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The Oh Sees - Carrion Crawler/The Dream

Sexta-feira, 06.01.12

John Dwyer e Brigid Dawson são os músicos por detrás do projeto The Oh Sees natural de São Francisco e parecem verdadeiras máquinas de fazer música. Desde que se juntaram gravam um álbum após o outro, e agora, alguns meses depois de lançarem o psicadélico Castlemania, voltam às prateleiras físicas e digitais com Carrion Crawler/The Dream.

Confesso não conhecer nenhum dos discos anteriores deste grupo mas, acreditando na crítica, Dwyer parece finalmente ter encontrado a medida sonora exata neste álbum mais recente e que assenta nas sonoridades rock lo fi da década de noventa, o garage rock de épocas ainda mais remotas e alguma daquela psicadelia surf rock, típica de bastantes bandas citadas por cá. Até houve um crítico mais entusiasmado que referiu ser John Dwyer uma espécie de pai para toda a atual geração de músicos do género.

Exageros à parte, este Carrion Crawler/The Dream assenta em canções marcadas por uma letargia dançante e cósmica. São pouco mais de quarenta minutos de som precioso e simples, mas verdadeiramente capaz de empolgar os ouvintes. É, no fundo, uma sonoridade menos plástica que bandas como os Wavves ou Best Coast e, por isso, talvez mais adulta. Assim, se o número de singles comerciais (os chamados hits) é menor, o que de forma alguma impede a reprodução de um som tão bem explorado quanto o que se apresenta noutros trabalhos de bandas que partem do mesmo conceito, não há dúvida que os The Oh Sees exploram neste disco, com muita perspicácia, a pluralidade sonora que os define.

Carrion Crawler/The Dream apresenta também várias canções rápidas e certeiras, mas é justamente no oposto que mora o grande acerto do álbum. Canções como The Dream e Carrion Crawler, ambas com mais de cinco minutos de duração, são aquelas onde o grupo alcança o melhor desempenho, ao movimentar uma quantidade satisfatória de guitarras nada polidas e versos que parecem derreter. No caso concreto de The Dream, o meu grande destaque, essa exploração de um som alongado acaba por transportar o ouvinte para uma espécie de bad trip musical, nomeadamente quando o vocalista se perde em repetições constantes capazes de aprisionar o nosso ouvido num looping bizarro, mas ainda assim dançante. A mesma experiência se repete, ainda que em menor escala, em Robber Barons, canção onde parece que os The Oh Sees atravessaram as barreiras do tempo até uns vinte anos atrás mas, ao memso tempo, mantêm-se joviais e coerentes.

Resumindo, para delírio dos fiéis seguidores, os The Oh Sees mantêm a sua insana cartilha de garage folk rock blues em Carrion Crawler/The Dream. O som deles é uma espécie de roleta russa e um caldeirão de originalidade, mas parece-me que a honestidade também existe. Espero que aprecies a sugestão... 

1. Carrion Crawler
2. Contraption / Soul Desert
3. Robber Barons
4. Chem-Farmer
5. Opposition (with maracas)
6. The Dream
7. Wrong Idea
8. Crushed Grass
9. Crack In Your Eye
10. Heavy Doctor 

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publicado por stipe07 às 14:41

Jónsi – We Bought A Zoo

Quinta-feira, 05.01.12

Depois de no passado dia seis de dezembro ter referido aqui que Jónsi estava ocupado a trabalhar na banda sonora de We Bought A Zoo, o próximo filme de Cameron Crowe e protagonizado por Matt Damon, Scarlett Johansson, Thomas Haden Church, Patrick Fugit e Elle Fannin, entre outros, a mesma já foi editada no dia doze de dezembro de 2011, através da Columbia Records e eu já a ouvi. As gravações desta banda sonora decorreram na Islândia no último verão e os detalhes finais foram delineados em Los Angeles. Já agora, o filme estreou nos Estados Unidos no passado dia vinte e três de dezembro.

 

Em 2002 milhões de pessoas correram para os cinemas para ver a obra prima de Cameron Crowe, Vanilla Sky. E a grande maioria saiu das salas marcada pelo que viu, confusa e carregada de belíssimas imagens visuais na mente. No entanto, a mim o que mais marcou nesse filme foi a banda sonora. Mais do que a canção homónima assinada por Paul McCartney e a hipnótica Everything In Its Right Place dos Radiohead, fiquei deliciado com canções Svefn-g-englar, Ágætis Byrjun e Njosnavelin, interpretadas por uma banda islandesa na altura ainda estranha por mim e sobre a qual apenas tinha ouvido falar remotamente através do grande amigo João Génio, esse sim já na altura fã dessa banda chamada Sigur Rós. Recordo-me nesses dias ter sentido que estas canções deram um ambiente ainda mais etéreo e espiritual ao filme, fazendo sobressair intensamente algumas emoções que as personagens iam tentando interpretar. Agora, dez anos depois, não é para mim uma surpresa que Cameron Crowe tenha voltado a envolver este tipo de sonoridade no seu novo projeto cinematográfico, agora através de Jónsi, o vocalista dos Sigur Rós, nomeando-o responsável pela banda sonora de We Bought a Zoo.

De 2001 para cá muito mudou na sonoridade Jónsi e além das particularidades dos dois enredos cinematográficos não existe comparação possível entre a banda sonora dos dois filmes aqui citados. Aquela instrumentação quase extraterrestre dos Sigur Rós aterrou, sendo prova concreta disso o disco a solo Go, que inseriu três canções nesta nova banda sonora e Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust, o último disco de originais dos Sigur Rós. Estes dois discos são mais luminosos, espiritualmente alegres e menos nostálgicos que os trabalhos anteriores dos Sigur Rós e temas como  Why Not?, Sun e Humming comprovam-no na perfeição. Os fãs que, como eu, não se importam muito de ouvir Jónsi a cantar em inglês poderão estranhar um pouco a colocação da voz nas novas canções que não estavam incluídas quer em Go quer nos discos dos Sigur Rós. No entanto, depois do hábito, a sensação é ótima e uma audição dessas canções com headphones (algo bastante recomendável na discografia deste músico e da sua banda) realça ainda mais as suas novas aptidões vocais.

Duas das novas canções que merecem o meu destaque são a borbulhante Gathering Stories escrita a meias com Crowe e Ævin Endar, uma daquelas baladas orquestrais e clássicas típicas de Jónsi. Já agora, alguns dos arranjos das canções estiveram a cargo do conceituado Nico Muhly.

Também gostei muito de Snærisendar e da canção homónima We Bought A Zoo, realçadas pelo falsete de Jónsi e pelos arranjos densos das cordas. No entanto, o meu grande destaque da banda sonora só pode ir para Hoppipolla, para mim a obra prima de Takk e dos próprios Sigur Rós.

Existe uma espécie de estereótipo no que diz respeito às carreiras de algumas bandas, principalmente quando são lideradas por músicos carismáticos e que depois se aventuram em carreiras a solo. Por muito esforço que haja existem sempre fortes elos de ligação entre os dois tipos de projeto e muitas vezes a sonoridade confunde-se. Obviamente que os Sigur Rós e Jónsi não fogem à regra e são óbvios alguns pontos em comum entre o último disco da banda islandesa editado em 2008 e Go. Esta banda sonora, no que concerne às novas canções de Jónsi é um passo em frente seguro relativamente a Go e sem perca de identidade; Mas espero que o novo disco dos Sigur Rós, com data prevista de lançamento para a próxima primavera, se distancie um pouco de tudo isto e que aquela sonoridade mais aberta e luminosa de  Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust que tinha aterrado, não perca esses ingredientes felizes, mas volte a levantar voo e a juntar-se a outras sonoridades mais etéreas e espirituais, até porque o som de Jónsi Birgisson e dos Sigur Rós convida ao sonho e incita o nosso lado mais imaginativo. Espero que aprecies a sugestão…

01. Why Not
02. Aevin Endar
03. ABoy Lilikoi
04. Sun
05. Brambles
06. Sinking Friendships
07. We Bought A Zoo
08. Hoppipolla
09. Sniresndar
10. Sink Ships
11. Go Do
12. Whole Made Of Pieces
13. Humming
14. 14 First Day
15. Gathering Stories

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publicado por stipe07 às 13:55

52

Quarta-feira, 04.01.12

Parabéns... E obrigado por tudo!

Happy birthday... And thanks for all!

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publicado por stipe07 às 19:58

Kurt Vile - So Outta Reach EP

Quarta-feira, 04.01.12

Depois de Smoke Ring for My Halo, disco que ouvi e sobre o qual escrevi, o músico natural de filadélfia Kurt Vile, guitarrista, vocalista e novo herói indie descoberto pelo selo Matador, lançou um novo EP, intitulado So Outta Reach, no passado dia sete de Novembro.

O disco é composto por cinco canções que ficaram de fora de Smoke Vile For My Halo e a cover de Downbound Train, um original de Bruce Springsteen.

Depois de editado o belo Smoke Ring For My Halo, um bom exemplo que o rock alternativo não tem sempre o peso das pedras e também se pode mexer nas nossas mãos como cotão, deve ser colocada na mesma expetativa a audição deste So Outta Reach porque, sem grandes pretensiosismos,aquilo que se vai ouvir é uma guitarra despreocupada numa merecida road trip, em direcção ao pôr do sol, de forma a que ele mais dure. Neste So Outta Reach, o guitarrista prova mais uma vez que o sol que nasceu para os rockeiros dos anos 70, a que Hendrix tanto se referia, ainda pode estar merecidamente vivo entre quem sabe estar na música com a despreocupação profetizada em It’s Alright e The Creature.  

Novamente acompanhado do lendário John Agnello (que já trabalhou com Sonic Youth e Dinosaur Jr), o jovem Kurt destila uma sequência de trinta minutos de canções bem desenvoltas, faixas que mais uma vez solidificam a figura do músico como um dos grandes poetas da atual geração. Espero que aprecies a sugestão... 

The Creature

It's Alright
Life's A Beach
Laughing Stock
Downbound Train
(so outta reach)

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publicado por stipe07 às 19:50

Curtas... XXII

Quarta-feira, 04.01.12

Depois do convincente Night Work de 2010, os nova iorquinos do Scissor Sisters preparam-se para lançar em 2012 o quarto álbum de estúdio que, ao que tudo indica, virá ainda mais carregado de influências eletrónicas, algo que Shady Love, o primeiro single do disco divulgado estes dias, acaba por transparecer. Assim, o mais novo trabalho deste grupo norte americano parece abandonar as influências disco dos anos 70 e voltar para a década de noventa, algo evidente nas batidas fortes e na interessante colaboração de Azealia Banks.

 

Após lançar em 2011 dois singles, a hipnotizante Belongings e a explosiva Lesson nº 7 o projecto de Guy Connelly, Clock Opera, quinteto de synth rock inglês, acaba de lançar uma versão de Once And For All como o primeiro single oficial do disco de estreia, Ways To Forget, que será lançado no próximo dia nove de Abril, pela Universal. Já agora, se tiverem curiosidade, também já se conhece o alinhamento do disco e a capa.
Devido à produção eletrónica e cheia de samples, bleeps e sintetizadores, a música parece-me um encontro entre os The Killers,  os LCD Soundsystem e os Passion Pit. A canção começa com um belo instrumental, à qual é depois acrescentada uma voz emocionada e que passeia entre o imponente e o falseto, culminando num refrão eufórico e grandioso.
Apesar da produção detalhada, rica e deliciosamente sintetizada, é quase impossível ouvir a canção e não ficar um pouco emocionado. Sugiro também o vídeo que, assim como a música traz a amarga mensagem de que as vezes pode ser tarde demais para corrermos atrás dos nossos sonhos.
 

Em abril de 2011 os irmãos Henry e Thomas Dartnall, aos quais se juntou Oliver Askew e que assinam como Young Knives, lançaram um disco com o pomposo nome de Ornaments From The Silver Arcade, via Gadzöök/PIAS. A banda que junta uma míriade de sonoridades, assentes no punk, mas com pinceladas de groove, house, soul, jazz e até alguma eletrónica, continua a retirar dividendos desse álbum e está de regresso com um novo EP intitulado Human Again, que serve para apresentar mais um single do disco.

01. Human Again
02. Watch The Birds
03. Bottles

 

Finalmente, quem também está de volta com um novo EP, neste caso mais um, são os enormes The Flaming Lips, reis do rock psicadélico. Em 2011 várias colaborações com projetos dos mais diversos quadrantes musicais resultaram em alguns EPs que fui revelando, nomeadamente a colaboração com Neon Indian, os Prefuse 73, e os Lightning Bolt. Agora a parceria foi com a banda experimental Yoko Ono’s Plastic Ono Band e só foram impressas duas mil cópias do EP. No entanto, graças à internet e não sendo possível adquirir uma versão física, é possível escutá-lo na íntegra

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publicado por stipe07 às 19:35

Silver Tongues – Black Kite

Terça-feira, 03.01.12

Os Silver Tongues, que começaram por ser um projeto a solo liderado por David Cronin que depois acrescentou outros músicos de Louisville, no Kentucky, nomeadamente James Hewett, Jacob Heustis, Michael Campbell e Brian Cronin, é uma banda que descobri há poucos dias e que tendo em conta Black Kite, o disco de estreia lançado no passado dia vinte e cinco de outubro através da Karatebody Records, ainda não sabem muito bem sonoramente que tipo de banda querem um dia ser. Começaram por se mostrar ao mundo com o single Ketchup, mas não é por essa amostra que se pode sentir o verdadeiro pulsar do que é este Black Kite.

Se a citada Ketchup assenta numa explosão de fuzz rock radiante que soa como uma espécie de cruzamente do período Joshua Tree dos U2 com o rock japonês, Black Kite é, acima de tudo, construído sobre melodias blues fantasmagóricas, adornadas com texturas sonoras típicas não só do rock, mas também da pop. Excelente exemplo é a canção título, feita de movimentos lentos tocados por violões, acompanhados pela voz em eco de David Cronin, apoiada ocasionalmente por uma bateria que vai crescendo. E não só nesta canção como noutras, tem-se aquela sensação de introspecção que muitas vezes se obtia através do brilho do rock dos anos oitenta, devido aos sintetizadores. Quase que apetece fazer o exercício de pegar em algumas destas canções, imaginar que foram construídas tendo como base um fundo acústico e que de seguida, por camadas, foram sendo acrescentadas a bateria, guitarras e sintetizadores, até explodirem em verdadeiros hinos rock, com destaque para a minha música favorita do disco, Warsaw, que até inclui uma secção rítmica completa. Outra grande canção é Hope For, envolta num eco estranho, de modo que a voz de Cronin parece flutuar, sem corpo, acima de um banco de nevoeiro sonoro e nublado. Aliás, a voz é outro grande atrativo deste Black Kite; Fresco e sereno, sem grandes vibrações, Cronin canta com enorme facilidade e nunca se ouve desafinar mesmo nos registos mais altos.

Em suma, Black Kite é um disco com as influências bem identificadas, carregado de uma heterogeneidade óbvia que salta do barroco (Warsaw) ao indie rock (Ketchup) e por isso quase apetece desejar que os Silver Tongues nunca encontrem verdadeiramente um rumo auditivo e se mantenham nesta aparente indecisão sonora. Espero que aprecies a sugestão...

01. Highways
02. Ketchup
03. Black Kite
04. Warsaw
05. Hope For
06. Wet Dawg
07. Broken Strings
08. Greater Times
09. Home

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publicado por stipe07 às 13:03

Curtas... XXI

Segunda-feira, 02.01.12

Dos vários lançamentos programados para 2012 e que incluem novos álbuns do Dirty Projectors, Animal Collective e Grizzly Bear, entre outros, um dos projetos mais aguardados é o segundo trabalho de estúdio do trio britânico The XX. Ainda sem título nem data oficial de lançamento, já se conhece a versão demo de um tema do álbum, a faixa Open Eyes. Esta amostra revela uma banda ainda dotada das mesmas experiências musicais do passado e talvez ainda mais minimalista. Vamos ver...

 

Apresentada originalmente em 1996 através do álbum What Would the Community Think, a nova versão de King Rides By (agora com mais de sete minutos e um vídeo) marca o regresso de Cat Power ao meio musical. Mesmo com uma ocupada agenda de concertos nos últimos anos, desde 2006, data em que lançou The Greatest, que Cat Power não apresenta nenhum novo disco de originais, algo que está previsto para este 2012.

 

Presente em várias lsitas que consultei dos melhores discos do ano, Tomboy, o último álbum do viajado Panda Bear, acaba de ter mais uma das suas canções lançadas em vídeo e logo uma das melhores do disco. You Can Count on Me ganha um vídeo que corresponde com exatidão ao som psicadélico debitado ao longo da canção. Com imagens liquefeitas e o já habitual abuso de cores, o vídeo puxa-nos imediatamente para dentro da temática viajada da composição, que utiliza a repetição constante de vozes como o instrumento de destaque.

 
Esta notícia já tem alguns dias mas nãoa poderia deixar passar em claro, para a posteridade. Inesperadamente, a minha banda nacional preferida vai voltar aos palcos em 2012. Seja onde for, garantidamente a Sétima Legião irá contar com a minha presença em pelo menos um dos espetáculos.
 
E, para terminar, uma curiosidade recente...

É muito difícil neste momento não perceber que os REM estão bastante ativos, nomeadamente na divulgação de algumas raridades, para que nada fique por contar na longa história desta banda fundamental. Agora apareceu no YouTube uma gravação ao vivo de uma versão que Michael Stipe e companhia tocaram em 1984 de Does Your Mother Knows dos... ABBA.

Embora a qualidade sonora não seja a de uma versão de estúdio, parece ser muito boa tendo em consideração os anos que deve ter a gravação. Comparando com o original, há menos mudanças do que seria de esperar; A estrutura da canção é modelada e fiel, apenas com a eliminação de teclados e alguns efeitos eletrónicos, o que originou uma versão mais pop rock da banda, e a característica essência dos R.E.M..

Não há dados precisos de onde foi tocada esta versão mas, como foi em 1984, então deve ter sido num concerto inserido na digressão de Reckoning, disco lançado pelos R.E.M. na Primavera desse ano. Não será de surpreender que nos próximos tempos surjam mais raridades do género.

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publicado por stipe07 às 21:12

Snakadaktal – Snakadaktal EP

Segunda-feira, 02.01.12

Os Snakadaktal são uma banda de adolescentes australianos, amigos de escola e que se juntaram em 2010 para fazer música. No passado mês de novembro lançaram este EP homónimo de estreia que fez logo enorme sucesso no país natal e fez deles uma das principais revelações musicais do ano nos antípodas.

O EP começa logo com a promissora Wake Up, canção nde se destacam as vozes que se cruzam com melodias relativamente sintetizadas. As letras não deixam de ser um pouco repetitivas, mas da forma como a canção está estruturada, apenas serve para dar ainda maior enfase à mensagem. O sonho é uma temática que se vai repetindo ao longo do EP, como em Carnival (Monster Lobster), Air e Quimera. Esta insistência numa temática abstrata, mas que é, sem sombra de dúvida, o leit motiv da nossa espécie (quando o homem sonha, a obra nasce), deverá ser, acima de tudo, uma forma honesta destes Snakadaktal quererem dizer ao mundo inteiro que um dia irão ser maiores e deixar uma marca através das canções.

As já citadas Quimera e Air são as canções que se destacam e se fornecerem um vislumbre do que a banda pode ser capaz num futuro próximo, então o sonho dos Snakadaktal tornar-se-á realidade. Espero que aprecies a sugestão...

Snakadaktal - Snakadaktal

01. Wake Up
02. Chimera
03. Air
04. Carnival (Lobster Monster)
05. Skin
06. Boy

 

 

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publicado por stipe07 às 20:55


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