Desdenha. Outro ponto que merece destaque é a sintonia entre as vozes de José Luis Braga e Luiz Gabriel Lopes, o principal compositor dos Graveola e o Lixo Polifonico. Eles ainda ganham um reforço de alguns amigos nas canções Kg de Pão, O Cão e a Ciência e Lindo Toque, algo que reforça o espírito de coletividade no seio da banda.
Eu Preciso de um Liquidificador representa então um enorme salto qualitativo numa banda que esbanja beleza, suculentas texturas musicais e uma formatação sonora rara e habilmente desenvolvida.
É impressionante o número de mentes que trabalham por trás de cada uma das canções que transbordam do disco e ainda mais diversificado é o conjunto de ritmos, sons e incontáveis referências que borbulham enquanto se desenvolve o álbum. Sejam a pop agradável e nada descartável da tal Blues Via Stélite, as pequenas transições pelo jazz e pela bossa nova em Canção para um Cão Qualquer e Inverno, o samba, como já referi, em Desdenha, ou mesmo todo o clima caliente de Desmantelado, tudo se ouve como se estivessemos a fazer um grande passeio por diferentes épocas, estilos e preferências musicais.
Os Graveola e o Lixo Polifónico organizam neste Eu Preciso de um Liquidificador um convívio saudável entre tudo o que é música brasileira e promovem a arte da citação sem serem especializados em nenhum género e sem deixarem que qualquer um deles se sobreponha verdadeiramente. A música que se ouve aqui é uma harmoniosa chuva de detritos de toda a espécie, de todos os tempos ou apenas de hoje e representa uma explosão de criatividade que nunca se descontrola nem perde o rumo. Espero que aprecies a sugestão...

Sufjan Stevens está a preparar mais um álbum de Natal, com edição prevista a treze de novembro. O disco chama-se Silver & Gold: Songs for Christmas, Volumes 6-10 e já são conhecidos alguns temas, como a cover do clássico Angels We Have Heard On High.
No entanto, o meu destaque é Mr. Frosty Man, cujo vídeo mostra uma versão violenta do Natal em bonecos de plasticina, que inclui zombies a comer cérebros e um boneco de neve que salva o natal destruindo-os com uma motoserra e com uma espingarda.
CD 1 (Vol. 6 – Gloria)
01. Silent Night
02. Lumberjack Christmas/No One Can Save You From Christmases Past
03. Coventry Carol
04. The Midnight Clear
05. Carol Of St. Benjamin The Bearded One
06. Go Nightly Cares
07. Barcarola (You Must Be A Christmas Tree)
08. Auld Lang Syne
CD 2 (Vol. 7 – I Am Santa’s Helper!)
01. Christ The Lord Is Born
02. Christmas Woman
03. Break Forth O Beauteous Heavenly Light
04. Happy Family Christmas
05. Jingle Bells
06. Mysteries Of The Christmas Mist
07. Lift Up Your Heads Ye Mighty Gates
08. We Wish You A Merry Christmas
09. Ah Holy Jesus
10. Behold The Birth Of Man, The Face Of Glory
11. Ding – A
12. How Shall I Fitly Meet Thee?
13. Mr. Frosty Man
14. Make Haste To See The Baby
15. Ah Holy Jesus (With Reed organ)
16. Hark! The Herald Angels Sing
17. Morning (Sacred Harp)
18. Idumea (Sacred Harp)
19. Eternal Happiness Or Woe
20. Ah Holy Jesus (A capella)
21. I Am Santa’s Helper
22. Maoz Tzur (Rock Of Ages)
23. Even The Earth will Perish And The Universe Give Way
CD 3 (Vol. 8 – Christmas Infinity Voyage)
01. Angels We Have Heard On High
02. Do You Hear What I Hear?
03. Christmas In The Room
04. It Came Upon A Midnight Clear
05. Good King Wenceslas
06. Alphabet St.
07. Particle Physics
08. Joy To The World
09. The Child With The Star On His Head
CD 4 (Vol. 9 – Let It Snow!)
01. I’ll Be Home For Christmas
02. Santa Claus Is Coming To Town
03. The Sleigh In the Moon
04. Sleigh Ride
05. Ave Maria (Featuring Cat Martino)
06. X – Mas Spirit Catcher
07. Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!
08. Holly Jolly Christmas
09. Christmas Face
CD 5 (Vol. 10 – Christmas Unicorn)
01. Have Yourself A Merry Little Christmas
02. It Came upon A Midnight Clear
03. Up On The Housetop
04. Angels We have Heard On High
05. We Need A Little Christmas
06. Happy Karma Christmas
07. We Three Kings
08. Justice Delivers Its Death
09. Christmas Unicorn

Os canadianos HUDDLE, uma banda que divulguei por cá, no final de 2011, por causa do disco All These Fires, têm duas novas canções, de acordo com o sitio oficial da banda, onde estão disponíveis para audição. A banda esteve em estúdio com Jeff McMurrich (Fucked Up/Constantines/Sandro Perri) e deverá haver um novo disco em 2013.

Kill For Love dos Chromatics, é considerado por muitos como um dos melhores discos do ano, devido à sonoridade obscura do trabalho, e por usarem com mestria algumas referências sonoras dos anos oitenta. Algum do material que ficou de fora deste disco, deu origem a um outro álbum, intitulado Running For The Sun, disponibilizado em modo É Fartar, Vilanagem...
CHROMATICS / RUNNING FROM THE SUN / FULL ALBUM by JOHNNY JEWEL


Grande aposta da música britânica para o ano de 2013, os Fear Of Men conseguem transformar melodias sobre sentimentos amargurados em composições honestas e grandiosas. Uma delas é Mosaic, uma música já conhecida desde o início de setembro. O vídeo, recentemente divulgado, apresenta uma sucessão de imagens a preto e branco e diversos elementos metafóricos, sendo excelente para quem ainda desconhece o trabalho desta banda. A direção do vídeo é de Williams & Tardo em parceria com alguns membros do próprio grupo.
Liderados pela voz extravagante e aparentemente mal humorada de Robert Milton, os Dog Is Dead são uma banda inglesa natural de Nottingham, mesmo perto da toca do Robin dos Bosques e acabam de se estrear nos discos com All Our Favourite Stories, uma coleção de canções feitas com uma indie pop de qualidade, através da Banquet Records e da Atlantic Records.

Este quinteto pode estar no início da carreira e ter pouco tempo de atuação nos palcos, mas já têm conquistas importantes no currículo. Foram, em 2011, banda de abertura na digressão dos Bombay Bicycle Club, tocaram em Glastonbury, e participaram em espetáculos dos Cajun Dance Party e do Ok Go. Por isso, All Our Favourite Stories já tinha uma legião de fãs à espera de mais alguns hinos indie pop, ainda por cima com o apetite aguçado pela divulgação anterior dos singles Glockenspiel Song e River Jordan.
All Our Favourite Stories é um disco de estréia sólido, que contrasta momentos grandiosos e delicados com algumas batidas dançantes e vozes que se colam facilmente ao ouvido. Os Dog Is Dead têm, aparentemente, um talento inigualável para compôr hinos e misturar a sonoridade típica da indie pop com uma vertente eletrónica assente em sintetizadores e de forma simples, talentosa e inédita.
Os Dog Is Dead procuram vingar num terreno sonoro um pouco congestionado e liderado em Inglaterra por nomes como os Vampire Weekend, Bombay Bicycle Club, Two Door Cinema Club, Ok Go, Noah and The Whale e os The Maccabees. Com esta concorrência de peso não será fácil obter um lugar ao sol no atual panorama musical alternativo, mas há que reconhecer que não é qualquer banda que consegue, na estreia, combinar as óbvias estruturas do universo musical indie com alguns tiques de géneros tão díspares como o jazz ou a própria soul, de forma surpreendentemente sólida e agradável. Espero que aprecies a sugestão...
01. Get Low
02. Do The Right Thing
03. Teenage Daughter
04. Talk Through The Night
05. Two Devils
06. Hands Down
07. Glockenspiel Song
08. Heal It
09. River Jordan
10. Any Movement
11. Young
12. The Well
13. Ricochet
14. Burial Ground
15. Talent Show
16. All Our Favourite Outtakes
Os Ravens And Chimes são uma banda de art rock natural de Nova Iorque e formada por Asher Lack, o vocalista e líder da banda e por Avery Brooks, Rebecca Rossi, Mike Riddleberger e Patrick Ford. Estudantes de arte, música e cinema numa universidade da big apple, juntaram-se em 2005 para fazer música e depois de terem assinado pela Better Looking Records, estrearam-se nos discos, em 2006, com Reichenbach Falls , um disco muito louvado pela crítica local, a que se sucedeu o EP Holiday Life/Carousel, em 2009. Agora, em abril de 2012, editaram Holiday Life, um álbum que só tive oportunidade de ouvir agora, vários meses depois da edição, mas que, pelo seu conteúdo, não queria que passasse em claro.

Holiday Life é um álbum sólido e com uma sonoridade limpa e polida, que se aproxima das raízes da melhor indie pop do continente norte americano. Cada uma das canções é um single em potência. Os Ravens And Chimes são de Nova Iorque, mas está no Canadá, onde residem os Arcade Fire de Win Butler e Régine Chassagne, a sua maior influência, que também ditou as fundações dos Fanfarlo, a resposta britânica a esta sonoridade orquestral, feita de pianos com arranjos delicados, esperança, luz, extravagância e sumptuosidade.
Há por aqui melodias etéreas e letras comoventes (Past Lives, Carousel) que conseguem levar-nos para longe da realidade, canções com um ritmo intenso (The Parting Glass, Hearts Of Palm), cheias de alegria, cor e diversão e que forçam o nosso subconsciente a pensar positivamente e a sorrir, mesmo que para isso, nestes dias conturbados, não haja, aparentemente, um motivo palpável.
De certa forma, Holiday Life, ajuda-nos a afastar as nuvens dos nosso problemas e angústias e a pormos na linha da frente mental aquelas coisas, grandes e pequenas, que nos deixam felizes porque, obrigatoriamente, também fazem parte da nossa vida. É como se a audição deste disco, com um valor sentimental inegável, como o título indica, nos fizesse, naqueles cerca de quarenta minutos, conseguir uma catars e tirar férias daquela vida, por defeito quase sempre difícil que vivemos. O final do disco, com o som de pássaros a cantar, é algo surreal e ao mesmo tempo solene, contagiante, tranquilo e reconfortante. Espero que aprecies a sugestão...
01. Division Street
02. The Parting Glass
03. Past Lives
04. Clarissa Explains It All
05. Night
06. In Rooms
07. Hearts Of Palm
08. Fox Gloves
09. Arrow
10. Carousel

Quase três anos após o último álbum, os Eels voltaram ao estúdio e acabam de anunciar um novo disco para o início de 2013. A rodela irá chamar-se Wonderful, Glorious e deverá ver a luz do dia no próximo dia cinco de fevereiro, através da Vagrant Records.
Mark Oliver Everett já divulgou o primeiro single desse novo disco; A canção extraordinária chama-se Peach Blossom e tem a sonoridade rock habitual nos últimos lançamentos deste grupo.

Naturais de Brisbane, na austrália, os já veteranos do rock The Go-Betweens acabam de lançar, através da EMI, a primeira coletânea da sua já longa carreira, intitulada Quiet Heart: The Best of the Go-Betweens. O disco inclui também um DVD ao vivo, Vienna Burns, relativo a um concerto que o grupo deu, em 1987, na cidade de Viena.
Os The Go-Betweens, liderados por Grant McLennan e Robert Forster, influenciaram o som de outros grupos tão importantes como os Belle & Sebastian ou os Teenage Fanclube. Editaram ao longo da sua carreira um conjunto de álbuns de relevo, nomeadamente, no início, Send Me a Lullaby (1982) e Before Hollywood (1983). Depois Robert Vickers juntou-se no baixo e lançaram Spring Hill Fair (1984) e Liberty Belle and The Black Diamond Express (1986). Quando Amanda Brown se juntou à banda, para cantar e tocar violino, apareceu Tallulah (1987).
01. Spring Rain
02. Love Goes On!
03. Bye Bye Pride
04. Part Company
05. Darlinghurst Nights
06. Bachelor Kisses
07. Surfing Magazines
08. Karen
09. The Clock
10. Head Full Of Steam
11. Streets Of Your Town
12. People Say
13. Finding You
14. Dive For Your Memory
15. Cattle And Cane
16. Right Here
17. Here Comes A City
18. Quiet Heart
Vienna Burns – Live 1987
01. Unkind And Unwise
02. Part Company
03. The House That Jack Kerouac Built
04. The Clarke Sisters
05. The Wrong Road
06. Cut It Out
07. Head Full Of Steam
08. Right Here
09. In The Core Of The Flame
10. Man O’Sand To Girl O’Sea
11. Spring Rain
12. Apology Accepted

Para comemorar o 50º aniversário, os Rolling Stones decidiram lançar uma grande colectânea de três álbuns, onde se incluem duas músicas novas.
Cinco continentes, cinquenta cidades e mais de três mil locais, incluindo o Big Ben de Londres, o Empire State Building de Nova Iorque, ou o Skytree, de Tóquio, foram atacados por gorilas virtuais, em 3D e ao estilo de King Kong, que utilizam a imagem de GRRR! para revelar a maior campanha de realidade aumentada da história da música.
Lisboa também foi contemplada com esta iniciativa, na Praça do Comércio. O imponente design de GRRR! foi criado por Walton Ford, o artista que se tornou famoso pelos seus icónicos quadros de vida selvagem.
CD 1
01. Come On
02. Not Fade Away
03. It’s All Over Now
04. LIttle Red Rooster
05. The Last Time
06. (I Can’t Get No) Satisfaction
07. Time Is On My Side
08. Get Off My Cloud
09. Heart Of Stone
10. 19th Nervous Breakdown
11. As Tears Go By
12. Paint It, Black
13. Under My Thumb
14. Have You Seen Your Mother, Baby, Stading In The Shadow?
15. Ruby Tuesday
16. Let’s Spend The Night Together
17. We Love You
CD 2
01. Jumpin’ Jack Flash
02. Honky Tonk Women
03. Sympathy For The Devil
04. You Can’t Always Get What You Want
05. Gimme Shelter
06. Street Fighting Man
07. Wild Horses
08. She’s A Rainbow
09. Brown Sugar
10. Happy
11. Tumbling Dice
12. Angie
13. Rocks Off
14. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)
15. It’s Only Rock ‘N’ Roll
16. Fool To Cry
CD 3
01. Miss You
02. Respectable
03. Beast Of Burden
04. Emotional Rescue
05. Start Me Up 3:33
06. Waiting On A Friend
07. Undercover Of The Night
08. She Was Hot
09. Streets Of Love
10. Harlem Shuffle
11. Mixed Emotions
12. Highwire
13. Love Is Strong
14. Anybody Seen My Baby?
15. Don’t Stop
16. Doom And Gloom
17. One More Shot

Steve Hauschildt, músico dos Emeralds, acaba de divulgar mais um tema do seu novo disco a solo, chamado Sequitue e que será editado já na próxima segunda feira, através da Kranky. A canção chama-se Constant Reminders e além da instrumentação vintage, destaca-se pela voz, alterada sinteticamente e a repetir mecanicamente Yes, I’m constantly reminded of you.

Sapient é um produtor de Portland e com ligaçõess ao coletivo Sandpeople, além de fazer parte da dupla Debaser. No entanto, individualmente, também produz e prepara-se para lançar Slump, em princípio a dezanove de fevereiro do próximo ano, através da Camobear Records.
Convido-te a clicares no artwork e a acederes ao primeiro single.
Os Archive, um colectivo trip hop de doze elementos repartidos por Londres, Paris e Brighton, formado em 1994 por Darius Keeler e Danny Griffiths, regressaram no final do passado mês de agosto, com o lançamento do oitavo álbum de estúdio, intitulado With Us Until You’re Dead. Este coletivo é responsável por alguns dos mais marcantes discos do panorama alternativo dos últimos vinte anos, com destaque para o Londinium de 1996 e Noise de 2004.

Nestas quase duas décadas os Archive tornaram-se talvez no nome maior da vertente mais sombria e dramática do trip hop. Este With Us Until You’re Dead é produzido por Jerome Devoise e naturalmente trilha caminhos que vão da electrónica à soul, passando pela pop de câmara, com vários pontos de contacto com o trabalho de nomes como os Massive Attack, Radiohead, The Aloof, UNKLE e Pink Floyd. Durante a audição do disco é notória uma fusão entre orquestra, electrónica e elementos progressivos, com pontes brilhantes entre momentos de maior intensidade com outros mais intimistas, levando-nos, dessa forma, ao encontro de emoções fortes e exposivas, outrora adormecidas, para depois nos serenar.
Violently, o primeiro single, é uma música negra, bastante poderosa e que conta com a participação especial da estreante Holly Martin, uma moça nova com uma voz bastante apetecível, numa música intensa e poderosa. Este tema, profundamente emotivo e cinematográfico, recebeu um vídeo igualmente perturbador, criado pelo designer gráfico Brian Cannon, responsável por capas de álbum dos Oasis e dos The Verve, entre outros.
Os Archive sempre foram honestos e coerentes na sua sonoridade, seguindo uma linha complexa, porque abarca variados estilos e tendências musicais, mas sempre linear, porque raramente se desviaram deste ambiente sonoro geral que os carateriza. With Us Until You’re Dead tem alma e paixão, é fruto de três anos de intenso trabalho e consegue ter canções perfeitas, com vozes carregadas de intriga e profundidade.
Seja por causa de momentos em que a bateria é estranhamente dançante, pela majestosidade dos sintetizadores, ou pela elegância vocal, estamos na presença do álbum de trip hop do ano. Espero que aprecies a sugestão...
01. Wiped Out
02. Interlace
03. Stick Me In My Heart
04. Conflict
05. Violently
06. Calm Now
07. Silent
08. Twisting
09. Things Going Down
10. Hatchet
11. Damage
12. Rise
13. Aggravated Twisted Fill (Bonus)
14. Soul Tired (Bonus)
No passado dia dois de outubro assinalou-se o regresso dos The Wallflowers aos discos, sete anos depois de Rebel, Sweetheart, editado em 2005. O novo álbum da banda de Jakob Dylan, filho do Bob Dylan, chama-se Glad All Over, viu a luz do dia através da Columbia Records e o primeiro single extraído foi, conforme anunciei num Curtas... de agosto, Reboot The Mission, uma canção que conta com a participação do guitarrista dos The Clash, Mick Jones e que está disponível para download gratuito no sitio da banda.
Glad All Over foi gravado em Nashville, no Easy Eye Sound Studio e juntou Jakob com os membros originais da banda, Greg Richling e Rami Jaffee, tendo sido produzido por Jay Joyce (Emmylou Harris, Cage the Elephant). A banda já tinha editado seis álbuns entre 1992 e 2005, sendo um deles uma coletânea, além de contarem com a presença em diversas bandas sonoras de filmes.

Desde que Bruce Springsteen se juntou em palco ao filho de Bob Dylan, em 1997, num concerto de promoção de Bringing Down The Horses, o primeiro disco dos The Wallflowers, esta banda nunca mais deixou de se redescobrir na sua capacidade de interpretar o rock, a sonoridade típica do Boss. Numa época em que vingavam as boysbands e começavam a aparecer algumas princesas da pop, Jakob teve sempre a capacidade e a frieza de conseguir, através do seu talento, fazer com que os The Wallflowers conquistassem o seu espaço e não à custa do seu apelido, que certamente lhe daria enormes dividendos, caso optasse por uma carreira a solo feita com sonoridades mais acessíveis e comerciais. Acompanho esta banda desde o início e admirei sempre esta capacidade dos The Wallflowers de se manterem numa certa penumbra, num espaço sonoro alternativo altamente confortável e qualitativamente impressionante.
A herança do caráter nostálgico, tipicamente norte americano, feito de tensões melódicas, uma intensa habilidade lírica e de um folk rock feito com guitarras aditivas, construiu o cardápio sonoro deste grupo e mantem-se neste Glad All Over. No entanto, Reboot The Mission, não terá sido escolhido ao acaso para primeiro single; A presença de Mick Jones, que também participa em Misfits And Lovers, terá sido decisiva para agora os The Wallflowers, dentro da tal herança sonora que carregam, optarem por nuances com uma cariz menos aberta e comercial, para fazerem uma pequena inflexão e passarem a abarcar também sonoridades mais ouvidas na chamada brit rock, feitas à custa de linhas de baixo carregadas de groove e funky e uma bateria muito mais omnipresente, interpretada por Jack Irons, músico que já tocou com os Pearl Jam e os Red Hot Chili Peppers, entre outros.
Por isso, Glad All Over é agora o disco mais rock, blues e groove da discografia dos The Wallflowers e acrescenta ao seu cardápio todos estes tiques sonoros. E torna-se um prazer enorme, tantos anos após a estreia, perceber que o som da banda é solto e espontâneo, que tudo se encaixa, faz sentido e que estes tipos soam como um grupo de veteranos experientes já que sabem perfeitamente o que querem e o que vão criar quando entram num estúdio, algures em Nashville. Espero que aprecies a sugestão...
01. Hospital For Sinners
02. Misfits And Lovers (Feat. Mick Jones)
03. First One In The Car
04. Reboot The Mission (Feat. Mick Jones)
05. It’s A Dream
06. Love Is A Country
07. Have Mercy On Him Now
08. The Devil’s Waltz
09. Won’t Be Long (Till We’re Not Wrong Anymore)
10. Constellation Blues
11. One Set of Wings
All The Wars, gravado nos Real World Studios, cujo proprietário é Peter Gabriel, é o título do novo disco dos Pineapple Thief e foi lançado no passado dia três de Setembro. Este novo álbum sucede ao bem recebido Someone Here Is Missing (2010) e ao EP Show A Little Love (2010). De acordo com Bruce Soord, o líder desta banda britânica natural de Sommerset, não foram poupados esforços na conceção, criação e produção deste trabalho.

All The Wars tem momentos típicos de uma sonoridade tipicamente rock, mas também consegue dar-nos instantes sonoros delicados, tudo isto graças à capacidade critiva da banda, mas também à presença, em algumas canções (All The Wars, Build a World e One More Step Away), de uma orquestra de vinte e dois músicos, nomeadamente a Prague Philharmonic Orchestra. O resultado final acaba por ser um excelente compêndio de rock alternativo com nuances eletrónicas, dominado por guitarras marcadas por compassos irregulares e distorções que se entrecuzam com uma vertente mais acústica, feita com delicados arranjos de cordas.
Os The Pineapple Thief encontram as suas raízes no rock progressivo, mas estão a demonstrar aqui conseguir oferecer propostas mais acessíveis e dessa forma adicionar a folk e a indie ao seu cardápio sonoro. Acabam por poder ser incluídos naquele rol de bandas que gostam de experimentar e direcionar a sua música por diferentes caminhos a cada novo disco. All The Wars tem um cariz mais suave e orgânico que o antecessor Someone Here Is Missing.
É interessante perceber que era no fim que estava reservada a maior surpresa deste All The Wars. É na canção final que essa fusão de elementos do rock com a música clássica atinge o ápice; São nove minutos em que se misturam batidas do baixo, solos de guitarra, sintetizadores, samplers, arranjos de cordas e vozes imponentes e Reaching Out representa o momento em que a banda finalmente sai da sombra das suas referências musicais, para conquistar o seu espaço entre os grandes nomes do rock progressivo atual. Um desfecho surpreendente e emocionante para um álbum brilhante.
Uma curiosidade final; A capa do disco é da autoria de Storm Thorgerson, o lendário designer que fez, por exemplo, as capas dos Pink Floyd. Espero que aprecies a sugestão...
CD 1
01. Burning Pieces
02. Warm Seas
03. Last Man Standing
04. All The Wars
05. Build A World
06. Give It Back
07. Someone Pull Me Out
08. One More Step Away
09. Reaching Out
CD 2 (More Wars – The Acoustic Sessions)
01. Warm Seas
02. All The Wars
03. Last Man Standing
04. Every Last Moment
05. One More Step Away
06. Someone Pull Me Out
07. Burning Pieces
08. Reaching Out
09. Light Up Your Eyes
Os Life In Film são uma banda de Londres formada por Samuel Fry, Micky Osment, Edward Ibbotson e Dominic Sennétt. Nos últimos anos compuseram um par de canções e, finalmente, no passado mês de agosto lançaram um EP de estreia, intitulado Needles And Pins, através da Tell Your Friends/Sony. A canção homónima está disponível para download no soundcloud do grupo, assim como a audição do EP.
Quando foi questionado acerca do significado desta canção, o cantor dos Life In Film, Samuel Fry, afirmou:
It’s a song about lost love. I guess that’s pretty explicit in the lyrics. Musically though I guess it worked its way into something quite expansive – once we had a nice groove going on it was possible for us to keep it quite spacious, with guitar and bass details coming in and out. It all came together quite naturally from a basic idea which we gradually developed. We treated each tune in isolation and tried to find the musical context which fits it best. In the studio we tried to capture a natural sound, and I think this comes across on the EP and gels it together well.
A gravação deste EP contou com a colaboração de Stephen Street, um nome conhecido pro já ter trabalhado com os The Smiths, Blur e The Cranberries, entre outros. Street também irá produzir o disco de estreia desta banda inglesa. Estarei atento...
01. Needles And Pins
02. Suitcase
03. Carla
04. Until It’s Over
05. Lose Control
O que não falta ao trabalho de Daniel Johnston são composições caseiras consumidas pela dor e a amargura dos versos. Em mais de trinta anos de carreira o músico já forneceu inspiração e canções para uma infinidade de novos e velhos artistas, músicos como a cantora e compositora Marissa Nadler que apresenta agora uma versão mais elaborada do clássico Devil Town. Originalmente gravada no disco 1990, a canção foi lançada no Soundcloud da artista e pode ser obtida gratuitamente.
Estamos no início de novembro, mas os preparativos para o Natal estão em alta. Dessa vez quem nos presenteia antecipadamente são os norte-americanos The Shins, com Wonderful Christmastime, uma versão da canção com o mesmo nome gravada originalmente por Paul McCartney em 1979. Entre guizos, teclados e vozes em coro, a banda lança uma canção que curiosamente parece relacionar-se com os primeiros discos da banda, principalmente o adorável Chutes To Narrow, de 2003.
A Noise Trade acaba de disponibilizar o último álbum de Josh Rouse, lançado no final de 2011. A rodela chama-se Josh Rouse And The Long Vacations e encontra-se disponível para download gratuito.
Os School Of Seven Bells estão prestes a editar um EP intitulado Put Your Sad Down e que sairá a treze de novembro. Este novo trabalho tem cinco músicas, quatro inéditos e Lovefingers, uma cover dos nova iorquinos Silver Apple, e de acordo com Ben Curtis é o material mais divertido que os School Of Seven Bells já produziram. No entanto, o meu tema preferido do EP é este Secret Days. Confere...
01. Put Your Sad Down
02. Secret Days
03. Faded Hearts
04. Lovefingers
05. Painting A Memory
A Labrador Records disponibilizou recentemente Memories, o novo single dos suecos Sambassadeur e que tem Hours Away como lado B. Confere...
01. Memories
02. Hours Away
Os norte americanos California Wives são de Chicago e nadam em águas que abrangem o típico indie rock, tantas vezes abordado neste blogue. Na sua composição encontramos quatro jovens, que ocupam as normais posições numa banda deste estilo, com guitarra, baixo, bateria e teclados e voz. Jayson Kramer, mentor e vocalista da banda, foi quem deu o tiro de partida do projecto que partiu de uma decisão, algo arriscada dele, de desistir do curso de Medicina que estava a tirar.
Apesar de serem uma banda recente, já conseguiram chamar a atenção de alguns blogues norte americanos e da conceituada Pitchfork, que os elogiaram aquando da sua passagem pelo SXSW. Também os citei em Curtas... XXXVI devido ao single Marianne, presente no álbum de estreia, Art History, que está disponível para escuta aqui e que foi lançado no passado dia quatro de setembro pela Vagrant Records, casa de nomes tão conceituados como os Hold Steady, PJ Harvey ou Band of Skulls. Na produção desta rodela trabalharam em Nova Iorque com Claudius Mittendorfer, produtor de bandas como os Interpol, Neon Indian e os Wild Nothing.

Para quem aprecia a indie pop, Art History é um prato cheio e saboroso. As primeiras cinco canções aseentam numa base mais eletrónica e, na metade seguinte, são as sonoridades mais alternativas que ganham papel de relevo. Seja como for, o disco alinha-se pela pop dos New Order da década de oitenta, mas também segue a cartilha new wave, shoegaze e lo fi dos anos noventa, com melodias muito bem acompanhadas por teclados, que dão a sensação que estamos na presença de uma espécie de banda fictícia, dentro de um filme ou série. Os California Wives acabam por servir para nos mostrar que as novidades boas, não o são apenas porque trazem algo diferente; Purple é uma ótima música, daquelas com guitarras que te deixam com um sorriso discreto e Marianne é um sucesso adormecido que expõe sentimentos nostálgicos e ganha uma luz imensa quando recebe as vozes femininas e nos preenche com o extraordinário refrão.
Em suma, Art History é um disco seguro, sólido e que personifica os anseios de uma banda que está em pleno processo de definição do seu som. O álbum soa-me melhor a cada escuta que passa e estou certo que acabarão por vir excelentes novidades e canções no futuro, pela mão criativa destes California Wives. Espero que aprecies a sugestão...
01. Blood Red Youth
02. Tokyo
03. Marianne
04. The Fisher King
05. Los Angeles
06. Photolights
07. Purple
08. Better Home
09. Twenty Three
10. The New Process
11. Light Year

Os norte americanos Love Hate Affair, naturais de Austin, no Texas e formados por John Shaw, Armando Raymos, Adam Zuniga e Devin Anderson, preparam-se para lançar o disco de estreia e, em jeito de antecipação, editaram recentemente um EP que tem sido bem recebido pela crítica e com canções que já foram, inclusive, utilizadas em alguns anúncios comerciais.
A sonoridade dos Love Hate Affair é fortemente influenciada pelos Joy Division, White Lies e Interpol, com uma vertente um pouco mais eletrónica, abarcando assim também outros nomes, nomeadamente os franceses M83 ou os Cut Copy, algo que o conteúdo deste homónimo Love Hate Affair confirma.
Têm andado em digressão e também a abrir concertos dos Hot Hot Heat e dos Wartapes. No sitio da Reverbnation é possível encontrar mais informação sobre a banda e fazer o download de três canções do EP. Espero que aprecies a sugestão...
01. Awake To You
02. You’re Not A Ghost
03. Travel Back To You
04. A New Lover
05. Not A Contest
06. Anger Within
07. Light Up The Clouds

Logo à primeira audição são evidentes as semelhanças entre Banks e o conteúdo dos lançamentos mais recentes da discografia dos Interpol. As canções aproximam-se do pós punk e das mesmas aproximações climáticas que lhe trouxeram destaque com a sua banda. Este músico britânico, naturalizado norte americano está mais solto e procura também adaptar-se e experimentar a mesma indie pop colorida de alguns artistas europeus. Surgem assim aproximações com o trabalho de bandas como Shout Out Louds e em alguma medida os instantes menos sombrios da obra dos Smiths, o que resultou numa sonoridade menos fria do que o conteúdo da estreia a solo.
A tentativa de estabelecer um novo rumo fica logo plasmada no eixo inicial do álbum; The Base é a minha música preferida neste trabalho e um tema que constituirá um marco na carreira de Paul. Depois, enquanto Over My Shoulder delimita a construção de melodias práticas e versos acessíveis, Young Again puxa o músico para um resultado de claras renovações, com o vocalista dos Interpol a mergulhar em pequenos encaixes eletrónicos, acordes leves, dedilhados e vozes que se mantêm suaves até os últimos instantes. Sobra até para o cantor raspar na fragilidade da folk na abertura da ensolarada e inteiramente instrumental Lisbon, uma das composições mais delicadas e distintas de toda a carreira do artista.
Enquanto a primeira metade do álbum concentra o que há de mais raro e diferente em toda a trajetória do músico, na segunda metade Banks vai de encontro ao que há de mais tradicional e obscuro nas suas composições. Surgem assim aproximações diretas ao trabalho com os Interpol, resultado identificado nas guitarras e vozes sóbrias que delimitam toda a mecânica de Paid For That, canção que poderia facilmente ser encontrada no último disco, homónimo, da banda de Nova Iorque. A mesma tonalidade é audível em Summertime Is Coming, canção que mesmo mergulhada em acertos mais acústicos, está sonoramente próxima de tudo o que o músico está habituado a promover. Um dos grandes trunfos de Banks acaba por assentar no registo vocal de Paul que, à semelhança dos Interpol, mantém uma elevada capacidade de atrair o ouvinte.
Com uma proposta menos experimental do que na estreia e canções dotadas de forte delineamento comercial, em Banks, Paul demonstra que está pronto para arriscar novos territórios e experiências. Espero que aprecies a sugestão...
1. The Base
2. Over My Shoulder
3. Arise, Awake
4. Young Again
5. Lisbon
6. I’ll Sue You
7. Paid For That
8. Another Chance
9. No Mistakes
10. Summertime Is Coming
Os Villagers impressionaram na estreia com Becoming a Jackal, um disco impregnado com uma folk suave e acústica, muito semelhante à sonoridade dos Bright Eyes. Com uma eletrónica chill out cuidadosa, a estranhíssima The Waves é o novo single desta banda irlandesa e foi lançado no passado dia vinte e dois de outubro através da Domino Records.
The Waves é sublime nos seus vários momentos, não só na instrumentação eletrónica, como no ritmo verbal de Conor, o vocalista, rápido e balbuciado. O próprio video da canção é completamente lisérgico, já que mistura psicadelia com monitores cardíacos. O novo álbum deve ver a luz do dia lá para o final do ano, ou até mesmo só no inicio de 2013. Mas esta musica é simplesmente fabulosa!
Os canadianos The Darcys, uma das mais extraordinárias bandas de indie rock experimental desse país, resolveram fazer uma cover de um álbum completo, nomeadamente o Aja, um disco de 1977, da autoria de Steely Dan. E o melhor é que estão a oferecer o disco gratuitamente no sitio da banda.
Mas as novidades dos The Darcys não se ficam por aqui... O produtor Rey Pila fez uma remistura para o tema I Got The News, que também pode ser obtido gratuitamente. É fartar...
Com o fim dos Girls, Christopher Owens, vocalista e guitarrista dessa banda californiana, anunciou uma carreira a solo e assim deu asas para que os antigos integrantes e músicos de apoio do grupo apresentassem os seus próprios trabalhos.
Assim, os PAPA, são a nova banda de Darren Weiss, o antigo baterista dos Girls e tem uma sonoridade totalmente diferente em relação ao que desenvolvia há pouco mais de um ano na sua antiga banda. Nos PAPA, as canções têm uma toada mais pop, épica e luminosa, como comprova o single Put Me To Work. Confere...
John Talabot e Pional já se tinham encontrado no decorrer do álbum Fin, o disco de estreia do produtor espanhol, lançado há poucos meses. Na ocasião o dupla criou a dançante e aditiva Destiny, uma das canções mais poderosas do registo.
Braves é a mais recente criação da dupla e neste tema somos novamente imersos no mesmo universo climático que costura o álbum de estreia de Talabot, com melodias lânguidas, que são atravessadas por batidas agitadas e cativantes.
John Talabot & Pional - 'Braves' by FACT magazine
Em 2012, Montag, um produtor natural de Montreal, no Canadá, tomou em mãos um projeto intitulado Phases, através do qual tem lançado um single todos os meses. O mais recente e que me fez descobrir esta epopeia sonora, chama-se Memori, um tema lindíssimo, numa toada synth pop e que conta com a participação especial de Erika Spring, cantora das Au Revoir Simone.
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