Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

Jason Collett – Reckon

Natural de Toronto, Jason Collet é um compositor e cantor que além de fazer parte dos Broken Social Scene também enveredou por uma carreira a solo. Assim, no passado dia vinte e cinco de setembro, chegou às lojas Reckon, o seu último disco, através da Arts & Crafts. Este novo registo inclui uma rodela bónus, intitulada Essential Cuts, composta por onze canções selecionadas pelo próprio Collett e serve de retrospetiva a uma carreira de dez anos.Um dos grandes destaques de Reckon é, sem dúvida, I Wanna Rob A Bank, tema com direito a um excelnte vídeo da autoria de Corey Ogilvie.

Muitas vezes conotado, ao longo da sua carreira, como um músico que gosta de escrever letras com um forte cariz politico e social, a propósito da escrita de Reckon, Collett afirmou: I just did my best to avoid the shrill rhetoric that makes most political songwriting unlistenable. Assim, desta vez o compositor canadiano teve a preocupação de tentar desembaraçar-se dessa fama que, independentemente das nobres intenções que procure abraçar, acaba sempre por deixar marcas na carreira de um músico e fazer com que muitas vezes o que realmente importa (a música), passe para segundo plano.

Agora, a maior parte das personagens criadas em Reckon falam também de sentimentos, sendo bom exemplo Pacific Blue, logo a primeira canção, que relata a viagem de alguém que sofreu mudanças na sua vida devido à atual crise financeira e Talk Radio, um tema onde o narrador, na primeira pessoa, relata o seu sofrimento económico (What is happening to me? I have done all the right things, I am a Christian, God-fearing, I work hard, I work hard for my family).

A vertente mais virada para o coração confere a este novo trabalho uma maior moderação lírica, talvez a força maior do álbum. Por isso, temos uma coleção de canções contemplativas, onde ganha primazia o sofrimento humano em vez da procura de respostas económicas para o estado atual do mundo ocidental, sendo o tal single I Wanna Rob A Bank, a metáfora perfeita desta decisão de Jason em misturar a sua habitual temática de intervenção com aquilo que de mais profundo move a natureza humana.

Em Reckon, Jason esquivou-se finalmente das armadilhas que habitualmente a música de cariz mais político coloca aos seua autores, mas não deixa de, subtilmente, espalhar a sua mensagem social. Espero que aprecies a sugestão...

Reckon
01. Pacific Blue
02. Jasper Johns’ Flag
03. King James Rag
04. Sailor Boy
05. Ask No Questions
06. You’re Not The One And Only Lonely One
07. Miss Canada
08. Talk Radio
09. I Wanna Rob A Bank
10. Where Things Go Wrong
11. Song Of The Silver Haired Hippie
12. Black Diamond Girl
13. My Daddy Was A RocknRoller
14. Don’t Let The Truth Get To You
15. When The War Came Home

 

Essential Cuts (Bonus Disc)
01. Bitter Beauty
02. Blue Sky
03. We All Lose One Another?
04. Hangover Days?
05. I’ll Bring The Sun?
06. No Redemption Song?
07. Charlyn, Angel Of Kensington?
08. Brother
09. Long May You Love?
10. Love Is A Dirty Word?
11. Every Night


autor stipe07 às 13:24
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

Egyptian Hip Hop - Good Don't Sleep

Esclareço desde já que os Egyptian Hip Hop não são do Cairo nem fazem hip hop. Good Don't Sleep, lançado no passado dia vinte e dois de outubro pela R&S é o longa duração de estreia desta banda britânica que se formou em 2008 e desde logo teve tudo para se tornar em mais uma nova coqueluche dos media britânicos, devido ao EP de estreia editado em 2010 e que colocou em sentido várias publicações, entre elas a conceituada NME. No entanto, após esse registo, este quarteto natural de Manchester não deu mais sinais, até que, finalmente, chegou um álbum feito com sintetizadores, guitarras fragmentadas e outros detalhes sonoros nada óbvios e, por isso, merecedores de toda a atenção por parte deste blogue.

Tendo em conta esta introdução, é fácil para os leitores mais atentos cairem na tentação de se lembrarem logo da semelhança concetual que poderá haver entre estes Egyptian Hip Hop e outros projetos conterrâneos e contemporâneos, nomeadamente os Alt-J (∆) e os Django Django. No entanto, quem avançar além desta simples leitura e se debruçar no que realmente importa, o conteúdo de Good Don't Sleep, concluirá que Foals ou Wild Beasts são nomes mais de acordo com o rumo sonoro traçado por estes Egyptian Hip Hop.

Esta hiato de dois anos após o tal EP teve o lado positivo de permitir que o relativo esquecimento em que a banda mergulhou após a assimilação pela crítica do seu conteúdo, a possibilitasse desenvolver e gravar este Good Don't Sleep sem grandes pressões e responsabilidades. O disco mantém os realces sonoros do EP e melhora a identidade sonora do grupo, agora menos colorida e mais climática; Logo no início, em Tobago, todas as transformações em torno do trabalho do grupo se tornam visíveis. Antes essenciais, os sintetizadores agora ocupam um espaço muito mais suave e opaco. Este tonalidade mais sombria encontra eco na própria capa soturna do disco e reflete o tal natural amadurecimento da banda, não apenas em idade, mas principalmente em conceitos e experiência.

Ainda que não deixe de soar a imensas das propostas que nos chegam das ilhas britânicas, a forma como Good Don't Sleep se materializa puxa-nos também para cenários sonoramente distintos. Em Alalon fica muito clara essa predisposição, com a banda a ir aos confins subterrâneos do obscuro lo fi norte americano e em Yoro Diallo, ainda nesse país, mergulham na crua sujidade pop da década de oitenta e tocam ao de leve e de forma subtil num clima um pouco tropical.

Por mais que a sonoridade experimental de faixas como Strange Vale SYH pareçam ter o objetivo de afastar os Egyptian Hip Hop do público, no meu caso pessoal são canções com este recorte e realces sombrios que me fizeram espevitar a curiosidade relativamente a Good Don't Sleep e que atestam a capacidade criativa de uma banda. Por isso, mesmo sendo um confesso admirador do que os conterrâneos Alt-J (∆) desenvolveram em An Awesome Wave, reconheço nos Egyptian Hip Hop dotes para chegar à mesma meta através de percursos ainda mais sinuosos e, dfessa forma, passíveis de chocarem com uma miríade mais intensa de géneros e tiques sonoros.

Good Don't Sleep é um álbum distinto, curioso e com diversas pontas soltas que me deixaram com água na boca relativamente ao futuro dos Egyptian Hip Hop. Espero que aprecies a sugestão...

01 Tobago
02 The White Falls
03 Alalon
04 Yoro Diallo
05 Strange Vale
06 Snake Lane West
07 Pearl Sound
08 SYH
09 One Eyed King
10 Iltoise 


autor stipe07 às 13:03
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Vitorino Voador - Vitorioso Voo

Foi editado no passado dia vinte e dois de novembro pela Optimus Discos, Vitorioso Voo, o EP de estreia de João Gil, músico dos diabo Na Cruz e You Can't Win Charlie Brown, entre outros e que neste seu projeto a solo assina como Vitorino Voador. Este EP antecipa uma estreia nos álbuns, já no início do próximo ano, um trabalho cujo conteúdo ainda está um pouco no segredo dos deuses mas que, pelos vistos, já está praticamente pronto.

Vitorino Voador é mais um novo projeto refrescante no universo musical nacional, que vive em contra ciclo com o ambiente de crise e de angústia social que nos assola. Esta paisagem humana um pouco depressiva e angustiada que preenche as nossas cidades é, pelos vistos, uma boa fonte de inspiração e a música um veículo previligiado para afugentar medos e renovar com esperança e cor esta tal cor que mal nos ilumina.

As canções de o Vitorioso Voo foram escritas no recanto do lar, ao piano e como não se inseriam propriamente na sonoridade das bandas que o João integra, fizeram com que ele tivesse a feliz ideia de não as colocar de lado e conceber um espaço identitário próprio que as pudesse abarcar. O nome Vitorino apareceu por acaso, devido ao erro num cartaz, mas acabou por ser o evento feliz que despoletou a escolha do alter ego. Quanto ao Voador, bastou uma fotografia dos Diabo Na Cruz em que João aparece a saltar para se dar o click.

Estes temas que partilho convosco relatam histórias carregadas de honestidade, intimidade e atualidade, enchem-nos a alma e, por isso, dão um forte contributo a este desiderato, diria-se que nacional, de alegrar quem se predispõe a conhecer este projeto. A Carta De Amor Foleira que sucede à belíssima mensagem, terá sido também escolhida como single, por ser uma daquelas canções que, capacidades líricas à parte, devido ao seu tom fortemente romântico e melancólico, poderia ter sido escrita ou idealizada por qualquer um de nós, que já sofremos por amor.

Vitorino Voador não tem qualquer problema em confessar a sua timidez; É junto do piano, do teclado, do sintetizador e no palco (muitas vezes com a ajuda do músico José Castro, que também ajudou na produção) que ela se desvanece, por culpa da música que cria e que lhe permite desabafar as suas experiências pessoais e alguns dos seus segredos.

A publicação Time Out considera este músico nascido na capital em 1980 um fazedor de pop estranha. Eu acho que ele é um fazedor irrepreensível de emoções que se entranham.

Confere abaixo a entrevista que fiz ao João Gil e aproveito para agradecer publicamente à Raquel Lains, da Let's Start A Fire, pelo exemplar de o Vitorioso Voo que me enviou e por ter feito chegar as minhas questões ao músico. E obviamente, agradeço também ao João pela disponibilidade, pela amabilidade e pela prontidão nas respostas. Espero que aprecies a sugestão...

facebook bandcamp

1. Mensagem

2. Carta de amor foleira

3. Já foi

4. O dom

5. Coragem

6. Que sítio é este?

 

João, és um músico profissional, integras os Diabo Na Cruz e os You Can't Win Charlie Brown, entre outros. Antes de mais, porque sentiste necessidade de criar um pseudónimo e depois, de mãos dadas com ele, enveredares por um projeto a solo? E já agora, porquê a escolha de Vitorino Voador?

 

Olá! É verdade, foi realmente uma necessidade, começou quando senti que a musica que fazia não se estava a encaixar em nenhum dos grupos onde tocava, porque fugia à linguagem que queríamos respeitar, eram musicas que eu gostava bastante e não queria mesmo ter que deitar fora o que andava a compor, foi então que surgiu o Vitorino Voador, ainda eu não sabia que seria esse o nome dele. A certo ponto a coisa começou a tornar-se mais real, já existia uma hipótese de apresentar a minha musica mas não existia um nome e eu não queria usar o meu próprio nome, acho que chega um João Gil na musica, já chega a confusão que houve até aqui, onde recebi mails e convites para almoços com Trovante hehe (aos quais eu iria com todo o gosto, obviamente!), foi então que me lembrei de duas historias com Diabo na Cruz que me levaram ao Vitorino Voador, a primeira historia surgiu na primeira digressão de Diabo na Cruz onde num dos cartazes o meu nome aparecia como “João Gil Vitorino”, nome que pegou dentro da banda e a segunda historia surgiu de uma foto que me foi tirada e à qual deram o titulo “João Gil Vitorino Voador”, acho que não podia ter tido mais sorte, porque arranjar um nome para uma banda nem sempre é fácil e aqui não podia ter arranjado um nome que se relacionasse mais comigo!

 

Tens uma canção preferida em O Vitorioso Voo ?

 

No Vitorioso voo há uma musica que escrevi para um amigo que morreu e que foi uma das maiores razões para me tornar musico, essa musica chama-se “Coragem”, foi uma musica que entrou no EP completamente fora de tempo, já estava quase tudo fechado e a decisão foi tomada mesmo no ultimo segundo, tipo “24”, eu era o Jack Bauer naquele momento e mais um segundo, rebentava a bomba e já não havia musica no disco! Agora que o disco já está pronto e já me posso colocar fora dele como ouvinte, fico feliz por ter tomado essa decisão, é a minha musica preferida, por todos os motivos possíveis.

 

Como foi o processo de escrita destas canções? Já sei que foram escritas em casa ao piano... Mas foi tudo assim tão espontâneo? Conseguiste alhear-te totalmente do mundo inteiro, exceto do teu?

 

Eu sou um sortudo, todas estas musicas surgiram do nada, sem ter que bater com a cabeça na parede a pensar “tenho que fazer musicas novas, tenho que fazer musicas novas!!!”. Foram surgindo, cada uma no tempo certo, tirando a “Coragem”. Umas delas foram escritas ao piano, outras na guitarra, tento não compor sempre no mesmo instrumento porque cada um dos instrumentos leva-me por caminhos completamente diferentes, se tentar trabalhar a mesma ideia na guitarra e no piano os resultados vão ser muito diferentes. Acho que o resultado deste disco se deve ao facto de não me ter afastado do mundo inteiro durante o processo de gravação, acho que fiz exactamente o contrario, foi quando me aproximei mais das pessoas que me rodeiam.

 

Como têm corrido os concertos de promoção ao EP?

 

Tem sido sempre uma experiencia muito positiva, por varias razões, porque me mostraram uma visão completamente diferente de o que significa ser musico, até aqui nunca tinha precisado de ser a pessoa em palco que fala, os concertos ensinaram-me a comunicar com as pessoas de uma forma diferente. Nos primeiros concertos ficava mais tenso e agora já consigo ir (quase) calmo para o palco. Sinto que consegui evoluir nestes últimos meses e isso deixa-me feliz.

 

Queres revelar aos leitores de Man On The alguns detalhes acerca do novo disco que aí vem?

 

O próximo disco já tem forma, já tem um alinhamento, já existe uma continuação para a historia do Vitorino Voador, ele vai surgir nesse disco como um super-herói que já se afirmou e com o qual as pessoas podem contar, mas vai mostrar que ele nem sempre é o maior do mundo e às tantas vão ser as pessoas desse mundo dele que o vão ajudar. Em relação à parte musical, não vou repetir musicas do Vitorioso Voo e espero que as pessoas gostem do caminho que vou seguir, as musicas vão soar a Vitorino Voador mas vai ser diferente.

 

Que importância tem para ti a parceria com a Optimus Discos?

 

Para mim foi uma coisa que me deixou muito contente porque de repente fazer o disco era uma coisa que tinha a certeza que podia fazer, foi um processo muito bom porque nunca ninguém na Optimus Discos me disse “Epá, muda a letra disso” ou “Faz lá esse refrão mais comercial senão não editamos o disco”, é bom quando se tem liberdade total e aqui está o resultado final agora, o Vitorioso Voo.

 

O que podemos esperar do futuro do Vitorino Voador? Será paralelo ao do João Gil, como músico noutros projetos, ou a aventura do Vitorino Voador terminará no álbum que vai chegar no início do próximo ano?

 

Ninguém sabe muito bem o futuro que vai ter mas há uma coisa que posso dizer com toda a certeza, o Vitorioso Voo é apenas o primeiro de muitos discos que vou fazer, a musica que faço apenas depende de mim e vai continuar enquanto existir, promessa de escuteiro (nunca fui, mas gosto da frase…). Como João Gil vou continuar a fazer aquilo que mais gosto, tocar, se possível cada vez mais, felizmente uma coisa não impede a outra.

 


autor stipe07 às 13:01
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012

Jason Lytle - Dept. Of Disappearance

Quem acompanha o universo musical indie e aternativo certamente recorda-se dos Grandaddy, uma banda norte americana, que fez furor entre 1992 e 2005. Jason Lytle é o músico sensacional que cantava nesse grupo oriundo da California, além de tocar guitarra e teclados. Depois do fim dos Grandaddy, Jason Lytle mudou-se da Califórnia para Montana e aventurou-se numa carreira a solo, onde compõe e produz. Dept. Of Disappearance sucede a Yours Truly, The Commuter (2009) e é o segundo álbum dessa sua solitária aventura musical, tendo visto a luz do dia no início do passado mês de outubro, através da Anti.

Ultimamente muito comparado a James Murphy, pela postura, talento e coerência, talvez por umas imprensa que precisa urgentemente de alguém que preencha uma espaço que entretanto ficou vazio, Jason Lytle sabe fazer canções que vagueiam por texturas sintetizadas e outras mais orgânicas. As primeiras devem-se ao talento com que manuseia os teclados e o cariz orgânico ao gosto que sempre demonstrou por reproduzir alguns conteúdos da indie e do surf rock. Assim, Dept of Disappearance, é um disco bastante intimista e, de certa forma, o retrato de alguém que compôe sem grande preocupações de índole comercial. Existe uma alternância entre momentos melancólicos e outros mais iluminados, sem nunca se ouvir nada de demasiado eufórico, ou especialmente perturbador. Há um ambiente outonal no álbum que resulta desse equilíbrio e de um consciente low profile entre baladas quase acústicas e outras um pouco mais animadas e upbeat e pequenas intervenções eletrónicas que se misturam com a voz de Lytle.

Numa definição ligeira, pode dizer-se que Dept. of Disappearance é uma versão moderna e melhorada do melhor soft rock dos anos setenta. Espero que aprecies a sugestão...

01. Dept. Of Disappearance
02. Matterhorn
03. Young Saints
04. Hangtown
05. Get Up And Go
06. Last Problem Of The Alps
07. Willow Wand Willow Wand
08. Somewhere There’s A Someone
09. Chopin Drives Truck To The Dump
10. Your Final Setting Sun
11. Gimme Click Gimme Grid


autor stipe07 às 21:08
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Curtas... LXXII

A islandesa Björk editou no passado dia dezanove Bastards, o terceiro álbum de remisturas da artista. Bastards contém a remistura de temas de Biophilia, o disco da cantora editado em 2011, assinadas por Matthew Herbert, These New Puritans, Death Grips e El Guincho, entre outros.

Björk - Bastards

01. Crystalline (Omar Souleyman Remix)
02. Virus (Hudson Mohawke Peaches And Guacamol Remix)
03. Sacrifice (Death Grips Remix)
04. Sacrifice (Reprise) [Matthew Herbert's Pins And Needles Mix]
05. Mutual Core (These New Puritans Remix) [Feat. Solomon Is. Song]
06. Hollow (16-Bit Remix)
07. Mutual Core (Matthew Herbert’s Teutonic Plates Mix)
08. Thunderbolt (Death Grips Remix)
09. Dark Matter (Alva Noto Remodel)
10. Thunderbolt (Omar Souleyman Remix)
11. Solstice (Current Value Remix)
12. Cosmogony (El Guincho Remix)
13. Crystalline (Matthew Herbert Remix)

 

Os Alt-J continuam em alta! Depois de terem vencido o The Mercury Prize, divulgaram uma nova canção que fará parte da banda sonora de Silver Linings Playbook, o último filme de Bradley Cooper. Essa banda sonora também contém temas de Stevie Wonder, Bob Dylan e Alabama Shakes.

 

Mark Lanegan, uma voz marcante que tem o seu nome ligado a bandas como Screaming Trees, Queens Of The Stone Age e Mad Season, lançou um disco de Natal chamado, Dark Mark Does Christmas 2012. O disco só é vendido em concertos de Lanegan.

Mark Lanegan - Dark Mark Does Christmas

01. The Cherry Tree Carol
02. Down In Yon Forest
03. O Holy Night
04. We Tree Kings
05. Coventry Carol
06. Burn The Flames

 

Previsto para 14 de janeiro de 2013, Arc é o nome do segundo e mais novo álbum do quarteto britânico Everything Everything. Com o tema Kemosabe como primeiro single do novo álbum, o grupo aproveita para apresentar também o vídeo desta canção cheia de experimentações. Formado em 2007, este projeto mistura eletrónica e rock com alguns conceitos experimentais, referências que garantiram destaque ao grupo em 2010, durante o lançamento do álbum de estreia da banda Man Alive.

 

O projeto Digits do experiente músico de eletrónica Alt Altman, originário de Toronto, está de volta com mais uma canção recheada de synth pop, sedutora e hipnótica. O tema chama-se Walking With The Dead, foi disponibilizado para download pela Bad Panda Records e fará parte de In The City Of The Dead, o próximo álbum deste produtor canadiano.


autor stipe07 às 16:51
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

Boys Noize - Out Of The Black

Alexander Ridha é um verdadeiro workaholic. Trata-se de um produtor, compositor, empresário e DJ que construiu já uma extraordinária reputação no mundo da música devido ao seu talento, principalmente com o alter ego Boys Noize. Este projeto já tem mais de uma década e com a expansão do eletro house na década passada, ganhou ainda uma maior pujança. Boys Noize é hoje um nome de culto e uma referência obrigatória e não só na Alemanha, o  grande berço desta sonoridade mais eletrónica e tudo por causa do bom gosto que demonstra em misturar tendências e por fazer música com uma originalidade peculiar. Este é hoje já um padrão de cada um dos seus discos, nomeadamente Out Of The Black, o lançamento mais recente.

2012 tem sido para Alexander Ridha um ano exemplar nessa tal sua faceta workaholic já que Out Of The Black é o terceiro disco do ano que conta com a sua assinatura. Antes já tinha lançado com Mr. Oizo Handbraekes e depois criou com Skrillex um disco de dubstep intitulado Dog Blood. Além desses dois álbuns e de produzir vários artistas que integram o seu selo Boys Noize Records, o rapaz ainda teve a ousadia de criar este Out Of The Black, cheio de tendências e variadas referências pessoais.

Logo no início, What You Want e XTC, encontram fortes raízes no techno e destacam-se pela voz mecanicamente modificada. A primeira remete-nos logo para os franceses Daft Punk e até mesmo para os Justice. XTC é o primeiro single de Out Of The Black e usa sintetizadores típicos dos anos oitenta que produzem uma sequência eletro bem rasgadinha e aditiva. A atmosfera mantém-se em Missile e Touch It, o meu destaque maior deste Out Of The Black, já que amplia as sonoridades dos anos oitenta e tem uma pitada funky, com direito até a scratchReality, e Ich R U concentram-se na questão do ritmo e aqui os sintetizadores perdem primazia em relação à percussão e à batida, fazendo destas duas canções belos temas para as pistas de dança. Rocky 2 é o tema mais duro e visceral do disco. Tem um forte caráter orgânico e uma sonoridade um pouco industrial, uma toada techno que te deixa arrepiado e que tem potencial para colocar multidões em delírio coletivo.

A partir desse tema surge uma novidade... A batida eletro cede a vez ao hip hop logo em Circus Full Of Clowns, tema que conta com a participação especial de Gizzle , que canta uma letra repleta de insultos, por cima de sintetizadores desconexos e uma toada dubstep. A mesma linha é seguida em Got It, em parceria com nada mais nada menos que Snoop Dogg. A letra continua recheada de palavrões e a base conta com uma percussão menos pesada e uma segunda voz feminina. Conchord, em parceria com Siriusmo, traz um piano e progressões com padrões típicos do eletro francês. Uma mistura de Deep com EDM é aclamada em Merlin, onde também se ouve uma percurssão mais tranquila e contagiante, a contrastar com a nova surra sonora que se escuta, a seguir, em Stop. Distant Lover encerra o álbum com a tranquilidade necessária para que não haja um final abrupto.

Em suma, este Out Of The Black comprova o crescimento de Ridha, já que a imprevisibilidade do conteúdo atesta a capacidade que teve, ao longo deste anos de intensa labuta, de absorver diferentes sonoridades e tendências e depois conseguir misturar e agregar tudo sem ser previsível ou anárquico. O house e o techno formam a base, mas não faltam detalhes originais e inusitados que vão do dubstep ao hip hop, passando pelo funk. Há canções onde predomina a voz, noutras a componente instrumental, há tons e timbres variados, batidas e percussões e sintetizadores potentes a leves. É por causa desta versatilidade que Boys Noize é tão respeitado no cenário eletrónico e esse projeto merece estar na linha da frente deste género musical. Espero que aprecies a sugestão...

01 A1. What You Want
02 A2. XTC
03 B1. Missile
04 B2. Ich R U
05 C1. Rocky 2
06 C2. Ich Jack
07 C3. Circus Full Of Clowns (Feat. Gizzle)
08 D1. Touch It
09 D2. Conchord (Feat. Siriusmo (Official Site))
10 E1. Reality
11 E2. Merlin
12 F1. Got It (Feat. Snoop Dogg)
13 F2. Stop


autor stipe07 às 19:03
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Sugiro... XIX

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autor stipe07 às 13:08
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Domingo, 25 de Novembro de 2012

Tall Ships – Everything Touching

No passado dia oito de outubro foi editado através da Big Scary Monsters / Blood And Biscuits, Everything Touching, o disco de estreia dos Tall Ships, uma banda indie funk natural de Cornwall, na Inglaterra e formada por Ric Phethean (guitarra, voz e sintetizadores), Matt Parker (baixo, samplers) e Jamie Bush (bateria). A banda já tinha lançado dois singles no início do ano (Gallop e T=0) e o primeiro disco, Everything Touching, finalmente saiu em outubro de 2012, já na corrida para as listas de melhores do ano.

Resultado de imagem para tall ships band 2012

A sonoridade dos Tall Ships obedece a uma linhagem indie dance matemática típica dos Foals. Logo na primeira canção do álbum somos invadidos por letras emotivas e uma máquina sonora épica e bem oleada, dominada por uma bateria e por graves potentes, o que faz de T=0, um dos tais singles lançados, uma espécie de hino comercial urbano. Um pouco depois, Phosphoresence projeta outro hino que pode ser cantado com os punhos cerrados e bem projetados no ar, enquanto Oscar assenta numa linha de guitarra e num insistente rufar tribal. Galop, outro single de Everything Touching, é uma das canções mais acessíveis e fala sobre a velocidade mental no processo de envelhecimento; existe um coro durante a canção, mas quase impercetível.

Este disco sobressai por alguns detalhes e ideias critivas na conceção das músicas e por conseguir aliar alguns momentos tranquilos com outros onde a velocidade com que a banda explora e executa, em várias direções, melodias bastante aditivas, é algo que merece rasgados elogios.

Há uma ferocidade muitas vezes descarada, bastante peso no pedal de amplificação, mas é algo que é feito com impacto, com mestria e que contagia. Os Tall Ships sabem fazer canções excitantes e que se entrelaçam até atingirem uma espécie de clímax vertiginoso, o que faz de Everything Touching um disco forte, com substância, muito orgânico e com um conteúdo excelente para fazer deste trio britânico uma referência no que diz respeito à nova geração de bandas rock ao vivo. Espero que aprecies a sugestão...

01. T=0
02. Best Ever
03. Phosphoresence
04. Oscar
05. Ode To Ancestors
06. Gallop
07. Idolatry
08. Send News
09. Books
10. Murmurations


autor stipe07 às 21:45
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Sábado, 24 de Novembro de 2012

Turn Off Your Television - Humble Waves vs Wasted Time

Depois de no passado mês de abril ter divulgado Turn Off Your Television, o álbum de estreia dos suecos Turn Off Your Television, eles estão de volta com o EP Wasted Time e o longa duração Humble Waves. Este grupo formado por Jon Rinneby (voz, guitarra,...), Stellan Lofberg (baixo e harmónica) e Erik Willman (bateria e voz), tem como prinicipais influências os Sparklehorses, Luna e dos Belle and Sebastian e, de acordo com a biografia oficial, deixam-se influenciar também pelas sonoridades pop e pelas melodias folk rock das últimas três décadas.

Tanto Wasted Time como Humble Waves encarnam na perfeição todas estas influências, mas convém esclarecer desde já que sugere uma folk um pouco diferente das habituais sugestões vindas do continente americano. Nos Turn Off Your Television há um maior peso das cordas e da harmónica (My Apple Tree) na construção da base melódica das canções, muito à imagem do que faz, por exemplo, Josh Rouse, ou mesmo os Munford & Sons, mas numa escala sonora menos épica e mais simples e acústica. Com exceção para o belíssimo momento acústico e de introspeção que é o tema homónimo de Humble Waves, há luminosidade, cor e alegria nestes dois conjuntos de canções, disponíveis no bandcamp dos Turn Off Your Television, e um sentimento geral de otimismo e de boa disposição.

pela curiosidade de usar o trompete e pela toada descontraída e com uma pitada de blues, Bottle Of Black é o meu maior destaque destes dois lançamentos, que merecem uma audição cuidada e que serão um bom tónico para quem procura nestes dias mais frios, ouvir música que aqueça a alma e alegre o espírito. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Blanket Of Shame
02. Planets Will Collide For You
03. Shaky Little Hands
04. The Forest
05. Wake Up All The Dogs
06. Humble Waves
07. Bottle Of Black
08. My Apple Tree (Thank You William Blake)
09. Cradle Song
10. Coal Miners

 

01. Soap
02. Long Walk
03. Wasted Time
04. Keep It Safe (Remaster)


autor stipe07 às 14:50
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

Earlimart – System Preferences

Os Earlimart são uma dupla de Los Angeles formada por Aaron Espinoza e Ariana Murray, elementos também dos Admiral Ralley, grupo encabeçado pelo ex Grandaddy, Jason Lytle. Já lançaram oito discos ao longo da carreira e System Preferences é o álbum mais recente deste grupo, tendo sido editado no passado dia dezoito de setembro, através da The Ship, o selo da própria banda.

Aaron Espinoza e Ariana Murray fazem um indie suave, intenso e introspetivo, um pouco diferente de sonoridades mais abertas e luminosas, que ultimamente estão muito em voga na costa oeste dos Estados Unidos, nomeadamente da Califórnia, estado de onde vêm. Em System Preferences, os arranjos elaborados, as batidas quase eletrónicas e a aura melancólica afastam a música dos Earlimart da pop na mesma medida em que as linhas vocais tornam as músicas mais adocicadas e fáceis de ouvir.

Os Grandaddy são uma referência óbvia, mas com os tais oito álbuns já no mercado, é indismentível dizer-se que os Earlimart já possuem um som próprio e característico, feito com detalhes interessantes e uma escrita impecável. Este System Preferences não é muito diferente dos álbuns anteriores, sendo um disco perfeito para se escutar sozinho, ou para servir de fundo para uma conversa amigável num dia isento de grandes chatices ou planos. Espero que aprecies a sugestão...

01. U&Me
02. Shame
03. 10 Years
04. A Goodbye
05. 97 Heart Attack
06. Lovely Mary Ann
07. Crestline, CA.
08. I’m a Safe Inside
09. Get Used To The Sound
10. Sweater Weather
11. Internet Summer
12. Over Andover

 


autor stipe07 às 23:22
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

The Soft Moon - Zeros

Citado Curtas... LIII, foi a trinta de outubro que a Captured Tracks lançou Zeros, o segundo álbum de estúdio do quinteto Soft Moons e que sucede ao álbum homónimo, editado em 2010. Esta banda natural de São Francisco, na California, tem uma sonoridade distante desse ambiente solarengo, já que fazem um pós punk sombrio, muito na linha de outros grupos, como os Crystal Stilts, Cold Cave ou A Place To Bury Strangers, todos oriundos de Nova Iorque, na outra costa dos Estados Unidos da América.

Em Zeros os Soft Moon partiram em busca de uma sonoridade menos comercial e mergulharam num oceano de ruídos, com um certo toque de psicodelia, atestando, mais uma vez, a vitalidade de um género que nasceu há quatro décadas, além de provarem que ainda é possível encontrar novidade dentro de um som já dissecado de inúmeras formas. Zeros segue as pegadas e o rumo estabelecido em The Soft Moon, deixa ao ouvinte pouco tempo e espaço para respirar e da canção de abertura, It Ends, até a chegada da canção de encerramento ƨbnƎ tI, uma versão espelhada inclusive musicalmente da música inicial, o disco não abranda um instante.

Por mais óbvia que seja a associação, não é difícil lembrar imediatamente a herança deixada pelos Joy Division, principalmente o conteúdo do ainda hoje revolucionário Unknown Pleasures, de 1979. Da capa minimalista em preto e branco, passando pela inexistência de uma ordem correta no trabalho, Zeros tem tudo para ser uma versão reformulada do clássico, não de maneira plagiada, mas como uma homenagem e referência.

As guitarras são o elemento catalizador e unificador das canções, mas não o único destaque; Se Insides remete-nos para uma certa onda dançante do Primary Colours, dos The Horrors, a canção seguinte, Remembering The Future usa as tradicionais linhas de baixo para amplificar a sonoridade climática da obra. Soma-se às guitarras e ao baixo os sintetizadores que debitam uma constante carga de ruídos pensados de forma cuidada, como um imenso curto circuito que passeia por Zeros.

Zeros soa, de certa forma, como uma versão mais aprimorada da estreia, um som mais enraivecido, intenso e incansável, ou seja, a banda, ao invés de infletir o seu rumo sonoro, amadureceu as suas opções e, ao mesmo tempo, sem romper ou superar os seus limites dentro de uma zona de acerto, experimentam em pequenas doses e apontam algumas dicas e bases para o que poderão vir a desenvolver futuramente.

Para quem aprecia e quer manter-se atualizado sobre o que o mercado oferece em termos de ruídos sombrios e massas volumosas de som obscuros, Zeros é um disco obrigatório. Espero que aprecies a sugestão...

01 – It Ends
02 – Machines
03 – Zeros
04 – Insides
05 – Remembering the Future
06 – Crush
07 – Die Life
08 – Lost Years
09 – Want
10 – ƨbnƎ tI


autor stipe07 às 13:02
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Big Wave Riders – Life Less Ordinary

Life Less Ordinary é o disco de estreia dos finlandeses Big Wave Riders, uma banda natural da capital desse país, Helsinquia. O álbum foi editado no passado dia sete de setembro na Soliti Music e tem como grande destaque o single Sunny Season, uma canção que nos deixa cheios de saudades do verão que há pouco terminou.


A sonoridade de Life Less Ordinary é feita de ecos e ritmos experimentais, com um toque eletrónico. Percebe-se facilmente que os Big Wave Riders não balizem as suas influências num género sonoro específico. Fazem música sem matemática ou cálculos precisos, compondo canções rápidas, lentas, ou seja, com diferentes ritmos e uma imensa variedade.

O conteúdo de Life Less Ordinary já tinha sido anunciado no EP homónimo que a banda lançou em 2011 e que antecipava uma espécie de surf punk, com uma toada doce e sonhadora, que preenche as canções deste trabalho. A grande diferença entre estes finlandeses e outras bandas, nemoeadamente norte americanas, que têm sido influenciadas por sonoridades das décadas de sessenta e oitenta, está no caráter menos lo fi e mais límpido no que concerne à produção e por uma maior primazia das guitarras, em deterimento dos sintetizadores que, apesar de lá estarem, assumem um papel menos vistoso. Espero que aprecies a sugestão...

01. Waiting In The Wings
02. Stuck In Reverse
03. California
04. Life Is Art, You Wonder
05. Sunny Season
06. Science Fiction
07. Castle In The Air
08. Disco Lies
09. Acid
10. Move On

Big Wave Riders : Sunny Season by Soliti


autor stipe07 às 18:55
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012

Concurso #1 Man On The Moon / The Narcoleptic Dancers

O blogue Man On The Moon tem para oferecer um exemplar de Never Sleep, o disco de estreia da dupla The Narcoleptic Dancers. O vencedor receberá o disco na morada que indicar e terá de demonstrar que conhece e ouve os The Narcoleptic Dancers, que é leitor assíduo de Man On The Moon, além de ajudar a divulgar o blogue.
O Concurso #1 Man On The Moon / The Narcoleptic Dancers tem duas fases e decorre até ao final de quarta feira, dia 28 de novembro e o vencedor será anunciado no dia seguinte, quinta-feira, dia 29 de novembro.

1.ª Fase:
Até ao final da próxima sexta feira, dia 23 de Novembro, deves partilhar a página de Man On The Moon e angariar novos seguidores. Os novos seguidores da página, após clicarem no Gosto deverão escrever uma mensagem com o nome do leitor que os indicou.
Os 5 leitores que anagariarem mais Gostos ficarão apurados para a segunda fase, relacionada com os The Narcoleptic Dancers.

2.ª Fase:
Na próxima segunda feira, dia 26 de novembro, os 5 leitores que venceram a primeira fase, receberão um email, ou uma mensagem via FB, com um questionário único sobre a banda. O vencedor será aquele que der mais respostas corretas; o segundo critério, para um eventual desempate, será a rapidez na resposta.
Boa sorte a todos(as)!


Never Sleep é um disco com peças sonoras doces e suaves e assentes numa pop mais direta. As canções têm a delicadeza e a suavidade do algodão, melodias subtis, relaxadas e encantadoras. A voz de Melody é luminosa e arejada e acompanha na perfeição as composições e a experimentação musical de Anton. O primeiro single retirado do álbum,Rastakraut, é uma canção muito alegre e que comprova na perfeição esta harmonia entre os dois irmãos.

E ao longo do disco encontramos as mais diversas referências, desde Pizzicato Five aos B-52, passando pelos admiráveis Saint Etiénne e por Feist, uma influência evidente em MoonThrill e na própria Rastakraut, por exemplo. As minimalistas Again and Again e LittleClown também são grandes momentos, inteligentes e viciantes. E não falta até uma pequena amostra de surf rock em Cowboy Dust.

As letras são bem trabalhadas e o produto final é uma fatia sucinta de pop harmoniosa e particularmente agradável e eficaz. Os The Narcoleptic Dancers demonstram não ter receio de cantar e compôr com o coração, para expôr sentimentos com sinceridade, encanto e doçura. Espero que aprecies a sugestão...

Man On The Moon - 13.02.2012


autor stipe07 às 22:51
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Ty Segall - Twins

Ty Segall é uma máquina de fazer discos. Não apenas trabalhos aleatórios, composições frias ou registos descartáveis, mas lançamentos de peso dentro da cena independente norte-americana. Dono de uma infinidade de projetos paralelos cada um deles com vários álbuns lançados, é quando assume as guitarras na carreira a solo que este californiano, natural de São Francisco, alcança o melhor desempenho. Assim, depois do grandioso e amplamente elogiado Goodbye Bread, de 2011, Ty está de volta com Twins, mais um conjunto de canções assentes em riffs assimétricos, ruídos pop e todo o assertivo clima do garage rock, o que faz dele um dos artistas de maior relevância no panorama atual.

Twins foi lançado pela Drag House e, inicialmente, não se identifica logo importantes diferenças realtivamente ao antecessor. No entanto, assim que começa e se ouve as guitarras de Thank God for Sinners, torna-se claro um ambiente mais grandioso, menos caseiro, mais festivos e com acordes e linhas melódicas mais acessíveis.

Uma menor tendência lo fi e uma maior aproximação ao clima natural de um Jack White ou de uns Guided By Voices, são duas evidências e Ty não receia transitar entre o presente e o passado, através da definição de um som atento às tendências atuais, mas que também bebe da nostalgia instrumental firmada há três ou quatro décadas. Por exemplo, a sonoridade ensolarada da década de sessenta e o rock de garagem dos anos setenta estão por todo o lado. Ao acrescentar guitarras sujas às melodias de vozes testadas por diversas bandas ao longo da década de sessenta, nomeadamente os The Beach Boys, o músico estabelece um trabalho recheado pelo contraste, algo bem audível no single The Hill, uma canção que nos espanca com a extraordinária sequência de ruídos estrondosos.

Em Twins, Ty Segall tenta, a todo o custo, parecer grande, nomeadamente quando abraça a psicadelia em  Ghost e em There Is No Tomorrow, duas canções que deixam de lado os tais limites do rock caseiro e convertem-se em momentos de pura exaltação, em busca de um lugar no meio de outros gigantes da cena alternativa.

Felizmente, por muito que legitimamente Ty Segall, procure abarcar novos horizontes sonoros e expandir o seu cardápio de influências, é fantástico perceber que a tal não identificação de importantes diferenças realtivamente aos discos anteriores, assenta  em algo que nunca muda, o habitual nível de anarquia firmada na execução de todos os registos que precedem Twins e o mesmo desequilíbrio particular de outrora, sem sofrer de desgaste ou possíveis redundâncias. Espero que aprecies a sugestão...

01. Thank God For Sinners
02. You’re The Doctor
03. Inside Your Heart
04. The Hill
05. Would You Be My Love
06. Ghost
07. They Told Me Too
08. Love Fuzz
09. Handglams
10. Who Are You
11. Gold On The Shore
12. There Is No Tomorrow

Ty Segall - (Twins) ablum by manic_tone


autor stipe07 às 21:43
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

And The Giraffe - Creature Collector

Depois de em setembro de 2011 ter apresentado os And The Giraffe, a propósito do EP Something For Someone, editado pela Sunshine Music, esta dupla formada por Nick Roberts e Josh Morris, à qual se juntaram, entretanto, Robert Edmonson e Malcolm Martin, está de volta com um novo trabalho, também um EP intitulado Creator Collector. Os And The Giraffe são de Gainsville na Flórida e a sonoridade deles insere-se naquela indie folk que me faz lembrar bandas como os The Postal Service e os Belle & Sebastian.

Este Creature Collector foi lançado no passado dia dois de novembro e gravado em Nashville, durante o verão de 2012. O trabalho está disponível no bandcamp da banda. A maior parte dos instrumentos foram tocados por Nick Roberts e Josh Morris. Quanto aos outros envolvidos neste projeto, Robert Edmondson ficou na produção, no baixo e no saxofone e Malcolm Martin encarregou-se da bateria. A capa fantástica é da autoria de uma artista chamada Jennifer Pappas.

Estamos na presença de pouco mais de vinte cinco minutos de puro deleite sonoro, nomeadamente para os apreciadores do género. São seis canções que mesmo que sejam escutadas nestes dias já um pouco escuros e frios, ajudam a aquecer a alma, a acalmar o espírito e fazem-nos sentir que o sol brilha no nosso rosto e, já agora, nos nossos ouvidos.

O meu tema preferido do EP é Sorry, uma canção dominada pela bateria e por um sintetizador intenso, que se arrasta quase silenciosamente no início, mas que depois ganha uma intensidade impressionante.  Creature Collector é um EP leve, sincero, quente, honesto, muito bonito e ridiculamente difícil de desligar. Espero que aprecies a sugestão...

01. Find My Name In The Sun
02. Of The Moment
03. Sorry
04. The Silent
05. Take Care
06. Enough Is Enough

Sorry by And the Giraffe


autor stipe07 às 22:53
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Curtas LXXI

O cantor folk australiano Angus Stone tem andado atarefado; Começou por compôr uma cover de The Blower's Daughter, um original de Damien Rice, para celebrar o Guinness’ Arthur’s Day e depois deu a conhecer Monsters, mais um single do seu último álbum, intitulado Broken Brights.

 

 

O músico norte americano Mark Kozelek, o líder dos carísmáticos Red House Painters, acaba de editar, através da sua Caldo Verde Records, Mark Kozelek - On Tour: A Documentary - The Soundtrack. É um triplo álbum que faz uma resenha da sua carreira na última década, no que diz respeito à sua carreira a solo em nome próprio e ao projeto Sun Kil Moon.

Recordo que no início deste verão divulguei Among The Leaves. Os três discos contêm temas ao vivo, takes, versões alternativas, raridades, covers e um concerto completo em Copenhaga.

CD 1
01. Sam Wong Hotel (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
02. Alesund (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
03. Void (Live In Sweden)
04. Bologna Piece
05. Katy Song (Live In Italy)
06. Koko (From Desertshore “Drifting Her Majesty”)
07. Half Moon Bay (Live In Switzerland)
08. Ålesund (Live In Belgium)
09. Australian Winter (Live In France)
10. Logrono Piece
11. Tonight In Bilbao
12. Lucky Man (Hotel Performance)
13. Seville Piece
14. Trailways (Live In Spain)
15. Four Fingered Fisherman
16. Like The River (Live In Spain)

 

CD 2
01. Lost Verses (From Mark Kozelek “Lost Verses Live”)
02. Australian Winter (Airport Scene)
03. Vigo Piece
04. Blue Orchids (Live In Spain)
05. Third And Seneca (Copenhagen Hotel Performance)
06. Carry Me Ohio (From Mark Kozelek “Lost Verses Live”)
07. You Are My Sun (From Sun Kil Moon “Admiral Fell Promises”)
08. First Unitarian Piece
09. Backstage Unitarian Piece
10. Natural Light (Live In USA)
11. Moorestown (Live In USA)
12. Heron Blue (Live In Canada)
13. Sintra Hotel Performance
14. Take Me Out (Live In Italy)
15. Cruiser (Live In USA)
16. Mistress (Live In USA)
17. Things Mean A Lot (Live In France)

 

Bonus CD (Live In Copenhagen)
01. 3rd And Seneca
02. Australian Winter
03. Follow You, Follow Me
04. Mistress
05. Church Of The Pines
06. You Don’t Got A Hold On Me
07. Void
08. You Are My Sun
09. Randolph’s Tango
10. Jesus Christ Was An Only Child
11. Brockwell Park
12. Get Along Home Cindy
13. Rock n Roll Singer
14. Natural Light
15. Ålesund

 

Os We Are Animal são uma banda formada por Cynyr Hamer, Dion Hamer, Sion Edwards, Liam Simpson e Owain Ginsberg. Vêm do norte do País de Gales e preparam-se para lançar o segundo disco, sucessor do estreante e aclamado Idolise, de 2010.

Indus Seal é o single já retirado desse sucessor, gravado na região montanhosa de Snowdonia, na terra natal. O álbum ainda não tem título, mas deverá ver a luz do dia em meados de 2013. Se gostas de Kasabian e Arctic Monkeys, fica sintonizado com estes We Are Animal.

 

Na sequência da comemoração do aniversário do lançamento de Turn On The Bright Lights, os Interpol e a Matador Records divulgaram e disponibilizaram hoje a primeira demo de Roland, um dos destaques desse álbum, o primeiro desta banda extraordinária. Ao clicares na imagem acedes ao download da demo, gravada algures em Brooklyn, em 1998.

TOTBL Anniversary Edition NewsHello there,Happy Monday morning indeed.  We're pleased to roll out a few announcements all at once!Here's a preview of the artwork from the Anniversary Edition of Turn on The Bright Lights!  The album will be released on December 4th in North America and December 3rd everywhere else.We also wanted to share an MP3 from the bonus disc of the album.  Check out an early recording of "Roland" from the band's first demo.  The track was recorded in Brooklyn in June 1998.  http://www.matadorrecords.com/mpeg/interpol/interpol_roland_first_demo.mp3Hope you enjoy the goods!All the best,Interpol

OS R.E.M. podem ter terminado a carreira, mas continuam a render e a colher frutos. Recentemente foi divulgado o vídeo de Blue, realizado por James Franco. Blue é uma das canções de Collapse Into Now, o último disco do grupo de Athens, na Geórgia. Esta canção é uma parceria com Patti Smith que, como os mais atentos saberão, também participou no New Adventures In Hi-Fi, cantando com Michael Stipe na épica E-Bow The Letter.


autor stipe07 às 16:45
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Domingo, 18 de Novembro de 2012

Sugiro XVIII


autor stipe07 às 21:33
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Bat For Lashes - The Haunted Man

Lançado pela Parlophone no passado dia vinte e três de outubro, chegou aos escaparates The Haunted Man, o novo álbum do projeto Bat For Lashes, liderado pela compositora Natasha Khan. Muitas vezes conotada como fiel seguidora de outros nomes consagrados do universo musical feminino, nomeadamente Kate Bush, PJ Harvey e Björk, neste The Haunted Man, ela desmistifica essa perceção e aproxima-se da poesia de um Lou Reed, do ambiente mais soturno de um Robert Smith (The Cure) e até do jogo metafórico que sustenta a obra de Thom Yorke. O tal toque femininino agora é mais visível no campo da instrumentação, sendo este jogo de contrastes entre extremos e a aparente instabilidade que daí resulta, o suporte estrutural deste disco.

The Haunted Man será pois decisivo para confirmar Natasha como uma das grandes autoras e compositoras da atualidade e não apenas uma hábil usurpadora de tudo o que tem sido construído há mais de duas décadas por grandes representantes do cenário musical feminino. O simples fato de estarmos na presença de um trabalho menos comercial do que o antecessor e aclamado Two Suns (2009), joga, no imediato, a favor desta tese.

Ao longo das onze canções, construídas ao comando de pianos, teclados e massas volumosas de cordas que nunca se acomodam, transparece um belíssimo e incontestável sentimento de melancolia, feito com várias tonalidades de sons flutuantes. É, no fundo, uma sensação que cresce e se converte em amargura quando é adicionada a voz e esta se encontra com essa instrumentação de forte aproximação erudita.

Em vários momentos é normal ficarmos com a sensação que houve a intenção clara que criar um disco com uma certa grandiosidade épica, principalmente me músicas como Lilies, Winter Fields ou Marilyn, o meu destaque maior deste The Haunted Man. Estas canções assentam em densas massas sonoras e encaixes precisos. Nessa Lilies é curioso ouvir os teclados, batidas eletrónicas e os violinos a interagir e a acomodar-se numal massa instrumental uniforme e particular.

Experimental na maneira como tenta sustentar-se tendo em conta a nova abordagem auditiva, The Haunted Man absorve o passado das Bat For Lashes, brinca com o presente e arquiteta planos sólidos para o futuro, dando à banda o rótulo de projeto já detentor de uma genialidade incontestável. Espero que aprecies a sugestão...

01. Lilies
02. All Your Gold
03. Horses Of tTe Sun
04. Oh Yeah
05. Laura
06. Winter Fields
07. The Haunted Man
08. Marilyn
09. A Wall
10. Rest Your Head
11. Deep Sea Diver


autor stipe07 às 15:29
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

Post War Years - The Bell EP

Sempre na senda de novas bandas que efectivamente merecem destaque, quero partilhar convosco uma banda britânica, chamada Post War Years. São quatro músicos de Londres que depois de terem dado alguns concertos magníficos na país natal, deicidiram finalmente lançar o seu EP de estreia, The Bell, cujo grande destaque é o single, homónimo.

A pop eletrónica dos New Order deverá ser o grande ponto de referência deste grupo, mas também se encontra, nomeadamente em The Bell, uma forte sonoridade épica, típica de uns Arcade Fire e travos funk muito bem aproveitados, por exemplo, numa remistura entretanto proposta pelos Everything Everything.

Este EP é um lançamento interessante e que poderá ajudar os Post War Years a ganharem um espaço importante no panorama musical indie; Há uma preocupação clara numa atmosfera vibrante e exturas sonoras que possam chegar ao grande público, com exuberância e competência, mas sem deixar de lado, alguns períodos mais cintemplativos.
Henry Gigg, o vocalista, assume o papel de grande agitador e acaba por ser a peça fulcral e que faz mover toda a engrenagem, algo que se percebe com elevada clareza em Pigeon. Boing e Ghosts são canções tipicamente indie, mas impressiona a precisão e a subtileza que as suporta e a forma como, melodicamente, foram alicerçadas e construídas.
Se não for prestada a devida atenção, este é um EP que poderá não deixar marca durante a audição. No entanto, na minha opinião, merece atenção porque, escutado dessa forma, irá proporcionar ao ouvido agradáveis surpresas. Espero que aprecies a sugestão...

01. The Bell
02. Boing
03. Ghosts
04. Pigeon


autor stipe07 às 23:22
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Curtas... LXX

Mazes

A Fat Cat Records disponibilizou para download gratuito, no seu soundcloud, uma nova remistura para Mazes, dos Moon Duo, da autoria do coletivo Hookworms. Este projeto irá lançar a dezoito de fevereiro de 2013, na mesma Fat Cat Records, Ores & Minerals, o sucessor de A Thousand Heys, o álbum de estreia.

 

Os The Faint de Todd Fink estão a disponibilizar para download gratuito Evil Voices, o mais recente avanço de um EP que pretende comemorar o relançamento de Danse Macabre, um clássico da discografia da banda de 2001. 

 

Jamie Lidell já deu a conhecer a primeira música do seu novo disco. O álbum homónimo será lançado a dezanove de fevereiro, novamente pela Warp Records. What A Shame traz à tona o vigor do disco Multiply, de 2005 e esquece um pouco o ambiente mais acolhedor de Compass para mergulhar outra vez na sonoridade eletrónica. Confere...


Os suecos The Sweet Serenades disponibilizaram para download no soundcloud da Leon Records, a editora da própria banda, o single mais recente retirado de Help Me!. A canção chama-se After All The Violence e conta com a participação de Karolina Komstedt.  É fartar, Vilanagem...

 

E para o final deixei uma notícia bastante interessante e que foi conhecida hoje mesmo... Os Yo La Tengo têm quase trinta anos de carreira mas continuam ativos e a surpreender. A Matador Records acaba de anunciar que Fade, o sucessor de Popular Songs (2009), um dos melhores registos da imensa discografia da banda, verá a luz do dia no próximo dia catorze de janeiro de 2013. Será o décimo terceiro disco da banda formada por Georgia Hubley, Ira Kaplan e James McNew. Before We Run é o primeiro single retirado de Fade, tem uma toada épica mas mantém a habitual sonoridade ambiental e intimista dos Yo La Tengo.


autor stipe07 às 18:19
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