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3 de rajada... LIX

Segunda-feira, 23.01.12

Na quinquagésima nona edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco os novos singles de Bon Iver, Leonard Cohen e Charlotte Gainsbourg. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Bon Iver – Towers

 

Leonard Cohen – The Darkness


Charlotte Gainsbourg – Anna

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publicado por stipe07 às 14:00

Guided By Voices - Let's Go Eat The Factory

Domingo, 22.01.12

Após um hiato de seis anos em que a cabeça efervescente de Robert Pollard se dedicou a criar a lançar alguns álbuns a solo, finalmente aquela que é apelidada por muitos como a máquina criativa do indie rock, está de volta com um novo disco de originais; Refiro-me aos Guided By Voices, uma banda já com quase vinte anos de carreira e que terminou um consagrado ciclo de grandes discos com o bom Half Smiles Of The Decomposed de 2004. Voltar, após uma carreira tão bem finalizada, poderia ser um erro ou, no mínimo, um grande desafio, mas parece que Let's Go Eat The Factory aposta na usual sonoridade da banda, tanto nas composições como na gravação e produção e que, por isso, será uma aposta ganha.

A tal sonoridade típica dos Guided By Voices sempre assentou numa pop lo-fi que, quanto a mim, teve o seu apogeu com Universal Truths And Cycles, um disco de 2002 e que também se definia por uma roupagem comercial e límpida. E os singles de Let’s Go Eat The Factory já conhecidos, The Unsinkable Fats Domino e Doughnut for a Snowman, ajudam a perceber que não há aqui fugas ao padrão normal da banda; Assim, enquanto a primeira canção citada atira para o sujo e potente indie oitentista, a outra ruma para um universo oposto com uma melodia e um instrumental mais doce e suave. Esta aparente dicotomia acaba por sobressair se olharmos para o disco como um todo, algo ainda mais simples de balizar quando estamos na presença de um trabalho com vinte e uma canções; Há uma primeira parte do álbum, que alterna do leve e limpo para o cru, mas também nos apresenta momentos de melancolia com Hang Mr. Kite e um blues encaixado nos moldes indie e noise, bem patente em The Big Hat And Toy Show. Esta primeira parte tem o seu apogeu na genial Waves e depois há alguns momentos de inconstância e experimentação, nem sempre bem sucedidos, mas que, não sendo felizmente dominantes, não conseguem ofuscar a excelente primeira parte do álbum e assim torná-lo num fracasso.

Let’s Go Eat The Factory é, em suma, um disco recheado de boas canções, que dá sequência ao bom trabalho realizado nos discos anteriores ao hiato pelo qual passaram estes Guided By Voices. Espero que aprecies a sugestão...

01 – Laundry and Lasers
02 – The Head
03 – Doughnut for a Snowman
04 – Spiderfighter
05 – Hang Mr. Kite
06 – God Loves Us
07 – The Unsinkable Fats Domino
08 – Who Invented the Sun
09 – The Big Hat and Toy Show
10 – Imperial Racehorsing
11 – How I Met My Mother
12 – Waves
13 – My Europa
14 – Chocolate Boy
15 – The Things That Never Need
16 – Either Nelson
17 – Cyclone Utilities (Remember Your Birthday)
18 – Old Bones
19 – Go Rolling Home
20 – The Room Taking Shape
21 – We Won’t Apologize for the Human Race

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publicado por stipe07 às 11:27

We Invented Paris - We Invented Paris

Quinta-feira, 19.01.12

Os We Invented Paris são descritos por eles próprios como um coletivo europeu baseado na Suíça e à cerca de um ano que andam na estrada, a preparar o lançamento de We Invented Paris o disco homónimo de estreia. Assim, em 2011 conseguiram visitar mais de cinquenta cidades europeias e tocar à volta de setenta concertos, incluindo colaborações com outros grandes nomes da indie, nomeadamente os Pains Of Being Pure At Heart.

Todas as músicas deste disco de estreia são heterogéneas e individuais, cada uma com traços próprios, que conseguem dar uma atmosfera diversificada ao álbum. É muito difícil encontrar uma banda estreante e com pouco tempo de estrada já com tanta carga emocional e maturidade musical. Sem uma narrativa principal definida, este We Invented Paris acaba por ser, paradoxalmente, um álbum circular, onde cada canção se interliga com a seguinte.

A sonoridade da banda é extremamente acessível e surpreendentemente imediata. Dá para notar isso logo no primeiro single, a polida Iceberg. O álbum é cheio de momentos graciosos e suaves, com uma delicadeza notável e uma sensibilidade que se destaca. Durante alguns períodos, remete para os Death Cab For Cutie, nomeadamente para o clássico Plans, de 2005, mas também me soou em alguns instantes ao disco de estreia dos Grouplove, Never Trust A Happy Song e ao Belong dos próprios Pains Of Being Pure At Heart, ambos lançados em 2011.

Sendo melódico e algumas vezes triste, não se pode também dizer que o álbum seja sombrio, já que os We Invented Paris conseguem ter a arte de separar muito bem a melancolia da severidade, tratando a tristeza de forma leve e elegante e na dose perfeita.

Não são muitas as bandas que conseguem agregar tantos géneros musicais diferentes num só trabalho, mas neste We Invented Paris encontramos folk, indie pop, e outros subgéneros, tudo tocado com violas que soam eufóricas, guitarras tímidas e batidas contagiantes. Todas as canções são singles em potência, desde a alegria suave simples de Bubbletree à inquietação e angústia de Silence e a música deles simplesmente flui. Por tudo isto este We Invented Paris é um trabalho que vale a pena ouvir muitas vezes e aproveitar cada audição de forma diferente.

Em suma, estamos na presença de um disco cheio de altos e baixos, que desperta múltiplas sensações e que demonstra que esta banda suiça já se sente bastante à vontade e confortável dentro da sonoridade criativa que pretende seguir. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ouverture
02. The Busker
03. A View That Almost Kills
04. Iceberg
05. Kyrie
06. Lonely Ego
07. Public Places
08. Bubbletrees
09. Boheme
10. Tiny
11. Nothing To Say
12. More
13. Silence

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publicado por stipe07 às 21:25

Estreia da semana - The Descendants.

Quinta-feira, 19.01.12

Com quase cinquenta e um anos, George Clooney volta esta semana aos cinemas do nosso país com Os Descendentes, o novo filme de Alexander Payne.

O ator que atualmente protagoniza os anúncios da Nespresso começou a sua carreira em 1978, somando pequenos papéis em séries de televisão até que finalmente, em 1994, foi escolhido para interpretar o dr. Doug Ross em E.R. - Serviço de Urgência.  Logo depois conseguiu os primeiros papéis decentes no cinema, em Aberto até de madrugada, de Robert Rodriguez e O Pacificador, de Mimi Leder.

Foi também nesta altura que, com Romance Perigoso (1998), iniciou uma prolífica colaboração com o realizador Steven Soderbergh, com quem viria a fazer Ocean Eleven (e Twelve e Thirteen), Solaris e O Bom Alemão.

George Clooney tem trabalhado com outros realizadores como David O. Russell (Três Reis), os irmãos Coen (Irmão, onde estás?, Crueldade Intolerável, Destruir depois de ler), Terrence Malick (A Barreira Invisível) e Jason Reitman (Nas nuvens).

Entretanto, tornou-se também produtor, argumentista e realizador; Estreou-se com Confissões de uma mente perigosa, em 2002. Em 2006, foi a primeira pessoa na história dos Óscares a estar nomeado, simultaneamente, como realizador de um filme (Boa Noite e Boa Sorte) e ator de outro (Syriana, de Stephen Gaghan). Algo que poderá voltar a acontecer este ano: Clooney realizou um dos filmes mais elogiados de 2011, Os Idos de Março, e acabou de ganhar um Globo de Ouro pela sua interpretação neste Os Descendentes.

Os Descendentes é a estreia dos últimos tempos que aguardava com maior expectativa e além de contar com a interpretação de George Clooney, conta também no elenco com Amara Miller, Beau BridgesJudy Greer, Mary Birdsong, Matthew Lillard, Nick Krause, Robert Forster e Shailene Woodley. Fica a sinopse...

Matthew King é advogado e um dos homens mais ricos do Havai, mas a sua vida muda por completo quando a mulher fica em coma depois de um acidente. Esta situação acarreta novas e difíceis responsabilidades para King, entre as quais aprender a lidar com duas filhas nada fáceis e com quem ele mantinha uma relação fria e distante. Matthew tenta pegar nas rédeas da sua família e levar a vida para a frente. As suas duas filhas vão ajudá-lo a trilhar esse caminho, apesar de uma revelação chocante...

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publicado por stipe07 às 13:52

Hello Evening - Hello Evening

Quarta-feira, 18.01.12

Os Hello Evening são uma nova banda norte americana, natural de Oakland e formada por Nisan Perera, Kevin Yoches e Evan Pricco. É uma banda ainda praticamente desconhecida do grande público, mas com uma postura bastante peculiar e desprendida. Começam logo por afirmar ao mundo inteiro que não fazem música para conseguirem conquistar miúdas porque está mais que provado que a música não resulta, ou para obter fama, porque isso hoje já não é possível, mas para fazerem algo de que se possam vir a orgulhar no futuro. Este disco homónimo que hoje sugiro marca a estreia da banda nas edições.

Todas as canções de Hello Evening são muito orgânicas e de acordo com a banda foram gravadas em apenas nove dias. E foi exatamente ao nono dia que olharam uns para os outros e decidiram que iriam disponibilizar o disco gratuitamente e, ao mesmo tempo, seguir os canônes tradicionais e fabricar também alguns exemplares a expensas próprias. O objetivo é que o mundo inteiro ouça Hello Evening e supostamente se deixe contagiar por ele, algo que já fiz. Apesar de o contágio não ter deixado marcas profundas, algumas canções do disco souberam funcionar como um bom vírus que se apoderou momentaneamente de mim durante a audição. É um disco eminentemente acústico, que encontra as suas raízes na folk e em redor do qual deverão criar-se as expetativas certas para que seja devidamente apreciado...

01. Wrapped In Persistence
02. Weeping Willow
03. Two Two Calls
04. Oh Dear
05. Coming Home
06. Heed The Warning
07. Dreams In E
08. Clydesdale
09. Call Me Carolina
10. Calcium Kills
11. Generation Of Spies
12. When The Night Comes

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publicado por stipe07 às 19:15

Hold Your Horses! - Sorry! Household EP

Terça-feira, 17.01.12

Continuo a encontrar nos países nórdicos projetos bastante interessantes, se bem que desta vez fui descobrir em Paris estes Hold Your Horses!, uma banda que se constituiu nessa cidade, mas formada apenas por músicos suecos. E por isso temos aqui uma bela mistura de etnias, numa esfera multicultural e ao mesmo tempo cheia de raiz. Bem vindos então a Sorry! Household, o segundo EP lançado por esta banda em 2011.

Os Hold Your Horses! são uma banda fortemente influenciada pela pop e pelo blues e utilizam diversos instrumentos interessantes, como o violino, o violoncelo, o clarinete, o trompete e a tuba. E não menos importante, contam também com um gracioso coro de vozes.

O EP abre com Cigarettes & Lies uma canção com uma forte componente instrumental e épica, cantada por Florence, uma das vocalistas do grupo. Depois ouve-se 70 Million uma canção que tem andado nas bocas do mundo devido ao magnífico vídeo, que compila obras de arte famosas com a cara dos elementos da banda. Aqui é Charles quem tem a seu cargo a voz principal e se a música começa por parecer uma simples balada, a percussão e o trompete, dão-lhe um caráter bastante orquestral e mais luminoso. We Dear Are a Desert, com o mesmo Charles na voz, é cheia de efeitos e animada; O instrumental cria uma atmosfera bucólica e nostálgica difícil de descrever e de vivenciar como experiência sonora. Sorry! Household finaliza alegremente com Open Water; Florence, Charles e toda a banda, em uníssono, cantam um refrão muito bonito, que até soa a despedida e com uma distorção lá pelo meio bastante original e que à medida que vai sendo abafada pela tuba e a bateria recomeça, dá uma energia e um colorido enorme ao tema; Se as últimas canções costumam dar pistas diferentes e significar alguma rutura em relação ao resto do trabalho, instrumentalmente esta última atesta toda a coerência sonora da obra em si.

O EP é tão curtinho que pode ser ouvido várias vezes em modo repeat e sem cansar. A cada audição consegue-se perceber mais barulhinhos escondidos nas audições anteriores. Este EP é a prova viva de que o sucesso de uma banda poderá estar em encontrar a fórmula mágica em termos sonoros; E isso parece-me que os Hold Your Horses! já alcançaram. De longe. Espero que aprecies a sugestão...

01. Cigarettes And Lies
02. 70 Million
03. We Dear Are A Desert
04. Boston Tea Party
05. Open Water

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publicado por stipe07 às 20:53

Curtas... XXIV

Terça-feira, 17.01.12

 

Responsáveis por composições sempre caóticas e marcadas pela experimentação, os nova-iorquinos Black Dice preparam para os próximos meses o lançamento de mais um álbum de estúdio. Denominado Mr. Impossible, o disco virá para substituir o aceitável Repo, de 2009. Com o primeiro single do trabalho, Pigs, a banda já evidencia boa parte do que viremos a encontrar com a chegada do álbum, que deve proporcionar mais uma série de ruídos catastróficos e desconcertantes.

 

Desde meados de 2011 que os Fanfarlo andam a atiçar e a aguçar o apetite de todos aqueles que, como eu, ficaram abismados com Reservoir, um dos discos que mais se ouviu lá por casa nos dois últimos anos. E parece que a espera pelo segundo álbum de estúdio está a chegar ao fim, o aguardadíssimo Rooms Filled With Light. Pelas amostras que já conheço, os Fanfarlo não vão correr grandes riscos e manter-se-ão fiéis à fórmula que tanto sucesso lhes rendeu, ou seja, este novo álbum irá seguir as mesmas experiências do disco de estreia. E o novíssimo Shiny Things também o demonstra...

  

Há algum tempo, Stephen Merritt, líder dos The Magnetic Fields anunciou que Love At The Bottom Of The Sea, é o disco de originais que a banda irá lançar em 2012, tendo na ocasião referido que será um trabalho de retorno às raízes mais acústicas do grupo, algo que já me parece evidente no primeiro single entretanto divulgado, Andrew In Drag. Love At The Bottom Of The Sea tem data prevista de lançamento o início de março, através da etiqueta Merge Records. Confere... 

The Magnetic Fields - Andrew in Drag by MergeRecords

 

Ao que tudo indica, Nathan Williams não deve deixar 2012 sem apresentar um novo álbum do projeto Wavves. Irrequieto, o músico vem desde 2008 assumindo uma série ininterrupta de lançamentos e que tenho procurado divulgar. Agora, e enquanto não chega o tal novo álbum, este músico californiano lançou na rede uma cover obscura e sujíssima de Hybrid Moments, um original de uma banda de Nova Jersey chamada Misfits. Esta canção faz parte do álbum Static Age, lançado em 1997 e encaixa perfeitamente na sonoridade dos Wavves. Confere...

Wavves - Hybrid Moments (Misfits cover) by bratrommis

 

 

Tendo em conta o género musical em questão e à semelhança dos The Vaccines em 2011, a banda americana Howler é uma das maiores promessas para 2012 e também usam pequenas canções de indie-rock, com guitarras rápidas e uma ligeira inspiração nos The Strokes, pois até partilham a mesma editora.

America Give Up é o álbum de estreia, com lançamento marcado para esta semana e, para já, disponibilizo o stream do álbum. São cerca de quarenta minutos que não desiludem. Para ouvir, basta clicar aqui.

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publicado por stipe07 às 20:47

Of Monsters And Men – Into The Woods EP

Segunda-feira, 16.01.12

Os Of Monsters And Men, banda natural de Reiquiavique, na Islândia, tiveram um auspicioso 2011. Logo no início desse ano apresentei-os quando descobri Love Love Love e Little Talks e quatro meses depois este último single foi inserido na coletânea Made in Iceland IV. Relembro que a banda é constituída por quatro músicos (Nanna Bryndís Hilmarsdóttir, Ragnar þórhallsson, Brynjar Leifsson, Arnar Rósenkranz Hilmarsson) e insere-se no género folk/indie.

Agora, no final de 2011, mais concretamente no dia 20 de dezembro, estrearam-se nos discos com Into The Woods, um EP que inclui as duas canções citadas e outras duas. Estou convicto que este EP servirá de antecipação para o longa duração de estreia do grupo, que deverá ver a luz do dia em 2012 e que pelos vistos se irá chamar Sýrland. Pelo menos é essa a informação que consta num vídeo publicado pela banda há dois dias e que podes conferir abaixo.

01. Little Talks
02. Six Weeks
03. Love Love Love
04. From Finner

 

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publicado por stipe07 às 20:48

3 de rajada... LVIII

Segunda-feira, 16.01.12

Na quinquagésima oitava edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco os novos singles de Florence And The Machine, o primeiro avanço para Port Of Morrow, o próximo disco dos The Shins e que divulguei na passada semana e Hang It Up, o primeiro single retirado de Sounds From Nowheresville, o tão aguardado terceiro álbum dos The Ting Tings. Toca a ouvir e a tirar ilações...

Florence And The Machine – No Light No Light


The Shins – Simple Song


The Ting Tings – Hang It Up

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publicado por stipe07 às 18:55

Misophone - Songs From An Attic

Domingo, 15.01.12

Os Misophone são uma dupla britânica, natural de Bristol, já com algum historial e que no passado dia cinco de Dezembro lançaram Songs From An Attic, um disco extraordinário e cheio de diversidade sonora, através da etiqueta Another Record. Os Misophone são formados pelo multi instrumentista Herbert, que canta e toca guitarra, violino, banjo, piano, harpa, acordeão, xilofone e outros instrumentos e Welsh, que também canta e escreve a maioria das canções.

Songs From An Attic é um álbum com dezoito canções e um registo bastante curioso. O leque de instrumentação é imenso, algo percetível na míriade de instrumentos tocados por Herberte ainda tão vibrante e intrigante que são poucos os discos com tal riqueza e diversidade sonora que ouvi ultimamente. Desde potes e panelas a chocalhar, ruídos de pássaros e arrulhos feitos com trombones, ouve-se de tudo um pouco e recordei-me imediatamente das baladas empoeiradas com letras oblíquas dos Neutral Milk Hotel. No entanto, o fio condutor parece-me ser o jazz e a folk tradicional inglesa.

Este disco é um verdadeiro carnaval sonoro e até um pouco claustrofóbico, porque às vezes acaba por tornar-se um pouco desconfortável não conseguir assimilar tudo aquilo que se ouve. Vocalmente os Misophone são muito expressivos e denotam bastante confiança e elegância a cantar.

Em suma, Songs From An Attic oscila entre a introspecção lírica e algum sarcasmo petulante, mas, em última análise, o que mais conta é a intemporalidade das canções, a dificuldade em balizá-las num estilo. Entrar no sotão dos Misophone e entendê-lo pressupõe uma enorme predisposição para encarar com o caos e não se ficar chocado por ouvir latidos de cachorros ou um coro de melros e fantasmas a cantarem canções de amor. Espero que aprecies a sugestão...

01. Good Morning Sun
02. Swan’s Road
03. Tides And Sighs
04. The End Of A Love Affair
05. Blackbird On A Gravestone
06. What The Water Gave To Me
07. The Closest I’ve Ever Got To Love
08. Time Is A Bully We All Pretend To Love
09. Castles In The Sand, Pt. 2
10. Last Night
11. Backgarden Bastards
12. Barnaby Flower
13. I Am A Mountain Dog
14. From Beyond The Bridge
15. The Untold Joke
16. Rock Scissor Stone
17. Everything Has Changed
18. Song From An Attic

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publicado por stipe07 às 18:08







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