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Mint Julep - Save Your Season

Domingo, 18.12.11

Os Mint Julep são uma dupla de irmãos, Hollie e Keith Kenniff, natural de Portland, no Oregon. Sentiram-se desde sempre atraídos pelas experiências musicais ressaltadas pelos My Bloody Valentine e também são entusiastas da eletrónica. Desse casamento entre os fluidos sintéticos e a instrumentação ruidosa nascem as dez canções de Save Your Season, disco com alguns contornos sombrios, mas que também transita suavemente por um catálogo de elementos fáceis e capazes de agradar um público menos exigente.

Não é de hoje que o rock shoegaze e a música eletrónica vêm promovendo um casamento bem sucedido e permeado por grandes lançamentos. Aliás, essa tem sido uma tendência que surgiu nos anos oitenta e trinta anos depois é uma fórmula que sendo bem utilizada garante um enorme sucesso. Em 2011 temos o Hurry Up dos M83 e Space Is Only Noise, o álbum de estreia de Nicolas Jaar, para atestar a veracidade desta minha suposição.

Indo ao disco, a capa deste Save Your Season não deverá ser inocente relativamente ao conteúdo; Tal como a figura que se eleva amenamente, grande parte do registo segue mergulhado no desenvolvimento de canções suavizadas e marcadas por um ritmo leve, quase possibilitando que o próprio ouvinte também levite. Mesmo que as batidas sintéticas consigam por alguns instantes mobilizar um fluxo dançante ao longo do trabalho, o tom sóbrio da voz de Hollie e as guitarras e sintetizadores nebulosos de Keith impossibilitam que qualquer possível reprodução alegre ou radiante se materialize no interior da obra.

No final da audição é clara a perceção que Save Your Season é um trabalho simples e limitado, talvez fruto dos recursos escassos dos dois irmãos, o que de forma alguma prejudica o bom rendimento do álbum. Mas mesmo assim asseguro que consegue projetar algumas boas composições. É nas músicas voltadas para um ritmo mais ambiental e pop como No Letting Go ou Aviary e quando o duo se entrega a ritmos mais eletrónicos, como em Days Gone By, que o disco acaba revelar maior acerto. Nesta última canção, enquanto se ouve uma bateria eletrónica, a voz de Hollie é protegida por uma fina camada de sons artificiais que transformam a vocalista numa espécie de diva da dream pop.

Mesmo cientes dos tais limites, estes Mint Julep não diminuem o fluxo do trabalho até à última canção, Why Don’t We. Aliás, cada música do disco parece encaixar na composição seguinte. Agora resta apenas ao casal estabelecer de forma definitiva quais serão os rumos no desenvolver dos futuros trabalhos, se um som mais eletrónico ou voltado para o rock. Independente das escolhas, penso que a dupla provavelmente irá acertar. Espero que aprecies a sugestão... 

01. Chasing The Wind Catching the Shadows
02. Aviary
03. Days Gone By
04. Save Your Season
05. To The Sea
06. Cherry Radio
07. No Letting Go
08. Stay
09. Time Is Distance
10. Why Don’t We

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publicado por stipe07 às 18:20

Silversun Pickups – Seasick EP

Sábado, 17.12.11

Os californianos, naturais de Los Angeles, Silversun Pickups são um quarteto liderado por Brian Aubert e lançaram-se nos discos em julho de 2006 com Carnavas, disco com belos apontamentos sonoros e um belo exemplo de que as referências ao som dos anos noventa não estavam enterradas. A banda exemplificava esta teoria através das belas guitarras que borbulhavam ao longo do disco, promovendo uma ode aos bons momentos dos Smashing Pumpkins ou, em menor escala, às experimentações dos Sonic Youth e ao ambiente criativo dos My Bloody Valentine.

A boa repercussão desse álbum criou enromes expetativas em relação ao som futuro a projetar pelo grupo, feito que a banda só promoveria três anos mais tarde com a chegada de Swoon. Obviamente cercado pelas expectativas e esperanças lançadas através do primeiro álbum, este sempre difícil segundo disco revelou-se instável e não correspondendo ao esperado, apesar de ter boas canções como There’s No Secrets This Year ou a esquizofrénica Panic Switch. Agora, distantes das expetativas que os cercavam no passado e mais maduros, acabam de lançar mais um novo EP intitulado Seasick.

Este EP com apenas três canções e pouco mais de treze minutos de duração transparece a imagem de um conjunto de músicos maduros, mas com o mesmo entusiasmo da estreia há cinco anos atrás. Seasick deverá ser um prelúdio do que a banda possivelmente irá compôr em 2012, data prevista para a chegada de Full Length, o terceiro álbum destes Silversun Pickups. E o que se ouve nestas três músicas é um som bastante melódico, sério e apimentado com boas doses de distorção. A canção que intitula o EP assenta em mais de seis minutos de guitarras ascendentes, bases saturadas de efeitos e a voz de Aubert num registo quase andrógeno. No entanto  o grande destaque vai para a dançante Broken Bottles, canção que sustenta as tais fortes expectativas em relação ao próximo álbum. Finalmente, os lamentos sublimes esvoaçados pela também vocalista Nikki Monninger em Ribbons & Detours abrem diversas possibilidades para a obra futura dos californianos, estabelecendo uma clara conexão com os tais My Bloody Valentine e provando que esta banda deve ser vista como uma das grandes promessas do rock alternativo atual. Espero que aprecies a sugestão...

01. Seasick
02. Broken Bottles
03. Ribbons And Detours

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publicado por stipe07 às 16:30

Curtas... XX

Sexta-feira, 16.12.11

2011 ainda não viu o seu epílogo e já começam a chover novidades relativamente a novos lançamentos para 2012. A cantora britânica Little Boots, que quem não se lembra foi eleita em 2009 como um dos novos sons para se prestar atenção pela BBC juntamente com Florence + The Machine, La Roux e Lady Gaga, já revelou duas canções do sucessor de Hands, de 2009, que tinha sucessos como Remedy, Meddle e New in Town. As tais novas canções são Shake e I Wish, esta uma parceria com Michael Woods.

 

Logo no início de 2012 será editada a compilação de apoio às vitimas do tsunami que assolou o Japão na passada primavera. We Are The Works In Progress contará com contribuições de Deerhunter, John Maus, Interpol, Liars, David Sylvian vs Ryuichi Sakamoto e Broadcast, entre outros. Um dos destaques é Moma, a contribuição do músico que assina Four Tet.

Four Tet - Moma by Four Tet

 

 

Depois de no início de 2011 ter partilhado o álbum Treats, finalmente, já foi revelado o novo tema dos Sleigh Bells, intitulado Born To Lose. A canção faz parte do próximo álbum da banda, Reign Of Terror, que tem edição marcada para o próximo mês de Fevereiro, dia 14. O duo começou a trabalhar no sucessor de Treats em Junho deste ano e o guitarrista Derek Miller já tinha dito que o álbum seria menos música de festa que o seu antecessor. A cantora Alexis Krauss disse ainda que Reign Of Terror será imenso e que a banda tentará manter-se fiel ao seu ruído habitual.

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publicado por stipe07 às 17:55

Vanapastra - Healthy Geometry

Sexta-feira, 16.12.11

Os Vanapastra são uma banda natural de Silverlake, na Califórnia, formada por Collin Desha (voz e guitarra), Steven Wilkin (teclados), Taylor Brown (baixo, guitarra, vozes), Cameron Dmytryk (guitarra, efeitos) e Ben Smiley (bateria). Depois de terem feito furor com um EP e com memoráveis atuações ao vivo, acabam de lançar Healthy Geometry, o disco de estreia e que tem sido muito elogiado pela crítica.

Assim que comecei a ouvir o álbum veio desde logo à memória a tipica sonoridade índie dos anos noventa. Algumas músicas do disco são poderosas e com uma sonoridade apaixonada e dinâmica. Existe com frequência mudanças de ritmo, sempre orientadas pelos riffs da guitarra e por uma voz que lembra bastante Jeff Buckley em alguns momentos e uma estranha mistura de Lenny Kravitz e Caleb Followill noutros. Esta espécie de vaivém no ritmo das canções e na sonoridade, que oscila entre o calmo e o barulhento, lembra muitas vezes o refluxo das ondas. A própria voz, umas vezes alegre e outras revoltada, deixa-nos na incerteza e faz-nos desejar recorrer à letra para percebermos se a intenção do escritor é bater ou beijar alguém... Ou as duas coisas em simultâneo.

Não é pois fácil catalogar estes Vanapastra mas vejo-os com um batido que resultou da colocação no milkshake de uma pitada do período The Bends dos Radiohead, uma colher de sopa de The Killers, um pouco de Kings of Leon, mas mais refinados e The Verve para o toque final.

O disco leva algum tempo para pegar de estaca no nosso subconsciente, mas acaba por dar-se aquele momento mágico em que no nosso cérebro tudo faz sentido. Vamos esperar para ver se Vanaprasta vai explodir em todas as direções e se depois, no difícil segundo disco, haverá progressão do que é uma grande estreia. Espero que aprecies a sugestão...

 

01. Nine Equals Nine
02. Minnesota
03. Self Indulgent Feeling
04. Supernumerary
05. Healthy Geometry
06. G-
07. Don’t Go Home
08. Come On
09. Crushing Ants

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publicado por stipe07 às 17:23

Black Whales - Shangri-La Indeed

Quinta-feira, 15.12.11

Os Black Whales são Alan, Alex, Dave, Davey e Ryan, todos naturais de Seattle. Depois de em 2009 terem lançado o EP Origins e em novembro de 2010 o single Rattle Your Bones, no passado dia 28 de junho estrearam-se nos discos com  Shangri​-​La Indeed, produzido por John Goodmanson. 

A sonoridade de Shangri-La Indeed insere-se na pop psicadélica, com claras referência à década de sessenta e a canção de abertura homónima acaba por ser mesmo o grande destaque deste trabalho. Mas também apreciei imenso o solo de guitarra alegre de Young Blood e o travo country da canção. Aliás, nota-se que ouve um cuidado enorme na produção do disco, procurando que as canções soassem límpidas e luminosas. A voz e os instrumentos estão no local certo e no geral, existe aquela sensação de intemporalidade típica do power pop americano clássico que nunca sai de moda.

Um obstáculo que as bandas enfrentam hoje em dia é operarem num mercado cada vez mais competitivo, já que a internet permite uma rápida e eficaz divulgação, potenciando o aparecimento de novos projetos. Ironicamente tem-se assistido a um fenómeno que entra um pouco em contra ciclo com esta prova de modernidade, já que são as bandas com uma sonoridade mais saudosista aquelas que têm conseguido vingar e encontrar o seu espaço. Estes Black Whales são bem capazes de ter conseguido acertar na mouche com Shangri-La Indeed, um álbum que traz à mente verões passados, algures entre o liberalismo que começou a avançar a partir de final dos anos 1960 na Califórnia, as cordas assumidamente indie dos Screaming Trees e os melhores ingredientes que fizeram dos Beatles os reis da pop. Espero que aprecies a sugestão...

01. Shangri-La Indeed
02. Walking In The Dark
03. Lately
04. Where I Come From
05. Young Blood
06. Elephant #2
07. Books On Tape
08. Rattle Your Bones
09. The Wild One
10. Serpent In The Water

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publicado por stipe07 às 14:26

Clockwork Monkey – Of Burning Things

Quarta-feira, 14.12.11

Os Clockwork Monkey são um projeto australiano liderado pelo cantor e compositor Brendan Bonsack, músico natural de Melbourne e com uma enorme pujança em temros de edição discográfica. Depois de a onze de novembro do ano passado se terem estreado nos discos com The Sky Groundwards e apenas um mês depois terem editado o aclamado You Are Here, no passado dia catorze de março lançaram Of Burning Things, um disco que ouvi recentemente e para cuja sonoridade foram fundamentais as presenças de Chrissy Misso na voz e Josh Wadell no baixo.
Este álbum é uma crónica sentida de um evento que marcou profundamente a memória de uma cidade pequena australiana e a sua destruição por um incêndio florestal. A sonoridade global do disco acena na direção da folk típica da américa profunda e da pop alternativa através dos instrumentos tradicionais do rock, servindo tudo isto para, de uma forma algo maliciosa, contar histórias de pessoas simples e vulneráveis. É a própria banda quem se auto define como construtora de canções para serem ouvidas por novos primatas, todos nós que construimos um dia e agora vivemos neste mundo tão confuso e exposto ao desastre. Espero que aprecies a sugestão...

01. Ash
02. Calling
03. Night Of The Horses
04. First Rains
05. Someone Is Always To Blame
06. Crow
07. Man o’ Beige
08. Rear Vision Mirror
09. The Appointment
10. House Of Rebecca

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publicado por stipe07 às 19:36

Dad Rocks! - Mount Modern

Terça-feira, 13.12.11

Snævar Njáll Albertsson é o nome por trás do projeto Dad Rocks!. Acompanhado por outros nove músicos, o islandês lançou no passado dia oito de novembro, através da Big Scary Monsters, o álbum de estreia, Mount Modern. A despeito do frio da Islândia, o disco transpira emoção genuína da primeira à última canção. Composto por belos arranjos que servem de fundo à voz grave de Albertsson, é um disco delicado e ora subtil, ora grandioso.

Há em Mount Modern elementos da folk que ecoam o Beck de início da carreira e também fragmentos de Arcade Fire e do genial Yann Tiersen.

E o disco começa em grande! A canção título instrumental e que abre o disco tem uma sonoridade tão doce e amável que quase apetece participar com palmas. Aliás, todo este disco sabe aquela espontaneidade típica das crianças enquanto brincam e algumas canções podem ser de embalar. As letras não fogem às normais preocupações abordadas pelos filósofos desta época, mas a entrega vocal de Snævar faz com que soem maravilhosamente bem todas as preocupações e dilemas descritos. Além das questões económicas, políticas e tecnológicas, o álbum também faz algumas perguntas profundas sobre o amor, o sexo e a família e como será para as crianças tornarem-se pais, adultos, maridos, esposas e líderes. Ouve-se o disco e parece ficar claro que importa realmente é envelhecer o suficiente para se perceber que sendo a vida muito dificil e às vezes dececionante, também está carregada de alegria e beleza, despertando em nós o desejo de usá-la para o bem.

01. Mount Modern
02. Weapons
03. Funemployment
04. Downaging
05. Major Labels
06. Battle Hymn Of The Fox
07. Lifestock
08. Farmscrapers
09. Take Care
10. Pro-Disney
11. Pants

 

 

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publicado por stipe07 às 21:03

Caveman - CoCo Beware

Segunda-feira, 12.12.11

Os Caveman são um quinteto de Nova Iorque formado em 2010 e constituido por Matthew Iwanusa (voz, guitarra e bateria), Jimmy Cobra Carbonetti (guitarra e porta-voz do grupo), Stefan Marolachakis (bateria), Sam Hopkins (sintetizador) e Jeff Berrall (baixo). Apesar do nome não têm nada de cavernoso e obscuro, pois até têm uma sonoridade bastante pop, ouvindo-se apenas algum barulho e distorção aqui ou ali, tal como comprova CoCo Beware, o disco de estreia da banda lançado no mercado no passado dia quinze de novembro pela Magic Man! Records. Neste pouco tempo de vida já abriram concertos para os Edward Sharpe & The Magnetic Zeroes, White Rabbits, Here We Go Magic, Wye Oak e Yuck, o que os incentivou a acelerar o processo de gravação deste disco produzido por Nick Stumpf.

Este álbum é como que mais uma uma luz indie pop no obscuro cenário da música popular atual. O quinteto não complica muito e vive essencialmente sob a influência do folk rock. As canções destacam-se pela voz de Matthew e a vigorosa bateria de Stefan.

Desde os tambores tribais presentes em A Country ‘s King Of Dreams à preguiçosa Old Friend, o grupo prova possuir imensa versatilidade e sobrevive bem a eventuais comparações com outras bandas que seguem a pegada Animal Collective que, como se sabe, deixou pelo caminho bandas com enorme potencial mas que nunca tiveram a coragem de se demarcarem desse rótulo.

Assim, sem megalomanias, estes nova iorquinos editaram um bom disco de estreia e mostram que a pop bem produzida pode fazer a diferença. Espero que aprecies a sugestão...

01. A Country’s King of Dreams
02. Decide
03. My Time
04. Vampirer
05. Old Friend
06. Great Life
07. December 28th
08. Easy Water
09. Thankful
10. My Room

 

A banda esteve em foco recentemente porque juntou várias pessoas num espaço chamado The Rumpus Room, onde tocaram uma extraordinária versão ao vivo de Great Life, com nada menos que nove percurssionistas. Juntando alguns ruídos na guitarra, o momento final ficou realmente impressionante.

Site da Banda

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publicado por stipe07 às 20:14

3 de rajada... LVI

Segunda-feira, 12.12.11

Hoje, no dia em que é editado Laughing All The Way To The Cleaners dos THe Lemonheads, na quinquagésima sexta edição de  Três De Rajada..., rubrica que parte da minha busca por novidades e pretende dar a conhecer música nova lançada no mercado discográfico, destaco os novos singles dos Coldplay, The Naked & Famous e The Rapture. Toca a ouvir e a tirar ilações...

 

Coldplay – Charlie Brown


The Naked & Famous – No Way


The Rapture – Sail Away

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publicado por stipe07 às 20:10

Summer Camp - Welcome to Condale

Domingo, 11.12.11

Os anos 80 foram uma década marcante no mundo da música, assim como no mundo cinematográfico. Todos os adultos de hoje em dia cresceram naquele ambiente de euforia e recordam-no com saudades. Os Summer Camp não querem só resgatar esses sentimentos dos anos oitenta mas também converter a sonoridade dessa época para algo actual, familiar e inovador ao mesmo tempo. O primeiro EP da banda, Young, mostrava por alto aquilo que se desejava, mas é com este álbum de estreia, Welcome To Condale, que Elizabeth Sankey e Jeremy Warmsley, a dupla que sustenta os Summer Camp, mostram todo o seu potencial de forma sóbria, coesa e acessível. O disco foi lançado no passado dia trinta e um de outubro através da Apricot Recording Company e produzido por Steve Mackey.

Todo o álbum parece então ter saído de uma banda sonora de um filme dos anos oitenta. É divertido e directo, feito de alegria e com sabor a Verão. Apesar de Welcome to Condale ter saído no inverno, é sem dúvida um raio de calor. As canções prendem-se aos nossos ouvidos com a mistura lo fi e os sintetizadores que definiam a magia do pop de há trinta anos atrás e algumas vezes dei por mim a abanar as pernas ao ritmo da música e só me apercebi depois, embaraçado.

Better Off Without You abre o álbum e mostra logo toda a verdadeira beleza da voz de Elizabeth Sankey, que auxiliada pelas harmonias do parceiro agarra o ouvinte sem abusos e exageros. Toda a música é alegre, mas contida e moderada, sem nunca se tornar pirosa, um dos maiores riscos quando se vai buscar inspiração à década de oitenta. Todos os instrumentos, desde a bateria que se destaca em todas as faixas, até aos sintetizadores que se escondem por detrás de ritmos que não saem do ouvido, são curiosamente conjugados de uma forma simples, mas eficaz. Canções como 1988 parecem-se com singles que atingiram o top... em 1988.

O único defeito a apontar a esta obra é a falta de faixas marcantes. Todas estão bastante niveladas com qualidade, mas nenhuma se destaca no álbum. Falta aquela canção que nos faça cair o queixo e não é uma obra que apresenta algo novo cada vez que se ouve.

Seja como for, este primeiro disco dos Summer Camp cumpre o seu objectivo. É divertido, é dançante, resgata todo o espírito dos oitentas mas com corpo de século XXI. É uma obra genuinamente boa, um hit de 1985 que fugiu numa máquina do tempo para 2011! Espero que aprecies a sugestão... 

1. Better Off Without You
2. Brian Krakow
3. I Want You
4. Losing My Mind
5. Summer Camp
6. Nobody Knows You
7. Down
8. Welcome to Condale
9. Done Forever
10. Last American Virgin
11. Ghost Train
12. 1988

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publicado por stipe07 às 21:06







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